Em um dojo antigo dês das eras medievais japonesas encontram uma conhecida samurai da pensão Hinata e um grande samurai vestindo uma tradicional armadura oriental de cor todo preta. A mulher está de frente, em pé, com a espada embainhada e de frente do seu adversário que está de frente, sentando em um tipo de poltrona e com uma lança que ponta é um conjunto de laminas que parece uma cruz.

- Ainda vejo me desafiar? Espero que desta vez não me decepcione – diz o samurai, mas não dá pra ver quem é já que na armadura também tem uma mascara.

- Desta vez vim aqui pra vencer – disse sacando a sua espada e ficando em posição de combate.

- Isso vai ser interessante - levanta ficando também em posição de combate.

A distancia dos dois é de quatro metros e os dois só aceleram o passo para atacar seu adversário. Ataques rápidos foram desferidos quando os dois chegaram pertos fazendo que os dois ficarem um atrás do outro em posição do ultimo ataque. Foi quando nisso Motoko cai de joelhos. Parece que o ataque só tem efeito na samurai, mas logo os efeitos no outro aparece. A lança é cortada no meio junto com a mascará que cobria o rosto.

- Isso foi muito interessante – diz virando para samurai revelando ser um conhecido brasileiro.

Motoko se vira pra o adversário pra realmente a luta começa a sério. Já o ocidental vestido com a armadura de um samurai saca a sua espada que estava na cintura. Começará um grande combate.

Já é a hora de acabar com isso, dar fim a essa fantasia, diz para si mesma Motoko Aoyama após terminar de escrever mais um dos seus romances.

Uma coisa está intrigando a mente da samurai, o conteúdo dos seus romances. De primeira era desejos por Kanrinrin, imaginando diversas vezes ele dando um beijo ou revelando os seus sentimentos (ilusões de sua cabeça) para ela ou até contos lemons. Mas ultimamente os seus contos estão ficando mais de ações onde ela disputa com brasileiro Guilherme Mishima. Teve uma vez que ela estava escrevendo que estava brigando com Mishima só com as mãos, mas chegou em uma parte onde ele estava rasgando as roupas delas como um animal selvagem querendo carne, foi nesse momento que Motoko parou de escrever antes de terminar uma historia. Isso foi estranho, mais estranho que ela estava sentindo um grande prazer por imaginar a situação.

Melhor ela parar de pensar nessas coisas e colocar seus esforços na matemática avançada.

Capítulo XIV: Dark Shinobu e a força oculta

Shinobu anda nos escuros corredores da pensão Hinata logicamente de noite vestindo um pijama de cor verde e meio folgado. Ela está sendo atraída pela um misterioso barulho de sino que vem da frente da sala de entrada da pensão. Um barulho diferente meio que sobrenatural. Parece que só ela escutou já que é a única aparentemente está de pé a essa hora da noite.

Desce as escadas com cuidado já que não ascendeu a luz para essa tal tarefa, tendo somente a iluminação da lua e das estrelas. Desce completamente do andar de cima meio com medo de está cada vez mais perto da fonte do sino. Seus olhos tentam ver o que está causando o som, mas por causa da escuridão é em vão de localizar alguma coisa. Seu coração acelera ao ouvir o seu nome e o mais impressionante não é de nenhuma voz de alguém da pensão ou de alguém que é conhecido, parece que é a sua própria voz, mas um pouco mais grave.

- Quem está aí? – pergunta Shinobu com medo que veia uma resposta.

- Você me conhece muito bem minha cara pequena – diz a mesma voz.

Shinobu cai de joelhos no chão com os olhos arregalados não só de ouvir aquela resposta, mas também o que está se formando de frente do seu foco de vista. A escuridão fica mais fraca revelando um vulto de alguém que tem a mesma altura e o mesmo sexo, seus olhos emitem uma luz vermelha bem chamativa como se fosse um ser escondendo através das trevas.

