Motoko estava sozinha em seu quarto, depois de um dia longo e difícil de treinamento ela terminava seu banho. Enquanto deixava a água cair sobre seus cabelos ela pensava para si mesmo o por que tudo estava tão diferente. Era óbvio que tudo iria mudar depois que o Keitaro se casasse, mas além da dor que ela sentia, da raiva interna por ter deixado-o escapar por entre seus dedos, parecia que ela não era a única a sentir a dor da separação.
Mutsumi e Kitsune, cada uma a sua maneira, ficavam a cada dia mais viciadas, uma em melancias e a outra em bebidas, Sara, mesmo nas poucas vezes que a via, não transmitia a mesma agitação e alegria de antes. Até mesmo a Kaolla não era mais vista correndo pela pensão, ela havia se trancado dentro de seu quarto e não havia saido de lá em meses. Todos os dias Motoka ia verificar se ela estava bem, mas a única coisa que ela era capaz de escutar era os ruídos de metais, marteladas e outros barulhos tão intrigantes tanto.
Ela já estava tão neurótica que umas duas ou três vezes pensou ter ouvido a voz de Keitaro saindo de lá dentro, apesar de saber que no momento ele estava curtindo sua lua-de-mel em compania da Naru Narusegawa.
A única que parecia não reparar em nada era a nova moradora da pensão, Ema Maeda, a garota que causou a grande confusão no casamento. Motoko terminou seu banho e, depois de se enxugar calmamente, encontrou uma refeição pronta em cima de uma mesa.
Ela expressou um sorriso pela preocupação da Shinobu de ter feito uma refeição para ela mesmo tão tarde da noite. Ela se sentou, e depois de agradecer a refeição, começou a comer. Ela não comeu com o mesmo gosto de antes, até mesmo a comida da pensão parecia ter piorado sem as constantes confusões de Keitaro.
E também, Shinobu parecia a mais afetada por toda essa mudança. A cada dia Motoko encontrava ela pelos cantos chorando, sempre esperando um amor que ela não poderia ter. A comida dela estava piorando drasticamente, e ninguém era capaz de faze-la sorrir. Suas notas estava piorando e ela não mais falava, perdida em seu próprio mundinho solitário.
Motoko terminou sua refeição e começou a escrever um de seus novos contos. Ela ficou a noite inteira acordada, escrevendo uma história romântica em que Keitaro a salvasse, mas logo depois que terminou a história se humor piorou.
Ela então foi dormi quando esbarrou em uma estante de seu quarto, uma carta de uma de seus editores caiu no chão. Ela a ergueu para ler e se tocou que dentro havia uma serie de convites para um parque novo na cidade para que ela relaxasse um pouco.
Motoko sorriu e decidiu, no dia seguinte levaria as garotas para um passei no parque novo, quem sabe assim o humor delas melhorasse?
