Sweet Candy
Capitulo 5
Segunda – Dia 5
Quartos, cartas e doces
"-GINNY ESTÁ TUDO BEM? TU GRITAS-TE!"
"-Oh…é a Hermione." – Murmurou ela para o loiro que lhe sorria. – "E agora?"
"-Ela sabe que somos namorados, portanto não há problema." – Respondeu o loiro o que fez a ruiva respirar fundo.
"-Pois, mas é melhor ela não te ver aqui."
"-Ginny? Tu ouviste-me?"
"-Sim Hermione, eu ouvi."
"-Posso entrar então?"
"-Hum…não….acabei de tomar banho, estou a vestir-me." – Respondeu a ruiva levantando-se da cama e puxando Draco pela manga da camisa.
"-O que estás a fazer?" – indagou ele sendo empurrado até à casa de banho.
"-Fica ai dentro, e não faças barulho." – Resmungou ela fechando a porta da casa de banho. Em seguida respirou fundo e caminhou até à porta, abrindo-a em seguida.
"-Estás bem?"
"-Óptima Hermione. Porquê?"
"-Tu gritaste. Eu ia a passar no corredor e ouvi-te a gritar. E porque é que não pude entrar quando te estavas a vestir?"
"-Nada, de especial não. Oh, e não foi nada…só…uma barata. Tu sabes como eu odeio baratas, não sabes?"
A morena olhou para a ruiva e em seguida passou o olhar pelo dormitório dela.
"-Procuras algo?"
"-Não, estava só a certificar-me que estava tudo normal."
"-Oh! Está mesmo tudo normal." – Respondeu ela.
"-Muito bem, então vou indo. Dorme bem."
"-Tu também." – Murmurou ela sentindo o coração voltar à normalidade, vendo a morena afastar-se da porta.
E foi então que a última coisa que devia acontecer, aconteceu. Draco Malfoy espirrou na casa de banho, e tanto Ginny como Hermione ouviram.
"-Mas…tu não estás sozinha?" – indagou a morena entrando no dormitório.
"-Estou. Quer dizer….hum….a Maggie está a tomar banho." – Respondeu ela.
"-A Maggie? Maggie Salomon?"
"-Essa mesmo."
"-Eu vi a Maggie há 3 minutos no sala comum. Tu estás a mentir-me, não estás?"
A ruiva engoliu em seco, e começou a tremer quando viu a amiga caminhar até à porta da casa de banho.
"-Quem é que estás a esconder aqui?"
"-Ninguém." – Respondeu ela, mesmo antes de ouvir a água do chuveiro correr.
"-E suponho que o "ninguém" está a tomar banho."
"-Já te disse que é a Maggie. Ela tinha acabado de entrar, antes de eu gritar. Tu não vais entrar na casa de banho, pois não? Ela não gosta de ser interrompida."
"-Eu tenho a certeza que não é a Maggie. Por isso vou, quero saber quem estás a esconder. Eu só espero que não seja….tu não teria coragem pois não Ginevra?"
"-Do quê?"
"-De estares fechada no teu dormitório com o asqueroso do teu namorado. Com o Malfoy. Não tinhas coragem, pois não?"
"-Claro que não! Na verdade ele deve de estar a dormir, a esta hora. Ou….a fazer a ronda. Tu sabes, coisas de monitor-chefe."
"-Ou a trair-te com outra." – Comentou ela abrindo a porta da casa de banho.
Ginny nessa altura tremia como varas verdes. Viu a amiga espreitar para a casa de banho e logo em seguida ele fechou a porta.
"-O que foi?" – indagou ela não entendendo o que se passava. Porque é que ela estava corada, se quem estava lá dentro era o Draco? A não ser que ela estivesse corada por isso!
"-Roupa feminina no chão. Parece-me que estavas certa, é mesmo a Maggie que está a tomar banho."
"-Hum….pois é…eu disse-te….não foi?"
"-Foi. Desculpa Ginny, mas é que ainda não estou conformada com o teu namoro, na verdade acho que nunca me vou conformar. E teu irmão então, nunca há-de aceitar."
"-Oh vais sim, quando entenderes que ele não é assim tão mau como tu julgas. E o Ron também vai, daqui a muito tempo, mas vai. E agora vais embora? Eu estou cansada, quero ir dormir."
"-Sim, eu vou. Até amanhã então."
A ruiva sorriu, e em seguida deu um beijo na bochecha da amiga, vendo esta sair do dormitório em seguida.
Respirou fundo, mas logo em seguida entrou de rompante na casa de banho, apenas para encontrar Draco de pé no meio desta, a pingar água e roupa feminina no chão.
"-Mas…o que te aconteceu?" – indagou ela tentando não rir.
"-Percebi que não irias convencê-la, por isso tombei o vosso cesto da roupa e meti-me debaixo do chuveiro, tudo isto para a namoradinha do teu irmão não ver a maninha com o namorado. Afinal qual era o problema de ela me apanhar?"
"-Nem queiras saber. Ela iria dizer ao Ron, e isso não seria nada bom. Céus, este chão está imundo Malfoy! E tu estás encharcado."
O loiro olhou-a mortalmente, enquanto ela se aproximava de si rindo.
"-Não tem graça Ginevra." – Resmungou, fazendo-a rir ainda mais.
