Segundo turno, Os movimentos de Loki...
O rei Basílio III, assumiu Prontera aos 17 anos, hoje já tinha 56 e a governava bem há décadas! Graças a ele, o mundo de Rune Midgard foi aberto a novas fronteiras como Einbroch, Aldebaran, Amatsu e a mais recente Hugel. O rei jogava xadrez com seu conselheiro enquanto recebia as noticias do continente. Ele só perdia quando as noticias eram muito desagradáveis, e aquela partida estava muito ruim, levara um xeque em 3 minutos de jogo.
Rei: A situação é muito grave perto da Vila dos Orcs?
Conselheiro: Jamais vimos coisa igual, ele se organizaram com os kobolds e os goblins e estão formando um exército e não são só eles, há relatos em Payon, Morroc, Geffen e Alberta de tropas formadas por monstros que deveriam agir sozinhos.
Rei: Por Odin! Quanto tempo nós temos, até eles conseguirem superar nossas tropas em números?
Conselheiros: Considerando sua velocidade de reprodução, em menos de um mês!Xeque!
Rei: Impossível, o que está acontecendo com Rune-Midgard? Não guerreamos desde a grande guerra de Geffenia!
Conselheiro: É meu rei, seria bom que vossa majestade se preparasse para o pior...
Um esbaforido mensageiro chega à sala real sem sequer ser apresentado, quando isso ocorre a noticia tem grande urgência, mas nem assim o rei parou o jogo.
Mensageiro: Vossa Majestade, Komodo foi devastada! Eles são uma cidade de turismo, quase não tem tropas, uma leva de monstros comandados por uma entidade invadiu a cidade e destruiu tudo, alguns bardos contam que o exercito superava a população de Morroc! Há vários feridos e mortos chegando pelo teleporte das kafras.
Conselheiro: Xeque-mate!
O Rei Basílio abaixou a cabeça branca e começou a girar a peça do rei no dedo.
Mensageiro: Meu rei?
Rei: Mensagem urgente! Para todas as cidades sem exceções! Convocação geral para guerra! Todos aqueles que tiverem alguma perícia em combate, de qualquer profissão, que se alistem no exército de Prontera dentro de um mês. Vamos entrar em guerra novamente.
Mensageiro: Sim, vossa majestade!
Conselheiro: Outra partida Vossa majestade? As noticias ainda não acabaram.
O rei deu um longo suspiro e disse:
Rei: Começarei com as brancas...
Arthur se encontrava na fonte de Prontera, uma fonte no estilo barroco, toda feita de mármore branco-azulado, assim como as ruas e casas da cidade. Pronteira era tão branca que doía os olhos sair na rua com sol a pino. Ele vendia algumas coisas na sua barraquinha portátil, enquanto polia muitas armas e as guardava em caixas aveludadas escritas com seu nome. Ele já estava em Prontera há muito tempo, veio uma semana antes de Einbroch por não agüentar a ansiedade.
Arthur: Barraquinha WhiteFist: Armas personalizadas e Outros itens que você não encontra nas lojas! Venham dar uma conferida!
Ele não era o único ali. Todo dia uma feira era montada nas calçadas de Prontera, e milhares de comerciantes tentavam ganhar seus fregueses no grito. Alguns deixavam suas barraquinhas coloridas, outros pagavam bardos para tocar e atrair a atenção dos fregueses valia de tudo para vender. Um bela moça parou na frente da barraca, Arthur não lhe deu atenção, como seus itens eram tops de linha, não era todos que estavam dispostos a pagar.
Moça: Seu Ferreiro, tens bastão arcano?
Arthur: Desculpe moça, só mexo com armas personalizadas.
Moça: Não tem muita importância mesmo, só vim aqui pra ver você!
Arthur levantou o rosto e viu com quem falava. Era Arthemis, estava mais velha, mais alta e mais linda do que nunca nos trajes de Sábia. Arthur também estava muito mudado, mais moreno devido ao calor da forja, mais forte devido ao trabalho pesado e havia deixado o cabelo crescer, mas sem descuidar do corte, resumindo estava bem na camisa branca e no jeans de ferreiro.
Arthur: Arthemis!
Arthemis: Tutu!
Arthur: Nossa como você está bonita! Eu poderia jurar que você seria uma Bruxa, mas uma Sábia?
