Capítulo XVI: Um é tranqüilidade, Dois é rivalidade e Três é muita confusão – Parte Dois

Claro que tudo estaria bem se não fosse um pequeno ser alado que entrou momentos antes disso aparecesse de repente de frente da Motoko. Bem o justo não seria muito forte para a samurai se não fosse nada mais e nada menos do que Tama. Motoko da um grito e se move. Guilherme como está embaixo e firme começa a sentir os movimentos da mulher que o faz perder o equilíbrio, poderia tentar manter, mas está em cima de uma cadeira.

Moral da cena. Os dois caem: Guilherme de costas e Motoko de frente. Quem sofreu mais a queda foi o Mishima que foi de costas para o chão e ainda teve que sofrer o impacto da queda do corpo da Motoko. E como o acidente não bastasse ambos caírem, deixou ainda em uma situação comprometedora. Praticamente a cara do Mishima estava enfiada debaixo da saia e a cara da Motoko foi justamente onde está o órgão sexual do homem, resumindo essa descrição: eles estão na típica posição erótica chamada 69.

Uma coisa primeiro disso foi à necessidade de puxar o ar para os pulmões para o Mishima, só que tinha uma certa coisa que está impedindo de respirar, justamente um corpo de uma mulher onde muitos dariam tudo para está no lugar dele. Ele tenta respirar de todo jeito, mas não consegue. Tenta mexer a cabeça, os lábios e tudo que puder para conseguir ter o ar de novo para o seu pulmão, até usaria alguma de suas técnicas, mas elas são dependentes do oxigênio dentro do corpo.

Motoko aos poucos percebe que está em uma situação meio hentai (para não dizer completamente). De repente ela sente uma coisa mexendo em baixo dela, justamente numa parte... bem delicada. Claro que isso está acontecendo por causa das tentativas de Mishima puxar o ar. Seu corpo entra em choque e sua face cora por sentir em baixo dela formigando, mexendo de um jeito que ela mesma sozinha nunca teve o atrevimento para isso. Claro que tenta levantar, mas o seu corpo não reage totalmente já que está ocupado demais ligando do que está sentindo. Isso era demais com ela, por que dês quando começou a ter um contato com o sexo masculino (inicialmente com Keitarô e agora com o brasileiro) sempre acontece em uma situação comprometedora. Alguém vai ter que pagar com essa situação humilhante e meio que prazerosa.

De repente os movimentos que estava debaixo da Motoko param. O que já permite ela agora levanta ainda meio abalada com isso. Se tivesse ficado mais um pouco aquele jeito talvez teria um orgasmo. Ela tenta imaginar dês de quando ficou tão pervertida, acho que está escrevendo romances demais.

Agora ela ver o causador daquele formigamento debaixo dela que está estilado no chão meio roxo. Ela tira o pano que cobria os olhos dele para ver que ambos estão em espirais. Ela entende agora que a culpa de está tanto tempo naquela posição foi dela mesma. Mas então por que não saiu logo se não estava gostando daquilo? Isso é mais um mistério na mente dela.

Agacha para acordar aquele homem está desmaiado por causa da falta de ar. Ela bate na cara dele não com muita força para fazê-lo acorda. Aos poucos ele acorda já ficando orientando onde está e acorda com um gosto estranho na boca, um gosto... gostoso? Junto com um cheiro... bastante agradável, similar a morango

- Você está bem? – pergunta Motoko.

- Hai acho que sim – o seu nariz começa a sangrar, não por causa do acidente, mas de ter a consciência agora de onde estava, especificamente o seu rosto que estava a fundo (para não dizer profundo) na samurai onde nenhum homem já chegou debaixo da saia da Motoko. O sangramento é simplesmente a típica de excitação a qual tenta tampar com a mão – me de espaço para levantar.

- Hum... hai – Motoko se afasta do homem que imediatamente levanta.

- Agora bem – disse tirando a mão do nariz já que o sangramento acabou – por que balançou tanto a ponto de a gente cair?

- Bem... é que... – Motoko não tem coragem de falar que se assustou com a tartaruga voadora, esse medo é tipicamente estúpido exceto pra ela. Não precisou ela falar isso porque Tama aparece de frente dela que a faz gritar e subir na primeira coisa que encontra. Justamente essa coisa foi 'os braços de Mishima', ou melhor, Motoko teve uma reação de medo típica de Scooby doo subindo nos braços de alguém.

Já o Guilherme está sem reação, segurou Motoko no colo por instinto, sem ter ainda noção inteira da situação que ficou com a samurai. Mas antes de tal alto viu o motivo do medo da Motoko, uma coisa meia... estranha? Guilherme balança a cabeça para ver aquele animal voando é aquilo mesmo. Claro nunca foi de beber (e também de fumar) para ficar fora de si, ou melhor, não é de inserir uma gota de álcool da boca normalmente, mas a sua visão está vendo ou uma alucinação ou uma realidade bem exótica. Não é todo dia que se ver uma tartaruga voadora.

