N/A: Certo. Podem me xingar, me vaiar, jogar objetos pontiagudos em minha direção... Sinto muito! Essas últimas semanas foram da mais completa correria e eu não tive nem paciência para retomar a fic.

Muitíssimo obrigada pelas milhares de reviews! Vocês levaram a sério a missão de me fazer continuar escrevendo!

Ao que interessa: Último capítulo da minha fanfic! Empenhei-me para torná-lo o final perfeito dessa estória. Espero reviews, quero saber se ficou tão bom quanto eu queria. E, quem sabe, a depender da minha situação, um "posfácio" mais picante para vocês! ;)~ Enjoy!

Disclaimer: "Twilight", assim como todos os seus personagens, pertencem à Stephenie Meyer. Eu apenas aproveito as brechas da estória pra me divertir um pouco!

Quebrando Barreiras

Se havia uma pessoa no mundo em quem eu confiava esse alguém era Edward. Sentindo um frio na espinha, eu acenei positivamente com a cabeça. De repente a cabine da minha picape não era tão espaçosa como eu costumava pensar. Nós trocamos um olhar cheio de significados e, antes de tornar a beijá-lo, eu sussurrei contra os seus lábios:

"Eu estou em suas mãos agora."

Nossos corpos estavam muito próximos. Edward apoiou-me novamente no banco, deitando-se sobre meu corpo sem nem ao menos parar de me beijar. Minha cabeça rodava, ainda processando a informação de que sim, eu conseguira vencer a resistência dele. Eu busquei a mão dele com a minha, só para sentir aquele aperto firme, porém suave, que sempre me passava confiança e tranqüilidade.

Edward entrelaçou nossos dedos, enquanto descia os beijos pelo meu rosto. Bochecha, queixo, mandíbula, pescoço... Cada vez que os lábios dele encontravam um pedaço de minha pele, eu tremia e me empurrava contra ele, querendo que o contato não tivesse fim.

Com a mão que não segurava a minha, ele estava percorrendo a extensão da minha perna, subindo até os meus quadris e um pouco mais até o meu ventre. Levantou de leve a blusa e abaixou-se de encontro à pele descoberta. Um arrepio violento quase me fez desfalecer quando senti que ele estava beijando a região próxima ao meu umbigo, erguendo cada vez mais a blusa. Em pouco tempo, ela estava passando pela minha cabeça e sendo atirada em direção ao painel do carro. Nossas mãos se separaram e eu agora estava retirando a blusa de gola rulê dele, jogando-a para se unir à minha.

Edward tornou a cobrir o meu corpo com o dele, olhando-me de maneira tenra, porém desejosa. Uma de suas mãos puxou uma de minhas pernas para o lado, para que ele pudesse acomodar-se melhor entre elas. Corei quando senti o volume já evidente contra o meu baixo ventre. Edward percebeu meu desconforto e sorriu, divertido, dando-me um beijo na ponta do nariz.

- Ainda constrangida com isso? – Ele acariciava o meu colo com os dedos, ainda escondido pelo sutiã de renda, enquanto seu outro braço estava apoiado no banco, acima de minha cabeça.

Com um aceno discreto, confirmei. O sorriso dele foi gentil.

- Se for demais para você, podemos adiar mais um pouco. – Voltou a me beijar, mas dessa vez no ombro. Sua mão direita brincava com os detalhes do sutiã.

Dessa vez, meu gesto foi mais largo. Neguei a proposta e, para que não houvesse dúvidas, abracei-me fortemente a ele. Edward riu.

- Tudo bem, então...

Nossos lábios se encontraram novamente. Mais famintos, buscando saciar o desejo que tínhamos um pelo outro. Minhas mãos estavam percorrendo aquelas costas largas e levemente musculosas que eu tanto amava. Eu estava no céu, só não me dera conta disso ainda;

Edward puxou as alças do meu sutiã o mais lentamente possível, para que eu me preparasse. Beijou o topo dos meus seios com tanta doçura que senti um suor frio escorrer pelo meu pescoço. Uma de suas mãos ergueu-me agilmente, apenas tempo suficiente para a peça ser desabotoada e, finalmente, tirada de mim.

