Capitulo 3: Revelações
"When
I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin'
when I hold you
Don't you know I feel the same"
Três anos se passaram. Exatamente 1095 dias, 26280 horas. Para alguns foras rapidamente. Para outros uma eternidade. Muitas pessoas nasceram no mundo, outras partiram. Desilusões e conquistas fizeram parte da vida das pessoas durante esse tempo.
A doutora Allison Cameron acabara de retorna a New Jersey. Era um fim de tarde de sábado. Uns poucos flocos de neves caiam pela cidade. Pessoas agasalhadas entravam e saiam em táxis em frente ao aeroporto.
Ela encontrava-se pensativa e admirando a paisagem. As árvores encontravam quase que sem folhas, uma brisa fria assoprava em seu rosto. Estava hipnotizada. De repente alguém tira a sua concentração. Começa a puxa a blusa que trajava.
Anne: Mamãe!
Cam: O que foi honey?
Anne: Istu!
Era sua filha, Anne Cameron, garota de 2 anos de idade, mas muito inteligente pra a idade que tinha, possuía os olhos azuis como o céu, e os cabelos loiros como o sol. A garota fora fruto da ultima noite que tivera com seu grande amor. A menina apontava para uns flocos de neves caídos sobre um táxi.
Cam: É neve filha...
Anne: Nivi?
Cam: Neve... É comum por aqui... Verás muito... É que lá em Cuba não tem...
Anne: Mamãe tou tu fômi...
Cam: Está com fome?
Anne: É...
Cam: Já vamos pra casa, lá preparo algo pra nós...
Anne: Oba...
Cameron segura com uma das mãos a mão da Anne e faz sinal pra um taxista, o qual pega as malas que estavam em um carinho e põe no táxi. Em poucos minutos estavam em Princeton. O táxi para de frente ao seu antigo apartamento.
Que bom está de volta...
"'Cause nothin'
lasts forever
And we both know hearts can change
And it's
hard to hold a candle
In the cold November rain"
O porteiro quando a vê abre um sorriso. A ajuda com as malas e em pouco tempo ela e a Anne estavam em frente à porta da dona Stuart. Cameron respira fundo e bate na porta. Uma senhora logo abre a porta.
Dona Stuart: Allison!
Cam: Dona Stuart que saudade...
Trocam um abraço.
Dona Stuart: E esse anjinho? Não vai me dizer que é...
Cam: Minha filha...
Dona Stuart: Hum... Parece que Cuba deixou um fruto em você...
Cam: Na verdade ela foi concebida aqui mesmo...
Dona Stuart: Hum... Estava grávida quando partiu?
Cam: É... Mas só descobri uns meses depois...
Dona Stuart: Esse rostinho me é familiar... Hum... Ela parece demais com aquele médico gato que vi contigo no elevador uma vez...
Cam: A natureza é sábia... Ela é a cara do pai...
Dona Stuart: Ele sabe?
Cam: Não...
Dona Stuart: Escondeu dele que tinha uma filha?
Cam: Foi errado, mas tive minhas razões... Espero que ele me perdoe...
Dona Stuart: Vocês se amam... O amor supera tudo...
Cam: Espero que sim...
Dona Stuart abre a porta do apartamento. Anne é a primeira a entrar e já se joga no sofá. O apê estava bastante limpo e arrumado. Durante o tempo que a Cam esteve fora a Dona Stuart manteve-o limpo. Agradece a sua vizinha, e põe as malas em um canto na sala e se junta a Anne no sofá.
Anne: Mamãe quando o papai vem?
Cam: Honey... Lembra o que lhe disse? Seu pai é muito ocupado... Mas logo ele vem te ver...
Anne: Quero muito ver ele...
Deus será que um dia irá me perdoar pelo que fiz? Mantive pai e filha separados durante todo esse tempo... Tudo bem que nunca escondi da Anne quem era seu pai... Mas... Com ele... Ela ainda não entende a gravidade da situação, espero que quando cresça e comece a entender me perdoe... Será que o nosso amor vai superar isso... Será que o Robert vai me perdoa por nunca te lhe dito que temos uma filha?