- É impressão minha, mas tou vendo uma tartaruga voadora – disse o brasileiro com uma gota atrás da nuca.

- Bem isso é uma tartaruga verdadeira – responde Motoko fazendo o possível ao máximo para não olhar para a tartaruga.

- Hum que estranho, parece um pokemon, mas agora tenho outra duvida – disse ficando vermelho.

- Qual?

- Por que está nos meus braços?

Motoko vira vermelha a ponto de quase explodir. Claro que o medo falou mais alto, mas normalmente o medo é mais uma face do instinto. Queria saber que a levou chegar nesse ponto alem do medo de tartaruga.

- Pode me colocar no chão, por favor – disse Motoko ainda vermelha.

- Hai – disse mesmo vermelho fazendo o que foi pedido bem delicadamente como se tratasse de um objeto mais frágil e o mais valioso na face da terra.

Motoko em pé ver Tama que está flutuando parada de frente do casal ainda recua alguns passos para trás.

- Não entendo pra que essa preocupação toda, é só uma tartaruga – Guilherme foi para direção do animal e estende a mão para pega-lo. Na mente inocente de Tama pensa que o brasileiro quer brinca com ela então esquiva da mão – hum... até que meio escorregadio – tenta de novo agora com um movimento mais rápido, mas novamente esquiva – e persistente.

Daí começa um jogo de pique e pega, Guilherme aumentando a sua velocidade de leva a mão para o animal, mas todas as tentativas foram em vão porque Tama esquiva de tudo. Guilherme tem a impressão que está lutando com o réptil já que suas mãos estão muito rápidas no nível de socos. Parece que Mishima cometeu um erro, que ele mesmo reconhece, subestimou o animal.

Então pensa em fazer uma coisa que não estava nos seus planos. Concentra um pouco de quantidade de Ki na sua mão direita e dispara com estalo de dedos. O nível é só pra acerta ter o objetivo de derruba Tama. Mas para o seu azar Tama revida atacando a energia com a pata assim devolvendo como uma bala para o emissor do Ki. Guilherme esquiva virando para o lado meio assustado. Nunca imaginava que aquela tartaruga voadora iria revidar.

- Motoko essa tartaruga é um pokemom mesmo – vira pra trás, mas porem não acha a samurai – ué, Motoko? – olha para todos os lados e depois para baixo e ver a samurai estilada no chão com os olhos espirais.

Acontece que o tiro que Mishima disparou e Tama revidou acertou Motoko na cabeça. Então fez a desmaiar no chão. Claro que o disparo não vai teve o poder de matar, mas teve o poder de atordoar.

Então Guilherme se agacha para acorda a mulher desmaiada. Pega nos braços e balança. Está meio preocupado do que fez.

- Motoko! Motoko! Motoko! Motoko! – tenta chamar por ela, mas tudo que ouve são alguns sons intraduzíveis – diga alguma coisa.

- Alguma coisa – diz em resposta.

- Acorda Meu Bem. Anda. Você precisa acorda – só agora que deu conta do que falou. 'Meu Bem', onde ele tirou isso. Quando está tão intimo para falar esse tal tratamento. O que está acontecendo com ele? Dês de quando está ficando tão... ousado?

- Hum... Gui –kun – diz Motoko acordando aos poucos em uma altura sonora bem baixa quase como sussurro – o que aconteceu comigo? – agora diz em uma altura sonora bem nítida.

- Bem você desmaiou de repente – diz ocultando o fato de ter provocado diretamente ou indiretamente o desmaio – bem... – diz a face ficando vermelha – o que você disse mesmo?

Motoko engasga ao ter noção que falou baixinho. Onde ela está com a cabeça ultimamente? Dês de quando está ficando tão interessada pelo brasileiro. Claro que ela atualmente assume que já gostou do Keitarô. Espera, já gostou? Quando o verbo ficou no passado? E por falar nisso dês de quando ela usa o sufixo –Kun para alguém. Nem mesmo para o Keitarô ela já usou.

- Não. Nada – responde também ficando com a face vermelha – mas o que você falou mesmo quando eu estava acordando – lembrando de algumas palavras que Mishima falou quando estava tentando a acordar apenas que não as ouviu direito.

- Hum... nada de importante – diz meio com vergonha – bem vamos nos concentrar em pegar a tartaruga.

- Ta bom então – concorda já que não quer aprofundar em um assunto vergonhoso. Motoko é ajudada a ser levantar – o que é pra se concentrar mesmo?

- Vamos atrás da tartaruga voadora. Eu vi que ela entrou nos vestiários. Venha comigo, ou está com medo ainda.

