Disclaimer: Naruto, como seus personagens infelizmente não me pertencem! São uma grande obra de arte genial do Tio Kishimoto! Apenas o enredo criado aqui é de minha autoria! Espero que gostem! Passa-se no Universo Naruto, um pouco antes de Sasuke sair em sua rendição, após a quarta guerra ninja.
Essa fanfic também será postada nos sites do Social Spirit, Wattpad e Nyah, através do login NaniSenpai.
N/A: ~*Yo, Minna!
Demorei, mas cheguei! Estava focando na fanfic "Por trás da vida virtual", um pouquinho! Minha bebê merece! Ahh e aproveitando, para quem curte um suspense, drama (bota drama nisso), romance que se torna proibido e tretas, muitas tretas, deem uma passada lá! É SasuSaku, entre outros casais, tem uma pegada de agente secreto e talz...
Sobre este capítulo, trago a versão da Sakura de como ela deixou de ver o Kakashi como Sensei e... Tan tan tan tan! TRÁS A LEMBRANÇA COMPLETA DA APROXIMAÇÃO DELES E COMO ELES FICARAM DEPOIS QUE ELA ACEITA SE CASAR COM O SASUKE! É isso mesmo! E graças a isso, tenho uma surpresa pra vocês, que direi nas notas finais!
Vou aproveitar para agradecer imensamente aos mais de 100 leitores que favoritaram esse KakaDarkSaku! Vocês são demais, gente! Sério!
Bom, agora preciso dizer algo um pouco delicado, mas extremamente necessário. Recebi duas mensagens que realmente mexeu comigo pela forma como as duas leitoras distorceram tudo que escrevi até aqui. Elas me acusaram de romantizar estupro e violência e não sei se todos concordam, mas venho oficialmente dizer o que essa fanfic trás, o que tem e o que não tem.
Certamente estupro e violência são coisas que repudio e muito, por inúmeros motivos. Jamais romantizaria algo assim e com todo o respeito, acho que quem entendeu da minha fanfic que faço isso aqui, está completamente equivocada e sugiro reler todos os capítulos. Por inúmeras vezes, deixei bem explícito, inclusive tem uma parte que os próprios personagens falam sobre o estupro. Para quem não lembra, Sakura acusa o Kakashi de tê-la estuprado e ele questiona se foi isso mesmo, porque ela gostava do que ele fazia e pedia por mais, logo, descartamos o estupro. Quanto a violência, bom, ele morder e amarrá-la e essas coisas, é doentio para uns, mas prazeroso para outros através do sadomasoquismo, que adivinhem, está na tag da fanfic que tem! Poxa vida, se atentem gente... E outra, mesmo que não seja uma relação sadomasoquista com termos e palavras seguras e essas coisas todas, mostra que ela sentia prazer e que ele esperava para ver as reações dela, porque se ela não gostasse, obviamente ele pararia, já que a AMA! Entendem? Estou errada em afirmar que passei tudo isso em todos esses capítulos? Se eu estiver me avisem porque faço questão de corrigir.
Se informem antes de sair falando pelos cotovelos e com todo o respeito, aprendam a advertir as pessoas numa boa e não de forma agressiva e destrutiva como fizeram comigo. Já falei isso antes, eu não ganho nada para escrever e o faço por prazer. Não sou obrigada a ser atacada dessa forma.
Deixo claro que o Kakashi é doente sim por agir de maneira tão obcecada e possessiva e nos próximos capítulos mostrarei ainda mais isso. Sakura, apesar de mostrar que gosta dele e tudo o mais, já mostrou que percebeu o quão estranho é ele ser assim e futuramente apontará isso. Tenham calma, a fanfic não acabou, não ficará só as mil maravilhas, que inclusive não sei de onde tiraram que está, porque passa longe rs
É isso, gente! Me desculpem o desabafo, mas me recuso a deixar isso passar em branco. Se houverem outras pessoas que partam do mesmo princípio que essas duas, já saberão que estão erradas porque não compactuo com esse tipo de coisa!
Boa leitura, Minna!*~
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Capítulo 9 - Descobrindo verdadeiros sentimentos
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"Já havia se acostumado com a ideia de que não seria plenamente feliz em sua vida amorosa. Não era algum tipo de conformismo diante disso, era apenas o fato de ter compreendido e aí sim se conformado de que seu amor, por mais pulsante que ainda era em suas veias e principalmente em seu coração, não seria correspondido e seus sonhos jamais seriam realizados.
