Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e Toei

O nome Carlo é de autoria da fanficwriterPipe

Boa Leitura e divirtam-se :)


Os habitantes de Atenas na Grécia tinham sido abençoados com mais um glorioso dia de sol, que não estava muito quente, ambiente ameno, brisa suave, nuvens brancas no céu formando desenhos singelos levando algumas pessoas a perderem uma parcela de seu dia para tentar identificar as mais variadas formas. Dias gloriosos de extrema paz, com os habitantes da vila vivendo em harmonia, o treinamento dos aspirantes a cavaleiros evoluindo significativamente e os maiores protetores da região nunca estiveram tão alegres e bem dispostos.

"Vai ser hoje à noite!"

"É! Vai ser sim! Eu achei muito gentil por parte de Shion permitir que os demais cavaleiros do santuário fizessem uma comemoração também. Um pouco mais comportada, mas não deixa de ser uma comemoração! Não gosto de imaginar que aproveitamos as regalias próprias de nossa profissão enquanto os outros são deixados a mingua, trabalhando feito loucos e com muito menos direitos que nós".

"Temos essas coisas por que nossas obrigações também são maiores! E tendem a aumentar cada vez mais! Você sabe disso".

"Eu sei! Eu sei!"

"Talvez você ainda não tenha se dado conta, mas estamos aqui justamente para zelar por tudo e por todos da Terra. Nossa obrigação é muito maior de que qualquer outra pessoa apesar de sermos tão jovens, nós abrimos mão de nossa juventude pela paz, amor e justiça".

"Se arrependeu?"

Um silêncio se instaurou entre as duas pessoas que estavam sentadas no tapete de uma enorme sala de estar.

"Nunca me arrependi um só dia da minha decisão! Apenas me arrependo de ter perdido contato com você durante tantos anos".

"Eu também Shaka! Eu também me arrependo muito disso".

O cavaleiro de virgem não esboçou nenhuma reação, os olhos fechados lhe dando um ar de passividade, os lábios finos pareciam colados. Estava digerindo o que acabou de ouvir e resolveu não esboçar nada, apesar de sua personalidade ter sofrido uma grande mudança, não ia demonstrar sentimento algum perante ela.

"Mikage acho melhor você ir se arrumar para a festa de hoje à noite". – ele se levantou, ajeitando a enorme túnica vermelha, os olhos sempre fechados, sem revelar a intensidade dos magníficos olhos azuis esverdeados. – "Sei bem que vocês mulheres adoram ficar se enfeitando e daqui algumas horas já chegou à hora da festa!".

"Concordo plenamente!"- ela também se levanta ficando de frente para ele.

"Mikage, você esta aqui! Finalmente te encontrei!" – Marcella apareceu trajando uma túnica amarela, como já tinha sido condicionada pelo mestre a usar. – "Eu gostaria de pedir sua opinião sobre alguns vestidos que eu tenho não se incomodaria de me ajudar?".

"Vou adorar! Assim já tomo por base a roupa que você usa e me decido pela minha!"

"Então, venha até meu quarto, meu guarda-roupa está um pouco bagunçado, mas tenho certeza que acharemos algo".

Mikage já estava deixando o recinto acompanhada por Marcella, virou-se pela última vez para falar com Shaka.

"Até mais tarde!"

O indiano não respondeu, apenas virou-se na direção contrária e seguiu para a cozinha. Estava se sentindo esquisito, odiava ter essa coisa crescendo dentro de seu peito. Nos últimos tempos, o fato de estar ao lado de Mikage era um martírio. Isso ocorria, pois há tempos não conseguia mais a ver como sua amiga. Ela cresceu, mudara e agora já era mulher feita.

"Bela mulher por sinal" – murmurou de forma quase imperceptível. Mas, o problema não era apenas esse, se fosse só isso poderia se controlar o que realmente o preocupava era que, aparentemente, ela estava correspondendo. E isso era definitivamente assustador, para não falar estranho.


"Muito bem! Muito bem! Agora vamos descobrir o que vocês querem" – uma pessoa de voz grave e pausada dirigia-se a outra que estava disposta diante dele. O ambiente era um pouco escuro, a figura de porte atlético estava sentada em uma cadeira, enquanto a outra estava de pé, com uma lanterna bem na cara deste.

"Shion, isso é ridículo!" – Dohko acendeu a luz do ambiente e passou a fitar a cena. Sorento e Bian sentados em cadeiras paralelas separados por uma distância de um metro cada um e Shion de pé com a lanterna.

"NÃO DUVIDE DE MINHA COMPETÊNCIA PARA ARRANCAR INFORMAÇÕES DOHKO DE LIBRA!"

"Eu não estou duvidando! Só acho que você deveria me deixar tomar conta disso!"

"Então, por favor, tente!" – o mestre do santuário inchou o peito, deu passagem para que o cavaleiro de libra cumprisse seu papel.

Dohko deu um sorrisinho, caminhou a passos lentos para frente dos dois cavaleiros.

"Primeiro, vou começar com você!" – apontou para Bian – "Levante-se cavalo-marinho!".

O cavaleiro obedeceu prontamente ficando ereto diante deste. Nem ele e nem Sorento usavam suas armaduras, por isso estavam totalmente vulneráveis e desprotegidos.

Dohko deu um sorriso simpático que foi retribuído pelo cavaleiro. E do nada, ele empurrou Bian para trás, fazendo-o sentar na cadeira novamente, dando a volta colocando uma das mãos envolta de seu pescoço e imobilizando os braços do cavaleiro.

"Eu sou engraçado rapaz?" – a voz nunca pareceu tão ameaçadora. – "Eu não sou tão gentil quanto pareço!".

"Não... não senhor!"

"ESTÁ DIZENDO QUE NÃO SOU GENTIL? PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO?"

"NÃO! Não foi isso! Referi-me ao fato de você não ser engraçado!"

"Então, quer dizer que eu pareço um cara mal-humorado?"

"Sim! NÃO! Estou... estou confuso!" – o rapaz balançou a cabeça e fechou os olhos e logo em seguida os abriu.

"Shion, isso é realmente necessário?" – perguntou Sorento intrigado.

"Hei, eu que não vou interferir nos métodos do meu colega! Prossiga Dohko!"

"Obrigado Shion!" – o cavaleiro de Libra soltou os braços de Bian que massageou os punhos. Dohko tornou a dar a volta e posicionou de frente para ele.

"Rapaz olhe para mim"! – falou – "OLHE NO MEU OLHO".

Bian estava começando a se irritar, com muito a contragosto encarou o cavaleiro dos olhos. Não importava quem ele era ninguém ia humilhá-lo daquela forma. Encrespou a boca e uma expressão carrancuda formou-se em seu semblante.

