Capítulo 2: A partida

"Quem sabe eu ainda
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...

Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má..."

O dia amanheceu em Princenton. O sol da manhã esquentava a brisa diurna deixando o dia fresco na cidade.

Muitos dos moradores da cidade aproveitam dias assim para caminharem nos parques que haviam ao redor das suas residências. Com a doutora Allison Cameron não era diferente. Contudo essa caminhada tinha um toque diferente. Seria a ultima na cidade, ficaria fora por 3 longos anos.

Durante todo o percusso admirava a paisagem. Tentava dessa forma desviar seus pensamentos, os quais a tormetaram durante toda a noite. As palavras ditas pelo Chase ainda martelavam na sua mente. Ela era especial pra ele. Ele a amava? Essa questão ficava se repertindo constantemente na sua cabeça. Então senta-se um pouco em um banco.

Põe as mãos sobre os joelhos e respira fundo.

Ele me ama?... E eu o amo?... Por que é tão dificil saber essas coisas? Por que me envolvir com ele? Por que? Por que?

Sua mente estava congestionada de perguntas. Sentia-se diferente. Ganhar essa bolsa era o maior desejo desde que entrou na faculdade. Fez mil planos relacionados a ela. E agora que finalmente consegue. Não consegue senti-se realizada e feliz.

Isso não estava certo. Mas o que é certo? Amá-lo é errado?

"Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar"

Volta a fazer sua corrida matinal. Tenta por uns instantes esvaziar sua mente. Porém a tarefa não era fácil.

Ele acordou com uma forte dor de cabeça. Encontrava-se deitado no sofá. Completamente suado e cheirado a álcool. Pegou a garrafa vazia de uísque do chão e levou até o lixo da cozinha. Abriu a geladeira e bebeu um pouco de água mineral. Foi com a garrafa até o banheiro abriu o armário e tirou de lá umas aspirinas tomou dos comprimidos. E bebeu o resto do conteúdo da garrafa.

Tirou a cueca que trajava e caiu debaixo do chuveiro. Enquanto a água gelada percorria sua pele branca seus pensamentos estavam a mil. Não parava de pensar nela. Seu coração doía. Não queria viver sem ela. Não suportaria viver sem ela.

Desde que a viu pela primeira vez na sala do House, que se encantou. E se apaixonar não foi difícil. À noite de amor que tiveram era presença marcada nos seus sonhos. O corpo suave e macio dela, o cheiro adocicados dos longos fios de cabelo, o gosto doce da sua pele eram difíceis de esquecer. Não queria esquecer. Não iria esquecer.

Só de lembrar que hoje seria o ultimo dia dela no hospital, e que só teriam ela de volta daqui há 3 longos anos. Que as lágrimas voltavam a escorrer pela sua face. Chorou como um menino indefeso. Chorou como um homem apaixonado.

Saiu do banho, enrolou-se em uma toalha azul escuro. E olhou-se no espelho. Estava horrível. Com os olhos vermelhos. Os lavou bem tentando disfarçar o sofrimento.

Em pouco tempo estava arrumado na sala. E sae pra ir trabalhar sem tomar café. Do jeito que estava nada iria caber no seu estômago.

"Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira...

Eu ando nas ruas
Eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar..."

Ela tomava seu café matinal após um bom banho e vesti uma roupa leve.

Desse jeito não dar... Tenho que conversar com ele... Esclarecer as coisas... Após aquela noite fugir... Agora não dar mais...

Coloca a xicara dentro da pia. Pega a bolsa e sae.

O doutor Robert Chase chega cedo no hospital. Cumprimentar as recepcionistas e algumas enfermeiras, e sobe pra a sala do House. Conferi as consultas dele, e resolve ficar com essa parte por hoje, queria ficar o mais longe possivel dela, mesmo desejando tê-la por perto nesses ultimos instantes, contudo se afastar seria menos dolorido. Será?

Senta-se em torno da mesa e fica tentando ler uns artigos, mas seus pensamentos são levados a tempos atrás. Fica relembranco cada momento ao lado dela.

Lisa Cuddy acabara de chegar na sua sala e arrumava uns papeis na mesa quando escuta uma batida na porta.

