Capítulo 4 – Segredos
rapaz de cabelos laranja desperta tranquilamente de uma boa noite de sono. O seu quarto permanece escuro devido às cortinas impede a luz solar a entrar. Levanta preguiçosamente da cama. Passou a mãos nos cabelos na falha tentativa de tentar arrumar-lo. Andou para fora do quarto, a casa estava silenciosa. Com passos calmos chegara à cozinha, a luz do dia ofuscava sua visão:
_ Tsc.- resmungou – Já ta tarde! – olhou para o relógio que marcava mais de meio dia.
Resolveu procurar algo para comer na geladeira e viu um pequeno bilhete preso com um imã na porta.
Bom dia, Ichigo! (^.^)
Hoje não virei em casa!
Tem comida pronta na geladeira ou no congelador se preferir.
Cuida da Artemis para mim.
Ah! Nada de exageros, você ainda está de recuperação.
Até amanhã,
Bjus
Ichigo olhou para baixo, a pequena gata ronronava nos seus pés:
_ Você é manhosa! – abaixou para dar um pequeno afago no bichano – Hoje será somente nós dois em casa. Você bem podia me contar coisas da sua dona para mim. – riu do seu comentário.
Aquele dia estava para ser entediante para ele, talvez fosse.
A ruiva andava tranquilamente pelos corredores do hospital, esbanjando o seu belo sorriso. Entrou no corredor dos consultórios que estava vazio naquela hora da tarde. Ela parou em frente de umas das salas e deu três batidas de leve antes de entrar:
_ Boa tarde! – diz sorrindo ao ver o jovem médico de óculos analisando alguns raios x.
_ Boa tarde! – respondeu assim que a viu. – Que surpresa agradável!
_ Que nada! – aproximando do rapaz e dando um selinho nos lábios – Hoje quase não deu para vermos!
_ Hoje o dia foi puxado. – colocando os exames na mesa – Me diga como foi o seu dia?
_ Foi bem com coisas corriqueiras, nada demais. – fazendo um cafuné na cabeleira negra. – E seu?
_ Ficando melhor agora. – puxa a garota para seu colo que ria – Agora que você está aqui!
_ Uryuu...- foi interrompida pelo beijo que o rapaz.
_ Não pode questionar nada. – respondeu entre os beijos. – Além disso, estamos somente nós dois aqui.
Antes que a ruiva responder voltara a beijar cada vez mais ardente. Acariciava a coxa da moça que o correspondia com pequenos gemidos que arranha a nuca do rapaz.
_ A Ran... tem toda razão! – comentou o rapaz.
_ Do quê? – a ruiva arregalou os olhos e o fitava confusa.
_ Dos consultórios...–respondeu rindo - Falando nisso a onde ela foi?
_ Resolver o Divorcio dela.
_ Hmm... – voltou a mordiscar o pescoço da ruiva.
_ Não acha melhor guardar o seu fogo para hoje noite? – questionou enquanto tentava desviar dos braços do rapaz.
_ À noite? – rapaz olhou para olhos da moça em duvida.
_Sim. Hoje à noite, nós tínhamos combinados...
_ É mesmo. – deu um sorriso torto.
_ Esqueceu? – questionou a ruiva
_ Não. – omitiu para Orihime - Mas que meio esqueci-me de falar que hoje não vai dar.
_Por quê? – sua voz saiu como uma criança inocente
_ Tenho que resolver algumas coisas com o meu pai. – respondeu levantando a ruiva do colo.
_ Hmm... de novo? – ruiva fez um beicinho –Há dias que nós namoramos "decentemente".
_ Não fica assim vou lhe compensar nesse final de semana os dias que falhei. –com sorriso sincero
_ Vou cobrar-lo. – sorriu
_ Pode cobrar. – beijando a testa da ruiva.
Era um escritório como qualquer outro na área de promotoria e advocacia. Mesas lotadas de papeis, computadores nas mesas. Apenas um mutuado de trabalhos a ser feito. O jovem homem de cabelos platinados observa a rua da janela do escritório. Vestia camisa social branca, com gravata azul e a calça social da mesma cor. A sua expressão era mesma de sempre uma incógnita, sempre mantinha um sorriso de gato de cheshire no rosto e olhos fechados. Era rara das vezes que podia lhe ver os seus belos olhos azul.
_ Senhor a sua esposa está aqui. – entrou um jovem loiro adentro da sala o despertando dos pensamentos.
_ Você esqueceu acrescentar "ex" na frente de esposa, Kira.–sorriu a loira com belos olhos azuis para o jovem.
_ Oras, que bela visita do meu Crisântemo. - esbanjou mais ainda seu sorriso ao ver aquela moça na sua frente. Olhou cada detalhe descaradamente mesma com roupa social, a loira era sensual sem ser vulgar.
