Sweet Candy

Capitulo 8

N/A: Eu tenho tentando pegar nesta fic, tenho mesmo, mas a verdade é que não tenho conseguido. Há uns dois meses escrevi este capitulo numa tarde, e pensei que a inspiração para ela tinha regressado, mas ela voltou a fugir. Eu devia de conseguir escrever pois tenho a fic toda estruturada, desde o começo que está estruturada, mas não tenho conseguido. Estou a actualizar pois recebi reviews, e mails a pedir uma actualização. Odeio fazer isto, odeio não actualizar e deixar vocês, leitores, à espera. Peço imensa desculpa. Eu continuo com vontade de a terminar, e irei terminar a fic, mas não sei quando. Lamento.

Espero que entendam, e que gostem deste capítulo apesar de tudo.

Boa leitura!

Quinta – dia 8

Pedidos, conversas e tristezas

Acordou por causa do sonho estranho que acabara de ter. Sonhara com Draco, com Draco e com outra. Suspirou fundo levando a mão ao peito, sentia-se estranha, definitivamente estranha. Seu coração pulava no peito e sentia o estômago apertado, como se realmente tivesse visto Draco com outra pessoa. A beijar outra, que não ela.

Abanou a cabeça. Tinha que se afastar do Malfoy, era a única maneira, porque senão o fizesse iria acabar apaixonada por ele, e ela certamente e obviamente não queria isso.

Levantou-se em seguida caminhando até à casa de banho para tomar um banho relaxante, afinal ainda era bastante cedo. Ao entrar na casa de banho lembrou-se de algo em que não pensava há uns dias.

Draco iria passar o fim-de-semana na Toca….

….

Só queria matar o maldito do Zabini, como ele pudera entrar no seu quarto antes das 7 da manhã e acordá-lo? Pior que isso, foi o motivo porque entrara. Apenas porque continuava furioso com a Lovegood.

Ao menos seu plano estava a dar certo, agora só precisava de ser bem sucedido na segunda parte do plano. Mas isso ficaria para a hora de almoço. Na verdade de momento ele tinha outras coisas em que pensar.

Tinha que convidar a Weasley para a festa, e em seguida tinha que a fazer com que ela o visse com outra de modo à ruiva acabar com aquele jogo idiota que o fazia sentir coisas imbecis e sonhar com cenas parvas.

É…tinha mesmo que ser. Não aguentava mais estar com ela, e certamente não queria passar o fim-de-semana com ela na Toca. Que se danasse se o Potter o ganhasse naquela idiotice. Ele não queria mais participar.

Certo?

….

Estava acordado há vários minutos olhando para a parede do quarto. Não conseguia esquecer o facto de Luna não ter aparecido no corujal na noite anterior. Não conseguia perceber porque é que ela não aparecera.

Suspirou, olhando para as horas. Era quase horas do café da manhã, o que fez o negro levantar-se e começar a arranjar-se, decidido a não encontrar Luna naquela manhã. Estava incrivelmente zangado, e não queria ser injusto com ela, não ainda. Precisava de um tempo para se acalmar, talvez depois de almoço.

Sim! Depois de almoço parecia-lhe bem. Pegou num papel e rabiscou uma pequena nota, sorrindo.

….

Estava sentada na mesa dos Ravenclaw quando uma coruja da escola lhe entregou um pequeno papel.

Às 3 da tarde no segundo andar, na antiga sala dos troféus.

Aparece.

B.Z

Sorriu, voltando-se para a mesa dos Slytherin e encontrando facilmente o olhar do rapaz em si. Acenou afirmativamente fazendo com que ele sorrisse.

Mal podia esperar para estar novamente com ele.

Encontrou-a a vaguear pelo corredor, o que estranhamente era cada vez mais normal. Era como se ele soubesse os hábitos dela, por onde ela andava. Ficou a vê-la durante os segundos, permitindo-se apreciar o cabelo vermelho que antes tanto odiava e que agora infelizmente já não!

Caminhou até ela e em seguida passou com uma mão pela cintura dela e com a outra tapou a boca da ruiva impedindo-a de gritar.

"-Sou eu Ginevra." – Murmurou ele ao ouvido dela, sentindo-a relaxar contra o seu peito. Sorriu, beijando o pescoço dela fazendo-a tremer. – "Tenho uma surpresa para ti."

Soltou-a o que a fez olhar para o loiro com cara de espanto.

"-Que foi?"

"-Uma surpresa para mim?" – indagou.

"-Claro. Afinal eu quero ser o namorado mais surpreendente de todos." – Respondeu a fez suspirar.

"-Ah! Isso." – Murmurou levemente triste. A surpresa era por causa do jogo, não era apenas porque ele realmente lhe queria fazer uma surpresa. E ela não devia de se sentir triste com isso.