- O que é você? – disse quase chorando. Péssima idéia de verificar o som misterioso sozinho.

- Não é obvio – a luz chega iluminando tudo revelando uma exótica garota que é praticamente igual à Shinobu, só com sua pela negra como uma sombra e seus olhos vermelhos. Estava vestindo um uniforme colegial cinza parecendo o antigo uniforme colegial da Narusegawa – eu sou você, ou melhor, sou você em forma dark – dando um sorriso de triunfo no rosto.

- Como assim minha forma dark – Shinobu está em choque pelas palavras da Dark Shinobu (vou chamar assim na fic).

- Sou o seu lado mais forte – disse se aproximando – vim aqui pra mostrar a verdade – disse ficando a frente da Shinobu.

- Que verdade? – ela tenta quer que seus olhos estão vendo Dark Shinobu mesmo.

- Simples. Quero mostrar como a sua vida é patética e inútil – disse se agachando para colocar a mão suavemente na face de Shinobu

- O que? – Shinobu se assusta com as palavras de Dark Shinobu.

- Relaxa porque vamos ter um longo tempo juntas – diz com um sorriso maligno no rosto.

Dark Shinobu estala os dedos fazendo as duas se tele transportar para outro. Era um local diferente da pensão. Um pequeno apartamento de um casal. Lá Shinobu estava com uma roupa diferente do pijama que estava antes, ela está com seu uniforme de colegial. Ao seu lado está Dark Shinobu que está no mesmo jeito quando Shinobu encontrou. Dentro do apartamento está um casal bastante familiar para Shinobu, mesmo estando um pouco mais novos aquele casal são os seus pais.

Parece que Shinobu e sua versão dark estão invisíveis porque o casal até agora não viu as duas. Shinobu olha pra outra como se dissesse no olhar o que está acontecendo. A outra responde com a mesma resposta de olhar dizendo que veja você mesma apontando para o casal.

- Como pode deixar isso acontecer? – disse o homem com uma raiva evidente.

- Querido eu não fiz sozinho isso. Tente me entender – diz a mulher meio desesperada.

- Entender o que? Você sabe que não queria essa criança – disse batendo na parede.

Shinobu se espanta com que está presenciando. Praticamente ela está no passado de seus pais onde ela ainda nem nasceu, pelo menos por enquanto, já que o assunto é o nascimento de uma criança que mais provavelmente é o nascimento dela própria.

- Mas querido simplesmente aconteceu, não podemos fazer nada – diz a mulher já ao extremo por segurar as próprias lagrimas.

- Tem razão – disse o homem tentando se acalmar e olhando para o chão – a desgraça já está feita – pode ver um tom de magoa na voz do homem – não sei como vou controlar as despeças, apenas não sei... vamos falar isso mais tarde. Estou cansado nessa discussão – disse se retirando.

A mulher não resistiu e começou a chorar.

Shinobu ver isso com os olhos regalados sendo que estão lutando para não derramar uma gota de lagrimas. Dark Shinobu se aproxima no ouvido ela e diz sussurrando:

- Viu. Para os seus pais você foi um problema, uma desgraça segundo o seu pai. Imagine se você não tivesse nascido, eles estariam juntos atualmente – diz com maior satisfação já que com essas palavras está arrancando as lagrimas da Shinobu – mas não é só isso, tem muito mais – ela estala os dedos e mais uma vez as duas se tele transportam.

Desta vez é no colégio na série ginásio (se não me engano de primeira a quarta serie aqui no Brasil) o cenário onde elas se encontram é tipo uma praça dentro do colégio. Em um banco tem uma tímida menininha (Shinobu aos 8 anos) está sentada e de cabeça baixa. Pouco longe tem um grupo de meninas da mesma idade que estão conversando. Perto daquele grupo está Shinobu com idade atual e seu lado Dark novamente estão invisíveis.

- Você viu a Maehara? Novamente está lá no canto deprimida – disse uma das meninas.

