Kouta Urashima, primo do Keitarô, e Naru Narusegawa, universitária de Toudai e moradora da pensão Hinata, estão paralisados

Kouta Urashima, primo do Keitarô, e Naru Narusegawa, universitária de Toudai e moradora da pensão Hinata, estão paralisados. Não por estarem sobre efeito de uma droga. Nem por estarem enfeitiçados. Nem por estarem parados sobre efeito de uma tecnologia (que provavelmente pode ser tecnologia produzida pela Kaolla). Nem por estarem inconscientes. Mas sim pelo fato de seus lábios estarem unidos em um semi-beijo. Isso porque ambos não exploram a boca do outro, mas também não se separam. Como se a presa e o predador ficassem ao mesmo tempo sem nenhuma ação.

Kouta se encontra em um grande conflito interno. Por um lado sua lógica grita no seu interior para se afastar rapidamente já que esta em uma situação que foi acidental. Mas por outro lado seu inconsciente está apreciando a situação sentindo os lábios femininos. Seu gosto. Sua maciez. Seu perfume. Tudo isso o tenta aprofundar.

Narusegawa não esta sendo diferente dentro dela. Por um lado a sua mente o tortura por está aproveitando de seu recente amigo. Mas por outro lado gostaria de corresponder para sentir novamente o que perdeu dês que o Keitarô declarou que não a mais amava: ser desejada. Claro que retornou a falar com o gerente da pensão, mas mesmo que tenha recuperado a amizade não é mais como antes, onde o próprio fazia o impossível para ter atenção da ruiva mesmo com as diversas tiradas que ela dava. Ele não deixou de ser gentil, mas deixou de ama-la e cansou de se machucar mais por cada aproximação fracassada. E tendo o Kouta, um amigo que está sendo muito especial, o primeiro homem que permitiu facilmente que tenha amizade com ela, um homem muito bonito cuja beleza pode ser confundida com uma garota que está dando tanta atenção para ela, não para seduzi-la, mas sim para ter uma amizade saudável. Nesse momento de fragilidade ela é capaz de ser entregar nos braços dele sem nenhum receio de tão carente que está, mas mesmo nesse estado ela não toma a iniciativa por causa de sua razão.

A consciência e o coração brigam entre si de ambos fazendo que nem avance e nem recue. Mas parece que a razão vai ganhar.Um motivo muito forte para que os dois se separarem. Passos lentos vindo na cozinha os separam rapidamente fazendo que os dois fiquem um metro de distancia e bastantes vermelhos.

- Urashima-sempai. Naru-sempai. Não conseguir pegar o ladrão – disse Shinobu timidamente com cabeça baixa.

- Shinobu –san. Não fique tão abatida – disse Naru a consolar – aquele individuo passou por mim e pelo Kouta-san ao mesmo tempo.

- Estava perto de pega-lo, mas falhei. Desculpe Sempai.

Narusegawa se aproxima de Shinobu e a trás para sim para acomoda-la em um abraço.

- Senhorita Narusegawa – falou Kouta – vou deixas-las as sós para procurar aquele ladrão. Qualquer coisa –Kouta desvia a face por corar lembrando o que aconteceu antes de Shinobu aparacer – é só me chamar.

- Hai Kouta-san – disse vendo seu amigo partir e cora ao lembrar do que aconteceu.

- Naru –sempai. Por que está vermelha? - Disse Shinobu.

- Narusegawa quase desmaia ao escutar a pergunta da Shinobu.

- Ano... bem... é raiva – mente – assim quando pegar aquele ladrãozinho vão acabar com a vida dele – disse com um tom de ameaça até assustando a Shinobu. Essa ultima afirmação Narusegawa não mentiu.

Capítulo XX – Pega Ladrão – Parte Gama

Mais de uma vez Shujinko esta fugindo de alguém que deseja pega-lo. Desta vez é o Yusuke, o samurai da outra dimensão cuja mãe é Motoko, que está determinado a pegar o ladrão custe o que custar e não vai admitir cair em um mais truque.

Nesta perseguição de gato e rato é dirigido em um quarto bem arrumado onde o objeto que chama mais atenção é uma armadura de samurai (isso demonstra que os dois estão no quarto da Motoko). Os dois começam a da voltas, sendo Yusuke concentrado em pegar Shujinko que estar concentrado em localizar os romances de Motoko. Esse esquema de só ficar correndo em círculos acabou fazendo os dois esbarrarem em um monte pequeno de folhas que estavam organizados em um canto fazendo espalha-los.

Shujinko ver as folhas caídas e é tentado a rouba-los, mas queria da uma olhada para confirma o conteúdo. Yusuke ver as folhas e reconhece a letra de sua mãe e uma grande curiosidade bate nele.

De repente os dois param de correr como se tivessem feito um acordo de trégua. Eles pegam uma folha no chão e começam a lêem juntos. Não demora muito para saberem o seu conteúdo que os deixam bastantes vermelhos de vergonha.

Shujinko pega as folhas que estão no chão rapidamente e diz para Yusuke:

- O que é aquilo? – aponta para uma direção longe da porta.

- O que? – Yusuke olha para direção onde o ladrão apontou. Só foi o tempo de virar o rosto que Shujinko pegou a folha que Yusuke estava segurando e saiu correndo para a saída – EI! – expressa Yusuke indignado par ser mais uma vez enganado. Só não sai para perseguir o ladrão porque ainda está chocado com o que leu. Dês quando chegou na dimensão que se encontra comparou a sua mãe de sua 'dimensão natal' e sua mãe da dimensão que se encontra, ou seja, comparou a Motoko que o gerou e o criou com a Motoko que encontrou. As diferenças são poucas e as semelhanças são muitas como aparência, jeito de agir, jeito de falar, até o jeito de andar. O que mais se destacar é a seriedade que mantém em todas as situações. Mas depois que leu os trecos daquele conto... bem, nunca imaginou que Motoko, pelo menos nessa dimensão, fosse tão... ero?

Shujinko corre nos corredores. Infelizmente encontra uma nova perseguidora, Anne Yori que já diz:

- Parado aí seu Anti-Cristo – disse Anne começando a correr atrás de Sohma.

Na fuga Shujinko acidentalmente deixa cair no chão uma das folhas dos romances de Motoko no chão. Anne para de perseguir e examina o conteúdo. Não demora muito para seu rosto corar levemente, mas depois abre um sorriso e diz:

- Esse material é do bom – disse ainda mantendo um sorriso estranho no rosto, algo que se descreve como... malicioso?


- Agente Su! Por que estamos no seu quarto e não lá fora perseguindo o ladrão – pergunta Sara meio revoltada já que a coisa que mais detesta é esperar.

- Agente Sara! Isso vai parte do plano. Independente que o invasor vá, ele terá que vim aqui no nosso quartel general. Aqui vou usar a minha nova invenção – explicou Kaolla usando uma boina vermelha com algumas insígnias militares enquanto Sara está usando um capacete militar.

- E onde está essa invenção desta vez? – perguntou Sara.

Um brilho sinistro é emitido nos olhos da Su acompanhado com um sorriso maquiavélico na face. Kaolla diz:

- Que bom quer perguntou? – disse caminhando sem aviso. Sara confusa segue sua amiga esquisita. Ambas caminham mais de cinqüenta metros atravessando a densa mata que tem no quarto de Kaolla.

- Agente Su. O que você quer me mostrar afinal? – disse Sara ficando nervosa.

- Aquilo aí! – disse apontando em um grande objeto grande que mede uns quatro metros está coberto com uma grande lona preta.

- O que é isso? – disse Sara ficando curiosa com o segredo de Kaolla.

- É a minha nova invenção – disse tirando a lona. Assim quando o objeto Sara se assusta, mas logo um brilho maligno e um sorriso sinistro. Ela olha com essa cara para a sua amiga que está com a mestra expressão facial. Com um balanço de cabeça elas confirmam seus planos diabólicos.


A porta do quarto da Kaolla se abri dando passagem a Shujinko. Seus olhos vêem a paisagem todo orgânica. Anda uns dez passos para frente e dar uma observada melhor no ambiente tentando saber onde se encontra. Crer que entrou em um quarto cuja entrada se identificava "quarto da Kaolla Su", mas tudo parece que invés de um quarto esta em um jardim. O jeito é dar meia volta, mas ao fazer isso a porta se fecha e é lacrada com portas de aços.

