Lawless Hearts
De: Kracken
Tradutora: Aryam
Corações Sem Lei
Parte 05 – De acordo com os números
"Amigo seu?" Heero perguntou num tom de voz de quem sabia exatamente o que estava acontecendo.
"Não acho que ele tenha amigos, bem, a não ser os ratos," murmurei.
"Sr. Maxwell," o homem cumprimentou quando chegamos na varanda. "Haroldo Kimmins, Fiscal da Receita Federal de L2".
Heero passou por mim para abrir a porta e entrar. Observei-o colocar suas sacolas em minha escrivaninha vazia e o entendimento quanto a minha situação desamparada me atingiu de uma vez. Laptop: roubado. Arquivos: roubados. O inventário cuidadosamente organizado por Hilde: desaparecido. Nunca hesitei, nem mesmo quando fiquei frente a frente com uma tropa de móbile dolls, mas esse baixinho, magrelo, com um sorriso de coveiro me deixou tremendo até as botas. Esqueça a parte de desistir dos negócios, esse homem pode acabar com tudo com apenas uma assinatura.
Heero voltou com as mãos nos bolsos e tomou a posição ao meu lado como se fosse meu braço direito. Era reconfortante e eu não tinha certeza do porquê. Não havia nada que ele pudesse fazer para me tirar dessa bagunça prestes a acontecer no ferro-velho Maxwell.
As turbinas da colônia se recolheram. Kimmins e eu nem nos mexemos, ficamos imóveis, acostumados com a distração, sabendo que tínhamos de esperar até o processo terminar para continuarmos. Heero estava inquieto. A poeira o fez tossir. Eu e Kimmins já havíamos levantado os cachecóis para proteger nossas bocas e narizes. O som metálico do mecanismo em funcionamento enfim cessou. O ar em movimento parou de rodopiar e a sujeira começou a descer lentamente em direção a 'terra'.
Kimmins continuou, como se não tivéssemos sido interrompidos: "Nós, da Receita, temos umas perguntas para lhe fazer após recebermos o seu último pagamento de impostos, Sr. Maxwell". Ele deu umas batidinhas na pasta de couro que segurava. "Se pudesse esclarecer algumas discrepâncias, ficaríamos muito gratos".
"Discrepâncias?" estava ganhando tempo. Sabia exatamente do que ele estava falando. Contudo, minha mente girava em círculos tentando encontrar um jeito de escapar das garras do leão que se fechavam ao meu redor, afiadas com minha própria contabilidade criativa.
O homem acenou com a cabeça para o quintal. "Você tem equipamentos que não estavam na sua lista de posses e vários de seus empregados se inscreveram no seguro-desemprego. Não havia nenhuma menção de empregados em seu último pagamento."
O homem sorriu. Tubarões devem sorrir assim logo antes de estraçalharem suas presas e devorá-las. Ele sabia que me tinha na palma da mão. Não estava perguntando por estar confuso, perguntava porque queria que eu perdesse o controle e admitisse meus erros propositalmente. Acontece que Duo Maxwell não perdera o controle nem debaixo de tortura da Oz e certamente não cederia às lágrimas na frente desse carinha. Comecei a responder, mas de repente a mão de Heero se fechou em meu braço. Doeu. Dizia o quanto ele queria que eu calasse a maldita boca. Olhei feio para ele, mas me ignorava, acenando agora para Kimmins entrar.
"Vamos nos sentar, senhor". Heero disse, mas Kimmins não tinha intenção de entrar em meu barracão. Ele parecia desconfortável, pronto para recusar. O japonês não lhe deu chance. Apenas guiou Kimmins para dentro e puxou uma cadeira na mesa para que o mesmo se sentasse.
"Meu tempo é limitado." Falou Kimmins, significando que não queria ficar por muito tempo, com medo de contrair alguma doença do meu lixão.
