N/A: ~*Yo, Minna!
Como eu prometi, aqui está o segundo capítulo!
Boa leitura!*~
Obs¹: Capítulo revisado.
Obs²: O que estiver entre aspas, em itálico e entre [...] é uma lembrança.
[...]
Sua mente voava longe, apesar de se esforçar ao máximo para se concentrar na resenha que Tsunade lhe pedira do grande livro medicinal que a ajudaria a salvar muitas vidas se o fizesse com excelência.
[...]
"— Eu preciso ir. — Sasuke repetiu, deixando Naruto e Sakura paralisados e, pior, chocados com sua decisão.
Como diabos ele tem a pachorra de tomar uma decisão precipitada dessas?!
Naruto resmungou algo incompreensível, até desistir, se calar e sair andando com ambos os punhos fechados fortemente, como se nada do que dissesse pudesse expressar sua indignação diante daquilo, afinal, voltara a estaca zero, onde prometeu a Sakura que o traria de volta, nem que fosse a última coisa que fizesse.
Desesperada, ela olhou para Kakashi, para que a ajudasse a tirar essa ideia idiota da cabeça problemática do renegado.
O mais velho apenas deu de ombros, pois sabia que independente do que dissessem, o Uchiha iria.
Frustrada, soltou um urro pesado andando a passos firmes na direção de um Uchiha atento aos seus movimentos.
Pressionou o indicador no peito dele quando o alcançou.
— Não é justo fazer isso mais uma vez com o Naruto! Imagina o quanto ele se esforçou para trazê-lo de volta? Pode ao menos tentar pensar, por um instante, em algo que não seja só você e seus problemas?! — bufou fortemente, o fuzilando com irritação — No fim, todos estavam certos. Você nunca vai mudar, Sasuke-kun... e isso é realmente decepcionante. — acrescentou, engolindo a verdade como se fossem pregos.
Lhe lançou um último olhar intensamente irritado e se retirou. Andava rapidamente para fora dali. Estava irritada, frustrada, decepcionada, conformada.
"Conformada?", questionou para si mesma. Os pés protestaram cessando os passos e se viu estática no meio da calçada.
"Conformada por Sasuke sempre lhe causar aqueles sentimentos ruins.", sua mente cruel justificou, a deixando pasma consigo mesma.
— Sakura?
Virou-se rapidamente ao ser chamada. Estava tão perdida nos próprios pensamentos que não percebeu que estava sendo seguida.
Kakashi se aproximava calmamente, quase que exalando tranquilidade de sua postura despreocupada e relaxada. O livro pervertido laranja em uma das mãos, enquanto a outra mão estava no bolso de sua calça.
Suspirou e fechou os olhos por instantes para se acalmar. Segundos depois os abriu e o fitou.
— Isso não é justo, Kakashi-Sensei. — emburrou-se cruzando os braços e, desviando do olhar analítico do homem, sem lhe dar muita atenção, suspirou, cansada.
— Sasuke precisa seguir o próprio caminho para se encontrar. — disse distraidamente, voltando o olho exposto para o livro.
— E matar Naruto de decepção de uma vez por todas?! Ele não vai aguentar! — se exaltou e bufou mais uma vez.
— Desde quando isso afeta apenas ao Naruto, Sakura? — questionou, levando seu olhar ao dela no exato momento em que se arregalaram.
— Ahn? — meneou nervosamente a cabeça, inconformada com a pergunta.
— Tenho certeza de que ouviu e entendeu o que eu disse. — o olho exposto se estreitou, aguardando as próximas reações de uma Sakura tão confusa sobre os próprios sentimentos quanto o fato de ele empurrá-la para essa conversa.
"Desde quando isso afeta apenas ao Naruto?", ecoou no interior de sua mente.
— Eu... — o tom firme deu espaço à confusão e logo sua voz desapareceu.
"Desde quando?", se questionou no silêncio de sua confusão.
Estava tão desesperada para encontrar a resposta que não percebeu quando Kakashi se aproximou, guardando o Icha Icha Paradise no coldre traseiro e pousou a mão em seu ombro.
O olhar negro intensificou ao encontrar as esmeraldas — Será que finalmente libertou seu coração de Sasuke? — a voz estava diferente do timbre que estava acostumada a ouvir. Firme. Grave. Rouca. Como se as palavras saíssem do fundo do seu coração.
— O quê-...? — foi o máximo que sua voz trêmula ousou proferir no momento em que seu corpo sentiu um choque percorrê-lo dos dedos dos pés até a cabeça, com a mão dele escorregando pela clavícula nua, até seu pescoço.
O polegar acariciava cuidadosamente sua bochecha e os demais dedos se moviam minimamente entre seus fios róseos.