"Agora, diga o que eu quero ouvir".

"Hum... você tem olhos lindos?"

Sorento tapou os lábios com as mãos tentando abafar uma risada muito debochada, enquanto Shion de um risinho bem humorado. – Vamos ver como ele se sai com esse rapaz. – pensou o mestre.

"Agora é sério. Depois de serem traidores a ordem e a justiça, de se juntarem ao imperador dos mares para acabar com toda a vida na terra e de terem ressuscitado graças à misericórdia dos deuses, poderia me explicar o que o leva a vir aqui alegando estar regenerado?".

"Eu me arrependi profundamente do que fiz no passado Dohko de libra e gostaria de pedir perdão a própria deusa Athena se fosse possível. Até por que descobrimos mais tarde que tudo não passou de um plano maligno de Kanon, ou se preferir, dragão marinho".

"Kanon de gêmeos". – corrigiu Shion prontamente – "Ele já mostrou seu valor perante a deusa Athena, arriscando sua vida para salvá-la na árdua batalha contra Hades".

"O que importa é que ele nos enganou, a nós e ao imperador Poseidon". -respondeu rancoroso.

"Ninguém que demonstre tanta mágoa por seu antigo deus é bem vindo ao santuário da deusa Athena". – proclamou o grande mestre indignado.

"Eu não sou obrigado a ser tratado como um inimigo desumano. Lutei pelo que acreditava!" –encarou Shion.

"Essa é sua vontade? Que nos retiremos?" – perguntou Sorento se levantandode sua cadeira e finalmentetomando uma poisção– "Então, ela será cumprida". - foi até Bian e colocou a mão no ombro do cavaleiro. – "Só gostaria de pedir para passar só mais hoje com minha protegida. Alex, a futura amazona de gêmeos".

Shion refletiu por um momento, deu alguns passos e foi até a janela.

"Permito que fique até amanhã de manhã, aproveite de nossa hospitalidade na comemoração de hoje a noite, assim terá tempo de se despedir de Alex".

"Despedir?" – repetiu o marina como se temesse a confirmação da idéia que lhe assombrara nas últimas noites.

"Como você bem sabe Sorento de Sirene, quando uma amazona ou cavaleiro entra em regime de treinamento está fadado a permanecer o resto de seus dias a serviço do santuário". – ele respirou fundo – "Não permitimos contato com o mundo exterior, nem cartas, nem telefonemas, nada! Tudo deve ser apagado!" – ele continuava de costas para os cavaleiros, olhando de sua janela o santuário lá fora – " Se estamos realizando essas festas e o passeio ao shopping foi só por um gosto de nossa deusa. Então, quando você atravessar o santuário amanhã de manhã, tenha a convicção que nunca mais verá Alex, por que darei ordens expressas para que nunca mais chegue nem sequer perto das ruínasdesse lugar".

A voz de Sorento sumiu na garganta e ele não soube o que responder, até que a voz retornou-lhe mansamente.

"Não diga nunca, quem sabe um dia fora dessa prisão que você chama de santuário eu possa reencontrar minha protegida".

"Sorento, você não é ignorante e conhece o único método de se sair desse santuário, não conhece?"

O marina não queria ouvir mais nada, passou direto pelo portal que levava fora do templo do grande mestre, Bian seguiu o colega a passos rápidos. Dohko permaneceu em silêncio, vendo-os partir.

"Agiu corretamente Shion! Não podemos dar esperanças a esse tipo de gente!". – o cavaleiro de libra respirou fundo e expirou o ar logo em seguida – "Eu só espero que Alex não tente impedir Sorento de partir, ou pior, tentar ir com ele". – fitou o chão – "Por que aos traidores e aqueles que tentam sair do santuário só lhes resta um caminho...".

"... A morte!" – completou Shion fechando as cortinas de súbito, fazendo a sala mergulhar em trevas.


"Alex, quero falar com você!" – disse Saga indo até perto da sala onde se encontrava sua discípula, sentada em um tapete folheando um livro.

"Diga mestre!" – respondeu ela sem desgrudar os olhos de seu livro – "Apesar de que eu já sei sobre o que você vai falar!".

"Sabe?" – ele se sentou ao seu lado.

"Sorento! E devo dizer querido papai que eu sei muito bem de onde vêm os bebês e a grande facilidade dos anticoncepcionais na vida moderna, por isso não precisa se preocupar". – finalizou a garota com ar de riso.

"Isso não me tranqüiliza, ele é um marginal, viu o cabelo dele? Argh! É azul".

"O seu também é!"

"Mas, o meu têm estilo, corte, o volume necessário e a cor ideal para dar harmonia aos traços masculinos de meu rosto e o comprimento foi cuidadosamente analisado para fazer jus aos meus ombros largos e postura de meu corpo!"

"Isso é verdade!" – Kanon aparece na sala, acompanhado por Kassumi, tinham acabado de vir da cozinha onde tomavam o café da manhã – "O meu irmão Saga além de ter um cabelo maravilhoso é muito gostoso e sexy!".

"Você diz isso só porque você é cópia dele!" – comentou Kassumi dando uma mordida em um doce que trazia consigo.

"Correção, ele é a minha cópia, eu nasci antes dele por uma diferença de dois minutos". – Kanon dá um sorrisinho safado – "Hum, querida Kassumi, você está querendo dizer que eu também sou gostoso e sexy?".

"Ai meu Zeus, KANON!" – ela revira os olhos.

"Com licença, mas estamos no meio de uma conversa particular!" – disse Saga sério.

"Certo, já estamos indo!" – Kanon começa a andar atrás de Kassumi, saindo pela porta para poderem passear e respirar ar puro.

Saga esperou que os dois se retirassem e voltou a encarar Alex.

"Mas, isso não vem ao caso! Ele tem olhos vermelhos meio arroxeado! Aposto que usa drogas" – disse socando a mesa de centro que estava posicionada ao seu lado, quase fazendo o vidro se partir.

"Não têm nada a ver, desde que conheço aquele marina ele tem aqueles olhos sensuais".

"Sabe, acho que o Kanon é uma péssima companhia para uma garotinha da sua idade, está falando besteira igual ele. E poupe-me de seus comentários indiscretos ¬¬".

"Saga, não se preocupe. Como eu já disse antes, graças a Sorento eu estou aqui treinando como sua discípula. Foi ele que me ajudou a dominar minhas habilidades e os meus dons com o gelo e o fogo". – ela fez uma pequena labareda erguer-se entre seus dedos.