- Deixa quieto. Poxa, ela não fala com ninguém na sala e ainda que ser a coitada. Que falta de animo – disse outra.

- Pois é – disse a terceira – a culpa é dela se ela brinca com ninguém.

- Como mamãe fala – diz a quarta – ela vai ficar pra titia quando crescer.

O grupo cai na risada.

- Mesmo as crianças dessa idade te desprezam. Que tipo de valor você teve nessa idade – diz Dark Shinobu atrás de Shinobu.

- Não – ela cai no choro.

- É duro aceita a realidade eu compreendo – diz num falso sentimentalismo.

- Chega de brinca com minhas memórias – disse Shinobu se afastando e quando faz isso o cenário fica totalmente branco com o chão parecendo vidro de cor dourada – quem você pensa que é para dizer que todos me desprezam.

- Eu sou você – disse Dark Shinobu – sei muito mais que você imagina.

- Eu tenho amigas. Não sou mais aquela menina tímida de antes.

- Isso porque te fortaleci, coloquei mais juízo na sua cabeça, mas suas amigas francamente tem mais dor que você do que a própria amizade.

- Como ousa a falar nisso – Shinobu começa a ficar com raiva de sua versão Dark.

- Por acaso alguma vez as suas amigas vêem você corajosa?

Shinobu engole as palavras praticamente levando uma pancada com aquelas palavras. Tem certo um pingo de verdade nas palavras de Dark Shinobu.

- Por acaso eu acertei? – continua Dark Shinobu – imagino que elas te vêem como uma garota frágil chorona que não pode ver nada adulto que já foge do lugar.

Shinobu apenas escuta as palavras, tenta ignora-las, mas ela acertam diretamente do fundo da sua alma.

- Pior não é nem isso.

Shinobu fica confusa com a recente informação de seu clone Dark.

- Pior é ter ilusão amorosa com um homem que não te dar nem a mínima.

- Como você pode falar do Keitarô desse jeito. Ele me ajudou muito, praticamente eu evoluir por causa dele – falou Shinobu revoltada.

- Apenas dar atenção não significa nada. Qualquer adulto pode dar uma atenção para uma criança.

- Ora sua...

- Você acha que ele espera você crescer para ter um relacionamento com você? Acha mesmo que ele vai querer alguma coisa com você?

Novamente Shinobu fica calada. Ela sabe que Keitarô nunca olhou diferente assim como ele olhava Narusegawa. Apenas teve algumas situações meio diferentes, mas que não sai da rotina da pensão.

- Ficaria espantada em saber o que ele já fez – continua Dark Shinobu.

- Como assim? – uma grande duvida pode ser visto em Shinobu.

- Uma boa imagem vai valer mais que mil palavras – disse estalando os dedos fazendo que as duas mais uma vez sendo tele transportada.

O lugar desta vez é bastante conhecido da Shinobu. As fontes termais da pensão Hinata. Praticamente o lugar está de noite já que a luz esta tendo graças. A cena que mais espanta Shinobu é ver Keitarô junto com Mutsumi em uma situação meio intima, para ser mais especifico estão fazendo sexo (cena que pode ser vista no capitulo VIII). Shinobu coloca as duas mãos na boca para não gritar pela cena que ver em seus olhos. Ela não quer acreditar. Não quer saber que isso está realmente está acontecendo nos seus olhos. Ver o homem que ela ama que considerava puro fazendo uma das maiores impurezas que pode fazer com outra mulher, assim traído a sua confiança. Se pelo menos estivesse fazendo amor com ela, não teria problema nenhum com isso, dês que tivesse o mesmo sentimento que Shinobu sente.

Dark Shinobu aproxima do casal que está em ato sexual, porem parece que a presença de tanto da Dark Shinobu como da própria é semelhante a dos espíritos. Dark olha para a Shinobu com os olhos maliciosos e cheio de maldade.