Cameron estava angustiada. Há dias que não dormia bem. Há três anos quando descobriu que engravidou dele naquela noite tomou uma difícil decisão. Ocultar dele a existência da Anne. Ela era a essência da sua vida. Amadureceu com o seu nascimento. Acompanhar o desenvolvimento daquele pequeno ser que saiu de dentro dela foi uma sensação única, e o privou disso. Mas sua carreira também era importante, e naquele momento optou por ela.
Quando o curso terminou e começou a preparação pra o retorno a Princeton. O fantasma do passado começou a atormentá-la. Sua decisão pode ter custado a sua felicidade. Pode ter perdido pra sempre o amor dele. E isso doía muito. Nunca se esqueceu dele durante todo esse tempo. E a Anne a fazia lembrar dele a todo tempo. A menina se parecia não só fisicamente, mas tinha até as mesmas manias. Como por sempre os cabelos atrás da orelha.
Às vezes à noite quando ia colocá-la pra dormir. Falava sobre ele pra ela. O pouco que sabia sobre a sua vida ia contando pra sua filha. A garota sonhava em conhecer o pai. Ensaio diversas vezes como contar pra o Chase sobre a existência dela. Pegou o telefone inúmeras vezes pra ligar e contar, mas sempre desistia. Agora não tinha mais pra onde correr. Sua felicidade estava em jogo. Teria que revelar o segredo que ocultou dele por todo esse tempo.
"We've
been through this auch a long long time
Just tryin' to kill the
pain
But lovers always come and lovers always go
An no one's
really sure who's lettin' go today
Walking away"
Anne: Mamãe... Tou tu fômi...
Cam: Já tinha me esquecido... Sorte que liguei ontem pra Dona Stuart e pedi pra ela comprar umas coisinhas básicas... Amanhã vamos ao mercado e compramos mais... Vou fazer uma coisa gostosa pra nós...
Anne: Chotolate...
Cam: Se comer toda a comida te dou um chocolate depois...
Anne: Não... Quero cume chotolate...
Cam: Honey... Deixa de ser malcriada... Vou pro um desenho pra ti...
Cam abre uma das malas e tira de lá o desenho Ariel. E coloca no DVD da sala. Anne deita a cabeça em um travesseiro colocado pela mãe no sofá e fica assistindo o desenho, enquanto que a Cam prepara uma macarronada rápida.
As duas comem a refeição. A Anne já sabia comer sozinha, com dificuldade, mas não deixava a mãe ajudá-la, essa teimosia herdou da Cameron. A qual ria sempre que isso acontecia. Estava pagando com a Anne o que tinha feito a mãe sofrer quando era criança. Praga de mãe realmente funciona.
"If
we could take the time
to lay it on the line
I could rest my
head
Just knowin' that you were mine
All mine
So if you
want to love me
then darlin' don't refrain
Or I'll just end
up walkin'
In the cold November rain"
Após a refeição sentou no sofá onde assistiu a Ariel juntamente com a filha. Fazia cafuné na menina, a qual acabou pegando no sono. A pegou no colo com cuidado e a levou pra sua cama. Teria que comprar uma cama de solteiro pra pô no quarto que fazia de biblioteca, o qual teria que transformar no quarto da Anne. A cobriu com um lençol.
Aproveitou pra tomar um bom banho quente. Encheu a banheira e ficou tentando relaxar. Mas ele não saia da sua cabeça. Há dias que não pregava o olho direito. Não podia adiar mais. Iria ter a conversa mais seria da sua vida e seria nessa noite.
Saiu da banheira e tirou o excesso do sabão no chuveiro. Vestiu uma roupa quente, fazia muito frio lá fora. Interfonou pra o apê da Dona Stuart e pediu pra que ela cuidasse umas horas da Anne enquanto ia tentar resolver sua vida.
Ficou uns minutos dentro do carro. Enquanto a neve cai sobre o automóvel. Olhava pra o edifício que ele morava. Tentava ensaiar uma desculpa. Mas sabia que não existia nenhuma que pudesse justificar o que fez. Respirou fundo, rezou e pediu a Deus que a ajudasse. Saiu do carro e caminhou em direção ao edifício.
"Do
you need some time...on your own
Do you need some time...all
alone
Everybody needs some time...
on their own
Don't you
know you need some time...all alone"
Robert Chase encontrava-se sentado na mesa da sala digitando um artigo em seu laptop quando ouviu uma batida na porta.