Arthemis: Um lado mais profundo da magia me chamou. Apesar de ser divertido, não vejo muita utilidade em ter magias puramente destrutivas. A magia é um dom e não uma ferramenta.
Arthur: Palavras acuradas da bela Sábia!
Arthemis: Brigadu! Hueheheh. Treinei vários dias pra dizer isso!
Arthur: "Capota!"
Arthemis: Os outros ainda não chegaram? O Douglas deveria está aqui, afinal à cidade dele é essa.
Um homem chegou derrepente e os saudou.
Douglas: Que a paz dos deuses esteja com vocês, meus velhos amigos!
Douglas estava quase irreconhecível, em sua lustrosa armadura com enormes ombreiras amarelas, incrustadas com cruzes e runas de pedras semi-preciosas, o antes quase raquítico rapaz, agora estava muito forte, loiro e poderoso. Passava um ar de superior que só quem caminha com os deuses pode ter.
Arthemis: Meu Deus! Douglas! Como você está lindo!
Arthur: Cara você tá muito rox de Templário!
Douglas: Obrigado gente! Isso aqui pesa pra caramba, ainda to me acostumando. Arthur Ferreiro heim? Mas o que mais me surpreende e essa mocinha, Sábia, quem diria!
Arthemis estava muito sensual nas roupas de sábia, carregava uma bolsa com vários livros elementais e um cajado ornamentado com cristais de varias cores. Ela abriu um sorriso quando ouviu de Douglas seu comentário, mas foi rapidamente cortada por Arthur...
Arthur: Nem ouse repetir aquilo ou eu te ensino como afiar um machado com os dentes...
Douglas: Nossa!
Arthemis: E aquela xatinha, quer dizer, aquela gracinha da sua parceira?
Douglas: Minha noiva? Ela deve estar passeando por aí comprando futilidades, sabe como são as mulheres.
Arthur e Arthemis: NOIVA?!
Douglas: É ela me pediu em noivado assim que me formei pra Templário.
Arthemis sentiu a faca do ciúme cortar seu peito como se fosse ferro em brasa.
Arthur: Você não acha muito precipitado não Douglas, afinal você nem sabe se vamos continuar aqui nesse mundo.
Arthemis: Mas é claro que não vamos! Isso foi uma burrice!
Douglas: Não foi burrice! Ela me ajudou desde quando eu era um aprendiz, e nos estamos o tempo inteiro juntos! É natural que eu queira me casar com ela. Ou vice e versa!
Arthur: Se o Vitor estivesse aqui iria dar um piti!
Arthemis: E com razão! Onde já se viu! Você esqueceu da sua família?
Douglas: Eu não esqueci de ninguém...E alias porque vocês estão tão preocupados assim? A decisão foi minha!
Arhtur: Eu não estou preocupado, é a Arthemis que está tendo um filho preto japonês!
Arthemis: Eu não estou nem aí!
Douglas: Então pronto! Encerrou-se a conversa!
Nessa hora uma linda sacerdotisa, usando um vestido preto cano longo, com um grande corte na lateral a ponto de mostrar a cinta liga de uma meia-calça branca. Ela usava um escapulário que prendia seus cabelos, mas não diminuía em nada a sua beleza.
Ariel: Ohaioh! Douginha-kun, encontrei um vestido de noiva baratinhho numa venda logo ali...e.
Ela parou de falar assim que viu os outros.
Douglas: Ah é mesmo, deixa eu te apresentar: O Ferreiro parrudo ai é meu amigo Mudor Whitefist, mas o chamamos de Arthur mesmo.
Arthur: É uma imensa honra conhecê-la vossa eminência, se quiser eu cubro o preço do vestido que senhora achou ainda dou um desconto camarada.
Arthur puxou Douglas rapidamente para um canto e disse:
Arthur: Retiro totalmente o que disse! Vai fundo camarada!
Douglas continuou as apresentações.
Douglas: Bem, da Lenda você deve lembrar né? Fizemos uma missão juntos a 3 meses atrás.
Ariel: E como eu poderia me esquecer da bela Lucy-chan.
Arthemis esboçou um sorriso natural, mas quase que puramente forçado. E pensava em qual dia deu tanta intimidade para aquela vaca falar assim com ela.
Ariel: Arthur-san e Lucy-chan, que a paz dos deuses esteja com vocês. E digo do fundo do meu humilde coração que é um prazer tê-los conosco.