"E graças a essas chamas, você não está conseguindo dominar a técnica como eu queria". – ele se levantou e ficou de pé, depois se sentou no sofá – "Kassumi está controlando o cosmo muito melhor e mais rápido do que você, isso se deve ao fato de você já ter se acostumado a esse tipo de técnica, isso significa que vai ter que queimar uma maior quantidade de energia para poder usar um golpe que leve seu inimigo até a outra dimensão e esgotar suas forças pode ser fatal caso você não eleve seu cosmo até o sétimo sentido".

"Mas, ainda sim tenho minhas habilidades com água e fogo!"

"Suas chamas não são tão fortes quanto os usados nos golpes de Aioria, que mais parecem raios com tamanha velocidade e intensidade e seu ar congelante nunca chegará ao nível de Hyoga ou Camus e sabe por quê?" – e ele mesmo respondeu – "Por que você é a amazona de gêmeos e deve ser treinada de acordo com as normas de seu mestre".

Ela ficou quieta, foi como se tivesse levado um banho de água fria, ele fazia parecer que seus dons truques de mágica baratos.

Alex sempre tivera habilidades "especiais", nascera com um dom incomum, manipular a água e o fogo, provavelmente adquirira esse poder graças a seus antepassados, uma linhagem muito antiga de cavaleiros vindos em parte da Itália e em parte do Japão. Aparentemente, durante décadas a família não tinha nenhum contribuinte para as lutas que se estenderam, gerações tinham se passados até o nascimento de Alex, a única que conseguia controlar elementos desse tipo. Durante muito tempo escondera isso de Saga, mas depois do "ataque" as casas de Aquário, Capricórnio e Peixes teve que prestar satisfação com relação a alguns pequenos artifícios, como o enorme escorregador de gelo que fizera para descer até o jardim de peixes e como conseguiu congelar o assoalho da casa de capricórnio.

Saga custou a aceitar, porém já se acostumara com a idéia e estava ajudando a discípula a controlar seus estranhos poderes e elajá tinha uma base muito básica de como lidar com o cosmo já que o general marina Sorento, há muito tempo atrás - antes mesmo da batalha do santuário contra poseidon – tinha lhe introduzido nesse ramo e aconselhara a fazer algo ligado ao treinamento como amazona. Porém, nem tudo ocorreu como previra o general e durante o período que se afastou de Alex ela começou um treinamento rigoroso e acabou sendo escolhida para ser uma das sagradas amazonas de ouro e por uma ironia do destino, defensora de Athena e até então a deusa forainimiga do imperador dos mares.

"Contudo, nós vamos reverter esse quadro Alex e quando o seu treinamento acabar pretendo fazê-la digna da armadura de gêmeos". – ele tomou as mãos da discípula entre as suas – "Alex, eu só quero que me prometa uma coisa!".

"O que?"

"Jure para mim que não vai contar a Sorento onde Athena se encontra!"

"Mas, por que Sorento iria querer essa informação?"

"Não sei, mas eu não confio nele e nem adianta você dizer que é implicância minha. Jure Alex!" – ele a olhou no fundo dos olhos castanhos.

"Certo, eu juro!" – respondeu a garota por fim.

"Quero que jure por Athena!"

"Saga!"

"Por Athena Alex!"

Ela se virou completamente para Saga, apoiou-se nas próprias pernas, apertou as mãos dele e o olhou no fundo dos olhos.

"Juro pela deusa Athena de que não vou revelar nada a Sorento!"

Saga sorriu satisfeito e aliviado, suas preocupações estavam terminadas parcialmente.Pelo menos por algum tempo...


Aioria despencou completamente exausto nos bancos de pedra da arena, deixou que seu corpo caísse, ficando de barriga para cima e tentando estabilizar o ritmo de sua respiração descompassada. Os olhos passaram a fitar o céu, fazendo com que suas pupilas ficassem semi-cerradas graças à luz do sol.

Sentiu um pano muito leve e de algodão cair-lhe sobre o abdômen, forçando-o a olhar para trás para ver quem trazia aquele material até ele.

"Julguei que precisava disso".

"Obrigado". – o leão se sentou, apoiando suas costas no encosto de pedra, passando a toalha sobre seu rosto tentando conter o suor, para ver se conseguia amenizar a sensação desconfortável de calor excessivo. Depois de repetir o gesto várias vezes seguidas virou-se para a pessoa que tinha se sentado ao seu lado – "Me sinto muito melhor".

"Que bom".

"E ai? Como você está?"

"Preocupado".

"Com o que?"

"Elas vão nos torturar" – concluiu Aioros encarando o irmão – "Vão se divertir as nossas custas naquela maldita festa do trocado".

"Nós também vamos nos divertir às custas delas".

"Você sabe que não vai ser a mesma coisa!"

"Realmente, mas é só nós não exagerarmos muito, não me alegro muito com a possibilidade de me vestir de... de..."

"Não fale em voz alta, é humilhante".

Os dois respiraram pausadamente ao mesmo tempo e no mesmo ritmo.

"Deixe para pensar nisso amanhã, por hoje ainda temos aquela festa mais comportada".

"Champanhe importado, terno e gravata, um salão todo decorado cheio de frescuras e Aspasie para salvar minha noite". – disse o sagitariano sorrindo.

"Ah! Você está cego desde que a conheceu".

"E devo dizer que foi graças a você" – concluiu – " Juro que quando penso que foi graças a você que me levou até aquela ala hospitalar eu fico tão feliz que tenho vontade de te dar um beijo".

"Fora" – falou em tom de brincadeira fingindo que ia atacá-lo.

"Atrapalho um momento tão bonito de amor fraterno?" – Shura apareceu. – "Eu estou com os olhos cheios de lágrimas, isso foi tão lindo" – finge estar ao ponto de chorar.

"Você também está animado para a festa?"

"Claro!" – finge guiar um par imaginário – "Hoje será à noite!" – conclui – "Marcella, me aguarde".

"Controle essa empolgação Shura, você não vai querer assustar a garota". – respondeu Shaka aparecendo calmamente.

"O que você ta fazendo aqui? Não devia estar meditando?" – Shura junta os dedos indicador e médio das duas mãos e fecha os olhos fingindo estar na tão famosa posição de lótus.

"Eu sei muito bem o que ele imagina quando está nessa posição, ele nunca me enganou!" – concluiu Aioria rindo.

"Ah leão, se você soubesse dos benefícios de elevar o espírito até o interior de seu cosmo, de você descobrir a sua essência, imaginar a bondade da vida e suportar a dor de permanecer na mesma posição por muito tempo".

"Imagino COMO deve ser divertido".

"Sem contar que você tem um alto controle muito maior, ganha mais forças na perna e é capaz de controlar seus impulsos mais doentios, além de aprender a analisar o corpo do ser humano e os pontos fundamentais dos outros".