De repente, havia apenas um mínimo de espaço entre o alto e viril corpo dele e o de certa forma pequeno e delicado dela.
A boca escondida por trás da habitual máscara azul marinho próxima da testa dela. A respiração dele tão próxima, que sentia seu soprar abafado contra a pele.
— Pense nisso. — impôs, o tom de voz tão dominante e severo que imediatamente eriçou os pequenos pelos rosados da nuca dela.
O toque em sua nuca intensificou, a pressionando deliciosamente num aperto quase possessivo.
E assim como apareceu, Kakashi desapareceu, mal lhe dando tempo para perceber que estava sozinha mais uma vez, perdida nos pensamentos."
[...]
Jogou-se contra o encosto da cadeira, profundamente frustrada com o sumiço daquele ser indecifrável. Sim, depois daquilo ele sumiu completamente há mais de duas semanas.
"Onde ele queria chegar com aquela conversa afinal?".
Suspirou e fitou o teto. Os pensamentos voando longe mais uma vez.
[...]
"— Testuda! Estou falando com você!
A olhou surpresa pelo grito repentino e piscou algumas vezes antes de perceber que, mais uma vez, a deixou falando sozinha.
— Me desculpe, Ino... eu-...
— O que há com você afinal? — perguntou irritadiça.
Piscou mais algumas vezes defensivamente.
"O que há comigo afinal?", questionou-se internamente, ciente de que seus devaneios estavam indo longe demais.
— Eu...
— É o Sasuke-kun, não é? — as palavras escaparam da boca da loira, antes que a mesma pudesse perceber o quão desagradável era para sua amiga rosada tocar no assunto, já que a mesma de imediato reagiu fazendo, muito provavelmente inconscientemente, uma careta e se moveu desconfortavelmente na cadeira.
Mas a conclusão da loira fora precipitada. A médica-nin estava mesmo desconfortável e claramente sentia repulsa ao nome do Uchiha, só que o motivo era algo novo, algo que lhe aconteceu três dias antes daquele desastroso encontro com Ino.
Kakashi a deixou terrivelmente confusa sobre seus sentimentos e não se deu ao trabalho de refletir os que envolvia o Uchiha, não. Sua atenção estava voltada para o motivo de seu Sensei, tudo bem, há algum tempo ex—Sensei, ter dito aquelas palavras e mais, tê-la tocado tão intimamente, sem malícia, é claro, daquela forma. Ele já havia a tocado outras vezes. Já colocou a mão sobre o seu ombro para consolá-la durante a cerimônia de honra da Chiyo-Baasama. Já havia acariciado sua bochecha para limpar as lágrimas que escorriam quando Sasuke tentou matar Naruto mais uma vez.
Mas daquela forma, tão exclusivamente com aquele carinho, aquela pressão diante do toque. Ele definitivamente estava agindo diferentemente do normal. A estava acariciando com intenções próprias. Por ele.
Ao menos era isso que parecia naquele momento. A pergunta era: Por quê?
Ela era apenas sua aluna, quer dizer, ex—aluna! Ele era um homem feito e não perderia seu tempo com uma garota como ela, certo? Embora fosse maior de idade, experiências amorosas não lhe cabia aquela altura da vida, por inúmeros motivos.
— Sakura!
A olhou surpresa mais uma vez e suspirou quando percebeu que a deixou falando sozinha pela, no mínimo, vigésima vez no dia.
— Me desculpe, Ino.
— Estou tendo um déjà vú por acaso?! — questionou em uma pergunta retórica, revirando os olhos — Escute, tenho algo a dizer. — a rosada fez uma careta lastimável — Sobre mim. — acrescentou firmemente, a fazendo relaxar perceptivelmente.
— O que é? — Sakura perguntou, com uma rara dedicação e curiosidade.
— Estou apaixonada. — Ino lhe respondeu com pesar.
— Qual a novidade? — apoiou os cotovelos sobre a mesa e o queixo em uma das mãos, mantendo seu olhar sobre a amiga terrivelmente depressiva.
— A pessoa por quem estou apaixonada. E é diferente dessa vez... por mais que eu já tenha disso isso outras vezes... — resmungou a última frase, mais para si mesma — Quero dizer... eu sinto que é diferente.
As sobrancelhas rosadas arquearam — Você sente? — endireitou-se e cruzou os braços pensativa — Ok. Definitivamente é diferente! Você sentir alguma coisa é quase o anúncio do Apocalipse!
— Sakura! — exclamou indignada, até parecer sofrer uma epifania e milagrosamente corar — Eu-... eu até penso nele daquela forma.
— "Daquela forma"? Que forma?