- Eu? Eu, Motoko Aoyama não tenho medo de nada – diz com firmeza.

- Ta bom então, vamos atrás do pokemon – diz Guilherme ficando com uma gota atrás da nuca.

- Hai – diz seguindo ele para os vestiários.

O casal de dirige da porta do vestiário semi-aberta já que Tama entrou aí. A porta leva para um corredor em 'T' que um caminho vai para o vestiário dos homens e outro vai para o vestiário das mulheres. O que Tama entrou mais provável é o vestuário feminino já que a porta está entre aberta.

- Bem por aqui – diz o brasileiro indo para o vestiário, porem Motoko o segura pelos ombros.

- Ei, você vai entrar assim da maior cara de pau assim num vestiário feminino?

- Primeiramente: a tartaruga entrou naquele local e segundo: só tem a gente dentro nesse prédio. Então não tem nenhum risco de eu entrar lá.

- Hum pervertido – diz fazendo que Guilherme tenha uma gota atrás da nuca.

Os dois entram no vestiário que aparentemente tudo está normal, exceto por duas coisas: um armário vazio totalmente aberto, duas toalhas brancas e um sabonete no chão.

- Viu só – diz Mishima – ver que não tinha perigo de encontrar nenhuma mulher nua aqui dentro.

- Mas isso você queria encontrar – olhando meio torto.

- Por acaso tou sentindo uma pontada de ciúmes? – diz Guilherme tentando provocar.

- Eu? – fica vermelha – nunca vou ficar com ciúmes de um pervertido como você.

- O que eu fiz pra merecer isso – diz colocando a mão na cara – vamos nos concentrar em achar o animal pra depois a gente continuar com treino.

- Ta bom – concorda já que está louca por aprender novas técnicas com Mishima. Até parece que ele virou o seu sensei, pensa Motoko.

Guilherme foi da uma olhada no armário para ver se Tama estava lá dentro. Aoyama está em outro lado tentando achar Tama, mas torcendo que o brasileiro ache primeiro.

Porem a suas preces foram por água a baixo já que a tartaruga aparece na sua frente, ela avança pra trás andando de costa, mas escorrega no sabonete e praticamente voa para trás. Para a sorte de não cai no chão já que esbarrou no Mishima, mas para o seu azar pegou o homem desprevenido e com o impacto os dois vão parar dentro do armário e para a lei do azar piorar o armário se fecha e se tranca.

Claro os dois estão inteiros, não se machucaram com isso, mas resultou em uma situação muito embaraçosa. Praticamente os dois estão colados, Motoko de costas para o Guilherme. O quadril de Motoko está praticamente esfregado pelo de Mishima o que deixa uma certa posição muito maliciosa, sem contar que a saia de Motoko subiu um pouco deixando uma impressão mais maliciosa ainda. Uma mão de Motoko foi parar meio na coxa direita do rapaz, mais precisamente perto na vilinha. O outro braço está meio pra trás segurando a nuca do brasileiro, para quem estivesse vendo através do armário diria que Motoko está puxando Guilherme pra mais perto pra si. Já o brasileiro também não está em bons lençóis (ou pode está depende do ponto de vista), sua face está corado do pescoço da Motoko, dando a impressão que está beijando essa parte. Seus braços estão laçados, sendo que a mão direita está na barriga de Motoko e a outra mão esta justamente nos seios.

Lógico que os dois não queriam estar como estão agora, mas o lugar pequeno impede de pelo menos amenizar a situação. Os dois se mexem muito para tentarem achar um jeito de sair.

- Cuidado com o meu pé – diz o brasileiro.

- Tira as suas mãos nos meus seios – diz Motoko meio irritada.

- Até que gostaria desse feito, mas não consigo me mexer inteiramente aqui. Pelo menos tire a mão da minha coxa.

- Olha só onde você nos meteu?

- Eu? Você está ficando doida, não fui eu que me arremessei em alguém.

- Também você não cuida do lugar, irresponsável.

- Pelo menos não sou eu que tenho medo de uma inofensiva tartaruga voadora – diz Mishima pensando "ta certo não tão inofensiva assim".

- Deixamos de discutir e vamos pensar como vamos sair daqui.

- É justamente que tou pensando.

Ambos estão com as faces coradas. Tentam se mexer ao máximo, mas só piora mesmo. Logo os seus corpos demonstram reações não muito agradáveis para o lado racional, mas muito agraváveis para o lado carnal. Com os movimentos de ambos as mãos de Mishima massageiam involuntariamente os seios de Motoko o que faz o seu corpo sentir um certo prazer por isso. Claro que sua razão luta para não cair na ação de ficar excitada, porque isso é vergonhoso. Já o brasileiro também tem muito que se preocupar já que os quadris fartos de Motoko estão esfregando nele, justamente em uma parte é digamos sensível a isso. Claro só Deus sabe o que Mishima está fazendo para manter o controle, mas a carne é fraca e não sabe quanto mais pode aquentar sem demonstrar uma excitação completa.