À visão dos meus seios, pude perceber um brilho diferente nos olhar do meu namorado. Ele respirou fundo e tornou a colar seu corpo ao meu, levando sua boca ao meu ouvido e sussurrando:

- Você é perfeita.

Corei. Foi involuntário e eu sabia que ele riria novamente, mas ele não o fez. Apenas me olhou nos olhos mais uma vez, antes de tornar a me beijar.

Minhas mãos desceram um pouco até o cós de sua calça. Ficaram passeando por lá, enquanto eu tentava decidir se tirava, ou não, suas últimas peças de roupa. Para minha sorte, ele decidiu primeiro, erguendo-se um pouco e começando a puxar a minha calça. Ele cobriu de beijos cada extensão de pele da minha perna exposta, descendo até os meus pés. Com as mãos trêmulas, eu busquei o zíper da calça dele, desabotoando-a e puxando-a também. Ficamos só de roupa íntima.

Sentando-se, Edward me puxou para o seu colo, fazendo com que as minhas pernas ficassem uma de cada lado do seu corpo. Senti novamente aquele volume palpitante contra mim e suspirei de excitação.

Suas mãos percorreram as minhas costas, arrepiando-me. Estremeci um pouco e inclinei o corpo para frente, para ter mais contato com a pele dele. Senti que ele inspirava o perfume dos meus cabelos e a resposta imediata no seu baixo ventre. "Inocentemente", movi os quadris bem lentamente, criando um atrito realmente bom entre nossas "partes".

- Você está me provocando... – Ouvi-o gemer baixo contra minha bochecha.

Não respondi. Preferi continuar com os movimentos e combiná-los com um beijo. As mãos de Edward me puxaram mais para perto, uma delas correndo para a minha perna e acariciando-a de maneira despudorada.

Permanecemos nessa provocação por pouco tempo. Edward interrompeu o beijo e sussurrou contra os meus lábios da maneira mais sedutora possível.

- Eu quero você agora.

Uma grande descarga elétrica percorreu o meu corpo nos poucos segundos em que eu levei para me conscientizar de ele tentava se livrar da minha calcinha. Fiquei de joelhos e de maneira um pouco patética, consegui tirá-la. Não sei como, mas quando voltei minha atenção novamente, Edward já estava completamente nu. Fui pega de surpresa e senti minhas orelhas queimando devido ao fluxo de sangue. Edward pôs um dedo em meu queixo e ergueu meu rosto, obrigando-me a desviar o olhar daquela ereção.

- É isso mesmo o que você quer? Depois de feito, não dá pra voltar atrás. – O olhar era cheio de cuidado e ternura. Eu sabia que ele estava queimando de excitação tanto quanto eu, mas pararia ao menor sinal de hesitação da minha parte. Isso era tão "Edward".

- Tenho certeza de que não vou me arrepender. – Sorri, um pouco sem graça. Edward puxou-me para mais perto, mas quando fiz menção de sentar, ele me manteve com os joelhos contra o banco.

- Ainda não. – Sussurrou. Seus lábios voaram para baixo, atacando o meu pescoço e seios. Eu gemia totalmente indefesa e sem vontade de me defender. Era tão bom sentir a língua fria e macia – totalmente oposta ao resto do seu corpo, neste ponto – contra a região sensível ao redor dos meus seios, ouvi-lo suspirar longamente enquanto sugava minha pele, deixando algumas marcas...

- Ed... – perdi a voz quando senti seus dedos gélidos entre as minhas pernas. A sensação quase me fez ter uma síncope. Precisei agarrar-me fortemente aos seus ombros, inclinando-me sobre ele, no que recebi um longo e sensual beijo. Ele continuou a me estimular por mais um tempo, até meus joelhos estarem completamente bambos e então parou com a carícia.

