Haruka mais uma vez está na rotina de seu comercio na casa de chá. Um trabalho onde ela não tem muito que reclamar. Um negócio que tem as suas altas e baixas. Tem vezes que praticamente está deserta, mas tem vezes que lota. Desta vez o movimento está modelado, já teve uns dês clientes pela parte da manhã.
Agora tem um único cliente que está tomando o seu chá tranquilamente. Um cliente com aparência bastante interessante. Pele branca, aparentando ter uns 17 anos,face é suave, com alguns traços femininos, dando uma beleza exótica, lábios com tonalidade rosa naturalmente, porte físico até que trabalhado – nem ausente e nem muito trabalho - olhos parecem duas pérolas vivas, cabelo é curto, tendo uma franja que cobre levemente o olho direito cuja cor é um laranja com branco parecido com uma calda de raposa. Está todo de preto com botas, calça, camisa, gravata e sobretudo.
Parece que o cliente terminou o seu chá já que levanta e vai à direção na Haruka com a xícara na mão.
- O chá teve um gosto bastante agradável – a voz do cliente é bem suave e calma dando um toque infantil, travesso e maduro ao mesmo tempo.
- Fico honrada por ter gostado do chá. Mais alguma coisa que possa ajudar? – disse Haruka com um toque de gentileza na voz, mas em um jeito profissional, já que ela está atendendo.
- Sim. Gostaria de saber a localização da pensão feminina Hinata.
- Fica próximo aqui após as escadas de concreto. Mas sem querer se intrometida, o que o senhor gostaria de fazer lá?
- Digamos que fui convidado a sobreviver lá – disse com um sorriso enigmático e fazendo uma cara digna da Kitsune (cara de raposa).
Haruka não responde já aprofundar na conversa não está no seu alcance profissional. O jovem misterioso entrega a xícara para Haruka que a pega. Com esse movimento as mãos dos dois se tocam.
- Permite-me dizer – disse o cliente com certo brilho nos olhos – que suas mãos são bastante macias ressalta mais ainda a sua beleza.
Haruka cora levemente. Já recebeu diversas cantadas, mas parece que a beleza do jovem a faz ter uma reação como tímida. Quando ela se da por si ver o jovem já estava saindo do estabelecimento, só que ele ainda não acertou a conta. Ia chamá-lo, mas percebe alguma coisa estranha entre os dedos. Quando ver o que tem, é justamente o dinheiro certinho do chá que o jovem consumiu. Parece que o jeito conquistador do rapaz foi apenas um pretexto para fazer Haruka se distrair enquanto ele colocava o dinheiro entre os dedos dela.
Agora fica uma pergunta no ar: o que aquele jovem veio fazer na pensão? Pensa Haruka. Bom, não cabe a ela a responder a enigmática pergunta. Apenas queria que um certo arqueólogo tivesse uma atitude parecida com aquele jovem.
Enquanto o rapaz está já de frente da pensão feminina Hinata parado dando uma olhada na entrada frontal.
- Isso vai ser interessante – diz com um sorriso enigmático.
Capítulo XIX: Pega o Ladrão – Parte Alpha
Na pensão Hinata todas mais Keitarô, Kouta, Yusuke e Mishima estão reunidos na sala de está.
- Acho que todos sabem o motivo de estamos aqui, não sabem? – perguntou Kitsune para todos.
- Estou de fora de tudo – disse Kouta.
- E eu só estou visitando – afirmou Mishima.
- Bem aconteceu o seguinte – disse Motoko – certo dia...
FlashBack
Shinobu está estendendo roupa no varal do terraço da pensão Hinata. Tudo estava tranqüilo. Até que, de repente vem uma flecha no nada e aterrissa perto da Shinobu.
- Aí Kami –sama – Shinobu pula de susto já que a flecha quase a acerta – mas o que essa flecha está fazendo aqui? – disse, já recuperada do susto, mas ainda com um pouco do medo.
Com meio receio Shinobu aos poucos se aproxima da flecha e repara que tem um bilhete em volta. Ela pega a flecha e tira do encosto de madeira da varanda para ler o pedaço de papel que diz:
"No dia... eu passarei nessa pensão para roubar os pertences mais valiosos de cada moradora.
Ass: O ladrão"
LADRÃO?! – gritou Shinobu.
Fim do FlashBack
- Foi isso que aconteceu – explicou Motoko cada detalhe que Shinobu contou quando encontrou a flecha.
- Então por isso que todas estamos reunidas para pegar o aspirante presidiário – disse Anne.
- Só não entendo uma coisa – disse Yusuke.
- Qual é Vampiro Jr? – perguntou Anne apelidando Yusuke, mas diferente da sua arquiinimiga o filho de Motoko do universo alternativo não revidou a provocação (para se franco nem mesmo esquentou a provocação).