Cam: Posso?

Cuddy: Claro...

Cam: Bom dia...

Cuddy: Bom dia... Como se sente hoje?

Cam: Bem...

Será que minto bem?

Cuddy: Que bom... Eu no seu lugar ficaria aflita... Mas... Mudando de assunto... Aqui estão os papeis do seu afastamento, é só ler e assinar... Foi dificil, mas conseguir convencer a diretoria a ter liberar...

Cam: Muito obrigada Lisa...

Cameron fica um tempo na sala da Cuddy onde conversam sobre os últimos procedimentos dela antes de se afastar das funções no hospital, depois a Cam assina os papeis.

House chega na sala. Encontra Foreman e Chase sentados na mesa.

House: Olá simples mortais...

Foreman: Bom dia pra você também...

Chase: House... Posso ficar com suas consultas hoje?

House: Por que? Nunca se oferece e hoje está se oferecendo... Logo hoje que faremos um procedimento inovador... Hum... Isso tem a ver com uma linda médica que está de partida?

Chase: Não tem a ver com ninguem... Apenas não estou afim de encarar um procedimento cirurgico... Prefiro ficar na clinica... Mas se não puder...

House: Pode ir medrosinho... Te avisei não quis me ouvir... Agora fica pelos cantos choramigando... Com os olhos inchados... Perdendo a noite... Bebendo pra esquecer a mágoa... Pensando em como podia ter sido diferente...

Ceus... Como ele sabe? Acho que ele tem uma bola de cristal... Só pode...

Chase nada disse pegou uns portuarios e ia se digirindo para a saída, quando House lhe falou mais uma vez.

House: Quem sabe daqui a três anos você consiga... E ganhe a bela garota...

Parou por um instante e pensou em revidar. Falar algo pra não demonstrar que o House estava certo. Que ele estava sofrendo devido a partida da Cameron. Mas não tinha forças pra discutir ia acabar piorando a situação. Então respirou fundo e seguiu em frente.

Foreman: As vezes acho que você viaja nas suas insinuações...

House: Por que acha isso?

Foreman: Está insinuando que o Chase está chateado por causa da viagem da Cameron...

House: E está... Você que viaja meu caro... E não percebeu o que está rolando a algum tempo aqui nessa sala...

Foreman: Eles dormiram juntos uma vez... Mas ela estava drogada... Acho que não passou disso... Pode está chateado, mas como amigo... Duvido que a Cameron e o Chase tenham algum tipo de romance...

House: É... Acho que por isso eu sou o chefe e você meu subordinado... Enquanto vejo o que está na cara, você fica tapando com a peneira...

Foreman: Mas... Vamos deixar de nos preocupar com a vida pessoal desses dois... Como anda os procedimentos para a cirurgia?

House: Bem... O Drº Brown que irá fazer a cirurgia, é o melhor neurocirurgião daqui... Você irá auxilia-lo... Sabe como odeio relatório de cirurgiões... E eu e a Cameron se aparecer...

Nesse instante a Doutora Cameron adentra na sala.

Cam: O que tem eu?

House: Até que fim... Só porque hoje é seu último dia aqui está pensando que pode chegar atrasada...

Cam: Desculpa... Estava assinando os papeis do afastamento com a Cuddy... Mas o que falavam?

Foreman: Sobre o procedimento cirurgico...

Cam: Sim... O que faremos House?

House: Pode falar doutor Foreman...

Foreman: O Drº Brown fará o procedimento... Eu o acompanharei...

Cam: E eu?

House: Irá observar juntamente comigo...

Cam: E o Chase?

House: Assumiu a clínica hoje...

Cameron pensou em pedir pra ir ajudá-lo, mas ficou com receio. Se o House e o Foreman percebessem o clima tenso que está rolando entre os dois. Como iria controlar a situação? Nem ela sabia o que está sentindo... Não queria ouvir insinuações e piadinhas do House, então seguiu juntamente com ele e o Foreman para a sala de cirurgias.

