Agradecimento especial para a minha amiga Licinha, querida valeu por betar pra mim ok? E não esqueci o prometido, me aguarde...
Capítulo 3 - A disputa
Princeton Hospital - Dia seguinte
Sala de Cuddy
Cuddy havia decidido não tirar nenhum dia de folga, ela precisava resolver muitas coisas no hospital. Quando ela voltou ao trabalho naquela manhã, ao entrar em sua sala, notou um bouquet de rosas em cima da mesa, com um cartão.
"Espero que esteja bem,
minhas sinceras melhoras,
Lucas."
Ela sorriu ao ler o que havia no cartão, mas sua alegria durou pouco, pois House havia entrado na sala, mais uma vez sem ser anunciado.
- Bom dia, nem parece que você dormiu comigo essa noite...Que flores são essas? Questionou ele.
- Se estão em cima da minha mesa, são minhas House, é só isso que você precisa saber. Respondeu ela, ainda chateada pela noite anterior.
A Curiosidade e o ciúmes estavam corroendo House por dentro, ele notou quando Cuddy guardou o cartão dentro da gaveta e se aproximou imediatamente dela, aproveitando-se da distração de Cuddy com as flores.
Assim que ele tentou abrir a gaveta, Cuddy o impediu colocando as mãos sobre as dele.
- Não se atreva! Exclamou ela.
- Eu sou atrevido...Respondeu ele, empurrando-a para finalmente abrir a gaveta e retirar o cartão.
- House!
- Lucas...parece que o seu herói sabe mais sobre você do que você mesma imagina. Diz House, enciumado.
- Me devolva esse cartão House! Ordenou Cuddy, ficando na ponta dos pés para tentar retirar o cartão das mãos de House, que permaneciam no alto.
- Acho que você vai precisar crescer alguns centímetros para conseguir pegá-lo...pena que as mulheres na menopausa tendem a diminuir de tamanho.Brincou House.
- Cala a boca , House! Eu não estou na menopausa...
- Eu não sei, talvez Lucas saiba, devo perguntar a ele? Retrucou House.
- Do que você está falando? Perguntou Cuddy, sem entender.
Nesse instante, o detetive se aproximou da porta de Cuddy, e entrou.
- Doutora Cuddy...que bom que está bem, vejo que recebeu minhas flores...Disse Lucas.
- Pare com esse joguinho idiota super herói! Ele trabalha para mim, é um detetive particular, você é uma das pessoas que ele anda investigando...Conta House.
- O que? Questiona Cuddy, incrédula.
- Ah, e por falar nisso, quem vai pagar o salário dele é você, se é que você já não sabe disso. Continua House.
- Como eu pude ser tão estúpida, vocês dois estavam brincando comigo, esse tempo todo! Exclama Cuddy.
- Cuddy, me desculpe, eu não estava brincando...Diz Lucas.
- Saia do meu escritório, agora! Ordenou Cuddy.
- Você ouviu ela, saia do escritório...Continuou House.
- E você, vá fazer seu trabalho! Gritou ela, apontando para House.
Os dois deixam a sala de Cuddy, sem sequer se olharem.
- Isso é culpa sua. Disse House.
- Não fui eu que contei a verdade a ela! Exclamou Lucas.
- Você deu flores pra ela! Exclamou House, enfurecido.
- E qual o problema? Não sabia que eu precisava pedir sua permissão para dar flores a uma mulher.
- Ela não é uma mulher...ela é...Cuddy! Continua House.
- Então? Isso faz dela sua propriedade? Pergunta Lucas.
- Claro que não, mas não significa que você possa dar flores a ela, eu te pago para investigá-la, não para transar com ela! Grita House, sem se preocupar com as pessoas que estavam passando pelo corredor do hospital.
- Ei, foram só flores, eu não transei com ninguém House, ainda...Brinca Lucas.
O detetive tenta se afastar de House, mas a brincadeira de mau gosto havia deixado o médico furioso, e ele estendeu sua bengala, fazendo com que Lucas, distraído, tropeçasse nela e caísse no chão.
- Se eu fosse você olhava por onde anda...Retrucou House, dando as costas e deixando o detetive caído no chão.
House seguiu para sua sala e não viu quando Cuddy se aproximou de Lucas, enquanto ele se levantava do chão.
- Então você é um detetive? Questionou ela, mais calma.
- Eu acho que sim...Respondeu Lucas, envergonhado diante de Cuddy.
- Quanto você quer para me fazer um serviço? Questionou Cuddy, cruzando os braços.
Lucas olhou para ela, de cima abaixo, admirado com sua beleza. Havia muito tempo que Cuddy não era admirada dessa forma por um homem, ela se sentiu nua, mas não pode esconder a satisfação.
- Pra você? O que puder me pagar...eu aceito até tickets refeição! Brincou ele, sorrindo.
Cuddy não conseguia conter o sorriso diante do investigador, ele parecia ser extremamente simpático, apesar de tudo.
- Obrigada pelas flores, por ter me salvado...Disse ela.
- Por nada, só estava fazendo meu trabalho. Respondeu ele.
