Em um cinema comum passa a cena de um filme de anime chamado Guardiões Dimensionais onde Keitarô e Narusegawa estão assistindo juntos num tipo de encontro de amigos. Finalmente recuperando boa parte a relação que tinham.
Uma cena que está passando é o seguinte:
"Sayuri então saiu do quarto e Ryuji abriu o armário para pegar umas roupas que ela havia deixado para ele se trocar.Ele ainda pensava no por que daquele semblante triste da irmã,e levou um baita susto ao ver a Mestra Kihoshi no seu armário.
-Olá!-respondeu a mestra em um alegre mais irritante.
-O-Olá?!O que você faz aí dentro sua pervertida?!-gritou o jovem Kobayashi.
-Ora, eu só queria fazer uma boa massagem em você para ajudar a relaxar do treino de hoje, mas sua irmã apareceu e estragou tudo. -respondeu ela com um ar de desapontamento e mostrando a ele os vidros de loções de massagem.-E eu já havia até tomado um banho e posto o meu roupão mais bonito...
-Não me interessa o que você queria fazer só saia logo daí!-gritou ele desconcertado.
Ryuji então pegou a roupa para se trocar ainda irritado com a Mestra.
-Então você não vai ficar comigo?-perguntou ela fazendo beicinho.
-Quer sair logo daqui?-reclamou ele.
-Tudo bem...-disse ela desapontada.-Mais uma coisa...
-O que é agora?-resmungou Ryuji impaciente.
-Sei que você é o mais novo, mas seja um bom irmão para ela hoje.-aconselhou Kihoshi séria.
Ryuji não entendeu a mudança repentina de assunto, na verdade ele detestava essas mudanças repentinas dela de "Mestra Safada" a "Mestra dos Guardiões".
-Sayuri não poderia ter encontrado você em melhor hora. Ela vai precisar muito da família nesse momento.-avisou Kihoshi.
-Da família?-perguntou ele.
-Sim.-respondeu a mestra.-E fique esperto por que algum comparsa de Syou pode atacar a qualquer momento.Você ainda não está totalmente preparado para lutar mais se isso acontecer não passará mais dificuldades como da outra vez.
-Acha mesmo que eu ficarei bem?-perguntou Ryuji.
-Eu ainda tenho muito a te ensinar, mas tem coisas que dependerão de você mesmo. -respondeu Kihoshi. -Espero que não me decepcione quando chegar à hora de lutar.
-Sim senhora. -respondeu o rapaz.
Uns minutos de silêncio tomaram conta do local e então Ryuji disse meio sem jeito:
-É...
-Sim?-perguntou ela.
-Poderia se retirar agora?-pediu Ryuji educadamente.
-Não posso ver você trocar de roupa?-perguntou Kihoshi jogando um charminho.
-NÃO!!-gritou Ryuji. -A porta do quarto se abriu e a mestra meio que foi "jogada" para fora com suas bugigangas".
Uma cena dessas faz que o casal rirem demais dessa cena assim como a maioria dos telespectadores.
- Olha, nunca pensava que acharia uma pessoa pervertida mais que você – disse Narusegawa ainda rindo brincando um pouco com Keitarô.
- Só falta pra ficar completamente pervertida vestir um suéter vermelho, usar óculos e fingir ter cada de CDF – respondeu Keitarô na brincadeira sem parar de rir.
- Isso foi uma indireta? – Naru responde ainda com um tom de brincalhona com mistura de tom de revoltada ainda sem parar de rir.
- Imagina – brincou Keitarô se controlando um pouco na risada.
Os dois se olharam por um por um bom tempo sem retornar assistir o filme. Parece só existia eles no cinema, um momento digno de romântico. Mas apesar de ter uma aproximação para um beijo os dois começam rir da cara do outro.
Parece que a amizade está correndo muito bem, ou melhor, está bem melhor do que quando estavam. Largaram de alguns papeis inúteis como um 'bobo nerd apaixonado perdidamente masoquista' no caso do Keitarô e uma 'excêntrica garota CDF que não deixa aproximar homem nenhum e não decide logo de uma vez se fica ou não com o cara que gosta' no caso da Naru.
Agora tudo está em um perfeito eixo e sincronia. Nada de indiferença. Nada de insegurança. Nada de medo de se machucar. Nada timidez. Nada de angustia. Parece que Keitarô e Naru estão se conhecendo novamente. Como se fosse à primeira vez.
Então estão no cinema assistindo anime lado a lado comendo pipoca. Será que vai rolar algum sentimento? Ninguém sabe, já que no coração do ser humano ninguém manda.
Capítulo XVIII: O fogo dos olhos de esmeraldas
- Muito bem a seção do julgamento do jovem misterioso já vai começar – disse Kanako sentada em uma mesa típicos daqueles tribunais. Mesmo estando em uma importante posição não demonstra nenhuma emoção – de um lado o réu – apontando para um jovem que é a 'cara da versão masculina de Motoko mais novo com olhos verdes' que está vestindo uma calça preta, uma camisa folgada branca com mangas verdes e com um número 14 na camisa com fonte de cor verde e um nome de um tipo de time de baseball popular no Japão e atrás da camisa tem o símbolo do time (isso é por conta da imaginação ou da informação do leitor).
Todas moradoras mais Keitarô, Kouta, Mutsumi, a tartaruga e a panda acompanham o julgamento do misterioso jovem que apareceu de repente. Todos que estavam presentes no momento da chegada do jovem pensavam que era a Motoko de tamanho pequeno, mas se revelou duas coisas surpreendentes: uma que não era uma garota e sim um garoto e outra que diz ser o filho de Motoko.
A confusão estabilizou quando chegou Kanako. Usou a sua autoridade para controlar a situação e organizar tudo. Facilitou para o jovem onde teve a oportunidade de colocar uma roupa decente (roupas deixadas por antigos moradores da pensão). Porem as coisas não vai ser mar -de- rosas para o samurai já que vai ter que acertar as contas com todas.
E para aumentar as testemunhas chegaram Keitarô, Naru e Mutsumi. Era para ser um simples interrogatório, mas como as moradoras da pensão gostam de drama elas fizeram um julgamento tipo daqueles filmes americanos. Mas o que tem demais exagera um pouquinho? Só porque prepararam todo cenário para isso não significam que elas exageram, ou sim?
- Pode começar falando o seu nome – fala Kanako para o jovem.
- Sim. Eu me chamo Yusuke Aoyama – responde ainda permanecendo sentado no chão sobre as pernas (assim como a maioria dos japoneses fazem).
