Disclaimer: Naruto, como seus personagens infelizmente não me pertencem! São uma grande obra de arte genial do Tio Kishimoto! Apenas o universo criado aqui, bem como o enredo são de minha autoria! Espero que gostem! Passa-se no Universo Naruto, um pouco antes de Sasuke sair em sua rendição, após a quarta guerra ninja.
Essa fanfic também será postada nos sites do Social Spirit, Wattpad e Nyah, através do login NaniSenpai.
N/A: ~*Yo, Minna!
Eis mais um capítulo para a nossa alegria!
Demorei um pouquinho porque estava procurando uma boa pessoa que pudesse postar por mim, já que estou com probleminhas para acessar um notebook para isso! Então vou aproveitar para agradecer essa pessoa, de tão bom coração assumiu essa responsabilidade! Obrigada Nath-chan! Tenho certeza de que minhas leitoras agradecem também! kkkkkkk
Ahhh, quero agradecer também aos reviews que recebi! Amei todos! Ainda não sei como respondê-los e se tiver alguém aí que saiba, me explique por favor! kkkkk
Sobre esse capítulo, só tenho uma coisa a dizer: A coisa vai ficar tensa! Então se preparem!
Boa leitura!*~
oOo
Capítulo 4 - Maré de dúvidas
Nunca sentiu tantas emoções simultaneamente como naquele momento e "Vim te ver" nunca fora tão cheio de significados ao mesmo tempo que vazio.
Um misto de lembranças insistiam em embaralhar sua cabeça.
"Veio me ver?", repetia-se perturbadamente.
Como ousava dizer algo tão infame?! Era simplesmente absurdo e no mínimo surpreendente alegar algo assim depois de sumir por mais de duas semanas, tempo suficiente para enlouquecê-la e levá-la a um estado psicológico degradável a ponto de cogitar seguir os conselhos malucos e pervertidos de Ino.
Kami! Por que diabos fez aquilo?
Rapidamente sentiu as bochechas queimarem ardentemente. Não, não, não! Não podia lembrar disso logo agora.
"Maldição! Kakashi-Sensei não viu!", alegou para si mesma bravamente, até se convencer do fato e sentir o alívio do aquecimento repentino nas bochechas, que em algum momento dominou o rosto inteiro.
Mas se não a viu, por que demorou tanto a aparecer? E como ela sabia que era ele, mesmo sem ter encontrado vestígios dele? Poderia em meio aquele momento insano ter desequilibrado completamente seu controle de chakra e tê-lo aguçado inconscientemente, sentindo o chakra dele antes mesmo de conscientemente tê-lo procurado após não encontrar uma explicação plausível para ouvir seu nome ser chamado? Sua mente estava tão carente e necessitada de sua presença, que poderia ter usado a descoberta pelo chakra dele próximo para confundi-la ainda mais e levá-la a alcançar o tão almejado prazer intenso e aliviador?
Desconfiava que sua sanidade era questionável naquele momento.
Estava conversando consigo mesma? Desde quando analisava tanto daquele jeito a situação em que se encontrava?
E era tudo culpa dele.
Levantou o olhar para encará-lo. Estava a observando. O ônix solitário a observava dedicadamente.
A raiva ocupou sua mente e expulsou qualquer outro sentimento, porque estava mentindo, como estava. Ele era petulante o suficiente para usar descaradamente uma daquelas justificativas sem pé e nem cabeça como um "Vim te ver.", mas que merda de justificativa é essa?!
- Me ver? Depois de duas semanas, Sensei? - questionou ironicamente, mesmo depois de tentar controlar o gênio forte.
Sinceramente tinha vontade de lhe socar com o máximo de chakra que pudesse acumular no punho.
Ele abaixou levemente o livro laranja, apenas para expor o rosto completo e uma das sobrancelhas prateadas arquearam - Estava em missão. - deu de ombros.