_ Ichimaru! – reprovando o seu olhar. - Sabe que estou sem paciência com suas brincadeiras. – Sentou na cadeira a frente da mesa dele. Percebeu que o olhar dele não desvia das suas pernas, abaixou um pouco a saia e colocou a sua bolsa no colo.
_ Tsc. – desmanchou um pouco o seu sorriso - Não brinco com você. Que história de ex-esposa minha? Que sabia você é ainda casada comigo. – sua expressão era completamente séria.
_ Isso porque você não assina o pedido de divorcio há seis meses. – falou sem rodeios.
_ E não pretendo assiná-lo. – sentou se na cadeira a frente dela.
_ Gin, assina amigavelmente e vamos terminar com essa sua teimosia. – olhou firme para platinado.
_ Minha teimosia? – passou a mãos nos cabelos - A sua teimosia sobre essa história divórcio, já lhe dei a minha resposta. – repousou os braços na mesa, inclinando o corpo para frente.
_ Já estamos separados há meses e que iremos fazer é assumir perante a justiça!
_ Só você separou, eu não.
_ Argh! Você me dá nos nervos!
_ Você fica linda nervosa.
_ Olha cansei. Não irei ficar pedindo ou implorando. – levantou-se da cadeira - Se você não quisesse esse divorcio dedicava mais o casamento em vez me deixar muitas vezes sozinhas.
_ A minha ausência foi devido o trabalho. – olhou profundamente os olhos da loira - Você sabe que um trabalho de promotor é complicado.
_ Não vamos dar desculpas esfarrapadas: qual o trabalho mais complicado que outro. – o seu olhar era duro - Isso não é desculpa. Não é mesmo.
_... – o jovem de cabelos platinados nada podia responder.
_ Até breve! – a loira caminhou até a porta, se retirando da sala.
A loira saiu com passos pesados da sala do promotor. Os dois eram casados há quatro anos e se conhecia deste a adolescência. Gin era sua vida até senti abonada por ele. Depois de noites sem sua ausência devido ao seu trabalho, ela pediu o divorcio. Ela no fundo não desejava por isso, tudo que desejava ele inteiramente para si.
Na saída do fórum viu uma figura conhecida.
_ Ichigo? – o chamou com a duvida.
_ Oi, você é... – o rapaz virou.
_ Rangiku, amiga da Orihime. – apresentou com sorrindo - Como vai a sua recuperação?
_ Lembro de você. –respondeu educado, sem muito interesse - Vai bem, cada dia melhor.
_ Bom o que fazem por aqui?
_ Estou pegando meus documentos novos. Os antigos foram perdidos no acidente. E você?
_ Vim resolver o meu divorcio – suspirou-se – Por acaso está indo? Posso lhe dá uma carona, se quiser é claro.
_ Ah, claro! - aceitou a proposta da loira.
Caminharam até no local que o carro estava estacionado, um Fiesta na cor azul. O jovem ruivo sentia desconfortável está junto com Rangiku. Era oposto de Orihime que sentia confortável de estar junto e conversar. A jovem loira tentou quebrar aquele "maldito" silencio:
_ A Orihime não está fazendo sofrer com seu gosto particular culinário?
_ Não muito. – respondeu olhando para janela – Só de vez enquanto.
_ Algumas receitas são até comestíveis – riu a moça.
_ É sim.
_ Sabe até que seu reencontro de vocês é bom, apesar do modo que aconteceu. – a loira mantinha os olhos na direção.
_ Por que você lhe disse isso? – arqueou sobrancelha
_ Não sei lhe explicar exatamente. – deu uma rápida olhada no rapaz – Deste que a conheço já era independe e morava sozinha. Nunca falou nada sobre a família, no máximo que ela falou do irmão falecido. Orihime é do tipo de pessoa por mais esteja triste sempre está com um sorriso no rosto, disposta ajudar as pessoas e dificilmente contará aquilo lhe aflige. Ela se faz uma pessoa feliz, mas no fundo sabemos que não é.
_ Por que você não acha ela é feliz? – questionou o rapaz.
_ Basta olhar nos seus olhos e você saberá. – a loira manobrava o automóvel - Chegamos.
_ Obrigado pela carona - o rapaz agradeceu.
_ Por nada. – respondeu à loira.
O jovem ficou no passeio a frente do prédio vendo carro partir. Concluiu mentalmente aquela conversa com Rangiku foi meio estranho. Queria saber o porquê daquela conversa toda, qual o motivo da amiga falar sobre a Orihime. Olhou para andar que estava morando, baixou a cabeça e adentrou-se no prédio.
Continua...