- Isso parece um desenho animado! – disse o ladrão com uma gota atrás da nuca.

O jeito é caminhar na densa mata (que mais parece parte da floresta amazônica) para achar alguma coisa como uma saída ou uma resposta. Esta na cara que é uma armadilha, mas Shujinko não se preocupa com esse detalhe. Para ele isso é divertido.

De repente uns fortes barulhos são escutados de passos de alguma coisa grande que parece está se aproximando do ladrão. Ele fica calmo até acha graça daquilo. Não demora muito para a ameaça aparecer um robô de quatro metros de cor vermelho escuro, punhos avantajados de cor negra, uma turbina de foguete nas costas, um cristal de cor verde do formato de um olho egípcio no centro superior (marca registrada da Kaolla) e no lugar da cabeça tem uma cabine que não tem proteção onde pode ver duas meninas em cima pilotando o robô que são: Kaolla Su e Sara McDougal. Shujinko está de costa do robô e nem da o trabalho de se virar para ver o perigo que Kaolla criou.

- Deixa eu adivinhar: vocês querem o meu coro – disse Shujinko se virando para ver as duas garotas e o robô com um sorriso nos lábios.

- Isso mesmo – disse Sara – vamos mostrar com quantos paus se faz uma canoa.

- Exato! – concorda Su – graças a minha nova invenção, o meu 'Giga Tecnológico Ofensivo Mecha de combate Arrasa Quarteirões Xp' – assim que termina de falar o robô brilha naturalmente por está bem lustrado.

- Precisam está mais maduras se querem me pegar de verdade – disse o ladrão não tendo a intenção de irrita-las.

- Tenho mais idade do que você pensa – disse Kaolla.

- Eu também – respondeu Sara.

- Ah é! Então diga suas idades – disse o ladrão pacificamente e se divertindo com a conversa.

- Tenho 10 anos – respondeu Sara.

- Tenho 30 anos – respondeu Kaolla.

- HÃ?! – expressou Sara e Shujinko ao mesmo tempo.

- Ops! Tenho 15 anos – corrigiu Kaolla sem mostrar muita preocupação por ter errado.

- Ei! Vamos deixar de conversa e partir para ação – disse Sara.

- Hai – disse Kaolla controlando o robô fazendo que avançar em direção do ladrão e atacar com os dois braços em um ataque que acerta de cima para baixo.

Por sorte Shujinko esquivou com um mortal para trás. O ladrão começa a correr para pegar distancia da ameaça tecnológica. O robô começa a perseguir o ladrão e começa mais uma vez uma perseguição de gato e rato. Para complicar alem de se preocupar em fugir da invenção de Kaolla o ladrão precisa se preocupar com as arvores que ficam na frente. Claro que as arvores seriam um problema para o robô por causa do seu tamanho avantajado, mas a força do robô garante que ele passe por cima de tudo (Kaolla nem liga que seu robô esteja destruindo o seu quarto).

- O invasor está mais rápido que eu pensei – disse Sara vendo que Shujinko não para quieto.

- Deixa comigo. Ativar tentáculos de captura – disse Kaolla apertando um botão que faz o lado esquerdo do peitoral do robô se abrir saindo tentáculos metálicos que vão a direção da presa. Pelo menos uns seis tentáculos vão para cima de Shujinko. Seria suficiente para pegar uma pessoa comum, mas não para o ladrão que da um pulo para o lado meio rodopiando como parafuso consegue escapar sem ser encostado.

- Hã? – desta vez Kaolla não deixar de expressar uma surpresa em seu rosto – vamos ver se ele vai escapar dessa vez – tenta usar os tentáculos novamente.

Shujinko dar uns 15 passos correndo em um tronco da arvore e depois pega impulso com os pés para ir para o outro tronco de arvore assim pegando impulso e retornando no tronco inicial (claro com uma altura mais elevada de sua posição inicial). Assim Shujinko fica nesses pulos em pulos para chegar às alturas onde estão os cipós onde usa um para pegar distancia onde estão Kaolla e Sara.

- Ah... – Sara fica de boca aberta – parece que ele sobe arvores mais rápido que você, agente Su.

- Ah é? Vamos ver se ele me escapa – disse Kaolla sem perder o sorriso no rosto onde aperta um outro botão onde faz os foguetes nas costas do robô serem ativados fazendo assim o robô voar.

- Que maneiro – disse Sara com grande empolgação – por que a gente só ta tentando capturar o ladrão? Não é melhor a gente acabar com ele e depois captura o que sobrou.

- Porque não! – disse Kaolla apertando um outro botão que faz os dois braços serem substituídos por duas metralhadoras de grande porte – Agente Sara! Quer fazer as honras?

- Com prazer – disse Sara pegando um joystick de playstation 2 – agora vamos para ação – disse mirando no seu alvo em movimento e depois atira.

Shujinko percebe que sua situação vai piorar e começa a se movimentar em cipós em cipós no melhor estilo de rei da selva assim evitando os tiros mortais. Em uns dez cipós até pular em direção em um galho que está horizontalmente em uma arvore. Shujinko segura no galho e aproveitando o impulso que teve em sua queda usa o ganho como barra para girar o seu corpo em torno do galho como um eixo, parece um atleta de olimpíadas ao fazer essa ação. São no mínimo umas duas voltas até se arremessar em um tronco de arvore onde usa as pernas para pegar impulso para ir para um cipó. Incrível depois dessa ação toda ele não foi acertado por nenhuma bala.

- Esse cara é mais escorregadio do que sabão – disse Sara com certa raiva por não conseguir acertar o seu alvo.

- Vamos ver se agora ele escapa – disse Kaolla apertando um outro botão onde saiu nos ombros do robô lançadores de mísseis – esse são teleguiados. Não tem como ele escapar desta vez – disse com um sorriso no rosto.

- Hehehehehehhee! Agora quero ver como esse ladrão se sai – disse Sara já mirando no ladrão. Precisou de um certo tempo para conseguir a mira perfeita, mas quando conseguiu algo acontece no robô. Ele começa a perder velocidade e altura – ué? O que está acontecendo? – Sara repara a instabilidade repentina do robô.

- Nyah! O 'Giga Tecnológico Ofensivo Mecha de combate Arrasa Quarteirões Xp' perdeu a conexão do cabo de alimentação – respondeu Kaolla.

- Ou seja, da tomada – corrigiu Sara.

- Isso mesmo – respondeu sem perder o sorriso no rosto.

- E agora?

- Prepara-se para aterrissagem – disse Su sem perder o humor.

As duas caem junto com o robô. Shujinko para de pular de cipó em cipó ficando pendurando em um para observar a queda da ameaça tecnológica. Para descer arruma o cipó para ficar meio preso nas pernas e fica de cabeça para baixo assim desliza. Assim quando chegou ao final do cipó aterrissa no chão em pé tranqüilamente.

Shujinko anda tranqüilamente na direção do robô caído aparentemente sem sinal das suas meninas. Quando estava uns cinco metros próximo do robô o ladrão joga o próprio corpo para trás já que sentiu as duas vindo com um duplo chute aéreo sincronizado. Shujinko conseguiu desviar do ataque das duas por um fio com direito a um efeito de câmera lenta (digno a um Matrix).

- Agente Sara. O inimigo desviou do ataque facilmente – disse Kaolla com um sorriso no rosto.

- Ah é! Vamos ver se ele escapa do pau agora – disse Sara indo para cima de Shujinko que está caído no chão. Ela vai usar o antigo método de captura: pegar e bater, com direito a utilização de artes marciais.

O ladrão se levanta rapidamente para evitar a fúria da filha adotiva do arqueólogo. Sara parte com tudo tentando soca-lo ou chuta-lo, mas não está conseguindo ter sucesso já que o mesmo consegue esquivar facilmente. Mesmo não tendo nenhum talento para artes marciais Shujinko consegue esquivar facilmente de sua agressora e usando as suas habilidades acrobáticas consegue pegar uma distancia razoável usando cambalhotas e subindo rapidamente nas arvores.