"-Tem sim. Oh, tem mesmo muita graça." – Disse ela gargalhando e escorregando em seguida no chão completamente molhado.
Draco tentou aparar a queda dela, mas não foi bem sucedido, acabando por cair ele primeiro e logo depois ela em cima dele.
A ruiva gargalhou, e ele apenas bufou irritado, sentindo as costas doerem por causa da queda e da posição não muito confortável em que se encontrava.
Olharam um nos olhos do outro e Ginny gargalhou divertida.
"-Qual é a piada?" – Indagou ele mas ela apenas continuou a rir. – "Sabes que estou a ficar dorido? Esta posição não é nada confortável.
"-Sério? Eu estou bem, confortável!"
"-Não me digas querida? Vais levantar-te, não vais?"
"-Vou, sim." – Respondeu ela levantando-se em seguida. – "E ainda não me disseste o que vieste fazer ao meu dormitório.
Draco olhou-a e em seguida saiu da casa de banho, e caminhou até à cama da ruiva. Sentou-se e em seguida bateu com a mão na cama, mesmo ao lado dele.
"-Vem aqui!" – chamou ele.
"-Porquê?"
"-Vem. Confia em mim."
Ginevra olhou-o suspeita, mas encolheu os ombros e em seguida caminhando até à cama e sentando-se ao lado dele.
"-Eu tenho brincado como tu queres. Com rosas e frases românticas, agora eu quero a minha parte."
"-Qual parte?"
"-Lembras-te? Os direitos de um namorado verdadeiro."
….
Sentou-se ao lado da morena que lia um livro completamente distraída de tudo. Ou pelo menos parecia-lhe ler o livro atentamente.
"-Pansy!" – chamou ele. – "Pansy, estás a ouvir-me?"
"-Sim Blaise, o que foi?" – indagou a morena fechando o livro e olhando para o amigo.
"-Preciso de falar contigo sobre uma pessoa."
"-Quem? Draco?"
"-Não! Luna."
A morena olhou-o espantada, mas a verdade é que ficou interessada na conversa.
"-O que tem a Luna?"
"-Eu estou apaixonado por ela."
"-Como?" – perguntou ela chocada. Ele tinha mesmo dito aquilo.
"-Eu estou a gostar dela. Eu acho. Eu….eu só penso nela, naquele jeito estranho dela, que é adorável, nos olhos grandes azuis, no cabelo loiro, no sorriso. Eu não consigo parar de pensar nela."
"-Oh! Isso está mau."
"-Sim, está mesmo mau. O que é que eu faço?"
"-Como assim? Queres esquecê-la?"
"-Não! Eu quero continuar com ela. Mas preciso de a conquistar. Apesar de eu achar que ela sente o mesmo por mim."
"-Tu achas isso?"
"-Sim. Dá para ver como ela gosta de estar comigo. A maneira como ela me sorri, me olha, fala comigo. Eu já reparei, ela não age assim com mais ninguém. E tu sabes, que eu nunca me enganado."
"-Nunca?"
"-É uma forma de falar. Mas eu tenho a certeza que ela sente algo por mim. Podes descobrir isso?"
"-Tu queres que eu descubra se ela sente algo por ti, ou não? É isso?"
"-Sim! Podes fazê-lo? Eu agradecia-te muito."
"-Claro." – Respondeu ela com um sorriso.
Em seguida o negro deu-lhe um beijo na testa e levantou-se, caminhando até às escadas que davam para o dormitório.
A morena suspirou. Blaise estava apaixonado por Luna. E Luna não sentia nada por ele, ou assim ela o dissera.
Poderia Luna ter-lhe mentido? Poderia ela sentir algo pelo Blaise?
Será que Luna e Ginny sentiam o mesmo que ela sentia quando olhava para o Potter?
Suspirou. Talvez elas lhe tivessem mentido. Ou então eram boas a representar, e fizeram com que Draco e Blaise se apaixonassem.
Abanou a cabeça. Não sabia o que fazer. Mas teria que decidir. De preferência bem depressa.
…
"-Direitos? O que queres dizer com direitos de um namorado de verdade?"
O loiro bufou, antes de passar com o braço por trás do pescoço da ruiva.
"-Tu sabes. Não me digas que não sabes!"
Ela corou, engolindo em seco o que fez Draco rir divertido.
"-Tu não podes. Mesmo porque as meninas devem de estar a chegar, e nós vamos deixar de estar sozinhos."
"-Tu tens medo de ficar sozinha comigo?"
"-Achas que sim, Malfoy? Eu passei 24horas contigo num armário, e não tive medo nenhum."
"-É verdade….mas agora as coisas são diferentes. Nós somos namorados."
"-Isto é a fingir."
"-Eu sei disso, tu sabes disso, mas mais ninguém sabe. E como é que tu pretendes fazer com que as tuas amigas acreditem que namoras comigo, se elas não virem acção?"
"-Elas não precisam de ver nada." – Argumentou ela sentindo o coração bater forte no peito.
O que era aquilo? Ela queria que ele a beijasse? Sim, ela realmente queria. Queria sentir os lábios dele nos seus. Voltar a sentir a língua dele a brincar com a sua.
A respiração estava levemente acelerada, e aquilo não era certo. Ela não devia de sentir nada por ele. Muito menos devia de querer que ele a beijasse.