Não sofria mais por isso. Graças ao seu sábio ex-Sensei, via esse estado como uma libertação. Realmente estava se libertando de noites mal dormidas, dores corrosivas, coração partido e o mais importante, sonhos, perspectivas e expectativas de vida destruídas.
E se tinha superado isso, por que estava refletindo sobre, mais uma vez? Ver casais apaixonados se amando causava isso, mas não de maneira destrutiva, não mais, via como quando se assiste aqueles romances, onde a mocinha fica com o mocinho e eles são felizes para sempre e se deseja o mesmo para si algum dia.
Sakura cessou os passos em frente a loja de flores dos Yamanaka e cheirou alguns ramos de diversas flores, para desviar sua atenção do casal do outro lado da rua, trocando carícias e declarações de amor.
- Ei, testa de marquise! Perdida? - Ino exclama, no tom de deboche que certamente sabia que a irritava - Não me diga que já veio buscar as flores para seu enterro!
Apenas ficou ereta, forçando um sorriso para a loira - Não diga besteiras, porquinha...
- Besteiras? - retrucou, colocando ambas as mãos na cintura - O que há com essa cara de velório, Sakura? Sei que decidiu desistir do Uchiha, mas precisa mesmo ficar de luto por isso?
"Enterro, velório e luto.", se repetiam na mente da rosada, que se questionava em como era possível a amiga ser tão coerente no jogo de palavras contra si. Talvez esse fosse o nome do estado em que se encontrava e até fazia sentido. Era verídico que o que estava sentindo se assemelhava ao torpor de um luto, mas de certa forma, ficou um pouco aliviada de concluir isso, porque um luto só acontecia depois de uma morte e a morte, era algo que, por Kami, não voltava. Seu amor por Sasuke morreu e estava muito bem enterrado.
- Olha... Eu tenho uma ideia! - Ino a fez voltar ao agora - Que tal sairmos hoje a noite? Bebemos alguma coisa, relaxamos, dançamos, conversamos com alguns carinhas...
- Sem "carinhas", Ino. - cruzou os braços e fechou o semblante - Não quero esse tipo de dor de cabeça agora...
- Dor de cabeça? - a loira questionou em um tom ácido e extremamente irônico - Uchiha Sasuke é dor de cabeça, Sakura. Homens de verdade são sinônimos de orgasmos e auto-estima alta.
- I-Ino! - completamente desconfortável e preocupada, olhou para os lados, com certo anseio de alguém tê-la ouvido - Você entendeu o que eu quis dizer e por Kami, pare de dizer essas coisas, alguém pode ouvir...
- Ouvir o que? - um enorme sorriso apareceu nos lábios delineados de Ino, que subiu um terço do seu tom - Que você precisa conhecer alguém que te leve ao paraíso? Vamos, Sakura... Você sabe o que uma "boa foda" pode fazer em uma mulher?
- Dro-droga, Ino! - ruborizou ainda mais e atrapalhada, derrubou uma pequena cesta de flores que estava atrás de si - Pare com isso! - abaixou-se e com afobação começou a devolver as flores para a cesta, para colocar em seu devido lugar, com a ajuda da loira que apenas bufou.
- Só paro se topar! - Ino colocou a cesta de volta no lugar, sem dar real atenção e se virou para Sakura - Vamos nos divertir e pegar alguns carinhas maravilhosos e depois, você vai transar pra valer e... - o tom de voz dela apenas aumentava a cada palavra, a fazendo entrar em pânico pela indiscrição.
- Tá bom! Tá bom... - a interrompeu, acenando para que se calasse - Agora pare com isso!
Eufórica, a loira a abraçou e desembestou a falar naquele tom histérico e escandaloso, planejando os preparativos para o plano "desencalha, amiga", como fez questão de citar. Saíram de lá para procurar roupas decentes e que fizessem jus ao plano. Para sua amiga, as suas eram impróprias para qualquer coisa que não fosse ir há algum lugar puritano. Compraram um vestido bem ousado, em sua opinião, a começar pelo tecido leve, explicitamente sensual. O decote e a barra curta na frente, decaindo até chegar atrás, deixando sua pernas completamente expostas. E como se isso não fosse suficientemente constrangedor, Ino a obrigou a comprar um kit de maquiagem e a ameaçou a se maquiar de forma satisfatória, ou ela mesma a maquiaria.