Uma das sobrancelhas rosadas também arqueou, o desafiando a melhorar a desculpa, mas como permaneceu em silêncio, assumiu a conversa - Tsunade-sama não sabia onde estava, Sensei e ficou louca atrás de você depois disso. - emburrou-se mais uma vez, cruzando os braços a frente do peito. Ficava cada vez mais irritada.
Agora entendia o motivo de Sasuke chamá-la de irritante. De fato era irritante. A forma como pensava era irritante, como agia, como falava, como respirava! Tudo era tão irritante que era ainda mais irritante perceber que toda a irritação era culpa dele! Tudo porque sumiu e não teve uma desculpa decente para acalmá-la! Mas que se dane Sasuke e que se dane o fato de ele ter razão e ela ser mesmo irritante. Lidaria com qualquer coisa que envolvia o Uchiha depois, agora se concentraria em fuzilar o homem irritante e cara de pau a sua frente, porque se ela percebeu o que percebeu, mais uma vez a culpa era dele!
- Perguntou a ela por mim? - o olho exposto estreitou-se levemente. Parecia sorrir por baixo daquela maldita máscara.
Os olhos arregalaram e as esmeraldas fugiram dele, olhando para todo lugar, menos para ele, quando percebeu a besteira que expôs desnecessariamente - Cla-Claro que não! - balbuciou nervosamente, sem perceber que o aperto nos braços cruzados intensificou - Por que diabos eu perguntaria de você? - resmungou com o rosto virado para o lado, o olhar em um ponto qualquer, enquanto sentia as bochechas queimarem mais uma vez.
- Não me convidará para entrar? - a questionou, com a diversão camuflada em seu timbre habitual.
O olhou de canto e de repente a educação lhe esbofeteou. Estava tão irritada que não se tocou de que o deixou plantado do lado de fora de sua casa.
Sorriu minimamente, tentando controlar a vergonha pela gafe.
Os olhares se encontraram e inexplicavelmente sentiu o coração acelerar, o pulmão colapsar, as bochechas queimarem ainda mais e o frio na barriga aparecer.
Não poderia negar para si mesma que saber que além de procurá-la, quer entrar em sua casa, deixando claro que passará um tempo, mesmo que mínimo, com ela a deixava extremamente feliz e ansiosa.
Os lábios ostentaram um sorriso sincero e toda aquela irritação foi embora de repente.
- Entre, Kakashi-Sensei. - os braços desenroscaram-se, caindo ao lado do corpo.
Lhe deu espaço para que entrasse pela janela mesmo e como sempre fazia, lhe perguntou se queria chá. Sem aguardar a resposta, rumou a cozinha americana que dividia espaço com sua pequena sala e começou o preparo.
A felicidade invadira seu coração e se pegou cantarolando uma música qualquer, enquanto preparava um delicioso café da tarde para dividir com seu Sensei ou melhor, Ex-Sensei.
Minutos depois seguia para a sala, deixando uma bandeja de porcelana sobre a mesa, com sequilhos artesanais e chá de jasmine com laranja, que descobria certa vez dele mesmo que era seu favorito.
Os serviu no confortável silêncio que pairou entre eles, apenas o olhando de canto uma vez ou outra sentado na poltrona.
Ao entregar a xícara dele, os dedos tocaram um no outro, lhes dando um pequeno choque pelo contato.
Os olhares se encontraram e segundos preciosos se passaram no calor daquela intimidade.
As bochechas começaram a arder novamente e os lábios entreabriram levemente, depois de perceber que focava o olhar nos lábios escondidos atrás daquela máscara. De repente se viu tentada a abaixá-la para conhecer de todas as formas a boca que tanto imaginara.
Os olhares se encontraram mais uma vez, mantendo o contato visual por segundos.
Cedeu ao seu olhar, quando não conseguiu mais sustentá-lo. Se sentiu envergonhada ao perceber que tipos de pensamentos rondavam seu antigo Sensei.