Chase estava na clinica. Devido a um surto de resfriado em Princeton, muitas mães estavam preocupadas e acabaram enchendo os consultorios. Ele acaba passando o dia inteiro atendendo filhos com nariz escorrendo e mães estéricas. Isso por um lado foi muito bom para o jovem médico, ficou muito ocupado e sua mente não se deteve a um único pensamento. Pelo menos enquanto trabalhava não pensava nos problemas.

Enquanto isso no centro cirurgico. Foreman auxiliava o Drº Brown na remoção do tumor na hipófise da paciente. Era um procedimento delicado e demorado. Onde uma unica falha podia levar a paciente a um estado de coma e na pior das hipoteses a morte.

Rasparam parte do couro cabeludo dela, e com ajuda de uma ferramenta iam fazendo dois furos na caixa toráxica, os dois no lado occipital. Por um furo eles desciam uma micro-câmera, a qual começou a mostra nos aparelhos de televisão do centro cirurgico a região encefálica. Usando um aparelho parecido com uma caneta, a qual iluminou a região e com auxilio da câmera eles iam procurando o tumor na hipófise, e quando o encontraram usaram um tipo de laser emitido por esse aparelho, o qual ia gradivamente diminuindo o tamanho do tumor.

House e Cameron estavam na sala acima visualizando tudo ou pelo vidro que separava a sala do centro cirurgico ou pelos aparelhos de tv que haviam na sala. Os dois médicos estavam encantados pelo procedimento, o qual nunca haviam presenciados.

Cameron tentou a todo instante ficar com a mente apenas centrada na cirurgia, mas estava sendo dificil, a todo instante pegava-se pensando nele.

Finalmente a ultima mãe saiu do consultório. Chase encontrava-se cansado e com um pouco de dor de cabeça oriunda da bebedeira, apenas uma boa ducha gelada curaria esses sintomas. Resolve então ir pra casa, mas antes teria que passar pela sala do House pra deixar os portuarios.

Quando chega encontra a sala enfeitada, com algumas fitas, bexigas coloridas e uma faixa branca com uma frase escrita em preto.

Boa viagem Cameron e Volte logo... Sentiremos sua falta.

Umas enfermeiras traziam algumas bebidas e salgados e colocavam em uma mesa. Logo percebeu que se tratava de uma festa de despedida, mas ele não conseguiria dizer adeus a mulher que ama. Põs os papeis em uma gaveta e quando ia saindo de fininho se bate com o Wilson.

Wilson: Hey... Pensei que estava na sala de cirurgia...

Chase: Fiquei com as consultas hoje...

Wilson: Bonita a festa que a Cuddy organizou pra a despedida da Allison...

Chase: È... Está tudo bonito...

Wilson: Quero só ver a cara dela quando entrar e se deparar com isso tudo...

Chase: Vai gostar... Bem... Nos falamos depois...

Wilson: Já vai? Não vai ficar?

Chase: Estou com uma baita enxaqueca... Mas já me despedir dela... Ela nem vai notar minha ausência...

Wilson: Bem... Melhoras então...

Chase torceu para que o Wilson realmente tivesse acreditado na sua mentira. Estava com um pouco de dor de cabeça, mas nada que não pudesse suportar. O fato era que não queria e nem conseguiria desperdi-se dela. Era melhor ir para seu apartamento lamentar por ter sido tão fraco e burro durante o tempo que teve-a por perto.

Depois de algumas horas finalmente o Drº Brown e sua equipe conseguiram diminuir o tumor por completo e estabilizar a paciente. Foreman sae da sala e dirigi-se até onde o House e a Cameron estavam para dar as boas noticias.

Foreman: Tudo certo... A cirurgia foi um sucesso...

House: Tinha que ser...

Cameron: Que bom...

Os três então voltam para a sala do House.

House: Então doutora... Só veremos você daqui a 3 anos...

Foreman: Parte hoje ainda?

Cameron: Não amanhã as 11... Embarco para o México de lá pego um vôo para Havana... Mas ainda tenho que arrumar algumas coisas...

Quando a Cameron empurra a porta...

Todos: Supresa...

Cameron: Não acredito... Fizeram uma festa supresa de despedida... Ah House... Não precisava...

House: Quem disse que foi eu? Nem sabia dessa zuera na minha sala... Quem deu ordem pra essa bagunça?

Cuddy: Fui eu... A ideia foi minha...