- Por que quer o senhor Kouta também está participando dessa vigia?
- Ora porque ele mora com a Haruka e praticamente esta fazendo um favor para nós mulheres indefesas – disse Kitsune.
- Que não são tão indefesas assim – disse Keitarô sarcasticamente em um tom baixo.
- Que disse? – perguntou Sara.
- Nada não, apenas estava refletindo um pouco – disse Keitarô tentando encobrir as suas provas de acusações.
- Mas por que também está esse aí? – perguntou Yusuke enfatizando 'esse aí' no brasileiro.
- É mesmo! Por que será que o Chuck Norris está aqui? – perguntou Kaolla.
- Bem... – disse Mishima suando frio. A única coisa que faz é lembrar do que aconteceu dias atrás.
Flashback
O brasileiro está se dirigindo tranquilamente para a sala de aula quando, de repente, ele ver uma garota de vestido exótico preto com colete branco, com uma expressão facial fria que lembra Rei Ayanami de Evangelion e a idade da jovem deve ser em torno 17 (segundo a opinião de Mishima). Parece que aquela garota quer alguma coisa com ele, já que fica no seu caminho.
- Pois não? – Mishima olha para a garota que está no seu caminho tentando lembrar se já viu em tempos atrás.
- Tenho assuntos a tratar com você. – disse a garota sem demonstrar nenhuma emoção.
- Pois então fale – disse calmamente tentando adivinhar as intenções daquela garota.
- Quero que você faça um trabalho para mim – disse ela calmamente.
- Como é que é? – Mishima fica incrédulo pela as palavras da garota.
- Quero que você faça a segurança na pensão Hinata no dia tal.
- Espero um pouco. Explique essa historia direito. Primeiramente quem é você afinal.
- Eu sou Kanako Urashima.
- Hum Urashima? Qual a sua relação da família?
- Sou irmã do Keitarô – disse a garota.
- A irmã do Keitarô? Essa é nova para mim. Bem se me da licença senhorita Kanako, pois eu tenho uma aula para assistir.
Kanako nada fala apenas segura na frente do Mishima um grande envelope.
- O que é isso? – perguntou o brasileiro.
- Olhe.
Guilherme pegou o envelope e o abriu para ver o conteúdo guardado no mesmo. Quase explode de tanto ficar vermelho ao que seus olhos viram. É um conjunto de fotos onde está ele e Motoko em diversas situações. Situações meio que inusitadas (se não dizer totalmente). Cenas tiradas da confusão quando ele conheceu Motoko. Cenas tiradas quando ele estava junto com Motoko no clube de arte marcial, principalmente as cenas inusitadas – 'como é que foram tiradas aquelas fotos?' Pensa o brasileiro – e cenas leves onde estava com Motoko no ultimo dia que esteve na pensão. Mas todas as fotos parecem que tem algum caso com a samurai e se pegar só as primeiras fotos parece que é um caso imoral.
- Como é que você...
- Vai aceitar o trabalho ou...
- Bem hai – aceita o trabalho já que não está em uma posição boa para negociar uma alternativa.
- Bem não importa agora com detalhes – disse ocultando alguns segredos – eu vou subir pra fazer ronda lá em cima – sobre rapidamente às escadas para evitar mais perguntas.
- Eu ajudarei – disse Motoko já se dirigindo para o andar de cima tranquilamente.
- Motoko ver se trabalhe e não vai namora – disse Kitsune tirando onda com a cara da samurai.
- Me deixe – disse sem olhar para trás.
Anne escuta a provocação da Kitsune em Motoko e ver a reação da samurai. Será que Guilherme teria coragem de ter um caso com a sua rival? Não que ela seja contra, mas o seu antigo namorado não combina com uma vampira grande, ou combina? Ela só espera que a vampira não transforme o seu ex em um drácula na vida. Porque se fizer isso seria um problema impedir os planos da dominação dos vampiros (de onde ela tira esses pensamentos? Nos animes?).
Kitsune se diverti vendo a cara de duvida da Anne e a cara zangada de Yusuke ao ver a reação da sua mãe. Como será a vinda esse ladrão? E como será como é? E principalmente, por que avisou de forma misteriosa a própria vinda? Só resta aguarda a vinda do suposto ladrão. Mas, por que será que Kanako não está presente?
Enquanto isso Mishima está no andar superior respirando um pouco de ar, livre de perguntas. Nunca imaginaria que seria chantageado tão facilmente. Agora vem a pergunta: como que aquela mulher conseguiu tirar as fotos? A única explicação que ela deve ser ninja, ainda dos bons, já que naqueles momentos flagrados não conseguiu sentir nenhuma presença estranha.
- Você está bem? – disse uma voz atrás dele.