Arthemis (pensando): Falsa!
Douglas: Ta faltando só o Isaac, mas chamamos de Vitor.
Arthur: Estou aqui desde as 6 da manhã e só apareceram vocês. Estou começando a me preocupar com ele.
Arthemis: Afinal, que carreira ele iria seguir mesmo?
Arthur: Bem ele iria ser...
Douglas: Um Mercenário!
Arthur: Isso mesmo, ele queria ser um...
Douglas: Não, você não entendeu, tem um mercenário atrás de você!
Arthur: Gahhhhh!
O ninguém sabia quando nem como, o homem que estava atrás do grupo, havia chegado. Como não se dirigiu a eles talvez não fosse o companheiro que faltava. O mercenário desviou sua atenção ao grupo revelando seu semblante. Não era o Vitor, não poderia ser ele. Primeiro porque estava com a pele morena e fosca como a de um cadáver, seus cabelos estavam cortados no toco e estava coberto por um chapéu chinês, seu corpo era magro e atlético como o de um ginasta olímpico, muito bem esculturado nos trajes de mercenário, tinha olheiras profundas como se não dormisse a dias e a expressão nos seus olhos não era a infantil expressão de Vitor, os olhos daquele mercenário não tinham misericórdia.
Arthur: Pois não senhor em que posso ajudá-lo!
A voz que saiu daquela pessoa era fria e desmotivante, como se cada palavra fosse pesada como chumbo.
Rapaz: Queria saber onde encontro um grupo composto por um Ferreiro, uma Sábia, um Templário e mais recentemente uma Sacerdotisa.
Douglas: Vitor! É o Vitor, eu reconheceria essa testa a quilômetros de distância.
Arthur: Douglas! Por favor não sabemos se é o Vitor! Desculpe me senhor é que...
Rapaz: E eu comecei a sentir falta de ar assim que sair do Deserto de Sograt,tampe essa sua napa deixa-nos respirar um pouco Douglas!
Arthemis: Vitinho!
Arthur: Vitor é você mesmo? Você tá tão, tão...
Vitor: Acabado! É, eu sei... Mas vem cá, me dêem um abraço todos vocês!
O farrapo de gente abraçou um por um como se tudo aquilo fosse muito esforço.
Depois do abrço vitor reparou melhor no grupo.
Vitor: Ae Arthemis! Adorei a roupa, tu ficaste muito "boa" com ela.
Vitor olhou a Sacerdotisa que corou no mesmo momento em que o viu.
Vitor: Mas quem é esse anjo do céu? Olá anjinha! Tá perdida? Posso te ajudar a chegar ao céu rapidinho, He!
A moça se escondeu atrás da capa do Templário.
Douglas: Ela é minha noiva!
Vitor: Ah... Me desculpe, não sabia que tinha um dono! Nossa Douglas, para que era um Mané-pega-ninguém, você se superou e muito!
Todos não reconheciam o rapaz que estava ali como o Vitor, o garoto que outrora era sensato e educado, estava completamente inconveniente.
Arthemis: Será que ele ta drogado? – cochichou para Arthur.
Arthur: Não! O Vitor não é dessas coisas! Ele só está um pouco diferente.
Arthemis: Um pouco? Eu não estou o reconhecendo mais! Ele ta parecendo um maluco!
Vitor: Quando se passa o que passei, cara Arthemis, fica difícil continuar sã! Mas não, não estou maluco. E você deveria ter mais respeito com quem sem o qual, você não teria sido nem Maga.
Arthemis recordou envergonhada do episódio de Morroc.
Vitor: Mas como não estamos aqui para reparar em quem está mais bonito, ou mais bem sucedido, vamos a um restaurante por que esta luz do dia está acabando com meu humor!
Os outros concordaram e seguiram em direção ao restaurante. Mas antes de seguir com eles Arthur parou Vitor no caminho.
Arthur: Por que tá agindo assim? Você não é desse jeito!
Vitor: É eu não era assim mesmo... Mas como eu disse para a Arthemis irmão, eu passei por coisas que nenhum jogo jamais relatou. O que para vocês foi um sonho num conto de fadas, pra mim foi um pesadelo... Mas eu estou aqui, e tenho um jeito de tirar todos vocês desse paraíso infernal!
Arthur achou as palavras de seu irmão muito estranhas. Ele agarrou o seu irmão pelo colarinho e disse em tom desesperado.