O loiro revirou os olhos o que a fez sorrir.

"-Porque é que sorris feita parva?"

"-Há muito tempo que não reviravas os olhos. Tenho que admitir que tinha uma certa saudade."

"-Pensava que odiavas." – Disse ele segurando-a pelo cotovelo e encaminhando-se até ao local onde ela sabia que ficava a sala precisa.

"-Bem….admito que te dá um certo charme."

Ele riu levemente, antes de parar em frente da porta que acabara de aparecer.

"-Pronta para a surpresa?"

"-Hum….sim."

"-Já agora…." – Sussurrou ele abrindo a porta fazendo-a ficar a olhar lá para dentro embasbacada. – "Vais querer ir comigo a uma festa nas masmorras hoje à noite?"

"-Por isso a surpresa?" – indagou ela sem conseguir tirar os olhos da sala.

"-Valeu de algo?"

Ela riu, entrando na sala e em seguida chamando-o.

Assim que Draco fechou a porta sentiu uma mão húmida na sua face.

Maldito chocolate derretido! Porque é que ele lhe mostrara uma sala cheia de doces? E porque é que ela acabara de o sujar? Pior….porque é que ela ria feita louca?

"-És louca não é?" – indagou passando com os dedos na própria face retirando chocolate derretido.

"-Ora, é para ver se ficas mais docinho."

O loiro fixou o olhar no dela e em seguida sorriu, segurando nos pulsos dela puxando-a para si. Reparou quando ela abriu os olhos espantada e em seguida beijou-a.

Enquanto a beijava tentava agarrar algo de cima da mesa. Sua mão fechou-se sobre qualquer coisa que ele não sabia o que era, mas não importava, agarrou-a e em seguida afastou-se da Weasley.

"-Mas…." – Começou ela antes de sentir algo frio na cabeça. Olhou para cima apenas para ver que era açúcar derretido que ele lhe deitava. – Malfoy!"

"-Ora, tu é que começaste." – Disse divertido, fugindo das gomas que ela lhe atirava.

Segundos depois os dois corriam pela sala, agarrando em inúmeros doces, e atirando-os um ao outro. Era uma cena realmente parva, e ambos sabiam disso mas estranhamente isso pouco importava. Ou não importava nada mesmo.

Era uma guerra de doces. E na verdade, era divertida.

Parou de correr, fazendo com que ela chocasse contra si. Sorriu, antes de a empurrar o que fez com que ela caísse no chão.

"-Seu imbecil." – Resmungou, antes de Draco se baixar em frente dela.

"-Então ruiva? Vais comigo à festa?"

Ela encarou-o e Draco sorriu. A face dela estava cheia de açúcar e de bocados de doces e até de bolos. Ela estava estranhamente gira.

"-Queres que eu vá?"

"-Porque é que achas que eu te estou a convidar?"

Ela sorriu, passando com o dedo no nariz dela, ficando com chocolate no dedo. Em seguida aproximou-se dela e passou o dedo nos lábios dele.

"-Eu vou." – Respondeu simplesmente antes de o beijar.

Draco passou com os dois braço pelo pescoço da ruiva e instantes depois encontravam-se os dois no chão, beijando-se.

Caminhava pelo longo corredor, tinha uma aula para ir mas estava claramente atrasado. Atrasado porque pensava numa maneira de contar a Pansy o que sentia por ela.

Será que lhe devia de dizer? Quer dizer, poderia ela sentir o mesmo? Ou pelo menos, aceitar o sentimento dele?

Suspirou, parando de andar. Fechou os olhos no corredor completamente vazio. Ficou assim uns segundos, relembrando a sensação que tivera quando a beijara.

E foi então que sentiu os lábios dela contra os seus e os braços dela enrolarem-se no seu pescoço. Abriu os olhos só para se certificar que era verdade, e apertou-a contra si assim que teve a certeza de que não estava a sonhar acordado.

Talvez ela sentisse o mesmo por ele. Afinal, ela é que o estava a beijar.

E esse pensamento só fez Harry apertar mais o abraço, chegando a morena o mais possível para si.

….

Estava parada na sala onde ele havia combinado com ela. Estava ansiosa por voltar a vê-lo. Queria tanto voltar a sentir-se bem nos braços dele, ser beijada por ele, suspirar por ele.

Riu sozinha. Já tinha admitido a si própria que gostava do negro e isso fazia sentir-se feliz. Tomara que a Pansy e a Ginny também admitissem que gostavam do Harry e do Draco, respectivamente.

Se elas admitissem tal coisa sentir-se-iam muito melhor, e claro, podiam acabar com aquele jogo estúpido de uma vez por todas.