"Em suma, aumenta o apetite sexual e aprende a entender o outro para proporcionar mais e mais prazer". – disse Máscara da morte aparecendo – "Esperto de sua parte". – indo se unir ao grupo dando risada junto com Shura.

"Pra falar a verdade, não têm nem comparação o desempenho nesse quesito antes e depois da meditação. Vocês deveriam experimentar, garanto que o desempenho sexual de vocês aumentaria emoitenta por centoe os benefícios à saúde incontáveis".

"Olha só, já passou pelo controle de qualidade de Shaka de Virgem, ta aprovado, podem testar". – anunciou Shura entre altas gargalhadas.

"A meditação da mulher permite que ela tenha um maior controle de seu corpo, ganhando uma maior elasticidade e a elevação do espírito".

"Em suma, é tudo isso que ele ensina com afinco para a discípula dele". – disse Máscara da morte de forma maldosa, fazendo Shura dar-lhe um tapa forte na cabeça.

"Quieto! Não vai passar dos limites! ¬¬ " - sibilou bravo.

"O que foi? Não gostou da possibilidade é?"

"Hunf, vocês me deprimem!" – concluiu um homem de longos cabelos azuis, olhos gélidos e de belo porte que acabara de chegar– "Não se cansam de fazer piadinhas estúpidas sobre as garotas que são suas pretendentes e discípulas, não as tratem como se fossem objetos".

"Camus, o defensor do sexo frágil". – sentenciou Máscara da morte.

"Apenas as trato como julgo conveniente". – respondeu discretamente.

"Sem drama, sem drama". – falou Miro que tinha chegado juntamente com Camus – "Até mesmo quando nos reunimos falamos em mulheres".

"Miro, você não é um exemplo considerável. Você adora qualquer tipo de espécime feminino".

"Hum, digamos que eu tenha um apreso especial por criaturas tão adoráveis". – fez um movimento no ar como se desenhasse um violão.

"Sabe o que percebo?" – respondeu Aioros – "É a primeira vez que consigo ficar conversando com vocês sem que nenhuma delas esteja por perto".

"É verdade, por que isso ocorre?" - perguntou Aioria.

"Sei lá, mas eu adoraria saber o que elas tanto fofocam". - disse Máscara.

"Com certeza, elas devem falar apenas de homens". - concluiu Shura.

"Vocês só pensam nisso! Homens só falam em mulheres e mulheres só falam em homens. Será que suas cabeças conseguem mentalizar outra coisa que não tenha nenhuma ligação com sexo? " – perguntou Camus com seu natural ar de superioridade.

"E você é uma exceção à regra meu caro?"- perguntou Miro erguendo uma sobrancelha – "Você só quer conquistar sua confiança para depois se aproveitar delas".

"Esse é você Miro u.u"

"Hum, talvez seja por isso que me soou familiar xD"

"Eu me nego a ser rebaixado apenas a um boçal"-falou Máscara da morte fazendo-se de ofendido – "Eu também me preocupo e muito com as tendências da moda".

"O.O"

"Quero ver o que as garotas vão usar hoje à noite". – disse o italiano com um sorriso safado.

"Mudando totalmente de assunto, o que vocês vão usar?" – perguntou Mu aparecendo.

"Algo muito fácil de tirar!" – respondeu Miro rindo.

"Planos para essa noite escorpião?"

"O segredo de um homem é não contar para os outros suas táticas de sedução, contudo o resultado obtido é compartilhado no fim".

"Ele pelo jeito já escolheu a presa e está confiante".

Miro não respondeu, deu um sorriso simples e escondeu um brilho diferente no olhar que mesclava da inquietação a perversão.

"Bem, eu vou usar um smoking". – respondeu Aioros.

"Escolhido pela Aspasie" – falou Aioria rindo.

"Ninguém perguntou ¬¬"

"De qualquer modo, acho que isso não é relevante" – disse Shura – "Que horas começa esse circo?".

"Às 22 horas". – disse Camus. – "Aqueles dois marinas vão estar aqui?"

"Vão!" – disse Aldebaran aparecendo – "Foi o que Elena comentou comigo hoje depois de uma conversa com Bian, mas acho que eles irão embora amanhã".

"Por quê?" – perguntou Aioria.

"Shion deu uma dura neles, diz que não quer desconhecidos no santuário".

"Muito certo ele, não gostei da cara de nenhum dos dois" – sentenciou Mu.

"Eu também não! Não quero dividir as garotas com eles!" – concluiu Shura.

"Você se julgou o dono delas". – respondeu Aldebaran secamente.

"Ah! Todas elas caem por Shura de Capricórnio, só não se deram conta disso ainda e ficam ai suspirando por uns idiotas como vocês. Mas, não se ofendam esse idiota não foi do fundo do coração".

"Shura, você me lembra uma coisa com esse comentário". – respondeu Shaka sem importar-se coma formaofensiva de tratá-los do colega.

"Hahaha, o que?"

"Quando você vai contar a Shion sobre seu relacionamento com Marcella? E você Máscara da Morte? Aioros?"

"Por mim, conto para ele ainda hoje" – disse Afrodite aparecendo de forma elegante. – "Não é segredo para ninguém que estou namorando firme com Teella".

"Infelizmente". – proclamou Miro a contra gosto.

"E posso saber por quê?"

"Você não se faça de tonto, fique esperto, não quero você se aproveitando da ingenuidade dela".

"Garanto que a última coisa que Teella é, é ingênua".

"Uhuuuuu" – bradaram grande parte dos cavaleiros em uníssono.

"Não vai falar nada Miro?" – perguntou Afrodite provocador, adorava um pouco de ação e petulância de vez em nunca.

"Vou meter a mão na sua cara, isso sim!" –respondeu o cavaleiro de escorpião com o mesmo tom de voz.

"Não se preocupe Miro, eu não vou fazer nada que ela não queira".

"Uhuuuuu" – voltaram os cavaleiros a dizer – "Afrodite está muito engraçado hoje".

Os olhos de Miro faiscaram perigosamente, isso já estava indo longe demais. Não iria admitir que alguém falasse de sua discípula daquela maneira e ainda por cima o tratasse daquela forma perante aos outros cavaleiros.

"Não vamos discutir Miro, eu estou apenas brincando.Por isso não vamos arranjar problemas por hoje. Respeito muito sua discípula e não a tratarei mal, desculpe-me se o irritei".

Miro fechou a cara, não era de seu hábito chatearse com pouco, mas não ia ficar feliz com a forma hostil que foi abordado.

"Nessas horas que eu agradeço aos deuses por Mikage ser uma garota tão tranqüila". – falou Camus juntando as mãos.