O beijo ficou menos fogoso e ele afastou-se levemente de mim, contra a minha vontade. Eu tremia e estava com o corpo suado, tendo um dos melhores momentos de minha insignificante vida. Por que deveria deixá-lo parar?

Nossos olhos se encontraram e eu vi uma sombra de medo e preocupação nas íris douradas. Controlei minha respiração ao máximo, pronta para o que viria.

- Bella... Se doer muito... Digo, além do normal... – Ele pareceu constrangido e inseguro. – Eu quero que você me avise, está bem?

Assenti, sem desviar os olhos dele. Seus lábios roçaram nos meus suavemente e eu o senti me puxar, posicionando-me.

Meu corpo tremia loucamente, minha respiração estava rápida e meus batimentos cardíacos desritmados. As mãos de Edward seguravam firmemente o meu quadril e ele não parava de me olhar. Levei uma de minhas mãos até o seu órgão e o coloquei no ponto certo. Lentamente, ele começou a me descer, deslizando para dentro de mim.

Senti a dor aguda novamente e meus olhos lacrimejaram. Respirei fundo, tentando esconder o rosto contorcido jogando todo o cabelo para frente, mas não pude conter o espasmo que me perpassou e a contração muscular que me fez apertar com força os ombros de Edward.

Ele parou.

- Isso já vai passar... – A voz saiu trêmula. Ele não acreditava nas próprias palavras, eu podia sentir. Contrariando sua reação cuidadosa, eu me empurrei contra ele, fazendo com que ficássemos completamente unidos de uma só vez. Senti algo se romper.

A dor foi maior do que imaginei. As lágrimas correram pelo meu rosto antes que pudesse contê-las. Tentei forçar mais um pouco, mas as mãos de Edward eram uma força restritiva à minha loucura.

- Eu não vou parar agora. Apenas, por favor, dê um tempo a si mesma. – O tom de Edward era sincero e suplicante. Respirei fundo e apoiei a testa em seu ombro, tentando relaxar. Os dedos frios percorriam minhas costas, num carinho relaxante. Meus ouvidos foram tomados pela voz suave cantarolando a minha canção de ninar.

- Eu não quero dormir... – Resmunguei, mexendo um pouco o corpo. Edward riu.

- Eu sei... É só pra você ficar bem calma... – Um beijo estalado em minha bochecha e um par de mãos descendo de encontro às minhas pernas deram toda credibilidade àquelas palavras. Meus músculos estavam menos tensos e eu pude sentir o membro pulsante dentro de mim. Mexi os quadris com mais segurança e Edward suspirou.

- Tudo bem? – Seus olhos dourados estavam levemente escurecidos pelo desejo. As mãos apertaram firme minhas pernas. Assenti e beijei-lhe a testa. Ele começou a me mover.

Sem esforço, ele erguia-me um pouco, deslizando para fora, para depois puxar-me de volta com determinação, tornando a entrar em mim. Os movimentos eram lentos, porém fortes. Eu ainda sentia um pouco de dor, mas mordia o lábio para não deixar meus lamentos escaparem. Nós mantivemos contato visual. A expressão dele era a da mais pura luxúria e a cada vai-e-vem eu sentia mais prazer.

Uma das mãos dele foi parar na minha nuca, enquanto a outra circundava minha cintura, puxando-me para mais perto. Nossos línguas pareciam labaredas de fogo, duelando em nossas bocas, deixando-me ainda mais excitada.

Senti que Edward mudava de posição e me agarrei a ele, para ter certeza de que nem isso poderia interromper aquele momento. Ele riu em meu ouvido, com a voz carregada de luxúria. Minhas costas estavam novamente contra o banco do carro. Os movimentos agora eram mais profundos, mas de alguma forma menos estimulantes. Tentei encontrar uma posição melhor, mas Edward estava sobre mim, limitando minhas tentativas.

Edward piscou de forma safada para mim e puxou as minhas pernas rapidamente para circundarem sua cintura. De alguma forma, quando ele se reposicionou, a sensação gostosa voltou. Minha mão direita agarrou um punhado de cabelo na nuca dele e com a esquerda eu arranhava a pele clara das suas costas.

