Harry sentiu um alivio como se um apertado e sufocante espartilho tivesse sido arrancado dele. Olhou em sua volta, ainda de braços dados com Hermione, e viu-se no jardim que mais gostava no mundo: a Toca. Uma construção estreita, porém alta, bastante inclinada para esquerda, daquele ponto de vista, as luzes do térreo encontravam-se acessas; Uma fumaça em espiral saia de uma das cinco chaminés sobre o telhado vermelho.Reparou que o jardim estava um pouco mais arrumado do que de costume, a grama fora aparada e supostamente desgnomizada recentemente; Visgos e fitas azul celeste enfeitava o armário de vassouras e um terço do muro, além de algumas janelas da casa; As botas velhas que costumavam ficar ao lado da porta não estavam mas lá; nem as galinhas, que estavam presas em um cercado, todas com lacinhos azuis no pescoço.Havia também seis barracas,parecidas com que as que Harry, Hermione e os Weasleys se na copa mundial de Quadribol, ao lado da casa.
Enquanto observava as decorações ainda não terminadas para o casamento de Gui e Fleur, uma sombra passou atrás do muro onde Harry olhava, fazendo o garoto se sobressaltar.
Hem-Hem-Harry olhou em volta, assustado, mas fora Rony quem pigarreara- Chegamos. Acho que já pode soltar o braço da Mione agora, Harry.
Ah, claro, desculpe-Harry soltou os braços de Hermione sob o olhar carrancudo do Rony, por um momento, achou que a detestável Umbridge, a pior diretora que Hogwarts já tivera, estivesse ali presente - Hã...pessoal, vocês estão vendo aquela sombra atrás daquele muro ?
Aonde? – Perguntou Rony, assustado, olhando na direção apontada por Harry, quando a sombra se moveu, escondendo-se atrás das árvores de propriedade – Her...É um auror. Há vários deles por aqui. O Ministério da Magia soube que você viria, então mandou uma pequena tropa para te proteger. Papai avisou a eles que não precisava, já que Tonks, Lupim e Moody estão hospedados aqui também, mas Rufo Scrimgeour mandou mais aurores do mesmo jeito...Ele acha que pode decidir sobre você agora que...você sabe...o que aconteceu no fim do ano letivo e tudo mais...
Como eu poderia me esquecer – disse Harry, que sentia raiva do Ministério da Magia desde que acusaram ele e Dumbledore de serem loucos por afirmarem que Voldemort havia retornado ao poder e, depois de presenciar a verdade, o ministro fizera uma proposta ridícula a Harry para que apoiasse o Ministro, o que Harry obviamente recusou, afirmando ser "por inteiro um homem de Dumbledore ".
E,Harry, você não vai acreditar quem também está hospedado aqui! –disse Hermione, num tom de alegre suspense.
Quem?-perguntou o garoto, curioso.
Neville e Luna !- respondeu Hermione, sorridente- Gui e Fleur os convidaram para o casamento por verem a bravura que tiveram ao nos ajudar contra os Comensais da Morte...E,é claro, eles aceitaram o convite!
Que ótimo!- alegrou-se Harry, que tinha uma enorme simpatia por Neville e Luna desde de que se mostraram leais e aptos a ajudá-lo quando precisasse, além de ambos serem figuras excentricas e amigáveis.
É, cara – disse Rony – A Luna é hilária, quase matou o velho vampiro do sótão ao passar por lá com uma pena de olhos enfeitandoos cabelos, quando Gina foi mostrar a cara pra ela. E Neville também é engraçado, e, claro, a gente já se conhece há anos... E agora que enfrentamos tantos perigos juntos, acho que a avó dele o considera maduro o bastante para dormir fora de casa , num lugar que não seja a escola... Ei, foi o que ela disse! – exclamou Rony ao ver que Harry e Hermione não conseguiram segurar uma risada – E alguns convidados da Fleur também já chegaram.
Quem? – perguntou Harry.