- Hum tive uma idéia - disse Mishima de repente.

- Então faça logo o que for preciso - diz Motoko já com a voz meio alterada, quase gemendo, por causa da situação.

Guilherme estica o dedo da mão direita para concentrar melhor realizar melhor a sua idéia que é simples, usar uma técnica sua para explodir a porta do armário. Concentra uma quantidade de Ki no seu dedo formando uma esfera.

- Técnica secreta. Código 2 – Reikou –dan – forma totalmente uma esfera azul que está na ponta do dedo – explodir.

E ai acontece que a porta do armário vai para os ares e Motoko e Guilherme por causa do impacto são arremessados para fora do armário. Motoko até tenta ficar de pé, mas vira o seu corpo e cai de bunda no chão com as pernas aberta com a calcinha a mostra. Guilherme cai de cara no chão, porem caiu justamente próximo da calcinha da Motoko, ou seja, agora ele tem uma visão privilegiada. Os dois já percebem isso. Motoko fica morta de vermelha e Mishima tem um ataque de hemorragia nasal.

O som de um tapa é soado em todo vestiário assim quando os dois se levantam. Para ser mais preciso Motoko da um tapa na cara do brasileiro que deixa marcas de leve nos dedos dela.

- SEU PERVERTIDO DE UMA FIGA. COMO SE ATREVE A FICAR OLHANDO A MINHA ROUPA DE BAIXO DEPOIS DAQUELA SITUAÇÃO EMBARAÇOSA – diz Motoko praticamente gritando com todas as forças.

- OLHA AQUI SUA ADOLECENTIZINHA-diz colocando a mão na face já que está meio que doendo - EU NÃO TENHO CULPA DE NADA NESSA HISTORIA. ESTAVA DE BOA ME PREPARANDO PARA TREINAR ATÉ QUE VOCÊ CHEGA AQUI QUERENDO UMA LUTA. TENHO A BONDADE DE LUTAR COM VOCÊ E ENSINAR ALGUMAS COISAS PARA VOCÊ E É ASSIM QUE ME AGRADECE?

- POR ISSO VOCÊ ACHA QUE TEM DIREITO DE PEGAR OS MEUS SEXOS, VER A MINHA CALCINHA, EXPOR AO RIDICULO E... – ela não tem coragem de falar da situação que ela sofreu em baixo dela, o formigamento que ela sentiu debaixo dela - ... E AINDA POR CIMA TENHO QUE AGRADECER POR ISSO TUDO? VOCÊ MERECE UMA LIÇÃO.

- COMO SE VOCÊ TIVESSE FORÇA SUFIENTE PARA ME DAR UMA LIÇÃO.

Motoko com raiva pega a primeira coisa que ver para usar como arma, uma toalha. E começa a atacar o brasileiro com ferocidade mesmo sabendo que aqueles ataques dificilmente o machucariam serio.

Guilherme como não é de deixar um desafio pega a segunda toalha e começa a revidar com a mesma ferocidade. Assim como o terceiro round dos dois, se pode chamar o que os dois estão fazendo de luta, já que mais parece uma briga de criança do que uma briga seria. Até que ponto um casal em crise de raiva podem chegar a fazer, né?


Keitarô, Mutsumi, Naru e Kouta estão sentados um de frente do outro em uma mesa circular fazendo um lanche rápido. Todos estão em conversa fiada, falando dos mais diversos assuntos e comendo cachorro quente e bebendo coca-cola.

- Keitarô, me passa o vidro de molho de tomate – pediu Kouta.

- Hai – pega o vidro com o conteúdo e estende o braço para Kouta pegar. Mas por uma lei de eventos acidental chamada lei do Ken Akamatsu que causa eventualidades meio maliciosas. O que realmente aconteceu foi que graças ao pequeno espaço da mesa Keitarô estica a sua mão ao ponto de pegar nos seios de Mutsumi.

- Ora, ora. Já está animadinho hoje de manhã – diz Mutsumi com a face meio corado e com um sorriso nos lábios.

Naru se levanta já preparando o punho.

- Ora seu... – disse Narusegawa já preparando para dar o Naru Punch – diga as suas ultimas três palavras.

- Naru – disse se levantando e colocando as mãos para frente – veja bem... – não terminou de falar ela já da um soco no Keitarô que sai voando.

- Hum é sempre assim? – diz Kouta meio assustado com que viu.

- Hai – respondeu Mutsumi como se nada tivesse acontecido.

- Não se preocupe Kouta-san – disse Naru – ele vai sobreviver – tentando ser delicada.