Se remexeu desconfortavelmente, tentando afastar aqueles pensamentos e voltou ao assento do outro lado, no sofá dois lugares. Levou a própria xícara a boca e fechou os olhos antes de bebericá-la.
Nunca entendeu muito bem como agia e se sentia em sua presença. Sempre fora uma garota agitada, ansiosa, falante, impaciente, mas com ele estranhamente se sentia diferente. Era facilmente influenciada por sua calma e tranquilidade, envolvida por sua maturidade e de alguma forma incentivada por sua paciência a ser paciente. Sentia principalmente que deveria despertar em si a mulher que geralmente estava adormecida, porque Kakashi não era qualquer um e queria que ele visse que ela também não era qualquer mulher.
- Pensou no que eu disse, Sakura? - ouviu naquele timbre que era novo para si. Sério, enfático e profundo.
Abriu os olhos rapidamente e os arregalou por instantes quando lembranças invadiram sua mente.
"O olhar intensificou ao encontrar as esmeraldas - Será que finalmente libertou seu coração de Sasuke? - a voz estava diferente do timbre que estava acostumada a ouvir. Firme. Grave. Rouca.
Como se as palavras saíssem do fundo do seu coração."
Kami! As bochechas arderam novamente e logo desviou de seu olhar incisivo.
- A-Ao que se refere, Kakashi-Sensei? - pousou a xícara sobre o pires, ainda em cima da bandeja e tentou agir com o máximo de naturalidade possível, ignorando completamente o coração indisciplinado que batia rapidamente. Colocou uma mecha que estava a frente de um dos olhos atrás da orelha e permitiu que os olhos acompanhassem o movimento do chá que acabara de beber um pouco.
- Sabe muito bem ao que me refiro. - respondeu calmamente, a fazendo se perder no turbilhão de emoções que a dominavam rapidamente.
Não entendia o que ele queria ao fazer aquela pergunta e cada vez que tentava descobrir o motivo, ficava cada vez mais confusa.
Por que ele perguntou isso?
Por que era importante?
Por que a confundia tanto?
Por que não podia simplesmente afirmar que seu coração ainda pertencia a Uchiha Sasuke?
Por que?
Suspirou e subiu seu olhar, que em algum momento durante seu devaneio caiu ao chão.
- Eu... - murmurou, escolhendo as palavras certas. Não sabia bem qual era o problema consigo, mas seria sincera, como sempre fora - Eu não sei o que está acontecendo comigo, Kakashi-Sensei. - levou uma das mãos ao pescoço, encarando o chão. O tom de voz saiu mais baixo do que gostaria, mas impôs a si mesma que prosseguisse - O Sasuke-kun...
Fora tão rápido que sequer se deu conta de que ele tinha se deslocado. Num piscar de olhos ele estava sentado ao seu lado no sofá, uma das mãos no seu rosto, acariciando carinhosamente a bochecha.
Os olhares se encontraram e mesmo que ele estivesse completamente calmo, estava assustada com a aproximação.
Era seu Sensei. Ex-Sensei, mas mesmo assim não era correto essa aproximação. Poderia prejudicá-lo caso alguém interpretasse errado ou até indo mais a fundo, poderia se machucar e muito.
Se apenas com palavras ele a deixou confusa, com esse contato, carinho, a levaria a loucura.
"Mexa-se."
"Fuja."
Ordenava, mas seu corpo se recusava a obedecê-la, porque estava completamente a mercê dele.
Os olhos fecharam. Queriam aproveitar o máximo daquele carinho único. Os lábios rebeldemente entreabriram. Estava entregue ao contato e mais do que isso, perigosamente queria mais.
E a coisa mais incrível que percebera, era que não havia espaço para nada que envolvesse Sasuke na presença de Kakashi. Era realmente algo inédito para si. Quando foi que isso aconteceu? Desejou por tanto tempo esquecer o Uchiha causador de uma dor crônica em seu coração, de dias sofredores, noites de insônia, anos de um amor doloroso não correspondido e pior, um amor corrosivo, que quase a levou à recorrer a atos auto-destrutivos e quando finalmente aconteceu, não percebeu? E ainda mais complexo do que não perceber, não sentiu que tudo aquilo havia sido substituído por novos sentimentos, desta vez nada dolorosos, apesar de confusos, envolvendo outro homem?