- Aposto que você queria está no lugar dessa mulher – disse ela com um sorriso sacartico no rosto – lembro-me que você ficou bêbada e se ofereceu vulgamente assim como essa mulher.

Shinobu se ajoelha, coloca a mão no rosto e começa a chorar, não agüentando a tortura visual e psicologicamente.

- E você sabe o porquê ele não te aceitou naquela vez, né? – continua Dark Shinobu – isso porque ele te ver como uma criança, nada mais. Incapaz de satisfazer-lo as necessidades biológicas daquele homem.

- CHEGA – grita Shinobu – não quero mais saber disso, não quero viver com isso mais. Não quero mais passar por isso.

- É por isso que estou aqui – diz Dark Shinobu indo até Shinobu e abraçando por trás – para te ajudar acabar com esse sofrimento.

Shinobu para te chorar e olha a outra acreditando na palavra da Dark. Com ajuda da outra se levantar. A original olha como se perguntasse como a Dark pode a ajudar a livrar desse sofrimento.

- Nunca te deixarei mais sofrer, não mais – disse dando um gostoso abraço por trás demonstrando um carinho todo especial.

- E como vai me ajudar?

- Simples – diz estalando os dedos levando para um outro lugar. Esse cenário parece um lugar onde o chão é formado por uma rocha negra, o céu está como fim de tarde, as nuvens estão de uma cor meio dourado queimado e da frente das duas tinha um buraco meio grande com uma pequena pranchar cujo fundo praticamente é inexistente – tudo que você tem que fazer é pular nesse buraco e seus problemas estarão acabados.

Shinobu olha pra Dark meio receosa, mas ela cai na conversa de sua cópia já se aproximando do buraco.

- E o que vai acontecer comigo – pergunta Shinobu.

- Vai encontrar a verdadeiramente a paz – responde a outra.

Shinobu caminha para pranchar pensando em todos os momentos na sua vida achando razão em tudo que sua versão Dark falou. Ficando praticamente na borda, fios para essa ação Kamikaze, quando de repente ela lembra das palavras do Keitarô. Lembra das afirmações do atual universitário de que nunca desistir, não entregar as cartas tão facilmente, de não se entregar ao fracasso jamais. Isso da mais animo para a pequena Shinobu assim anulando todos os pensamentos negativos daquelas cenas que viu a pouco.

- Shinobu? – pergunta a Dark vendo que a outra está parada sem tomar nenhuma ação mais – o que foi? Por que está parada? – disse se aproximando.

- Eu não vou pular – uma sombra forma nos seus olhos.

- Você vai continuar sofrendo.

- Chega.

- Ninguém te ama.

- Chega.

- Todos te desprezam.

- Chega.

- Todos te humilham.

- Chega.

- Acabe com isso agora.

- CHEGA – se vira para Dark Shinobu e dar um soco nela digno de um Naru Punch assim levando para trás. O olhar de Shinobu é de determinação – enquanto eu viver sempre vai haver uma esperança.

- Isso só em seus sonhos – disse Dark no chão.

- A minha vida não será em vão – após disse essa afirmação ela é transportada para de frente das escadarias da pensão Hinata só que no seu caminho está Dark Shinobu.

- Você não vai ficar com esse animo pra sempre – diz Dark com um sorriso maligno no rosto – guarde as minhas palavras que um dia você vai me procurar para eu dar o fim no seu sofrimento.

- Cale a boca – diz dando um soco na sua versão sombria. Fazendo nisso ela se desove no ar e aparece outras duas Darks atrás dela.

Uma risada macabra aparece das duas. Shinobu vira e acerta as duas, porem novamente aparece mais duas totalizando agora quatro. Quando mais Shinobu ataca faz criar mais replica e clones de Dark Shinobu.

- Shinobu – ela ouve uma voz chamando em cima da escadaria.