- Ah! Motoko –san. Eu estou bem. Só estava pensando algumas coisas – disse dando um sorriso para a samurai.
- Pensando em que?
- Bem sobre o ladrão que vai vi aqui – mentiu.
- Também estava pensando. Que tipo de ladrão avisa antes de roubar?
- Do tipo que gosta de desafio.
- Hum? Como assim?
- Eu conheço o tal ladrão.
- Como você conhece? – disse espantada.
- Só existe uma pessoa que é capaz de tal ousadia. Esse ser se chama Shujinko Sohma.
- Shujinko Sohma?
- Um jovem astuto que vem de uma tradicional família japonesa. Um tipo de aventureiro urbano, mas suas habilidades são muito desenvolvidas. Ele não tem nenhuma experiência em artes marciais, mas em compensação se movimenta de um jeito que faz inveja a um ninja ou um ginasta profissional. Suas mãos são tão rápidas para roubo que nem mesmo eu consigo ver os movimentos.
- Nem você? – Motoko quase tem um ataque pela afirmação do brasileiro – Como isso é possível?
- Esse jovem é bastante astuto. Claro que em uma luta tanto eu como você podemos vencer ele de boa. Mas em uma perseguição aí as coisas mudam.
- Como assim?
- Digamos que ele é escorregadio como um sabonete. Dificilmente você acerta com ataques de emissão de Ki, então golpes físicos são mais recomendados claro se conseguir alcançar, já que o ladrão corre muito rápido.
- Nossa! Então esse vai dar trabalho. Será que ele escapa de toda a pensão Hinata?
- Bem isso difícil de dizer. Mas se eu nem mesmo conseguir escapar daqui acho que ele também não – disse brincando.
- Engraçadinho. Tem mais alguma coisa que esse ladrão consegue fazer.
- Tem sim – meio que resmunga em um tom baixo – ele sabe do meu ponto fraco – diz até com uma gota na cabeça.
- Que disse? – Motoko não escutou o ultimo comentário do brasileiro.
- Nada não. Mudando de assunto você está bem tranqüila hoje, mesmo sabendo do grande desafio – disse meio que sorrindo para samurai.
- Pois é, aprendi que não adianta nada ficar com a cabeça quente, porque não resolve nada ficar assim – respondeu como uma menina que fala que aprendeu uma coisa.
- Que gracinha! Isso é muito bonitinho de sua parte – disse cruzando os braços e dando um sorriso.
Motoko fica vermelha. Por que ela fica tão boba na frente dele? Pensa a samurai.
De repente aparecem Kitsune, Sara, Kaolla e Anne subirem correndo.
- O que aconteceu? – pergunta Motoko para alguém.
- O ladrão já está aqui. Ele correu para algum lugar – disse Sara correndo para uma direção.
- Ladrão? Ele já chegou? – disse Motoko
- Acho que sei onde está agora. Vamos descer – disse Mishima.
- Hai – ambos descem juntos.
- Que horas o ladrão vai aparecer? – disse Keitarô.
- E como vou saber? – disse Naru – é bem provável que breve.
- Mas se ele chegar só de noite. A gente tem que ficar aqui esperando sem fazer nada?
- Isso é uma boa observação – disse Naru – e agora? – perguntou para todos presentes.
- Bem alugamos uns DVDs para distrair enquanto o ladrão não chega – disse Mutsumi.
- Boa idéia – disse Anne.
- É melhor não, o ladrão pode aparecer a qualquer momento – disse Kitsune.
- É a primeira vez que a vejo tomando uma atitude sensata – disse Naru.
- Isso não vai ser problema – disse Kaolla – estou usando tecnologia de ponta que é capaz de detectar até uma folha caindo daqui.
- Isso é ótimo agente Su – concordou Sara com sua amiga loira.
- Falando em ladrão me lembro da carta que o mesmo mandou: "...roubar os pertences mais valiosos de cada moradora" isso é importante.
- Isso foi bem pensado – disse Anne – o que ele vai roubar?
- Por que cada um de nós não fala o nosso bem mais precioso? – diz uma voz calma no meio do grupo que está atrás do ladrão.
- Isso vai ajudar muito – concordou Narusegawa – o meu bem mais importante é o meu Liddo.
- O meu bem importante é o DVD especial de JDrama do DevilMan – disse Anne com empolgação já que gosta do seu bem precioso.
- Tenho artefatos raríssimos que meu pai meu deu. Que raramente tiro do lugar – respondeu Sara.
- Junto deles estão meus projetos ultra-secretos – respondeu Kaolla com a animação de sempre.
- Tenho um livro de receitas edição limitada – respondeu Shinobu.
- Tenho a minha espada laser que é muito valiosa – respondeu Yusuke seriamente.