"Não vai demorar," Heero o assegurou. Tirou seu chapéu e passou uma mão pelo cabelo ao explicar: "Duo Maxwell recentemente perdeu seus arquivos e foi forçado a refazer tudo sozinho até o prazo padrão. Ele não tinha qualquer conhecimento de seu contador não ter incluído o novo equipamento no relatório. Quanto aos empregados, eles não trabalhavam para o Sr. Maxwell, mas estavam ocupando sua propriedade. Como eram indigentes, o Sr. Maxwell não teve coragem de despejá-los. Se tivermos um prazo prolongado e um modo de corrigir o relatório, tenho certeza que o Sr. Maxwell poderá completá-lo no tempo designado e pagar a quantidade devida mensalmente".
Kimmins franziu. "Pagamentos, senhor?"
Sentia-me como uma terceira roda, um espectador, uma mosca na parede, mas não estava a ponto de interromper justo quando obviamente Heero salvava o meu traseiro. Recuei para um canto e lhe dei o espaço necessário.
"O Sr. Maxwell foi roubado. Muitos de seus bens e registros foram furtados." O moreno explicou. "Levará algum tempo para reconstituir os registros e recuperar o valor monetário perdido. Acredito que haja um programa para que casos desafortunados como estes possam pagar suas taxas até seu imposto ser totalmente coberto?"
Kimmins pareceu bem infeliz. "Há sim... Mas haverá algumas penalidades, senhor."
"Claro." Heero respondeu.
"Hmmm..." Kimmins franziu o cenho novamente. Ele não queria ajudar. Queria a caça abatida, o gosto de sangue do sonegador de impostos, mas ele não poderia refutar o que meu colega dizia. Com um som exasperado, começou a retirar formulários da pasta. Heero os pegou, checou para ter certeza que eram os apropriados e agradeceu a Kimmins que o analisou, pensando 'sucateiro safado', mas perguntou duvidoso: "Você fará as contabilidades do Sr. Maxwell agora?"
"Não." Heero respondeu. "O Sr. Maxwell será seu próprio contador de agora em diante."
"Bom," resmungou Kimmins ao fechar sua pasta e se levantar. Espanou a poeira de seu terno impecável, feito sob medida, com batidinhas leves dos dedos ao se dirigir à porta. "Não terá outra chance de arrumar isso, já vou avisando".
"Entendido." Heero replicou.
Kimmins foi embora e fechei a porta à suas costas. Vigiei sua retirada do terreno por uma janela escura, antes de me virar para meu salvador. Eu estava extremamente envergonhado. "Hilde costumava cuidar de toda a papelada." Comentei, coçando a nuca nervosamente. "Não tenho muito talento pra isso."
Esperei Heero insistir, exigir uma explicação, mas ao invés disso apenas pegou seus suprimentos. Notei que deixou uma sacola para trás. Comecei a pegá-la achando que queria ajuda, mas ele balançou a cabeça.
"Isso é pra você," o agente disfarçado me disse e então, sabendo que precisava ouvir aquilo, acrescentou: "Pode me pagar depois".
Ajudou como se alguém tirasse alguns grãos de areia de uma montanha, a montanha de vergonha e desamparo que me esmagava nesse momento. Não conseguia olhá-lo ao abrir a porta e segui-lo para fora. O silêncio entre nós, enquanto andávamos para os fundos do terreno, fazia-me imaginar o que ele deveria estar pensando. Não consegui me impedir de tentar explicar, não aceitando sua oferta silenciosa de esquecer o acontecido.
"Sou bom em negociar." Falei. "Sou bom com mecânica, em consertar essas porcarias e arrumar alguém que compre, mas não sou nada bom com a papelada, o inventário, em deixar toda essa sucata organizada. Hilde era boa nisso... Muito boa".
"Não se precisa de talento." Heero retrucou como se estivesse se divertindo, maldito seja. "Precisa de disciplina. Eu... Eu mesmo tive alguns problemas quando a guerra acabou e tentava achar o meu lugar".
Meus olhos se arregalaram. "Você teve?" Somei dois com dois. "Você sabia de tudo aquilo lá atrás por que passou por isso também?"