Ela nunca gostou de beijar os rapazes só por beijar. Sempre disse, que se beijasse algum seria porque sentia algo por ele. E ela não sentia nada pelo imbecil do Malfoy. Jamais sentiria algo pelo imbecil do Malfoy.
Afinal ele era Imbecil.
"-Queres que eu te beije? Ou não? Uma simples palavra ruiva. Só uma." – Sussurrou ele fazendo a ruiva fechar os olhos.
"-Queres beijar-me?" – indagou ela num murmúrio ainda mais baixo que o dele, era quase inaudível. Ele só ouvira, porque estava muito perto dela.
A pergunta dela fez com que Draco sentisse algo estranho na boca do estômago. Era uma sensação engraçada, aquela. Uma sensação que estava a repetir-se sempre que estava perto dela.
Mas, ele queria beijá-la? Sim, mas era tudo por causa do joguinho. Não era?
Fixou a face dela. Talvez não fosse por causa do jogo, talvez fosse só porque ele era rapaz, e porque ela era linda, e estavam tão próximos um do outro.
Ele não sabia o porquê, nem lhe interessava, pensaria nisso depois. O que ele queria era beijá-la.
Engoliu em seco. Aquilo era insano.
"-Ainda não me respondeste." – Disse ele o que fez a ruiva sorrir.
"-Faz o que quiseres."
Ele sorriu divertido, e em seguida deu um beijo nela. Um beijo na bochecha dela o que fez Ginny abrir os olhos chocada.
"-Boa noite querida. É melhor ir antes que tuas colegas de quarto cheguem."
"-Mas…mas….mas…"
"-Não gaguejes não é necessário. Eu sei que sou irresistível e tudo o mais, mas tem calma. Amanhã há mais."
Ginevra abriu a boca chocada, vendo Draco caminhar até à janela.
"-És um imbecil tão grande Malfoy." – Disse ela irritada, aproximando-se dela.
"-Um imbecil que tu querias que te beijasse. Sabes, talvez tu não me aches um imbecil."
"-Claro que acho estúpido."
Ele riu, antes de enlaçá-la pela cintura e a puxar contra o seu corpo. A ruiva sentiu a respiração falhar, era a primeira vez que estava tão próxima dele. Era a primeira vez que suas mãos pousavam sobre os músculos do peito dele, era a primeira vez na vida que sentia a pernas bambas.
Draco ficou tenso, sentindo as mãos pequenas dela sobre o seu peito, mas não demonstrou que ela o afectava. Ela afectava-o sim, mas ela jamais poderia saber.
Voltou a fixá-la e mais uma vez sentiu vontade de a beijar, mas não podia. Sabia que se a beijasse seria bom, e que iria querer beijá-la mais vezes.
"-Admite ruiva, tu adoras-me!" – murmurou ele ao ouvido dela, fazendo ela tremer.
"-Eu odeio-te. Solta-me estúpido."
"-Amanhã vemo-nos amorzinho."
"-Parvo."
"-Eu também sei jogar esse jogo. Idiota."
"-Convencido."
"-Irritante."
"-Egocêntrico."
"-Pobretona."
"-Maldito. Eu não sou pobre, seu estúpido."
"-És sim, pobre de espírito. Sempre serás."
"-E, tu nunca deixarás de ser o filho do devorador da morte."
"-E, tu nunca deixarás de pensar em mim como isso."
"-Claro que não Malfoy, é isso que tu és."
"-Retira o que disseste."
"-Solta-me."
"-Não!" – disse ele apertando-a mais contra si.
"-Eu odeio-te tanto."
"-Eu odeio-te mais." – Retrucou ele.
Os olhos dele encontravam-se escuros como ela nunca tinha visto.
Draco observou como ela estava vermelha, e como seus olhos tinham um tom avermelhado. Ela estava cheia de raiva dele. Óptimo, ele também estava com raiva dela. Como poderia então querer beijá-la?
"-Sabes o que eu queria mesmo Malfoy? Que, tu ardesses no inferno."
"-Ao menos assim não tinha que te ver."
"-Desaparece do meu quarto. E solta-me."
"-Solto-te sim!" – resmungou ele empurrando a ruiva contra a cama desta.
Ginny sentou-se em cima da cama, sentindo a cara arder. Sentia a raiva e o ódio contra ele crescer dentro de si. Queria tanto retirar aquele sorriso sarcástico da face dele.
"-Este jogo é cada vez mais difícil de se jogar. Tu és insuportável, e eu acho que não aguento fingir que gosto de alguém tão imbecil."
"-Não sei qual é a dificuldade que tens nisso Malfoy. Afinal tu gostas de ti."
Draco caminhou furioso até ela e fixou o olhar dela.
"-Eu não sou imbecil. Tomara tu seres como eu."
"-Eu matava-me se fosse como tu."
"-Eu vou-me embora, estou farto de te ver e de te ouvir."
"-Já vais tarde. Tu nunca devias de ter aparecido aqui." – Disse ela levantando-se e ficando de pé em frente dele.
"-Tens razão, não devia mesmo."
"-Não vais?"
"-Vou."
"-Óptimo."
"-Já disseste isso."
"-Eu sei."
Draco suspirou, antes de a puxar contra si e colar seus lábios nos dela.
Que se danasse se aquilo era insano e errado. Ele queria beijá-la.