Cameron: Obrigada...

House: Bem... Só porque é por uma boa causa...

Cameron abraça a Cuddy, e depois alguns médicos, enfermeiras e funcionários do hospital veem dar boa sorte, enquanto cumprimentava educadamente todos, procurava ele desesperadamente entre os presentes. Mas não o via. Será que ainda estava ocupado no consultório?

Enquanto o procurava caminhava pela sala pensativa. E isso logo foi notado pelo House.

House: Nem se canse... Ele não está aqui...

Cam: Ele?

House: Não está procurando entre todos na festa por uma médico australiano de olhos azuis...

Cam: Bem... Apenas não o vi e fiquei preocupada...

House: Então não se preocupe mas... O Wilson me disse que o mesmo foi embora e já tem um tempo isso...

Poxa... Ele não quis se desperdi de mim...

House: Deixa tentar adivinhar seus pensamentos... Está se perguntando por que ele não quis se desperdi de você...

Cameron nada falava permanecia calada encarrando os olhos azuis do House, e isso deu a ele o gancho para continuar falando.

House: Pra ele é dificil... Ele te ama...

Cam: Ele não me ama...

House: Assim como você não o ama?

Cam: Não o amo...

House: Então porque em vez de está comemorando sua ida a Cuba está aqui encostada na parede e procurando-o desesperadamente? Bem... A resposta é simples... O ama, mas tem medo de admitir isso... Isso é compreensivel vindo da Allison Cameron, a misteriosa e fechada...

Cam: Olha quem fala...

House: É tem razão sou assim também... Mas por isso estou aqui sozinho... Quer virar uma médica amargurada, sacrastica e infeliz? Possa ser que daqui a 3 anos o chamoso australiano esteja casado com uma mulher que aproveitou-se do seu coração ferido e o agarrou e você tenha deixado escapar pelas suas mãos a chance de ser feliz... Quando se der conta disso será tarde demais... O tempo não volta atrás...

House sae deixando a jovem médica a pensar. Por mais que ela não quisesse admitir, ele estava certo. Ela estava apaixonada pelo Chase, ela o amava. Demorou cair a ficha, mas finalmente havia compreendido o porque das sensações que estava sentido nos últimos meses. Por que ele mexia tanto com ela. Por que não saia dos seus pensamentos.

Céus... Eu o amo... E simples assim... Por isso não consegui superar a noite que transamos... Por que no fundo... Ela mexeu com meus sentimentos... Fez crescer uma semente no meu peito... Fez despertar um sentimento que pensei nunca mais sentir... Não foi simplesmente sexo... Ele precisa saber que o amo...

Tenta desesperadamente sai daquele recinto, mas sempre alguem vem falar com ela. Não podia simplesmente fazer um desfeito desse. Tinham preparado aquilo tudo pra ela. Ficou torcendo então pra as horas voarem.

Chase chega no seu apartamento e vai logo tomar uma ducha gelada. A água fria ia aos poucos aliviado a dor de cabeça que sentia. Começa a senti seu estômago reclamar, tinha se alimentado mau durante todo o dia. Mas não estava com cabeça pra fazer algo pra comer. Então sae do box enrolado numa toalha e vai até o criado mudo no seu quarto e disca pra uma pizzaria. Após fazer o pedido, veste uma bermuda branca fina e vai até a cozinha, abre a geladeira e pega uma garrafa de cerveja, retira a tampa e bebe um pouco do liquido. Senta-se no seu sofá, e liga a TV, começa a ver os melhores momentos do jogo do campeonato inglês entre o Maschester United e Chelsea enquanto bebia algumas cervejas. Logo seu pedido chegou, e começa a comer uma pizza grande de peperroni.

"De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...

Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

As pessoas começam a se despedi da Cam, e irem para suas casas, ela finalmente respira aliviada. Fala rapidamente com a Cuddy, com o House, Wilson e Foreman agradecendo por todo o apoio. Sae apressadamente do hospital, e entra no seu carro, o transito estava um horror. Perdeu as contas de quantas vezes xingou no trajeto entre o hospital e a casa dele. Depois de alguns minutos finalmente chega em frente ao prédio dele.

