Disclaimer: Naruto, como seus personagens infelizmente não me pertencem! São uma grande obra de arte genial do Tio Kishimoto! Apenas o enredo criado aqui é de minha autoria! Espero que gostem! Passa-se no Universo Naruto, um pouco antes de Sasuke sair em sua rendição, após a quarta guerra ninja.
Essa fanfic também será postada nos sites do Social Spirit, Wattpad e Nyah, através do login NaniSenpai.
N/A: ~*Yo Minna!
Senpai demorou para trazer este capítulo, né? Mas espero que valha a pena a espera, porque caprichei nos detalhes que envolvem o enredo desse capítulo! Ahhhh e Kami, o capítulo ficou grande demais, para quem lê minhas outras fanfics sabe que as vezes me empolgo escrevendo (rsrsrs) / (aproveitando a deixa, quero reforçar que não abandonei elas! "Por trás da vida virtual, Mente Psicopata e Shoganai não foram esquecidas e logo as atualizarei, TODAS ELAS!) e por esse motivo, cortei o capítulo! E já aviso que o hentai ficou para o próximo, maaaaaaaaaaaaaaasssssssssssss, trouxe um bônus nesse para compensar. Eu incluí aqui, a lembrança do dia em que o Sasuke pediu a Sakura em casamento e em como Kakashi se envolveu nisso! Uma baita surpresa, né?
Enfim! Antes que passe todos os spoilers kkkkkkk
Esse capítulo foi bem complicado de organizar e vocês vão perceber isso, porque tem uma lembrança dentro da outra (deu pra entender isso ou ficou confuso?), então vou explicar aqui rapidinho, tá? É importante lembrarem disso!
O que virá depois de "oOo" em itálico, será uma lembrança, e dentro dessa lembrança, virá a cena do pedido de casamento, que é outra lembrança, que deixarei em negrito, beleza? Ahhh e nos dois, as palavras ou frases que precisarei destacar (como sempre fiz), deixarei sublinhado... E o presente, fica normal, certo? Deu pra entender?
Aí eu sou péssima disso, mas de qualquer forma, se não entenderem, leiam de novo! Mentira kkkkkk
Me mandem as dúvidas em mensagens privada ou pelo review/comentário mesmo!
Ahhh e outra coisa, quero pedir desculpa a vocês porque comi bola no capítulo anterior. A Van me sinalizou que Sasuke não poderia usar o elemento madeira e sinceramente eu não sabia kkkkkkk
Apesar de escrever muito sobre o anime Naruto, eu não assisti e não li o mangá todo, então eu sou MUITO bugada com esses tipos de detalhes, mas finjam que está tudo certo, ok? Colaborem comigo, por favor kkkkkk
É isso! Boa leitura!*~
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Capítulo 5 - Novas possibilidades
Ouvia ao fundo de sua mente água corrente, algo como uma pequena cascata. Ouvir apenas esse som a alarmou. Onde estava?
As pálpebras pesadas lutavam para se abrirem e falhavam. Estavam tão pesadas e doloridas e pensando bem, não eram somente elas que estavam doloridas, o corpo inteiro estava. Os braços dormentes, porém latentes, protestavam. Pareciam que estavam presos, suspensos a algo. Os pulsos certamente estavam cortados, pois mesmo diante da dormência, sentia a dor que o atrito com algo causava em sua pele sensível, como se estivesse na carne viva. Os joelhos protestavam também, o peso diante deles estavam os sobrecarregando de maneira quase insuportável. Quanto a cabeça? Muito pior do que já estivera algum dia. Latejava com a própria respiração, imagine o que o som daquela cascata não fazia?
Os olhos, ainda fechados, tremiam diante de alguns flashes confusos e sobretudo perturbadores. Bagunçadamente e tão superficial quanto seria inconveniente para aquele momento, se via lutando contra alguém. Não mostrava muito, apenas golpes que dera e que consequentemente recebera.
"Contra quem...?", a questão morreu quando recebera outro flash. Se via junto ao antigo Time 7, a procura de um grupo de Nukenins que pretendia um atentado contra sua Vila. Simultaneamente, lembrou-se de uma enxurrada vir em sua direção. Se manteve estável embaixo d'água e sinalizou para seus companheiros que estava bem e que subiria, até ver abaixo de si uma jangada de madeira se prender contra o chão com a força da correnteza e num relance, ver uma criança dentro dela. Mergulhou para tentar tirá-la de lá e seus companheiros fizeram o mesmo, realizando uma força tarefa. Assistiu eles conseguirem, porém em seguida sentiu a correnteza retomar sua força avassaladora e assistiu num piscar de olhos, um enorme tronco de árvore vir em sua direção e colidir contra sua cabeça, pois não havia conseguido desviar-se dela por inteiro, e tudo ficar preto.
Ofegou assustada. O pânico crescia dentro de si, espalhando adrenalina pelo corpo. Tentou se encolher, mas os braços suspensos a algo atrapalharam. Os olhos paralisados se arregalaram de repente, quando percebera que realmente estava presa, amarrada.
As esmeraldas correram pelo ambiente em que estava, entretanto não puderam enxergar muita coisa, estava escuro. Havia apenas um fio de luminosidade vindo de um buraco da parede rochosa, à quarenta e cinco graus de si.
Comprimiu uma vontade intensa de gritar por socorro e apenas desviou o olhar para si mesma. Precisava descobrir em que situação estava e raciocinar cautelosamente sobre o que faria para ficar segura.
Como deduzira, estava de joelhos, amarrada com os braços abertos. O lugar em que estava, parecia ser uma caverna e a sua esquerda, estava a pequena cascata que identificou sonoramente.
