N/A: Eu recebi muitas visitas nessa fic! Fique realmente feliz por ver que até pessoas de Portugal e Espanha andaram dando uma olhada na minha estória! Infelizmente, o número de reviews não chega nem perto do número de leitores, mas isso não diminui a minha alegria em ver esse projeto sendo bem aceito! Capítulo leve, muito leve. Eu diria que é mais um prólogo... Espero que gostem e aguardo suas reviews!
Aos que elogiaram e me ameaçaram de morte caso eu não continuasse, muito obrigada!
Obs: Edward's POV!
Disclaimer: "Twilight", bem como os seus personagens, pertencem à Stephenie Meyer. Eu sou apenas uma desocupada que os pega emprestado para se divertir de vez em quando. (y)
Quebrando Barreiras
Quando me dei conta, já estava espreitando-a pela janela do quarto. Dentro de mim, havia sido travada uma batalha violenta entre duas vontades: a vontade de estar perto dela e a vontade de protegê-la dos meus ímpetos sexuais. Óbvio que, como o monstro egoísta que sou, acabei cedendo à primeira opção.
Ela não devia fazer a menor idéia do quanto me deixava louco. Bastava que sua respiração encontrasse a minha pele, e eu experimentava um mundo de sensações. Depois de ceder aos apelos dela pela primeira vez, tive de manter-me longe da casa por horas. O meu corpo pedia descontroladamente por mais contato, e eu sabia que não deveria me entregar aos meus próprios desejos, então mantive a minha mente o mais distante que pude da cena e das sensações do fim de tarde.
Como era de se esperar, vê-la ali, respirando calmamente, dormindo com um sorriso lânguido na face – provavelmente sonhando alguma besteira – fez com que todo o meu esforço fosse em vão. Ainda podia sentir os lábios quentes dela ao redor de mim, o contato da sua língua com partes do meu corpo e a textura da sua pele...
"Respire Edward." Inspirei profundamente tentando tirar da minha mente aqueles pensamentos tão... Úmidos, íntimos e tentadores. O aroma maravilhoso dela tomou os meus sentidos e eu imediatamente me arrependi de ter respirado. Era algo tão estúpido pra se fazer quando ela estava por perto que cheguei à conclusão que não estava em meu juízo perfeito.
Ouvi-a murmurar meu nome de uma forma nada inocente e sorri malicioso. Era realmente frustrante não poder escutar os pensamentos dela. A curiosidade provavelmente me mataria se eu ainda fosse algo vivo. Bella mudou de posição vagarosamente na cama, e ao fazer isso, o edredom que a protegia do frio, acabou deixando-me entrever alguns pedaços daquela pele de porcelana. Estremeci só de imaginar as marcas que gostaria de deixar por toda a extensão daquele corpo e, xingando-me mentalmente, mas sem poder resistir ao impulso, me aproximei da cama, debruçando-me sobre o colchão, próximo ao rosto dela. Era, sem dúvida, a criatura mais bela que já havia encontrado em meu um século de vida...
"Bella..." – Recriminando a minha audácia, depositei um suave beijo em sua têmpora, no que percebi um movimento suave do seu corpo, que, instintivamente, talvez, virou-se completamente para minha direção. Sorri quando olhei aquele rosto angelical e apesar da vontade de abraçá-la, sabia que deveria ir antes de tomar uma atitude imprudente demais.
Levantei-me sem vontade, demorando o máximo que pude em me aprontar para sair. Com um último olhar e um afago nas maçãs do rosto dela, saí do quarto em silêncio.
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Estacionei na frente do colégio e permaneci no carro, aguardando o som familiar da caminhonete de Bella. Em poucos minutos, eu a vi estacionar há poucos metros de distância. Sai do carro para encontrá-la no caminho para as salas de aula.
"Dormiu bem?" – Enlacei sua cintura e dei-lhe um suave beijo no ombro esquerdo, puxando-a mais perto de mim.
"Não exatamente..." – O tom de voz sonolento confirmou sua resposta. Ri internamente, tentando não permitir que ela percebesse que havia, novamente, vigiado seu sono e que sabia exatamente com o quê, ela estava sonhando.