— Ora, que forma você acha, Testuda? — pergunta mais uma vez retoricamente, revirando os olhos e complementa ao vê-la confusa — Você nunca imaginou Sasuke-kun fazendo coisas com você?
— "Coisas"? — repetiu, sem entender onde a loira queria chegar — Do que diabos está falando, Porca?!
Ignorou a ingenuidade da criatura alienada a sua frente e continuou o desabafo.
— Eu até brinco comigo mesma imaginando que é ele...
— Como assim "brinca"? — questionou completamente confusa. Ambas tinham a mesma idade e com certeza não tinham mais idade para brincar.
— Você...? — Ino parou a frase na metade quando percebeu que aquelas dúvidas eram verdadeiras. Sakura era completamente alheia a uma vida sexual! Animada em desabrochar o psicológico da sua melhor amiga e em apresentá-la aos prazeres que ser ativa sexualmente pode dar, se curva sobre a mesa, aproximando um pouco mais seu rosto do da rosada, que em resposta se curva sobre a mesa e se aproxima também, como se fossem cochichar — Eu vou lhe dizer tudo o que precisa saber para deixar de ser tão rabugenta desse jeito! — gargalha escandalosamente, pendendo a cabeça para trás — Agora está explicado porque você é tão mal humorada o tempo todo!
E foi aí que a coisa piorou para si.
Ino a levou para casa, alegando que o que lhe diria não poderia ser ouvido por outras pessoas, por ser muito íntimo.
Por mais de duas horas teve uma conversa completamente perturbadora, onde a loira lhe contava coisas envolvendo sexo. As sensações, como agir, como reagir, porquê certas coisas aconteciam com o corpo, porquê as vezes se tocar poderia aliviar certas tensões, como se tocar para aliviar essas certas tensões. Claro que tratava-se apenas de teoria. A prática ela teria que aprender sozinha ou acompanhada de alguém, que com certeza não seria ela. A amizade não era tão grande assim."
[...]
Talvez esse seja um dos momentos que Ino lhe disse naquele dia que o corpo precisa de certos cuidados para aliviar as tensões.
Talvez ela realmente precise disso. Quem sabe o mal humor, frustração e todos aqueles pensamentos confusos sobre Sasuke e seu Sensei lhe deixassem em paz.
Ino havia lhe dito que é mais fácil começar pensando em alguém e, inconscientemente, o primeiro que veio em sua mente, foi Sasuke. Ele apareceu lá, diante seus olhos parados no teto, com aquela expressão séria e completamente alheio a ela. Os lábios rígidos um contra o outro. A posição habitual. Mãos nos bolsos, olhar indiferente a tudo e todos, pensamentos indecifráveis o rodeando e o deixando há milhas de distância de quem estava ao seu lado.
Os lábios afastaram-se afim de praguejar até sua quinta geração por falhar até em pensamento, mas desistiu. Seria muito vergonhoso dizer algo em voz alta. Seguir o conselho de Ino com certeza foi a coisa mais idiota que já fez.
Fechou os olhos e suspirou, frustrada mais uma vez.
E então aconteceu.
Kakashi se aproximando de si naquele dia, tão confiante e sexy, estava rapidamente em seus pensamentos.
O coração sofreu uma leve alteração, batendo mais rápido e aumentava gradualmente, conforme, de repente, a própria mão se aproximava do peito.
Os finos dedos tocaram o peito. Se arrastaram em pequenos círculos pela pele livre de sua blusa de linho amarela, que deixava exposto seus ombros e parte do peito.
Em seus pensamentos, Kakashi pousou a mão sobre seu ombro, a levando diretamente para as sensações daquele momento.
"Será que finalmente libertou seu coração de Sasuke?"
Ouviu em seu timbre único e novo para si.
Mais um suspiro.
A mão se espalmou pelo peito e correu até o ombro, acariciando a pele pelo caminho. O apertou e de repente estava na curva entre a nuca e o ombro, onde ele tocou.
Gemeu ao entrar num estado onde a memória e seus toques recriavam as sensações que ele lhe deu aquele dia.
A cabeça pendeu para o outro lado, permitindo que sua mão massageasse um pouco mais aquela região, imaginando que era ele fazendo isso, estendendo aquele momento delicioso e confuso ao mesmo tempo.
A respiração ficou irregular. Mais forte. Mais pesada.
Finalmente estava conseguindo. Os olhos fechados e os sentidos entorpecidos a faziam sentir como se fosse ele a acariciando.
A mão desceu pelo peito lentamente, os dedos pressionando a carne por cima da blusa.
"Deus! Estou fazendo isso pensando no meu Sensei!".
"Ex—Sensei!", corrigiu-se naquele momento insano.