Os pais dela e Gabrielle, que você conheceu no Torneio Tribruxo... – começou Hermione, no que foi interrompida por Rony.
Uma prima, Jullie, que também é meio veela – Hermione olhou-o com desprezo; fazendo-se despercebido, porém, com um ar mais triunfante, continuou – e uma amiga de Fleur, Larissa, ex-colega de Beauxbatons, que você já deve ter visto. Ela esteve em Hogwarts pro Tribruxo.
E você se esqueceu de mencionar – falou Hermione, num sussurro teatral – os primos de Fleur, Dominique e François, que também têm genes de veela...
É, como pude me esquecer. – disse Rony, carrancudo.
Escute aqui, Ron...
E, para que os amigos não começassem com as conhecidas brigas, Harry interrompeu hermione, em voz alta:
Ninguém me contou sobre o que vem acontecendo. Sabem, não recebí mais o Profeta Diário nem cartas de vocês por causa das interceptações de corujas, então, parem de brigar e me mantenham informado, por favor.
Ah, desculpe, Harry – disse Hermione, agora empurrando o garoto em direção à porta d'a Toca – Mas eu já estava me esquecendo. Temos de entrar.Você precisa... hã... descançar, não é Rony?
Isso mesmo, Harry – o garoto concordou, juntando-se à Hermione para empurrar o amigo – Amanhã teremos o dia todo...
Harry, que era mais fraco que Rony, além de não entender o estranho comportamento dos amigos, geralmente tão curiosos quanto ele, estava sendo deslocado rapidamente em direção à porta. Estendeu uma mão para empurrá-lae, quando esta foi aberta, um enorme barulho de vozes invadiu seus ouvidos.
FELIZ ANIVERSÁRIO, HARRY!
A pequena cozinha d'a Toca estava lotada. Várias mãos o puxaram para dentro.
Harry recebeu abraços e apertos de mão de Moody; Lupin; Tonks; sr e sra Weasley; Fred e Jorge, cada um vestindo uma jaqueta vermelho-escarlate de pele de dragão; Guí, com seu rosto contendo as cicatrizes de quando fora mordido por um lobisomem; Fleur, sua irmã Gabrielle, que ficara vermelha só de olhar para o garoto, seus pais, uma garota muito bonita de longos cabelos prateados, que Harry julgou ser a prima de Fleur que Rony falara e uma garota que vira em Hogwarts na época do Torneio Tribruxo, amiga de Fleur, de cabelos castanhos e cacheados, presos num coque; um forte (e dolorido) aperto de mão do corpulento Carlinhos Weasley, e , para a surpresa de Harry, Hagrid, o guarda-caças de Hogwarts, também estava presente, encurvado para não bater a cabeça no teto.
Ah, Harry! – exclamou o meio gigante, abraçando-o fortemente, fazendo que o garoto sentisse o ossos da coluna serem esmagados – parabéns! 17 anos ... Um homen! – e grandes lagrimas rolaram do rosto de Hagrid .
Obrigado, Hagrid – ofegou Harry tentando afrouxar o abraço do amigo – não acredito que você estaja aqui ! É bom te ver!
É bom te ver também, A- Arry – disse Hagrid, soltando o garoto e soando o nariz num enorme lenço que tirou do bolso – é claro que eu estaria presente neste momento. 17 anos só se fazem uma vez na vida !
Feliz aniversário, cara ! – Harry virou ao ouvir a voz conhecida e viu Neville apertar a sua mão.
Obrigado, Neville ! E feliz aniversário atrasado para você também – Desejou Harry ao amigo que aniversariava um dia antes que ele.
Valeu cara – Respondeu Neville sabe, nem acredito que minha vó tenha deixado eu vir, mas ela falou que eu estou mais maduro ou coisa parecida ...
Olá, Harry – disse uma voz sonhadora ao seu lado .
Oi Luna ! – disse Hary, feliz em vê-lo.