Só que ele não contava que Kaolla já estava na cola dele. Sohma se espanta pelas as habilidades de Su. Nunca pensava achar alguém tão habilidoso como ele em questão acrobática. Ele tenta despistar Kaolla, mas ela fica na cola dele. Então Shujinko teve uma idéia. Fingiu que ia para uma direção assim enganando Su e foi para direção do robô.

Tendo um mini-cd coloca no microcomputador de bordo da invenção e rapidamente digita os comandos para copiar. Energia não é problema já que Kaolla deixa uma bateria reserva para funcionar as funções de dados. Seria uma certa demora em copiar, mas o computador de bordo é bem potente que faz copiar todos os dados em segundos.

- Essa foi rápida! – disse Shujinko já com o mini-cd na mão.

- Ah não! Ele roubou meus projetos secretos – disse Kaolla.

- Ele não vai longe – Sara começa a tacar diversos artefatos arqueológicos. Shujinko desvia de todos até pegar um artefato pequeno que o chama atenção. Quando Sara termina de arremessar os objetos Shujinko diz:

- Uma autentica escultura de Baal. Isso é bastante valioso – disse Shujinko sorrindo.

Sara fica com uma cara muito mal humorada já que na sua raiva tacou um dos raros artefatos que tinha. Praticamente entregou para o ladrão de mão beijada.

- Ele não vai escapar fácil – Kaolla saca a sua arma a 'Hiper Caçador lançador de mísseis seminuclear exterminadora de borboletas' – atirar – diz Kaolla soltando os mísseis.

Shujinko começa a fugir novamente só que para sua infelicidade os mísseis desta vez são teleguiados. Ele já pegou distancia das duas meninas, mas não dos mísseis. Tudo parecia um fim até que viu uma coisa brilhando na parede do quarto da Su. Ele foi lá tocou e entrou em uma passagem secreta assim escapando dos mísseis que explodiram quando colidiram com a porta.


Shujinko move pelos corredores estreitos que ligam as passagens secretas de Hinata-sou tentando achar uma melhor saída. Não está sendo sorte que está garantindo seu sucesso, parece que alguém está o ajudando que deixa uma pergunta no ar: por que? A tartaruga passando no momento quando Motoko partiu para cima dele acho que não foi só coincidência e também a luz que ele viu em uma parede do quarto da Su também não foi mero acaso. Quanto mais ele está perto de terminar o trabalho mais misterioso fica para saber da pessoa que o convocou.

O melhor a fazer é terminar os roubos e aguarda o desfecho do mistério. Então ele sai em uma porta assim entrando através de uma passagem secreta no quarto da Narusegawa. Tudo está aparentemente normal e arrumado. Seu objeto de roubo já está a vista que é o boneco Liddo-kun, mas antes de roubar o boneco precisa arrumar algumas coisas para evitar alguns inconvenientes como alguém conseguir pega-lo. Ele olha em volta do quarto e apenas seus olhos chama atenção de um conjunto de matérias escolares como folhas de diferentes cores, cadernos, livros, tesouras, colas e entre outros. Shujinko pega uma tesoura de tamanho médio, umas folhas verdes e amarelas, uma cola extra forte que seca rápido. Depois deu uma olhada na parte das roupas da Naru e achou um pano grande a qual ele pegou o Liddo-kun junto com o pano fez um tipo de mochila improvisada. Quando pegou o boneco de pelúcia percebeu que tinha uma coisa debaixo da mesa que é um buraco que liga para outro quarto (especificamente o quarto do Keitarô). Era tudo que ele precisava, agora ele tem uma maneira de organizar um plano. Então vira a mesa e passa a cola nas bordas e a ergue no centro. Depois vai para fora do quarto da Narusegawa ficando no corredor. A vista estava Kouta, Narusegawa, Anne, Yusuke e Motoko.

- EI! – disse chamando a atenção dos cincos – vocês não me pegam – provoca.

A reação foi imediata, todos os cincos já foram em direção de Shujinko. Ele entra no quarto e cai no buraco fazendo a mesa tampar o caminho e a cola vai garantir que não seja removida facilmente. Quando os cincos entram no quarto da Narusegawa e não encontram mais o ladrão a vista.

- Para onde ele foi? – pergunta Kouta – será que escapou pela janela?

- Não, ele foi para o quarto do gerente – disse Motoko.

- Mas como mã... digo Motoko – pergunta Yusuke.

- Ele foi pelo buraco debaixo da mesa – responde.

- Como?

- Vou explicar melhor – responde Narusegawa – tem um buraco do chão do meu quarto que liga com o quarto do Keitarô. Eu tampo com uma mesinha para evitar os acidentes – olha para mesa – e aquele infeliz já roubou o meu Liddo-kun – disse já ficando nervosa.

- E o que estamos esperando, vamos atrás dele – disse Anne indo até a mesinha para tentar tirar do caminho, só que não consegue – ué? Ta presa!

- Presumo que aquele individuo tenha tampado – disse Kouta – imagino que ele quer que a gente desça lá em baixo – fica pensativo – é melhor a gente ir para o andar superior.

- Ué? Por que? – pergunta Anne com duvida.

- Porque é lá onde ele vai tentar escapar definitivamente.

- Mas como você sabe que ele não vai escapar pela entrada? – pergunta Yusuke.

- Porque Keitarô, Mishima e as outras então de guarda na saída. Mesmo que aquele ladrão seja bastante astuto ele não vai conseguir passa então ele vai tentar escapar pelo andar de cima – explica Kouta.

- Você é bem inteligente para alguém que se parece com uma garot... – Anne não termina de falar porque Motoko e Naru seguram a boca dela para que não fale o que Kouta não gosta de ouvir: se confundido ou comparado com uma garota.

- Vamos logo para o andar superior – disse Kouta para todos.

- Hai! – responde todos.

Enquanto nisso no quarto do Keitarô Shujinko está olhando em volta tentando achar o ultimo objeto para ser roubado. Se não falha a memória só falta de alguém que se chama Keitarô e ouvindo as conversas do andar superior foi revelado que ele está no quarto de Keitarô. Agora ele imagina se fosse um jovem pervertido onde esconderia as revistas pornográficas mais precisas? Claro dentro do armário em uma caixa discreta onde ele encontra os acervos da pornografia de Urashima. De repente a porta se abre revelando Keitarô.

- Parado aí – disse Keitarô entrando no próprio quarto.

- Você de novo? – disse Shujinko vendo Keitarô e guardando uma revista hentai do gerente da pensão – e então... – sorri inocentemente -... o que achou dos peitos da Kitsune? – pergunta com uma certa malicia.

- Ótimos! Bastantes fartos e rosados... – Keitarô sacode a cabeça para colocar o foco de seus pensamentos (também para desligar o seu lado ero) -... não vou deixar você escapar desta vez.

- Tudo bem então – sorri – então pegue – joga as revistas em direção do Keitarô que se abrem assim impedindo a visão dele. Shujinko corre na direção da porta e desliza do lado direito de Urashima com uma rasteira assim escapando de seu perseguidor.

Shujinko já com todos os objetos roubados (quase todos já que roubar um pedaço de melancia não seria um grande desafio na opinião de Shujinko) corre para a saída, só que Kaolla estava aguardando na saída com uma bazuca laser e um lançador de mísseis. Segue para direção das escadas só que Sara está o aguardando uma metralhadora laser e um lança chamas. O ladrão fica sem rumo e parra piorar a situação Keitarô se aproxima, então só resta um caminho a seguir: fontes termais. Com grande destreza Shujinko escapa dos três e ainda desvia dos tiros recebidos e entra na área de banho.

O lugar é aberto sendo perfeito para Shujinko escapar pulando o muro. Então já corre para um muro. Keitarô, Sara e Kaolla entram na área de banho e vêem Shujinko correndo. Nada vai deter exceto uma coisa a qual aparece do nada. O ladrão se espanta do elemento que aparece de repente na sua frente a qual nem deu tempo de olhar o que ou quem era. Tudo que sentiu foi um soco muito poderoso em sua barriga sendo que o impacto foi tão grande que leva Shujinko aos cinco metros de distancia em uma queda violenta que chega fazer uma certa poeira.