Sentiu os braços dela enrolarem-se no seu pescoço, e puxou-a ainda mais para si, levando a mão direita à nuca dela, de modo a aprofundar mais o beijo.
Não era um beijo igual ao que haviam dado no armário há dias atrás, aquele beijo demonstrava sobretudo uma certa raiva, pelo menos no começo, porque depois o beijo foi tornando-se cada vez mais sôfrego, mais apaixonado, sem requisitos de raiva.
Afastaram-se lentamente e Draco olhou para a ruiva que se mantinha de olhos fechados. Sorriu, antes de voltar a colar seus lábios aos dela.
Só que assim que seus lábios se colaram, ele ouviu barulho muito perto da porta, o que fez com que afastasse a ruiva de si.
"-Tenho que ir."
Ela olhou-o sem entender, e apenas o viu sair pela janela.
"-Claro que tens. Já tiveste o que querias." – Murmurou para si mesma irritada. Queria que ele continuasse a beijá-la.
E foi então que a porta do dormitório se abriu e ela percebeu porque é que ele tinha ido embora.
Sorriu antes de se sentar na cama e levar o dedo indicador aos lábios.
Uma coisa era certa, Draco Malfoy beijava bem, e o beijo dele despertava algo no seu estômago. Algo que pareciam borboletas.
….
Acordou por causa da coruja que se encontrava empoleirada na sua cama, abriu os olhos lentamente vendo que era a coruja da Pansy.
"-O que poderá ela querer a estas horas da manhã?"
….
"-Bom dia. Preciso de falar contigo!"
"-Quê? Quem? Zabini! O que fazes aqui? Às 7 da manhã?"
"-Bem….eu preciso de falar contigo. Preciso da tua ajuda. Como conquisto a Luna? Como lhe mostro que gosto dela? Como? Como? O que é que tu fizeste para conquistar a Weasley? Vamos lá Draco, ajuda-me."
"-Tu acordaste-me às 7 da manhã para isso?"
"-É um caso de vida ou de morte."
"-Não, não era. Mas depois de me teres acordado, tornou-se num sim. Mas na tua morte Zabini!"
"-Oh Draco vá lá. Ajuda-me. Afinal, tu estás apaixonado pela Ginny. E ela é a melhor amiga da Luna, tu podes ajudar-me facilmente."
Draco encarou o negro que se tinha sentado na beirinha da sua cama. Se fosse uma altura normal ele mandava o rapaz sair dali, e possivelmente atirava-lhe o travesseiro à cara, mas aquela não era uma altura normal. Seu amigo estava completamente apaixonado pela Lunática. Pior que isso, ele estava a ser vitima de um jogo.
Se antes estava indeciso se havia de se intrometer, naquela altura ele tinha a certeza. Tinha que o fazer, pelo bem do amigo.
"-Bem Blaise, eu acho que te posso ajudar."
"-É mesmo?"
"-Sim. Mas não agora. Preciso de tomar um banho e de comer, depois eu ajudo-te a conquistar a Lunática."
"-Luna. Apenas Luna."
"-Ok….ela." – murmurou Draco rolando os olhos nas orbitas.
"-Odeio esse teu vicio."
"-Qual?"
"-A cena dos olhos." – Respondeu Blaise antes de sair do quarto do loiro.
Oh, a Weasley estava certa, ele realmente rolava muito os olhos nas órbitas. E esse pensamento fê-lo sorrir.
….
"-Pronto! Aqui estamos nós Pansy, tal como querias. O que queres de nós?"
"-Conversar, é que….ontem o Blaise veio-me dizer uma coisa."
"-O quê? O que é que o Blaise te contou? Foi sobre mim? Foi?"
"-Calma Luna." – Respondeu Pansy, olhando em seguida para a ruiva que estava chocada a olhar para a loira.
Poderia Blaise estar certo?
"-Mas foi sobre mim, ou não?"
"-Sim, foi."
"-E então? Conta-me!"
"-Ele disse-me que acha que está apaixonado por ti."
Naquele momento tanto Ginny como Pansy viram a amiga sorrir verdadeiramente feliz, enquanto suspirava.
"-Luna! Tu não gostas do Blaise, pois não?" – indagou a morena o que fez com que a amiga sorrisse.
"-Não! Mas e se gostasse?"
"-Mas gostas ou não?" – voltou a perguntar a morena.
"-Talvez um pouco."
"-A sério?"
"-Sim Ginny, talvez eu goste um pouco dele. Talvez eu queira que ele seja mesmo meu namorado. Eu não sei, ok? Talvez não goste e esteja confusa. Mas a verdade é que nunca nenhum rapaz me ofereceu um colar tão lindo como o que ele me ofereceu."
Ginny e Pansy entreolharam-se e a ruiva sorriu em seguida caminhando até à loira.
"-Luna se gostas do Blaise, não tens nada a temer."
"-Achas?"
"-Bem….tirando ele facto de ele ser um Slytherin…"
"-Desde quando é que isso é mau?"
"-Desculpa Pansy, eu esqueço sempre que és dos Slytherin. Enfim….o pior é ser o melhor amigo do Malfoy."
"-Hei! Eu também sou amiga do Draco."
"-Pois." – Murmurou a ruiva. – "Ok! Não há mesmo nenhum problema."
Pansy riu, enquanto Luna suspirou aliviada.