Arthur: Vitor, irmão, o que aconteceu com você!
Vitor Abraçou seu irmão e lhe disse ao pé do ouvido.
Vitor: Eu matei pessoas... Muitas! Para chegar aqui eu tive que sobreviver, sinto muito se não sou o mesmo.
Arthur: ...
Vitor: Vamos comer irmão, estou doido pra tomar um copo geladinho de sangue de Muka!
E então, os quatro foram almoçar no restaurante mais popular de Pronteira, A Toca do Poring.
Em suma, a comida de Rune-Midigard não é tão diferente da comida da Terra. Tem arroz cultivado nos campos de Payon, feijão era cultivado pelo bom clima de Geffen, em Morroc são cultivado as frutas tropicais e em Prontera as verduras de praxe. As grandes diferenças estavam na hora de fornecer as carnes, tão importantes numa dieta balanceada. Aqui, ao invés de Leitão a Pururuca, tínhamos Selvagem (uma espécie de javali monstruoso) à Pururuca. Em vez de um bom filé de salmão, tínhamos um Fen na telha ou um Peixe Espada no espeto. Para os mais excêntricos, tinha Peco-peco a passarinho, ou scargot de Ambernite. Os monstros estavam no cardápio e nem queria saber de onde vem à carne vermelha do filé que eles estavam comendo...
Arthemis: O que?Não existe vacas em Rune-Midigard? Então de onde vem à carne que estamos comendo?
Douglas cochichou no ouvido de Arthemis a origem. A expressão da sábia passou por várias nuances, até se solidificar numa cara de nojo e confusão.
Arthemis: Acho que virei vegetariana depois disso. – disse empurrando o grande prato com bife e batatas fritas, que logo foi pego por Vitor.
Vitor: Freeeessca!
Douglas: Gostos culinários à parte. Vamos discutir um assunto que realmente nos interessa. O que vocês acharam sobre meios de sair desse mundo?
Arthemis: Eu começo...Hum...Pesquisei durante semanas nas bibliotecas e achei varias referências a este e outro mundo, nelas dizem que os portais se encontram nas árvores mágicas. Pela minha interpretações e estudos, acho que está falando da Floresta Labirinto de Prontera.
Vitor deu uma risada seca e forçada.
Douglas: Er...Muito bom, já temos uma pista. Arthur, e você? Descobriu o que?
Arthur: Nos últimos meses vim conversando muito com o povo deste e de vários lugares. Todos contavam suas versões de visitantes de outros mundos, todos eles contavam de uma grande profecia que iria ser cumprida, antes deles voltarem para casa. Ultimamente tenho tido relatos de pesquisadores que encontraram escavações antigas em umas ruínas perto de Hugel, num achado arqueológico que eles chama de Templo de Odin... Eu voto para que possamos ir lá para ver essa profecia com nosso próprios olhos, para tirarmos conclusões melhores.
Vitor novamente deu uma risada baixinha, que desta vez soou meio insana.
Douglas: Bem, falta contar a minha descoberta. Estudei as escrituras sagradas e elas falam de um grande conflito entre os deuses, e que na época deste conflito portas se abrirão para uma nova compreensão. Eu acho que esta porta são outros mundos...Lá diz também aqueles que são trazidos para ajudar serão levados de volta por quem os trouxe. Meu palpite é voltarmos para ilha dos aprendizes e esperar por quem nos trouxe pra cá.
Desta vez Vitor desatou a rir. Ria tão histericamente, que chamou a atenção de todos no local. Arthemis perdeu a calma e deu um tapa na cara do rapaz, no mesmo instante Arthur segurou as mãos de Vitor por baixo da mesa que já tinha sacado uma adaga.
Arthur: Arthemis, não repita isso.
Arthemis: ESSE MALUCO FICA RINDO DA GENTE COMO SE ELE QUE SOUBESSE DE TODA VERDADE!
Vitor: De toda não...Mas sei do que vocês não sabem. E uma coisa que sei é que todos vocês estão parcialmente enganados.
Ele pegou um caderno caseiro extremamente grosso e jogou no meio da mesa, que tremeu. Os três abriram o caderno, estava cheio de anotações detalhadas, runas traduzidas, comentários, desenhos.