A garota ataca as suas versões Dark que está no seu caminho assim correndo para subir as escadarias. Quando ela chega no topo um grande clarão ilumina tudo dando fim daquele terrível tormento.


Motoko se encontra sentada perto de Shinobu fazendo alguns símbolos com as mãos (símbolos diferentes que a Kanako faz para técnicas ninjas). Faz algumas orações de exorcismo para expelir a presença que ela sentiu.

- Técnica Shimmei: prisão de almas – ela coloca um tipo de um papel com escritas Kanjis em Shinobu.

O estilo Shimmei não é só para combate mais também possui outros ramos como exorcismo onde justamente é para enfrentar os demônios mais difíceis de combater, os demônios espirituais. Graças a isso a samurai consegue lacra o espírito que saiu de sua espada. Foi um grande vacilo dela de guardar a espada em um local de fácil acesso. O que sobrou pra Shinobu que assimilou a carga negativa. A sorte que a espadachim descobriu isso a tempo.

Aos poucos Shinobu abre os olhos lentamente despertando do terrível pesadelo que poderia acabar com sua vida de verdade se ela entregasse. Shinobu se espanta um pouco ao ver Motoko sentado no seu lado.

- Onde eu que estou? – pergunta a menina meio desorientada com o sonho.

- Está no seu quarto – responde Motoko.

- O que aconteceu comigo?

- Você foi vitima da carga negativa da espada Hina.

Shinobu lembra do dia que limpou o quarto dela e pegou a espada Hina logo se levanta rapidamente ficando sentada.

- Desculpa Motoko –sempai – disse Shinobu meio que desesperada.

- Não tem o que se desculpar Shinobu. Foi um vacilo meu em deixar a espada Hina exposta daquele jeito só por causa de presa pra sair. Sorte que descobri a energia negativa agindo a tempo.

- Como assim?

- Vou explicar melhor: você foi exposta a um tipo de energia negativa da espada, mas como foi muito pouco para chegar ao ponto de ser dominada pela espada não teve efeitos imediatos, mas em compensação essa energia só se manifestou quando você dormiu assim criando um ser forjado do seu lado negativo.

Tudo se encaixa agora para Shinobu. Agora sabe o motivo de tamanha realidade da Dark Shinobu e de ela saber até coisas que Shinobu mesmo nunca viu como um relacionamento secreto de Keitarô e Mutsumi (sabe daquele dia, mas não sabe se os dois mantêm ainda).

- Ainda bem que você conseguiu detectar essa energia oculta a tempo, né Motoko –sempai. Muito obrigada por salvar a minha vida.

- O mérito não é inteiramente meu, mas você tem o maior mérito.

- Como assim?

- Para conseguir sela essa energia negativa o que sofre com ela tem que vence-la no sonho criado por ela. Se você não tivesse vencido eu não conseguiria sela-la. Não sei o que aconteceu nos seus sonhos Shinobu, mas você provou que tem um espírito forte – disse se levantando.

- Obrigada Motoko –sempai – cora um pouco com elogio.

- Eu que tenho que agradecer por ter limpado o meu quarto naquele dia – disse saindo do quarto de Shinobu.

Shinobu fica meio pensativa do que passou. Isso foi uma barra, principalmente saber que seu amado ficou com outra mulher, mas isso não vai fazer que ela desista dele. Ela vai fazer ao seu alcance para conquistar o amor do Keitarô.


Motoko chega ao seu quarto meio aliviado por ter ajuda a sua amiga de pensão, mas fora isso tem uma coisa que intriga praticamente torturando a sua mente. O fato de ela não ter ainda despertado o Negi, a força suprema de um guerreiro.

Foi minutos atrás que descobriu que Kanako utilizava o Negi quando lutou com os ninjas. Saber também que a primeira pessoa que soube que sabe utilizar é justamente aquele cujo é mais forte que a sua irmã.

Motoko deita no seu futor tendo uma explosão de pensamentos e lembranças.