- E o que... – Kanako é interrompido pela Kaolla.
- Espere – disse Kaolla aproximando de Yusuke – você deve jurar a verdade.
- Hum! Tudo bem – disse Yusuke sem demonstrar surpresa.
- Então vamos lá – disse Kaolla puxando um livro marrom de porte médio que tem um titulo de fonte de cor dourada que diz "Corão" – Jura dizer a verdade, nada mais que a verdade e somente a verdade. E ainda me pagar um sandey duplo de banana?
- Eu juro – coloca a mão Corão – mas heim? – quando se deu conta da ultima sentença de Kaolla.
- OBA! – Kaolla volta para o seu lugar para o seu lugar com água na boca.
- Agora retornando – disse Kanako recuperando a ordem batendo na mesa com o típico martelo de juiz – quantos anos tem você?
- Quatorze anos de idades – responde seriamente.
- E o que você faz na vida?
- Sou responsável do esquadrão de elite da colônia japonesa que é responsável em eliminação de demônios.
- Por acaso isso é o BOPE? – pergunta Anne fazendo que todos tenham uma gota atrás da nuca.
- Sem interrupções – avisou Kanako – bem o que disse?
- Sou responsável em um esquadrão de elite que combate diretamente os demônios.
- Demônios? Pode explicar isso melhor?
- Sim. De onde eu vim humanos guerreiam com seres mutantes que se autodenominam de 'dórios' onde chamamos de demônios.
- Então você vive em uma colônia, correto?
- Sim. Não é muito seguro ter cidades convencionais.
- Então como você veio parar aqui?
- Bem estava em uma luta junto com a minha mãe e minha irmã com o imperador dos demônios. Em um momento quando eu conseguir o ferir eu fui tragado para um estranho buraco dimensional. Quando dei por mim estava em um lugar diferente e... – o seu rosto cora um pouco - ...estava em uma situação constrangedora – disse ainda com o rosto corado.
Ao ouvir isso Shinobu cora completamente lembrando do ocorrido.
- Pelo você falou Motoko Aoyama é a sua mãe, você confirma isso?
- De onde eu vim era sim. Só que ela está mais diferente – com essa afirmação faz todos se espantarem principalmente Motoko e exceto Kanako.
- Pode explicar isso com mais detalhe?
- Bem fisicamente ela é um pouco mais madura, cabelos curtos e tem um tatuagem de uma cruz vermelha estilo gótica.
- Por acaso a sua mãe é uma delinqüente? – pergunta Kanako com uma desconfiança na voz.
- Não – fica com uma gota atrás da nuca – se bem que nuca entendi o motivo daquela tatuagem cafona – sussurra pra si mesmo – mas voltando na descrição – falando num tom normal, também se diferencia um pouco na personalidade onde ela é mais solta e extrovertida.
- Com certeza essa Motoko é bastante diferente – diz Kitsune – será que é a Motoko mesmo?
Todos exceto Motoko concordam.
- EI! – expressa Motoko.
- Também tem muitas pessoas aqui que se parecem com as que já vi ou aquelas que conheço.
- Quais por exemplo?
- Você mesmo. Era a presidenta da colônia japonesa, se diferencia apenas pela expressão facial. Aquele era um meio demônio e meio humano– aponta para Keitarô – aquelas duas – apontando para Naru e Kitsune – eram demônios de ferro e raposa respectivamente – aquela menina – apontando para Kaolla – é a minha tia em forma mais nova.
As reações são diversas. Keitarô se espanta em saber que é um meio demônio em uma outra dimensão. Naru fica meio que indignada por saber que era um tipo de demônio metálico. Kaolla fica animada em saber que foi a tia do pequeno Motoko man e também pode responder quem criou aquela espada laser maneira. Kitsune pensa que é uma ironia ser um tipo de demônio raposa em um outro lugar. Kanako mesmo não expressando nada tem um receio em saber como era em uma outra dimensão. Motoko ainda está pasma pelo aquele jovem ser o seu filho, mais pasma ainda em ter a duvida de quem é o pai daquele jovem.
- E as outras pessoas presentes nessa sala, você já as viu de onde você veio?
Yusuke olha para Kouta, Anne, Sara, Tama, Panda e Mutsumi. Não lembra de nenhum dos cinco.
- Não.
- Agora quem é o seu pai? – essa que Kanako faz que todos prestem atenção nas palavras que Yusuke vai falar.
- Eu sei quem é – diz Anne – se levantando e apontando para Yusuke – seu pai deve ser o Dracula – essa afirmação faz que Yusuke fique com uma gota atrás da cabeça.
- Sua perturbada. Quando vai insistir em essa historia que sou uma vampira? – pergunta Motoko se levantando meio nervosa.
- Até que você assuma de vez – disse Anne se virando para Motoko.
- Ora sua maníaca por historias de terror.
- Quem disse que sou maníaca por historia de terror?
- Está escrito na sua cara de mongol.
- Você vai ver quantos paus se faz uma canoa – disse Anne se movendo em direção de Motoko.
- Parem vocês duas – disse Kanako batendo com o martelo na mesa – temos um interrogatório a terminar.
- OK – responderam as duas sincronizadas retornando a sentar nos seus devidos lugares.
- Pode responder a pergunta? – perguntou Kanako para Yusuke que estava meio pasmo ao ver a discussão.
- Ah sim – retornando a sua atenção para seu interrogatório – bem nunca vi o meu pai dês do meu nascimento já que ele estava em uma cápsula de estado semi-vegetativo, mas minha mãe falou muito sobre esse ser. É da espécie sinai, a raça meio humano e meio demônio, que se bem que a única coisa que essa se diferencia de um humano, é que os cabelos são brancos, olhos são verdes, apresenta garras e presas e todos tem um físico perfeito.
- Então você se considera um sinai?
- Não. Parece que só herdei as características dos olhos verdes que alias não é comum para um ser humano ter olhos verdes – olha para Kaolla – a minha tia Su tinha olhos azuis diferente desta que tem olhos verdes.
Todos ficam espantados pelas palavras do jovem.
- Qual é o nome de seu pai?
- Por incrível que pareça não sei o nome original – ao dizer isso faz todos exceto Kanako caírem no chão – minha mãe o chamava de D, mas nem ela mesma sabia o nome original dele.
- Tudo bem sem mais perguntas – disse Kanako batendo na mesa – o júri agora vai decidir o destino do réu.