Esforçou-se para se equilibrar sobre os joelhos e se alinhar, dando um descanso para seus braços. Moveu minimamente os pulsos, para tentar girá-los e confirmou a teoria de que estavam cortados. O sangue, já seco e coagulado, mostrava que fazia algumas horas que estavam assim, se não um dia ou dois. Sentia as mãos frias, o sangue não conseguia circular corretamente e isso era ruim, poderia lhe prejudicar em movimentos rápidos ou na circulação de seu chakra, caso fosse preciso.
- Caso fosse preciso... - murmurou, repetindo o pensamento analítico. As esmeraldas correndo mais uma vez pelo ambiente.
Obviamente estava na posição de refém, a questão era, por quem? Quem a capturou? Seriam os Nukenins?
Inferno, sentia o sangue ferver em revolta só com essa possibilidade. Como fora tão descuidada a ponto de ser pega?
Arregalou os olhos e sentiu o coração falhar, com o pensamento disparado automaticamente em reação ao termo "ser pega". Onde estavam os outros? Estavam seguros? Ou foram capturados também?
As esmeraldas correram desesperadamente pelo local, pela terceira vez em poucos minutos. Não sabia se estava aliviada ou amedrontada em parecer ser a única refém presente. Talvez os outros estivessem seguros, sendo a única a estar em perigo. Precisaria se preocupar apenas consigo mesma. "Kami.". Estava a beira de um colapso nervoso por não obter respostas.
Insegura com a prova visual, coçou a garganta - Sasuke-kun? - sussurrou, em um cochicho assustado - Naruto? - as esmeraldas varriam o local de um lado a outro - Kakashi-Sensei? - ouviu o atrito de pedras contra algo, como se um passo afundasse contra o chão camuflado de pequenas pedras e virou na direção do som. Veio do lado que havia aquela fissura de luz. Os olhos estreitaram na direção e sentia o coração acelerar com as expectativas sendo criadas uma atrás da outra, junto aos passos se aproximando - Quem é? - questionou, firme. As cordas a amarrando, a impedia de circular chakra pelo corpo para reconhecer a assinatura de chakra de quem se aproximava, mas não se entregaria ao medo logo agora. Estreitou ainda mais os olhos, ao ver o inimigo chegar ao alcance da fissura - Kakashi-Sensei? - murmurou, sentindo o alívio dominá-la. Ele cessou os passos. As mãos escondidas nos bolsos da calça. O colete chunnin e a bandana da Vila ausentes. Usava apenas calça escura, sapatos ninja e uma regata gola alta escura, com seu acessório imprescindível, a máscara. Ele estava com a expressão dura, a olhava com o queixo erguido, o olhar severo, mas ignorou completamente. Estava aliviada de ver alguém de sua confiança. Sentia os olhos lacrimejarem e logo sorriu - Você também está aqui! Onde estão os outros? Estão bem? - franziu o cenho e arregalou os olhos, olhando para todos os lados - Precisa fugir, Kakashi-Sensei! Antes que te prendam de novo! - sussurrou, se dando conta do perigo eminente. Não podia se permitir ser descuidada mais uma vez.
Kakashi se aproximou mais dois passos e permaneceu em silêncio. O cenho prateado franzido, totalmente reprovador. O olhar ainda mais severo, enquanto a encarava, como se a punisse. Exalava de si fúria perfeitamente fundida a tranquilidade e isso a alarmou. Por que estava tranquilo naquela situação?
- Como...? - a pergunta ficou engasgada na garganta, junto com o medo crescente. Era seu ex-Sensei, por que se sentia encurralada por ele? Por que estava com medo de confirmar o que suspeitava? Engoliu a seco e mais uma vez, despertou em si firmeza - Como se soltou? - finalmente questionou, observando sua expressão facial não sofrer nenhuma alteração, nem minimamente. Ele ameaçou avançar mais alguns passos - Fique onde está! - ordenou, alarmada e amedrontada - Fique onde está e responda minha pergunta! - ordenou mais uma vez, ainda mais firme, quando viu o canto da boca dele se erguer levemente por baixo da máscara, como se sorrisse.
- Eu nunca estive preso, Sakura. - a voz grave e rouca de imediato lhe causou um frio na barriga. O frio na barriga que sentia enquanto ele a tocava e a levava ao céu e ao inferno com o prazer que lhe proporcionava.
Com muito esforço, bloqueou o rumo daqueles pensamentos, dizendo para si mesma que aquilo foi somente imaginação e se focou no agora, completamente preocupada com essa revelação - Onde estão Naruto e Sasuke-kun? - questionou, mantendo o tom firme.
- Tão altruísta. - afirmou, coçando a nuca com a mão direita. A expressão ainda severa, mesmo que seu corpo parecesse um pouco menos tenso.
- Responda! - exigiu, não deixando se distrair com ele e com tudo que ele lhe causava internamente. Precisava ter foco.
Ele suspirou e lhe deu as costas, seguindo na direção da pequena cascata - Provavelmente nos procurando ou algo do gênero. - respondeu com desdém, enchendo calmamente uma garrafa com água. Quando cheia, levou a garrafa há alguns centímetros de sua boca e despejou água. Bebeu um gole generoso, antes de limpar a boca com as costas de uma das mãos, protegida por sua habitual luva de dedos cortados, e lhe apontar a garrafa com a outra - Com sede? - questionou com uma naturalidade de um psicopata. Nem parecia que a situação estava como estava.
- Por que estou amarrada? - disparou a pergunta, o ignorando, sem se preocupar com as consequências, enquanto o seguia com os olhos, ao entrar na escuridão ao lado da cascata e sair com um pequeno pote, juntamente com a garrafa de antes.
- Você não me deu outra escolha. - respondeu, com aquela naturalidade que estava lhe embrulhando o estômago. O viu abrir o pote e se aproximar, para lhe mostrar o interior - Com fome?