Levantou-se e quando abriu não acreditou no que estava vendo. Ficaram se olhando sem nada dizerem. Apenas curtiam o momento. Não se viam a 3 anos muita coisa mudou.
Chase encontrava-se magro, cabelos grande, não o cortava a 3 anos, a barba sem fazer, seu rosto mostrava o cansaço. Desde que ela partiu que havia se dedicado à medicina. Além de trabalhar com o House havia conseguido com a Cuddy a permissão de ajudar na emergência. Trabalhava às vezes 24 horas sem dormir. Tinha medo de deita-se, pois o sono não vinha, desde que ela se fora que sofria de insônia. Sem falar das outras enfermidades, no ano passado teve uma crise de gastrite grave e precisou ficar 1 semana afastado do trabalho. Nessa semana as horas pareciam que não passavam. Ficava a olhar uma foto que tinha dela e pra a carta. Amar doía. Amá-la machucava.
Cameron também havia mudado não eram só os longos cabelos loiros. Também estava magra e bonita. A maternidade havia feito bem a ela.
Cam: Hey...
Chase: Não é um sonho?
Cam: Só se tivermos tendo o mesmo sonho...
Chase: Pensei que só voltava na semana que vem...
Cam: Adiantei e vim antes, temos muito que conversar...
Chase: Senti muito a sua falta...
Cam: Não vai me convidar pra entrar?
Chase: Claro...
Ele se afastou da porta dando passagem a ela. A casa dele não parecia a mesma de 3 anos atrás. Estava meio desarrumada. Havia muitos livros de medicina sobre o sofá, alguns papéis sob a mesa, e o laptop ligado, ao lado uma xícara de café.
Cam: Vejo que está ocupado...
Chase: Estou terminando um artigo, mas pra você nunca estou ocupado...
Cam: Artigo?
Chase: Depois que se foi virou meio que um hobby... Tou escrevendo uns artigos baseando-se em uns casos antigos... Deixa minha mente ocupada... Mas... Não quero falar sobre isso... Nossa... Não sabe como estou feliz... Morri de saudade...
Chase a abraça com força. Ela não esperava, mas deixou ser abraçada. Sentia um alivio. Era bom está perto dele novamente. A distância serviu para comprovar o quanto o ama.
Ficam abraçados nada dizem. Ela sentia o coração dele bater com força. Ele ainda a ama. E isso trouxe um pouco de alivio ao seu coração confuso. Será que após ouvir o que ela veio lhe dizer ia continuar amando-a?
Ele se afasta um pouco e com uma das mãos toca suavemente os lábios dela, enquanto que com a outra alisava seus longos cabelos, agora loiros.
Chase: Pintou o cabelo?
Cam: Não... Apenas deixei-os com a cor natural...
Chase: Não sabia que era loira...
Cam: É, mas nos últimos anos de faculdade, comecei a pintá-los, resolvi agora usá-los na cor natural...
Chase: Realçou seus olhos... Ficou mais linda...
Cam: Também está mudado... Está deixando os cabelos e a barba crescer?
Chase: Não... É desleixo mesmo...
Cam: Mas mesmo assim continua lindo...
Ele encosta seus lábios no dela e trocam um beijo. Um beijo esperado a 3 anos. Começa suave, mas vai aumentando a intensidade. Devoram-se como se precisassem disso pra sobreviver. Sentiram falta um do outro. E agora estavam extravasando o desejo reprimido por todo esse tempo.
Chase começa a percorrer as costas dela por debaixo da camisa que ela trajava. Cameron sentiu um calor invadi o seu corpo. À vontade de tê-los nos braços era enorme, mas tinha vindo ali resolver uma coisa. Isso teria que ficar pra depois. Bem... Se tivesse um depois.
"I
know it's hard to keep an open heart
When even friends seem out
to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn't
time be out to charm you"
Cameron afasta-se do beijo.
Chase: O que foi?
Cam: Precisamos conversar...
Chase: Aconteceu algo?
Cam: Sim...
Chase: Já sei... Tem outro cara na parada? Apaixonou-se por alguém lá?