- Eu tenho algumas revistas... com material delicado que as guardo a sete chaves – respondeu Keitarô com meio receio.
- Eu tenho uma melancia minha guardada na geladeira – disse Mutsumi sorridente.
- E isso é bem precioso? – perguntou Naru.
- É melancia quadrada. Difícil de encontrar – respondeu com água na boca.
- Eu não tenho bem precioso – respondeu Kitsune – quero ver se o ladrão consegue uma coisa ousada de mim.
- Pervertida – respondeu Naru.
- A Motoko sei que o bem mais precioso dela são seus romances secretos – respondeu Kitsune – você Kouta –san, qual é o seu bem mais precioso?
- Bem não tenho bens preciosos. Queria ver se esse tal ladrão me induzisse a roubar – respondeu Kouta em um jeito intelectual.
- Por que isso? – perguntou Kitsune.
- Queria ver até a onde vai as habilidades desse tal ladrão.
- Isso vai ser muito interessante – disse a voz calma.
- Quem falou isso? – perguntou Anne, olhando para direção da fonte da voz – AH! – apontando o dedo.
Quando todos olham a direção onde Anne está apontando e vêem um jovem de pele branca aparentando ter uns 17 anos. A face é suave com alguns traços femininos, dando uma beleza exótica. Lábios com tonalidade rosa natural, porte físico até que trabalhado – nem ausente e nem muito trabalho -, olhos parece duas perolas vivas. Cabelo é curto tendo uma franja que cobre levemente o olho direito cuja cor é um laranja com branco parecido com uma calda de raposa. Está todo de preto com botas, calça, camisa, gravata e sobretudo, sentado no corrimão da escada.
- OI – dar um sorriso e um aceno de mão para todos e deixa cair duas esferas que, ao tocar no chão libera uma cortina de fumaça e cobre a visão de todos.
Kaolla para dissipar a cortina de fumaça usa uma invenção dela que é um tipo de ventilador portátil de alta potencia. Quando limpa o ambiente percebem que o ladrão não mais se encontra de vista.
- Ué? Cadê ele? – disse Anne tentando localizar assim como as outras.
- Ele deve ter escapado em algum lugar – disse Narusegawa – é melhor a gente se separar para procurá-lo rapidamente, caso contrario ele vai roubar tudo que escutou.
- Alguém que encontrar o ladrão grite – disse Kouta.
- Hai – responderam todas mais o Keitarô.
Todos pegaram o seu rumo - Kitsune, Sara, Kaolla e Anne para o andar de cima e o restante para o andar de baixo – apenas Kouta fica parado refletindo. Naru ao perceber isso aproxima do primo do Keitarô.
- Kouta–san! Algum problema? – disse a ruiva (Obs do autor: isso é um mistério para mim, muitas fics de LH que já li descrevem ela como ruiva, outros como loira, você leitor adapte sua imaginação conforme a sua vontade, resposta de um leitor: a Naru é RUIVA! Akamtasu afirma isso, e nas histórias do mangá também chamam a Naru de "ruiva" se não me engano. Que rápido!)
- Você não reparou?
- Reparou em que?
- Que já vimos àquele jovem antes.
- Hum... – Narusegawa tentando lembrar dos acontecimentos meio recentes. Não foi muito difícil de lembrar daquele ladrão, já que a sua aparência é bastante exótica. Sem duvida é a mesma pessoa que deu o mangá para Kouta dias atrás (vinde o capitulo XIII) – eu lembrei. É aquele garoto esquisito.
- Esse é mais um motivo para a gente pegar aquele ladrão.
- Concordo, eu acho... por que isso é o motivo para a gente pega-lo?
- Porque ele – uma veia aparece na cabeça de Kouta em sinal de zangado – me chamou indiretamente de mulher.
- Ah – uma gota atrás da nuca – vamos atrás do ladrão antes que roube alguma coisa.
- Vamos – concordou. Assim o casal partiu para os outros cômodos da pensão.
Claro que todos estão procurando o ladrão que aparentemente sumiu só que apenas esse ladrão se escondeu em uma passagem secreta.
- Puxa que interessante essa pensão – disse aparecendo de trás de uma passagem secreta - Moradoras bonitas. Ambiente caseiro. E passagens secretas. Falando nisso parece que nenhuma é aquela que me contratou, quem será quem é? E por falar nisso, por que ela me deu um mapa falando das localizações da pensão?
Quer saber! É melhor não depender do mapa. Nunca precisou de ajuda para esse tipo de trabalho, não vai ser agora que vai precisar de ajuda. Vai ficar mais emocionante se por conta própria explorar a pensão.
- Então é você mesmo Shujinko–san – disse uma voz vinda de alguém descendo as escadas.
- A quanto tempo Guilherme–san – o ladrão cumprimenta o amigo – mas me diga o que faz aqui?