Mal podia acompanhar o raciocínio. Parecia um ciclo sem fim de peças de dominó, uma sobre a outra.
- Eu só preciso saber se seu coração ainda pertence ao Sasuke, Sakura. - sussurrou, a trazendo para o "agora", aproximando o rosto mascarado do dela.
Os olhos abriram-se rapidamente e logo encontrou o dele.
As coisas já tinham ido longe demais e sua boca simplesmente ignorou as advertências de seu cérebro e proferiu o que não deveria, pois com certeza a deixaria mais confusa.
- Por-Por que? - gaguejou em voz baixa, o fazendo soltar um riso curto.
Ele aproximou ainda mais o rosto do dela e roçou a ponta do nariz coberto na pele nua dela, na lateral do rosto.
- Não imagina o por quê? - sussurrou ao pé de seu ouvido.
Estremeceu com o tom baixo, rouco, sedutor. Inevitavelmente soltou um curto ofego.
Era muito para ela. Não conseguiria se parar. Não conseguiria se blindar e se afastar mais. Ele tinha total controle sobre si.
- Kakashi-Sensei... - sussurrou, lhe arrancando um suspiro.
Afastou o rosto do dela, o roçando enquanto recuava minimamente.
Frente a frente, os olhos se encontraram mais uma vez. Seu par de esmeraldas conectados ao ônix solitário.
Estava perdida.
Mal conseguia controlar a respiração, muito menos o coração que estava a mil. Borboletas reviravam o estômago, aquele frio na barriga voltava.
Com certeza estava perdida.
A mão dele se enfiou entre os fios róseos e de repente, a trouxe para si.
Era errado. Proibido. Incoerente. Indecente. Imoral.
Mas não era capaz de pará-lo e como já havia percebido, muito menos de se parar.
Ele era mais velho. Tinha qualquer mulher aos seus pés. Não era bom para seu coração se entregar a este momento, pois se machucaria. Se apaixonaria.
E na melhor das hipóteses, mesmo que fosse recíproco, não havia futuro para aquela relação. Como seria a aceitação da sociedade? Kakashi poderia ser julgado injustamente. Acabaria com sua carreira e seu futuro, tudo porque não conseguia afastá-lo de si.
Ele tem mais a perder que ela.
Não podia traí-lo assim.
Ele sempre cuidou de si. Sempre a protegeu. Sempre esteve lá quando ela precisou. Sempre a apoiou e deveria fazer o mesmo por ele e não arruinar sua vida.
Então por que não podia se afastar do rosto dele que se aproximava do seu, a boca mirando na sua, as respirações se fundindo a uma?
Fechou os olhos, incapaz de fazer outra coisa.
Sentiu os lábios dele cobertos pelo fino tecido da máscara sobre os seus.
Mesmo com o inconveniente no caminho, os sentia perfeitamente. Eram macios, do tamanho exato para se encaixarem perfeitamente nos seus.
Sentiu-o abrir levemente os lábios e logo capturar o seu inferior com os dentes.
Sentiu a língua dele roçar seu lábio através do tecido da direita para a esquerda, o umedecendo deliciosamente. As respirações quentes de ambos se misturando entre as frestas dos fios da máscara.
Sentia a respiração irregular dele contra a própria no mesmo descontrole.
Hesitante, levou a pequena mão de encontro ao pescoço dele e logo se arrastaram para a nuca, grudando nos fios prateados.
Num único movimento, ele a puxou para seu colo com a outra mão, ainda mantendo o controle sobre a aproximação dos rostos. Fora tão rápido, que levou alguns segundos para perceber o que tinha acontecido.