"E safada! Não sai do templo de virgem!" – respondeu Máscara da Morte.

"Shaka, por favor, poupe-me o trabalho" – deu espaço para que o indiano chegasse até o cavaleiro de câncer.

"Chega de brincadeirinhas italiano desgraçado". – sentenciou Shaka aproximando-se e abrindo os olhos cuidadosamente, fazendo Máscara cair de costas no chão. – "E saiba que eu não usei nem um terço do meu poder total".

Máscara se levantou com as costas machucadas e o orgulho masculino ferido.

"Sabe Shaka, estou um tempo sem brigar, a última vez foi com esse cubo de gelo" – aponta para Camus – "Que tal uma luta amistosa?".

"Amistosa? Com você?"

"É!" – ele tira a camisa e começa a mexer os braços como se tivesse alongando – "Só eu e você! Um contra a um, numa luta corpo a corpo". – os olhos dele brilhavam com a possibilidade de humilhar o indiano em público.

O grande problema e todos ali tinham consciência disso, é que não existia amistoso para Máscara, era tudo ou nada e ele não sabia quando parar.

"Lamento Máscara da morte, não quero machucá-lo demais, têm que ficar bonito para a Amy hoje à noite. Agradeça-me por pensar no seu bem!" – ele dá as costas para o italiano que fica muito bravo e pensa em avançar, mas é parado por Aioros e Mu que o seguram com força.

"Hoje não é dia de briga!" – sentenciou Aldebaran – "É dia de festa! Sugiro que vamos até nossas casas para nos arrumar, já está anoitecendo e já deve passar da sete da noite".

"Hum... o que foi Aldebaran? Quer chegar cedo em casa para cuidar dos cachinhos?" – insinuou Aioria entre risos.

"Como é que você adivinhou?" – respondeu o cavaleiro de touro rindo, dando um soco amistoso no braço do cavaleiro de leão.

Cada cavaleiro foi subindo até sua respectiva casa, conversando e se preparando psicologicamente para o que ia se suceder dali algumas horas.


Diante do salão de baile que estava desativado há mais de vinte longos anos, encontrava-se Shion, o mesmo de sempre, contudo nunca esteve tão belo. A enorme e tradicional túnica que lhe cobria o corpo até os pés tinha sido substituída por um terno azul marinho deslumbrante, os cabelos soltos como sempre, contudo não se podia deixar de notar que o mestre teve um cuidado especial para com as madeixas naquela noite quente. Belo como nunca se vira. As servas – também lindas com belas túnicas brancas e apetrechos dourados – paravam assoberbadas pelo charme e elegância que emanavam daquele homem.

"Minhas queridas, podem se retirar para a comemoração na vila, merecem descanso por essa noite também. Se precisar de algo as chamarei sem demora" - a voz dele era aveludada, serena, calma.

Um pouco desapontadas, porque também queriam ver as produções dos outros cavaleiros e amazonas, mas agradecidas pelo reconhecimento e pelo trabalho reverenciaram Shion e seguiram seus rumos.

"Agora é só esperar!" – concluiu olhando para o enorme salão. Lembrou-se de quando fora a última vez que entrara naquele local, fora quando recebeu a armadura de Áries. Isso fazia tantas décadas, fitou o salão e pode recordar-se de tudo. Era como se pudesse ver todos os seus fiéis amigos de novo diante dele, como se fosse naquela mesma noite de verão, com seus companheiros que se consagraram cavaleiros junto com ele. Guerreiros e amazonas, rostos de outras épocas, outros tempos.

"Shion venha dançar" – dizia uma bonita amazona de longos cabelos loiros e olhos negros que usava um elegante vestido. Valsava a passos lentos com Dohko que não conseguia tirar os olhos dela.

"Venha Shion, está perdendo o melhor da festa, quantas belas damas como esta vai deixar passarem por você nesta noite?" – respondeu Dohko olhando para o cavaleiro e dando um sorriso amistoso para a garota.

"Dohko de libra, eu já me esquecia de como era bom dançar com você!" – disse à mulher que na verdade era a amazona de virgem, companheira de guerras já de muito tempo.

O ambiente estava diferente, a música composta por violinos suaves e pianos. O salão cheio de cavaleiros de ouro e amazonas douradas nos mais variados vestidos. As roupas eram outras, as damas trajavam vestimentas com longas saias que armavam e ficavam bufantes, os cabelos presos de forma exótica por assim dizer.

"Esse é Shion de Áries!" – disse um homem da mesma altura, cabelos vermelhos e curtos, olhos azuis e um sorriso cativante aparecendo e dando tapinhas em seu ombro – "Estávamos esperando por você ansiosos" - abaixou o tom de voz – "Lílian não para de falar de você".

"Como ela está?" - perguntou Shion dando corda.

"Linda e a sua espera!" – sorriu provocador apontando para uma amazona que se encontrava em um canto da sala. Era alta, um corpo esbelto, um pouco magra, contudo bela. Os olhos eram verdes opalas, a pele bronzeada pelo sol da Grécia, os cabelos compridos de cor rosa bebê.

A passos largos Shion avançou confiante cortando o salão, pronto para surpreendê-la.

"Lili!" – chamou – " Oi".

"Oi" – retribuiu cativante. – "Finalmente cavaleiro de Áries certo? Há rumores que você é o favorito ao posto de mestre do santuário".

"Discordo! Provavelmente será Dohko, eu não levo jeito pra mestre!"

"Você não sabe valorizar o poder que têm! Eu espero poder vê-lo ascender de forma tão grandiosa" – ela sorriu para ele mais uma vez, a última vez.

De um momento para o outro os fantasmas foram sumindo, os risos de seus conhecidos e amigos se dissolvendo no ar, o ressoar dos violinos, a garota na sua frente desapareceram e ele se viu de volta ao salão que se encontrava no começo.

"Você está bem Shion?" – perguntou-lhe uma voz conhecida, colocando uma mão em seu ombro.

"Dohko, em que ano estamos?" – falou-lhe o mestre com a voz rouca.

"2006!" – ele sorriu com a cara do amigo – "Por quê?".

"Eu só estava lembrando de algumas coisas, como por exemplo, o nosso último baile com os antigos cavaleiros e amazonas".

"É, aquele baile foi inesquecível. Bebemos até cair!" - riu gostosamente – "E... foi à última vez que nós vimos todos, por que um tempo depois teve a primeira guerra santa". – ele abaixou o tom de voz, foi arrebatado pelos mesmos sentimentos do cavaleiro de Áries.- "Shion, isso não vai acontecer novamente! Os cavaleiros são outros, os tempos são outros! Já passaram por tanta coisa, a guerra contra Hades, ganhamos o perdão dos deuses. Repito, não irá acontecer aquela tragédia de novo! Nunca mais haverá uma morte em massa de cavaleiros de ouro daquela magnitude.