Heero confirmou. Ao menos uma vez, mantive minha grande boca fechada e retornei a cortesia. Não perguntei e nem condenei. "Aprendi..." ele ofereceu "a não fazer certas coisas eu mesmo. Existem profissionais para lidar com isso".
Fiz uma careta. "Caso não tenha reparado Heero, estou duro."
"Não por muito tempo." Ele me disse. "Trabalhando juntos, acho que conseguiremos tornar mais desses maquinários em máquinas funcionais e comerciáveis".
Isso fora um problema com Hilde. Ela conseguia voar e pilotar um móbile suit, mas realmente consertá-lo ou qualquer outra coisa, estava fora de sua especialidade. Parecera uma boa sociedade, eu consertava e ela cuidava da papelada. Infelizmente, como Heero me chamou a atenção, eu conseguia consertar coisas e preparar o ferro-velho para a venda, mas sozinho não era tão eficiente. Você não consegue créditos sem ter nada para vender.
Alcançamos a cabana nos fundos da propriedade, o japonês silencioso e eu, com possibilidades girando pela cabeça. Fui interrompido quando abrimos a porta e pairou no ar um cheiro que era indescritível. Havia três sacos de dormir alinhados com a parede. O chão entre eles estava coberto de imundice. Mijo e vômito misturavam-se com comida estragada. Afastei-me da porta e coloquei o cachecol sobre o nariz.
"Merda!" exclamei.
"Provavelmente." Heero respondeu, neutro, mas parecia tão enojado quanto eu.
Puxei sua regata. "Vamos. Você NÃO vai ficar aqui".
O moreno de olhos azuis franziu o cenho e ignorou minha tentativa de fazê-lo se afastar. "O lugar precisa ser limpo, não importa se vou ficar aqui ou não".
"Eu posso simplesmente botar fogo nele." protestei.
Heero grunhiu. "Muitos bens a serem desperdiçados".
"Não está falando sério!" protestei novamente quando vi aquela expressão decidida e teimosa, aquela que ele usava quando estava determinado a completar algo, mesmo que morresse fazendo.
"Precisarei ficar com você algumas noites até terminar de limpar." O Preventer ofereceu e agora era uma pergunta.
Mentalmente, pisei em cima daquele pedacinho de mim que pulou como uma criança idiota super excitada e me impedi de gritar 'Yahoo!'. Não era um encontro. Não era nada, a não ser um platônico convite para 'dormir no mesmo quarto'. Cai na real Maxwell, disse a mim mesmo com severidade. Heero já ficaria bem desconfortável dormindo tão perto de um homem gay, ainda mais de um homem gay que estava babando em cima dele... Bem, não babando... Desejando... Risque isso... Querendo... Esperando... Tá legal, não havia um jeito melhor de dizer que eu havia acabado de beijar o céu e não conseguia evitar dar uma espiada em um grande sonho, um que tinha escondido desde a guerra. Estava pronto e esperando apenas por esse incrível e impossível momento.
Ele não é gay, ele não é gay, ele não é gay. Disse a mim mesmo pelo menos umas cinco vezes antes de poder sorrir para Heero e falar com algum controle: "Tudo bem, pode ficar com meu sofá, mas eu ajudo a passar a mangueira nesse lugar. É meu afinal".
Meu novo empregado respondeu: "Ajuda seria bem-vinda".
"Ótimo," puxei sua regata novamente. "Agora vamos dar o fora daqui antes que eu faça parte da decoração".
Heero riu e voltamos para o barracão principal. Olhei-o de esguelha e falei: "Não me lembro de você rindo, bem, exceto daquele jeito bem maligno que você tinha durante a guerra".
"Maligno?" Heero sorriu sem jeito. "Acho que tentava soar maduro".
Também me juntei na risada. "Maduro? Soava bem psicótico, isso sim, Heero".