- Kakashi-Sensei! - exclamou assustada com o movimento brusco e mais uma vez, sentiu como se as bochechas fossem queimar ao se dar conta de que estava no colo de seu Ex-Sensei.
De repente a insegurança bateu em sua porta. Sentiu uma vontade insana de sair correndo, mas se forçou a ficar. Não era uma garotinha assustada para fugir dele dessa forma. Encararia o que ele teria para lhe oferecer, ao menos agora. Até porque aquele beijo foi tão delicioso, que precisava de mais.
Levou a outra mão em seu peito e agarrou-se fortemente ao seu colete, lutando contra o instinto de fugir.
Os olhares se encontraram mais uma vez e em meio a confusão de sentimentos, o viu aproximar mais uma vez os lábios dos dela.
As pálpebras cederam e fecharam mais uma vez com a aproximação dos rostos, se entregando completamente as novas sensações que só ele lhe causava.
Os lábios se encontraram mais uma vez e dessa vez, abriu levemente os lábios para recebê-lo.
Sentiu o roçar a língua no lábio inferior e uma mistura de coragem e curiosidade pelo que estava por vir a fez mover sua língua e levá-la de encontro com a dele.
As pontas das línguas se encontraram em meio ao tecido da máscara. O encontro umedeceu o tecido deliciosamente. Vestígios das salivas se misturando com suas respirações ofegantes, criando um sabor único.
O calor tomou o corpo pequeno quando ele a apertou mais contra si. A mão grande e firme dele se espalmou sobre a coxa lhe causando arrepios por todo o corpo. A outra mão trouxe o rosto dela para mais perto, quando simultaneamente mordeu seu lábio inferior.
O raciocínio estava perdido na proximidade e no calor do momento.
O corpo exigindo mais contato.
A ansiedade a dominando a ponto de cogitar pedir para tirar a máscara do caminho daquele beijo, lhes dando a tão necessária intimidade.
Já havia beijado antes. Chegou até a namorar por alguns meses Hyuuga Neji, mas nenhum beijo que recebeu se comparava àquele. Era diferente. Misterioso. Único. Precisava de mais. Precisava de mais.
O bater da porta a tirou daquele entorpecimento que o momento lhe causou e logo seus sentidos estavam aguçados. Pelo reconhecimento de chakra, identificou a pessoa e entrou em pânico quando se deu conta mais uma vez de que poderia prejudicar ele.
O olhou assustada, sem realmente saber o que fazer. Atenderia quem estivesse do outro lado da porta, levantando desconfianças por estar em sua casa sozinha com seu Ex-Sensei? Ou ignorava as batidas e mantinham-se imóveis até a pessoa desistir?
Analisou melhor a segunda opção e compreendeu que seria pior do que seguir a primeira opção. Assim como sentiu quem estava na porta, a pessoa poderia senti-los ali dentro. Não atender apenas aumentaria desconfianças que prejudicariam o homem que a deixava mais confusa do que já imaginou ficar.
Subiu se olhar para encontrar o dele e percebeu que ele visivelmente passava pelo mesmo processo.
Vendo a expressão facial dele, a primeira coisa que lhe passou pela cabeça foi que estavam encrencados. A segunda era de que finalmente a sanidade retornou para ele, lhe mostrando que aquele beijo fora um erro. Estava claramente aborrecido e isso só fazia seu coração se afundar no desespero, pois foi a única a sentir que aquele beijo breve, mas intenso, fora o melhor beijo de sua vida e a única a esperar por mais dele.
Ele se afastou dela e em segundos, ela estava sentada sozinha sobre o sofá e ele sentado na poltrona, do outro lado da mesa de centro e infelizmente, longe dela.
O viu pegar a xícara sobre a bandeja e a segurar próximo a boca, como se fosse beber o chá.
Entendendo que esse era um sinal de que ela poderia seguir em frente, se levantou sem dizer uma palavra, enquanto tentava contornar as emoções negativas a levando a beira do choro. Arrumou os cabelos e ajeitou a roupa.