Cam: Não é isso... Não tem ninguém... Não teve ninguém nesses últimos anos... Amo-te... E nada mudou...
Chase: Então? O que tem de errado? Também te amo... E te quero...
Cam: Mas... Tem uma coisa...
Chase: O que? Fala... Está me deixando com medo...
Cam: Aconteceu uma coisa... É uma coisa boa... Lembra daquela noite antes de viajar que transamos aqui nessa sala?
Chase: Como podia esquecer... Lembrou de cada detalhe... Os quais fiquei revivendo durante esses tempo que esteve fora...
Cam: Estávamos tão envolvidos... Queríamos tanto um ao outro... Quem nem pensávamos...
Chase: Nessa hora não se pensa... Apenas aproveita-se e curtisse o momento...
Cam: Mas às vezes isso pode trazer conseqüências...
Chase: O que está querendo dizer?
Chase que estava em pé sentou-se no sofá. Cameron continuou em pé de frente pra ele.
Cam: Naquela noite você me fecundou... Ou seja,... Engravidei...
Chase: O que está dizendo?
Cam: Temos uma filha...
Chase: Como? Não posso acreditar...
Cam: Sei que agi errado...
Chase: Agi errado?... Como pode ter escondido isso de mim!
Chase se levanta do sofá e fica olhando fixamente nos olhos da Cam. Nos olhos dele era visível a raiva, a decepção.
Cam: Entenda...
Chase: Ah entender... O que? Que escondeu de mim que tenho uma filha... Quantos anos ela tem?2? Ah... O que quer? Que lhe abrace e diga... Que lindo?
Cam: Não precisa gritar!
Chase: Grito sim... Estou na minha casa... Faço o que quiser... Não tem moral pra nada... Você... Droga...
Chase bate com força a mãe na parede... Umas lágrimas escorrem na face da Cameron.
Chase: Como foi capaz de fazer isso? Odeia-me tanto assim?
Cam: Não foi por isso... Sabe muito bem... Fiz o que fiz porque sabia que se lhe contasse ia atrás da gente... Não podia deixar que estragasse a sua carreira... Sei o quanto é importante pra você trabalhar pra o House... E não deixaria escapar a chance que tive...
Chase: Sabe... Não sou como você... Não dou tanto valor a minha carreira... Preocupo-me com quem amo... Largaria tudo pra ficar com vocês duas lá... Não sou egocêntrico diferente de você... Só pensa em você mesma... Não ama ninguém... Só ama a si mesma...
Cam: Robert...
Chase: Não tenho nada mais pra falar com você... Acho melhor ir embora...
Cam: Vou... Conversamos depois quando estiver mais calmo...
Chase nada diz, vira-se a deixando falando sozinha. Fica olhando pra o nada. Seu coração doía demais. A amava, mas ela havia escondido dele algo muito importante. Que tipo de mulher faria isso?
Cameron enxuga as lágrimas, e vai em direção a porta, antes de sair diz uma última coisa.
Cam: Anne... O nome dela é Anne... E pode me odiar, mas ela não tem culpa... Ela sabe quem você é... E está ansiosa pra lhe conhecer... Lembre-se disso... Ela não tem culpa...
Cameron sae batendo a porta. Ele dar uns socos na parede. E depois lágrimas escorrem pela sua face. Estava decepcionado, machucado. Seu coração despedaçado.
"Sometimes
I need some time...on my
own
Sometimes I need some time...all
alone
Everybody needs some time...
on their own
Don't you
know you need some time...all alone"
Cameron abre a porta do seu apartamento. A Dona Stuart assistia um programa de culinária da televisão. Jogou as chaves da casa em cima da cômoda de entrada juntamente com sua bolsa. E não parava de chorar. Precisava extravasar a tristeza que sentia. Sabia que esse dia chegaria. Fez uma escolha e sabia que a mesma podia prejudicar sua felicidade, agora teria que viver com isso.
Dona Stuart nota a situação. Cameron estava muito agitada, triste, arrasada. A vizinha se aproxima e como boa amiga que é começa a tentar confortá-la.
Cam: Eu o perdi...
Dona Stuart: Sabia que podia acontecer...
Cam: Ele tem razão... Não tenho coração... Só amo a mim mesma...
