Rating: R para linguagem, mas só linguagem mesmo! hehehe

Agradecimentos: Ju querida obrigada por me aguentar até tarde com isso! Vc é a melhor! Nani brigada minha beta favorita! Meninas da comunidade de fics que estavam lendo, muito obrigada pelos comentários, adoro vocês!


Aconteceu naquela noite - Capítulo 2


Casa de House

Naquela noite, House também não conseguia dormir. Ele se revirou durante algum tempo na cama, até decidir trocar de roupa e sair. A preocupação com Cuddy era muito grande e ele precisava se certificar de que ela estaria bem. Pegou a moto, colocou o capacete e partiu em direção à casa dela.

Casa de Cuddy

Estava tudo escuro e calmo, ela provavelmente estaria dormindo ou não havia ninguém em casa. House seguiu para o quarto de Cuddy, bateu na janela, e não obteve resposta. Um frio começou a percorrer sua espinha, onde estaria Cuddy àquela hora da noite? A possibilidade dela ter tido um encontro o deixou ainda mais nervoso, mas ele a conhecia com a palma da mão e provavelmente ela teria ficado no hospital trabalhando até tarde. Para não ser tomado pela dúvida, House decidiu verificar onde ela estava.

Princeton Hospital

-Alguém... me ajude! Gritava Cuddy, quase sem forças.

A fumaça estava deixando-a sem conseguir respirar. Ela ainda continuou a bater na porta antes ouvir uma voz do outro lado da mesma.

- Doutora Cuddy, se afaste da porta! Eu vou arrombá-la! Avisou o homem.

E ela o fez, tentando não se aproximar muito do fogo. A porta foi arrombada aos chutes, e um heróico homem se aproximou de Cuddy, a tempo de evitar que ela caísse no chão ao perder a consciência. Ele a segurou nos braços, tirando-a do fogo e a levando para fora do hospital.

- Doutora Cuddy, você está bem? Perguntou ele.

Ela tentou focalizar o rosto do homem a sua frente e depois de muita insistência conseguiu pronunciar algumas palavras.

- Obrigada...quem é você? Questiona ela.

- Meu nome é Lucas Douglas. Responde ele.

E Cuddy perde a consciência novamente.

Nesse instante os bombeiros se aproximavam do local para conter o fogo. E Lucas segurou Cuddy nos braços e a levou para o outro lado do hospital, onde deveria ser examinada.

- Por favor, ela estava no meio do fogo, alguém ajude...Pediu Lucas.

Gregory House entrou no hospital para ver sua chefe desmaiada nos braços de Lucas. Ele nem sequer ouviu o que ele havia dito, partiu para cima do detetive sem pestanejar.

- O que você fez com ela?! Perguntou ele se aproximando para tomar Cuddy nos braços.

- Eu a salvei! Exclama Lucas.

House a pegou nos braços e percebeu que Cuddy estava coberta por fuligem e com algumas queimaduras por todo o corpo. O temor pela vida dela tomou conta do médico, ele tinha que fazer alguma coisa para ajudá-la, nada mais importava naquele momento. Passou os dedos suavemente sobre o rosto de Cuddy, como que para avisá-la de que agora tudo ficaria bem, ele estava ali.

- Doutor House, ela vai ficar bem? Perguntou Lucas, preocupado.

E o médico não ouviu uma palavra do que Lucas dizia. Ele partiu com Cuddy nos braços, mancando pelo hospital, até colocá-la no quarto.

Alguns minutos depois, Cameron, que estava de plantão no PS, chegou para ver a situação de Cuddy.

- Eu soube que ela ficou presa no incêndio. Diz Cameron, assustada.

- Ela está desacordada, tem queimaduras de primeiro e segundo grau nos braços, rosto e pernas...Contou House.

Antes que ele pudesse terminar de examiná-la, Cuddy começou a tossir, recobrando a consciência. A primeira pessoa que seus olhos viram, foi ele.

- House? Disse Cuddy.

O rosto do médico estava a apenas alguns centímetros do seu.Ele esboçou o sorriso na face habitualmente carrancuda, aliviado por ela estar bem.

- Não fale, você precisa descansar...Avisa House.

- E desde quando você se importa? Pergunta ela, curiosa.

- Desde que, se acontecer alguma coisa com você, eu vou precisar puxar o saco de um novo chefe para continuar no emprego...e como eu não sou do tipo que adora puxar o saco das pessoas...

-Cale a boca, House! Exclama ela, tossindo.

- Bem, essa é você! Acho que o incêndio não deve ter queimado muitos dos seus neurônios . Diz House em seu tom sarcástico.

-Um homem me salvou...onde ele está? Pergunta Cuddy, procurando-o pelo quarto.

- Ele está esperando por notícias suas lá fora, quer que eu o chame? Pergunta Cameron.

Cuddy acena afirmativamente com a cabeça e enquanto Cameron ia buscar Lucas, House não conseguia esconder a insatisfação. Ele desabotoou a blusa de Cuddy, para procurar mais queimaduras, e quando suas mãos tocaram a pele da médica, ela estremeceu.

- House! Exclamou ela.