Keitarô, Kaolla e Sara ficam de cara com o golpe que o ladrão recebeu e principalmente quando o agressor apareceu. Em frente ainda parado com o braço direito estendido para frente está o brasileiro Guilherme Mishima a qual estava esperando uma justa oportunidade de acertar Shujinko. Depois de ser enganado pelo ladrão com apenas uma barra de chocolate o brasileiro esperou um momento certo para atacar. Ficou justamente escondido apenas sentindo o Ki de Shujinko esperando uma oportunidade que finalmente estivesse cercado para assim acerta-lo com um de seus golpes.

- Guilherme –san – disse Keitarô cumprimentando o amigo – meus parabéns! Finalmente foi detido o ladrão.

- Cara esse golpe foi mais forte que o Naru punch – disse Sara.

- Só podia ser o Chuck Norris – respondeu Kaolla.

- É cedo demais para comemorar – disse Guilherme com uma expressão seria – Shujinko tem uma outra habilidade.

- Qual? – perguntou Keitarô.

- A mesma habilidade que você tem. Uma forte resistência.

- Isso não é possível! – expressou vendo já para onde Shujinko caiu. Seus olhos confirmam que sua mente não crer que é o ladrão em pé meio torto (já que ele sente um pouco a dor da pancada) e com o sorriso nos lábios.

- O HP dele é tão elevado que o Keitarô – comenta Kaolla.

- É verdade – concorda Sara.

- Gui –chan! – diz Shujinko – tava demorando para aparecer. Qual estava sendo o problema?

- Bem... tive que resolver assuntos inacabados – responde meio receoso já que na verdade estava comendo chocolate -... mas desta vez vou deter-lo – abaixa lentamente o braço direito que estava um pouco levantado e levanta o braço esquerdo meio que curvando com a mão semi aberta – Mesmo com um só braço consigo te pegar – disse em um tom calmo e decidido.

Shujinko não entende muito o motivo da afirmação do brasileiro afinal ele não é muito de subestimar seus adversários. E por que no lugar da palavra 'mesmo' não usou a palavra 'apenas'? Afinal se quer menosprezar ou passar uma aparência superior não pouparia palavras. Mas estranho é que a pessoa em si não é muito de se vangloriar.

- Que seja – disse Shujinko – tentem me pegar então.

Com essas palavras Keitarô já parte para cima do ladrão, porem mal parte o Mishima segura no ombro esquerda do gerente assim impedindo a sua ida. Claro com o olhar tenta saber o porquê foi impedido. Para não precisaram ser ditas já que Kaolla e Sara já foram para frente dos dois.

- Pronto agente Sara – mirando no alvo humano ficando no lado direito.

- Pronto! – respondeu à loira ficando no lado esquerdo.

- Fogo! – disse fazendo que ela e Sara atirarem com seus respectivos arsenais ao mesmo tempo. Só que Shujinko rola, dar cambalhotas e mortais variando para o lado direito e esquerdo assim escapando dos tiros com perfeição.

Keitarô entende o motivo de ser impedido pelo Mishima se ir atrás do ladrão: não queria está na mira das duas.

- Isso não vai funcionar – comenta o Mishima.

- Ué? Por quê? – pergunta Keitarô.

- Ataques de longa distancia são meio que inúteis para acertá-lo. Principalmente armas de fogo de grande porte.

- Principalmente armas de grande porte?

- Isso dá uma certa vantagem para ele.

Keitarô vê o ladrão se esquivando de todos os tiros em uma precisão sobrenatural. Ele ri. Pela primeira vez esta com perseguidor e não como perseguido. Fica fascinado de como o ladrão está se saindo bem em escapar do poder mortal da pensão Hinata. Quem dera se o próprio Keitarô tivesse esse dom.

Tendo sucesso em esquivar Shujinko começa aproximar das duas e consegue em nenhum momento ser acertado graças seus movimentos rápidos e precisos até que finalmente chega perto de Kaolla Su. O ladrão sorri vendo que Kaolla continua sorrindo. Su tenta acerta-lo com um chute, mas o outro toca nas armas e da um pulo para trás seguido com uma cambalhota e um mortal. Depois avança na direção de Sara que já tenta o acertar fisicamente com armas em um golpe lateral. Shujinko da um mortal para o lado esquerdo e no ar toca nas armas dela. Depois sai correndo para longe das duas.

- O alvo está fugindo – disse Sara para Su e mirando para o ladrão novamente.

- Não por muito tempo – responde Su fazendo o mesmo que Sara.

- Fogo! – desta vem foi Sara que deu a ordem, só que as armas não funcionaram. Em vez disso elas começaram a brilhar.

- Ué? Agente Kaolla é normal as armas brilharem? – pergunta Sara para Su.

- Só quando ativam o botão de auto-destruição – respondeu em uma naturalidade.

- O QUE?? – foi só falar nisso que as armas explodiram levando as suas para cima. Shujinko não apenas tocou nas armas, mas sim apertou o botão de auto-destruição de cada uma delas.

Shujinko usa as pedras mais altas da fonte para usar como plataforma para conseguir chegar ao terceiro andar. Teve sucesso ficando pendurado na borda. Seria tranqüilo se não tivessem Kouta, Naru, Anne, Yusuke e Motoko.

- Você está certo Kouta –san – disse Narusegawa – aquele ladrão viria para cá mesmo – disse Narusegawa vendo o ladrão pendurado.

- Como eu havia planejado – disse Kouta – agora aquele ladrãozinho vai me pagar – disse já correndo para direção do ladrão.

Shujinko já iria subir, mas aparece Kouta e tenta acertar as mãos dele para induzir a queda. Shujinko tem sucesso de evitar que Kouta pise na sua mão. Foi umas sete vezes até que o ladrão segura a perna direita de Kouta. O primo do Keitarô não esperava essa ação do ladrão e é pego de surpresa, portanto não deu tempo de manter equilíbrio a cai, mas se segura na borda assim evitando uma queda grande.

Shujinko finalmente sobe complemente, só que ele não tem trégua já que Anne já vem correndo, pula para da um chute aéreo. O ladrão simplesmente esquiva de lado assim evitando o ataque de Anne. Para o azar de Anne ou mesmo por distração mesmo ela pula fora do terceiro andar. Anne tenta segurar na primeira coisa que ver, ou seja, segurou no Kouta. Só que ele não estava preparado em aquentar o peso de uma outra pessoa quando está pendurado então ele solta fazendo tanto ele como Anne caírem.

Mishima e Keitarô vêem o casal caírem que para sorte deles caíram nas águas termais.

- Precisamos ir para lá – disse Keitarô já se dirigindo para a porta – senão ele vai escapar.

- Espere – Mishima segura Keitarô pelo ombro – existe uma maneira mais rápida de chegar lá em cima.

- Qual?

Mishima não pode conter um sorriso meio maligno de só pensar o que ele vai fazer. Normalmente o brasileiro não tem esse pensamento maligno de realizar a ação que planejou, mas isso não deixa de ser engraçado.

Keitarô se assustou com a expressão meio malvada de Mishima. O que será que ele ta planejando? Pensa Keitarô. Então Keitarô sente ser erguido pelo próprio Mishima e literalmente arremessado. Tem sucesso de chegar ao andar superior, mas sua aterrissagem não foi das melhores porque caiu de cara no chão.

Naru, Motoko, Yusuke e Narusegawa que estavam perseguindo Shujinko viram a chegada de Keitarô. Todos tiveram uma gota atrás da nuca.

- Não sabia que os moradores daqui sabiam voar – disse Shujinko brincando.

- Olha só quem fala – disse Keitarô se levantando – ta o tempo todo fugindo e até agora não partiu para o ataque.

- Se é um ataque que você quer um ataque você terá – disse Shujinko ficando aparentemente em uma base de luta.

Keitarô não esperava esse tipo de reação do ladrão então Urashima fica na base Jeet Kune Do já se preparando para a investida de Shujinko.

Parece que os outros viraram platéias tendo atenção exclusiva de uma luta que vai acontecer entre Shujinko e Keitarô. Em especial Motoko está meio desconfiada se o ladrão quer mesmo lutar com Keitarô ou não. Lembra perfeitamente que Mishima falou para ela que Shujinko não tem experiência em luta, mas em compensação é bastante astuto. Seja qual for o plano do ladrão é melhor ter a espada Hina já preparada.