- Vim fazer a defesa – disse estalando as mãos e logo atrás do brasileiro vem Motoko que por enquanto só observa – ou seja, assegurar que um ladrãozinho não roube nada nesta pensão.
- E como você pretende fazer isso? – disse o ladrão abraçando o seu próprio corpo.
- No braço é claro – disse estalando o pescoço também.
- E agora? O que me resta a fazer? – disse, fingindo que está com medo.
- Você tem duas alternativas: ou você foge ou você passa e me encara. Qual você vai escolher? – da um sorriso confiante.
- Qual será que eu vou escolher? Vejamos – disse fechando os olhos e cruzando os braços como se tivesse refletindo sobre as opções – já sei vou encarar mesmo – disse fazendo uma cara de raposa travesso.
- NANI – disse Guilherme ficando com uma cara de incredulidade, já que não esperava essa resposta de seu conhecido.
- Não se preocupe vai acabar rápido – disse fazendo uma pose de luta e sacando um objeto estranho parecendo que é uma faca.
Shujinko parte para cima do brasileiro e com objeto direcionado a face do Mishima. O golpe nem encostou no brasileiro, apenas ficou a mostrar do foco de visão do mesmo. O objeto é...
- Chocolate – diz o brasileiro com os olhos em formato de estrelas brilhantes parecendo uma criança.
Shujinko joga o chocolate do lado e Mishima parte correndo para pegar o chocolate. Motoko ver com incredulidade, ao ver o brasileiro comportar de um jeito... estranho apenas com um chocolate (é o sujo fazendo do mal lavado já que Motoko tem seus receios com tartarugas). E como Mishima não esta disponível para capturar o ladrão então ela mesma tem que fazer o serviço.
- Parado aí – disse Motoko para Shujinko que começa a se movimentar. Então Motoko lança Ki com sua espada Hina em direção do ladrão, porem Shujinko esquiva facilmente – O quê? – Motoko fica de cara com a facilidade que o jovem se esquivou. Ela lembra das palavras do brasileiro que agora a pouco descobriu que é 'maniacochocólatra': "...golpes físicos são mais recomendados", então ela parte para cima do ladrão.
Shujinko se espanta com o avanço de Motoko. Claro que já sofreu isso bastante vezes, mas nunca com alguém usando uma Katana de verdade e afiada. Parece que a samurai quer matar o ladrão. Para sorte dele que Tama por coincidência passou no meio entre os dois. Claro que o ladrão isso não é nada, não é ele que tem um enorme medo por tartaruga.
A reação de medo da Motoko é inevitável. Desafiando as leis físicas da gravidade ela para literalmente no ar. Demoram alguns segundos que Motoko encara Tama até ter um ataque de medo, grita e misteriosamente volta para o lugar onde estava antes de pular e sai correndo.
- Ufa! Por essa eu não esperava. Quem diria que essa mulher tivesse um ponto fraco também. Posso está seguro agora, só que... – dizia sozinho até que apareceu Kaolla e Sara para perseguir o ladrão que sai correndo para não ser pego.
No terraço da pensão a gata de Kanako, Kuro está apreciando a paisagem do horizonte. Até que procuraria a sua dona, mas ela está com misteriosos projetos que não vale a pena aprofundar para saber. Kuro é o ser vivo que mais tem contato com a irmã do Keitarô, talvez o único ser que a conhece profundamente. Só ela antecipadamente sabe de todos os projetos que Kanako realiza. O único ser que Kanako confia para contar os seus segredos. Pode-se considerar que ambas são duas amigas reservadas, já que tanto Kanako e, principalmente ela, por causa da natureza felina, são reservadas. Sabem respeitar o espaço da outra. Como se estivesse uma lei não escrita que as ajuda e as separa ao mesmo tempo.
Suas reflexões são interrompidas até a chegada do outro ser vivo que pousa no terraço da pensão. Uma raposa do tamanho de Kuro e uma calda grande que é duas vezes maior que o próprio corpo da raposa que da uma vantagem de usá-la como hélice para voar (mais um exótico animal voador de Love Hina).
- Miau? Não sabia que raposas voavam – disse Kuro vendo o animal que para e a observa – deve ser o mascote do tal ladrão. Miau! – Kuro dar voltas na raposa para analisar o novo mascote – parece que ninguém tem gosto por mascotes comuns. Essa superou todos. Onde já se viu uma raposa voadora?
- No mesmo lugar onde pode ver uma gata que voa e fala ao mesmo tempo – disse a raposa com o perfeito japonês assustando a gata da Kanako – prazer. Meu nome é Ten. Quem sabe a gente se encontra de novo. Tchau – disse descendo as escadas a pé. Kuro teve uma importante lição: não subestime as mascotes exóticas.