- Que foi, isso doeu? Perguntou ele, preocupado.

- Um pouco...respondeu Cuddy, envergonhada pela maneira que eu corpo respondia ao simples toque das mãos dele.

Quando Lucas entrou no quarto, House ainda estava examinando Cuddy, procurando por mais lesões, e ao vê-lo se aproximar começou a fechar todos os botões da blusa da médica, rapidamente, para se certificar de que o detetive não tivesse nenhuma visão do corpo da endocrinologista.

- Doutora Cuddy? Diz Lucas, ao se aproximar da cama.

- Foi você em me salvou...não sei como agradecer...Obrigada.Diz Cuddy estendendo a mão a Lucas.

O detetive retribuiu o aperto de mão, e segurou a mão de Cuddy por um tempo maior do que o necessário. House percebeu esse fato, já que, ao fundo do quarto, olhava fixamente para as mãos de ambos.

- Você não precisa me agradecer, apenas, fique bem. Responde o detetive.

E Lucas segura novamente nas mãos de Cuddy, mas dessa vez House decide intervir.

- Ela precisa descansar, chega de visitas por hoje. Avisa ele, com voz de poucos amigos.

Cuddy vira-se para House, lançando-lhe um olhar de reprovação.

- Eu preciso mesmo ir para casa, amanhã eu volto para saber de você. Diz Lucas, beijando o dorso da mão de Cuddy.

- Novamente, muito obrigada. Agradece Cuddy.

- Até amanhã. Responde Lucas, seguindo em direção à porta.

Mas antes que o detetive deixasse o quarto, Cuddy se lembrou de perguntar uma coisa.

-Lucas...Chamou ela.

O detetive se virou para ela, curioso.

- Quando eu estava presa no incêndio...você me chamou de Doutora Cuddy, de onde nos conhecemos? Questiona ela.

House e Lucas trocaram olhares nesse momento, preocupados com a verdadeira resposta.

- Amanhã vocês conversam sobre isso, agora você precisa descansar Cuddy, ordens médicas. Diz o infectologista.

Lucas aproveita a oportunidade para deixar o quarto, sem dar uma resposta plausível a Cuddy.

- E desde quando você é meu médico? Questiona ela, mal humorada.

- Desde hoje...vá tomar um banho e descanse. Ordena House.

- Eu estou bem, quero ir para casa. Diz Cuddy.

- Você precisa ficar em observação.Fala o infectologista.

- O que eu realmente preciso, é ir para casa, tomar um bom banho e descansar, por favor House...Pede Cuddy, tentando conter as lágrimas.

Ela era uma mulher forte, mesmo diante da situação de terror que havia enfrentado, Lisa Cuddy evitava demonstrar fraqueza. Diante da insistência dela, House a levou para casa naquela noite, para se certificar de que ela ficaria bem.

Casa de Cuddy

Ela abriu a porta e virou-se para House.

- Pronto, estou entregue, obrigada House. Agradece Cuddy.

- É isso? Depois de todo o trabalho que tive você não vai nem me convidar para entrar?

Na verdade Cuddy não queria ficar sozinha naquela noite, ainda estava assustada e amedrontada depois de tudo o que havia acontecido, mas ela sabia que House não era a companhia adequada para ela.

- Não acho que seja uma boa idéia House, já está tarde. Avisa ela.

- A noite é uma criança...Brinca ele, maliciosamente.

Ela sorri discretamente e decide permitir que ele entrasse em sua casa. Afinal, ela precisava de alguém naquele momento, e House estava disponível.

- Vou tomar um banho, sinta-se em...casa. Disse ela, não acreditando no que estava vendo.

House já havia tirado o tênis e se jogado no sofá. Ele colocou as duas mãos atrás da cabeça e encarou Cuddy.

- Eu estou em casa! Exclamou ele, com ironia.

Cuddy seguiu em direção ao banheiro, enquanto House mudava os canais da TV na sala, procurando alguma coisa interessante.

- Ei Cuddy, você não assina Playboy TV? Gritou ele.

Ela já estava se despindo no banheiro quando ele começou a falar. Isso era tão típico dele, pensou Cuddy.

- Ao contrário de você eu não preciso de pornografia para me satisfazer, House! Gritou ela, do banheiro.

- Eu sabia! Você tem outros "brinquedinhos", não é mesmo? Posso saber onde você esconde o vibrador? Questionou ele, sarcasticamente.

Ela já estava nua e deitada na banheira que enchia rapidamente. A água quente escorria sobre seu corpo, relaxando cada músculo enrijecido. Cuddy começou a se esfregar com a esponja, tentando lavar não apenas seu corpo, mas também o medo e a tensão que sentia. Cuddy acabou fechando os olhos e caiu no sono ali mesmo. Ela não saberia dizer quanto tempo ficou adormecida, mas acabou acordando quando percebeu que a porta do banheiro estava sendo arrombada.

- House! Gritou ela, enquanto procurava uma toalha para cobrir sua nudez.

- Eu te chamei várias vezes...você não respondeu, pensei que tivesse acontecido alguma coisa! Explicou ele.