Durante as aulas, ela dormiu. Ainda que ninguém tenha notado, o que foi realmente engraçado, pois duas vezes o professor lhe dirigiu a palavra e duas vezes ela sobressaltou-se. No horário do almoço, resolvi pedir autorização para levá-la em casa, pois obviamente ela não tinha condições de continuar assistindo aulas naquele estado. Já dentro do Volvo, a ouvi murmurar, em protesto:
"Eu podia ter dirigido a minha caminhonete."
"E, no dia seguinte, o noticiário contar a trágica histórica da adolescente que dormiu ao volante, matou dois velhinhos e depois caiu num precipício? Creio que não" – Respondi zangado com a ingratidão dela. – Posso levar sua peça de museu até sua casa depois, mas minha prioridade agora é fazer você dormir.
Ouvi mais um resmungo e depois silêncio. Quando olhei para o banco do carona para verificar, constatei que ela tinha caído no sono. Sorri, abobado com as coisas estranhas que essa garota era capaz de fazer.
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Eu não fazia a menor idéia de por quantas horas ela havia dormido. Esperei que despertasse por conta própria, para que o sono fosse completo, mas a certa altura já estava ficando impaciente. Foi quando a vi, finalmente, espreguiçando-se lentamente, como um gato, ainda de olhos fechados. O par de olhos castanhos encontrou os meus com um ar de dúvida.
"Dormi demais?"
"Por alguns dias..." – Sorri, vendo-a esfregar os olhos, esforçando-se para mantê-los abertos.
"Você quer seu momento humano agora, ou prefere comer algo antes?" – Abracei-a com ternura, sentindo o aroma natural da sua pele.
"Hum... Acho que prefiro tomar um banho antes. Escovar os dentes..." – Ela corou e eu realmente gostaria de saber por quê. Desvencilhando-se suavemente dos meus braços, ela ergue-se e tateou a mesa de cabeceira, buscando a bolsinha de sempre.
Enquanto ela se encaminhava para o banheiro, fui até a cozinha providenciar algo para fazê-la comer. Se ela resolvera adotar hábitos de ursos, hibernando o dia inteiro, ela devia precisar de uma dose generosa de comida.
O som do chuveiro no andar de cima nunca havia sido uma distração para mim, mas pro alguma razão, eu não estava conseguindo me concentrar no simples preparo de uma omelete. Desisti da tarefa e resolvi fazer algo que nunca havia me permitido antes, espiar Bella tomando banho. À medida que me aproximava da mínima janela do banheiro, xingava-me mentalmente. Não era uma atitude cavalheiresca espiar o corpo de uma dama sem o conhecimento dela. Sentia-me um verdadeiro cafajeste, mas a vontade era mais forte do que o meu autocontrole.
Aproximando-me sorrateiro, ainda que soubesse que ela jamais notaria minha presença, arrisquei espiar pelo vidro embaçado. A visão não era das melhores, mas pela primeira vez pude ver o corpo da mulher que amava por completo. A água caia gentilmente nos ombros pálidos, enquanto ela se servia de um pouco do shampoo com cheiro de morango para enxaguar o cabelo. Todos os movimentos que fazia eram delicados, suaves... Era como assistir a um verdadeiro ritual. Em determinado momento, senti minha boca salivar e não sabia dizer se era de sede pelo sangue dela ou sede pelo contato entre nossos corpos. Estava tão distraído que não percebi quando ela desligou a ducha e se preparava para sair do box. Instantaneamente, corri para o meu lugar na cozinha, controlando a minha imaginação para afastar toda e qualquer lembrança daquele corpo perfeito e completamente nu da minha memória, pelo menos enquanto ela estivesse por perto.
Em poucos instantes, ouvi seus passos leves descendo as escadas. Graças a minha super habilidade, as omeletes haviam ficado prontas antes dela, não dando a menor chance para desconfianças. Ela adentrou a cozinha vestindo o familiar pijama desgastado. Os cabelos ainda estavam molhados e ela sentou-se numa cadeira próxima sem aparentar muita disposição.