Dona Stuart: Isso não é verdade... Vi como lidar com sua filha... É uma boa mãe... Uma ótima médica... Uma excelente pessoa... Mas fez uma escolha errada... Ele está confuso... O tempo vai curar as mágoas...
Cam: Pode ser... Mas nosso amor pode não resistir...
Dona Stuart: Tenha fé filha... Tenho que ir agora... Mas se precisar de alguma coisa é só chamar...
Cam: Obrigada por tudo...
Dona Stuart volta pra seu apartamento. Cameron veste uma roupa mais leve e deita-se na cama. Fica um tempo alisando os fios loiros da Anne. Não contém o choro. As lágrimas agora caiam com mais intensidade. Com o tempo é vencida pelo sono e adormece.
Algumas horas se passam. Cam é despertada do sono por uma batida na porta.
Quem será?
Levanta-se e vai até a porta. E se espanta quando o vê.
"And
when your fears subside
And shadows still remain
I know that
you can love me
When there's no one left to blame
So never
mind the darkness
We still can find a way
'Cause nothin'
lasts forever
Even cold November rain"
Cam: Chase! O que faz aqui?
Chase: Desculpa por ter gritado com você daquele jeito... Precisamos conversar...
Cam: Claro... Temos mesmo... Entre...
Cameron dar espaço pra ele entrar. Fecha a porta. Chase já tinha estado algumas vezes naquele espaço. A última fora no dia que se amaram pela primeira vez. As coisas continuavam do mesmo jeito. Nem parecia que já havia se passado quase 4 anos.
Cam: Senta-se...
Ela aponta pra um dos sofás. Ele senta.
Chase: Bem... Pensei em tudo que me disse... Não vou mentir e dizer que está tudo bem... Não está... Enganou-me... Privou-me de conhecer minha filha... Tudo bem sumir por 3 anos... Não ligar pra dar um endereço... Um telefonema se quer... Isso entendo... Mas... Esconder que estava grávida... Esconder que teve uma filha minha... Caramba... Nunca pensei que ia dizer isso... Mas estou muito decepcionado com você...
Cameron escutava tudo. Estava sentada no outro sofá. De frente pra ele. Por mais que as palavras dele doem-se. Tinha razão. Ficou calada apenas escutando tudo.
Chase: Meu coração está ferido... Não sei se meu amor por você vai resistir a isso... Não sei se meu amor supera isso... Mas... Uma coisa tem razão... Ela não tem culpa... O erro foi seu... Não dela... Por isso... Vim aqui agora... Precisava desabafa e dizer... Que quero muito passar o resto dos meus dias com minha filha... Acompanhar o desenvolvimento dela a partir de hoje... Já perdi muito...
Cam: Sinto muito... Agi errado... E estou pagando por isso... Amo-te demais... Sofri durante esse tempo que estive longe... Mas... Sei que está decepcionado comigo... Mas tenho esperança que essa magoa passe e que juntos possamos criá-la... Já te privei dos primeiros anos dela... Jamais de privaria disso de novo...
Chase: Como aconteceu? Quando descobriu que estava grávida?
Cam: Já estava há dois meses em Cuba... Comia demais, mas não pensei que fosse gravidez... Nunca havia transado sem prevenção... Nem lembrava que aquela noite não nos prevenimos... Um certo dia estava saído do curso quando desmaiei... Uma outra médica me ajudou... Fui pra o hospital onde me fizeram uns exames... Estava grávida... Não foi fácil continua o curso grávida... Mas consegui ter a Anne e cuidar dela... E terminar o curso com a melhor média já vista por lá...
Chase: É... Conseguiu o que queria... E Anne é um nome muito bonito...
Cam: Anne é um nome que sempre gostei... Quando criança dizia que quando tivesse uma filha se chamaria Anne...
Chase: Faço questão de registrá-la... Quero que tenha meu sobrenome...
Cam: Sei que faz... Claro que terá...
A conversa deles é interrompida pela chegada da Anne na sala. A garota despertou-se e quando não viu a mãe na cama, saiu chorosa a sua procura. Carregava no colo sua oncinha de estimação.
Anne: Mamãe...