Horas se passaram naquela tortura psicológica para a rosada, que já entrava em desespero por ter cruzado o caminho da loira naquele dia. Com certeza daquela noite ela não escapava, mas aí aconteceu. Depois de sobreviver ao processo de se arrumar, ir para um barzinho que era o ponto de encontro mais popular entre os ninjas e ser jogada para cima de um "amigo de Ino", que era um ANBU bonito até, mas que era bem ousado, estava prestes a morrer por desespero, quando ele se ofereceu para levá-la para casa, depois de ter dado uma desculpa qualquer para fugir dali.
- Nã-Não precisa... Minha casa nem é tão longe assim. - respondeu, completamente desconfortável, pois sabia das intenções do rapaz.
- Ora, Sakura-chan... - o fulano que nem lembrava mais o nome se aproximou e sussurrou em seu ouvido, enquanto lhe colocava uma mexa de seus fios róseos atrás da orelha - Você está tão linda neste vestido que seria perigoso para você sair sozinha a esta hora noite... - insistiu, se aproximando ainda mais de seu rosto.
Suas mãos foram ao peito dele, para afastá-lo de si - Eu sei me cuidar, obrigada por se preocupar. - disse, perdendo a gentileza, que dava espaço para a irritação.
Forçou-se para se aproximar dela novamente - Eu sei que sabe, mas ainda insisto. Assim poderemos passar mais algum tempo juntos... - se aproximou perigosamente de sua boca.
Já havia se conformado de que teria que passar por isso para se livrar dele, então mesmo a contragosto se entregou, fechando os olhos para receber a investida dele, amaldiçoando Ino até sua quinta geração, quando foram surpreendidos por um garçom o puxando pelo braço.
- Há uma pessoa te chamando do outro lado do salão, Senhor. - o garçom o levantou bruscamente e com certa grosseria, o puxou para o outro lado, ignorando totalmente o que ele falava.
Sakura viu os dois desaparecerem e quando os perdeu de vista soltou a respiração, que havia prendido com a aproximação ousada do fulano. Ela escapou dessa, por sorte. Rapidamente se levantou, procurou por Ino, mas parecia que a sorte resolveu lhe presentear, pois não a encontrara, então não pensou duas vezes, aproveitou a brecha e foi embora.
Já estava em casa, segura, com uma camiseta grande e larga que usava para dormir, deitada na cama, olhando para o teto. Tinha passado da hora de dormir, por que estava sem sono? Parecia até agitada. De certa forma, o que havia acontecido um pouco antes de seu pretendente ser arrastado pelo salão a estava incomodando. Sentia como se tivesse superado Sasuke, mas não seu luto, não ainda. Talvez devesse se dar um pouco mais de tempo, esperar as coisas acontecerem naturalmente e não ser chutada para um encontro, como o que Ino tentou fazer.
- E esperar meu coração... - parou a frase no meio e se sentou, num pulo. Começou a rir sarcasticamente de si mesma, porque seu coração nunca se recuperará daquilo, até porque ele só a guiou para a desgraça. Era isso que Uchiha Sasuke era para si, uma completa e maldita desgraça. Soltou um estalo com a língua e virou o rosto - Coração uma ova... Eu vou é obedecer meu corpo daqui por diante. - resmungou e se jogou na cama, voltando a deitar.
Rolou por horas na cama com uma insônia insistente, até que desistiu de dormir e se levantou. Colocou sua roupa de treino e decidiu gastar sua energia de modo útil. Ao menos desse jeito ficaria mais forte.
Decidiu ir para o antigo campo de treinamento que o time 7 usava e se surpreendeu por perceber que alguém já o ocupava.
Conseguira ficar ainda mais surpreendida quando viu que era seu ex-Sensei, Hatake Kakashi. Não sabia que tinha voltado. Não o via há um pouco mais de dois meses, porque saíra em missão fora da Vila.
Sorriu ao lembrar-se que um pouco antes de ser enviado naquela missão, teve aquela conversa com ele, que esclareceu e lhe deu a força de vontade e confiança para deixar Sasuke no passado, junto com tudo que lhe causava.
O copy-nin estava compenetrado no que estava fazendo. Formava um Chidori e encarava seriamente o alvo, como se com apenas os olhos, ônix e sharingan, que não estava escondido por baixo da bandana dessa vez, pudesse destruí-lo. O Chidori sofreu uma mudança brusca em sua natureza e tamanho e então Kakashi avançou contra o alvo, destruindo-o em pedaços que voavam para todos os lados.