- O que quer dizer com "eu não te dei outra escolha"? O que eu fiz? - questionou, o ignorando mais uma vez, sentindo as veias de uma das têmporas saltarem de raiva com a dissimulação dele.
- Ora, ora... - resmungou preguiçosamente, as sobrancelhas se erguendo em surpresa - Não se lembra também?
- Também? - repetiu, os olhos já correndo de um lado para o outro enquanto seu cérebro vasculhava as últimas lembranças - Do que...? - engasgou ao questionar, quando o viu sem nada em mãos, pois tinha deixado o pote e a garrafa de água no chão, e calmamente, erguer com certa dificuldade a camiseta até um pouco acima do peito, onde haviam inúmeras voltas de faixa desde a costela, até aquele local.
- Mas o que...?
- Você fez isso. - ele a interrompeu com frieza e acima disso, ressentimento.
- Eu... Fiz... Isso? - questionou tão pausadamente, quanto o raciocínio podia acompanhar.
- Sinceramente, eu não esperava de você um golpe dessa magnitude. Não contra mim, que sempre estive ao seu lado. - abaixou a camiseta, fazendo uma careta ao abaixar os braços. Estava doendo, isso era claro. Olhou-a, mantendo a expressão severa - Você realmente me pegou de surpresa, Sakura. - mais uma vez, o ressentimento pesava em sua voz, lhe dando uma pontada de culpa. Por que o ferira daquela forma? Buscava força e poder, mas não para ferir as pessoas que amava e sim para protegê-las. Por que violou sua própria regra?
As esmeraldas rapidamente ficaram inundadas, com lágrimas de confusão. Olhou novamente na altura do ferimento dele, como se dessa forma, pudesse se lembrar o que houve e deu certo. De imediato, imagens passavam diante dos seus olhos.
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"Estava desmaiada e ainda molhada da enxurrada que levara. Despertou lentamente os sentidos e a consciência. Depois de alguns minutos, se forçou a sentar e observar onde estava. Era uma caverna.
Sentiu uma pontada de dor e gemeu, levando a mão no local. Sua cabeça, mais especificamente na lateral da testa, do lado direito. Ao retirar a mão, percebeu que ainda saía sangue e gemeu outra vez. Precisava curá-la antes que lhe gerasse maiores problemas.
- Você acordou. - ouviu ecoando a caverna e levantou a cabeça, na direção da voz. Reconhecera facilmente aquele tom. Era num tom harmônico grave e tranquilo. As palavras se arrastavam para fora de sua boca, tão preguiçoso.
Sorriu, sentindo-se segura - Kakashi-Sensei.
O viu aparecer na direção de uma pequena fissura de luz. Trajava o colete chuunin, a bandana e a máscara em seus lugares. O olho exposto plissou, como se sorrisse - Trouxe algumas bandagens. - mostrou o que estava em sua palma - Como se sente? - aproximou-se e se abaixou, tirando alguns fios com a mão livre que estavam na frente do ferimento em sua testa - Ora, ora... Aquele tronco fez um bom estrago. - afirmou, do jeito Kakashi de ser, lhe fazendo sorrir minimamente pela preocupação em seu tom.
Seu sorriso aumentou quando colocou sua mão sobre a dele, para tirá-la e ele se assustou diante do toque repentino - Tudo bem. Vou resolver isso. - avisou e logo começou a se curar. Chakra verde emanava da sua mão no ferimento, enquanto passava seu olhar pelo local - Onde estamos? - questionou, o vendo se levantar e lhe dar as costas.
- Em um abrigo seguro. - respondeu, sentindo seu tom de voz sofrer uma leve alteração para séria.
- E onde estão os outros? - observou seu ex-Sensei se sentar sobre uma pedra, próximo da fissura de luz. Mesmo que apenas seu olho direito estivesse exposto naquele momento, pôde identificar a expressão dura e tinha que admitir para si mesma que ele estava extremamente sexy a olhando de forma tão séria, mesmo que tentasse evitar ao máximo vê-lo daquela maneira, não era saudável já que sua mente extrapolara o envolvendo em perversões.
- Não sei. Acabamos nos separando depois da enxurrada. - respondeu e deu de ombros. A voz ainda mais grave que o normal.
Imediatamente lembrou-se do incidente e assentiu - Entendo. - depois disso, ficaram em silêncio até que terminasse de se curar e se levantasse. Não queria atrasá-lo muito mais. Deu leves batidas na bunda, para tirar o excesso de pó de seu sobretudo vermelho - Podemos procurá-los agora. Estou pronta. - alegou, lhe oferecendo um sorriso - Onde fica a saída? - questionou, já andando enquanto a procurava. Passou por ele, que ainda se mantinha sentado.
- Nós não vamos procurá-los, Sakura e também não vamos sair daqui. - afirmou, num tom severo e firme. Tom esse, que ela nunca tinha ouvido antes.
Isso a surpreendeu e a fez virar-se na direção dele - O que? Por que? - questionou, completamente confusa.
O viu se levantar e se virar para si. A postura completamente dominadora e o olhar severo - Porque eu nos afastei deles e te trouxe aqui. - fez questão de enfatizar o "eu", pesando seu controle sobre a situação. A viu franzir o cenho e buscar por uma explicação em sua própria mente, mas decidiu facilitar as coisas - Temos algo pendente para resolver, Sakura. Algo no que diz respeito apenas a você e eu.
Recuou dois passos, assustada com o rumo da conversa - Do que está falando? - levantou uma das mãos na altura do peito, defensivamente em sua direção, já estranhando a reação de seu ex-Sensei.
- Você sabe muito bem do que estou falando. - acusou, sem rodeios.
E realmente ela sabia, porque começou a se lembrar de coisas que não deveria. Porque era insanamente prazeroso e acima de tudo, porque no fundo, ela sabia que Sasuke era incapaz de lhe dar uma noite maravilhosa como aquela.