Afastou as pernas cobertas pela calca capri clara e as solas dos pés nus apoiaram-se contra as duas pernas dianteiras da cadeira, ainda plantados parcialmente no chão.
A mão chegou até a barriga e deslizou de um lado para o outro na pele nua entre o término da blusa e início do cós da calça.
"Kakashi-Sensei faria isso? Como me tocaria?"
O polegar, indicador e médio trabalharam em conjunto para livrar o botão da sua casa e para abrir o pequeno zíper.
A mão se espalmou um pouco acima do ventre e invadiu a calcinha rendada branca.
Um ofego sôfrego escapou dos lábios levemente entreabertos, antes dos dentes prenderem no lábio inferior mais gemidos.
Ele a estava tocando e não iria estragar tudo lhe dando o balde de água fria com a razão lhe jogando na cara de que era só em seus pensamentos pervertidos.
A outra mão a tocou levemente na região do tórax e seus dedos correram rente a gola da blusa. Deslizaram até o ombro, levando a blusa a cair pelo ombro, que num movimento gracioso, ergueu e se moveu levemente para frente no processo.
Parte da blusa estava frouxa e caída do lado esquerdo, expondo o mediano seio com a aréola rosada.
A mão estava indo de encontro a ele, o apertando com vontade, transbordando parte de sua carne entre os dedos.
— Deus... — foi a única coisa que a boca proferiu num murmúrio extasiado pelas sensações que aquele aperto lhe trazia, com a imagem de Kakashi lhe fazendo aquilo.
A outra mão se movia vigorosamente dentro de sua calcinha e se impressionou com a umidade presente nos dedos, lubrificando sua entrada e saída, conforme se afundava no prazer.
— ...Sakura?
Os olhos abriram assustados e arregalados quando ouviu seu nome na voz dele tão vívido que a despertou de qualquer fantasia. Em segundos estava sentada ereta, a mão que a tocava intimamente entre as pernas estavam se limpando rapidamente na calça e a outra erguendo rapidamente a blusa, a recolocando sobre o ombro nu. A cabeça virada na direção da janela e os olhos procurando por alguém afora.
"Será que... Não, Kakashi-Sensei não pode ter vindo.", repetia para si mesma, numa mistura contraditória de esperança e desespero.
Desconfiadamente, os olhos procuravam alguém a espreita.
Fechou os olhos. Se Kakashi estivesse próximo como desconfiava estar, sentiria seu chakra e mesmo que não fosse ele, sentiria qualquer um que estivesse próximo.
— Yo. — em segundos ele estava sobre um pequeno galho a frente de sua janela, agachado, sem os joelhos tocarem o galho. Seu velho livro em uma das mãos.
— Kakashi-Sensei! — exclamou surpresa. Segundos silenciosos se arrastaram entre eles e isso a deu tempo de perceber que se ela não estava errada e ele estava ali, havia uma grande chance, graças a sua burrice de deixar a janela aberta, de tê-la visto fazendo...
"Oh céus!", exclamou internamente, incapaz de continuar o raciocínio.
Sentiu as bochechas queimarem violentamente, quando percebeu que precisava se distrair e mais, provar para si mesma que aquilo foi apenas uma coincidência infeliz.
— O-... o que veio fazer, Sensei? — questionou meio incerta. Tentou manter uma postura relaxada e a expressão coerente, mas foi impossível. Encolheu-se com o medo de ele tê-la visto naquela cena comprometedora, apesar de não conseguir desviar do seu olhar indecifrável.
De repente, se viu irritada por lembrar que ele sumiu por mais de duas semanas depois de deixá-la cruelmente confusa com os sentimentos que rondavam o Uchiha e pior, que o rondavam.
Claro que a estranheza não sumiu, muito pelo contrário, estava mais forte do que nunca. O que fazia ali?
— Vim te ver. — a voz dele saiu um pouco mais carregada de convicção do que imaginara que tinha. O tom lubrificado com uma luxúria repentina. As palavras coincidentemente presas ao duplo sentido escandalosamente significante para ambos.
As bochechas queimaram ainda mais e um pequeno ofego escapou dos lábios, enquanto as pequenas mãos se fechavam fortemente no parapeito da janela.
Ele viu.
Agora ela tinha certeza.
[...]
N/F: ~*Gostaram de ver a versão da Sakura do que aconteceu no capítulo anterior?
É a primeira vez também que faço algo assim numa fanfic só! E pretendo continuar com isso conforme ver necessidade!
Né? Essa fanfic não é uma long-fic... Pretendo deixá-la no máximo com 12 capítulos! Mas isso se vocês gostarem, é claro!
Conto com vocês!
Até a próxima!*~