O plano de Shujinko está mais próximo de ser realizado. Claro que não lutaria com Keitarô, mas aplicaria um golpe nele onde aprendeu assistindo um anime conhecido. Para colocar seu plano em pratica e ser convincente andou um pouco em volta do Keitarô até ficar em uma posição da mesma reta onde se encontrava Narusegawa atrás dele e Yusuke atrás de Keitarô. Pronto. Tudo estava planejado. Então Shujinko parte para cima de Keitarô que espera para aplicar um golpe e quando o ladrão chega perto do gerente ele rola para frente passando para o lado e fica atrás de Keitarô, depois fica agachado um pouco e com a mão direita só com os dois dedos para frente e os outros recolhidos fazendo um tipo de flecha e com a mão esquerda segura o pulso direito.

- Quebra dos direitos autorais – disse Shujinko como se fosse realizar um golpe – MIL ANOS DE DOR!! – e como uma flecha seus dedos é dirigido com velocidade e força para... bem... onde nenhum ser entrou, um digno golpe do anime/manga Naruto.

Keitarô já tinha sentido diversas dores na vida, dores que poderiam arrasa um ser humano comum, mas nunca Keitarô sentiu em uma dor dessa em um local... tão profundo como ele sentiu que deu um pulo como se tivesse sendo arremessado. Só para a má sorte de Keitarô estava na direção dele Narusegawa. Quando percebeu isso já era tarde demais, uma colisão dos dois acontece. O problema não é a colisão em si que vai ferrar com Keitarô, mas sim os efeitos causados. Keitarô fica em cima da Narusegawa onde suas mãos por questão de acidenteis ou por questões de maldade do autor que isso aconteça ficam em diferentes partes do corpo da ruiva. Uma fica em cima dos seios e outra nas coxas. O problema não é isso de imediato, mas sim o efeito colateral que isso vai gerar. Só basta dez segundos para a raiva de Naru vier à toa para ela tomar uma atitude, sete segundos para Keitarô desesperadamente se levantar rápido e perdi desculpa enquanto tenta fugir e três segundos para Narusegawa se levantar e dar um poderoso soco que o leva violentamente para frente como se fosse algum objeto sendo arremessado.

Tudo isso foi planejado pelo Shujinko. Tinha certeza quase absoluta pelo seu sucesso. A única coisa que tinha que arriscar era ter praticado ação ofensiva já que é muito difícil de pegar alguém (isso na opinião do ladrão) que pratica artes marciais, mas teve sucesso. Claro que ele já contava que Keitarô sendo socado pela Narusegawa o corpo dele viria para a sua direção e já estava preparado para se esquivar para o lado. Só que alguém que estava atrás não estava preparado para desviar. Yusuke quando percebe foi acertado pelo corpo do Keitarô e cai de cima do terceiro andar junto com Keitarô. Para sorte de Yusuke e para rara sorte de Keitarô eles caem dentro da fonte termal.

Um belo sucesso de Shujinko com uma única ação ofensiva, mas infelizmente não esta provido de tempo para saborear o seu sucesso já que ainda tem diversos perseguidores. Então aproveita a distração dos outros (já que ainda todos estão em estado de choque pela queda de Keitarô e Yusuke), pega os papeis que pegou no quarto de Narusegawa e começa a fazer origamis.

Motoko foi a primeira a reparar Shujinko fazer alguma coisa com as mãos. Para tentar surpreender o ladrão parte para cima já com a espada Hina fora da bainha. De repente a samurai para por causa de o alvo mostrar um objeto recém formado por papeis de cores verdes e amarelos. Uma forma que ela conhece muito bem.


Shinobu anda lentamente nos corredores da pensão tentando inutilmente pegar o ladrão. E o mais estranho disso tudo é que o seu livro de receitas estava na cozinha sendo que a mesma não tinha colocado. Estava bem guardado em seu quarto, mas quando estava passando na cozinha viu seu livro em cima da mesa. Ela iria pega-lo aparece Kouta dizendo que o ladrão estava por perto e sugeriu que escondesse para se passasse em cima dele a Shinobu seria o ultimo recurso. Então ela ficou escondida obedecendo Kouta, escutou o ladrão e o primo de Kouta conversando e brigando. Também escutou Narusegawa chegando. Depois disso o que escutou foram Kouta e Narusegawa gritando de raiva e um repetindo silencio. Por ultimo tentou pega-lo, mas aquele ladrão é bem mais esperto e atento assim consegue escapar de boa.

Mas como que...

As reflexões de Shinobu perdem o foco quando encontra o animal de estimação de estimação de Anne Yori, um panda do sexo feminino, nos corredores da pensão.A reação normal de uma pessoa comum seria um grande susto só de ver de perto um tipo de urso sem nenhuma proteção ou local seguro, mas Shinobu de tanto ver animais incomuns voadores como tartarugas e gatos, samurais lendários, pessoas sobrenaturalmente resistentes a qualquer pancada (praticamente imortal), robôs com poder de destruição em massa e entre outras loucuras que só na pensão Hinata pode ver. Um panda não é mais tão assustador como antes. É claro que a única coisa que é assustadora da panda é a dona do panda.

Ela continua o seu caminho passando de lado na panda aproveitando passa a mão na cabeça dela fazendo um carinho e depois segue o seu caminho. Nada por enquanto é de anormal, mas de repente ela ver a Kanako andando pacificamente mais provavelmente se dirigindo para a saída.

Ué? Por que Kanako anda para a saída tranqüilamente? Agora reparando melhor por que ela não esta caçando o invasor como todo mundo? Sendo ninja profissional não teria mais recursos para pegar um ladrão astuto? Nem mesmo por algum momento se manifestou, por que será?

Suas reflexões são interrompidas com uma explosão vinda das fontes de água termais. Shinobu imediatamente vai correndo para lá. O que será que esta acontecendo? Isso é uma duvida que a doce menina tem, mas é claro que ela não sabe que esse foi o momento que as armas de Sara e Kaolla explodiram. Quando Shinobu entra ver o brasileiro de costas parado e ver também justamente Kouta e Anne caindo do terceiro andar.

- Ano... senhor Mishima... – Shinobu chama o brasileiro timidamente.

O brasileiro vira para ver Shinobu.

- Hum... Shinobu... certo? – o brasileiro não sabe totalmente os nomes de todas as moradoras.

- Hai... o que ta acontecendo aqui?

- Shujinko está conseguindo despistar todos – disse Mishima estendendo o braço esquerdo no ar pegando Sara e Kaolla que estavam caindo depois de serem arremessadas no ar por causa da explosão – que fico mais indignado que alguém o está ajudando.

- Como assim? – perguntou Shinobu, Sara e Kaolla ao mesmo tempo.

Mishima não diz nada. Com dificuldade ajeita o braço direito para frente e com o esquerdo começa a pegar alguma coisa que aparentemente ninguém consegue ver, mas não demora para as três verem que o brasileiro estava retirando de seu braço. Cinco agulhas transparentes que estão sujas com um pouco de sangue.

Foi tudo rápido demais quando Guilherme se preparava para socar Shujinko. Já tinha concentrado o Ki no braço direito para dar um soco que faria o ladrão desmaiar, mas então percebe que agulhas ninjas estavam vindo para a sua direção mais especificamente estava indo para o seu braço. Não tinha como defender ou mesmo parar o ataque, então o brasileiro arruma o braço para um soco normal. Tem sucesso em acerta o ladrão com um soco que o leva em uma boa distancia, mas as agulhas acertam o seu braço. O brasileiro pensa aliviado que as agulhas não acertaram os pontos letais, mas sim os pontos que paralisaram o seu braço.

- Senhor Mishima. O que é isso? – Shinobu pergunta.

- Agulhas de combate. Muito usado por ninjas. Essas daqui são especiais porque elas são muito transparentes – responde as deixando as cair no chão – quem quer que seja... – Mishima não terminar de falar porque ver Keitarô e Yusuke caindo em cima da fonte.