A passos lentos e inseguros, graças as pernas bambas, se dirigiu a porta. Nervosamente suspirou, deixando de lado a culpa por ignorar todas as advertências de ter se entregado àquele beijo e antes de abrir a porta, forçou um sorriso nos lábios, sorriso que não levantasse suspeitas do que aconteceu ali e que depois de como ele reagiu, provavelmente jamais aconteceria novamente.
Mesmo que pelo reconhecimento de chakra tivesse identificado a pessoa que estava a espera, surpreendeu-se quando viu Sasuke sozinho a aguardando.
As mãos nos bolsos, a expressão nula na face, o olhar frio e distante.
Alguns segundos seguiram em silêncio, quando percebera que não o recepcionou educadamente.
- Sasuke-kun? O que faz aqui? - perguntou, o mais gentil que pôde.
Ele a olhou de baixo para cima e logo por cima de seu ombro.
Seguiu seu olhar por cima do ombro e encontrou ele, que encarava sem nenhuma simpatia Sasuke.
Observou rapidamente que Kakashi bebera o chá que havia servido antes de tudo, provavelmente fez isso enquanto estava se preparando para abrir a porta.
Voltou a olhar o moreno plantado em sua porta e se amaldiçoou por sua falta de atenção.
Reverenciou educadamente Sasuke, abrindo caminho para que entrasse - Me desculpe por deixá-lo esperando do lado de fora. Por favor, entre. - disse rapidamente, quase atropelando as próprias palavras.
Desconfiadamente os ônix a vasculharam. Após um tempo, voltou a olhar Kakashi e sem dizer uma palavra entrou em seu apartamento, seguindo para a sala.
Nervosa, suspirou pesadamente e fechou a porta. Virou-se e hesitou ao dar o primeiro passo quando viu Sasuke em pé encarando desafiadoramente Kakashi, que em algum momento havia se levantado e o correspondia firmemente.
De repente a tensão tomou o lugar e já não sabia mais o que fazer.
"Por acaso Sasuke desconfiava do que aconteceu?", rondava em sua cabeça.
- Há quanto tempo, Sasuke. - Kakashi disse em seu tom habitual.
O Uchiha apenas abaixou levemente a cabeça, franzindo o cenho. Os ônix selvagens fuzilando Kakashi. Estava explícito seu descontentamento, a pergunta que surgira era "Por que?".
Incerta do que fazer, se apressou em se aproximar.
- Por favor, sente-se. - apontou para o sofá, incentivando o Uchiha a quebrar aquele duelo intenso de olhares - Gostaria de tomar chá? - perguntou gentilmente, arrancando de si o máximo de educação possível. Precisava dispersar qualquer pensamento que o levasse ao que ela e seu Ex-Sensei fizeram.
Sasuke a olhou. Com imponência e ainda a encarando, passou por ela e sentou-se no sofá.
Como manteve-se em silêncio, deduziu que havia aceitado o chá e deixou a sala para buscar mais uma xícara.
Claro que aquele beijo proibido e dez mil vezes infelizmente mais cobiçado do que nunca, não deixava sua cabeça.
O Uchiha poderia ser indiferente a tudo e todos, mas não era ingênuo, muito menos alheio a sua volta. Seu silêncio apenas aumentava seu desespero. Poderia ter descoberto? Se sim, o que faria? Os delataria à Hokage?
Kami, o que faria?
Pegou a xícara e percebeu que suas mãos estavam trêmulas.
Kakashi teria a carreira corrompida por sua estupidez e provavelmente perderia o laço que construiu com ele, independente de qual fosse.
Voltou a sala rapidamente e só se deu conta do ato, quando encontrou os dois homens a fitando intensamente.
Sorriu nervosamente - Aqui está... - indagou, abaixando-se para ajoelhar e servir o chá. Esticou-se para entregar a xícara para o Uchiha e sorriu forçadamente - Espero que goste, é de jasmine com laranja.