Lembranças do seus primeiros anos de treinamento.

Lembranças da sua irmã ensinando os golpes do estilo de sua família.

Lembranças que ela conseguiu ser a melhor aluna do seu dojo, mas não chegou a superar a sua irmã.

Lembranças quando chegou à pensão Hinata pela primeira vez.

Lembranças e mais lembranças. Lembra de tudo que ela já passou na vida por causa do desejo de ficar forte. De quando ela falou para si mesma que seria a samurai mais forte do seu clã.

Também lembra dos seus fracassos. Das tentativas de que fez para Keitarô saiu da pensão. Das lutas com Seta. Da tentativa de aprimorar a sua técnica. De vencer sua irmã. De da mais recente de perder uma luta por um certo brasileiro.

Também lembra dos seus sucessos. De ter uma apurada técnica mesmo na sua idade. De ser a melhor aluna de sua sala quando estudava. De aprender a segunda talhadura. De dominar a lendária espada maligna, a espada Hina. De ter se desenvolvido como mulher. De conseguir mais prazos para morar na pensão.

Tudo isso se mescla com seus pensamentos e desejos. Nunca o desejo de ser forte batia tão forte no seu coração.

"Eu não irei perder – diz Motoko pegando com mais firmeza a sua espada, a maldiçoada espada Hina quando se ver a sua melhor técnica sendo defendida facilmente pelo Mishima".

"Bako Bako punch" ouve o nome dessa técnica que inibiu pelo completo a sua técnica.

"Hum, interessante você consegue manipular muito bem o Ki, por isso que você estava com a espada, já que ela é o principal instrumento de controle de Ki. Porem você só consegue liberar o Ki, isso não vai ser suficiente" lembra dessas palavras ditas daquele homem.

"Olha eu até que lutaria com você, mas você ainda não tem habilidade suficiente para me enfrentar, ou seja, ...você ainda não sabe manipular o Negi" lembra dessa palavras daquele homem mais uma vez quando queria uma revanche.

Negi, nome que não sai da sua cabeça. A força que aumenta as habilidades de uma pessoa. O segredo da força de Kanako, de sua irmã e do brasileiro. Como possuir essa tal força?

Motoko se concentra ao máximo, mas porem para quando percebe um momento de Ki muito forte dentro do seu corpo. O que é isso que estava passando no seu corpo.

"Seguindo as quatros bases de um guerreiro: base da concentração, onde você elimina todos os pensamentos exteriores; a base do desejo onde você cria uma vontade a ser feita; base da força de vontade, onde praticamente a força de vontade vira uma determinação de aço; a base da ação onde libera tudo isso colocando tudo na pratica" Lembra da explicação do Mishima sobre como usar o Negi.

Concentração é o primeiro passo. Então Motoko se levanta e fica com suas pernas cruzadas e as duas palmas da mão juntas para tentar se desligar de tudo. Ela lembra que uma conversa que Keitarô estava fazendo dos seus recentes amigos que Mishima na maioria das vezes se encontra em estado de meditação. Então ela tenta se desligar de tudo como se isolasse em um universo alternativo onde ela não é samurai, não é mulher e inclusive não é a própria Motoko.

Próximo passo é pensar em um objetivo para pertencer nesse universo da mente dela que se isola de tudo. Então vejo o pensamento de ser forte. Apenas fica com isso no seu pensamento.

Próximo passo é transformar o pensamento de ser forte como uma ambição, um forte desejo, chegando até ser o ar que ela respira. É difícil manter isso na cabeça e no corpo, mas o fim do objetivo garante a manutenção do pensamento.

Ultimo passo colocar tudo em pratica. Então com esse passo Motoko sente seu corpo soltando uma força que ela mesma nunca iria imaginar ter. Sente que cada partícula de seu corpo nascer de novo. Sente como uma fonte de uma nascente. Sente mais poderosa agora. A parti daquele momento finalmente Motoko despertou a força oculta. Negi.