Percebera apenas naquele momento que o ex-Sensei estava sem seu habitual colete chunnin e camiseta de manga comprida azul marinho. Os ombros largos tensionados, expondo cada músculo muito bem definido idealmente sob a pele suada. Via-se nitidamente os bíceps protuberantes, que jamais havia visto antes, porque o ex-Sensei prezava pela discrição, então sempre os escondeu sob as camisetas compridas de certa forma largas. Mãos grandes e fortes, uma fechada em punho, outra mantendo a densidade de chakra no jutsu e por último, mas não menos importante, o bumbum. Desde quando ele tinha um tão atraente?
Mordeu o lábio inferior o vendo se virar lentamente, com o cenho franzido e olhos estreitos, como se estivesse aborrecido. A máscara escondendo parte de seu rosto, apenas deixava a expressão ainda mais séria e sexy. As esmeraldas caíram para o peitoral viril e Kami, era tão bem esculpido. Havia gominhos em seu abdômen e até cicatrizes sobre eles, o deixando ainda mais...
- Kami! - ofegou, assustada com o rumo dos seus pensamentos e fechou os olhos, virando o rosto para o outro lado. O que estava fazendo? Desde quando tinha esse tipo de pensamento com seu ex-Sensei?! Decidiu sair dali antes que sua insanidade impulsiva piorasse. Correndo, voltou para casa.
Não conseguira dormir aquela noite, nem a posterior e nem a seguida. Aquelas imagens não saíam de sua cabeça, já estava ficando louca.
- Sakura! - Ino a trouxe de volta - Estou falando com você!
- Me desculpe... - se ajeitou em sua cadeira e apoiou um dos cotovelos sobre sua mesa, enquanto olhava para fora da janela - Acho que preciso tirar uma folga.
- Mas é claro que você precisa! Você quase matou aquela paciente por não prestar a atenção no que estava fazendo! O que está acontecendo com você? - questionou, alguns decibéis acima do normal.
- Eu não sei. Não consigo dormir e nem pensar direito ultimamente. - apertou os cantos dos olhos, em um claro sinal de desgaste psicológico e físico.
- Não me diga que o responsável por isso é aquele maldito Uchi...
- Não! - a interrompeu e se levantou da cadeira - Claro que não... Isso acabou pra mim, ele está no passado!
- Ótimo... Pelo menos isso, mas então me explique essas olheiras e o motivo de não prestar a atenção em mim!
Andava de um lado para o outro compulsivamente. Cruzar os braços, morder o lábio inferior e suspirar pesadamente inúmeras vezes não a ajudou a criar uma resposta para aquilo. Não poderia dizer que era porque viu seu ex-Sensei treinando sem metade das roupas que costumava usar e que aquilo mexeu com sua imaginação fértil e desgraçadamente maliciosa, certo?
- Preciso de uma folga e preciso conhecer alguém. - afirmou, depois de alguns minutos pesando a ideia. Não havia outra escolha e parecia algo inteligente a se fazer. Deduzia que a noite em que vira Kakashi treinando ficara em sua mente, se repetindo incessantemente, porque fora o primeiro homem que havia visto naquelas circunstâncias. Talvez se visse outro homem naquelas circunstâncias e até se envolvesse, esqueceria dele e de todas as loucuras que se passavam em sua cabeça doentia.
- O que? - a loira balbuciou incerta, provavelmente por desacreditar no que ouvira - Acho que não entendi... Você disse mesmo o que eu acho que disse?
Revirou os olhos e ignorou a pergunta tola - Vou pedir folga a Tsunade-sama e você, pense em algo para resolver a segunda parte. - disse e saiu de sua sala.
Tsunade não pensou duas vezes em dá-la dois dias de folga, primeiro porque havia recebido inúmeras reclamações causadas pela sua desatenção e cansaço extremo e segundo porque dificilmente tirava folga, então era mais do que merecedora.
Era próximo das vinte e uma horas quando Ino passou em sua casa para buscá-la. Iam para o mesmo barzinho da última vez, mas as companhias eram diferentes. Segundo Ino, homens de verdade, maduros, centrados e não garotos na puberdade, como o que havia conhecido na primeira tentativa.
- O que acha de darmos uma volta? - seu acompanhante, que não se lembrava mais o nome sussurrou respeitosamente em seu ouvido, a fazendo olhá-lo - Está uma noite agradável para uma caminhada. - continuou, lhe presenteando com um sorriso.