Fazia um tempo que Keitarô e Naru não tinham nenhum tipo de contato dês daquele dia quando Keitarô falou dos seus sentimentos. Os dois praticamente estavam evitando um com outro, mas graças a Mutsumi e Kouta os dois retornaram ter contato ficando a ser assemelharem o antigo relacionamento. Claro está tudo igual, só o fato do Keitarô não correr atrás da Naru. Tem coisas como nunca mudam como Keitarô ser vitima dos Naru punchs dela.

Em um outro lugar uma jovem com uma panda no lado está meio perdida tentando encontrar o clube de artes marciais. De repente ela ver um corpo vindo para a sua direção, mais precisamente do Keitarô que esta caindo na sua direção. A jovem percebe a aproximação do Keitarô e se prepara para isso. Levanta a perna como se fosse preparar para um chute e assim quando Keitarô chega perto era vira o corpo acerta no pescoço fazendo ele rodar e depois com a mesma perna aplica um tipo martelo para Keitarô finalmente cair no chão.

- Agora vem tarado, pervertido, estrupador de formigas vem de novo para te dar uma pisa – disse a mulher entrando em uma pose de luta conhecida como Tae Kwon Do – se tentar fazer uma gracinha olha que vou te capa seu cabra safado.

Mas aí ver melhor Keitarô melhor e percebe que na verdade era não era proposital que ele avançasse nela. Também ela deixou os seus instintos agirem, afinal qual é o maníaco que quer atacar uma pessoa vindo a 30 metros acima do solo?

Ela agacha e pega um graveto para cutucar Keitarô para saber se ele está vivo.

- Você está bem? – pergunta agora com calma.

- Hum... to vivo pelo menos – diz Keitarô com muita dificuldade já que sentiu na pele o Naru punch mais os chutes poderosos daquela mulher.

- Você sabe me dizer onde fica o clube de artes marciais? – pergunta.

Keitarô com uma mão tremula aponta a direção certa.

- Fica naquela direção – diz.

- Obrigada – responde deixando Keitarô sem socorros. Para piorar a situação do Keitarô a panda passa por cima dele.

A estranha jovem vai junto com a sua panda direto para o clube de artes marciais.


A luta de Motoko e Guilherme com as toalhas ainda continua. Desta vez foi até o salão do ringue. A luta está muito acerada como se fosse uma competição seria (para os dois é sim).

- Desista de uma vez Motoko. Com essas habilidades você nunca vai me vencer – diz Guilherme com um sorriso confiante.

- Não vou desistir tão fácil. Técnica Shimmei: chuva da toalha lunar – faz uma técnica que ataca com ataques múltiplos o que faz Mishima ter dificuldade para defender e mesmo contra atacar. Em um golpe rasteiro com as pernas Motoko realiza uma grande façanha: consegue derrubar o brasileiro.

Guilherme se levanta lentamente meio surpreso de ser pego principalmente em uma briga de toalhas. O brasileiro ver a Motoko que ainda o encara, mas diferente da raiva que ela sentia antes está agora digamos mais leve e mais solto podendo dizer que está feliz agora chegando até ter um sorriso no rosto. Mishima fica feliz por isso, mas não vai deixar de revidar.

- É melhor tirar esse sorrisinho no rosto. É preciso mais que um golpe de sorte para me derrotar – diz Mishima.

- Vamos ver se após a segunda queda você vai dizer que foi por sorte – diz Motoko meio animada.

Mishima concentra um pouco de Ki na sua mão para parti para o ataque. Após isso Mishima usa a toalha perfeitamente como se fosse uma corda que laça a toalha da adversária. Puxa de uma vez assim desarmando Motoko. Novamente faz a mesma coisa só que laçando o pulso da samurai e puxa para perto de si. Ela é puxada e só para quando esbarra no peitoral do brasileiro.

- E agora o que você vai fazer? Já não tem como você escapar – diz o brasileiro já segurando o pulso dela diretamente.

- Irei... – Motoko se perde com as palavras em reparar onde está precisamente, ou melhor, como ela esta. Perto do brasileiro isso com certeza e uma pequena diferença de distancia o que separa o casal, espaço suficiente para ambos verem o rosto do outro.

A face de Motoko cora por está muito próximo do Guilherme e desta vez não é nenhuma cena constrangedora do nível que ela passou com ele momentos atrás. O próprio Mishima cora também já que aproximação com a samurai abala os seus sentidos.

Mas o que seria tudo aquilo? O que esta acontecendo no seu coração? Pergunta feita pelos ambos, porém não obtinham respostas. E mais curioso que nenhum dos dois dava um passo nem para direita e nem para esquerda, nem para frente e nem para trás como se o cérebro ocultasse o raciocínio. Ficaram parados ali já não tendo noção mais do tempo e do espaço.

