Dimension Hina

Capítulo V: Uma brisa depois de uma tempestade

- Eu não te amo mais, gosto de você como amiga – passa um pouco – não quero ser falso com você, nem comigo, mas não suportaria a idéia te enganar. Espero que me perdoe.

- Seu bobo – disse Narusegawa saindo correndo, pode perceber que os olhos de Naru estavam derramando lagrimas.

Keitarô não sabe o que fazer. O normal seria ir atrás da Narusegawa, mas depois que acabou de falar para ela... contradiz tudo o que ela já falou antes. Estar confuso, nem coragem de voltar para onde Kouta e Mutsumi. Keitarô sai andando para fora sem o que fazer e sem para onde ir.

Enquanto nisso Mutsumi estava vendo tudo na janela da porta da sala do karaokê.

- O que será que aconteceu? – diz com uma voz preocupada ainda olhando a janela.

- O que quer aconteceu, senhorita Otohime? – pergunta Kouta ainda sentado.

- Não sei, parece que Naru –san e Kei – kun brigaram. Naru –san saiu correndo e Kei –kun também saiu.

- Hum? Brigaram? – sem entender.

- Bem precisamos ir atrás dos dois. Kou –kun, vai atrás do Kei –kun enquanto e vou atrás da Naru –san – disse com uma certa determinação.

- Hai – confirma sem questionar e já se levantando.

Keitarô esta andando na calçada sem rumo e meio pensativo. Seus pensamentos o torturam.

Será que fez certo ou errado de ter falado com Narusegawa sobre os seus sentimentos? Se bem que não estava com um relacionamento mais intimo do que amizade, não importava o que falava que nada iria mudar.

Isso que a parte lógica que falava para ele, mas uma parte de sua mente o torturavam.

Torturava com pensamentos culposos.

Pensamentos que lembravam de todos os momentos que teve com Narusegawa de tudo que falou para ela, das juras de amor. Tudo isso acabado com uma simples frase "eu não te amo mais".

Andava na calçada se um rumo até que uma moto (uma de modelo Shadow de cor preta para ser preciso) para na frente dele que impede a passagem. Keitarô olha para o elemento que estar em cima, um típico motoqueiro que esta usando calça jeans, bota, luvas, jaqueta de coro preta e um capacete do modelo besouro (esse capacete se parece com aqueles que os pilotos de caças utilizam).

O motoqueiro tira o capacete revelando o brasileiro que tem descendência de japoneses que é conhecido por Keitarô, Guilherme Mitsima.

- Ola Keitarô –san, como vai?

- Ah... Guilherme –san, hai... estou bem... – disse desanimado.

- Pelo jeito estar desanimado, parece que esse desanimo teve origem de uma mulher, estou certo?

Keitarô se espanta com a certeza que Guilherme teve adivinhando o seu problema (como ele consegue ser tão previsível).

- Hai... você estar certo – com duvidas e angustias Keitarô quer saber de uma opinião de alguém mais experiente do que ele, a presença do Guilherme agora foi uma dádiva dos céus – hum... você tem um tempo?

- Hai, você quer falar sobre o seu problema?

- Hai, espero que não seja um incomodo.

- Tudo bem, sugiro antes ficar num local confortável, que tal aquela sorveteria que estar na frente?

- Hai.

Os dois foram para sorveteria e depois de Guilherme estacionar a moto e de comprar dois caprichados sandes e levou para uma mesa onde Keitarô estava sentado. Deu um para ele e o outro ficou com ele.

- Pronto agora pode falar – disse ao mesmo tempo saboreando o sorvete.

Keitarô conta a sua historia que teve com Narusegawa e contou também o que falou para ela.

- Foi assim que tudo que aconteceu, me sinto um cafajeste – abaixa olhar.

- Não se julgue desse jeito, você foi sincero por falar o seus sentimentos e corajoso por ter feito tudo que você me contou. Muitas pessoas não iriam ter a coragem que voce teve.

- Mas eu deixei Narusegawa chorando.

- Não se preocupe, é natural ela fique triste. Você não pode ter percebido, mas você conseguiu tocar no coração da senhorita da Narusegawa.

- Mas ela sempre brigava comigo, ta certo que fiz uma amizade com ela, mas acho que não conseguir tudo isso.

- Você se subestima demais, você é capaz de disso – coloca uma colher de sorvete na própria boca – isso não significa que esteja incentivando a você tentar de novo conquistar Narusegawa, já que você falou pra ela que voce não tem mais esse interesses. O que voce tem que fazer é relaxar um pouco e continuar a vivendo progredindo.

- Hai – dando um sorriso tímido – arigato por me escutar.

- Sem problemas afinal somos amigos.

Um espanto no intimo no Keitarô, nunca ninguém falou seriamente que ele é amigo dele.

De repente Kouta chega correndo onde Keitarô e Guilherme se encontram.

- Kouta que ouve? – pergunta surpreso de ver o seu primo aparecer de repente.

- Senhorita Otohime me falou que você e a senhorita Otohime saíram de repente, então Mutsumi foi atrás dela e eu de você.

Espanta-se de mais uma vez encontrar alguém que se preocupa com ele.

- É uma longa historia, voce quer tomar sorvete junto com conosco?

- bem... pra mim tudo bem – não entendendo muito.

- É assim que se fala – disse Guilherme levantando o astral.

Não existe coisa melhor de depois de uma tempestade de emoções estar com os amigos se divertindo e conversando. Cada um consolando o outro. Keitarô não pode estar vivendo um romance com garota como sempre desejou, mas estar com amigos... um sonho que ele tinha que se realizou.

CONTINUA

Ola a todos que estão lendo. Esse é o capitulo mais curto que já escrevi. Esse é um capitulo só para demonstrar o que aconteceu com o Keitarô. Quem sabe faço uma fic separado dizendo o que aconteceu com Narusegawa. Até a próxima...