Ele havia sido completamente o oposto do primeiro cara. A respeitava, respeitava seus limites e não a forçava a nada. Ficara até impressionada com o modo como se sentia confortável na presença dele.
- Claro. - sorriu verdadeiramente.
Procuraram por Ino e o amigo dele, que estavam juntos naquela noite, para se despedir e o fizeram. Depois que ele pagou a conta, mesmo com a insistência dela de ajudá-lo, saíram. Caminhavam pelas ruas calmas da Vila que descobriram que tinha algo em comum para ambos, uma das coisas mais importantes que tinham, e conversavam sobre diversas coisas. Ele não havia tentado beijá-la ou tocá-la em nenhum momento e ela agradecia mentalmente por isso, pois não estava pronta.
Algumas semanas haviam se passado, quando eles se beijaram pela primeira vez e mais algumas, quando eles assumiram o romance publicamente. Nesse tempo, via pouco seu ex-Sensei e quando o via, trocavam apenas formalidades.
- Me diga que decidiu finalmente se entregar ao Raito esta noite. - Ino soltou, quase em tom de súplica.
- Ino! - bravejou e pelo espelho lhe lançou um olhar irritado, enquanto ajeitava o obi do kimono rosa claro florido que usava, para que a loira amarrasse - Não seja tão indiscreta.
- Eu não tenho culpa se você está demorando para fazer isso! Vocês já estão juntos há mais de dois meses... Ele é um homem, Sakura, tem necessidades e merece que seja você a supri-las...
Sentiu que a loira terminou e se afastou, buscando por seu leque, tradicional em festivais como o que ia com seu namorado - Eu sei e... - hesitou, mas levou o olhar a loira - Você está certa. Acho que estou pronta para isso.
Ino gritou, pulou, a abraçou, quase a desarrumando com tanta euforia. Estava dando um grande passo em sua vida e assim como Ino, estava feliz por isso. Não havia amor por Raito como deveria haver entre duas pessoas que se relacionavam, não de sua parte, mas acreditava e mais, confiava que isso aconteceria um dia, porque ele a amava o bastante para amar pelos dois, como uma vez já fizera isso por outro homem. Era suficiente para si, tê-lo em sua vida, alegrando-a e melhorando-a com sua presença agradável e estimável.
Se despediu de Ino quando Raito chegou em sua casa para buscá-la. Ele havia planejado tudo e tudo havia sido perfeito. O festival, o jantar na presença dos pais dele e dos seus e a caminhada à luz da lua, como na noite em que se conheceram. Há muito não se sentia a vontade e de certa forma tranquila. Poderia viver com aquilo, como poderia.
- Gostou? - Raito questionou, a olhando nos olhos, depois de depositar um casto beijo em sua testa.
- Sim. Foi perfeito. - sorriu e ao vê-lo sorrir de forma tão calorosa e efetuosa teve a certeza de que estava na hora de se entregar, confiar a ele seu coração e sua vida - O que acha de entrar? - perguntou, envergonhada por saber a intenção que tinha por trás daquele convite - Comprei um sabor de chá diferente, talvez você goste. - completou, desviando seu olhar do dele.
- Será ótimo. - respondeu, sorrindo como se tivesse ganhado na loteria e de certa forma tinha, porque jamais havia convidado ele para entrar tarde da noite.
Conversaram, tomaram chá, conversaram mais um pouco, até o clima, os olhares, os toques e as palavras sofrerem uma mudança brusca. De carícias, surgiram beijos, dos beijos mais intimidade, da intimidade, indícios de um avanço na relação.
- Você tem certeza? - Raito questionou, entre um beijo e outro.
- Nunca fiz isso... - disse, capturando a atenção dele e o paralisando por completo. Os olhares se encontraram e mesmo em meio à escuridão de sua sala, conseguia ver o brilho nos olhos dele - Mas sei que vai lidar com isso da melhor maneira possível. - o viu assentir e sorriu para afirmar sua confiança nele.
Cuidadosamente Raito a pegou no colo e a levou para o quarto. As carícias recomeçaram, os olhares intensificaram, a luxúria nasceu e Sakura se entregou aquelas emoções e sentimentos. Devagar, as roupas deixavam os corpos e eram jogados no chão.