"-E tu Ginny? Não sentes mesmo nada pelo Draco?"
"-Claro que sinto Pansy….ódio. E tu, pelo Harry?"
"-O que poderia eu sentir pelo Potter?"
A ruiva encolheu os ombros antes de olhar para o relógio de pulso.
"-Bem, acho que vou tomar um belo pequeno-almoço. Vocês as duas, vêm?"
"-Claro."
….
Estava sentado na mesa dos Slytherin quando a viu entrar no Salão. Que raio ela tinha de tão especial para ele se sentir tão fascinado por ela? Estaria ele atraído? Não, claro que não. Ele jamais se sentiria atraído pela Weasley.
"-Bem, a tua namorada é linda." – Comentou Blaise mesmo ao seu lado.
"-Desculpa?"
"-A Weasley. Se eu não gostasse da Luna, garanto-te que ta tentava tirar de ti."
"-Nem sonhes." – Ameaçou Draco apontando a varinha ao peito do amigo.
"-Wow wow. Calma ok? Estava a brincar. Bem, tu gostas mesmo dela."
Draco engoliu em seco, guardando a varinha. O que raio fora aquilo? Ciúmes?
…
"-Ginny?"
"-Sim Pansy?"
"-Seria mau, sentar-me ao pé de ti hoje?"
"-Não. Queres sentar-te?"
"-Bem….só por causa do Ha…Potter. Tu sabes, por causa do jogo."
A ruiva olhou para a amiga e sorriu.
"-Sim….o jogo, sei!"
"-Bom dia pessoal." – Disse a ruiva sentando-se ao pé do irmão. – "Hoje trouxe companhia."
"-Oi."
"-Olá Pansy." – Disse Harry sorrindo olhando para a morena o que a fez corar levemente.
A Slytherin sentiu-se irritada consigo mesma. Ela não corava! Não por causa de um rapaz. E jamais poderia corar por causa do Potter.
"-Vocês conhecem-se pessoalmente?" – indagou Hermione, quando se apercebeu que o amigo havia tratado a jovem pelo primeiro nome.
"-Porquê Granger? Ciúmes?"
Ginny abafou uma gargalhada. Pansy nunca iria deixar de ser uma Slytherin. Nunca.
'Assim como Draco.' – Pensou. Olhou para a mesa do rapaz, e viu que ele brincava com a comida de uma maneira estranha. Encolheu os ombros. Ele era estanho, definitivamente.
Estava sentada há poucos minutos quando a coruja de família pousou à sua frente, e lhe deixou uma carta.
"-É de quem?"
"-Não sei Ron." – Respondeu pegando na carta, e vendo que era dos pais. – "Mas….porquê?"
Abriu a carta sentindo o coração bater rápido. Era raro seus pais escreverem, pelo menos mais do que uma vez por semana, e há 4 dias ela recebera uma carta. O que poderiam eles querer?
Mas ela jamais imaginaria que seria aquilo que eles queriam!
….
Estava atento à ruiva, quando ela recebeu a carta. Reparou quando a jovem olhou para si, e em seguida para a carta outra vez, e depois novamente para si. Era realmente estranho, o que se passava afinal?
Chegou à conclusão que devia de ser algo não muito agradável quando a viu pálida, e a bufar. E essa conclusão intensificou-se no momento em que ela se levantou e começou a caminhar até si.
O que teria aquela carta? Ele não conseguia imaginar o que podia ser?
"-Draco….nós precisamos de falar!" – murmurou ela assim que chegou perto dele.
"-Está, tudo bem?" – indagou o loiro estranhamente preocupado, levantando-se e postando-se ao lado dela.
"-Vamos conversar lá fora, ok? É melhor."
Ele encolheu os ombros seguindo-a. O que poderia ser?
…
"-O que achas que era?" – indagou Pansy baixinho, de modo a que apenas o moreno que estava sentado ao seu lado ouvisse.
"-Poderiam ser os pais por causa do namoro dela?"
"-Achas?"
"-É bem possível Pansy."
A morena sorriu olhando-o.
"-Eu preciso de falar contigo, será que podemos encontrar-nos hoje antes de almoço?"
"-Tudo bem Harry." – Afinal ela tinha mesmo que continuar com o jogo, tinha mesmo que o fazer apaixonar-se por si.
…
"-O que foi Weasley?" – indagou assim que entrou na sala vazia, atrás da ruiva.
"-Nós temos um problema."
"-Que é?"
"-Esta carta."
"-Que contem? Mas será que te preciso de perguntar tudo, não podes apenas dizer de uma vez."
"-Meus pais, sabem sobre o nosso "namoro"" – disse ela fazendo o sinal de aspas com os dedos. – "E bem….eles estranhamente aceitaram. Dizem que tu não és o teu pai, mereces uma hipótese, pois não és ele…bla bla bla."
"-Pois isso é mesmo um problema. Estou tão assustado. O que haveremos de fazer?"
"-Eles querem que passes dias lá em casa."
"-Desculpa?" – indagou ele arqueando a sobrancelha.
"-É o que ouviste. Eles querem conhecer-te. Convidaram-te para passares uns dias lá em casa, na verdade, o próximo fim-de-semana."
"-O QUÊ?"
"-Sim."
"-Mas…não pode ser…quer dizer, nós não podemos ir para casa aos fins-de-semana."
"-Bem….as coisas não são assim."