House não conseguia tirar os olhos do corpo de Cuddy. House entregou a toalha a ela, suas mãos se encontraram, e demorou alguns segundos até que ela conseguisse se cobrir com a toalha, permitindo que ele visse cada centímetro dela, com os cabelos molhados escorrendo sobre seus ombros. Ela foi capaz de ficar ainda mais sensual e House não conseguia esconder o impacto que a cena teve sobre ele. Virou-se de costas para ela e deixou o banheiro. Aquela provavelmente seria uma longa noite, ao menos para Gregory House.

- Eu acho que vou para casa, Cuddy. Avisa ele.

Ela estava enrolada apenas numa toalha e o seguiu em direção ao corredor.

- House, por favor, fique. Pede ela, com tristeza no olhar.

E o médico evitou a todo custo encará-la usando apenas aquela toalha, mas não era possível se conter. Seus olhos se encontraram, e Cuddy percebeu que os azuis dos olhos de House estavam ainda mais brilhantes.

- Eu não quero ficar sozinha . Diz ela.

Para uma mulher como Cuddy, era muito difícil admitir que não queria ficar sozinha, ainda mais para House, mas ela não conseguia evitar.

- Ok. Eu fico. Afirma ele.

Então Cuddy se trocou e ajeitou o sofá com uma manta e um travesseiro para que ele passasse a noite ali. Ela foi se deitar na cama, o cansaço tomou conta de seu corpo e ela não demorou a adormecer. Entretanto, House não conseguia se ajeitar no sofá, sua perna doía e ele não conseguia dormir, a imagem de Cuddy nua a sua frente e vestindo apenas aquela toalha o estava perturbando. Ele virou várias pílulas de vicodin desesperadamente na boca, tentando se acalmar. Passado algum tempo, ele também caiu no sono.

O silêncio foi quebrado quando Cuddy ouviu um barulho na sala, que acabou atrapalhando seu sono. Assustada, ela se levantou e seguiu em direção à sala, para encontrar House caído no chão e passando uma das mãos sobre a perna dolorida.

- Eu estava sonhando...Explica-se ele.

Ela sorri diante da cena.

- Parece que era um sonho bastante...movimentado, para te derrubar do sofá desse jeito. Brinca ela, com um sorriso nos lábios.

-Você ri porque não é com você. O seu sofá é muito pequeno! E tem uma cama enorme lá, só para você!Exclama ele, tentando se levantar do chão.

- Tudo bem, House. Você pode dormir na cama...mas não se atreva a fazer nada, caso você não saiba eu guardo uma arma embaixo do travesseiro.Avisa ela.

- E você quer saber onde eu guardo a minha arma? Pergunta ele, maliciosamente.

- Estou falando sério, House.

- Eu também. Responde ele.

Ela o ajuda a se levantar, pega o travesseiro e os dois seguem para o quarto. House se joga na cama, e bate no colchão ao seu lado, chamando Cuddy.

- Venha logo para a cama, mulher! Exclama ele.

- Eu não sou sua "mulher", House! Sou sua chefe! Lembre-se sempre disso...Avisa Cuddy.

- Então eu estou na cama com minha chefe...isso é anti-ético, não é? Indaga ele.

- E desde quando você se importa com ética, House? Apenas durma, ok. Ordena Cuddy, deitando-se de costas para ele na cama.

- Como você acha que as pessoas vão reagir quando souberem que nós dividimos a mesma cama? De novo... Continua ele, empolgado.

- As pessoas não precisam saber...cale a boca e durma, House! Exclama Cuddy, fechando os olhos.

Ele vira-se de costas para ela e fecha os olhos, tentando dormir. Passados alguns minutos, Cuddy vira-se para ele, perguntando:

- House, você está acordado?

- Nem se eu estivesse...você me acordou! Resmunga ele.

- Posso te perguntar uma coisa? Pergunta ela.

- Não! Cale a boca e durma, mulher! Ordena ele.

Mas ela decide continuar com a pergunta.

- Se eu tivesse morrido esta noite, naquele incêndio...você sentiria minha falta? Questiona ela, tentando conter as lágrimas.

E House engoliu seco, não esperava por essa pergunta, era óbvio que ele sentiria a falta de Cuddy, mas fazia parte de seu instinto não deixar transparecer o quanto ela era importante para ele.

- Bem, depende. Eu iria sentir falta de "partes" suas, se é que você me entende...Responde ele, sarcasticamente.

E as lágrimas começaram a escorrer pela face de Cuddy. Ela engoliu o choro e não deixou que ele percebesse o que estava acontecendo.

- Como eu sou idiota. Já devia esperar essa resposta. Afirma ela, para si mesma.

- Posso dormir agora? Pergunta House, ansioso.

- Boa noite. Diz Cuddy, secamente.

- Boa noite. Diz House.

E eles permaneceram ali, de costas um para o outro durante o resto da noite. Cuddy tentava dormir escondendo a tristeza e o medo que estava sentindo, enquanto House tentava processar tudo que havia acontecido naquela noite. Caíram no sono, depois de algum tempo, sem perceber que alguém os observava ,do lado de fora da janela do quarto, a qual era coberta por uma fina cortina de renda.