O chão começou a tremer de repente. Agachei, mãos espalmadas no chão. Heero parecia perdido. Dei um solavanco em suas calças quando ele cambaleou e então seguiu minha orientação, agachando-se também. O tremor aumentou e um baixo ronco de máquina desgastada ecoou por todo lado. Algumas das minhas peças de metal caíram da pilha, barulhos metálicos se juntaram ao ruído. Quando o agito parou, lentamente me reergui junto com Heero e continuamos a andar.
"O que foi isso?" perguntou com temor, seus olhos sondando as paredes a nossa volta. Talvez estivesse esperando uma rachadura a qualquer momento.
"Ninguém sabe o que causa isso," respondi. "Acontece de vez em quando, não é muito freqüente. Talvez estejam relacionadas com a rotação da estação ou os coletores de umidade, as turbinas ou ainda os canos subterrâneos... ou... Bem, só acontece nessa parte da estação, então claro que ninguém se incomodou em consertar... Seja lá o que for".
Heero grunhiu. "Quer dizer, ninguém morreu ainda, então tudo bem?"
"Certo." respondi brilhantemente. "Você meio que tem de ter fé que tudo está se segurando, Heero, ou fica louco rapidinho".
Alcançamos meu barraco e entramos. Havia ar condicionado, mas apenas alguns graus mais fresco do que lá fora. Era bem melhor ligar os ventiladores e abrir as passagens de ar no chão que chegava à temperaturas mais frias bem abaixo de nós. Economiza o custo de energia. Heero me observou abri-las e se inclinou em uma para pegar a rajada de ar frio.
"Não ventila gases lá de baixo também?" ele quis saber, franzindo o cenho.
Ergui um dedo e o sacudi na sua frente. "Tente não pensar em coisas assim, Heero. Uma pessoa comum na parte ruim de L2 vive em geral até setenta e dois anos e a maioria das pessoas respira a poeira e os gases das ventas. Pode até fazer mal, mas nem tanto. Normalmente é muito pior pra quem trabalha com a radiação das naves de carga".
Refrescado, joguei meu chapéu na mesa e carreguei minha sacola para quarto. Heero me seguiu. Colocando os pacotes no chão, fuçamos neles. As refeições prontas para esquentar, empilhamos em um armário mais baixo. As bebidas estavam seladas e com etiquetas para resfriar ou aquecer, dependendo de como as quiséssemos. Foram para um armário também. Era a comida de verdade que precisava da pequena geladeira. Pregada ao chão por causa dos tremores aleatórios, meus três ladrões não conseguiram levá-la. Colocamos alguns vegetais, alguns pacotes de carne e, maravilha das maravilhas, salgadinhos e batatas fritas* - incluindo um pacote com seis latas de refrigerante. Sorri para Heero.
"Achei que você era alguém que comia coisas saudáveis." Comentei.
Heero deu de ombros. "Meus treinadores não permitiam comidas industrializadas e eu sempre temi que pudessem prejudicar minha eficiência durante a guerra. Agora não tenho de me preocupar com isso," ele corou. Eu o encarei e sorri de orelha a orelha.
"Tentando recuperar um pouco da juventude perdida, né?" perguntei propositalmente.
Ele me olhou, aqueles olhos azuis quase pesarosos e pedindo desculpas. Na verdade, sentia-se culpado por querer voltar as rodas do tempo que haviam atropelado nossas vidas.
Peguei um refrigerante e joguei para ele. Pegando um pra mim mesmo, abri a tampa e tomei um gole, enquanto sentava de pernas cruzadas na cama. "Olha Heero, não há nada errado nisso. Ainda somos jovens. Talvez precisemos traçar nosso caminho nesse grande universo, mas ainda podemos nos divertir e agir como crianças de vez em quando também. Podemos beber refrigerante e comer..." Olhei para os biscoitos e salgadinhos "...coisas que não fazem bem nenhum".
Heero se ocupou com sua garrafa. "O treinamento tem sido bem difícil de superar... E pessoas deram suas vidas para me fazer o que sou. Eu sinto..."