Naru, Shinobu, Kaolla, Anne, Mutsumi e Sara se ajuntam para discutir em sussurros o destino do Yusuke. Keitarô e Kouta resolveram não se intrometer na decisão das garotas, já que isso pode ser perigoso. E Motoko está no canto analisando com os olhos o jovem chamado Yusuke.
Ela nunca se imaginou nem com namorado, quanto mais casada e com um filho. Pode ver que o seu outro eu de outra dimensão o criou muito bem, aos moldes da disciplina Shimmei. Também pode reparar que o jovem é bastante serio. Será que pegou pesado na educação? Isso é um mistério. Agora veio uma pergunta mais interessante. Quem é o pai da criança? Claro que acreditou em cada palavra que o jovem disse já que os Shimmeis não tem pratica de mentir, mas mesmo assim a curiosidade de saber é muito grande.
Claro que ela não se deu conta de sua mente imagina uma cena onde ela está vestida de um quimono tradicional está ao lado de um certo estrangeiro sendo que tanto ela como ele estão empurrando dois carinhos de bebês com duas crianças que mal aparecem ter mais de um ano de vida num parque comum onde as flores de cerejeira estão totalmente desabrochadas. O casal está lado a lado todo sorridente tendo orgulho dos seus filhos.
Mas o que está pensando? De onde tirou esses pensamentos? Principalmente com quem ainda imaginou essa situação. Parece que ela quer ser a mãe dos filhos de um certo homem estrangeiro.
Por cinco minutos as meninas sussurraram entrem sim para discutir o fim do caso até que finalmente entraram consenso. Para ser a verdade Shinobu não aprovou a idéia. Sara, Anne, Kitsune, Kaolla e Mutsumi aprovaram 100 da ação que vão tomar. Naru ficou na neutralidade, não sendo nem contra e nem a favor. Só Motoko ficou de fora já que ela não estava entre o circo, mal sabendo de onde suas companheiras querem chegar. Keitarô e Kouta só olham o grupo de garotas conspirando preste a dar uma resposta, sendo que Keitarô mais espantado que Kouta já que muito tempo de convivência com as garotas já conheceu o poder mortífero que possuem.
Kitsune é a porta voz do grupo ela se levanta como líder de júri e diz de um tom sério duvidoso:
- Meritíssimo! Chegamos a um consenso.
- E qual seria esse consenso?
- Precisamos interrogar uma nova ré para encarecimento dessa historia cabeluda.
- E quem seria essa ré? – perguntou Kanako com nenhuma surpresa em sua voz.
Sara, Kaolla, Naru, Kitsune, Mutsumi e principalmente Anne apontam o dedo para Motoko.
- Ei! O que eu tenho haver com isso? – disse Motoko surpresa.
- Você precisa revelar o seu segredo – diz Kitsune.
- Qual segredo? – perguntou Motoko com uma cara de duvida enorme.
- Por que escondeu o seu filho da gente – responde Mutsumi.
- Como é que é? – Motoko cara de incrédula.
- Foi isso que você ouviu – disse Anne se controlando para não a chamar de vampira.
- Isso é verdade? – pergunta Kanako.
- Bem... – Motoko mal deve tempo de responder o porquê Kanako pula em direção da samurai e a amarra.
- Parece que precisamos mudar o modo de interrogar a ré – disse Kanako com um sorriso maligno chegando até assustar as outras meninas menos Kaolla e Mutsumi que acham tudo isso uma brincadeira.
- O que é ré? É de comer? – pergunta Kaolla da maior inocência possível.
- Ré deve ver uma macha do carro do papai – responde Sara.
- Mas mesmo assim é de comer?
- Depende de o que como comer – disse Kitsune com um pouco de malicia.
- Kitsune –san, sem besteira – Naru repreende a amiga.
- Acho que se colocar um pouco de açúcar, quem sabe – responde Anne que faz Kanako, Keitarô, Kouta, Naru, Kitsune, Motoko que esta amarrada, Naru e Shinobu com uma gota atrás da nuca.
Motoko estando vestida do seu tradicional quimono está na sala que estava sendo realizado o interrogatório se encontrando sentada em uma cadeira de madeira, só que agora o lugar esta totalmente diferente. As garotas novamente decoram o ambiente, agora deixando totalmente escuro onde a única é a luz é aquela que fica em cima da samurai.
- E então Motoko –chan - disse Kitsune aparecendo com uma luz em cima dela também e vestindo uma roupa estilo Sherlork Homes – por muito tempo você se passou por uma garota conservadora, mas finalmente os seus segredos foram revelados, agora confessa. Quem é o seu amante secreto que é pai da criança? – disse apontando para Motoko.
- Não sei o que estão falando.
- Não tente mentir – disse Kanako fazendo que uma luz aparecesse em cima dela sendo que está vestida de um vestido preto de gala com uma foice pendurada nas costas– você está numa boa enrascada.
- Já disse que não sei de nada. Primeiro é a primeira vez que vejo esse jovem na vida – "que parece um retrato vivo meio masculinizado quando era mais jovem" pensa Motoko – segundo eu sou... – fica vermelha pelo que vai falar -... virgem.
- Não sabia que Motoko –san era do signo virgem – disse Kaolla fazendo que uma luz aparecesse sendo que está vestida com uma roupa que cobre do pescoço pra baixo, aperta no corpo, de cor branca parecendo à roupa dos uniformes dos pilotos dos Evas do anime\manga New Gênesis Evangelion.
- Su –chan, acho que não é bem esse tipo de virgem que Motoko –sempai está falando – disse Shinobu com uma luz em cima dela revelando que está com um tipo de roupa de empregada de luxo.
- Nyah! Então o que é? – perguntou Kaolla na maior simplicidade.
- Esquece Kaolla-san – respondeu Motoko vermelha – eu não tenho nenhum amante secreto.
- Então quer dizer que você tem múltiplos relacionamentos – respondeu Kitsune.
- Eu já falei que não tenho nenhum amante, não tenho nenhum pai da criança e não tenho homem nenhum.
- Então significa que o pai é um alienígena – respondeu Kaolla.
Motoko nada respondeu, apenas teve uma gota atrás da nuca.
- Vocês não vão vem – diz Anne com a mesma luz que aparece nas outras só que ela está vestida com um sobretudo, calça e camisa marrons, parece ser uma caçadora de vampiros – que o pai da criança é o Dracula.
- Se você vier com mais uma dessa historia de vampirismo para o meu lado eu juro que vou oferecer a sua cabeça aos meus antepassados – disse Motoko com raiva das provocações de Anne.
- Ameaçando um dos jurados não vai te ajudar – disse Kanako.