"Ainda com sono?" – Perguntei, levando o prato para mais perto dela. Sua expressão não era de sonolência, mas de algo que não pude captar.
"Na verdade, não. Apenas pensativa..." – Ela levou o primeiro pedaço à boca, mastigando devagar enquanto seu olhar permanecia perdido em algum ponto desconhecido.
"E no que você está pensando?" – Já que ela não iria falar por vontade própria, resolvi interrogá-la. A vi girando os olhos com impaciência e dando de ombros antes de responder:
"O de sempre. Eu, você e essa sua insistência em não avançar." – Lancei-lhe um olhar confuso. Era de se esperar que ela insistisse nesse assunto até que eu cedesse completamente, mas eu realmente havia sido pego de surpresa dessa vez.
"E porque você está pensando nisso agora?" – Retirei o prato vazio da mesa e depositei-o na pia. Virei o corpo para encará-la enquanto aguardava uma resposta. O silêncio é algo insuportável para quem está acostumado a ouvir tantos pensamentos. Bella não pronunciou uma palavra e a expressão no seu rosto era indecifrável. Passei a mão pelos cabelos, impaciente, e foi aí que ela resolveu falar:
"Não há nenhum meio de fazer você ir adiante?" – Suspirei. Não era a resposta à minha pergunta, mas já era alguma coisa. Sorri e a olhei nos olhos antes de responder:
"Você sabe a minha condição." – Por um momento, vislumbrei um ar de completo horror à menção da idéia. Nós já tínhamos tido essa mesma conversa um milhão de vezes, e a maneira que encontrei de fazê-la ser menos incisiva foi a proposta de casamento. Era incrivelmente engraçada a resistência dela a qualquer compromisso sério. Apesar de ficar satisfeito comigo mesmo por ter encontrado um meio de parar a insistência dela, no fundo sentia uma tristeza. A idéia de se casar comigo era tão ruim assim?
Ouvi o ruído da cadeira sendo arrastada e a vi chegando mais perto para me abraçar.
"Não me leve a mau... Só acho que sou muito jovem para algo tão... tão... definitivo." – Senti os braços dela me envolvendo e retribui. Seu suspiro quente e envergonhado foi absorvido pela pele do meu pescoço. Dei-lhe um beijo no topo da cabeça e a puxei mais próximo.
"Eu sei..." – Os pensamentos de Charlie ficaram nítidos, então eu sabia que ele estava quase chegando.
"Hey, vê se finge que assistiu às aulas hoje, certo? Charlie está chegando..." – Afastei-me daquele corpo quente devagar, sentindo as tentativas dela de me manter próximo.
Dei-lhe um beijo suave nos lábios. Ela logo enlaçou o meu pescoço, pondo-se nas pontas dos pés, como se isso pudesse garantir a minha permanência ali. Sorri em meio ao beijo e me afastei novamente, acariciando as bochechas já rosadas dela.
"Hey, eu volto! Não estou indo para a guerra nem nada!" – Sorri, enquanto tirava os braços dela do meu pescoço e ia depositando beijos nos seus pulsos. Resignada, ela se afastou. Quando estava me preparando para sair, a ouvi murmurar:
"Edward?"
"Sim, Bella?" – Encarei-a confuso, enquanto esperava uma resposta.
"Você ainda me deve... A minha..." – Senti as palavras ficarem presas na sua garganta e não contive uma gargalhada. Ela corou furiosamente ao ouvir o meu riso e só alguns segundos depois eu pude me recompor o suficiente para lhe responder:
"A sua recompensa." – Sorri, divertido com o embaraço dela. Para quem estava com tanta ânsia de ir mais além, Bella ainda agia como uma garotinha de 12 anos quando falávamos abertamente sobre sexo. Um aceno afirmativo com a cabeça e o seu olhar inquisidor me convenceram de lhe dar uma satisfação:
"Eu prometo que será logo." – E antes que ela pudesse fazer mais uma pergunta, saí em alta velocidade pela janela da cozinha.
Senti toda a ansiedade dela com relação a isso e me animei em fazer algo realmente compensador. Eu mal podia esperar para ver as sensações que as minhas idéias despertariam no corpo de Bella.