Eu desejaria um feliz aniversário, mas eu acho essa coisa que comemorar um ano a mais de vida um pouco absurdo. Sabe, como se pode ficar feliz em envelheçer ?- disse Luna, olhando para a cozinha da Toca como se tivesse chegado ali por acaso.
Bem...- começou Harry, mas sentiu um conhecido cheiro floral ao ser abraçado por uma longa cabeleira ruiva, que o fez corar e perder os sentidos por um momento.
Parabéns, Harry – disse Gina Weasley.
Harry teve uma imensa vontade de abraçá-la e dar-lhe um longo beijo, que poderia durar até o próximo crepúsculo, e dizer-lhe que fora um tolo em terminar o namoro, que poderiam reatar agora mesmo, se ela quisesse, e que nada, nem mesmo Lord Voldemort poderia separá-los de novo...Lord Voldemort...Lembrou-se então o porque do fim do tão curto, porém feliz relacionamento. O Lord Voldemort insistia em dar fim á vida das pessoas que Harry mais amava, e ele, Harry, não permitia que isso acontecesse novamente.
Conteu-se também pelo fato de que quatro Weasleys, Fred, Jorge, Rony e Carlinhos, todos maiores e mais fortes que ele, olhavam dele para Gina, desconfiados.
O-obrigado...- gaguejou Harry
Venha, Harry querido, abra seus presentes ! – chamou-o a Sra.Weasley.
Harry olhou em direção á mesa ao centro da pequena cozinha e viu vários presentes dividindo o espaço com várias bandejas de doces, petiscos e garrafas de cervejas amanteigadas. Pegou o primeiro presente que alcançou, embrulhado com papel verde-acido. Abriu-o e dentro havia uma jaqueta preta de um grosso couro de dragão.
Hei, esse é nosso ! – disse Fred
Puro couro de Rabo-córneo Húngaro ! – exclamou Jorge
Obrigado ! – disse Harry, realmente feliz com o presente
Cara, isso deve ter custado uma fortuna ! – exclamou Rony
Que é isso, cara, o Potter aqui merece – Disse Fred, e ele e Jorge ajudaram Harry a vestir a jaqueta.
Harry ganhou também um suéter de cor verde com um grande número dezessete dourado ao centro, da Sra.Weasley; um aparelho de telefone muito antigo, que mais parecia peça de um museu, do Sr.Weasley, que logo pediu para Harry testar, mas ficou frustado e encantado ao mesmo tempo quando o garoto explicou a necessidade de usar fios apropriados que interligavam o aparelho para que pudessem ser ultilizados e ficou muito feliz quando Harry disse que seria o primeiro aparelho de sua casa quando fosse morar sozinho; um espelho de inimigos portátil de Olho-tonto Moody; uma coleção de livros intitulados Tudo que é preciso saber para se tornar um auror decente por Thor Luzak volumes 1 ao 6 , de Tonks e Lupin; um chapéu-escudo da "Gemialidades Weasley " e um caldeirão de varinhas de alcaçus e sapos de chocolate , de Rony; uma caixa de madeira contendo inumeros frasquinhos contendo ingredientes e um manual para o preparo de antidotos, de Hermione; um alvo colete de fios de cauda de unicórnio, de Hagrid; um objeto parecido com uma luneta, que quando usada na luz ambiente, não mostrava imagem alguma, porém, na ausência de luz, permite uma visão nitida, de Neville;uma pusseira de contas de vidro, cada uma recheada com um pó de cada cor, de Luna:
Use-a, Harry, e a conta de alho em pó, que é a branca, te protegerá contra os vampiros; a do pó de cebolas que é a amarela, te protegerá dos escrópitos; o vermelho, contra heliopatas; o verde contra Dilátex Vorazes, pois é pó de raiz-de-cuia...enfim, se usa-la, estará protegido de todos os seres indesejáveis.