- Vamos pegar ele – disse Anne acompanhada pela Narusegawa ambas correndo tentando alcançar o ladrão que está fugindo.
- Ele é muito rápido – respondeu Naru percebendo que ele toma mais distancia a cada momento – e ainda mais ele está nos despistando.
- Caramba! Como queria uma arma de fogo para acertar o infeliz que roubou o meu DVD.
Um resumo do fato foi o seguinte: após despistar Motoko e Mishima o ladrão aproveitou para entrar sem ser visto em um quarto, justamente de Anne, e roubar o DVD dela. Só que Anne que estava acompanhada pela Naru pegaram em flagra. Para a sorte de Shujinko, ele percebeu antes de levar um 'Naru Punch' e um 'Anne Kick'. E agora ele está fugindo e despistando as duas. Em uma virada Naru e Anne continuavam a perseguí-lo, porem ao fazerem isso elas perdem o ladrão de vista que praticamente sumiu no ar.
- Para onde ele foi? – disse Anne, olhando para os lados.
- Vamos nos separar. Você vai para frente e eu volto no caminho onde a gente veio – sugeriu Narusegawa.
- Eu tenho uma idéia melhor, por que você não volta de onde a gente veio e eu vou para frente – respondeu Anne convicta que sua idéia tem diferença da Naru que reage com uma gota atrás da nuca. Para evitar longas explicações Narusegawa apenas concorda e ambas vão para as suas devidas direções.
Só que elas não contavam que o ladrão entrasse rapidamente em um quarto e fechasse a porta assim ocultando a sua ação e obtendo uma fuga perfeita. Para a sua surpresa, Kitsune estava dentro do quarto, porém Shujinko fingiu não perceber a presença dela. A raposa se aproxima silenciosamente por trás do ladrão que ainda finge não perceber a presença de Kitsune. Ao chegar perto de Shujinko Kitsune tampa os olhos do ladrão querendo fazer uma surpresa. Ele se surpreende pelo toque da Kitsune na região onde fica os seus olhos. O perfume dela é chegado nas narinas de Shujinko.
- Eu até que poderia adivinhar, mas não conheço ninguém nesse lugar. Não agora – disse Shujinko.
- Vejo que ainda não somos íntimos – Kitsune faz o ladrão virar de frente para ela – sou Konno Mitsume, mas os mais íntimos me chamam de Kitsune. Tenha liberdade de me chamar assim – dizendo dando uma piscada com o olho direito.
- Encantado Kitsune–san. E vejo em sua linda face a origem de seu apelido que por consciência os meus chegados gostam de me comparar com uma raposa. Sou Shujinko Sohma, mas muitos me chamam de Fox. Tenho que admitir que meu nome mesmo só nesses tempos recentes.
- Com certeza é interessante – Kitsune não entende o que aquele ladrão quis se referir com a ultima afirmação, mas não perdeu a posse de charme – me fale mais de você.
- Por que não começa primeiro você falando um pouco de si, fiquei interessado do que você disse.
- E o que seria? – Kitsune fingindo que está interessada e colocando uma mão atrás de suas costas para pegar uma seringa que seu conteúdo é um sonífero.
O plano de Kitsune é simples e engenhoso. Seduzir o ladrão e quando estiver bastante distraído, ela aplica a injeção. Assim capturando o ladrão sem usar nenhum esforço. Uma tática que pode se chamar de 'plano sereia'.
- Estava pensando que você disse para as suas amigas antes de me localizarem – aproximando de uma forma sedutora.
- O que era mesmo? – disse Kitsune fingindo de se entendida e encostando na parede para facilitar o momento de sedução.
- Uma coisa ousada para eu roubar – disse bem próximo da Kitsune assim a pressionando na parede. Essa seria uma oportunidade perfeita para injetar o sonífero, mas ainda ela precisa ter certeza que vai acertá-lo 100 - E aí... – continua Shujinko - estava pensando o que seria essa coisa – disse fazendo que sua mão passe próximo na cintura e subindo sem tocar no corpo dela chegando até o rosto – estava imaginando uma coisa bem ousada.
- Então diga. Sou toda ouvidos – disse Kitsune principalmente enfatizando a palavra "toda". Já é o momento perfeito para drogar o ladrão, então discretamente Kitsune aproxima para inserir a injeção no quadril do ladrão. Estava quase conseguindo até sentir a mão do ladrão segurando a mão dela com a seringa. Parece que o plano de Kitsune fracassou.
- Belo plano – disse Shujinko fazendo uma cara de raposa – me seduzir para ganhar a minha confiança para assim dar o bote. Essa foi interessante – disse dando um sorriso. Kitsune repara que a mão que está perto do rosto está fechada como se estivesse segurando alguma coisa. E o que seria? Parece que ela está vendo alguns traços de alguma coisa que é vermelha mais precisamente um tecido vermelho. Será que é...