"-Como não são Weasley? É claro que são."
"-É que….bem….parece que eles souberam pelo meu irmão, então acho que ele exagerou um pouco."
"-O que queres dizer com exagerou um pouco?"
"-Vou ler-te a carta: Ginny teu pai e eu recebemos uma carta do teu irmão, onde eles nos contou que tu namoras com Draco Malfoy. Obviamente Ron não parecia muito feliz, mas parece que ficou convencido, quando tu lhe contaste que amas o rapaz, e que ele te pediu em casamento. Nós claro está, gostaríamos de passar algum tempo com nosso futuro genro bla bla bla….Então falamos com Dumbledore, e ele concordou com a vossa vinda cá a casa no próximo fim-de-semana. Por isso, na sexta depois das aulas terão uma carruagem que vos vai trazer até à Toca, e voltarão domingo depois de almoço para Hogwarts. Nós queremos muito conhecer o teu noivo…..bla bla bla…Mãe e Pai!"
"-Casamento? Tu disseste, ele exagerou Um Pouco. Não disseste que ele tinha ficado louco! E eu vou passar dois dias na Toca. Não! Isto não pode estar a acontecer."
"-A quem o dizes."
"-Hoje é segunda-feira certo? Então….na sexta vou para tua casa? Daqui a …3 dias e meio. Oh céus, eu vou morrer até lá claro. Porque eu não posso ir."
"-E, eu não quero que possas."
"-Claro que não queres."
"-Definitivamente não." – Sussurrou ela.
"-Pois."
Olharam-se durante alguns segundos, até que a ruiva passou com a língua nos lábios levemente.
Draco sentiu algo realmente engraçado no estômago. Desde quando ele tinha um nó no estômago? Poderia o pequeno-almoço ter caído mal.
"-Então…precisas de um anel?" – indagou ele de modo a quebrar o silêncio e na tentativa de parar de sentir aquilo.
"-Para?"
"-Noivado! Lembras? Merlim….este jogo está a ir longe demais."
"-É…também concordo."
O loiro sorriu antes de sentir os braços dela em volta do seu pescoço e de ela o beijar.
Não sabia porque é que ela o estava a fazer, mas pouco lhe importava, só queria saber que ela estava completamente colada a si, a beijá-lo.
Ginny sentia tanta vontade de o beijar que não aguentou, e agora que as mãos grandes dele estavam no seu quadril ela sabia porque é que tinha tanta vontade de o beijar.
Afinal ser namorada de Draco Malfoy até tinha uma coisa boa. Ele beijava muito bem. Mesmo.
"-Porquê?" – perguntou ele assim que ela se afastou.
"-Não sei….nem quero saber. Tenho que ir."
"-Ok."
A ruiva afastou-se dele rapidamente e em seguida saiu da sala, deixando Draco sozinho, com seus pensamentos.
Naquele momento, ambos estavam confusos. Afinal, que sensações eram aquelas?
….
A manhã havia passado realmente rápido, não que ela não quisesse, pois estava ansiosa por se encontrar com Harry Potter. Só estava ansiosa porque tinha que continuar com o jogo, tinha que fazer com que o Potter se apaixonasse por si, e se transformasse num namorado fantástico. Porque pelo andamento, o mês acabava e ele nem a beijara sequer.
Mas o beijo não passaria daquele dia. Certo?
Tremeu ao pensar nisso.
Viu-o parado à sua frente, e sorriu entrando na primeira sala vazia, àquela hora, e ele apenas a seguiu.
"-Olá de novo."
"-Olá Pansy."
"-Então…que querias?"
…
Caminhava pelo corredor, sem se preocupar com nada, ela nunca se preocupava com nada. E foi então que sentiu dois braços enrolarem-se na sua cintura e ela foi puxada para trás de uma estátua grande.
"-Mas…Blaise!"
"-Olá Luna."
"-Olá."
Ele sorriu, passando com a mão pela face dela.
"-Estava com….hum…"
"-Saudades?" – perguntou ela como sugestão.
Ele sorriu o que fez com que Luna dissesse:
"-Também sentia saudades."
Ele riu, e em seguida encostou a cabeça ao ombro dela.
"-Que fazes?"
"-Nada….apenas….eu não sei o que se passa comigo. Ando estranho, eu nunca fui assim, nunca me senti assim."
Ela tremeu levemente. O que é que ele queria dizer com aquilo?
"-Mas é uma sensação boa, ou má?"
"-Agoniante….mas boa."
Ela sorriu, sentindo as mãos dele apertá-la contra si.
"-Luna….poderei eu estar apaixonado?"
Ela engoliu em seco não respondendo. Viu quando ele afastou a face do seu ombro e a olhou. Sorriu levemente, sentindo tanta vontade de o beijar. Céus, ela sentia borboletas no seu estômago, as mãos suavam, o coração batia forte e rápido. Ela gostava mesmo dele. Ela estava apaixonada por ele. Como?
"-Hei Zabini!" – chamou uma voz perto deles.
…
"-Bem….eu ontem tentei falar contigo, mas não deu." – Respondeu o moreno começando a sentir o rosto aquecer. Não podia corar, era parvo demais um rapaz corar em frente a uma jovem, ainda por cima se sentir algo por ela.
"-E…querias falar sobre o quê?"
"-Ginny e o Malfoy."
