"Rin, atende vai...", era outra chamada.

Desta vez, Rin encheu-se de coragem e, com um pulo, agarrou o telefone.

- Rin, dá para você... Rin. Olha, eu só quero dizer que sinto muito e...

- Não sinta – ela retrucou, friamente

- ... Rin, eu terminei com a Kagura.

Um peso enorme saiu das costas dela

- E o que eu tenho a ver com isso ?

- Rin... abra a porta

Ela engoliu a seco e levantou-se, andando melancolicamente até a porta, com o telefone sem fio no ouvido.

Abriu e Seshomaru estava lá.

Ele estava usando um terno preto e segurava em uma mão um buque de flores; e na outra, um celular.

Apertou um botão e Rin ouviu a ligação cair.

Fraca, acabou deixando o telefone cair no chão, olhando para ele, atônica.

- Minha pequenina... – ele guardou o celular no bolso e com a mão livre obrigou a fitá-la nos olhos, marejados – eu também te amo e...

- Não... – ela começou a empurrá-lo – é só um amor de amigo, e eu não o quero.

Ele a fitou por uns instantes, angustiado, mas não soltou o rosto dela.

De repente, se aproximou mais.

- E quem disse que é só um amor de amigo? – ele arqueou uma sobrancelha.

O coração dela disparou

- Quando você começou a namorar Hakudoushi, eu fiquei angustiado, mas ergui a cabeça e tentei seguir. Conheci Kagura antes de vocês terminarem, e fui falar com você ontem por que nosso relacionamento tinha esfriado e eu não parava de pensar em você

Ela fechou os olhos aos sentir os lábios sendo selados por Seshomaru.

Ele largou as flores e a segurou pela cintura, trazendo ela para si.

Ela colocou as mãos na nuca dele.

Se separaram instantes depois, em busca de ar.

Ela fitou-o, curiosa

- Verdade...? – teve fôlego para perguntar.

Ele acenou com a cabeça, confirmando.

Depois sorriu e tirou algo do bolso interno do blazer.

Era um pedaço enorme de plástico bolha.

Ela riu e o convidou para entrar.

Seshomaru então, esticou o plástico no meio da sala.

Dançaram como naquele dia.

Muitos risos e gargalhadas, mas também beijos.

Depois que o barulho das bolhas estourando-se cessou, eles deitaram por cima do plástico e deram as mãos.

Ele beijou a testa dela e sussurrou:

- Rin, namora comigo?

Um enorme sorriso de felicidade surgiu no rosto dela

- Sim meu Sessy... – e encostou a cabeça no peitoral musculoso dele.

Depois de um tempo, antes de adormecer, ela sussurrou:

- E eu que pensei que isso era só um amor de amigo...

~*~ FIM ~*~