Obrigado, Luna – agradeceu Harry, rindo, enquanto a garota prendia a pulseira em seu pulso – Eu realmente preciso me proteger contra os escrobitós ou seja lá o que for.
Harry ganhou também um enorme cachecol, de uns cinco metros de comprimento, escrito "Harry Potter é o maior bruxo de todos os tempos,não ousem duvidar!" de uma ponta à outra, de várias cores, de Dobby, o elfo doméstico que libertara dos mals tratos dos Malfoy e depois fora trabalhar na cozinha de Hogwarts; um embrulho contendo um fedorento rato morto cheio de vermes, que fez com que as convidadas de Fleur berrascem e sua irmã Gabrielle desmaiar por alguns instantes, de Monstro, o elfo doméstico que herdara de seu falecido padrinho Sirius Black; e, entre outros presentes, um porta-retratos contendo uma foto animada dos Weasleys, Hermione, Neville, Luna e alguns menbros da Ordem da Fênix.
É pra você não se esquecer que sempre estaremos aquí por você, Harry – disse Gina, com sua admiradora convicção.
Harry sentiu novamente uma vontade incontrolável de beijá-la, mas conteve-se quando a sra Weasley o arrastou para a mesa e empurrou em suas mãos um prato lotado de doces e salgados.
Harry, precisamos falar com você – disse Hagrid, acompanhado de Lupin e Moody, indicando um canto da apertada cozinha longe da aglomeração que se formava ao redor da mesa.
Escute, Harry – sussurrou Hagrid – Sabemos o que pretende fazer após o casamento de Guí e Fleur e, agora que é maior de idade, não podemos te impedir. Mas queremos fazer o possivel para retardar a sua "caçada" ao Você-Sabe-Quem.
O que? – perguntou Harry, confuso – Vocês estão vendo tudo o que está acontecendo, tantas mortes, e querem me impedir?
Não queremos te impedir, Harry... – disse Moody, paciente – Dumbledore, antes de morrer, nos contou sobre a profecia. Bem, e parece que ele estava adivinhando... Disse que se algo acontecesse a ele, colocaria nas mãos dos integrantes da Ordem da Fênix a sua proteção.
Ele nos fez prometer – continuou Lupin – que só permitiríamos que você cumprisse o seu destino... depois que terminasse a escola, sabe, prestar os N.I.E.M.s.
Mas de qualquer maneira, vocês não vão cumprir o que prometeram, não é? – disse Harry, enraivecido.
E por que não? – Perguntou Lupin.
Porque Hogwarts não vai reabrir e... – começou Harry, mas foi interrompido por Hagrid.
E quem te disse essa asneira? É claro que Hogwarts vai reabrir! Aliás, ela nem foi fechada! Bem, muitos pais decidiram tirar os filhos da escola por motivos de segurança, pelo que ocorreu no ano letivo passado... Mas os alunos estarão correndo tanto perigo na escola quanto correm em casa, além de que agora o Ministério da Magia colocou um verdadeiro esquadrão de aurores para proteger o castelo... E Minerva assumiu a diração.
Vocês não entendem – disse Harry, sem paciência – Não me interessa se Hogwarts vai continuar ou não... Os estudos não me interessam mais. A vida de cada um, bruxo ou não, está correndo um sério perigo. E a porcaria daquela profecia dizia que sou eu quem tem que acabar com isso e não vou poder fazer nada trancado naquele castelo!
Harry, por favor, fale baixo – pediu Lupin - Molly não sabe sobre a profecia; Dumbledore achou melhor não contar ou ela teria um ataque cardíaco. Em todo o caso, é você que não está entendendo nada, Harry. Dumbledore sabia muito bem o que estava fazendo quando quis que você terminasse a escola antes de cumprir seu destino. Depois de prestar os N.I.E.M.s estará mais preparado em questão de magia, além de que, depois de vencer Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, pois temos certeza de que você vai vencer, poderá seguir a carreira de auror, na qual certamente se sairá muito bem.