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"As mãos dele seguravam possessivamente as laterais de seu rosto. Os lábios estavam rígidos contra os seus e a língua, forçava passagem para sua boca. Sasuke nunca lhe beijara assim e a surpresa a fez se engasgar."
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"Os longos dedos tocaram sua bochecha, gentilmente. Tatearam a pele macia com o cuidado que algo precioso e delicado exigia. Espalmou a mão na lateral do rosto alvo e o puxou para o um beijo. Um beijo diferente. O beijo era calmo, mas intenso. Deliciosamente úmido, próximo, ostentando sentimentos. O que era aquilo?"
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"A mão que a acariciava por dentro da blusa era quente, formigava sua pele por onde passava, entretanto as de Sasuke sempre foram gélidas."
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"Ele a prensou contra a parede, ao mesmo tempo que a boca sedenta capturou seu seio direito. Mal se deu conta de quando ele lhe tirou completamente o sutiã junto a camiseta, os jogando no chão e abocanhou com gosto o seio mediano alvo, com auréola rosada. Ele o chupava, sentia a sucção rude, porém prazerosa. Ora ou outra a língua brincava rodeando o bico firme, lhe causando ainda mais arrepios. A outra mão dirigiu-se para o seio esquerdo e o apalpou fortemente, lhe arrancando mais gemidos. Era forte, doloroso, excitante. Parecia que lhe arrancaria os seios de forma bruta. A boca e a mão trabalhavam em conjunto em um ritmo único, tirando de si exagerados e calorosos gemidos, quase como se implorasse por mais."
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Meneou a cabeça desesperadamente, recuando mais dois passos - Não... - colocou uma das mãos sobre a boca, quando percebeu o que seu próprio corpo estava fazendo contra si. Os pelos arrepiaram numa corrente contínua pelo corpo inteiro. Clamavam por mais daquilo que lembrara, muito mais.
- Por que ainda está tão surpresa? - o ouviu questionar num tom zombeteiro e levou seu olhar a ele, lembrando-se de outro momento.
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"- Abra os olhos, Sakura. - a ordem veio da voz dele, de seu ex-Sensei, sua perdição e seu fim. Rapidamente os abriu e mais, os arregalou vendo Kakashi sobre si. O rosto sem a máscara, expondo seu rosto lindo num todo. Os olhos, um negro, outro carmesim, a cicatriz sobre esta até metade da bochecha esquerda, o nariz, os lábios, a barba sutilmente por fazer sobre o queixo na medida perfeita. Tudo extremamente lindo às esmeraldas, que congelaram o analisando. O choque se espalhando pela mente, parando o tempo ao redor de si. Boquiaberta, engasgou com a própria saliva, o fazendo rir mais uma vez - Por que está tão surpresa?"
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- Eu... - virou o rosto, ainda negando a si mesma o que sempre esteve claro em seu interior - Eu não... - meneou a cabeça ainda mais forte, como se pudesse voltar no tempo, evitando que tudo aquilo acontecesse.
- Por que está tão resistente diante dessa ideia, Sakura? Pelo que eu me lembre, você aprovou com muito prazer o que fizemos... - o tom era de pura malícia e para confirmar, o olhou, encontrando aquele sorriso perverso nos lábios dele, que já não estavam mais escondidos sob a máscara, assim como seu Sharingan não estava mais escondido sob a bandana.
Um ofego escapou de seus lábios, quase saindo como um gemido quando viu aquele sorriso. Era tão confiante e sexy, que distorcia sua sanidade. Recuou mais alguns passos lentamente, tentando recobrar a razão. Não podia deixar seu corpo influenciar sua mente, não da forma como parecia necessitado por ele. Por seus cuidados, por seus toques.
- Não! - gritou, interrompendo aquela linha de raciocínio - Você... - o olhou acusadamente - Você se aproveitou de mim! Usou a imagem de meu futuro esposo para...
O semblante dele se fechou e de repente, não havia nada a não ser fúria emanando dele - Me aproveitei? - uma das sobrancelhas arqueadas em um desafio mudo.
- Sim! Aquilo foi... - ofegava com raiva. Raiva de si mesma por ter sido fraca naquele momento, raiva dele por ter quebrado o laço que construíram de aluna e Sensei, raiva de tudo aquilo ter acontecido, a tirando da zona de conforto que construíra para se preparar para o casamento que mudaria sua vida para sempre. Meneava a cabeça desesperadamente, para encontrar uma razão - Aquilo foi estupro, Kakashi! - alegou, o acusando duramente.
- Estupro? - questionou com pura acidez na voz. A ironia exalando de cada poro de si e a tensão se espalhando por seu corpo viril - Acha que te estuprei? - se aproximou dela, a passos lentos, num ritmo de um predador prestes a dar o bote - Bom, devo dizer que me deixou mais uma vez magoado pela acusação. - quando a encurralou completamente contra a parede, segurou ambos os pulsos finos e os elevou acima da cabeça, os prendendo contra a parede rochosa - Até quando vai mentir para si mesma? - sussurrou no ouvido da kunoichi.
A pergunta a levou diretamente para outra lembrança.
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"- Até quando vai mentir para si mesma, Sakura? - o tom saiu repreensivo, porém o sorriso estava expondo convencimento puro. Sempre fora um homem acima de tudo observador, não daria um passo arriscado desses sem ter certeza de que o que sentia por ela era recíproco. Outro gemido e os próprios lábios se divertiam alargando o sorriso. Repetiu o movimento, até tê-la gemendo sem parar, prestes a ter outro orgasmo - Vê? Você quer, como eu quero."