Olhou para o relógio. Ainda faltavam 15 minutos para a hora marcada, mas ela já começava a estar ansiosa.

….

"-Blaise." – Chamou Draco descendo as escadas do dormitório.

"Sim?" – indagou enquanto ajeitava a gravata. Dentro de minutos ia estar com a sua Luna, e ela poderia explicar-lhe porque não fora ter com ele. É claro que ela tinha uma boa explicação para tal facto.

"-Podes vir ali ao meu quarto ver uma coisa?"

"-Agora Malfoy? É que eu estou com pressa."

"-Só quero que proves algo que fiz para a Ginevra."

O negro fez primeiro uma cara de espanto, mas depois abanou a cabeça e seguido o loiro até ao seu quarto.

"-Tu fizeste uma coisa para a tua namorada?" – indagou ele fechando a porta do quarto do loiro.

"-Sim. É só um batido de morango. Ela gosta muito de morangos. Mas gostava que provasses primeiro."

"-Como raio fizeste um batido de morango no teu quarto?" – indagou Zabini olhando para o copo com um líquido avermelhado que o loiro lhe oferecia.

"-Ora. Pedi aos elfos todo o material, e bem, usei magia." – Respondeu, sorrindo abertamente em seguida.

Se Blaise tivesse reparado bem na cena tinha visto que o sorriso de Draco era tudo menos normal nele, mas naquele momento ele não queria saber. Só queria beber o sumo, fazer a vontade ao amigo e assim ir embora. Ir ter com a Luna.

Pegou no copo e bebeu o líquido todo de uma golada só.

"-Está mui...muito bom." – disse por entre um enorme bocejo.

"-A sério?"

"-Hum…hum….Draco. Muito….bom….mesmo." – respondeu bocejando no intervalo de cada palavra.

"-Parece que estás com sono." – Constatou o loiro alegremente, antes de ver o amigo cair adormecido no chão.

Riu divertido, apontou-lhe a varinha e levou o moreno até ao quarto dele, deitando-o na cama que lhe pertencia, através de magia.

Plano perfeitamente executado.

No dia antes Blaise ficara claramente irritado com a Lovegood, e naquele momento, naquele dia, quem iria ficar claramente chateada seria a Lovegood quando o seu namorado não aparecesse à hora combinada, no local combinado, por ele.

Blaise dormiria a tarde e a noite toda. Afinal sua poção do sono era claramente forte e duradoura.

….

Estavam sentados, frente a frente, na enorme sala precisa, apenas olhando um para o outro. Era meio da tarde e não sabiam há quanto tempo estavam ali. Possivelmente muito. Afinal, tinham faltado a todas as aulas e nem haviam ido almoçar.

A ideia era conversarem sobre o que se passava com ele, mas nenhum deles conseguira dizer algo, então apenas estavam ali, sentados a olhar para o outro há horas.

"-Então…" – murmurou ele tentando combater o silêncio que se instalara.

"-Pois….então…."

"-Nós viemos para conversar."

"-Eu nunca fui muito boa nisso, Harry."

"-Ah, tá bem." – Disse ele começando a rir.

Pansy acabou por rir com ele também.

"-Talvez a gente não deva conversar." – Disse ela quando o riso dele começou a cessar.

"-Tu és mesmo diferente das outras. Todas elas querem sempre conversar."

"-Eu prefiro não….acredita. porque não continuamos como estamos, e pronto."

"-E…como estamos, mesmo?"

"-Na verdade não sei. Mas que importa?"

Ambos sabiam que importava e muito, mas nenhum deles queria admitir.

Então, não conversaram. Apenas se aproximaram um do outro e se beijaram, uma e outra vez.

Para quê estragar o que estava tão bom?

….

Estava claramente desiludida. Ele não tinha aparecido. Ele tinha-a deixado plantada à espera dele durante horas, no local em que ele combinara para quê? Não aparecer?

Sentiu as lágrimas aproximarem-se dos olhos e a vontade de chorar foi maior do que a força para a reter.

Deixou-se cair até ao chão, ali, por de trás de uma estátua, num corredor parcialmente vazio. Ninguém a veria.

Sentia-se incrivelmente mal. Como ele podia ter feito uma coisa daquelas com ela?

Melhor, porque o fizera?

Ele parecia gostar dela, será que era tudo mentira? Poderia ela estar tão enganada em relação a ele? Poderia ele ser só e apenas um Slytherin idiota que apenas quis brincar com ela?

Deixou-se ficar ali, sentada no chão gelado, sentindo as lágrimas escorrerem pela sua face e seus soluços morrerem na garganta.

Ele tinha-a magoado mais do que outra pessoa antes.

Tinha-a magoado muito.

….

Tinha acabado de jantar a algum tempo e estava preocupada por duas razões.