Os movimentos ainda eram lentos, mas Edward havia estabelecido um ritmo. Ele continuava a me observar, ocasionalmente fechando os olhos com força e movendo os lábios na pronúncia muda de algum palavrão. Uma das mãos dele segurava com firmeza o meu seio, massageando-o.

Apesar das sensações maravilhosas que corriam o meu corpo, eu não me sentia delirante de prazer como das outras vezes. A dor ainda não havia me abandonado, então em intervalos regulares eu ainda sentia certo incômodo.

Continuamos assim por mais alguns minutos. O corpo de Edward começou a tremer sobre o meu e ele agora mantinha os olhos bem apertados. Num último movimento, deslizando fundo para dentro de mim, ele atingiu o ápice. As pulsações com breves intervalos confirmou o que a sua expressão dizia. Os olhos fechados, o cabelo caindo displicentemente sobre is olhos e a boca aberta num gemido mudo faziam com que Edward parecesse um Deus do sexo. Pouco depois, senti um leve arrepio correr meu corpo e, arqueando-o um pouco, respirei ruidosamente. Não foi, nem de longe, a mesma sensação que tive das vezes que Edward se "vingou" de minhas provocações, mas por alguma razão, eu estava feliz e satisfeita.

Edward encostou o rosto em meu peito delicadamente. Sua respiração – que era apenas um hábito – roçava minha pele provocando cócegas. Ele inspirava profundamente, provavelmente tentando capturar o máximo possível do meu cheiro. Estava distraída, acariciando os cabelos dele. O som da chuva voltou aos meus ouvidos. Era como se, durante todo aquele momento, alguém tivesse desligado os sons externos.

- Você... Gostou? – Finalmente Edward quebrou o silêncio entre nós. Apoiou o queixo de leve no espaço entre os meus seios e me encarou. Senti o sangue correr para o meu rosto, mas sorri antes de responder:

- Sim. Você foi um exemplo de autocontrole.

- Bom, estive caçando durante toda a madrugada para não me sentir tentado pela sede. Mas não foi tão fácil quanto você pensa... – Ele sorriu, mas seus olhos estavam levemente tristes.

- E você? – Perguntei, tentando mudar o assunto.

- Eu o quê?

- Hum... G-Gostou? – Agora eu devia estar roxa. Ele sabia muito bem que eu estava me referindo ao nosso momento. Ele sorriu o meu sorriso torto, os olhos brilhantes fixos em mim e ergueu-se, ficando cara-a-cara comigo, antes de responder.

- Não acredito que você tenha alguma dúvida quanto a isso. – Nos beijamos o mais carinhosamente possível. O abraço apertado, mantendo nossos corpos bem próximos e as mãos fazendo um carinho nos meus cabelos eram coisas maravilhosas de se sentir. Percebi que gostaria ainda mais da minha pick-up agora e sorri intimamente.

Devo ter voltado a dormir em algum momento, pois quando me dei conta, estava vestida com a blusa de Edward e a pick-up estava em movimento. Esfreguei os olhos, tentando fazer as coisas entrarem em foco e a primeira coisa que focalizei foi o rosto do meu anjo, olhando-me sorridente.

- Descansou?

- Não muito...

- Tudo bem. Estamos indo para minha casa. Você pode tomar uma ducha quente e dormir mais um pouco antes de eu levá-la de volta. – Edward piscou, animado.

- Mas... Eu estou usando sua blusa... – Apontei para mim mesma. – E você está com o peito nu. Como vamos passar por todos sem perguntas? – Corei só de imaginar o que Emmet diria.

- Não vamos. Todos foram caçar hoje cedo. Só eu fiquei.

Gostei dessa idéia. Então teríamos uma tarde inteira só para nós? Quem pensaria em dormir quando se tinha um Deus de mármore totalmente disposto a satisfazer seus desejos? Há!