O moreno lhe fitara diferentemente. Como sempre não conseguira identificar o que se passava com ele, mas passava longe de sua indiferença habitual.
Percebendo que ele não pegaria a xícara, a pousou sobre a mesa e se levantou - O que o trás aqui, Sasuke-kun? - a pergunta finalmente saiu de sua mente e se materializou em palavras que se recusavam a sair de sua boca. Não podia adiar chegar aquele ponto por muito tempo. O clima na sala voltara a ficar tenso com aquele silêncio ensurdecedor.
O Uchiha voltou a fitar Kakashi por segundos e com a expressão facial ainda mais dura, se levantou, enfiou as mãos nos bolsos e lhes deu as costas, andando em direção à porta.
- Naruto está a nossa espera. - respondeu simplesmente, sem se virar.
- Naruto? - se alarmou, ligando uma coisa a outra.
"Será que Naruto e Sasuke-kun descobriram e querem tratar disso?", o pensamento rondava sua mente.
Desesperada, olhou para Kakashi e se segurou para não transparecer seu estado. Se já o tinha feito se arrepender do que fizeram, o faria se arrepender duas vezes se agisse como uma menina boba que não sabia lidar com as coisas.
Respirou fundo e quase engasgou quando ouviu a voz grave e fria soar.
- Você vem ou não?
A cabeça virou-se em sua direção, o vendo parado na porta, a observando impacientemente.
- Cla-claro! - apressou-se em responder e virou-se para seu Ex-Sensei, que a observava com uma expressão nada amigável - Preciso ir, Sensei... Er... - desviou de seu olhar sério. O viu encarar Sasuke mais uma vez.
- Tudo bem. Até mais. - acenou e em meio a fumaça desapareceu sem dizer mais nenhuma palavra sequer. Nenhuma.
A forma com que foi feita a despedida a deixou apreensiva. De repente, não pareceu uma despedida normal. Pareceu que ele estava aborrecido e só de pensar que poderia ser com ela, lhe dava um aperto no peito.
Ele se arrependeu mais do que imaginava? Estava ainda mais irritado com ela do que imaginava por ter deixado se levar?
Um estalo com a boca a tirou de seus pensamentos e a fez perceber que deixara o moreno esperando.
- Me desculpe, Sasuke-kun... Vou fechar o apartamento. - rapidamente fechou as janelas e se retirou do apartamento junto do moreno.
Por que Naruto estava os esperando? Por que ele mesmo não viera buscá-la?
Sasuke nunca vinha em sua casa, muito menos para buscá-la para encontrar Naruto.
A ansiedade acertara em cheio seu estômago e já podia senti-lo aborrecido com o golpe. A cabeça latejando de tantas perguntas que surgira em tão pouco tempo. As mãos suando frio com medo de que o que tivesse acontecido de alguma forma tivesse sido descoberto tão rapidamente. O coração pesando com a culpa de que se fosse realmente isso, prejudicaria irremediavelmente o homem que tanto admirava e respeitava por pura imaturidade e curiosidade irresponsável de sua parte.
Estava tão envolvida com o seu interior, que não percebera que o moreno que andava silenciosamente a sua frente, havia cessado os passos, a fazendo colidir com suas costas por não ter percebido.
- Me descul...
Ele a olhou por cima dos ombros, os ônix transformando-se em escarlate e ainda mais imponentes, frios e assustadores que nunca - O que Kakashi fazia em sua casa?
oOo
N/A:~*Aí aí aí... Gente, sejam sinceros, estão gostando?
Perceberam que Kakashi e Sakura estão entendendo tudo errado um do outro? Isso sempre acontece, né? Não sei com vocês, mas sempre entendo as pessoas erradas também kkkkkkk
Bom, conto com reviews, então não me deixem falando sozinha, por favor! kkkk
Próximo capítulo: Rola a versão do Kakashi com mais um extra!
Até a próxima!*~