Chase xingava o juiz que havia dado um penalti contra o seu time, o Maschester. O jogador do Chelsea bate e faz o gol. Fazendo-o joga o pedaço de pizza na caixa.

Chase: Assim não dar... Hoje não é meu dia...

De repente escuta uma batida.

Chase: Quem será? Ah... Deve ser a vizinha do lado reclamado das batidas que dei na parede... Essa velhota reclama de tudo... Aff... Se ela vim com conversa pra meu lado... Vou esquecer que sou um rapaz civilizado e respeitador dos idosos...

Escuta a batida novamente.

Chase: Já vai...

Põe a garrafa em cima da mesa de centro, e procura uma camisa, mas não havia nenhuma por perto. Resolve ir assim mesmo. Abre a porta sem olhar, e quando levantar a cabeça não acredita no que está vendo.

Chase: Cameron! O que faz aqui?

Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...

Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...

Ela estava com a respiração ofegante havia subido 5 andares de escada, o elevador havia demorado demais. Não teve paciência de esperar. Ao vê-lo assim que abriu a porta ficou maravilhada. Ele não tinha um corpo atletico, mas era um corpo bem cuidado. Um peitoral um pouco definido, uma barriga de tanquinho. O ar que lhe faltava ficou mais escasso ainda.

Cam: Eu... Precisava falar com você...

Chase a olhava por inteira, concentrando-se principalmente nos seus lindos olhos azuis. Percebeu que a respiração dela estava rapida demais.

Chase: Está bem?

Cam: Estou é que subi as escadas muito rápido...

Chase: Escada? Tem elevador...

Cam: Estava demorando demais... Precisava lhe falar...

Chase: Acho que não temos nada pra falar...

Cam: Só lhe peço 5 minutos... Por favor... Depois vou embora...

Uma parte dentro dele dizia pra ele não deixá-la entra. Acabar com tudo agora mesmo. Mas outra parte dele dizia pra deixar. E era o que ele realmente queria.

Chase: Está bem... 5 minutos...

Ele abre mais a porta e faz sinal pra ela adentra. Ela entra e começa a observar tudo. Nunca havia estado lá. Esse apartamento era o refurgio dele. Olhou pra a mesa de centro viu 3 garrafas de cervejas e alguns pedaços de pizza.

Cam: Estava vendo algum filme?

Chase: Não um jogo de futebol... Mas o jogo já acabou... Meu time perdeu...

Ele vai até a televisão e a desliga. Ela anda até o tapete da sala ficando ao lado do sofá.

Chase: Bem... Aqui estamos... O que quer tanto falar comigo?

Cam: Antes... Posso pegar uma?

Ela aponta pra as cervejas...

Cam: Estou com sede...

Chase: Pego uma lá pra você...

Cam: Não bebo dessa mesmo... É só um gole...

Ela pega na garrafa que ele bebia anteriormente e dar duas goladas. Coloca a garrafa novamente no lugar, e olha diretamente nos olhos dele.

Cam: Por que não ficou na festa?

Chase: Não estava me sentido bem... Dor de cabeça...

Cam: Dor de cabeça? E as cervejas? Não minta pra mim... Não está com dor de cabeça...

Chase: Estava... Não estou mentindo... Mas quando cheguei tomei uma ducha e ela passou...

Cam: Podia até está mesmo com dor... Mas não foi por causa disso que não ficou... Tem a ver com o que me disse ontem?

Chase: O que lhe disse ontem?

Cam: Antes de seu bipe tocar e sair correndo... Me dizia que não vai suportar ficar longe de mim... Por que?

Chase: Falei isso? Esquece então...

Cam: Não posso esquecer... Me fala...

Chase: Acho que seus 5 minutos já passaram...

Chase tenta se desviar dela, que a cada instante se aproximava mais dele. Seus corpos estavam muito perto.

Cam: Está com medo de admitir...

Chase: Medo de admitir? Do que está falando?

Cam: Você me ama...

Chase: Ah tá... De onde tirou que eu te amo?

Cam: Sei que ama... Por que também te amo...

Chase: Agora foi longe demais... Está dando uma de House? Me ama... Para com isso Cameron...