Não importava a disputa de força e habilidades de lutas. Não importava as diferenças de idades dele e dela, 26 e 18 respectivamente. Não importava mais de onde eles estavam e nem mais de uma tartaruga voadora a solta naquele lugar. Apenas tinha ele e ela sozinhos naquele clube de artes marciais localizado na Toudai.

Claro que instintivamente Mishima põem a mão suavemente na face de Motoko sentindo a lisa pele meio aquecida com o rubor emanado da mesma. Claro que sua razão praticamente abandonou deixando sozinho o próprio instinto ouvindo a sua voz e sua ordem, 'beija-a', sendo repetida diversas vezes como um gravador. Guilherme mesmo está receoso por fazer esse tal ato ousado fazendo aumentar o seu rubor (se for mais possível), mas os seus olhos fitam os lábios sedutores daquela jovem que de uma forma ou de outra mexe com ele.

Já Motoko está sem ação e sem pensamento. Seu coração dispara de uma velocidade surpreendente e suas pernas meio que bamba. Sua saúde de atleta a permitiu não desmaiar até agora, já que essa cena praticamente só acontece nos seus romances. Mas é tão real como o chão que pisa e mais incrível que pareça não consegue sequer recuar naquela situação. Seu rosto sente as mãos firmes daquele brasileiro. Como mãos fortes daqueles podem ser ao mesmo tempo tão suaves. O sangue de seus lábios circula freneticamente assim enfatizando a cor escarlate para enfatizar o receptor avançar neles. Seu desejo é facilmente demonstrado no seu corpo.

Os dois aproximam bem devagar fechando lentamente para saciar o desejo de seus instintos. Um brasileiro. Uma japonesa. Uma universidade. Um misto de desejos. Um sentimento que começa a geminar dentro do coração do casal. Umas faces coradas. Um panda.

Espera aí... UM PANDA? Foi a coisa mais esquisita que apareceu de repente. Quando praticamente faltavam milímetros para aqueles lábios se tocarem quase se tocando do nada vem um panda ficando perto do casal. Como os reflexos dos dois são bem apurados rapidamente se viram para ver o estranho bicho e se assustam pulando para trás.

- De onde veio esse panda? – pergunta Motoko meio que assustada, não pelo fato do panda está na sua frente, mas ter a pego de surpresa.

- E eu sei lá – responde Guilherme também assustado.

- Ei Mariana! Por que na minha frente? – disse uma voz feminina que está correndo para alcançar a panda, ela não viu a cena do casal antes.

- Ué? Eu conheço essa voz – diz Guilherme já se recuperando do susto. Motoko olha para o brasileiro com uma enorme interrogação.

A misteriosa jovem está corre e da um pulo que fica em cima de uma das pilastras que segura as cordas do ringue. A jovem tem cabelos curtos pretos meio arroxeados até o ombro, olhos cinzas, 26 anos de idade aparente, 1,70 de altura e umas curvas bastantes proporcionais para uma mulher ocidental. Está vestindo uma calça braça cheia de bolsos, tênis preto, camisa azul escura com uma estrela dourada na frente da camisa e uma mochila verde tipo militar de tamanho pequeno.

- É ora de arrebentar – diz com uma cara confiante e travessa.

- Quem é ela? – pergunta Motoko olhando a estranha figura.

- Anne –chan? – diz Guilherme.

A garota da um olhar fixo no brasileiro. Continua olhando algum tempo antes de tomar uma ação. Então brilho fica em volta dela e seus olhos ficam como estrelas.

- Gui –kun! Como estava com saudades de você – disse falando meigamente e já pulando em direção do brasileiro para da um suposto abraço.

'Gui –kun'? Como aquela mulhezinha tem a coragem de chamá-lo assim? Pensa Motoko. Primeiramente é doida suficiente para ter um panda de estimação (ainda bem que não é tartaruga) e ainda por cima chama-o com intimidade. Quem ela pensa que é para se dirigir desse jeito com seu brasileiro? Espera aí 'seu brasileiro' de onde ela tirou isso na cabeça, ou melhor, de onde...

- Isso não me engana – diz Guilherme desfazendo assim as reflexões da samurai. Motoko não entende que Mishima quer dizer.

- Olha que isso Gui – kun! – disse toda angelical com ainda brilho em volta – como quero apertá-lo... ATÉ VOCÊ MORRER HAHAHAHAHHAHAHA – sua expressão de anjo cede lugar para uma expressão de demônio e assustadora com direito até a substituição das luzes em volta por fogo. Ela um pulo falso para um abraço para aplicar um chute que vai acertar de lado a cabeça do brasileiro.

Mishima percebe logo isso inclina o corpo para trás assim evitando o chute. Quando a mulher aterrissa e logo da um chute na barriga de Guilherme. Ele meio que curva pra trás sentindo o golpe.

