-Eien, de onde vem o Yami?-Perguntou Akira correndo ao lado de Eien.

-Casa de banho Akimoto.

-Akimoto!?

-Sim.

O local estava abandonado. A casa de banho havia sido fechada por trabalhar com prostituição:

-Você acha que...é ele?-Perguntou Eien.

-Não duvido que seja.-Respondeu Akira.-Esteja preparado.

Ao entrarem na casa, viram que ela estava pior que imaginavam. Teias e mais teias preenchiam os cantos da casa e ela parecia querer cair a cada instante:

-Tem algo estranho com essa casa-Disse Akira olhando ao redor-Não vejo nenhum Yami. Aliás, não entendi porque a Lua Negra não surgiu já que houve uma ruptura nos Planos.

-Senhores, estava esperando por vocês.

Da escuridão, surgiu um homem de cabelo curto e preto. Sua pele era bronseada e ele usava um sobretudo vermelho e uma calça preta:era o uniforme da Ame Kuroe:

-Sei que sumimos mas, Michiyo disse que eu devia cuidar de vocês. Me chamo Santino Dias, e sou o número doze da Ame Kuroe.

Essa fala foi o suficiente para Eien invocar sua foice e investir contra Santino. O mexicano esquivou do golpe e pousou em uma mesa velha:

-Señor Eien, que passa?Já esta nervoso?No quiero que você perca a cabeça...não tão cedo.

Akira sacou seu revólver e deu um tiro em Santino. Embora tenha utilizado um elemento supresa, a bala dourada foi esquivada por ele, que em resposta investiu contra Akira:

-Não pense que usted es o único que atira.

Um tiro atravessou Akira. De dentro de seu sobretudo, Santino sacou um revólver prateado e atirou no jovem:

-Você não é tão rápido, señor Akira.

Akira começou a sangrar enquanto lentamente ficava de joelhos no chão sujo:

-Esse é...o revólver...-Tentava dizer Akira.

-Do seu irmão, sim-Respondeu Santino rindo-Mas cá entre nós:sabemos que ele não é seu irmão.

-Cale a boca!-Disse Akira tentando acertar um soco em Santino. Ele errou e Santino pulou para a porta de entrada da casa:

-Adios.

Enquanto Santino saia da casa, se ouviu um barulho que eles haviam percebido, mas não tinham dado bola:um relógio.

Uma explosa fez com que pedaços da casa voassem para todos os cantos. Fogo e mais fogo ia se expandindo e não se ouvia um berro sequer.

Anacronismo.

Sansoras corria contra o tempo. Era agora ou nunca. Ou matava Klaus ou tudo seria em vão. Matar e morrer...que destino estranho.

Ele subia a rampa prateada com rapidez. No topo, o jovem de cabelos brancos, olhos amarelados e pele morena o esperava usando uma capa com o capuz levantado:

-Você não definira o destino do mundo, Sansoras.-Disse ele.

-Vá para o inferno Klaus!-Berrou Sansoras-Eu vou matar você e então, deixaremos de existir.

-Nós nunca existimos de verdade, Sansoras. Não será nós que decidiremos se devemos desaparecer.

-Não vou continuar vivendo sabendo que sou fruto da imaginação daquele desgraçado!

-Então terei que te matar.-Respondeu Klaus invocando sua espada.

-Aqui começa o fim do mundo. Se você vencer, o mundo acaba. Se eu vencer, nós morremos.