Shujinko se afasta um pouco tomando uma distancia de quinze centímetros de distancia da Kitsune. E continuou a falar:
- Por acaso isto aqui é ousado suficiente? – disse revelando o misterioso objeto que estava segurando. Era simplesmente um sutiã e uma calcinha ambas vermelhas, mas o que mais espantava Kitsune era que esse par de roupa feminina.
- COMO...? – Kitsune não conseguia nem completar a frase de tão surpresa estava. Aquele ladrão conseguiu praticamente que nenhum homem conseguiu nela: tirar sua roupa intima sem tirar a sua roupa.
De repente a porta se abre revelando Keitarô e Yusuke armado.
- Achamos o ladrão – disse Keitarô.
- Vamos capturá-lo – disse Yusuke sacando a sua espada laser.
Shujinko teve uma idéia. Pegou Kitsune pelo braço, já que a mesma ainda estava em estado de choque e a posicionou frontalmente para Keitarô e Yusuke e com rápidos movimentos Shujinko levanta a blusa da Kitsune revelando os seios fartos. As reações dos dois perseguidores são variadas. Keitarô tem um ataque de hemorragia nasal e Yusuke fica vermelho que nem um pimentão e desvia o olhar.
Nesse momento o ladrão avançou e direção de Keitarô e Yusuke. Deu um tipo de mortal sem usar as mãos de lado muito próximo de Yusuke e depois saiu correndo. Yusuke ia o perseguir, mas sentiu uma coisa presa em seus pés fazendo cair no chão. Quando se deu por si descobriu que os cadarços de seu tênis estavam em um nó que ligava e prendia. Parece sobrenatural que alguém consiga amarrar cadarço de tênis em um curto período de tempo, mas sobrenatural ainda é alguém fazer isso e ao mesmo tempo roubar um pertence de alguém. Foi justamente que Shujinko fez com Yusuke, amarrou o cadarço dele e roubou a espada laser que estava na cintura.
Shujinko desce as escadas e se dirigi para cozinha correndo. Quando vai justamente entrar senti uns três ou quatros impacto que o faz cair no chão de costas, mas rapidamente dar um mortal para trás para ficar de pé. O ladrão se dar por si e percebe que Kouta está na sua frente. Com certeza foi ele que causou os impactos que provavelmente foram socos.
Um objeto é jogado pelo Kouta que Shujinko pega facilmente. Dando uma rápida verificada confirma que é um mangá com o titulo "Mogeta". Um sorriso aparece no rosto do ladrão.
- Esperava tudo contra mim, mas não esperava que alguém usasse um mangá para tentar me capturar – disse Shujinko com uma certa ironia.
- Será que não está reconhecendo isso não? – disse Kouta com uma expressão séria e ignorando o sarcasmo
Shujinko coloca um dedo nos lábios e fecha os olhos para meditar nas suas recordações.
- Ah! Lembrei! – disse Shujinko estalando os dedos – você é aquele na faculdade que bateu nos caras por terem te confundido com um garota. O GirlMan.
- Para você é Kouta Urashima – disse com uma certa raiva.
- Shujinko Sohma. Vejo que você é de fora, então por que está ajudando-as?
- Cabe um cavalheiro ajuda as damas em perigo.
- Belas palavras, mas essas damas em apuros foram as mesmas que me chamaram para está aqui.
- Isso é mentira, porque se realmente fosse verdade não teria necessidade para utilizar aquela flecha.
- Mas que flecha? – faz uma cara de confusão.
- Uma flecha que você enviou junto com uma mensagem que dizia claramente: No dia... eu passarei nessa pensão para roubar os pertences mais valiosos de cada moradora.
O ladrão escuta Kouta e tenta entender que se está se passando. Não demora muito para chegar a uma seguinte conclusão: só foi uma pessoa que o convocou e fez que a sua chegada fosse intenção dele e não daquela pessoa misteriosa que o convidou. Agora vem a pergunta: por quê? Isso vai ter que se deixado para mais tarde. Por enquanto tem que focar no objetivo de roubar todos os pertence mecionados.
- Você é bem esperto – Shujinko resolveu confirmar a teoria do Kouta. Precisa passar para cozinha, mas Kouta está no caminho e será difícil passar. Poderia optar em fugir e roubar o livro de receitas mais tarde, mas ter uma outra oportunidade pode ser pouco provável. Então como...
- Kouta-san – uma voz veio atrás de Shujinko assim interrompendo a sua reflexão.
- Senhorita Narusegawa – disse Kouta ao ver a universitária – tenha cuidado com o ladrão.
- É ele que vai ter cuidado de mim – disse Naru estalando as mãos de uma forma que pode assustar até alguém de um bom porte.