- Se lascou – disse Anne zombando da ré.
- Hum acho que Motoko está dizendo a verdade – disse Naru vestindo uma roupa estilo professora.
- Não sei não, pra mim ela ta escondendo alguma coisa – respondeu Kanako.
- A única coisa que escondo são as historias que escrevo, apenas isso – disse Motoko.
- Bem o que você escreve exatamente? – perguntou Kanako.
- Bem – Motoko olha vira o rosto e olha para baixo tentando achar uma resposta apropriada -... hum... anotações pessoais... hum... relatórios de treinamento... alguns romances... fanfics... coisa desse tipo – disse meio suando.
- Isso está muito suspeito – disse Kitsune com um sorriso malicioso - mas isso vai influenciar o caso. Agora alguém tem mais uma pergunta?
- Eu tenho - perguntou Narusegawa.
- Qual seria?
- Por que estamos de cosplay? - ver que todas incluindo ela mesma estão de cosplay.
- Assim fica mais divertido – disse Mutsumi se revelando que está com uma roupa da Sailon Moon.
- Bem até entendo nós, mas tinha que vestir até o filho de Motoko com cosplay também? – disse apontando para Yusuke que ao fazer isso o revela sendo que está com uma roupa de presidiário.
- Por que isso tem que acontecer comigo? – fala Yusuke pra si mesmo não entendendo o que está acontecendo em sua volta. Das garotas estranhas. De sua mãe interrogada. Do cosplay colocado nele. A conversa entre si que esta muito estranha. Oh Kami –sama, onde foi se meter? Não podia ser no meio de um exercito inimigo? Já que tem afinidade no campo de batalha, mas isso... é a coisa mais confusa e surreal que esse jovem está vivendo.
- Agora vamos provar o DNA da criança – disse Kitsune fazendo um pouco de trama – Kaolla –san, trás o aparelho para examinar o DNA.
- Já comigo – pega uma replica de uma injeção computadorizada do tamanho de um fuzil (só o tamanho da agulha é de trinta centímetros) – quem vai da o braço primeiro? – disse na maior simplicidade.
- Kaolla –san, não tem um aparelho mais portátil que seja indolor? – pergunta Motoko meio que assustada com a inversão de Su.
- Tenho duas versões, uma de formato de supositório – demonstra do tamanho de uma vela grande – e outra que é só um visor – demonstra um visor que só para o olho direito (estilo Dragon Ball Z).
- Prefiro o segundo – respondeu a samurai preferindo a lógica indolor visual do que a outra indolor que... (CENSURADO!)
- Nyah! Tudo bem – disse Kaolla colocando o visor. Primeiro examina Motoko para colocar o DNA dela como o padrão e depois ver o Yusuke para comparar o DNA – confirmado, Motoko é mamãe! – disse Kaolla na maior alegria.
- Como imaginávamos – disse Kitsune – agora vamos a prova psicológica.
- Prova psicológica? – por coincidência Motoko e Yusuke falaram ao mesmo tempo.
- Isso mesmo – disse Kitsune com um sorriso de que vai aprontar – Sara-san, trás o material de prova.
- É pra já raposa – disse revelando Sara com uma roupa estilo de amazona guerreira. Sara está se aproximando de Yusuke segurando um objeto coberto com um pano vermelho. Quando chega de frente dele tira o pano vermelho revelando Tama ainda com um acessório de cosplay: um simples par de chifre que faz parecer uma tartaruga demoníaca.
- Hum? Que negocio é esse? – Yusuke olha para tartaruga sem entender a intenção das garotas.
A intenção era a seguinte: ver se ele tem o mesmo medo que sua mãe, mas o resultado não foi como esperado. Reações diversas aconteceram entre as garotas. Sara com cara de assustada. Kitsune com cara de incrédula. Mutsumi rindo. Naru meio que admirada. Motoko com uma gota de cabeça. Kaolla não perde o sorriso no rosto. Shinobu bastante surpresa. Anne com cara de completa duvida (já que ela não conhece o medo de sua rival).
De onde da pensão Hinata pode ver os gritos de longe de suas moradoras dizendo "O QUE?".
- Esse caso está ficando mais confuso – disse Shinobu pra si mesma – como gostaria que alguém acabasse com essa confusão.
- Parem o julgamento – disse uma voz masculina na escuridão.
- Quem disse isso? – perguntou Kitsune tentando achar o dono da voz na escuridão.
- Kouta – expressou Narusegawa.
- Isso mesmo sou eu – assim quando terminou uma luz o iluminou de cima revelando que está vestido de advogado – tenho provas que Motoko é inocente da acusação.
- Isso eu quero ver – disse Kanako.
-Primeiramente quero perguntar uma coisa para o réu anterior e para ré atual.
- Prossiga então – respondeu Kanako.
Kouta foi até Yusuke.
- Então pode nos informar quantos anos você tem atualmente?
- Tenho 14 – respondeu Yusuke sem entender aonde o primo do Keitarô quer chegar.
Depois vai a direção da Motoko.
- Quantos anos você tem atualmente?
- Pela cara deve ter mais de 100 anos – respondeu Anne.
Motoko olha feio, mas resolve ignorar.
- Tenho 18 anos.
- Isso comprova tudo – disse Kouta – é impossível que ele seja um filho escondido da ré já que as diferenças de idades são poucas. Pelo até onde eu sei é impossível uma mulher gera uma criança aos quatros anos.
- Isso é verdade – Kitsune disse sem se tocar nisso – mas e o fato de ter DNA semelhante alem da aparência? Isso precisa ser explicado.
- Eu tenho a resposta disso – disse uma outra voz masculina na escuridão.
- Urashima –sempai – disse Shinobu.
- Isso mesmo – a luz revela Keitarô com cosplay de Indiana Jones – a explicação é pura arqueologia permita –me contar uma pequena historia – disse fazendo posse (será que é o Keitarô mesmo?).
- Deixa dessa posse idiota e deixe de enrolar, senão vai sofrer as conseqüências – disse Motoko num tom ameaçador fazendo Keitarô engolir seco.
- Tudo bem então – respira fundo voltando no modo normal – bem a historia é o seguinte: "Dimensões irmãs, dimensões gemias, damas da razão e do caos, cada uma com sua particularidade. Todos somos filhos dessas irmãs, fruto de seus seios. Cada irmã é idêntica na pele, mas diferentes de seu intimo, os seus filhos não são diferente disso. Somos filhos da irmã do Norte – a mais harmônica entre as damas. Ao leste tem os filhos da dama cujo seus filhos vivem com contaste conflitos a um povo da destruição. Do oeste vivem os filhos cuja imagem é oposto dos filhos do Norte. Do Sul vivem os filhos que são idênticos no corpo, mas diferentes na alma. Todos os irmãos são idênticos uns aos outros como se fosse uma só carne, uma só mente sendo que cada um com sua particularidade".