- Eita! Ninguém pega esse ladrão não? – pergunta Sara.

Mishima não diz nada apenas olha para o terceiro andar tentando alguma coisa. Ele não esperava que Shujinko conseguisse muito bem despistar os outros. Ai ele dar uma olhada na fonte. Anne e Kouta se levantam aos poucos sendo que a primeira está muito revoltada e o segundo imparcial. Keitarô e Yusuke estavam inconscientes flutuando na fonte. De repente se ouve o grito de Motoko. Por algum motivo que Mishima não sabia explicar aquilo doeu dentro dele como se alguém tivesse arranhado um cristal, mas conseguiu se manter no controle da situação. Não tem o que se preocupar, Shujinko é astuto e não perigoso. Não resta duvida de quer precisa ir pessoalmente lá ao terceiro andar. O que será que aconteceu com Motoko?

Kitsune chega ao terceiro andar para ver se acha os outros. Chega ao terceiro andar ver a Naru parada no canto, Motoko parada com uma estatua e na frente da samurai está o ladrão parado como se tivesse mostrando alguma coisa para ela. O que será que está acontecendo?

De repente Motoko grita de medo por mais uma vez encarar o seu medo por tartarugas. Claro que esta vez não é a Tama que está fazendo medo para samurai, mas sim o que Shujinko fez. Com os papeis amarelo e verde ele fez uma dobradura perfeita de uma tartaruga ficando na forma parecida da Tama. Shujinko fez a tartaruga porque já lembrava do medo da samurai e aproveitou para se beneficiar desse medo. Claro que uma dobradura não é capaz de assustar uma pessoa comum, mas para Motoko o medo de tartaruga é tamanho que até uma tartaruga de mentira é capaz de assusta-la.

Pelo medo e as presas Motoko larga a espada Hina e sai correndo. Shujinko pega a espada Hina para o espanto de Narusegawa. Ela sabe que muito bem que exceto a Motoko qualquer pessoa que pegar na espada Hina fica possuído pelos espíritos maus da arma. Mas esse fato não chega acontecer. Mesmo com a espada Hina na mão direita de Shujinko ele não perde a consciência nem chegando ter uma fração hipnótica que a arma pode oferecer.

- Que espada legal! Uma espada amaldiçoada. Mas uma maldição pode se transformar em uma benção – disse Shujinko movimentando um pouco a espada e olhando em volta. Viu que chegou Kitsune e mais uma vez teve uma idéia.

Rapidamente vai para direção da Kitsune.

- Pega – disse passando a espada para as mãos de Kitsune que por reflexo pega a espada. Logo Kitsune fica possuída pela espada.

- Essa não – disse Narusegawa – Kitsune está possuída pela espada Hina – essas palavras chamam a atenção de Motoko que para de correr. Ela olha incrédula para Kitsune pensando na besteira que vez. Maldito medo que causou isso.

De repente Guilherme e Anne aparecem no terceiro andar. Subiram do mesmo jeito de Shujinko. Mishima está calma e Anne está bem revoltada.

- Cadê o ladrão de uma figa – disse Anne revoltada – ele vai ver só que é bom pra torce.

- Bem o que é bom pra torce é xarope – respondeu Shujinko ficando atrás da Kitsune.

- Ora seu... ei! O que aconteceu com a mulher raposa? – pergunta Anne reparando na Kitsune que semelhante a um zumbi com a espada Hina.

- Putz! – expressa Mishima fechando os olhos – tava esquecendo que a espada de Motoko é amaldiçoada.

- Pois é! Descobri isso agora – disse Shujinko ainda atrás da Kitsune que a mesma começa a andar lentamente na direção de Mishima e Anne – Isso facilitou muito a minha vida – disse Shujinko cruzando os braços.

- Ora acha que vai passar por cima de nós?

- Com certeza não, mas a garota com espada vai fazer o serviço pra mim – da um sorriso confiante.

- Isso não vai ficar... – Mishima não teve tempo de terminar a sentença porque a Kitsune possuída já foi correndo em direção do casal ocidental para atacar com a espada. Cada um se esquiva para um lado evitando um ataque lateral da zumbi Kitsune.

Shujinko começa a correr para a beirada do terceiro andar. Mishima tenta ir atrás do ladrão, mas o brasileiro percebe que zumbi Kitsune estava indo em direção de Naru. Perseguir Shujinko ou salvar Narusegawa? És a questão. Então escolhe a opção mais recomendada que não ter sacrifícios. Mishima fica na frente de Narusegawa impedindo o golpe da Kitsune usando o seu braço como defesa junto com o seu golpe Gedulah Sali. Shujinko passa nos tetos e finalmente consegue escapar pulando para fora da pensão deixando para trás Mishima lutando com Kitsune que está possuída, Sara e Kaolla desnorteadas, Anne partindo para cima de Kitsune para ajudar Mishima, Naru assustada, Motoko meio que estado de choque, Kouta todo molhado, Keitarô e Yusuke desacordado e Shinobu surpresa.

Anne tenta ajudar o brasileiro tentando acertar Kitsune zumbi com um chute, mas a possuída pela espada esquiva. Para revidar Kitsune zumbi faz algo incomum para alguém que está em frenesi beija na boca Anne. Claro que isso teve uma intenção maligna no meio dessa ação. Quando alguém está sendo controlado pela espada Hina ganha a capacidade de sugar a energia da vitima através de um beijo nos lábios. E é isso que Kitsune está fazendo com a Anne. Demora uns dois minutos para a espada Hina através de Kitsune sugar a energia de Anne. Quando terminar isso Anne cai no chão desmaiada com os olhos em espirais.

- Oh não, a espada Hina sugou a energia de Anne – disse Naru.

- Sugou? Ta mais que rolou um yuri agora – diz Mishima já se preparando pelas investidas de Kitsune zumbi.

- Quando alguém fica possuída pela espada Hina a mesma suga a energia e não tem como parar isso – expressou Motoko se aproximando um pouco - Se ao mesmo tivesse uma espada.

- Sugar energia. Hum interessante – expressa Mishima com um sorriso enquanto esquiva das investidas de Kitsune.

De repente a Kitsune desisti de atacar Mishima e parti para cima de Motoko. A samurai Shimmei estava distraída e quando percebe Kitsune esta muito perto – perto demais para esquivar em um ataque – é tarde demais para esquivar ou contra atacar. A intenção da agressora não é atacar, mas sim sugar energia. Os lábios estavam quase encostando, mas misteriosamente os lábios não se encostam.

Motoko sente sendo empurrada para o lado. Quando se deu por si descobriu o que exatamente aconteceu. Ela receberia a investida, mas no ultimo momento Guilherme Mishima se movimentou rapidamente e empurrou a samurai de lado assim ficando no foco da Kitsune. O brasileiro se fez alvo para salvar Motoko. Mas por que Motoko sente uma inquietação se não descrever como raiva? Claro o brasileiro evitou Motoko ser beijada pela Kitsune, mas não evitou o próprio ser beijado.

Como o brasileiro se atreve a ficar nos braços de outra? Ainda na frente da samurai. Motoko está com um sentimento que não consegue explicar. Uma raiva cresce em seu peito fazendo o seu sangue circular mais depressa. Ela não sabe que sentimento está a perturbando, mas ela não está gostando de ver Mishima e Kitsune se beijando... espera aí... se beijando?... Kitsune está possuída com a espada Hina... ela suga Ki com os lábios... e ela está beijando Mishima... isso significa uma coisa: QUE A ESPADA HINA ESTÁ SUGANDO A FONTE MAIS PODEROSA DE KI QUE SE ENCONTRA NA PENSÃO HINATA. Se a espada Hina sugar totalmente o Ki do brasileiro nada vai deter a espada.