Os dedos finos femininos tateavam e acariciavam o peito nu masculino. Era igualmente definido, como o peito daquele que invadia seus sonhos todas as noites e quando fechava os olhos, o via ali, sob seu toque. Era Kakashi a quem beijava, acariciava, se entregava. Era Kakashi que desejava. Era Kakashi o homem que queria que estivesse ali, deixando um rastro de beijos úmidos em seu pescoço enquanto acariciava seu seio.
- Espera. - afastou-o com ambas as mãos no peitoral masculino - Eu...
Atordoado, a fitou. Estava indecisa, era claro em seu olhar.
Sakura o viu franzir o cenho com o olhar perdido, como se estivesse irritado. Ele levantou com brusquidão e bufou - Espere aqui. - disse, enquanto colocava a calça e pegava em seu coldre uma Kunai.
O viu sair, a deixando no quarto sozinha. Estranhou o fato de ele sair armado do quarto, mas estava desolada o suficiente para não dar atenção a isso. Se sentou e puxou o cobertor para esconder sua nudez. O olhar estava tão perdido, que mesmo estando de olhos fechados, não via nada. Lágrimas pingavam em sua mão, em seu colo. Chorava pela incerteza que sentia e mais ainda pela confusão. Por que lembrara de Kakashi naquele momento tão íntimo com Raito? Sempre pensou que Sasuke era o único homem que a dominava daquela forma, mas estava enganada e percebera tarde demais. De alguma forma, Kakashi se tornara mais importante e onipresente do que jamais imaginou que alguém seria, já que nem mesmo Sasuke fora.
- Sakura. - ouviu na voz de Raito e levantou o rosto para encará-lo. Estava sério e parecia perturbado. Levantou-se e andou na direção dele - Acabou.
Os passos cessaram. Não disse nada para contrariá-lo, não conseguia. O coração queria que aquela relação acabasse, mas a razão não poderia deixá-lo ir, não sem tentar impedi-lo de ir, ao menos daquela forma. No fim, o coração decidiu o que queria e apenas assistiu seu agora ex-namorado se vestir completamente e ir embora.
Mais uma vez, estava em prantos. Enrolada no lençol, em pé no meio do quarto, paralisada como uma estátua. Fora abandonada mais uma vez, no fim das contas, não que dessa vez não quisesse, queria, mas queria ter sido a que desse esse passo e não o contrário como fora. Cansada de chorar, tomou banho e colocou sua roupa de treino. Destruir alguns alvos poderia animá-la.
Faziam mais de três horas que estava treinando. Suas mãos delicadas, porém calejadas e desprotegidas, porque esquecera de pegar seu coldre com as habituais luvas de combate, estavam machucadas, sangravam a ponto de sangue pingar continuamente no chão e ao contrário do que imaginava, não se animou.
- Estava treinando ou destruindo o campo de treinamento? - ouviu a voz que era a última que pensaria que ouviria àquela hora da madrugada. Sorriu discretamente e se virou. Observou aquele que mexia consigo apenas por estar presente no mesmo ambiente se aproximar - Você está bem? - assentiu, perdendo-se no ônix solitário que a fitava atenciosamente - Devo fingir acreditar nisso?
Soltou um riso curto e meneou a cabeça negativamente. Abraçou-se, sentindo os lábios desfazerem lentamente o sorriso que ele havia despertado. Suspirou e o olhou - O que faz aqui a essa hora, Sensei?
O viu dar de ombros e parar a sua frente, a olhando silenciosamente, até dar de ombros - Acho que o mesmo que você. - pegou a sua mão, com tanto cuidado que parecia algo prestes a quebrar - Vamos cuidar disso.
Sem largar sua mão, a levou para um pequeno parquinho próximo dali. Sentou em um dos bancos do balanço infantil e deu um pequeno impulso para se balançar levemente.
- Já volto. - Kakashi disse e a deixou por alguns minutos. Quando voltou, tinha em uma das mãos um pequeno lenço de pano úmido. Sentou-se ao seu lado e virou o banco, torcendo as correntes, para ficar de frente para si - Dê-me sua mão.
Obedeceu e o viu pacientemente limpar e enfaixar primeiro uma mão, depois a outra. Poderia ter se curado sozinha, era médica afinal, mas era tão agradável aquele contato mais próximo com ele que não conseguira fazer nada além de apreciá-lo. O silêncio mútuo era confortável, os olhares diziam por si só, apesar de naquele momento não compreenderem inteiramente o que estava acontecendo.