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Ele se afastou, apenas para olhá-la. O queixo erguido, a expressão rígida - Você pediu, Sakura. Pediu por mais. - alegou, enfiando o rosto na curva entre o pescoço e o ombro direito - E mais, e mais... - sussurrou contra a pele, lhe causando indesejáveis e incontroláveis arrepios. Sentiu a boca dele perigosamente próximo de seu ouvido - E eu dei. - roçou os lábios contra a pele sensível - Não me diga que já se esqueceu... - murmurou calmamente, inspirando seu cheiro.
Mas ela não esqueceu, muito pelo contrário, ainda estava extremamente vívido em sua mente nebulosa, que no entanto ficava cada vez mais nítido e claro para si.
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"- Kakashi-sensei... - o nome saiu com um ofego sôfrego. Os espasmos pelo que ele estava fazendo lá a ordenando a obedecer ele, a necessidade silenciando e mais, ignorando as advertências das reais consequências do que estava prestes a acontecer - Por favor... - sussurrou em meio a um gemido, entregando-se àquela loucura."
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- Você implorou com tanta necessidade, que estou duro só de lembrar. - comentou, com o tom grave e rouco, de puro desejo, enquanto roçava seu comprimento generoso tão duro quanto uma rocha contra seu ventre.
Ele não era o único excitado com aquela lembrança, ela também estava. Perdidamente excitada.
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"Gemeu, quase ronronando e elevou o quadril, de encontro com o membro pulsante. Ela conseguia senti-lo duro, pulsando e quente e o desejava dentro de si, como desejava. A sanidade já não tinha mais espaço. A luxúria vinha com força total - Por favor, mais... - elevou o quadril mais uma vez e pôde sentir a cabeça entrando em sua vagina - Mais, Sensei... Mais... - implorou, tentando se soltar da corda para agarrar-se a ele."
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- Não... - se debateu, até que ele a soltou. Imediatamente, passou por ele, se afastando o máximo possível - Aquilo... - tentava recuperar o fôlego, falho pelas lembranças perturbadoramente desejáveis - Aquilo foi um erro! Eu amo o Sasuke-kun e vou me casar com ele! - gritou, tentando convencer a si mesma. Precisava fazer isso. Precisava com todas as suas forças, porque não podia ter arruinado seu futuro casamento e pior, arruinado a relação que construíra com Sasuke por puro egoísmo.
- A única coisa que é um erro é você insistir nisso. - bravejou, a beira da insanidade furiosa - Você não o ama, Sakura. - alegou, com puro desprezo - Você ama o que eu te dei. Os meus toques, os meus beijos, o meu amor. - os pés o levaram até ela, em passos calmos e friamente calculados.
- Isso não é verdade... - sussurrou. Sentindo-se desabar diante daquelas verdades. Não resistiria por muito tempo, porque Kakashi tinha esse péssimo hábito. Usar as palavras certas, no momento certo.
- Você o teme, Sakura. - alegou, confiante do que estava dizendo. Um sorriso de canto se formou em seus lábios e o olhar se tornou firme - Sabe disso. Abomina o ser que ele se tornou e só cedeu a este casamento para não falhar com a promessa que fez a ele, mas ninguém realmente vai julgá-la por desistir dessa loucura. Vocês estão condenando um ao outro à infelicidade eterna. - cessou os passos em frente à ela, há poucos centímetros de distância.
Ela abaixou a cabeça, os olhos arregalados - Como...? - sussurrou, perdida na incerteza - Como sabe da minha promessa? - levantou a cabeça e o fitou.
Olhos bicolores contra suas esmeraldas, numa intensidade de arrancar suspiros, se fosse em outra situação.
Ele ainda a olhava com o queixo erguido, com uma superioridade que jamais o vira usar antes - Eu estava lá. - afirmou com imponência, lhe levando diretamente para aquele dia.
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"Sasuke voltara de mais uma de suas viagens, mas ao contrário do que sempre fizera, ele a procurou no hospital. Ela achou que ele pediria algo relacionado a sua viagem. Suprimentos médicos, pergaminhos para selar amostras, que ele sempre acumulava de suas viagens para levar para ela ou até mesmo que curasse qualquer ferimento que tivesse, mas não.
- O que? Acho que não ouvi direito. - afirmou, colocando a mão em sua testa, como se tivesse batido a cabeça. Com certeza iria para casa depois deste turno, já estava alucinando.
- Ouviu perfeitamente o que eu disse. - ele respondeu calmamente, cruzando os braços ao chegar na porta da sala dela e escorando-se no batente da porta.
Virou-se para ele e suas esmeraldas encontraram os ônix impassíveis. Bufou ironicamente e soltou uma risada curta sarcástica - Quer jantar comigo? Só você e eu? - passou a mão nos cabelos, num tique nervoso e meneou a cabeça negativamente - Não sei porque adquiriu a idiotice do Naruto de brincar com coisas sérias, mas está meio tarde para isso, não? Só aquele besta não entende que não tem mais idade para tratar tudo como uma grande piada. - lhe deu as costas e tirou o jaleco impecavelmente branco, o deixando sobre sua cadeira.
Ele a observou minuciosamente e estava ciente de que ela estava apenas desviando de seu convite, mas não recuaria. Um Uchiha nunca recua, principalmente diante de seus objetivos.
Andou até ela com passos pesados e regulares, sem pressa alguma e a puxou pelo antebraço, para que se virasse para si - Te busco em casa às 21 hrs. Esteja pronta. - lhe tocou a testa com os dedos indicador e médio, naquele gesto antigo, que se tornara um ritual de despedida entre eles e lhe ofereceu um pequeno sorriso de canto, antes de virar e desaparecer em uma nuvem de fumaça, lhe deixando sozinha com seus pensamentos.