Uma delas, foi o facto de Luna, Blaise, Harry e Pansy não terem comparecido à refeição. Na verdade, sabia que Harry e Pansy não tinham sido vistos o dia todo, e ela não sabia até que ponto aquilo era bom. E Luna, bem sabia que a amiga se tinha ido encontrar com o Blaise depois de almoço mas não sabia mais nada.

O outro motivo para estar preocupada era o facto de ir com Draco a uma festa nas masmorras. E tinha a certeza que aquilo a preocupava mais que qualquer outra razão.

Pior. Estava nervosíssima.

Olhou-se mais uma vez ao espelho. Estaria bem?

Tinha uma camisa sem mangas, e umas calças negras. Seria o suficiente?

Afinal ela nunca tinha ido a uma festa nas masmorras, e muito menos como namorada de Draco Malfoy.

Tremeu ao pensar nisso. Tremeu, pois lembrou-se da guerra de doces que tinha tido com ele naquele dia, e da maneira como ele a beijou vezes sem conta.

Mas pior que os beijos dele era mesmo a sensação que ela tinha quando estava com ele. Aquela sensação de querer sempre mais, de não querer que ele parasse. De querer ser toda e só dele.

Aquele pensamento certamente que a assustava.

….

Estavam rodeados dos mais variados tipos de doces. não haviam comido mais nada naquele dia para alem do pequeno almoço e dos inúmeros doces.

Talvez fosse o excesso de açúcar no sangue que os deixasse naquele estado, juntinhos, beijando-se sem parar. E certamente tudo o que iria acontecer naquela noite entre os dois seria por causa do excesso de açúcar no sangue, e não por estarem apaixonados um pelo outro.

Pelo menos era o que Pansy iria pensar.

Esperava por Ginevra e estava com um certo receio que ela não aparecesse. Mas, ela não lhe iria fazer isso, afinal disse que viria. Sorriu, lembrando-se dos beijos e das leves carícias que haviam compartilhado naquele dia. É, ela não iria faltar.

Mal acabou de ter este pensamento viu-a a aproximar-se de si. Gostou especialmente da camisa que ela usava.

"-Estou muito atrasada?"

"-Não." – Respondeu levemente. Naquele momento parecia-lhe cada vez mais complicado seguir com o seu plano de beijar outra para ela acabar tudo consigo. Mas ainda não tinha desistido.

Instantes depois entravam na sala barulhenta onde decorria a festa e Ginny soube. Aquela noite iria ser inesquecível, só não sabia bem de que maneira.

Mal ela imaginava o que iria acontecer.

….

"-Estranho." – Murmurou sendo envolvida pelos braços do moreno.

"-O quê?"

"-Muitas coisas. Uma delas, nós. Mas a outra, o facto de eu estar cheia de sono."

"-Talvez seja melhor irmos, e assim vais dormir."

"-Outra coisa estranha, eu não quero sair de ao pé de ti."

"-Então….ficamos. Dormimos aqui. Os dois."

"-Outra ideia estranha. Mas não imaginas como me agrada."

Harry riu, deitando-se em cima das inúmeras almofadas que apareceram ao pé deles, mal os doces desapareceram e em seguida ajeitou-a no seu corpo.

Pansy engoliu em seco, sentindo-se tão perto dele. Tão bem, perto dele.

Queria mais, muito mais do que tinha acontecido até ai, mas não tinha coragem para lhe demonstrar isso. E ai estava mais uma coisa estranha, pois a ultima coisa que Pansy Parkinson era, era tímida com os rapazes. Mas quando o rapaz em causa era Harry Potter parecia que as coisas mudavam de figura.

Aninhou-se no peito dele, e segundos depois adormecia, sentindo os carinhos dele no seu ventre.

….

Deixou-se cair sobre a cama feita. Estava desfeita em mil pedaços. Tinha chorado durante imenso tempo e depois tinha vagueado pelos jardins de Hogwarts durante horas.

Naquele momento a única coisa que Luna queria era dormir durante um dia inteiro. Talvez assim esquecesse a dor que ele lhe causara.

….

Estava naquela festa há quase uma hora, já tinha visto todas as jovens que ali estavam e a verdade era que não conseguia imaginar-se a beijar nenhuma sem ser a ruiva que tinha perto de si.

Sentiu o coração gelar nas veias ao ver um idiota qualquer assobiar para a sua ruiva.

"-Hei, ela está comigo." – Resmungou, passando o braço pelo quadril da ruiva, chegando-a para si, reparando que ela bebia algo. – "O que bebes?"

"-Não sei exactamente, mas é muito bom."