Eu o cortei: "Fazê-lo como você ERA, colega," corrigi. "Agora você é apenas Heero Yuy, agente dos Preventers. Um rapaz jovem se preparando para as suas primeiras cáries".
O japonês se avermelhou novamente e tomou um gole de seu próprio refrigerante para cobrir o desconforto. Eu senti que realmente precisava quebrar esse momento vergonhoso. Pude ver que ele estava jogando para o alto seu lapso dietético ao extremo. Aquilo abriu uma janela para dentro do homem sentado ao meu lado. No fundo, ele ainda era um soldado preocupado em estar em condições perfeitas, ainda pensando, talvez, que era apenas uma arma para a paz e não merecia aproveitar a nova vida normal que lhe fora dada. É, admito que era interpretar demais em cima de apenas alguns sacos de batata frita e doces, mas eu nunca corei de vergonha por causa de um bolinho recheado.
"Acho que isso é bem melhor que as alternativas," falei inclinando-me para trás e encostando-me na parede. "Eu cheguei a beber e fumar... Tabaco e outras besteiras que pensei que me fariam esquecer várias coisas". Quem estava ficando vermelho e parecendo tímido agora? Mas eu tinha bons motivo. "Mas não foi por muito tempo. Quatre me pegou e me fez ir para reabilitação e algumas sessões com um psicólogo. Hilde veio ao meu resgate depois disso e montamos um negócio. Estou limpo desde então. Eu fui tão estúpido e... fraco. Então, veja bem, hoje prefiro me viciar em algumas batatinhas do que em coisas pesadas".
"Sinto muito." Heero disse soando muito compreensivo, quase triste. "Você fez uma nova vida aqui e chegamos destruindo tudo e a viramos de cabeça para baixo".
Ah sim, esqueci... Estava quase chegando à falência quando isso aconteceu. Minha 'nova vida' não estava indo muito bem. A cilada de Heero e Wufei foi, na verdade, uma boa distração disso; um jeito de escapar da realidade, apesar do modo que me trataram. Eu falara como se minha vida fosse uma história de sucesso: o ferrado do Maxwell consegue juntar algumas migalhas e tem a vida perfeita. Aquilo fora verdade de início. Não era verdade agora.
Dr. G disse uma vez que a vida é cheia de oportunidades, a pessoa apenas tem que esticar a mão e agarrá-las. Eu havia intencionalmente agarrado uma mão cheia de espinhos e não estava animado para repetir a dose. Porém, teria que fazê-lo. Você não sobrevive, não consegue nada hesitando, sendo um frangote. Tenho que levar isso até o fim, pensei, e pular fora quando terminar. Só espero ter outra oportunidade depois dessa, a qual eu esteja pronto para aproveitar.
"Palitinho de mel?" Heero ofereceu e segurou um tubo fino de cor marrom-amarelada, açucarado e com mel dentro.
Olhei para ele ao pegar o tubo e sorri. Ele sabia no que eu estava pensando, tenho certeza disso, mas não sabia o porquê dessa certeza. Estava completamente convencido, de alguma maneira, que ele sabia de todos os meus problemas e não estava sendo apenas compreensivo, mas estava 'ali' pra mim. Conseguia interpretar muito em uma simples oferta de doce. Deveria zombar de mim mesmo e me xingar, 'trouxa' e 'sonhador' sendo dois deles, mas, se quer saber, não o fiz... Pois sinceramente não queria nesse momento. Sentia-me muito bem acreditando que Heero se importava comigo.
"Obrigado," falei, significando bem mais do que apenas um agradecimento com aquela única palavra. Ele assentiu e sentados juntos, voltamos à infância ao chuparmos os palitos de mel.
Continua...
N/T: *junk-food (literalmente: comida lixo) = expressão pejorativa para comidas gordurosas, como lanches, salgados e salgadinhos, frituras, fast-food, bolinhos, doces; enfim, alto teor calórico e pouquíssimos nutrientes.