- E o que isso tem haver com o vampiro Jr? – perguntou Anne.
- Ei! – expressou Motoko.
- Significa que ele é filho de Motoko de uma outra dimensão alternativa – falou Keitarô.
- Isso é possível? – perguntou Kitsune.
- Acho que sim. Lembra quando eu contei que fui para uma outra dimensão?
- Você disse isso. Pensando bem é a explicação mais provável – expressou Kitsune se alongando.
- Então caso encerrado. Motoko Aoyama foi absorvida de todas as acusações – disse Kanako.
- Beleza! Agora vamos comer – disse Anne animada.
- Boa idéia – disse Kitsune.
Assim todos na sala vão para sala de almoço para comer como se nada tivesse acontecido, deixando Motoko e Yusuke sozinhos. Ambos se olham e se analisam reparando cada detalhe físico idêntico ou semelhante.
- Então você é o meu filho em uma outra dimensão? – pergunta Motoko meio receosa.
- Hai – responde o jovem meio sem jeito.
- Isso difícil de assimilar. Não por não acreditar em você, mas sim por saber que sou mãe em um outro lugar. Nem me imagino direito namorando quanto mais como mãe de família – Motoko meio atrapalhada com as palavras.
- Entendo. Para mim é uma grande surpresa em encontrá-la você mãe... digo senhora nessa dimensão paralela.
- Então vamos deixar as coisas como estão mesmo, hum... filho?
- Pode me chamar de Yusuke senhora.
- Então me chama de Motoko.
- Hai. Motoko –sempai – disse o jovem num tom seriedade.
- A propósito Yusuke é melhor a gente se referir como primo para as pessoas de fora, já que essa historia é meio confusa até pra mim.
- Hai.
- Mais uma coisa. Amanhã começaremos treinar juntos para saber as suas aptidões no estilo Shimmei.
- Hai.
- Então vamos comer com os outros então.
- Hai.
E os dois vão juntos para a sala de jantar da pensão como desconhecidos ou como aluno e professora do estilo Shimmei. Com certeza as coisas não vão ser nada fácil. Como são ambos samurais fica mais fácil ter o contato nos treinamentos assim pode se formar uma relação de mãe e filho com o tempo ou como grandes amigos.
Agora ficam duas perguntas sem respostas. Uma: quem será o pai de Yusuke? Se ele é de outra dimensão com certeza existe a versão dele na dimensão onde rola essa fanfic. E outra: será que as confusões desse capitulo terminaram? Bem isso só vão saber para frente.
Uma moto se locomove na cidade de Hinata indo diretamente para a pensão onde o motoqueiro está levando um misterioso pacote de presente de dimensões de: 1 metro X trinta centímetros. Ao parar de frente da escadaria o motoqueiro tira o capacete revelando ser o sucessor do clã Mishima. Depois tira a jaqueta de coro e pega o pacote e começa a subir as escadarias chegando a ficar de frente da pensão. Bem não resta nada a fazer senão chamar a pessoa com que quer encontrar.
Yusuke está treinando em cima da varanda vestindo a mesma roupa que estava usando antes do interrogatório da Motoko sendo observado pela Motoko que está justamente analisando o desempenho do jovem. Até que um momento o Yusuke para de treinar com a espada de bambu de repente.
- Sinto alguém com o Ki elevado está próximo daqui – disse Yusuke com os olhos fechados medindo o Ki do ser misterioso.
- Também senti esse Ki, mas não se preocupe é um Ki conhecido. Continue com o treinamento eu mesmo vou resolver isso – disse Motoko saindo correndo de lá e indo até a entrada da pensão para encontrar o dono daquele Ki elevado.
Antes mesmo de o brasileiro bater na porta para chamar alguém Motoko aparece de repente dando um pequeno pulo pra trás.
- Não esperava você aparecesse de repente, apesar de vim atrás de você – disse o brasileiro.
- Seu Ki é inconfundível, pode-se sentir de longe – disse Motoko meio que encarando – mas por que veio atrás de mim – corou um pouco.
- Bem lembra daquele quimono que estou te devendo?
- Bem sim, o que tem isso? – não entendendo muito, mesmo vendo que Mishima está com um pacote de presente debaixo do braço esquerdo.
- Pois estou pagando a minha divida hoje – disse dando o pacote.
Motoko quase não para em pé com suas pernas bambas. O que está acontecendo com ela? Por que ficou assim depois de ter recebido um presente? Ela já recebeu presente de suas amigas, de sua irmã, de seus pais e do Keitarô. Esse caso tinha que ser semelhante, mas algo dentro dela faz que esse gesto vindo do estrangeiro esta sendo diferente, já que seu coração está como dizem 'a mil por horas'.
- Achei meio injusto só te presentear só com o Kimono então tem um vestido escolhido por mim – disse Mishima entregando o pacote.
- Escolhido por você – Motoko com cara desconfiada – espero que não seja um vestido hentai.
- Claro que não – o brasileiro fica uma gota atrás da nuca – eu não sou pervertido como você pensa.
- Então você admite ser pervertido – disse a samurai o encarando.
- Claro que não – disse ficando vermelho – por que está me vendo como um ero?
- Primeiro teve aquele dia que a gente se conheceu e segundo teve aquele dia no treino onde... – Motoko foi interrompida pelo brasileiro quando o próprio colocou a mão na boca dela.
- Sei disso tudo e disponibilizaria tempo para defender a minha reputação, mas estamos num lugar onde você tem uma reputação a manter então é melhor encerrar o assunto antes que alguém escuta tudo que a gente já passou e utilize para sacaniar a sua imagem.
- E quem faria... – Motoko se interrompi a frase que iria falar ("E quem faria isso?" –frase que seria dita), mas lembra de uma certa 'garota-inglesa-louca-sem-noção-que-só-arruma-briga-para-o-lado-dela' (pensamento suficiente para uma certa dona de uma panda de estimação espirrar) – tem razão vamos discutir isso em um outro dia. E alias se fosse pervertido mesmo eu nem daria o vestido já que preferia vê-la sem nada usando.
- O que disse? – disse Motoko não escutando direito a ultima frase.