"-Hei, um para mim, igual ao dela." – Disse olhando para o rapaz que estava encarregue da bebidas. – "Agora nós, tendo em conta que estamos aqui há uma hora e ainda não aproveitamos nada."

"-Mas…há algo para aproveitar?" – perguntou ela com falsa ingenuidade.

Ele não se deu ao trabalho de responder, apenas a beijou.

Duas ou três horas depois a festa já tinha dado tudo o que tinha a dar, eles tinham bebido demais, mas nenhum deles queria deixar de aproveitar a noite que lhes restava.

"-Isto está quase vazio." – Disse ele rindo, enquanto lhe beijava o pescoço. – "Vamos para um local mais reservado?"

"-Como por exemplo, o teu quarto?"

"-Bela ideia ruiva."

Ela riu, sendo puxada pela mão dele.

A verdade é que Draco já não se lembrava porque é que a levara à festa, e Ginny não se lembrava que tudo aquilo começara por causa de um jogo.

Ela ria divertida, bem, na verdade não conseguia parar de rir porque estava bêbada. Estava completamente bêbada, e pela primeira vez na sua vida.

Encostou-se à parede rindo, enquanto olhava o loiro que tentava abrir a porta, rindo também. Era uma imagem realmente estranha. Draco Malfoy e Ginevra Weasley rindo como loucos, porque estavam bêbados.

Quando finalmente conseguiu abrir a porta ele pegou no pulso dela e puxou-a para dentro do seu quarto. Empurrou-a até à cama, e acabou caindo em seguida ao lado dela.

O olhar dela fixou o dele, o que o fez sorrir antes de se erguer levemente e a beijar.

Era um beijo simplesmente estranho. Primeiro porque a cabeça de ambos doía e andava à roda, segundo porque o beijo sabia a bebidas alcoólicas, e terceiro porque eles continuavam com vontade de rir.

Ginny sentiu as mãos dele pousarem na sua cintura, enquanto se continuavam a beijar. Não sabia o que estava a fazer, possivelmente era errado, ela não conseguia pensar sobre isso. Só sabia que senti-lo deitado sobre si, era uma sensação bem melhor do que alguma vez imaginara.

Tacteou o peito dele, encontrando os botões da camisa, e acabando por os puxar, arrancando-os.

Draco riu, tirando a sua própria camisa, e em seguida levantando-se, tirando também as calças. Viu quando ela trincou o lábio inferior e riu.

Voltou a deitar-se em cima dela, voltando a colar seus lábios aos dela. Começou a puxar a camisa dela para cima, tacteando em seguida a pele quente dela, fazendo-a arrepiar-se.

Seus lábios afastaram-se dos dela, apenas para se encostarem ao pescoço da ruiva. Depositava beijos nele, lentamente, ao mesmo tempo que lhe tirava a camisa totalmente.

Em seguida a tarefa foi mais complicada, pois tirar as calças a ela, enquanto sentia tudo a andar à roda era realmente difícil, mas com uma pequena ajuda dela ele conseguiu.

Quando se voltou a deitar sobre a ruiva, ele sentia algo estranho, mas naquele momento não era efeito da bebida. Assim como o facto de ela respirar aceleradamente, e se encontrar vermelha, nada provinha da bebida.

Acabou por lhe retirar o soutien, e em seguida seus lábios vaguearam pela pele dela, até alcançar os seios, o que provocou um sensação boa nela, fazendo-a gemer baixinho.

Os dedos de Draco passeavam pelas coxas dela, fazendo carinho, até que encontraram a única peça que ela tinha no corpo. Não tinha paciência para a tirar, na verdade ele sabia que não iria conseguir, e por isso puxou-a, rasgando-a em duas, o que fez com que ela risse.

Calou-a com um beijo. Um beijo, como nunca tinham dado, ainda. Um beijo cheio de sentimento que ambos negariam no momento. Um beijo desejado, sôfrego, intenso.

Sorriu contra os lábios dela ao sentir as mãos da ruiva no fundo das suas costas, puxando-lhe os boxers para baixo.

Quando a peça de roupa se encontrava perdida no chão como todas as outras, a ruiva olhou-o, e em seguida beijou o pescoço dele, o que fez com que ele tremesse.

Nunca tinha tremido por causa de uma jovem. Nunca na vida sentira tanta necessidade de unir seu corpo ao de alguém. Mas possivelmente isso era porque ele estava irremediavelmente bêbado, certo?

Pois, ele sabia que não. Sabia que sentia algo por ela, mas isso não importava. Só lhe importava que ela estava ali, debaixo de si, respirando pesadamente, e que ele iria unir-se a ela.

Sentiu as pernas dela enrolarem-se nas suas, o que fez com que ele se acomodasse mais no corpo da ruiva. Beijou-a exactamente no mesmo momento em que seu corpo se uniu ao dela, rapidamente.