- Te peguei – disse a mulher dando uma risada vitoriosa.

- Não doeu tanto assim, só que tinha que usar mais Ki para absorver mais impacto – disse Mishima já voltando na pose normal.

- Você sempre bancando o forte – respondeu a mulher misteriosa.

- Não por bancar ser o forte, mas to acostumado com os seus chutes.

- Me lembro que você literalmente voava com os meus chutes.

Motoko que só estava escutando a conversa praticamente arregala ao máximo os seus olhos só de imaginar a situação que ouviu. Parece que ela achou a versão em pessoa Kick do Naru punch.

- Vou o suficiente para me acostumar – disse com um sorriso.

- Vai sonhando, os meus chutes aumentam a força. Eu ainda nem usei toda força.

- Pois venha então – ainda mantendo o sorriso.

- Bobo – vai ele e abraça – você não deixa de ser o corajoso.

- Também sentir a sua falta, mulher macho – disse fazendo uma brincadeira.

Ela desfaz o abraço e seus olhos param sobre Motoko que a frita. Motoko olha a misteriosa mulher a fritando e revida com o olhar. A mulher olha uma mulher alta, com cabelos longos, pele pálida, vestindo um acessório de roupa que ela costuma usar em cada vez que o cometa Raley costuma passar – saia – mas o que mais chamou atenção foi a palidez da pele da samurai. Já Motoko olha a misteriosa mulher ocidental achando ela escandalosa demais. Parece que as suas estavam se encarando e ficaram assim por um bom tempo (precisamente um minuto certinho) até a mulher misteriosa virar para o Guilherme e perguntar:

- Quem é a vampira grande? – ainda aponta dedo para Motoko.

- Que? Quem é vampira sua escandalosa? – revidou Motoko.

- Que? – disse aproximando de Motoko ficando frente a frente – quem é escandalosa sua esquisita?

- Você sua esquisita barulhenta.

- QUE?!?! – disse praticamente soltando faíscas nos olhos.

Motoko revida com o mesmo encaramento de olhos chegando soltar faíscas. E começa uma briga de raios imaginários emanados nos olhos das duas que se chocam. Parece que não é só amor que não é o único a ter em primeira vista.

Guilherme pensa interferir, mas as áuras das duas estão muitas pesadas para se intrometer. Como o seu pai diz: "briga de mulher homem não mete a colher" então acha melhor esperar uma situação mais apropriada para interferir. Então praticamente espera em uma distância segura até a discussão acabar. Para distrair ver o que está em sua volta, ver Tama voando e a pega. Olha para o outro lado e ver a panda de sua amiga tendo uma impressão que o nome 'panda' é família, só não consegue saber da onde é.

Enquanto isso Motoko e a mulher misteriosa praticamente brigam. Não tem nenhum movimento físico apenas discussão mesmo. Parece que está tendo um encontro de gato e rato.

- Olha aqui sua giganta – diz a mulher – detesto quando me chamam de esquisita.

- Então se comporte como um normal. Deixando de chamar os outros de vampiros.

- E eu tenho culpa que você é tão branca a ponto de ser confundida com uma vampira? Você já ouviu pelo menos o que é praia e frito solar?

- Só podia ser uma doida indisciplinada para falar assim dos outros.

- Ora sua... – disse com uma veia na testa.

Motoko apenas encarou com uma veia na testa também e mais uma vez começa uma seção de encaramento.

Mishima para se distrair ver uma exótica luta entre uma tartaruga e uma panda em cima do ringue do clube.

No primeiro round os dois animais estão de frente do um do outro, o mamífero em posição quadrúpede e o réptil no chão com as nadadeiras frontais levantadas parecendo a versão tartaruga de Karater Kid. Quando bate o gongo a panda da um piso em Tama levando para o chão.

No segundo round com a segunda badalada do gongo por mais absurdo que possa parece a tartaruga imobiliza o panda segurando na sua pata traseira esquerda enquanto o adversário se encontra no chão. Tama tava falando seu idioma de tartaruga os 'Mews' que podem ser traduzidos como 'peça penico'.

De certa forma Guilherme estava cansando do dialogo das duas jovens. Pensava que seria rápido, mas parece que as duas viraram gato e rato. Sabia que a sua amiga tinha uma personalidade encrenqueira, irônica e dramática enfatizando ainda ser direta demais. Mas nunca imaginava que Motoko iria revidar as provocações. Seu pai disse um dia que 'briga de mulher homem não mete a colher', mas existe uma exceção na regra. Justamente é um 'homem-alto-bastante-forte-que-tem-a-força-imaginável'.

As duas estão ainda discutindo até que ambas sente sendo erguidas. Aconteceu exatamente isso: o brasileiro pegou na parte traseira no pescoço de ambas e as levantou.