"Será Dohko?"

"Claro! Deixe de pensar no pior, temos uma festa, quanto tempo faz que você não dança seu malandro?" - riu e deu um soco leve em seu braço – "Você adorava contar aquelas piadas piegas e sem graça".

"Hunf" – bufou de forma curiosa – "Nossa, ta bonitão hein!" – falou Shion rindo.

Dohko era o único dos cavaleiros com quem ele se dava ao luxo de se descontrair.

"Eu sei" – o guerreiro de libra deu uma voltinha exibindo o belo terno Armani, feito sob medida para ele, com abotoaduras douradas, sapatos de couro preto e macio, os cabelos alinhados de forma muito bonita.

"Será que eles vão demorar muito para chegar?"

"Não! Hoje é dia de festa, eles querem é gandaiar!"


Cerca de uma hora depois o salão já estava apinhado de cavaleiros, se arrumaram consideravelmente rápido se comparados às amazonas que pelo jeito ainda iam demorar algum tempo.

"Eu venho aqui de boa vontade pronto pra curtir a festa, me arrumo, fico uma gostosura e não vi uma mulher até agora". – reclamava Miro indignado. O cavaleiro de escorpião usava um terno preto com uma camisa branca que lhe caiam muito bem no corpo escultural, sapatos também pretos e com uma gravata do mesmo tom de seus belos olhos azuis.

"Elas já chegarão Miro, não fique impaciente, quanto mais elas demorarem melhor!" – respondeu Aioria segurando uma bebida muito gelada e dando uma risada – "Quer dizer que elas estão ficando ainda mais lindas para nós!".

"Oh! Que prepotência"- uma voz podia ser ouvida atrás de Aioria, ele se virou e sorriu vitorioso.

"Miro, eu não disse que elas iam ficar deslumbrantes?" – respondeu o leonino sorrindo.

"Sim! Lindas!" – respondeu Miro sorrindo de forma sincera, mas não dando muita atenção já que procurava insistentemente outra moça em especial.

A garota que se encontrava diante deles era Yura. Usava um bonito vestido amarelo meio dourado que ia até o comprimento do joelho, a partir desse ponto o pano descia numa transversal em escala crescente, do joelho esquerdo até o pé direito, ficou muito bem nela, levando em consideração sua estatura mediana. Os cabelos compridos de um tom meio castanho que geralmente estavam presos em duas marias-chiquinhas baixas estavam soltos e lisos até metade das costas.

Ao seu lado jazia Teffy, os cabelos cor de mel estavam soltos até o comprimento da cintura fazendo com que cachinhos bem definidos se formassem nas pontas, os olhos verdes estavam acentuados por detrás da máscara que não estava mais branca e simples, mas tinha enfeites próximos as laterais dos olhos. Ao invés de um vestido, usava um conjunto que era um corpete de cor salmão e alças finas, a saia comprida até os pés, deixando apenas um pedaço do salto – da mesma tonalidade do vestido – a mostra.

"Aioria, você está ótimo!" – falou Teffy admirada com a postura do cavaleiro de leão. Ele estava elegante, com um casaco longo com três botões em panamá preto, detalhe em cetim na lapela, calça preta com pregas camisa branca a rigor, colete em cetim italiano prata, sapatos de verniz de tom escuro.

"Obrigado lindinha!" – piscou para ela que ficou escarlate.

"Hunf" – bufou Yura.

"E eu?" – perguntou Miro arqueando uma sobrancelha.

"Você está uma graça!" – respondeu-lhe uma voz conhecida de uma pessoa que apareceu e lhe deu um beliscão discreto em suas bochechas.

"Ah! É você!" – falou Miro desanimado.

"NOSSA! COMO ASSIM? ISSO É JEITO DE FALAR COMIGO? Vou me ofender!" – respondeu Lilits revirando os olhos. – "Você perdeu a noção do perigo escorpião!".

"Você não fará nada comigo nesses trajes!"

"E ai? Ficou bom?" – perguntou dando uma voltinha e exibindo o lindo vestido azul anil comprido que arrastava até o pé, tinha uma calda com pregas a partir da cintura, na parte de trás. Os braços ficavam totalmente expostos e as alças do vestido eram um pouco grossas com detalhes delicados e brilhantes. Os cabelos castanhos avermelhados faziam cachinhos bem definidos até os ombros, os olhos castanhos bem escuros estavam brilhantes como nunca, a máscara deixava à mostra a boca com um batom meio avermelhado. Na outra mão segurava uma taça de champanhe.

"Hum... o vestido arrasta no chão por causa da sua altura né? xD" – perguntou o cavaleiro dando risada.

"Mas, como é mala! Incrível!" – falou dando um tapinha delicado no próprio rosto parecendo pasma.

"Estou brincando! Você quer que eu seja sincero? Vou falar o que toda mulher gostaria de ouvir de um cara como eu.Você está sexy!"

"Opa, Miro você é a criatura mais gentil que eu conheço, pelo menos você usou a palavra sexy!" – respondeu Lilits sarcástica.

"Sexy é um termo vulgar" – falou uma voz conhecida atrás de ambos – "Não é cortes se dirigir a qualquer mulher dessa forma". – Camus apareceu.

"Ao menos que seja num quarto escuro não é isso que quer dizer?" – perguntou o escorpionino ao aquariano rindo.

"Precisamente!" – respondeu o francês dando um sorriso meia-boca, não conseguindo esconder o brilho de malícia no olhar que adormece no interior de todo homem.

"Mon Dieu¹!" – falou Lilits – "Quanto tempo faz que não vejo você desse jeito?" – ela parou admirada e não era para menos. O aquariano usava um tom de smoking diferente do geral dos outros cavaleiros, era um terno em escala de cinza, a gravata era de cetim um pouco mais escuro, os cabelos revoltos penteados para trás caindo-lhe pelas laterais dando-lhe um ar único, as sobrancelhas bifurcadas desenhavam o rosto deixando-o ainda mais encantador e o olhar penetrante faria qualquer mulher naquele salão cair a seus pés. – "A que se deve essa produção toda?".

"Hum, digamos que acordei um pouco narcisista hoje".

"Notasse" – falou a garota brincalhona.

"Não falemos de mim, Lilits você está muito bonita! Acho que nunca a vi desse jeito!" – respondeu o francês sinceramente.

Ela sorriu, mas parou ao avistar uma nova figura que acabara de adentrar o salão.

"Hyoga!" – falou involuntariamente.