Aquilo era sério. Ele realmente queria jantar a sós com ela e por incrível que pareça, ela não estava feliz. Estava com medo, porque não estava pronta para o amor juvenil ser correspondido. Eram outros tempos, de certa forma, outras vidas, outro momento. Ele era o jovem que deixou sua Vila por vingança, enganado por tudo e todos e ela era uma jovem aprendendo tudo sobre a vida e sobre o amor, amor esse, que depositara naquele que mais lhe ferira durante todos aqueles anos. Era difícil se entender, principalmente ao sentir seu coração sofredor palpitar, apertado sob o peito.
Minutos depois de tentar digerir aquilo, resolveu ir para casa. Ainda tinha uma hora para se arrumar ou quem sabe sair correndo. Negou a si mesma com a cabeça e resolveu tomar um banho. Era uma mulher agora, seria madura o suficiente para encarar o que quer que Sasuke fosse lhe propor naquele jantar, o que ela não esperava, era que ele fosse fazer aquilo, tão naturalmente como se o assunto não tivesse o peso que realmente tinha, em meio ao jantar, entre a entrada e a refeição principal.
- Lembra-se de quando disse que me amava? - questionou, bebendo um pouco do sakê, que havia sido servido a seu pedido.
Ela o encarou, surpresa com o que havia dito e desviou o olhar, quando os ônix encontraram suas esmeraldas - Foi há muito tempo... - respondeu num sussurro, de repente se sentindo deslocada ali. Havia sofrido tanto. Ela sempre fora rejeitada em suas declarações, por que ele queria tocar e mais, abrir aquelas feridas? Mordeu o lábio inferior e pousou as mãos em seu colo, escondido sob a mesa. Jamais esqueceria o dia que ela disse que faria tudo por ele, que ele desistisse de sair da Vila ou que a levasse junto, porém a resposta, foi desacordá-la, depois de dizer um "Obrigado" e deixá-la sobre um banco frio.
Não passou despercebido pelo Uchiha, muito pelo contrário. Mesmo que tivesse passado anos longe dela, ainda saberia ler seu corpo, tanto quanto o próprio. Ela estava desconfortável e provavelmente aqueles sentimentos antigos ficaram distorcidos pelo tempo e pelos seus erros. No entanto, estava determinado a repará-los, assim como a reparar sua própria vida.
- Disse que faria tudo por mim. - lhe lançou um olhar firme e plenamente observador diante da reação dela.
Se remexeu desconfortavelmente na cadeira e levou uma das mãos ao pescoço, o apertando para aliviar a tensão que roubara sua paz - Onde quer chegar, Sasuke-kun? - questionou, inconsciente da firmeza como o estava tratando, mas era inevitável. Aquilo estava a matando por dentro, cada expectativa que um dia tivera e sentira antigamente, despertando em seu coração, voltando a tona sem ao menos ter tido a intensidade reduzida com o passar do tempo.
Completamente decidido, inabalável, pousou o copo na mesa e a olhou com total determinação - Quero que cumpra com sua palavra e realmente faça tudo por mim. - estava ciente de que estava jogando sujo, mas não havia outra alternativa, não para um homem como ele, que não fazia ideia do peso daquelas palavras, ou do sentimentos que elas envolviam ou até mesmo de como aquilo mexeria com o coração da bela flor a sua frente. Porque ele não tinha sentimentos, não ainda. Não sabia mais o significado do amor e todas as suas consequências, assim como não sabia o quanto havia sido frio ao falar daquela forma com uma mulher que mesmo depois de tudo, lhe oferecia bondade, compaixão e preocupação consigo.
Engoliu a seco e olhou para os lados, apenas para ganhar tempo de processar as palavras que trariam o veredito final para aquela conversa - E o que isso implica?
- Case-se comigo. - respondeu, curto e grosso, como sempre fizera.
Não havia sentimento. Não havia calor. Não havia nada além de palavras vazias e insignificantes diante do que o pedido verdadeiramente exigia. Aquela conversa mais parecia uma transação de negócios.
As pequenas mãos da kunoichi tremiam. No final das contas, era exatamente o que estava prevendo que aconteceria e certamente não estava preparada para aquilo, estava preparada para qualquer coisa, menos para aquilo.
Forçosamente, sorriu, um pequeno, mas visível sorriso. Desviou do olhar estoico dele e respirou fundo. Ela era madura o suficiente para reprimir o surto que estava a beira de dar. Queria gritar, chorar, bater, oh sim, bater nele até que aprendesse a agir corretamente, porém apenas assentiu, fechando os olhos enquanto lamentava ter sido burra o suficiente de um dia ter dito aquilo para ele.
- Prometa. - a voz masculina soou firme e ela abriu os olhos, lhe encarando com incredulidade. Só que ele sabia que essa era a única maneira de garantir que nada do que ele fizesse ou dissesse erroneamente, a faria mudar de ideia posteriormente, porque ela, ela nunca desfazia uma promessa.
- Eu... - as palavras entalaram na garganta e ela quis se bater por deixar transparecer sua insatisfação e insegurança. Hesitou por um momento, sabendo que aquele seria o fim para si. Era certo fazer isso consigo mesma? Já não fora infeliz o suficiente? Levou seu olhar a ele. O rosto lindo, alvo em meio ao contraste gritante dos fios e olhos negros. Não havia expressão alguma em seu rosto, mas ela era compreensiva o suficiente, para dizer a si mesma que o tempo e a vida que ele levara o deixou assim. Perder a família, matar o irmão, descobrir que tudo não passou de uma farsa e que cometeu o maior erro de sua vida matando o vilão que no fim, era o herói, tinha potencial o suficiente para destruir qualquer vestígio de humanidade de uma pessoa. Ele poderia desistir de viver, no fim de tudo, mas escolheu se reerguer. Reconstruir o clã e sua vida e escolhera ela para isso, para estar ao seu lado naquele momento crucial de sua vida. Ela. Como ela poderia ser egoísta a ponto de pensar na própria infelicidade, quando há um homem a sua frente que sequer conheceu o oposto disso? Ela ainda tinha uma família, amigos, laços e ele não tinha nada. Assentiu mais uma vez, sentindo os olhos lacrimejarem - Eu prome-... - um homem se aproximou e no momento que estava prestes a ceder, derrubou em si um jarro de porcelana com água - Kami! - exclamou assustada e se levantou rapidamente, para que a água escorresse.