Só que Motoko não sabe que Mishima tem um plano. Claro que poderia ter atacado Kitsune para deter os avanços da espada Hina, mas se fizesse isso que sairia prejudicado seria Kitsune já que a espada não sofreria dano. Poderia usar seus golpes poderosos para destruir a espada, mas tem o risco de machucar a hospedeira da espada (claro que se usasse um golpe mais forte poderia fazer a mão da Kitsune estourasse). Então ele bolou um plano infalível, mas ao mesmo tempo perigoso. Deixou que Kitsune propositalmente suasse sua energia. Mas a espada Hina mesmo sendo uma espada amaldiçoada ela tem um limite de carga de Ki que ela suporta. O que Mishima iria fazer é que essa carga chegasse ao limite. Não seria difícil fazer isso, principalmente que sua especialidade é controle de Ki. Usando esse dom faz o seu Ki fluir em seus lábios assim criando uma energia semelhante à de um Ki. A espada Hina sugava mais o Ki falso do que o Ki mesmo do Mishima. Demora uns cinco minutos para esse limite chegasse na espada Hina. Então Kitsune larga a espada Hina, que brilha fortemente de cor negra, deixando cair no chão e depois a própria Kitsune cai inconsciente com os olhos em espirais, só não vai para o chão por causa do Mishima que a segura pela cintura com o seu braço esquerdo (o único que está em condição perfeita).

Mishima suspira um pouco aliviado pelo problema ter acabado mesmo que para resolver esse problema teve que deixar Shujinko escapar. Sua mente não deixa de pensar onde seus lábios estavam. Fazia um tempo que não sentia o gosto dos lábios de alguém. Ultimamente não está com muita vontade de ter relacionamentos rápidos com alguém, ou seja, querendo 'ficar' como todos dizem. Claro que não pode negar o fato que sua carne querendo aprofundar o beijo, mas isso é instinto bobo. Como gostaria que explorar um pouco a boca da japonesa de cabelo longo e de pele pálida.

Espere um pouco! Pele pálida e cabelo longo? Kitsune é pálida e tem cabelo curto... mas... deixa não é hora de pensar dessas coisas. O brasileiro olha para Motoko e por um momento cora um pouco de leve, mas depois repara que Motoko estava o encarando.

- Que foi? – pergunta.

- Você deve ter aproveitado e muito – diz Motoko com sarcasmo.

- Não entendo sua colocação agora, mas não é hora de falar sobre isso – Mishima coloca delicadamente Kitsune no chão – temos assuntos...

- Não venha agora dar de homem serio agora – Motoko interrompe Mishima. Pode perceber que uma alteração de voz mais rústica na samurai.

- Não entendo a sua raiva repentina – aproxima de Motoko e olha profundamente os olhos dela – e o que você queria que fizesse para te salvar naquele momento?

- Sei lá... que usasse um de seus golpes que paralisasse – ainda Motoko olha com raiva para o brasileiro mesmo sem saber o que sente realmente.

- Até tenho golpes que paralisam, só que os golpes que não causam dano para a pessoa só consigo realizar com os dois braços – fala calmamente sem se descontrolar – e infelizmente só tava com um braço livre.

Motoko de imediato não entende que Mishima quis dizer, mas depois reparar o braço direito dele que esta levemente sagrando em cinco regiões diferentes do braço.

- O que aconteceu com o seu braço direito? – a entonação da voz de Motoko passa de brava para preocupada.

- Nem eu sei direito como explicar, mas vamos preocupar de como estão os outros – disse Mishima pegando um lenço no bolso e limpando o braço do leve sangue que estava em volta.

- Tudo bem – concorda a samurai e sai junto com Mishima para a fonte, mas desta vez pegam o caminho mais longo, pelas escadas.

Naru estava todo tempo parada vendo a cena com os seus olhos meio que assustada para movimentar, mas consciente suficiente para ver o que estava acontecendo em volta. Claro que a surpresa de sua melhor amiga, Kitsune, está possuída pela espada Hina foi muito assustador e soma a situação de a possuída ter sugado energia de Anne. Seu coração disparou de medo quando a possuída estava tentando sugar a energia do brasileiro, mas isso não foi que mais a surpreendeu e sim o que aconteceu depois. Claro que a ação de Mishima ter conseguido derrotar a espada Hina enquanto estava sendo sugado foi uma façanha monstruosa, mas o que mesmo chamou a atenção foi a reação de sua amiga samurai, Motoko. Era impressão de Narusegawa ou a kendo girl estava com... ciúmes?

Ciúmes é a única palavra que Naru pode descrever o que viu na Motoko. Será que Motoko esta gostando do brasileiro. Claro de um tempo pra cá a samurai criou um desejo de enfrentar Mishima como na época que teve um desejo semelhante de enfrentar o Seta, mas no segundo caso Motoko não insistiu tanto em lutar como está fazendo agora. Tudo começou quando o brasileiro veio para a pensão Hinata. Mas os fatos de aconteceram agora a pouco parece que algo se esconde na rivalidade. É claro que não dar pra julgar nada, já que Motoko não é muito de expressar emoções. Vai ver que é só um mau entendido como sempre acontece na pensão. Não é mesmo?

Naru para de pensar sobre esse assusto e desce para as fontes de águas termais tentando esquecer o assunto.


Shujinko desce as escadas correndo com um sorriso de satisfação no rosto por ter mais uma vez ter conseguido escapar de um local de risco que segundo o ladrão foi o local mais difícil de escapar. Mas por fim ele conseguiu a grande façanha de escapar vivo e inteiro na pensão Hinata, mas ainda não descobriu quem o chamou para lá. Shujinko para de correr e começa andar aparentemente tranqüilo já que não sabe quando a pessoa, que planejou sua vinda, vai aparecer.

Parece que não demora muito para essa pessoa aparecer. Ela está começo das escadas de pedra que levam para pensão Hinata, parada, de braços cruzados, uma expressão calma na face e com um cigarro na boca. Uma pessoa muita conhecida para o pessoal da pensão Hinata, mas só onde Shujinko viu apenas uma vez, porem ainda lembra. Era... Haruka?

- Parece que nos encontramos novamente – disse Shujinko para Haruka.

- Saiu muito bem – disse pegando o cigarro na boca e jogando no chão já que só sobrava uma ponta depois de consumi-lo – conseguiu escapar de todo mundo.

- Faz parte do oficio – responde com um sorriso – então foi você que me contratou?

- Exatamente.

- Por que manteve sigilo para os outros?

- Se eles soubessem que tudo seria combinado não dariam o melhor para te capturar.

- Bem pensado – Shujinko pega um saco de pano negro de médio porte no bolso – bem vejamos: um Liddo-kun, uma espada laser, uns exemplares originais de um romance caseiro, um par de roupas intima, um artefato raro, um livro de receitas, um DVD, uma chave, um CD-Rom com informações secretas... – conforme que falava os objetos ele colocava os próprios entro do saco -... acho que está tudo aqui. Ah! Sem contar que induzir alguém roubar.

- Induziu alguém a roubar? Bem o que ele roubou?

- Bem... não vamos entrar em detalhes.Aqui está – passa o conteúdo do saco para Haruka.

- Quanto vai ficar seus serviços?

- Bem... essa vai ficar por conta da casa, afinal nunca encontrei um local tão desafiador – alonga os braços para trás – já é a hora de eu ir embora – sorrir.

- Foi um prazer de conhecer Shujinko – estende a mão para um cumprimento ocidental, o famoso aperto de mão.

- Digo o mesmo – aperta a mão de Haruka e estranha o toque da mão da atendente da casa de chá. Momentos atrás tinha encontrado com ela e acariciado na mão. O toque está diferente, Shujinko sente isso, até mesmo o cheiro. O cheiro de Haruka era um cheiro que Sohma descrevia como uma leve flagrância da brisa do mar misturado com um cheiro de cigarros. Mas o cheiro esta diferente...

Um sorriso maligno discreto é formado subitamente do rosto de Haruka, um sorriso não comum e natural do rosto da Urashima. Shujinko de imediato se espanta, mas seu espanto é trocado pela dor quando sente seu braço ser torcido quase ao ponto se ser quebrado. Esta sendo tão rápido que Shujinko se ajoelha de dor. De repente sente o seu outro braço sendo imobilizado e depois seu corpo sendo amarrado de uma maneira quase sobrenatural. Quando Shujinko deu por si estava todo amarrado, com os braços para trás cruzados, com as pernas meio que amarrado (consegue andar lentamente, mas não consegue fazer movimentos rústicos como correr).