Quando ouviu a voz da filha Chase congelou. Uma onda de medo invadiu o seu corpo. Não sabia se estava preparado pra ser pai. A noticia o pegou de supresa. Geralmente os homens tem 9 meses pra se acostumarem com a idéia. Ele não tinha esse tempo.
Cam ao ouvi a voz chorosa da Anne. Levantou rapidamente. E seu instinto materno a fez ia logo na sua direção. Nem lembrou do Chase.
Cam: Calma meu anjo... Mamãe tá aqui...
Cam se ajoelha e abraça a filha carinhosamente, dando-lhe um beijo na testa.
Anne: Tava tu mêdu...
Cam: Agora já passou...
Após o susto. Cam lembra-se do Chase. E resolve finalmente apresentar um ao outro. Agora que seu segredo fora revelado não tinha pra onde correr. O momento que tanto mentalizou se tornaria realidade.
Cam: Filha... Tem uma pessoa que quero lhe apresentar...
Ao ouvi a Cameron dizer isso. Chase se levanta.
Cameron levanta-se. Pai e filha ficam frente a frente pela primeira fez. Chase se encanta, sua boca fica seca, as palavras somem, não consegue dizer nada. Anne logo o reconhecer e corre na sua direção. Deixa cai sua oncinha no chão. E abraça as pernas do Chase com força.
Anne: Papai!
"Don't ya think
that you need somebody
Don't ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You're not the only one
You're
not the only one"
TBC
XXXXXXX
Notas:
Os refrões espalhados pelo cap é da música November Rain do Guns N'Roses... Adoro essa música... e o Clipe é lindo...
Quero novamente agradecer a umas pessoas:
Mona: Valeu amiga pelas cobranças... Sei que tou demorando de atualizar, mas é que tou tendo que estudar...
Lála: Valeu pentelha...hahaha... E a gostou do nome Anne... Ahuahu... Descobriu o segredo né?
Láis: Amiga valeu pela força... E pelo carinho...
Nayla: Estava certa?
Poli e Ligya: Obrigada girls...
Chris: Te adoro miga... Valeu por tudo
E obrigado a todos os outros que lêem a fic...
Seguem abaixo a tradução de November Rain:
Chuva De Novembro
Quando olho dentro dos seus olhos
Eu posso perceber um
amor reprimido.
Mas, querida, quando te abraço
Você
não entende que eu sinto o mesmo?
Porque nada dura
para sempre,
E nós dois sabemos que os sentimentos podem
mudar.
E é difícil segurar uma vela
Na chuva
fria de novembro.
Nós estamos nessa há tanto,
tanto tempo
Simplesmente tentando acabar com a dor.
Mas
amores sempre vêm e amores sempre vão,
Ninguém
realmente tem certeza quem está abandonando, hoje.
Indo
embora.
Se nós pudessemos usar o tempo para ajeitar
isso
Eu poderia descansar minha cabeça.
Simplesmente
por saber que você era minha,
Toda minha.
Assim se
você quiser me amar
Então, querida, não se
contenha.
Ou eu simplesmente terminarei andando
Na chuva fria
de novembro.
Você precisa de um tempo... por conta
própria?
Você precisa de um tempo... totalmente
sozinha?
Todos precisam de um tempo... por conta própria.
Você não entende que precisa de um tempo...
totalmente sozinha?
Eu sei que é difícil manter
um coração aberto
Quando mesmo os amigos parecem te
prejudicar.
Mas se você pudesse curar um coração
partido,
O tempo não pararia para te encantar?
Às
vezes eu preciso de um tempo... por conta própria.
Às
vezes eu preciso de um tempo... totalmente sozinho.
Todos
precisam de um tempo... por conta própria.
Você não
entende que precisa de um tempo... totalmente sozinha?
E
quando seus temores se acalmarem
E as sombras ainda permanecerem,
Eu sei que você poderá me amar
Quando não
sobrar ninguém para culpar.
Então não se
preocupe com a escuridão,
Nós ainda podemos
encontrar um caminho.
Porque nada dura para sempre,
Nem mesmo
a chuva fria de novembro.
Você não acha que precisa
de alguém?
Você não acha que precisa de
alguém?
Todos precisam de alguém.
Você
não é a única,
Você não é
a única.