Cam: Não estou brincando... Não brincaria com uma coisa séria dessas... Demorou pra ter certeza... Mas realmente te amo... Por isso fugi de você depois daquela noite...

Chase: Tá falando da nossa Transa?... Me deixou bem claro que aquilo foi apenas sexo...

Cam: Queria que fosse isso mesmo... Pra não ter que lidar com a situação... Mas depois da nossa transa... Não parei de pensar em você... Em nos dois... Comecei a sentir uma conjunto de sensações que não conseguia decifrar... Só agora a minha ficha caiu... E sei que me ama também...

Chase: Que lhe disse? Não te amo...

É claro que te amo... Te amo muito...

Chase queria quer ela sumisse logo dali. As palavras dela estavam mexendo profudamente com seus sentimentos. Será que ela estava falando a verdade ou tudo não passava de ilusão?

Ela não é abalada pela resposta dele. Sabia que o mesmo mentia pra se proteger. Então aproxima-se mais dele, ficando com seu corpo distante poucos centimetros do dele. E com a palma da sua mão toca suavemente a face dele.

O toque suave da pele dela na sua fez seu corpo estremecer. E ela sentiu quando isso aconteceu.

Cam: Não acredito em você... É claro que me ama... Por isso está assim... Irritado, triste, com os olhos inchados e bebendo... Está assim por que vou me afastar de você... Está assim por que vou ficar fora 3 anos... Está assim por me ama...

Ele tira a mão dela da sua pele e se afasta.

Chase: É tem razão... Não vou mais mentir... Te amo... Te amo há muito tempo... Mesmo antes de dormimos juntos... Mesmo antes de senti o cheiro e o gosto da sua pele... Mesmo antes de tê-la nos meus braços... Mas... Quando pensei em te dizer isso... Você me afastou... Fez nossa noite de amor parece uma aventura juvenil... Então me afastei... Com medo de perdê-la... Mas... Vi que fiz errado... Por que não adiantou pensar que um dia poderia tê-la... Vai embora... isso agora é impossivel... Te perdir

Cam: Sinto muito... Se lhe fiz sofrer... Se lhe faço sofrer... Mas você não me perdeu... Não me perderá... É apenas 3 anos...

Chase: 3 anos é o tempo que nos conhecemos... È muito tempo... Muita coisa pode mudar em três anos...

Cam: Se nos amamos realmente não... Podemos esperar...

É ele agora que se aproxima dela. Chase pegar delicadamente em suas mãos. E segura forte.

Chase: Fica... Não vai embora... Fica comigo!

Cameron larga as mãos dele e se afasta.

Cam: Não acredito que estou ouvindo isso de você... Se me ama realmente nunca me pediria isso... Nos conhecemos a 3 anos... Te amo e isso é fato... Mas... Fazer esse curso é tudo pelo qual sonhei minha vida inteira... Não me peça pra optar entre você ou ele...

Chase: Tem razão fui estúpido... Mas é que te amo... E estou desesperado pelo fato que vou te perder...

Cam: Já lhe disse que não vai me perder... Só se quiser... Você quer me perder?

Chase: Não... Claro que não...

Eles agora estavam bem próximos. Cameron cola seu corpo no dele e dar um forte abraço. Os dois fecham os olhos e nada dizem. Apenas escutam a respiração um do outro. Ficam assim durante alguns minutos até que ela resolve falar.

Cam: Acredita agora que te amo?

Chase: Também te amo...

Ele a abraça com muita força. Como se quisesse prendê-la pra sempre em seus braços. Ele permaneciam com os olhos fechados enquanto lentamente ia alisando as costas dela. Ela abre os olhos. E começa a olhar mais fixamente pra o corpo dele, vê as veias do pescoço dele pulsaram muito fortemente e uma lágrima escorrer pela sua face. Ela então com uma as mãos enxuga a lágrima fazendo-o despertar-se do momento.

Ele abre os olhos e depara-se com os delas encarando-o. Os doces lábios dela pediam pra ser beijados. Então lentamente vai encostado os seus no dela. Mas ela é mais rápida e o beija primeiro.

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...