Ela gemeu contra os lábios dele, mas ele não parou de a beijar. Começou a movimentar seu corpo rapidamente, obrigando a ruiva a mover-se ao mesmo ritmo que ele.

Observou quando ela fechou os olhos e gemeu mais alto, o que fez com que ele beijasse o pescoço dela, enquanto a acariciava.

Ginny estava completamente perdida naquela sensação tão maravilhosa que era fazer sexo com ele. Sentia o coração bater como nunca tinha acontecido. Mas não era só isso. Ela não queria que ele parasse, queria que ele se mantivesse assim, bem junto a ela, o mais junto e unido possível.

Sorriu, enrolando suas pernas à cintura dele, puxando-o mais para si, o que fez com que ambos gemessem.

Draco passou com ambos os braços por trás das costas dela, aninhando-a mais no seu peito, tornando o contacto dos corpos ainda mais intenso.

Sentiu a ruiva tremer nos seus braços e vincar-lhe as unhas nas costas, o que o fez perceber que ela tinha chegado ao seu limite, o que o fez beijá-la, de modo a silenciar o gemido alto dela, e por consequente o dele.

Suspirou em seguida, sentindo as mãos dela passearem pelas suas costas, enquanto que ele encostava a cabeça ao pescoço dela, ouvindo-a arfar.

Mantiveram-se em silêncio durante minutos, e Draco apenas se moveu quando sentiu seu corpo arrefecer. Deixou-se cair para ao lado dela, e em seguida ela aninhou-se no seu peito, mas ele não disse nada.

Primeiro porque continuava bêbado, mas ele sabia, lá no fundo, que mesmo que não estivesse bêbado não lhe diria nada. Era o único lugar onde a queria ver. Nos seus braços.

….

Abriu os olhos lentamente apenas para se certificar que se encontrava na sala precisa e que estava deitada em cima das inúmeras almofadas, e abraçada a Harry Potter.

Sorriu levemente, passando com a mão não face dele.

O moreno abriu os olhos assim que sentiu o toque dela.

"-Oi." – Murmurou ele sorrindo.

Pansy apenas o beijou. Tremeu quando ele a puxou mais para si, aninhando-a no seu corpo.

Sabia que tinha começado tudo por causa de um jogo, um jogo um tanto ou quando idiota, mas agora, agora não queria saber de mais nada.

Suas mãos percorreram a camisa dele, fazendo o moreno tremer.

"-Fica comigo o resto da noite." – Pediu ela baixinho, mal os seus lábios se afastaram dos dele.

Harry apenas a beijou, deitando-se em cima, ajeitando-a calmamente mantendo-a o mais confortável possível.

Aquela morena era incrivelmente importante para ele. Não queria deixá-la, nunca mais.

Beijou-a, sentindo os dedos dela na sua camisa, abrindo os botões. Ajudou-a a ver-se livre da camisa, e suspirou sentindo as unhas dela arranharem seu abdómen.

Sorriu quando viu que ela desapertava os botões da sua própria camisa, e não fez nada, apenas observou atentamente, ela a abrir os botões um a um.

Sentiu uma impressão de ansiedade no seu baixo-ventre quando vislumbrou o soutien dela, o que o fez engolir em seco. Reparou que a respiração dela havia acelerado drasticamente, e sorriu, beijando-a.

Pansy encontrava-se perdida por causa dos carinhos dele no seu ventre, no seu colo, mas especialmente por causa das carícias dele nos seus seios.

Foi com uma agilidade que ela não esperava que ele se livrou do soutien dela, encaminhando em seguida seus lábios pelo corpo dela fazendo com que ela gemesse.

Arqueou o corpo sentindo os beijos dele na zona do seu umbigo e fechou os olhos. Naquele momento não imaginava melhor sensação que aquela, a de estar completamente rendida aos carinhos dele.

Era estranho como ele a fazia tremer de prazer, nunca havia imaginado.

Quando deu por si, viu que ele se encontrava sem roupa nenhuma e que a única peça que ela mantinha no corpo era a saia do colégio, juntamente com a roupa interior.

Harry sorriu, alcançando a cintura dela, e em seguida abrindo-lhe a saia, retirando-a em seguida.

Pansy engoliu em seco imaginando a cena seguinte, mas ela não veio. Não como ela imaginou.

Harry voltou a beijar seus seios, mordendo-os primeiro levemente e em seguida com mais força, o que fazia com que ela gemesse enquanto segurava os cabelos negros dele e impulsionou o seu corpo de encontro ao do moreno, o que fez com que Harry sorrisse.

Elevou-se lentamente observando a morena que suspirava pesadamente debaixo de si, e viu-a tremer quando seus dedos tocaram o quadril dela procurando pelo tecido da única peça de roupa presente entre eles.