Harry ficou calado, pensativo, enquanto era observado pelos três. Sabia o que tinha de fazer... Mas não queria descumprir os desejos de Dumbledore... Tudo o que o professor fizera sempre foi para o bem de Harry, não é? Mas ainda havia tempo antes da aulas voltarem...
Está bem, eu volto para Hogwarts – disse o garoto.
Muito bem, Harry, fez a escolha certa... – começou Hagrid, mas Harry, fingindo não ouví-lo, continuou:
Volto porque era a vontade de Dumbledore. Mas, se eu tiver alguma pista sobre... sobre Voldemort, não hesiterei em segui-la. E Hermione, ela não gostaria de perder os N.I.E.M.s.
Então, está tudo certo? Você volta para Hogwarts em Setembro? – perguntou Moody, para confirmar.
É, volta.
Ah, e eu já ia me esquecendo, Harry – disse Hagrid, tirando um pergaminho dobrado do bolso interno do casaco de pelos de castor – Bem, este é o testamento de Dumbledore... Ele deixou algumas coisas pra você...
Hagrid entregou o pergaminho a Harry, que não desejava mais receber testamentos.
Um grande bruxo, o Dumbledore... – disse Hagrid, os olhos marejados de lágrimas – E que grande coração... Doou a maior parte de seu ouro para o St Mungus, outra parte para um orfanato de touxas em Londres, e o restante para o fundo que auxilia alunos com poucos recursos econômicos em Hogwarts.
Mas Harry não prestava atençãoao que Hagrid dizia ou ao barulhodas conversas do restante das pessoas. Lia o testamento de Dumbladore, que, mesmo sendo um bruxo de enorme nobreza de espírito, parecia não prezar muito os bens materias.. Como o guarda-caças falara, dividira sua enorme quantidade de ouro entre o St Mungus, o orfanato de trouxas (oorfanato onde vivera Lord Voldemort quando criança) e ocfundo para alunos em Hogwarts. Para Harry, deixou sua penseira, alguns preciosos frascos de pensamentos e o objeto parecido com um isqueiro, que servia para apagar as luzes de postes.
Bom, Harry – disse Hagrid – já fiz o que tinha que fazer. Tenho que voltar para Hogwarts. Sabe, dexei Grope tomando conta do Canino.
E o grope está bem? – perguntou Harry
Ah, está ótimo. Triste, é claro, pelo Dumbledore; sabe, ele me apoiu muito com o Grope. Mas meu irmão está aprendendo rápido: até me ajudou a reconstruir nossa cabana, que agora está maior e mais alta para que nós dois caibamos...Em todo o caso, até logo, Harry. Nos vemos no casamento.
Até, Hagrid
Após se despedirem de Hagrid, Rony e Hermione, que estiveram observando a conversa entre Harry, Lupin,Hagrid e Moody, foram até o amigo para saber o que aconteceu .
Vou voltar para Hogwarts em setembro – disse Harry – Era desejo de Dumbledore que eu terminasse meus estudos.
Ah, não, voltar para a escola? – reclamou Rony – Eu já estava feliz por ter um motivo para não estudar mais...
Não seja estupido, Rony – zangou-se Hermione – É claro que iriamos com Harry aonde quer que ele fosse, mas já que ele decidiu voltar para a escola, sabe...Eu realmente quero prestar meus N.I.E.Ms.
E os três se juntaram a Luna, Neville, Gina, Fred e Jorge para uma grande batalha de snap explosivos.
Já passavam das três horas da manhã quando a Sra.Weasley ordenou que todos fossem dormir.
E não me olhem assim, garotas! – disse sob o olhar de cachorro molhado de Luna, Hermione e Gina – Para as barracas ! – e as três correram em direção ao jardim – Fred, Jorge, Carlinhos, sei que são maiores de idade, mas ainda sou mãe de vocês . Para a cama, garotos, agora ! – e os três aparataram com sons de craques – E Harry, querido, me desculpe, mas vai ter que dividir uma barraca Neville e Rony. Fleur e a familia estão hospedados nos quartos.