Sentiu uma mão quente pousar na lateral de seu rosto e levantou o olhar perdido - Estava chorando. - alegou, a acariciando com o polegar. Ônix solitário e esmeraldas se encaravam intensamente. De repente, a respiração ficou irregular e as pequenas mãos femininas começaram a suar. O coração batia tão intensamente que parecia que ia explodir a qualquer momento - Ficará tudo bem. - ele disse e o olho plissou, como se sorrisse.
Assentiu e sorriu, desviando de seu olhar. Sentia as bochechas queimarem, tinha certeza de que estava corada. Levou uma das mãos à mão coberta parcialmente pela luva sem dedos, sobre seu rosto. O toque gerou uma espécie de choque, daqueles leves, que faz recuar rapidamente. Tocou a mão dele novamente e acariciou minimamente. Era proibido sentir o que estava sentindo, pensar o que estava pensando, desejar o que estava desejando, mas não conseguia ir contra, havia uma avalanche de sentimentos e emoções a movendo. O peito subia e descia com a ansiedade se espalhando por seu corpo.
O viu se mover, estava se aproximando. Quando o rosto viril se aproximou do seu, automaticamente engatou a respiração. A mão sobre a dele perdeu a força e a deixou. Engoliu a seco, imaginando o que havia por trás daquela máscara. Sabia o que havia, mas não sabia como era. Nunca, como todos na Vila, o viu sem máscara. Fechou os olhos e com o coração na mão, aguardou o beijo, até uma luz vermelha se acender em sua mente e a fazer se levantar bruscamente.
- Preciso ir. - disse, agitada - Obrigada, Sensei. - complementou e saiu correndo, sem olhar para trás. A sanidade a havia tirado daquele transe insano.
Semanas haviam se passado sem que se encontrassem novamente, mas sua mente, ela havia congelado naquela noite. Eram tão vívidas as lembranças que a preenchiam, que as vezes achava que o tempo havia voltado para aquela noite. Kakashi não a deixava só nem por um instante em sua cabeça e isso só a fazia ter certeza de que precisava resolver aquilo.
Era noite e estava no campo de treinamento que o antigo time 7 usava, quando sentiu uma aproximação repentina. Se virou, empunhando a kunai e se posicionou defensivamente. Num piscar de olhos, alguém a atacou e estava a pressionando a recuar, forçando a kunai contra a sua.
- Acho que preciso ser mais discreto em meu próximo ataque surpresa. - ouviu aquele timbre que sempre mexia consigo, num ritmo preguiçoso.
Forçou sua kunai o fazendo recuar e desfez o confronto entre as armas - Kakashi-Sensei! - exclamou, recuando alguns passos.
Quase se engasgou ao constatar que seu ex-Sensei não usava as roupas habituais. Usava apenas a calça ninja, uma regata que emendava sua máscara, sem o colete chunnin. Os braços com os bíceps delineados que tanto desejava tocar estavam a mostra, o peitoral e o abdômen também, pois a regata era justa. Kakashi estava extremamente sexy para o seu azar.
- Precisa apenas melhorar seu equilíbrio. - o ouviu dizer e ruborizou, quando se deu conta de que sua mente maliciosa levara para outro lado.
O coração acelerou e desviou do olhar analítico do mais velho. Virou-se, dando as costas a ele para conseguir algum tempo para se recuperar - É... Eu sei. - respondeu, colocando ambas as mãos na cintura. Respirou fundo e quase engasgou quando o sentiu se aproximar.
Kakashi estava tão perto, que sentia suas costas contra o peito dele. As mãos grandes e quentes estavam em sua cintura, a apertando. Sentia a respiração abafada pela máscara contra seu ouvido. Segundos depois, a perna dele delineou a sua, a forçando a se arrastar para a frente - Tente espaçar um pouco mais as pernas. - sussurrou em seu ouvido, com a voz perigosamente mais grave que o normal - E concentre seu equilíbrio no quadril. - acrescentou, enquanto as mãos grandes apertavam a cintura e a movimentava em giros pequenos para a direita e esquerda. As mãos deixaram a cintura passeando pelas curvas, até pararem entre o peito e abdômen - Controle o diafragma, para que seu chakra circule perfeitamente pelo corpo. - engatou a respiração, sentindo uma das mãos grandes pousar novamente na cintura e a outra se espalmar, a apertando contra si.
O corpo inteiro estava arrepiado, a mente estava tão nebulosa que perigosamente não raciocinava.
- Amanhã sairei em missão e só voltarei em um mês. - o ouviu dizer e abriu os olhos, encarando o alvo - Eu não podia ir sem vir te dizer que quando voltar quero conversar com você. Me espere.