Retirou-a vagarosamente, fazendo a jovem fechar os olhos e suspirar levemente. Em seguida posicionou-se sobre ela beijando-lhe os lábios. Ouviu ela dizer contra os seus lábios:

"-Despacha-te."

"-Tem calma, eu não vou a lado algum." – Murmurou ele rindo.

Ela enrolou as pernas na cintura dele, puxou-o para si e voltou a impulsionar seu corpo contra o dele, fazendo com que ele a penetrasse.

Harry assustou-se por segundos, não esperava aquela reacção quase desesperada da parte dela, mas reagiu rapidamente quando ouviu o gemido de prazer que ela soltou mal ele se começou a movimentar.

Seu ritmo variou, primeiramente lento fazendo-a gemer baixo e fechar os olhos, em seguida rápido o que fez com que ela prendesse o ar durante segundos e por último um movimento bruto que fez com que ela arqueasse o corpo e gemesse alto. Apercebeu-se que ela sentia mais prazer daquela maneira, assim como ele, e por conseguinte passou ambos os braços pelo quadril dela, elevando-o e movimentou-se rápido e brutamente dela, fazendo-a revirar os olhos e gemer alto de prazer.

Há dias atrás não se imaginava naquele posição. Deitado sobre a morena que se encontrava claramente repleta de prazer por causa da maneira bruta que ele fazia sexo com ela.

Começou a gemer, acompanhando os gemidos dela, sentindo seu corpo tremer sobre o dela.

Pansy sentiu uma sensação agradável na espinha, no momento em que ele a puxou ainda mais para si e a penetrou fundo de uma só vez. Deixou o gemido alto sair e em seguida suas pernas soltaram o quadril dele e ela deixou-se cair sobre as almofadas, respirando fundo tamanho o prazer que sentira.

Harry percebera claramente que ela tinha atingindo o orgasmo, e sentiu o corpo dela prendê-lo fortemente, o que fez com que ele fosse praticamente incapaz de se mover sobre ela. Deixou-se cair sobre o corpo da morena, e moveu-se lentamente, ouvindo os gemidos baixos e demorados dela, enquanto ele sentia seu próprio corpo reagir.

Aproximou os lábios do ouvido dela e gemeu longamente sentindo o prazer alcançá-lo, quase se surpreendendo ao ouvi-la gemer também, indicando que não fora o único a alcançar tal prazer.

Ficou durante algum tempo deitado sobre ela, sentindo a mão dela passar na sua nuca húmida. Fechou os olhos e minutos depôs ouviu-a rir.

"-Que foi?" – indagou num murmúrio.

"-Foi perfeito. Estou feliz, só isso."

Ele sorriu beijando-a, deixando-se cair em seguida para o seu lado. O corpo dela aninhou-se ao seu e ele viu-a fechar os olhos.

"-Gosto de ti." – Disse ela simplesmente, fazendo com que ele a abraçasse mais.

Minutos depois ela dormia, e ele apenas a contemplava, sorrindo sozinho.

Acordou sentindo uma dor de cabeça enorme. Não conseguia abrir os olhos, doía-lhe demasiado a cabeça, e depois sentia-se tão bem, tão aconchegada.

Aconchegada? Porque é que ela estava aconchegada?

Virou-se e em seguida forçou-se a abrir os olhos, e assim que o fez deu um berro, sentando-se repentinamente na cama.

Draco assustou-se com o berro dela, e acabou por rolar na cama, caindo para o chão.

Naquele momento a cabeça de Ginny andava à roda, mas isso não importava, o que era estranho era aquilo tudo. Olhou para o chão vendo Draco sentando neste com cara de perdido, tão ou mais confuso que ela.

"-Veste-te Malfoy! Ou tapa-te ao menos." – Disse ela vermelha, quando percebeu que ele estava completamente nu.

Draco puxou o lençol e enrolou-o à cintura, olhando em seguida para a ruiva que estava em cima da sua cama.

"-Tu também estás…..?" – indagou apontando para ela.

Ginny corou, antes de levantar o lençol um pouco, constatando o que temia. Estava nua, como ele estava.

"-Ok! Porquê?" – perguntou ele sentando-se na ponta da cama, bem longe dela.

Olharam um para o outro e em seguida lembraram-se. Os beijos, os carinhos, os gemidos, a sensação, o prazer. Especialmente o prazer.

"-AH!" – gritaram os dois ao mesmo tempo. –"Nós dormimos juntos." – Disseram em seguida.

Mantiveram-se calados durante imenso tempo, cada um sentado num dos lados da cama.

"-Hum…" – murmurou ele quebrando o silêncio constrangedor que se instalara. – "Lembraste de tudo?"