E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Cameron começa a sugar os lábios dele com ferocidade como se necessita-se deles pra sobreviver. Suas línguas se cruzavam nas suas cavidades bucais. Ficam durante algum tempo deliciando-se com o beijo, até que há necessidade de respirarem. E se afastam por um instante. Mas ela logo trata de beijá-lo novamente.

Os beijos vão ficando cada vez mais quentes e ardentes. Ele alisava suavemente seus longos cabelos descendo as mãos até a cintura fazendo-a suspirar a cada toque. Ela arranhava as costas nuas dele provocando nele desejos ardentes.

Ficam trocando beijos durante pouco tempo.

Cam: Te quero...

Chase: Não sei se é certo...

Cam: Mas nos amamos...

Chase: Eu sei... Mas tenho medo...

Cam: De que?

Chase: Que se arrependa...

Cam: Nunca... Não me arrependi da 1ª vez... Não vou me arrepender dessa...

Esse era o sinal que ele esperava. Começa então lentamente a desabotoar os botões da camisa dela enquanto sugava-lhe os lábios. Consegue tirar-la por completo. Deixando-a trajando um sutiã bege de renda. Chase enquanto a beijar mais e mais forte alisava os seios por cima do sutiã, então retira-o. E começa a sugar com a boca ambos dos seios.

Cam curtia o momento com os olhos fechados. Ele vai descendo até chegar na barriga a qual dar um tratamento especial. Beijava-a muito. Enquanto que com as mãos vai desabotoando o botão da calça e descendo o ziper. Empurra a calça até o joelho. Vai descendo e beija sua regiao mais sensivel por cima da calcinha depois vai para as longas pernas empurando a calça até embaixo.

Cameron agora trajava apenas uma calcinha pequena bege. Voltam a se beijarem com ferocidade. Enquanto o beijava ela vai lentamente descendo as mãos por dentro do short dele e percebe que o mesmo não trajava cueca, aumentando o tesão que sentia. Já ele alisava por dentro da calcinha sua região mais sensivel, dando bastante carinho as seus lábios internos.

Os dois estavam completamente excitados. Que nem perceberam quando uma forte chuva começou a cair no lado de fora. O mundo lá fora não existia pra eles. Apenas tinham um ao outro dentro daquele recinto. Se tocavam como se fosse a última vez que estariam juntos. Se tocavam de modo a guardar na lembraça cada segundo desse momento. Pra relembrarem durante os três longos anos que ficariam afastados.

Cameron encontrava-se de frente pra o sofá enquanto que ele de costas. Ela resolve fazê-lo sentar e dar um empurrão de leve. Ele senta-se. Cam ajoelha-se de frente pra ele. Encosta os ombros nos joelhos dele, e começam a se beijar. Ela vai descendo e começa a sugar o pescoço dele. Depois todo o peito. Como adorava esse peito lisinho quase sem pêlo nenhum. Desce pra a barriga.

E olha pra o short dele. O mesmo não escondia o tamanho do tesão dele. Ela olha pra ele e faz uma cara de safada. Ele gosta.

Com auxilio das mãos desce devagar o short. Até tirá-lo por completo. Então pode comprovar visualmente o tamanho do desejo que ele sentia por ela. Com as mãos começa a "dar carinho" especial a essa região dele, provocando nele milhões de sensações maravilhosas.

Cameron levanta-se e ele fica admirando cada centimetro do corpo dela. Ela fica mais próxima do sofá e senta-se nele. Encaixando seus corpos. Começa a movimentar-se lentamente enquanto o Chase acariciava seus seios e lábios. Vai aumentando o ritmo gradativamente. Contudo vai ficando cansada e vai diminuindo o ritmo.

Chase percebe e então começa a ditar o ritmo. Ela agradece com um beijo bastante quente o qual faz o tesão dele ir as alturas. Em alguns segundos já se movimentavam freneticamente.

Ele percebe o corpo dela se estremecer por completo e a beija. Ela havia alcançado seu climáx. Ainda beijando-a deita-a delicadamente e continua com o ritmo e logo também alcança seu climáx. Permanecem unidos e trocando beijos ardentes.

Pelo visto ainda não estavam completamente satisfeitos. A necessidade que tinham um do outro não cessava. A chuva que cai lá fora aumentava cada vez mais. E o calor dentro do apartamento também.