- Me desculpe, Senhorita. A culpa foi toda minha. - alegou, buscando pelas esmeraldas dela, para que ela encontrasse em seu olhar um pedido. O de não fazer aquela promessa. Porque ele também sabia que ela não desfazia uma promessa e foi isso que o obrigou a se transformar em um dos garçons daquele lugar e interferir, antes que aquilo se tornasse uma catástrofe total. Desde o momento em que vira o Uchiha indo para o hospital a procura de Sakura, sabia que não seria por um bom motivo e estava certo. Pela janela da sala de Sakura e clandestinamente, ele viu no olhar do ex-Nukenin determinação em tomar a flor para si e de viu na obrigação de impedi-lo.
Ela olhou em seus olhos, mas desviou rapidamente para Sasuke, que levantara, para recriminá-lo pelo descuido, afinal, estava prestes a conseguir o que realmente queria.
- Mais uma vez, me desculpe, Senhores. - abaixou a cabeça e logo levantou, lançando um olhar significativo para a mulher, que o encarava confusa - Sugiro que vá para casa, Senhorita. É melhor se trocar antes que se resfrie.
- Eu... - ela disse incerta, correndo os olhos entre o garçom e Sasuke, que cerrava os dentes e lançava um olhar irritado para este.
- Nós já estamos no fim do jantar, agradeço a preocupação. - o Uchiha disse, com a voz cortante e sombria, claramente dispensando o garçom, que se retirou. Lançou um olhar para ela, aguardando sua resposta, apesar de saber que essa batalha já estava ganha, porque era assim que ele via qualquer coisa que envolvesse seus objetivos.
Mesmo que tivesse convencido a si mesma de que deveria fazer isso, e entendesse a situação, resolveu pensar mais a respeito. Se casar era uma decisão muito importante para ser tomada assim, principalmente porque esse casamento não seria mantido por seu amor, pois este já não existia mais, não como antes. Apenas compaixão talvez não fosse suficiente para fazer aquilo dar certo.
- Acho que devemos continuar esta conversa em uma outra hora, Sasuke-kun. - alegou, ainda tentando se secar.
- Sakura. - ele a chamou e ela lhe olhou. Ele sabia que ela recuaria e não poderia permitir que acontecesse. De alguma forma, ele não queria. Não sabia explicar para si mesmo, mas não queria que outra mulher fizesse isso. Concentrado nisso, ele buscou a mão dela. A entrelaçou a sua e apertou levemente - Eu preciso que faça isso por mim.
As esmeraldas paralisaram com aquela frase. Não foi um "eu preciso de você", mas aquela frase era suficiente para massacrar o orgulho Uchiha. Sasuke nunca expunha antes precisar de algo, principalmente que dependesse de si.
Sorriu tristemente, ciente de que não havia outra forma. Talvez fosse seu destino, sofrer por ele, se sacrificar por ele.
- Eu prometo. - finalmente disse, desfazendo o contato com ele e pegando sua pequena bolsa de mão em cima de mesa. O reverenciou numa despedida rápida e formal - Preciso ir. - passou por ele a passos apressados, sem nem ao menos esperar pela resposta dele. Precisava correr dali, porque qualquer possibilidade que ela tinha de ser feliz, tinha desaparecido quando proferira aquelas duas palavras e isso estava quebrando mais uma vez seu coração."
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- Você era o garçom... - levantou as esmeraldas para encontrar os olhos bicolores.
- Ele a obrigou a fazer aquela promessa, porque sabia que seus sentimentos por ele haviam mudado e você...
- Eu prometi porque eu quis! - o interrompeu, o afastando de si. Estava tendo um colapso nervoso, precisava sair dali antes que colocasse tudo a perder por pura esperança de ainda poder ser feliz - Pare de me confundir! Você não sabe de nada!
- Eu sei que você não o ama e que não está feliz com esse casamento e você também sabe disso. - se alterou, subindo um terço de seu tom habitual - Pare de mentir para si mesma! Não se comprometa pelo bem dos outros, pense um pouco em você! - colocou a mão sobre o peito com o punho fechado - Eu estou aqui e ofereço tudo o que ele não pode e nunca poderá te dar, novas possibilidades e acima disso, a chance de ser realmente feliz. Fique comigo, Sakura. O que lhe dei aquela noite, não é nem um terço do que tenho para te dar! - disse, deixando claro o quanto estava desesperado por ela - Porque eu te a-...
- Não! - ela gritou, o interrompendo - Pare! Pare de fazer isso comigo! Pare de tornar tudo mais difícil! - implorou, caindo sobre os joelhos, enquanto as lágrimas escorriam por suas bochechas levemente rubras. Ela não podia ceder àquela proposta, ela não podia ser egoísta, porque ela havia prometido para Sasuke e isso estava acima de tudo para si. Ele já sofrera muito, para sofrer mais um abandono, mesmo que a fizesse sofrer como nenhum outro homem fizera. Não poderia fazer isso com ele e não faria. Fungou e limpou as lágrimas, enquanto se levantava e o encarava - Eu vou embora.
Ele lhe lançou um olhar incrédulo, a vendo se afastar - Não. Você não vai. - afirmou de prontidão, encarando as costas feminina.
- Vou. - ela rebatou, sem ao menos virar-se para olhá-lo.
Ela estava decidida a deixá-lo e a ir embora e ele decidido a mantê-la ali, até que compreendesse que o que ela estava fazendo era um erro.