"-Vagamente."

"-Não era para ter acontecido."

"-A quem o dizes." – Murmurou ela concordando.

"-Mas…hum…bem….quem teve a culpa?"

"-Acho que os dois. Quer dizer, não me recordo bem como vim parar ao teu quarto, só me lembro do que aconteceu."

Ele riu, deixando-se cair para cima da cama.

"-Isto fazia parte do jogo?"

"-Não. Quer dizer, acho que não."

Draco elevou-se, olhando-a. Encaminhou-se até ela e em seguida beijou-a.

"-Estranhamente não me arrependo."

"-Amanhã vamos para a Toca."

Ele desviou-se dela lembrando-se desse pequeno pormenor.

"-Agora já me lembro porque queria beijar outra esta noite, para tu acabares comigo."

"-Como?" – indagou ela sentindo o coração bater no peito. Ele queria ver-se livre dela?

"-Hã…não importa, não deu muito resultado."

"-Tu querias que eu acabasse contigo? Porque não acabas tu comigo?"

"-Porque assim eu perderia o jogo."

"-Trair-me numa festa não é uma maneira de ser um namorado muito carinhoso." – Comentou ela levantando-se da cama, enrolada no lençol e começando a apanhar as suas roupas que se encontravam espalhadas no chão.

"-Pois não."

Draco viu-a erguer-se, segurando todas as peças de roupa que ela vestia na festa, e em seguida reparou como ela o olhava irritada.

Suspirou levantando-se.

"-Tapa-te." – Disse ela vendo que ele deixara o lençol cair ao chão.

"-Cala-te." – Resmungou ele pousando as mãos nos ombros dela e empurrando-a rapidamente até à parede próxima.

"-Mas…o que ….Pára…"

"-Não." – Disse simplesmente passando os braços pela cintura dela, elevando-a, obrigando-a a enlaçar as pernas na sua cintura.

"-O efeito da bebida passou."

"-E depois Ginevra? E depois ruiva?"

Ela sentiu o coração falhar uma batida no momento em que ele prensou seu corpo contra o dela e o beijou.

O beijo foi tornando-se cada vez mais ansioso, mas Ginny espalmou as mãos contra o peito dele quando sentiu os lábios dele na curvatura do seu pescoço.

"-Pára." – Pediu ela, fechando os olhos. Draco fez de conta que não a ouviu.

"-Eu disse, para parares." – Gritou, empurrando-o.

Draco afastou-se dela, visivelmente irritado, e apenas viu a ruiva correr até à sua casa de banho e fechar-se lá dentro.

Sentia-se frustrado. Como assim, ela havia-o negado? Como ela se atrevera?

Irritado, procurou por uma roupa lavada e vestiu-se rapidamente, sentindo a cólera apoderar-se de si. Desejava tê-la novamente. Era insano, ele sabia isso muito bem, mas queria-a. Como nunca quisera nenhuma outra antes.

Quando a ruiva saiu da casa de banho estava completamente vestida, e ficou aliviada ao ver que ele estava sentado na cama, também completamente vestido.

"-Vou indo."

"-Claro que sim. Já tiveste o que querias."

"-Eu estava bêbada, seu estúpido."

"-Já ouvi desculpas melhores." – Resmungou ele sem a olhar.

"-Amanhã temos que ir para a Toca. A não ser que desistas de uma vez por todas disto."

"-Nem penses Weasley. Eu não vou desistir. Concordei, e vou levar isto até ao fim. E vou ganhar."

"-Não contava muito com isso, se fosse a ti."

"-Ora, eu fui extremamente carinhoso contigo. E teria sido novamente esta manhã se tu não me tivesses empurrado."

Viu quando ela corou e suspirou fundo.

"-Até amanhã Malfoy."

"-Pois sim." – Disse ele entre dentes antes de a ver sair do quarto.

Maldita Weasley!

Saiu do quarto de Draco sentindo o coração bater forte no peito. Fechou os olhos e suspirou fundo, tentando acalmar-se. O que fora fazer? Dormira com ele? Pior, gostara de ter dormido, e queria repetir.

Abanou a cabeça. Não podia ter feito nada pior que aquilo.

Como poderia agora esquecê-lo? Já lhe era difícil antes, mas agora, sabia que era ainda mais difícil.

Sabia que gostava dele. Tinha a certeza disso.

E isso era assustador

"-Que vou fazer? Como vou sair desta embrulhada?" – indagou-se, enquanto caminhava pelos corredores vazios até à sala dos Gryffindores.

Fim do capítulo 8

Continua …

N/A: Espero que em breve, quem sabe. Espero que tenham gostado, e reviews são bem vindas, apesar de saber que não mereço.