"Hum... ai está ele! Está muito estranho! Foi dormir cantando, acordou cantando e passou o dia cantando". – falou Camus.

"E isso é ruim por quê?" – perguntou a garota.

"Por que ele canta muito mal!"

"Ah! Eu imagino o cisne e sua melodiosa voz!" – zombou Miro de forma maldosa.

"Se me dão licença cavalheiros e cavaleiros..." – ela estendeu a taça que segurava entregando para Miro, sem nem olhar para ele e seguiu meio que hipnotizada até Hyoga, cruzava o salão em linha reta, até que foi interceptada por um braço de uma pessoa conhecida.

"Você não vai até lá!" – respondeu a pessoa.

"Por que não?"

"Tolinha, deixe-o passar um pouco de vontade, enquanto isso venha desfilar no salão comigo procurando belos homens para fazer ciúmes no loiro". – os olhos de Juliane brilharam de forma maldosa. – "E, convenhamos, homens bonitos é o que não vai faltar! Miro e Camus estão umas coisas de louco". – sorriu.

"Safada!" – respondeu Lilits que já andava para o outro lado do salão fugindo do olhar de Hyoga, conversando com a amiga. Até que não era má idéia deixar o cavaleiro esperando mais um tempinho.

"Ah! É claro que são umas beldades, mas nenhum deles se compara a minha fênix, que delícia de homem!" – falou juntando as mãos e balançando como se agradecesse a Zeus por ter encontrado Ikki.

"Você fala tanta perversão!"

"Ah! Como se você não falasse né?"

"Mudando de assunto, caprichou pro Ikki hein?"

"Se eu receber a recompensa que eu to esperando!"

"Putz, não perde tempo!" – Lilits respondeu rindo.

Juliane estava usando um vestido comprido vermelho vinho – que ficava bem colado ao corpo - até a canela, um salto agulha da mesma cor, com alças bem finas. A parte frontal do vestido tinha um decote em "v" deixando uma parte generosa do colo à mostra, usava um colar prateado para "esconder" um pouco mais, no braço direito um bracelete que ficava um pouco abaixo do ombro e que fazia conjunto com o colar serviam de adorno.

"Juli"

"Hum?"

"Você ta gostando do Ikki de verdade?"

"Como assim de verdade?"

"Sabe, você está curtindo o momento ou gosta dele realmente?"

"Eu gosto dele!" – ela parou e respirou fundo – "Eu gosto dele de verdade! Apesar de ter aquele ar de desdém ele é tão gentil, tão amigo, tão... eu estou apaixonada por assim dizer".

Um silêncio se instaurou entre as duas e elas se encararam. Lilits não precisava ouvir aquilo, estava estampado na testa da amiga há muito tempo, ela não sabia o que dizer, estava muito comovida por ouvir aquilo, mas só conseguiu pronunciar uma coisa:

"Ohhh, que meigo!" – respondeu rindo de forma debochada.

"Affe, eu nunca mais falo essas coisas pra você!" – respondeu Juliane sem graça e sorrindo desconcertada.

"Nem se importe com meus comentários, você sabe que eu adoro te azucrinar".

"Vamos continuar passeando".


Três figuras exóticas adentraram pela porta principal do salão. Lolly - que usava um bonito vestido que era todo de cor púrpura, ia até a altura da canela, tinha também um colar de pérolas e os braços continham três pulseiras do mesmo material - e Nana – os cabelos loiros mais compridos até metade das costas e com uma franja loira, lembrando um pouco os cabelos de Shaka, um vestido "verde-água" que ia até o joelho, nos pés um salto de cor preta, os olhos estavam com uma maquiagem realçando os olhos verdes vivo. Estavam uma de cada lado de Máscara da Morte, enroscadas em seus braços.

E quanto a Máscara da morte, reservemos um parágrafo especial para esta figura que chamava atenção pelo modelo excêntrico. O terno era branco, da cabeça aos pés, totalmente branco – na cabeça um chapéu tambémbranco com abas e que era circundado por uma fita preta, ele colocava-o de uma forma que encobria um pedaço de seu rosto e pelo sotaque, lembrava muito um integrante antigo da máfia italiana.

"Oh! Invejem-me! Tenho duas das três damas mais belas dessa festa ao meu lado". – bradou ele a todos do local percebendo que os olhares caíram sobre eles.

"Cacá, que gentil!" – falou Lolly dando-lhe um tapinha no braço.

"Quieta! Quer estragar esse meu estilo de gangster que realça minha entrada triunfal? ¬¬" – ele largou o braço das duas levantando o rosto, alisando o terno e erguendo a aba do chapéu. – "Como eu estou?".

"Lindo!" – respondeu Nana sorrindo.

"Eu já sabia disso!" – respondeu ajeitando a lapela do casaco – "Divirtam-se minhas pombinhas, tenho um assunto pendente".

"Vá lá, ragazzo innamorato²". – disse Lolly rindo vendo-o se distanciar.

Ele encontrou Amy dançando uma música animada no salão, ela fez um movimento indicando que estava ali e ele não demorou a se juntar a ela. A italiana manteve os cabelos presos em um coque no alto da cabeça, o vestido preto era preso com um laço envolta do pescoço e a partir da cintura a saia do vestido tinha várias camadas em escala crescente até o pé, uma abaixo da outra. Os olhos azuis brilhavam por detrás da máscara lisa que deixava sua boca a mostra, os lábios tinham ganhado vida nova graças a um batom rosa suave.

"A terceira dama que faltava e justo a mais bela da festa!" – disse o homem sorrindo, tirando o chapéu, fazendo uma reverência e piscando um olho.

"Uhuu, o que deu em você Meme³?" – perguntou espantada vendo o figurino do namorado. Uma das graças de namorar Carlo era que nenhum dia era igual o outro, rotina não constava em seu vocabulário.

"Gostou? Desenterrei isso aqui de dentro de um baú".

"Eu adorei, está a sua cara!" – ela tirou o chapéu da cabeça dele e colocou sobre a sua, ficando nas pontas dos pés e aproximando o rosto do dele – "Me encantas querido".

Ele fechou os olhos e aproximou o rosto para beijá-la, mas ficou no vácuo quando Amy desceu das pontas dos pés e passou a andar pelo salão com o chapéu na cabeça provocando-o para ir atrás dela.

"Principesca! Espere-me!" – ele foi atrás de Amy, arrancando o chapéu de sua mão. – "Dança comigo?"

"Claro!".

Ele a puxou para o centro da pista, dançando com ela uma música mais animada.

"O que temos aqui?" – perguntou uma voz maldosa vendo o casal. – "Eu não vou resistir, devo provocá-lo!" – disse Kanon mirando os dois.