Não tem problema, Sra.Weasley – disse Harry
Mas não se preocupe, querido. A casa está cercada por aurores do Ministério da Magia, além de Tonks, Lupin e Moody estarem ocupando barracas ao redor das suas.
Os três garotos desejaram boa noite ao Sr. e à Sra.Weasley e sairam em direção ao jardim. Deteram-se,porém, ao lado da tenda onde Gina, Hermione e Luna estavam. Curiosos com as risadas que vinham de lá, trocaram olhares significativos, e agacharam-se ao lado da tenda, escutando...
Há,há,há...Muito boa, Luna ! – falava a voz de Hermione.
Não é legal? – disse Luna, com sua voz sonhadora – É só apontar a varinha para a garganta, dizer Melodius e começar a falar o que vier à cabeça...Tudo vira música...
Então, vamos tentar de novo ! – convidou Gina
Ok – disse Hemione – Todas juntas: um, dois, três...
Melodius ! – disseram as três, e um clima melódico começou a surgir enquanto falavam, como se estivessem cantando...
Quando
eu era apenas uma menina,
minha
mãe me colocava na cama
e
me lia uma história – Hermione
Era
sempre sobre uma princesa em apuros
e
como um homem a salvaria
e
acabava gloriosamente – Gina
Eu
deitava na cama
e
pensava sobre
a
pessoa que eu queria ser – Luna
Então
eu percebi
que
a vida de conto de fadas
não
era para mim – Gina
Eu
não quero ser como a Cinderela
sentada
em um porão escuro, frio, empoeirado,
esperando
que alguém venha e me liberte
Eu
não quero ser como alguém que espera
Que
um belo principe venha e me salve
Oh,
não sobreviverá
a
menos que alguém esteja ao meu lado
Não
quero ser
Ninguém
Prefiro
libertar eu mesma – Todas juntas
Um
dia eu vou achar alguém
que
queira minha alma, coração e mente – Luna
Alguém
que não tenha medo
de
mostrar que me ama – todas juntas
Alguém
que irá entender
que
eu sou feliz simplesmente do jeito que eu sou
e
não preciso de ninguem tomando conta de mim – Hermione
Eu
estarei lá para ele
tão
forte quanto
ele
estará para mim – Gina
E
quando eu me der então
isso
tem que ser uma coisa igual – Luna
Eu
posso enfrentar meus proprios dragões
Eu
posso sonhar meus próprios sonhos
Meu
cavaleiro sou eu
Então
eu irei me libertar – todas juntas
Após a canção, apontaram as varinhas novamente para as gargantas, disseram Quietus, ficaram caladas por alguns instantes, pensativas, depois explodiram em mais risadinhas.
BAM.
Neville desequilibrou-se e caiu de costas.
Quem está aí? – perguntou Hermione, assustada.
Os garotos correram a entrar em sua tenda, antes que as três abrissem a passagem da sua para olhar o que acontecera.
Tonks, que ia silenciosamente até sua barraca para não interromper a curiosidade dos garotos, acusou-se:
Ah, desculpe, garotas, tropecei! Sabem como sou desastrada... Bem, boa noite! – e entrou em sua barraca.
Puxa, ainda bem que era a Tonks! – disse Hermione, - imaginem se os garotos escutam...
Mas ficou muito bom, né? - disse Luna.
Ótimo! – disse Gina, sorrindo, quando as três entraram novamente na barraca – Somos melhores que "As Esquisitonas"! – e romperam em gargalhadas.
Enquanto isso, na tenda dos garotos, Harry, Neville e Rony, ainda sem dizer uma palavra, deitaram-se , absortos em pensamentos.
Um mestre em Legilimência poderia jurar que um estava lendo a mente do outro, tamanha a semelhança de suas idéias.
"O que elas quiseram dizer com isso?"