Chase continuava tocando levemente cada centimetro do corpo da sua amada enquanto retribuia cada beijo ardente que ela lhe dava.

Cam: Ai...

Chase: Te machuquei?

Cam: É esse sofa... A posição está machucando as minhas costas...

Chase: Vou te levar a um lugar melhor...

Com ela ainda encaixada nele. Ele levanta-se cuidadosamente e vai caminhando olhando fixadamente nos lindos olhos azuis dela. Ela abri um lindo sorriso. Ele retribui o sorriso. Fazendo o corpo dela se estremecer.

Logo chegam no quarto dele. Chase vai deitando o corpo dela suavemente. O calor estava insuportável então ele rapidamente desencaixa seus corpos. Pega o controle do ar-condicionado e liga.

Volta ao encontro dela. Antes de deita-se sobre ela. Fica ao lado dela alisando-a cuidadosamente.

Chase: Adoro a sua pele... O cheio dela é tão doce... O gosto também...

Cam: É o hidratante que uso...

Chase: É muito linda sabia...

Cam: Você também...

Chase: Não vai passar uma dia nesses 3 anos sem que me lembre dessa noite... E principalmente da sua pele...

Voltam-se a beija-se e em pouco tempo estavam satisfazendo seus desejos carnais. Ama-se intensamente durante toda a noite, até que a Cameron cae exausta no peito nu dele e adormece enquanto Chase lhe fazia cafuné. Ele demora a pegar no sono. Queria que o tempo parasse. Pra poder ficar mais tempo ao lado dela. Mas também é vencido pelo sono.

O dia amanhece em Princeton, os primeiros raios solares começam a iluminar a cidade.

Cameron desperta-se quando uns raios solares começam a iluminar seu rosto. A noite havia sido maravilhosa. Olha no relogio no criado-mudo dele, e já eram 7da manhã do sabádo. Tinha que sai rapidamente seu vôo sairia em poucas horas.

Levanta-se silenciosamente. Despedi-se dele seria muito doloroso. Vai até a sala e veste-se, entra em um quarto onde encontra um bloco e uma caneta e escreve algumas palavras. Retorna ao quarto dele põe o papel em cima do travesseiro ao lado dele. Fica ainda um tempo admirando-o dormir. Dar um beijo suave na testa dele.

Até meu amor...

E sae... Logo estava em casa onde arruma o restante que faltava.

Chase desperta-se e sente falta do peso dela no seu corpo. Ao abri os olhos percebe-se que a mesma não estava.

Onde ela está? Foi embora sem se despedi?

Vê um papel sobre o travesseiro ao lado e pega. Põe o mesmo contra a luz e começa a ler.

Honey

Não conseguir te acordar pra me despedi. É muito doloroso.

Lembre-se que te amo.

Se ainda me amar e me quiser daqui a 3 anos continuamos de onde paramos.

Fazer amor com você é a melhor das sensações que experimentei na vida.

Beijos...

Te vejo em breve

Te amo muito

Sua sempre Allison Cameron

Não foi possivel segurar as lágrimas que caiam na sua face. O inevitável aconteceu ela se foi.

Também te amo... Até breve meu amor...

Deitou-se novamente estava triste. Como era fim de semana não teria trabalho. Olhou no relogio eram 10 da manhã. O dias que viriam seriam muito longos.

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei,olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.

Ela fecha sua última mala. E olha pra o apartamento. Os móveis estavam todos cobertos com leçois brancos. Passou na casa da vizinha, Dona Stuart, com quem deixou a chave, a mesma limparia sempre que pudesse a casa, assim seus móveis ficaram preservados.

Olhou no relogio 11 da manhã. Estava sentada na sua poltrona olhava a cidade atraves do vidro da janela. Em poucos segundos New Jersey foi ficando pequena até sumir do seu campo de visão.

Até mais New Jersey... Até mais meu amor...

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

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Notas

O procedimento cirurgico que narrei é fruto da minha imaginação não existe.

A primeira musica dos refrões é Malandragem da Cassia Eller

A segunda musica dos refroões é Vento no Litoral do Renato Russo