Assentiu e pousou a mão sobre a dele. Algum tempo se passou enquanto estavam presos naquela intimidade intimidante. Era um contato que não poderia existir, era errado por ele ser seu ex-Sensei e porque ela não era uma mulher completa, só havia um coração quebrado para oferecer e ele era um homem que merecia muito mais do que ela poderia dar, mas ele sabia disso, porque ele juntou seus cacos na maioria das vezes e sabia do problema que criariam se continuassem com aquilo, porque ele era extremamente consciente de seus atos.
Da mesma forma como apareceu, ele se foi, depois de deixar um beijo no topo de sua cabeça.
Nunca o tempo havia sido tão cruel consigo. Passara tão devagar que estava ao ponto de morrer de ansiedade. Sonhara todas as noites com Kakashi e pensava nele todos os dias. A aproximação acontecera de forma tão sorrateira, mas tão intensa e ubíqua que tinha certeza de que dessa vez, havia a chance de ser feliz.
Kakashi finalmente havia voltado, mas nenhum dos dois conseguiram um tempo para terem aquela conversa. A Hokage o prendeu em reuniões extensas e a delegou algumas funções no hospital. No meio de tantos desencontros, Sasuke retornou de uma de suas viagens e isso não significou nada para si, como não significava mais há algum tempo, mas aí veio o pedido para um jantar, que o deu espaço para um pedido de casamento. Estava completamente perturbada com como as coisas estavam se despedaçando bem em frente aos seus olhos. Não aceitou se casar por amor, porque não amava o amava mais, o fez por compaixão, por querer que o homem que um dia amou pudesse se reconstruir e ser feliz alguma vez.
Havia muito o que pensar, sentir, fazer e o que mais mexia consigo era ter de terminar o que quer que havia começado com Kakashi e concentrada nisso, alguns dias depois que aceitou se casar com o Uchiha, aceitou encontrá-lo.
- Sakura... - hesitante, Kakashi iniciou a conversa. Parecia completamente o oposto de como geralmente estava, tenso, impaciente, preocupado - Eu precisava falar com você...
- Eu não posso mais, Kakashi. - o interrompeu. A voz insistia em ficar trêmula, insegura, embargada. Estava ao ponto de chorar, mas não podia, precisava se manter firme. Respirou firme - Estou noiva. - disse sem rodeios, antes de se virar e ir embora. Não houveram mais palavras, nem olhares e nem nada que os impedissem de se afastar, porque ambos sabiam o que era certo ser feito dali pra frente.
Não se viram mais depois daquilo, até a festa de noivado."
oOo
Observava o homem adormecido há algum tempo. Havia amanhecido, alguns raios solares invadiam a caverna e os pássaros cantavam.
Sorriu, sentindo-se completa e feliz, coisas que só conseguia sentir com ele - Achei que tinha te perdido... - sussurrou, presa àquelas lembranças.
- Eu que achei que tinha te perdido. - ele disse, a assustando. Preguiçosamente, abriu os olhos e pousou uma das mãos no rosto delicado feminino - Mas no fim, não pude deixá-la ir. - sorriu e lhe deu um beijo breve - Bom dia.
- Bom dia. - respondeu, presa naqueles olhos bicolores intensos e expressivos, perdida na imensidão dos sentimentos que eles transbordavam por si.
oOo
N/A:~*Aí está!
O que vocês acham sobre o sumiço repentino do pretendente da Sakura no primeiro encontro e do namorado que agora é ex na noite em que quase perdeu a virgindade? Será que é coisa do Kakashi? O que acham?
Bom, como eu disse nas notas iniciais, aí vai minha surpresa: FAREI A VERSÃO DO KAKASHI DE TUDO QUE A SAKURA LEMBROU! Sim! Vocês vão saber se tinha dedo do Kakashi nesses empata fodas Kkkkkkk
Gostaram de tudo? E da participação especial da Ino? Ela soube muito bem dar um empurrãozinho na Sakura, né? Kkkkkkkkkk
Contem-me tudo e não escondam-me nada! Aguardo os comentários! o/
Ahhh esqueci de falar, me pediram um cap-song, mas não achei nenhuma que se enquadrasse no clima dessa fanfic! Mas não se preocupem, já imagino uma música que ficará perfeita para um dos próximos capítulos! Então aguardem pls '-' Kkkkk
É isso! Até a próxima!*~