"-Ah! Sobre eles…." – Murmurou a morena. Por segundos tinha esperança que ele respondesse algo como: "Nós", ou "O amor que sinto por ti."
Afinal ela continuava a ser a única que não conseguia jogar aquele jogo, Ginny e Luna estavam a ir bem, mas ela, ela não.
"-É que….bem, eles desafiam todas as leis da natureza. Primeiro são um Slytherin e uma Gryffindor, e como se isso já não fosse muito estranho ainda são um Malfoy e uma Weasley. Então eu achei que talvez quando se ame, ou se goste de alguém, isso não importa muito."
"-O que é que queres dizer com isso?" – indagou Pansy sentindo o coração bater rápido no peito.
"-Bem….talvez….hum….quer dizer….nós….não que haja um nós, ainda….eu….não quero dizer nada."
A morena sorriu, sentindo as inúmeras borboletas voarem no seu estômago. Ele sentia algo por ela. O que queria dizer que ela estava dentro do jogo.
Afinal, aquelas sensações eram todas por causa do jogo, certo?
"-Sabes….poderia haver um nós." – Sussurrou ela o que fez com que os olhos verdes do rapaz que fixassem nos dela.
"-Poderia?"
"-Sim."
O moreno sorriu e aproximou-se um pouco mais dela. Não era bom naquelas coisas, nunca o fora, e sabia que Pansy já tinha tido vários namorados, entre eles, o Malfoy. E bem, o Malfoy já tinha namorado, curtido, dormido, com muitas jovens. Ele não.
Sentia-se nervoso. Bem nervoso, e naquele momento parecia um rapaz de 12 anos que pensava: e se ela não gostar do beijo e fugir?
Abanou a cabeça. Estava a ser simplesmente ridículo. Era só um beijo. Na Pansy.
Viu quando ela engoliu em seco e sentiu-se menos nervoso por isso.
Pousou as mãos no quadril dela, o que fez com que ela sorrisse e passasse com as mãos na face dele.
As mãos dele vaguearam pela cintura dela, até a abraçar e a puxar mais para si.
"-Então….que haja um nós." – Murmurou o que a fez sorrir.
"-HARRY?" – indagou uma voz chocada, que ele conhecia bem.
….
"-Draco?" – indagou o moreno ouvindo o suspiro da loira bem perto do seu ouvido. – "O que fazes aqui?"
"-Isso pergunto eu. Porque raio, estás escondido atrás da estátua?"
"-Hum…por nada." – Respondeu o negro, afastando-se da loira e saindo detrás da estátua.
"-Estavas ali sozinho?" – indagou vendo o reflexo loiro dos cabelos da Lovegood.
"-Estava. Querias algo?"
"-Sim. Podes vir comigo até à sala comum?"
"-Agora?"
"-Sim Zabini. A não ser que tenhas algo melhor para fazer."
O negro olhou de relance para o local onde havia deixado a Luna. Maldito Malfoy tinha-lhe estragado tudo. Ele ia mesmo beijá-la naquele momento.
"-Não Draco, não tenho nada de especial para fazer."
"-Óptimo. Vamos então?"
O negro começou a andar em frente do amigo, o que fez com que Draco olhasse para trás e visse a Lovegood sair de trás da estátua e afastar-se a correr.
'Não vais brincar mais com o Blaise. Garanto-te.' – Pensou ele.
…
"-Ron? Hermione? O que….o que fazem aqui?" – perguntou Harry soltando Pansy assim que ouvira o chamamento do amigo.
"-Hã….na realidade Harry acho que nós é que devemos de perguntar isso. O que estava a fazer abraçado à Parkinson?"
"-A….bem….é que….hum…"
"-Não tens muito a ver com isso Weasley." – Respondeu a morena claramente irritada. Eles iam-se beijar. Malditos! – "Mas se queres mesmo saber, ele só me amparou, é que eu pousei mal o pé e ia caindo. Mas para a próxima Potter não preciso da tua ajuda. Prefiro cair no chão do que ser tocada por ti."
A morena olhou para o rapaz e deu um pequeno sorriso e em seguida piscou o olho, de modo a ele entender que estava a brincar. Que realmente queria ser tocada por ele.
"-Agora vou indo. O ambiente está horrível."
Assim que a Slytherin saiu Hermione olhou para Harry e perguntou:
"-Ela disse a verdade?"
"-Porque haveria ela de mentir?"
"-Ao pequeno-almoço, vocês pareceram amigos ou algo assim, e agora estavam abraçados."
"-Na verdade Harry, tu parecias pronto a beijá-la. Tu ias beijar a Parkinson?" – indagou Ron fazendo uma careta
"-Claro que não." – Respondeu prontamente e tentando fazer a sua melhor cara de nojo, mas sabia que não era capaz. Afinal, era claro que ele a ia beijar.
Nunca odiara tanto o sentido de oportunidade dos amigos.
"-Vamos almoçar?" – perguntou em seguida saindo da sala.
….
"-Então, o que querias de mim?" – indagou o moreno sentado na poltrona na sala dos Slytherin, e vendo que Draco não havia dito nada desde que chegaram.
"-Bem…é sobre Quidditch."
"-Quidditch? Tu queres falar sobre os treinos?"
"-Sim. Falta-nos um jogo para o final da época e estávamos empatados com os Gryffindor, nós, este ano podemos ganhar a taça."