Vitor: Comecei as pesquisas quando chegamos aqui, ainda na biblioteca do forte dos aprendizes. Passei por todos os lugares por onde o Arthur passou, analisei as bibliotecas de Geffen e as sagradas escrituras de Prontera e todos eles falam de uma coisa só.
Vitor passou as paginas até parar na ultima, na qual, estava escrita em grandes letras uma única palavra:
RAGNARÖK
Todos olharam com cara de duvida sobre a sanidade mental de Vitor.
Vitor: Aff...Tá certo, explicando: Arthemis, você acertou sobre a árvore mágica, sim, no singular. Existe uma arvore da vida, literalmente, foi o que deu vida a esse mundo.
Arhtur: Yggdrasil!
Vitor: Essa mesmo. Ela conecta vários reinos e brechas temporais, inclusive o nosso com esse e com inúmeros outros.
Douglas: Então pronto, vamos a Umbala de lá voltaremos para a Terra.
Vitor: Queria também, que fosse tão fácil. Mas Umbala não existe, pelo ao menos não materialmente, assim como a Yggdrasil. Nem Niffhein eu consegui achar. Acontece "maguinha" que se seguirmos com este seu plano, no mínimo vamos achar o Bafomé para dar cabo da gente.
Arthemis tremia de raiva e dor, sim porque sua mão sangrava com um corte longitudinal provocado um milésimo de segundo depois de acertar o rosto de Vitor.
Vitor: Continuando... A teoria do Arthur não está totalmente errada, existe sim uma profecia quem fala de quatro escolhidos pelos deuses para ajudar na batalha. Mas se irmos para a ilha do templo de Odin só encontraremos história deste mundo e, possivelmente, a morte... Vi guerreiros mais habilidosos que nos quatro juntos, perderem a vida ridiculamente nas mãos de criaturas menores que uma criança.
Arthur: É verdade, também ouvi essa história.
Vitor: A sua teoria Douglas, para minha grande surpresa, foi a mais incompreensível. Se esperarmos por que nos trouxe teremos que morrer aqui. Pois, se todos se lembram, a mulher que vimos quando entramos nesse mundo foi uma Valquíria chamada Hellena. E, de acordo com a mitologia local, só iremos ver uma Valquíria quando morrermos em batalha.
Douglas: Qual a sua teoria então?
Vitor tomou ar...
Vitor: A minha tória na verdade é uma síntese das de vocês. Nos quatro fomos escolhidos pelos deuses com um propósito que ainda desconheço, porém esse propósito é o único meio de chegarmos a Yggdrasil. Se cumprirmos o propósito teremos moral o bastante para chegar vivos a Valhalla e exigirmos de Odin, ou outro Aesir qualquer, o caminho de volta para a Terra.
Arthur: Você fala como se pudéssemos exigir alguma coisa de um deus.
Vitor: Mas podemos!
Douglas: Blasfemia! Nunca eu, você, ou qualquer outro mortal nos igualaremos aos Aesir!
Arthemis: Podemos sim... As maçãs de Idun. Li sobre elas, a arvore cresce agregada ao caule de Yggdrasil é guardada pela deusa Idun, ela é cega e dá a maçã pra qualquer mortal que entre na Yggdrasil, uma vez que os deuses são mortais.
Vitor: Finalmente alguém que pensa como eu!
Arthemis: Nem em sonho seu magrelo!
Vitor sorriu largamente para Arthemis girando a adaga na mão.
Arthur: A questão reveladora é: Por que estamos aqui?
Vitor: Eu sei a resposta, mas custo a acreditar... Nós somos a chave do ragnarök.
Douglas: Mas essa guerra não vai chegar tão cedo.
A sacerdotisa que acompanhava Douglas entrou apressadamente no restaurante esbarrando nas mesas e pessoas pelo caminho, quando finalmente chegou. Parou arquejada procurando fôlego.
Douglas: O Que foi Ariel-chan?!
Ela não respondeu apenas entregou um panfleto com uma notificação.
Douglas: Ai meu deeeeuus!
Os outros já sabiam antes do Templário anunciar, estavam sendo convocados para o front de batalha. Eram convocados a guerra e não estavam nem um pouco preparados.
Continua...
Roupas de Mercenário, Ferreiro, Templario, Sábio podem ser achadas no banco de imagens do Google com os respectivos nomes Assassin, Blacksmith, Crusader, Sage acompanhados da palavra Ragnarok.