Num piscar de olhos, começaram um confronto físico. Ele queria apenas que ela gastasse todo o chakra, para imobilizá-la sem machucá-la, mas ela estava cega para enxergar isso. Ela usava sua força total para tirá-lo de seu caminho e consequentemente, pará-lo. Ela não podia deixar que ele a deixasse confusa, não mais.
Sakura estava levando aquele confronto ao extremo, direcionando golpes e jutsus para feri-lo, sem se dar conta do que realmente estava fazendo e num descuido dele, ela conseguiu acertá-lo. Um chute na costela, com mais chakra do que o necessário, o arremessou para longe, dando um fim naquela luta. Só que ela não contava que tinha utilizado quase todo o seu pouco chakra e que desmaiaria em seguida."
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- Eu... - as lágrimas presas em seus olhos culpados, se libertaram. Ela buscou em seu olhar severo, um pouco daquela gentileza que sempre encontrou naqueles olhos que a confortavam, mas não encontrou. Seria tarde para pedir perdão pelo que fez? Ela estava realmente arrependida, naquele momento. Não raciocinava direito, porque tudo aquilo a deixou insana. Tinha feito uma promessa e tinha a obrigação de cumpri-la, mas isso não significava que deveria machucar o único homem que realmente se preocupava com ela, que mantinha algum afeto sincero por si. Kami, o que fez a ele? - Me perdoe, Kakashi-Sensei... Eu... - e toda aquela força bruta e insensível que ela despertou em si para enfrentá-lo se desfez em mais lágrimas e culpa por ter ido longe demais - Eu não queria... - deixou a cabeça pender, sem forças para encará-lo depois de machucá-lo tão covardemente.
Ele se aproximou dela, entregue ao pedido de perdão. Não seria capaz de recusá-lo de qualquer forma, porque o amor estava acima de qualquer mágoa ou sofrimento que a pessoa pudesse causar. Desfez o selo de reforço nas cordas e a soltou, a aninhando em seu colo facilmente, já que ela estava esgotada tanto física, quanto psicologicamente - Não chore... Eu sei que você não queria. - a consolou gentilmente, a abraçando ainda mais forte. Era só isso que precisava, tê-la em seus braços.
Cansada daquela situação, ela correspondeu aquele abraço. Estava realmente arrependida e o amava também, talvez não como um dia já chegou a amar Sasuke, mas o amava. Amava o homem que ele escolheu ser, amava a atenção que ele sempre lhe dera, mesmo sendo atípico de sua personalidade habitual, amava o fato de ele sempre cuidar dela, como se fosse o bem mais precioso que possuía, assim como amava a forma como ela a fazia mulher, em todas as circunstâncias e formas.
Ele desfez o abraço, apenas para acariciar-lhe a bochecha. Os olhos bicolores a fitando com tanta intensidade, que a atordoava. Se aproximou de seu rosto, roçando as pontas de seus narizes, sem desfazer o vínculo visual. Ele queria lhe mostrar o quão sincero eram seus sentimentos, assim como queria lhe mostrar que estava disposto a tudo para tê-la e então fechou os olhos, tombando levemente a cabeça para o lado, para depositar em seus lábios um beijo. Singelo, carinhoso e extremamente afetuoso.
Sakura continuou com os olhos abertos, chocada com a delicadeza dele com ela. Delicadeza essa, que nunca recebera de outro homem, nem mesmo de seu futuro esposo, o que a fez se lembrar do fardo que estava condenada a carregar, a obrigando a afastá-lo de si, o mais gentilmente que pudera.
- Kakashi-Sensei... Eu não pos-...
Ele a calou com outro beijo. A mão que estava em sua bochecha se enroscou entre os fios róseos e trouxe a cabeça dela para mais perto, a puxando para cima, para que pudesse aprofundar o beijo e mais uma vez, era inevitável que ela o correspondesse.
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N/A:~*Ahhh galera, sinceramente, vocês gostaram do capítulo?
Eu curti, mas sabe, né? Para nós que escrevemos, o importante é o que vocês acham... Não deixem de me contar, certo?
Bom... Eu vou citar algumas coisas que achei bem importante aqui... Mostrar todo o processo de rejeição/aceitação de Sakura, quanto a noite em que ela se entregou, que no final, envolvia o Kakashi e não o Sasuke. Além de esclarecer o intuito de Kakashi de sequestrá-la. Era importante mostrar que não era somente por desejos carnais, não, ele realmente a ama a ponto de querer matá-la por sacrificar a sua felicidade pelo Uchiha. (Ah sobre isso, no próximo capítulo trarei alguns flashbacks de como Kakashi e Sakura se tornaram tão íntimos a ponto de uma relação aluna e Sensei se transformar em uma relação homem/mulher, então relaxem! Não foi um relacionamento incoerente e extremamente noveleiro que começou do nada kkkkk).
E o bônus, eu tinha que trazer como foi feito o pedido de casamento, que foi quando as coisas se intensificaram para o Kakashi e quando ele percebeu que ele a amava mais como apenas aluna. Além é claro, de mostrar mais da relação do Sasuke com a Sakura. Muito esperto da parte dele de jogar sujo com ela dessa forma, né? kkk
Enfim, isso foi o que eu tentei passar nesse capítulo, espero mais uma vez que tenha passado tudo perfeitamente bem para vocês! Como eu disse nas notas do Autor, esse capítulo foi cortado em duas partes, então o que era para ser 7 capítulos no total da fanfic, ficará 8, mas né, aproveitem porque estamos na reta final! Temos apenas 3 capítulos para o fim =(
Estão gostando tanto quanto eu dessa experiência? Digam! Favoritem, sigam essa fanfic e comentem!
É isso, Minna! Até a próxima!*~