- Nada. Espero que você goste do presente – disse Guilherme dando um sorriso maroto fazendo a samurai corar.
Motoko ver o vestido todo preto parecendo de gala. Motoko não sabe o que dizer. O vestido é muito lindo, mesmo para a mesma que não tem muita afinidade na moda.
Mishima sente uma presença conhecida de sua amiga briguenta, Anne Yori, aparecendo de repente em suas costas para dar um golpe aéreo com a perna. Para evitar o golpe Mishima avança para frente para e evitar o ataque. Teve sucesso na esquiva, porem teve um digamos efeito colateral. Com o avanço repetindo Mishima para nos braços de Motoko e mais uma vez se encontram bem próximos – muito próximos para um casal de amigos – tendo a única coisa distante deles sendo que as próprias faces (uns dez centímetros). Os dois quase morrem de tanto ficarem vermelhos.
Anne ver o seu antigo namorado abraçado pela sua atual rival. Sua mente começa a processar a informação e chega a uma conclusão:
- AAAHHH!! A VAMPIRA ESTÁ SE ALIMENTANDO DO GUI-CHAN – Anne aponta o dedo para o casal.
- Ora sua perturbada – Motoko saindo dos braços do Mishima ficando de frente de Anne – por acaso não tem nada pra fazer na sua vida não? – disse encarando a sua rival.
- Tenho! Espancar o poderoso chefão – apontando o dedo para o Mishima –mas você – aponta o dedo pra Motoko – fica me atrapalhando com seu vampirismo – disse também encarando.
Motoko iria responder, mas Mishima fica no meio das suas segurando nos ombros delas.
- Não sei o porquê de suas brigas – disse olhando para as duas – bem isso não vai me interessar por enquanto, bem eu já vou – disse Mishima se dirigindo primeiro para Anne – não sabia que você estava morando aqui, seria até digamos... hum... problemático saber de como você veio parar aqui, mas por que fala mal daquilo que você já experimentou? – Mishima fala com um pouco de malicia que consegue deixar Anne vermelha – até a próxima – beija na face de Anne a deixando mais vermelha ainda.
Motoko ver isso e tem uma pontada de ciúmes, quem ele pensa que é pra fazer isso em outra mulher sem ser ela? Espera aí. Dês que quando Motoko tem tanta intimidade assim com o brasileiro? Dês de quando a passou a sentir ciúmes pelo o sucessor do clã Mishima. Se ela está com ciúmes significa que...
Os pensamentos de Motoko é interrompido por um toque gentil no ombro, mais uma vez sendo o homem que está mexendo tanto nela ultimamente.
- Espero que você goste do presente – disse com um sorriso maroto deixando Motoko envergonhada – apenas fique mais forte que você é – disse dando um beijo na face de Motoko, mas diferente do beijo na Anne foi um beijo um pouco mais demorado. Isso deixou Motoko no modo hiper vermelha – até a próxima – disse sussurrando nos ouvidos da samurai.
O guerreiro estrangeiro desce as escadas da pensão indo embora, deixando duas mulheres abaladas com a sua presença sendo com a mulher oriental mais abalada que a ocidental.
- Aquele deve ser um aliem disfarçado de Gui-chan – disse Anne voltando ao normal.
- Acho que devo concordar – disse Motoko ainda vermelha e colocando a mão no lugar de onde o brasileiro beijou.
Claro que tudo isso estava sendo observado pelo um quarto ser, praticamente de camarote. Sabe que Motoko é diferente de onde a conhece. Sabe que ela não é a mesma na dimensão que está morando. Mas não deixa de ter um dos sentimentos mais primitivos de um ser humano: o ciúme cujo foco é de um filho meio que mimado para a sua mãe. Isso Yusuke não vai deixar barato.
Guilherme Mishima está dirigindo tranquilamente para a saída de Hinata-sou para se dirigir para Tóquio onde fica a sede da corporação de sua família. Nada foi muito fácil de conseguir o cargo de executivo Junior chefe, teve que ralar antes mesmo de conseguir entrar na Toudai. Teve que provar que tinha capacidade de administrar e gerar capitais, por isso que foi muito testado na sua adolescência, aos dozes anos já começou a fazer trabalhos temporários, aos 17 anos teve o primeiro comercio que foi uma Lan House, teve dois anos de funcionamento até o pai de o brasileiro fazer um desafio. Receberia um grande capital nas mãos, mas tinha que devolver esse capital junto com o triplo do valor. Mishima conseguiu investir muito bem o dinheiro. Primeiro: vendeu o seu comercio assim pegou 90 do valor e investiu na bolsa de ações. Segundo: comprou 51 das ações de uma empresa com 90 do dinheiro recebido. Resultado em um mês conseguiu cumprir o prazo e ficar com bom capital. Agora finalmente desfruta de um bom capital graças a um gordo salário, sem contar da renda que vem das ações que possui da empresa Mishima.
Se praticamente tem uma vida independente então por que continuar vivendo na casa dos pais? Não existem muitos mistérios, já que a mansão é enorme e praticamente para encontrar com seus pais, mas esse não é o real motivo. Existe uma tradição do clã Mishima que o herdeiro da empresa e da arte só pode ter a sua herança se casar. Isso porque uma esposa é importante para o mestre do clã já que a mulher edifica o homem. Após disso finalmente pode morar na casa própria. São tradições idiotas na opinião do Mishima, mas tradições até ele mesmo têm que submeter.
O coração do brasileiro não se apegou até hoje com nenhuma mulher. Já teve alguns relacionamentos, mas o único que floresceu antigamente foi o relacionamento com sua ex, Anne Yori. Porem com uma serie de eventos não permitiu que os dois permanecessem juntos, mas permitiu que se tornassem amigos.
Mas sabe muito bem como lidar com aquela difícil mulher. Sabe muito bem das suas fraquezas. É uma mulher com personalidade forte meio que difícil de lidar, com um jeito estranho de imaginar as coisas e com chutes poderosos que faziam antes ele mesmo voar literalmente, mas ela é sensível em algumas situações como a vergonha. Mishima sempre usou isso quando ela estava com muita raiva ou mesmo para provocara. Claro que na época quando estava namorando as coisas eram muito mais alem de um simples beijo no rosto. Foi engraçado mais uma vez fazer isso na sua atual amiga.
Mas agora ele não entendeu o porquê que fez isso também em Motoko. Ele não tem o costume de se comportar como conquistador, mas tem alguma coisa que atraem naquela mulher e isso já não pode negar. Claro que tem uma tara por lutas e encontrar uma mulher que luta é praticamente é 'matar dois coelhos em uma cajadada só', mas isso não é motivo de fazer o que fez nos momentos atrás. Sentir a suavidade da pele dela com os seus lábios foi bastante gratificante, imagine sentir...