"-Que interessante. Tu querias só falar sobre isso? É que falta um mês para o próximo jogo, e é contra os Hufflepuff, não teremos muitas dificuldades."
"-É, mas mesmo assim acho melhor começarmos a treinar."
"-Isso tens que falar com o resto dos rapazes também. Convoca uma reunião, és um capitão."
"-Sim, eu sei disso tudo, mas porque é que estás assim? Interrompi algo?"
"-Tu sabes que eu gosto da Luna."
"-E?"
"-E, eu estava com ela quando tu me chamaste. Quase a beijá-la."
"-Ainda bem que cheguei então."
"-Eu gosto dela."
"-Blaise, tu estás louco."
"-Porquê? Não sou um Malfoy que namora uma Weasley."
Draco fuzilou o amigo com o olhar e bufou. Que poderia ele argumentar? Para todos os efeitos namorava com a Weasley. E gostava de a beijar. Oh se gostava. Afinal ela sabia a morangos, e cheirava tão bem a banana ou lá o que era. Pelo menos ele achava que era banana. Teria que averiguar melhor.
Abanou a cabeça. Porque raio estava a pensar naquilo?
"-Se não tens mais nada a dizer, vou embora."
"-Onde?"
"-Porquê Draco?"
"-Nada, só queria saber. Talvez eu possa ir contigo, não tenho nada para fazer mesmo."
"-E a tua namorada?"
"-Ela não tem ciúmes de ti Zabini, podes estar descansado."
O negro bufou cansado, mas não disse nada, apenas saiu da sala comum, seguindo o amigo.
….
O dia tinha passado realmente rápido, naquele momento as 3 amigas encontravam-se na sala do costume a comer doces.
Não diziam nada de momento, ambas pensavam neles.
A ruiva suspirou. Porque é que estava a pensar no Malfoy? Porque é que queria que ele voltasse a aparecer no seu quarto, como na noite anterior. Abanou a cabeça e em seguida espantou-se quando ouviu Luna dizer:
"-O teu namorado proibiu o Blaise de me beijar."
"-Desculpa?"
"-Draco apareceu no momento em que o Blaise me ia beijar."
"-Ah!" – murmurou a ruiva. Sabia bem porque é que ele tinha impedido o beijo. Draco não queria que o Blaise saísse magoado, e para além disso queria ganhar aquele jogo.
Mas….aquilo continuava a ser um jogo?
Se ela fizesse essa pergunta em alto e bom som, naquele momento, nenhuma das três saberia responder.
Afinal, era ou não um jogo?
Fim do capitulo 5
Continua…
N/A: Olá! Voltei depois de dois meses ou assim sem actualizar. Bem, eu vou dizer-vos, estou de mini-férias da faculdade, duas semanas, e vou tentar, tentar mesmo escrever algo nesta fic, mas não prometo nada, afinal não tenho conseguido escrever nada nos últimos meses. Bem, antes de mais, os comentários:
Srtas: Weasley: Hum, as 3 podem ter percebido mas não aceitam o facto de estarem apaixonadas, e em relação às coisas irem mais rápido, bem, a verdade é que assim não teria tanta piada eu acho. Espero que tenhas gostado deste actualização. Bjs
Lauh Malfoy: É claro que parei numa parte boa, só assim é que tem piada. Desculpa a demora mas espero que mesmo assim tenhas gostado.
Thaty: continuei, não muito depressa mas enfim. Espero que continues a gostar.
Pati Black: Não vou desistir desta fic, não prometo acabá-la de pressa e actualizar rápido, mas não vou desistir. Espero que tenhas gostado. Beijinhos
Sté: Bem quando li teu comentário pela primeira vez fiquei completamente babada, foram só elogios. É por causa de voces que comentam que eu não consigo deixar esta fic inacabada, e vou fazer de tudo para os capítulos que ainda faltam escrever sejam decentes e não ridículos e apressados. Vou escrever a fic como tinha imaginado no inicio. Ainda bem que tu gostas, mas há outras fics DG boas. Espero receber mais reviews teus e que continues a gostar desta fics. Bjs.
Hannah Guimarães: O tempo que for preciso? Espero não ser preciso muito tempo para eu terminar a fic e por conseguinte actualizar. Espero que continues a gostar e que realmente não percas a esperança em relação à fic, eu ainda não perdi. BJs
Munyra Fassina: os capítulos até agora são grandes, afinal são 3 casais que compõem a fic por isso dá para fazer capítulos grandes. Espero que tenhas gostado deste também. Bjs
Priscila ricciardi: sim, o teu recado chegou até mim, e sempre que mandares reviews eles chegam até mim, por isso estás à vontade. Não vou desistir da fic, não prometo é actualizar rápido, mas garanto-te que o final virá, um dia. Espero que continues a ler e que continues a gostar de DG. Bjs
Ray Lestrange: o mundo deles não é injusto, está tudo dentro do planeado. Gostaste do capitulo? Espero que sim.
Caah LisLis: eu gosto da Pansy, bem, não da Pansy da Rowling mas sim da Pansy que eu imagino, e eu imagino ela assim. Espero que tenhas gostado.
Aqui ficou mais um capitulo, e vou ver se meto mãos à obra em relação aos capítulos que ainda faltam escrever. Espero que tenham gostado, e