- Fazem as pazes – disse Mishima com uma sombra que cobre os olhos.

- Nem morta vou fazer com essa vampira alta – disse a mulher misteriosa.

- Também digo essa escandalosa feia – respondeu Motoko.

- É melhor fazerem as pazes agora – disse revelando um olhar assustador meio que 'psicopata-maligno-prestes-a-matar-a-qualquer-momento'. Logicamente isso pode assustar qualquer pessoa principalmente uma 'mulher-samurai-que-tem-medo-de-tartaruga-e-nas-oras-vagas-escreve-romances-quase-ou-inteiramente-lemons' e outra 'mulher-irônica-dramática-bastante-direta-dona-de-um-panda-que-tem-uma-tara-de chutar-o-seu-amigo'.

- Hai – responderam as duas em sincronia esquecendo da recente rivalidade (pelo menos por enquanto) para assegurarem as suas existências.

- Motoko Aoyama – disse mantendo a sua postura de samurai e seriedade.

- Anne Yori – finalmente a misteriosa mulher revela o seu nome.

Ambas se cumprimentam no estilo oriental após quando Guilherme as coloca no chão. O brasileiro suspira de alivio já que o atrito entre as duas acabou por enquanto.

- Tenho que ir – disse Motoko já não querendo fica perto dali. Não que não queria ficar perto do brasileiro, mas sim para evitar brigar com Anne – preciso estuda para o vestibular. Ou dia a gente continua o treinamento

- Tudo bem. Até a próxima – disse Guilherme sorrindo fazendo Motoko ficar vermelha – após disso sai deixando ele e Anne sozinhos.

- Por acaso a vampira é a sua namorada?

- Que? – ver Tama indo embora. Só agora que tem noção de quem Anne está falando. Fica vermelho de uma vez – CLARO QUE NÃO! De onde você tira um negocio desses?

- Você é muito mole quando se trata em vida sentimental – disse cruzando os braços.

- Sou mesmo? Quando namorei uma certa pessoa eu não fui mole – disse com um sorriso irônico.

- Aquilo foi diferente – respondeu Anne vermelha.

- Parece que não sou o único que não muda – disse rindo logo seguida.

- Bobo – disse dando um chute em direção da cara do brasileiro, mas antes de acertar o mesmo segura a perna de Anne.

- Tem certas coisas que mudam em uma pessoa como, por exemplo, estou muito mais forte que na ultima vez que a gente se encontrou.

- Disso eu quero ver seu menino chorão – disse Anne com um sorriso no rosto enquanto sua perna está segurada – antigamente você literalmente voava com os meus chutes.

- Como você disse "antigamente". Agora atualmente já é outra coisa. Mas me diga uma coisa quando aprendeu Tae Kwon Do.

- O que? – disse puxando a perna – como você descobriu?

- Não esqueça que sou especializado em artes marciais – disse estalando as mãos.

- Você descobriu. Logo quando fui para Inglaterra aprendi artes marciais. Agora chega de papo e vamos ao que interessa – ficando em pose de luta.

- Tem certeza que quer isso mesmo? – movimentando a cabeça para alongar o pescoço.

- Absoluta.

Mais uma vez Guilherme vai luta com alguém, desta vez vai ser com sua ex-namorada e atual amiga. Ultimamente muitas mulheres estão desafiando para uma luta. Isso é meio problemático, pensa o brasileiro.

Em um outro lugar praticamente em uma janela de apartamento no ultimo anda (cinco andares praticamente) uma raposa alada entra através da janela assim entrando no simples lugar nada de importante onde encontra um ser sentado em uma poltrona onde está com um notebook.

- Ten – chan. Seja bem vindo – disse o ser humano sem tirar os olhos na tela. O animal pousa no lado da poltrona, mais precisamente bem no encosto do braço esquerdo – espero que tenha se divertido como sempre – disse dando uma olhada na tela do pc portátil – vamos ver os meus próximos serviços: banco, museus, mansões, escola de Ninjas... hum estranho... e pensão feminina... pensão? Ah sim pensão Hinata!

[CONTINUA,


Mais uma vez termino mais um capitulo. Pode parecer rápido, mas estava escrevendo a parte um e a parte dois em um capitulo único, mas como tava com muitas paginas resolvi dividir.

A personagem original não é criação minha e sim foi de uma leitora da minha fic. Lembram quando postei no orkut sobre personagens originais no "Procura-se fics de Love Hina"? Então essa foi uma garota que mandou a sua personagem.

Sobre a parte do brasileiro e da samurai foi baseando no LH mesmo, praticamente a parte do armário foi semelhante a parte do trem de Naru e Keitarô.

Agradecimento especial ao LordZero que foi o meu Beta nesse capitulo. Até a próxima!!!!!!!!!