Guilherme teve que parar de refletir já que percebe que tem uma onda de um Ki quase chegando perto para o acerta-lo. A tempo desvia virando para esquerda com a moto chegando a quase perder o equilíbrio. O que é mais surpreendente não foi pelo fato de ter alguém o atacando repentinamente, mas sim pelo o dono do Ki adversário, ou melhor, a dona do Ki, Motoko Aoyama.
Para um lutador experiente é tranqüilo diferenciar o Ki de uma pessoa como se fosse uma digital da pessoa ou DNA. Claro que isso pode ter alguma margem de erros, mas ainda sim reconhecer a pessoa através do Ki ainda é muito gratificante. Mishima já sabe como é o Ki da Motoko então se pode adivinhar que é ela, mas ai vem à pergunta: por que ela está atacando de repente?
Pelo pouco que já conhece Motoko pode pressupor que não faz do estilo dela atacar seus adversários desprevenidos. Mais então por agora? Não seria mais fácil o atacar quando estava em Hinata-sou?
Mishima para a moto, tira o seu capacete e sua jaqueta de coro revelando a blusa preta sem mangas que coloca no seu corpo que combina muito bem com a sua calça cinza escuro com uma listra branca ao lado das pernas.
O brasileiro ver um vulto que se assemelha com Motoko, mas por algum motivo aquela imagem está muito diferente. Parece que encolheu um pouco, está com algumas feições mais jovem e mais masculina. Será que está com problema de vista? Está até vendo olhos verdes da suposta Motoko.
- Motoko? - diz o brasileiro com um receio que esteja errado.
- Eu desafio para um combate – disse uma voz de jovem serio.
- Espera aí você não é a Motoko? – disse Guilherme meio assustado não pelo fato de que o jovem seja parecido com a Motoko, mas sim pela semelhança do Ki. Praticamente passaria um bom tempo tentando achar uma diferença do Ki desse jovem para Motoko. O que está mais espantando que esse jovem tenha um Ki mais parecido com Motoko do que a própria irmã. Normalmente isso acontece em pessoas do mesmo clã, ou família, ou não caso mais especial nos pais ou nos filhos.
- Correto. Eu não sou ela – disse Yusuke encarando os olhos do Mishima e estendendo a espada de bambu em uma mão e segurando outra na mão abaixada.
- Isso estou vendo, mas o que eu fiz pra você querer lutar comigo?
- Vou defender a honra de minha mã... digo minha prima – disse sem perder a posse.
- Defender a honra – diz Mishima pra si mesmo. Ele reflete um pouco das palavras do jovem tentando achar uma explicação lógica pra isso e chega a uma seguinte conclusão:
O garoto deve ter visto quando o brasileiro se encontrava com Motoko. Parece que cismou na cena onde acidentalmente abraça a samurai. Talvez aquele jovem tenha um amor platônico pela própria prima. Talvez sentiu ciúmes ao ver Motoko sendo abraçada por um outro homem que no caso é o Guilherme. Agora sua mente ainda lembra do beijo de despedida que deu em Motoko. Com certeza teve ser por isso que o moleque está na sua frente querendo lutar, porque quer que 'acerte as contas'.
Guilherme da um sorriso discreto lembrando no tempo quando tinha a idade diversos amores platônicos com mulheres mais velhas. Como tudo na vida não sai como queria, então está na hora de ensinar aquele jovem também à lição. Ainda da maneira mais divertida: lutando.
- Muito bem aceito o desafio, então me diga o seu nome?
- Yusuke Aoyama – joga a espada para o adversário.
- Guilherme Mishima – se apresentando - Fazemos o seguinte – disse após pegar a espada de bambu – você luta do seu jeito que eu luto no meu – disse jogando a espada para o lado.
- Tudo bem – disse Yusuke ficando na base de luta do estilo Kendo dos Shimmeis. Já Mishima fica apenas com as mãos no bolso como se aparentemente não quisesse lutar.
Uma pequena folha se desprende do galho de uma arvore e suavemente aterrissa no solo. Ao toque da folha ao chão é o sinal para começar a luta. Yusuke concentra uma pequena quantidade de Ki e arremessa no seu adversário. Guilherme desvia para o lado direito evitando o Ki com o sucesso. Yusuke estava já perto do seu adversário e inicia uma series de ataques diretos. E começa uma dança dos dois onde Yusuke ataca e Mishima esquiva e durante isso o brasileiro tenta achar uma brecha, mas não estava conseguindo com facilidade mesmo o pequeno samurai esteja só na ofensiva.
Se não tem brecha aparente é melhor agora criar uma. Então Mishima tira as mãos do bolso para iniciar seus ataques. E logo de cara foram uns quatros rápidos socos no abdômen direito do rapaz. Yusuke da uns cinco passos para trás mais surpreso do que as dores dos impactos.
- Finalmente resolveu atacar – disse Yusuke mantendo a base.
- Acho que sim – diz com um sorriso.
Mas uma vez Yusuke começa uma seção de ataques com ataques mais rápidos. Por surpresa Guilherme é acertado no rosto com a espada (isso é de doer), deixa até vermelho o impacto. Com o impacto o brasileiro percebe que subestimar o seu adversário não é uma coisa inteligente.
Enquanto isso Keitarô e Kouta estavam voltando para Hinata-sou com uma moto que Mishima até hoje deixou para Keitarô sendo que o mesmo estava dirigindo e Kouta estava no banco de passageiro. Ambos estavam com capacetes. Eles pararam quando viram Yusuke e Guilherme lutando.
- Ué? Não são Guilherme –san e Yusuke lutando? – diz o Keitarô parando a moto e tirando o capacete.
- São sim, mas o que será que houve para os dois brigarem – diz o Kouta tirando o capacete.
- Não sei. Só sei que a gente tem que fazer alguma coisa pra separar a briga.
- É melhor a gente esperar.
- Por quê?
- Quem seguraria o senhor Mishima? – Keitarô concorda com Kouta o jeito é assistir a briga e ver como ela vai acabar.
Guilherme da um soco de esquerda a qual Yusuke esquiva, só que o soco passa raspando no samurai. Alguma coisa tem de diferente do soco. Depois o Mishima vira o seu corpo em 360º e ataca com um soco direito que diferente do esquerdo foi se inclinando um pouco para ficar em uma base de luta. O golpe acerta Yusuke com sucesso que faz o atordoar de dor. Para finalizar Mishima apresa-se para frente para jogar o seu corpo para aplicar um gancho. O samurai voa uns cinco metros para frente e cai no chão.