E-mail:maymacallyster(arroba)yahoo(ponto)com(ponto)brou botão verde no fim da página, olha lá que bonitinho, clica nele!
Agradecimentos (respondidos pela tradutora Aryam):
Manda-chan43, nenhum comentário é desnecessário! Entendo o que quer dizer sobre 'comer do Duo' nessa fic. Tenho vontade de pegar ele no colo e cuidar. Vai sofrer pra lá! Que bom que ela te dá um sensação boa apesar da angústia. Obrigada mesmo pelo apoio!
Keiko Maxwell! Novamente, obrigada pela ajuda com a revisão ^^ Sei que tem seus próprios problemas, mas decidi revisar esse eu mesma e já postar, aproveitando minha folguinha de feriado pós semana de provas. Acho que vou levar um tempo até retomar aonde parei a tradução... Mas ela com certeza será terminada! Estou doida para traduzir Instincts da Kracken também. Bom, sobre o rolo do xyzyaoi eu não sei o que vai virar, só estou torcendo para o lance do site der certo logo (a tal da Mirela é muito cara de pau!), mas deixa isso pra lá. Abraços e como sempre, obrigada pelo comentário!
Cristal Samejima. Realmente o ponto forte dessa fic é a caracterização de um Duo mais forte e sem ser bobalhão e chorão. Fico feliz que goste! Não se preocupe que continuará sim. Obrigada pelo comentário!
Harumi! Ainda não conformo com você achando o Heero um poço de candura XD ele é mestre-mor na arte do "Hn" (dá até para ver ele virando escritor: "Como grunhir 'hn' em 50 tons diferentes – de simpático a ameaças de morte" por Heero Yuy e foi assim que ele ganhou milhões...). Não dá pra deixar esses meninos em paz, principalmente o Duo. Que bom que ama essa fic, eu também! Não vou desistir dela não, já traduzi até a metade e aceitação é boa. Eu que agradeço o comentário!
Ci-chan, dá vontade de sacudir o Duo toda hora mesmo! Mas não posso culpá-lo pela sua auto-estima ser duvidosa. A Kracken escreve de um modo simples e cru mesmo (tudo bem que com algumas frases jogadas no meio sem nenhum sentido...), mas é exatamente o que cativa. Nossa, já leu em inglês e lê a tradução? Que bom que gosta (geralmente os que lêem no original não querem nem saber de adaptação). Obrigadíssima pelo comentário e pelos elogios!
Oi dona Ilía Verseau! Já te comentei o lance da red 'dust' ('poeira' vermelha), mas muito obrigada por me deixar um comentário! Espero que a senhorita esteja melhor! Sempre fico contente em ver seu nome quando abro a página de 'reviews' ^^
Vivian, olá! Sim, o site do xyzyaoi ficou meio parado desde que saímos e as fics de cada tradutora (pois cada tradutora tem autorizações específicas de cada autora) saíram com elas, por isso as atualizações pararam por lá, mas para não deixar as leitoras na mão, resolvemos voltar a postar as continuações aqui. Que bom que gosta dos projetos, obrigada pelo comentário! Essa fic é ótima mesmo ^^ Só um detalhe: essa tradução em particular foi dada a mim, Aryam, ok (não a Illy)? Abraços!
Lis Martin, obrigada por se incomodar em me deixar um comentário! Isso faz mesmo uma grande diferença! Que bom que está gostando, espero que continue acompanhando. Beijos!
Aikachan00, olá moça! Primeiramente, aqui é a Aryam, não a Illy. Apesar do nome do Grupo ter o nome dela no início, cada tradutora está postando suas próprias traduções. O site tem previsão de sair logo, é o que todas esperam! Que bom que gosta e obrigada pelo comentário! Beijos!
Lunnafianna, a Kracken é uma autora diferenciada por saber retratar jovens que passaram por traumas pesados como uma guerra, por isso as caracterizações dela são tão reais e profundas Que bom que gostou! Obrigada pelo comentário e pelos elogios, fico muito feliz. Espero que continue gostando.