- Devo dar meus parabéns agora – disse Haruka com um tom de voz diferente – você quase escapou da pensão – coloca a mão no rosto e puxa assim revelando o verdadeiro rosto de atrás de uma mascara – mas você cometeu um erro. Apenas um erro te condenou. Deixou brecha no final – seu rosto não demonstra nenhuma emoção. Pega no seu próprio ombro para puxar o restante da fantasia assim revelando a sua veste habitual, um vestido preto que abre na parte frontal com tipo de colete social feminino branco com duas fitas vermelhas amarradas em cada braço, revelando que é Kanako Urashima.

Shujinko fica calado e em seu rosto não expressa nem raiva e nem medo. Expressa uma curiosidade. Na mais na cara que ela foi a organizadora de toda confusão e também das ajudas misteriosas que teve durante a sua fuga. Mas aí vem a pergunta: Por que? Não seria mais fácil ajudar os outros do que trabalhasse sozinha. Claro que conseguiu captura-lo a misteriosa mulher (na visão de Shujinko) vai ter fama sozinho da captura.

É isso. A mulher fria quer fama e reputação. Por isso que ela organizou tudo e guardou segredos de todos. Fez que a entrada dele não fosse combinado com todos. Deu um mapa da pensão Hinata. Mostrou uma passagem secreta dentro do quarto da Kaolla quando a situação estava acochando pela Su e pela Sara. E se pensar direito aquele momento que a tartaruga voadora passou quando Motoko estava atacando não foi coincidência. Tudo isso teve a mão dela. Ela não queria que ninguém exceto a própria capturasse o ladrão.

Kanako esta muito satisfeita pelo seu plano deu totalmente certo. Seu plano começou dês quando viu uma reportagem sobre um jovem que testava os sistemas de seguranças onde tinha o trecho que o mesmo fosse ladrão seria o melhor do mundo. Então entrou em contatos com esse jovem e fez uma proposta de ele invadir a pensão e roubar os pertences de cada moradora. Então Kanako guardou segredos de todos e ainda chantageou Guilherme Mishima para ver se o jovem era bom mesmo. A atuação do jovem foi perfeita é claro que teve que ajuda-lo um pouco para ele não fosse capturado por outra pessoa.

Tudo isso para conseguir a simpatia de Keitarô. Imagine como seu irmão teria admiração de capturar alguém que nem os mestres de artes marciais de dois clã distintos, inversões malucas de uma estrangeiras, uma panda, uma ruiva brava com soco forte, uma inglesa perturbada com um chute descomunal, uma pessoa de alto Q.I e até mesmo seu próprio irmão conseguiram pegar. Como ela deseja tanto conseguir a admiração e o amor de Keitarô, mas não amor familiar, mas sim o amor entre um homem e uma mulher. Quem sabe hoje mesmo Kanako realiza o desejo de possuir Keitarô. Suas reflexões são interrompidas com alguma coisa que ela sente nas pernas.

Shujinko ajoelhado e perto de Kanako começa a alisar com o rosto a perna da ninja. Isso deixa Kanako com o rosto levemente corado.

- Sua textura da pele, tão macia e tão suave – diz isso com os olhos fechados – seu cheiro tão suave e fresco parecendo jasmim no campo de verão - da uma profunda cheirada – eu não vou esquecer isso tão cedo – sorri confiante.

- Quem você pensa que é? – disse Kanako ainda com o rosto corado – é um pervertido.

- Me chamo Shujinko Sohma – olha para os olhos de Kanako – alguns detalhes podem fazer diferença no futuro. E por falar nisso qual é o seu nome?

- Kanako Urashima. Quero ver se você vai ter futuro quando eu te levar para os outros.

Shujinko nada diz, apenas mantém o sorriso. Ele é puxado pela Kanako assim obrigando a se levantar e caminhar de volta para pensão Hinata.


Shinobu e Kouta trabalham juntos para tirar Yusuke e Keitarô de dentro da fonte de água termal que se encontram ainda inconscientes.

- Droga! Aquele ladrão conseguiu escapar – disse Anne se secando com uma toalha e com uma cara de brava.

- Nhay! Ele enganou até o Chuck Noris – disse Kaolla mantendo o habitual sorriso.

- O QUE?! Chuck Noris estava aqui? – disse Anne ficando com os olhos arregalados.

- Calma aí, garota panda! Su está falando do brasileiro – explicou Sara pensando como existe uma pessoa tão lesada como Keitarô (se depender é mais que o Keitarô).

- Dês que quando aquele molenga é comparado com alguém forte? – disse Anne com cara emburrada.

- Dês quando fiquei realmente forte – disse Mishima após abrir de repente à porta da fonte junto com Motoko.

- Ai! – Anne deu um pulo – quer me matar no coração?

- Até que não seria uma má idéia.

- O QUE?! – a garota panda fica com uma veia de zangada na cabeça – ora seu filho da...

- Então o ladrão conseguiu escapar até de você – disse Kouta interrompendo Anne de falar tampando a boca dela.

- Sim. Ele conseguiu usar alguns elementos ao seu favor – olha para o terceiro andar para lembrar dos fatos ocorridos passados – minha sorte que conseguir resolver os problemas lá de cima.

- Aproveitador – sussurrou Motoko com um certo ciúme na voz. O brasileiro por incrível que pareça conseguiu escutar e pensa que precisa ter uma conversa seria com a samurai.

Mishima vê Keitarô e Yusuke desmaiados. Vai até eles, agacha e aplica um golpe com a palma da mão no meio dos peitos de Keitarô e Yusuke fazendo os despertarem.

- O que aconteceu? – disse Yusuke se levantando de uma vez meio assustado.

- O ladrão conseguiu escapar – disse Anne ainda revoltada.

- Correção, quase escapou – disse Kanako aparecendo na entrada da casa de banho com Shujinko todo amarrado ao lado.

- Oh! – todos expressam ao mesmo tempo.

- Como conseguiu? – perguntou Kouta.

- Tenho os meus métodos – respondeu a ninja friamente.

Mishima estranha o fato de a irmã de Keitarô ter conseguido pegar Shujinko. Não que esteja com inveja, mas sua intuição está dizendo que ela tem alguma cumplicidade ou toda culpa das agulhas de seu braço.

- Legal! Finalmente pegamos à raposa – disse Kaolla.

- Isso é foi muito massa – respondeu Sara.

- Kanako-san... belo trabalho... – respondeu timidamente Shinobu.

- Kanako –san, você foi ótima – elogiou Keitarô deixando Kanako um pouco colada. O plano de Kanako está funcionando.

Raposa! Fox! Era o nome que Shujinko era chamado.

- O que vamos fazer com ele agora? – pergunta Keitarô.

- Vocês eu não sei. Mas eu vou chutá-lo até ele morrer – disse Anne com uma cara de psicopata.

- Você não vai fazer isso, 'mulher macho'. Senão você manda para os ares – respondeu Mishima para Anne.

- Quem ta chamando 'mulher macho' aqui, seu bebê chorão – respondeu Anne encarando o antigo namorado.

Com isso Shujinko que estava sem idéias de fuga teve uma que pode se livrar principalmente das garras da Kanako. Vai ser arriscado e doloroso. Com um sorriso no rosto e com dificuldade anda meio metro para dentro da casa de banho.

- Me chutar até eu morrer? Eu não acredito nisso – disse Shujinko dirigindo a palavra diretamente para Anne.

- O QUE?? – expressou Anne.

- Aposto que você não consegue me machucar com um único chute – disse Shujinko com um sorriso de confiante.

- Não brinque com fogo senão vai se queimar – disse em uma forma perigosamente ameaçadora.

- Aposto que você nem consegue me arranhar... como era mesmo... ah sim... mulher macho – disse com um sorriso irônico no rosto.

- Ora seu... – disse Anne correndo com toda velocidade para direção do ladrão para dar um chute que nunca vai esquecer.

Kanako não entende a atitude de Shujinko de provocar Anne estando todo amarrado. Sabe que vai apanhar. Ela sabe que a garota panda tem um chute tão potente como o soco da Narusegawa que é capaz. Espera aí. Oh não! Agora Kanako sabe o que o ladrão planeja.

- PARE! – grita Kanako para tentar impedir o chute de Anne, mas tarde demais.

CONTINUA