Guilherme fica na sua base de luta que lembra Karatér-dó e diz:
- É só isso que consegue fazer pirralho.
- Ainda não perdi a luta – disse se levantando e olhando fixamente para o seu adversário. Pode ver que seus olhos estão bem vivo, como se estivesse emanando chamas verdes do mesmo.
Yusuke mais uma vez parte para cima do brasileiro em uma rasteira. Mishima ver o samurai em baixo dele e aplica um golpe com o punho para tentar acerta-lo. Porem Yusuke usa a espada como escudo e segura a mão o braço de Guilherme com outra mão. Em um grande movimento Yusuke larga a espada e segura com as duas mãos o braço do adversário para usar como apoio para se descolar para trás do brasileiro a fim de imobilizá-lo. E deu certo. Yusuke ficou atrás de Mishima literalmente abraçando forte o pescoço do brasileiro. Suas duas pernas laçam o tronco do adversário a fim de sua vitima não escapar.
Keitarô e Kouta ficam chocados pela audácia de Yusuke, mesmo por pequena estatura ele conseguiu imobilizar Guilherme que tem altura superior à dele e força física. Mishima tem dificuldades de sair da imobilização feita pelo Yusuke. O ar cada vez é mais difícil de ser puxado para os pulmões que tira o metabolismo normal do sistema respiratório. Cada vez é mais difícil até de raciocinar.
Então os instintos de sobrevivência prevalecem sobre Guilherme. Concentrando parte do seu Ki o manipula para influenciar o ar, que está em volta graças a arte Mishima de se basear nos quatros elementos naturais – terra, fogo, ar e água -, justamente para aplicar um golpe.
- AAAAHHHH!! – o brasileiro meio que grita que concentra o seu Ki no ar num jeito que faz uma pressão de vento para tirar justamente o ser que está tirando a sua respiração. Literalmente manda Yusuke para os ares, seis metros de distancia e três de altura, para a sorte do samurai cai de pé ficando meio agachado.
Keitarô e Kouta praticamente arregalam os olhos de ver de como está o amigo ocidental. Está em fúria, seus olhos verdes parecem emitir chamas os deixando mais vivos. Os dois nunca viram Mishima daquele jeito. Parece que Yusuke não se intimida com isso porque está com o mesmo fogo nos olhos, sendo praticamente idêntico do seu adversário.
- Está na hora de acabar com isso – disse Mishima fazendo Yusuke se indignar pelo fato de seu adversário pensar que é fácil vencer a luta.
- Isso eu quero ver – disse Yusuke assumindo a base de luta.
- Estilo Mishima – seu pé direito vai pra frente e com o seu braço direito avança para frente com a mão aberta para um golpe – sopro do dragão – uma cabeça de dragão aparece na mão do Mishima, porem não aparece nenhuma onda de Ki sendo emitido. Mas não precisou já que Yusuke foi acertado diretamente na barriga e cai para trás. O golpe foi forte o bastante para fazer o samurai ficar inconsciente.
- O sopro do dragão consiste no elemento ar. Movem-se partículas de Ki que se mistura no ar assim criando uma onda de Ki invisível para os olhos. Precisa ter um aguçado talento de sentir o Ki para evitar o golpe – disse Guilherme se acalmando – queria que estivesse consciente para dar os parabéns pela ótima determinação, tenho que admitir que seu Ki é idêntico de Motoko, mas ainda é menos desenvolvido – Guilherme respira fundo – espero que eu chegue em casa sem ninguém me atacar.
Keitarô e Kouta correm para da assistência para Guilherme e principalmente para Yusuke.
Em um quarto comum encontra um jovem sem camisa com uma calça preta, descalço deitado na cama não dormindo, mas sim só olhando para cima. Sua pele branca aparentando ter uns 17 anos, sua face é suave com alguns traços femininos dando uma beleza exótica, lábios com tonalidade rosa naturalmente, seu porte físico até que trabalhado – nem ausente e nem muito trabalho -, seus olhos parece duas perolas vivas, seu cabelo é curto tendo uma franja que cobre levemente o olho direito cuja cor é um laranja com branco parecido com uma calda de raposa.
O quarto é bem comum em maior parte se comparar ao quarto de um adolescente da sua idade. Uma cômoda, um armário de porte médio, alguns poste de animes de ação, um canto para guarda alguns livros de variados temas, dois manequins (um do modelo masculino e outro feminino) e um calendário comum.
Uma exótica raposa chega voando no quarto e aterrissa perto do jovem que provavelmente é o dono da raposa.
- Ten –chan – o jovem se levanta e fica no lado da raposa – você está amigão – disse fechando os olhos ficando com uma cara de raposa (como Kitsune) enquanto passa a mão na cabeça do seu animal de estimação – sei que você quer diversão, mas já, já teremos outra aventura – disse sorrindo, levantando e caminhando em direção para o calendário – o que tem de programado para amanhã – da uma olhada no calendário enquanto coloca o dedo nos lábios – hum pensão Hinata... – disse enquanto tenta se lembra – a sim a pensão Hinata, lembro-me daquela voz no telefone me convocando para exercer os meus serviços... que estranho... normalmente quem pede os meus serviços são bancos, museus, joalherias e shoppings, mas essa primeira vez que vai ser em uma pensão feminina, bem como será lá? Com certeza vai ter muita garotas interessante de ver – disse sorrindo como uma criança enquanto tira a roupa para tomar um banho.
O jovem misterioso tem diversos talentos e um deles é a arte de roubar. Ele é um tipo de ladrão só tem interesse de encarar grandes desafios, não tendo interesse de tomar posse dos objetos que rouba. Ganhou fama e lugares importantes como bancos, museus, etcs, contratam os seus serviços para testar o esquema de segurança. Até hoje todos os sistemas foram quebrado pelo jovem. Como será a sua ida na pensão Hinata? Será que o jovem ladrão vai se dar bem?
CONTINUA
Mais um capitulo terminado. Bem esse saiu maior que o esperado. Fico contente em escrever esse capitulo.
No próximo terá o meu ultimo personagem original, fora ele um personagem original mais pra frente vaia parecer que foi criado pelo um leitor.
Bem perdi o endereço do meu beta então me perdoe se a fic estiver cheia de erros.
Perguntas, duvidas é só me contatar.
Falow!!