- Sério? Me vigiando? Questionou ela, ficando mais séria.
- Claro que não, eu só achei que você iria gostar das flores, depois de tudo...Disse Lucas.
- Quando poderemos falar sobre o serviço? Perguntou Cuddy.
- Eu sou todo seu...digo, sou todo ouvidos. Disse Lucas.
- Na hora do almoço, se você for bom no que faz, vai acabar me encontrando. Falou ela, seguindo em direção à clínica.
Lucas a observou se afastar, passando um bom tempo admirando seus quadris.
- Meu deus...isso é que é mulher! Disse ele a si mesmo, enquanto passava uma das mãos pelo cabelo.
Na hora do almoço, Cuddy decidiu seguir para uma lanchonete nos arredores do hospital, sentou-se e ficou esperando que Lucas aparecesse.
- Então, estou contratado? Disse ele, sentando-se ao lado dela na mesa.
- Estava me seguindo esse tempo todo? Questiona ela.
- Não, só parte desse tempo. Respondeu ele, fazendo-a sorrir.
- Eu quero que você me dê...informações comprometedoras sobre o House.
- E o que eu ganho em troca? Perguntou ele.
- Eu já disse que vou pagar. Afirmou Cuddy.
- Jantar, comigo, amanhã a noite? Esse é o meu preço...Retrucou Lucas.
- Eu...Foi só o que Cuddy conseguia dizer, ela não estava acostumada a cantadas tão diretas.
- Isso foi um sim ou um não? Indagou Lucas.
- Faça o trabalho, depois conversamos sobre isso. Respondeu ela, levantando-se da mesa e deixando Lucas sozinho.
Casa de Cuddy - Naquela noite
Lucas Douglas estava parado dentro de um carro, do lado de fora da casa de Cuddy, observando o que acontecia lá dentro com a ajuda de um binóculo. De repente, House abriu a porta do veículo e entrou.
- Você poderia ao menos ter sido mais discreto, o que acha que a vizinhança vai pensar se encontrar uma ambulância parada perto da casa da Cuddy? Questiona House, furioso.
- As únicas opções eram Ambulância e carro de bombeiros, qual você preferiria? Fala Lucas, sem tirar os olhos do binóculo.
- O que você está olhando seu idiota? Pergunta House, tentando tirar o binóculo das mãos do detetive.
- Ei, estou fazendo meu trabalho, me solta! Exclama Lucas.
- O que ela está fazendo? Tem alguém lá dentro com ela? Questiona House.
- Não...cara, ela é quente. Aquele sutiã que ela está usando...Brinca Douglas.
- Pare de olhar pra ela! Grita House, retirando o binóculo das mãos de Lucas.
- Eu sabia! Você gosta dela! Grita Lucas, triunfante.
- Claro que não, não banque o estúpido. Afirma House.
- E você não gosta que eu goste dela...Temos um problema aqui. Afirma Lucas.
- Que problema, você está despedido, esse é o seu problema. Respondeu House.
- E o seu problema é que ela tem uma queda por mim, e nós marcamos um encontro. Vamos ver quem consegue primeiro? Jogou o detetive.
- Eu sempre ganho no final. Afirmou House, saindo de dentro da ambulância, e levando o binóculo consigo.
- Ei, me devolva meu binóculo! Ordenou Lucas.
- Você a viu a com sutiã, agora vou vê-la sem ele...Brincou House, seguindo em direção à porta de Cuddy.
Ele bateu, e demorou algum tempo para ser atendido.
- O que você quer House? Questionou Cuddy, que vestia um robe azul.
- Demorou para abrir a porta? Posso saber o que estava fazendo? Perguntou ele.
- Desde quando eu lhe devo alguma satisfação? Retrucou ela.
- Não vai me deixar entrar?
- Não. Respondeu ela, claramente.
- Porque não? O que você está escondendo aí dentro?
- Tem algum assunto importante que você queira tratar comigo e que não possa esperar até amanhã? Perguntou Cuddy.
- Não, é só uma visita social. Eu estava passando por aqui, reconheci a casa. E...por acaso você marcou um encontro com aquele detetive idiota? Disse House, indo direto ao ponto.
- Boa noite House. Respondeu ela, batendo a porta na cara do médico.
- Porque se você fez isso é mais estúpida do que eu pensava! O cara é louco, você não sabe onde está se metendo! Continuou House, gritando na porta da casa dela.
Cuddy estava encostada na porta de sua casa, apenas ouvindo o que House dizia do outro lado.
- Vá para o inferno, House! Deixe que eu me meta onde quiser, e com quem eu quiser! Gritou ela, afastando-se da porta em seguida.
- Esse é um ponto de vista interessante...Disse ele, a si mesmo, enquanto se afastava da porta de entrada da casa de Cuddy.
Cuddy respirou aliviada quando o viu se afastar pelo olho mágico. Ela seguiu para o quarto, segurou uma caixa e começou a retirar o que havia dentro dela, colocando tudo em seu devido lugar. Em pouco tempo, seu maior sonho se tornaria realidade. E ela não queria que House estragasse tudo.