Shujinko lembra de imediato da Naru. Teve uma idéia que pode mata dois, ou melhor, três coelhos com uma cajadada só. Um sorriso de que vai aprontar surge no rosto de Sohma.
- Então – começa a praticar o seu plano – vejo que apareceu, a gostosa do outro dia – disse se dirigindo para Narusegawa – hoje está de mini-saia, qual será a cor da calcinha hoje?
- O QUE!! – disse Narusegawa ficando vermelha de pura raiva.
- Ei você – agora Shujinko se dirige a palavra para Kouta – sairia muito bem se participasse em um anime yaoi.
Aquilo foi uma gota d'água para Kouta. Ele e Naru partem para cima de Shujinko com toda fúria. Parece que o ladrão assinou a sua própria sentença de morte, mas em vez de ficar desesperado e com medo, ele fica contente.
Um dia em uma conversa com o Mishima (Shujinko o conhece de longa data) o brasileiro contou que: ter domínio próprio é a melhor dádiva que pode ter e adquirir. Alguém movido pela fúria em casos raros pode adquirir uma força maior que o normal, mas em todos os casos esse alguém perde o controle de suas ações. Um bom exemplo é alguém direcionado pela fúria para combate, esse individuo só se concentra em infringir danos a sua vitima e esquece de se preocupar em defender e esquivar. Mishima afirma que já venceu muitos oponentes mais fortes que ele por simplesmente induzir a fúria deles: o rendimento cai muito quanto alguém está em fúria mesmo esse alguém sendo um mestre em artes marciais.
Tudo foi planejado com cautela. Shujinko avançou um pouco para direção de Kouta. O primo do Keitarô avança para desferir um soco mortal, mas por triz Shujinko é acertado. O ladrão pega na camisa de Kouta. Narusegawa lambem avança para um 'Naru Punch', mas Shujinko esquiva e pega com a outra mão na blusa dela, acima dos seios.
Tendo Kouta e Narusegawa segurados então puxa ambos para fazerem os dois se chocarem. Claro que a força do impacto dos corpos não vai machucar os dois, mas intenção não é essa. E sim fazerem aproximarem mais do que eles imaginariam um dia, fazendo os dois se beijarem.
A reação dos dois é praticamente idêntica. Seus olhos abrem ao limite, mas aos poucos vão se fechando. Parece que o toque dos lábios os fez se desligarem de tudo principalmente da raiva e do ladrão. Como se ambos estivessem em uma dimensão paralela.
Shujinko dá um sorriso de satisfação ao ver que conseguiu realizar três coisas: despistar o casal, livre acesso a cozinha e principalmente induzir Kouta a roubar cujo caso foi fazer o próprio roubar um beijo de Narusegawa.
Rapidamente passa para cozinha e ver em cima da mesa um livro de receita de capa rosa que está escrita na parte inferior direito em letras comuns: "Pertence à Shinobu". Está fácil demais para roubar o livro, mas como um bom ladrão não resiste em pegá-lo. Após isso ele rola no chão para esquerda para evitar um ataque repentindo contra ele.
O que aconteceu foi o seguinte: Shinobu estava escondida na cozinha esperando que o ladrão agisse. Antes de Shujinko pegar o livro já sentia a presença de Shinobu que estava com uma frigideira na mão. Apenas ele esquivou do ataque.
Shinobu olha para o ladrão incrédula por ele ter escapado de sua investida. Ele olha para ele com um sorriso maroto e diz:
- Kawai!! – essas palavras deixam Shinobu desnorteada de vergonha. Shujinko aproveita e foge.
Como o ladrão pensou: foi fácil demais. Ao sair da cozinha ainda ver Kouta e Naru no mesmo jeito que os deixou. Depois vai para a sala de visita. Repousando um pouco Shujinko medita.
Quem realmente o convocou? E por que essa pessoa deu uma planta da estrutura da pensão para facilitar o seu trabalho? Pela primeira vez ele se sente como uma peça de xadrez. O jeito de resolver isso é continuar com os seus roubos para depois descobrir a mente de quem organizou toda a armação pra cima dele.
CONTINUA
Mais um capitulo postado. Esse é um ultimo personagem original de minha autoria que vai aparecer nessa fic. Agora o ultimo personagem original que vai aparecer é um criado por Thiago 7 que alias foi ele que betou esse capitulo. Mandei a fic para o Lord Zero, mas misteriosamente ele não me passou de volta.
Bem Shujinko foi o meu personagem de RPG criado para interagir como o cenário do anime/manga Fruits Basket. Para reaproveitar resolvi colocar no DH, essa idéia surgiu quando eu li a fic da Mazaki.
Um agradecimento especial para Thiago 7, Rerisson, Mazaki e Mariana Panda.