Motoko fica feliz por ter conseguido finalmente manipular a tal força. Ela está louca pra testá-la, mas tem que esperar até amanha de manha. Um treino é muito pouco para testar a nova força e também muito sem graça. Testando em combate real é bem mais interessante.

Então ela se deita novamente para descansar o restante da noite. Por que cedo ela precisa ir para Tóquio para encontrar justamente o 'professor' da essência do Negi.


Guilherme Mishima chega ao clube de artes marciais da Toudai, já indo do vestiário para colocar uma roupa adequada para o seu treinamento. Coloca uma calça preta meia folgada para facilitar os movimentos das pernas, um par de tênis branco, uma luva na mão esquerda de coro vinho e uma outro acessório que cobre o do pulso até o cotovelo de cor preta e uma camisa vermelha sem mangas que cola no seu corpo assim destacando o seu corpo definido.

Após isso ele sai do vestiário e toma um susto da pessoa que entrou no clube. Justamente a pessoa que ele não esperava de ver ali. Ela está usando tênis azul junto com meia branca que vai até altura do começo do joelho, uma saia um palmo acima do joelho de cor roxa, uma blusa azul que a gola vai até acima do pescoço e os cabelos solto como sempre. Essa pessoa está carregando uma espada comum que está sem corte nos ombros. Mishima não deixa de reparar a beleza da jovem.

- Vim aqui para o nosso segundo round – disse a samurai indo direto por assunto fazendo Mishima desperta do seu transe da beleza da jovem.

Não é hora de ficar babando pelo adversário, o brasileiro ver que a samurai não é mais a mesma. Agora ela sabe manipular a força oculta de toda pessoa, o Negi. Então se prepara da sua primeira luta por dia justamente pela mulher que está mais mexendo dentro dele ultimamente.

Ambos vão correndo para direção para o primeiro golpe: Motoko com ataque com a espada e Mishima com ataque com punho.

Enquanto disso no aeroporto de Tóquio chega uma mulher junto com um bicho de estimação bastante incomum. Ela tem cabelos curtos pretos meio arroxeados até o ombro, olhos cinzas, 1,70 de altura e umas curvas bastantes proporcionais para uma mulher ocidental. Está vestindo uma calça braça cheia de bolsos, tênis preto, camisa azul escura com uma estrela dourada na frente da camisa e uma mochila verde tipo militar de tamanho pequeno. Seu bichinho de estimação, não é nada mesmo que uma panda.

Ela estica os braços pra cima para se alongar.

- Fazia um tempo que não vinha para o Japão. O que eu vou fazer primeiro? Já sei vou visitar Gui –chan, tou louca pra da uma pisa nele – diz rindo sozinha que faz as outras pessoas do redor se assustarem – vamos Mariana –san – disse para a panda.

[CONTINUA


Mais um capítulo terminado, esse foi em tempo recorde (pegando o tempo que posto as minhas fics). Pois é, tou um tempinho sem jogar videogame e achar uma coisa divertida pra fazer eu escrevo.

A idéia da Dark Shinobu foi jogando Prince of Pérsia – The Two Throner (parece o subtítulo do senhor dos anéis). Fico contente por minha evolução literária de ser mais rápida. Fico também contente das novas fics de Love Hina entre uma em destaque Saga Shinmei os Espadachins Leikô que li é ótima. Só queria saber se vocês leitores estão gostando ou não. Os únicos jeitos de saber é pelos reviews, ou pelos e mails, ou pelo msn. Como uso o e mail do hotmail então automaticamente o meu msn fica de fácil acesso.

Por coincidência o nome Negi é tanto personagem do Negima como nome de Ki avançado. Isso tirei do Hunter X Hunter.

Agradecimentos a especial para Lilianegima, Mariana Panda e Thiago Keitarô. Não perca o próximo capitulo, vai ser bem interessante hehehehehehehhehehehe.