"Kanon, não seja maldoso!" – ponderou Kassumi puxando-lhe pelo braço para irem à direção oposta. A garota usava um vestido branco até os joelhos e meio rodado, um saltomeio cinzae os cabelos prateados presos em um rabo de cavalo alto.

"Negativo!" – respondeu o geminiano – "OW MASCARADO! QUE SAÚDE! ISSO MESMO! REMEXE AS CADEIRAS!".

Máscara estava de costas para ele, por isso colocou um dos braços nas costas – para que Amy não visse – e fez um gesto obsceno com a mão.

"Que horror! O.o – protestou Kassumi.

"IGUALMENTE MASCARADO!" – retrucou o Kanon dando altas gargalhadas.

"Ai Kanon, vamos!"

"Ainda não, você ainda não falou o que eu quero ouvir!" – retrucou apontando parao próprio corpo. Ele usava um terno pretocom uma gravata verde escura, camisatambém verde de um tom mais claro, calça preta e sapatos do mesmo tom– "Você não fez nenhum comentário sobre as minhas roupas sua insensível, aposto que nem percebeu que eu cortei o cabelo!" – fingindo-se de ofendido.

"Você cortou o cabelo?"

"Ta vendo só, você nem liga para mim! Cortei sim! Quatro dedos!" – bufou cruzando os braços – "E pensar que eu dediquei a você os melhores meses da minha vida!". – ficou de costas para ela.

"Oh, desculpe se não dei a devida atenção ao grande cavaleiro de gêmeos" – disse-lhe esperando que ele voltasse a ter a mesma reação de sempre: passar uma mão na testa encará-la com um sorriso safado e tentar alargar o colarinho como se este o sufocasse.

"Por que você faz isso comigo garota?"

"Por que é engraçado ver a sua reação!" – respondeu mexendo em uma mecha do cabelo dele.

Ele segurou-a com violência pelos dois braços, fazendo-a encará-lo, sorrindo sedutor.

"Você ainda não sabe o que realmente é a reação de um homem como eu!"

Ela o mirou prendendo um pouco a respiração, ele estava diferente, estava querendo dominar seus movimentos e essa situação diante daquele grego de praticamente 1,90 m a deixava doida e impaciente. Por algum motivo qualquer desviou o olhar e viu Shion ao longe fitando o salão.

"Kanon, pára com isso!" – deu um empurrão de leve. – "Shion está olhando para cá!".

"E daí?" – perguntou o cavaleiro virando o rosto para ver onde o mestre do santuário se encontrava.

"E daí que eu não quero ninguém pensando besteiras a nosso respeito" – se solta dos braços dele e sai andando na direção oposta.

"Hunf" – bufou pelo nariz vendo-a se afastar.

"Dê um tempo para ela!" – disse uma voz atrás de si – "Enquanto isso vamos dançar!" – uma mão puxou-lhe pelo braço.

"Oras essa, o que faz aqui sem o Sorento?"

"Ele chega daqui a pouco, está se aprontando, além do que o Saga não deixou que eu permanecesse em gêmeos sozinha com ele ú.ù ".

Alex estava usando um vestido que ia até os joelhos e estava tremendamente irritada com a nova vestimenta – o enorme embrulho que Saga tinha trazido do shopping era o presente dela – a roupa muito bem trabalhada e todo preta com detalhes em vermelho sangue. Os cabelos estavam presos em um meio rabo com uma fita vermelha, a máscara cobria-lhe toda a face, mas a cor tinha mudado novamente, tinha enfeites em vermelho do mesmo tom da fita nas laterais do rosto, horizontalmente, e a boca também era pintada.

"Certo, vamos lá!" – Kanon e ela foram para a pista dançar.


Um novo grupo acabou se formando próximo a uma mesa, era compostos por Shun - terno marrom muito elegante - Nana, Luna, Shura, Aldebaran - terno preto tradicional e camisa azul clara com gravata preta -Yura,Shaka - terno azul marinho, camisa brancae sapatos impecavelmente engraxados -Mu - terno deuma cor meio salmão -Yuki - o já conhecido vestido vermelho decotado que ela tinha usado no show na praça de aliementação do shopping -Dohko e Teffy.

"Chora Shura! O Brasil vai ganhar esse ano à copa!" – bradava Aldebaran apontando para o espanhol.

"Concordo plenamente!" – falou Mu – "Pelo menos eu estou torcendo pra eles!".

"Claro que não! A seleção espanhola vai ganhar desses pernas de pau!" – disse Shura batendo na mesa com o punho – " E não venham me irritar! Vocês não entendem nada de futebol! ¬¬"

"Incrível, vocês estão em uma festa e vem falar de futebol". – reclamou Yura – "E eu concordo com mestre Shurinha! A Espanha ganha! xD".

"Gracias chiquita (4)"

"Que papo produtivo!" – se pronunciou Shaka – "Por que não conversamos sobre assuntos que vão fazer realmente diferença? Como a política mundial e as guerras religiosas que assombram o mundo e...".

"NÃO!" – falaram em uníssono.

"O.O"

"Isso não é música é barulho!" – replicou Dohko colocando as mãos nos ouvidos tentando impedir de ouvir amelodia que tocava conta do local enão lhe agradava - "Maldito som!".

"Eu gosto" – sentenciou Yura. - "É uma batida meio rápida, mas não deixa de ter seu encanto!"

"Você é do contra! ú.ù" - respondeu Dohko.

"ó.ò Sou nada!"

Na outra proximidade da mesa...

"Então Nana, você vai amanhã para o Japão?" – perguntou Luna que estava sentada ao lado da garota.

"Não! Eu não posso perder a festa do trocado! Vou apenas depois e Shion me aconselhou ir acompanhada por um cavaleiro de bronze, só para garantir minha segurança!"

"E ele está certo!" – respondeu Ikki que estava defronte a elas – "É muito perigoso andar por ai sozinha, ainda mais você!"

"Eu não sou tão frágil quanto pareço!" – respondeu a garota o encarando.

"Oh! Claro que não é! Eu é que sou!" – deu uma risada debochada pela reação da garota.

"Hunf, um dia vocês vão entender que nem tudo é o que parece!"

"Então será que você tem um segredo?" – respondeu o japonês – "Duvido muito!".

"Espere para ver Ikki!" – ela o encarou no fundo dos olhos quase como se o desafiasse e ele respondeu a provocação com a mesma intensidade no olhar. Não era raiva, tão pouco o desdém, mas tornou-se uma situação curiosa. Por fim Ikki sorriu.

"Eu não vou discutir com você!" – respondeu. – "Vamos dançar?"

Nana arqueou uma sobrancelha, mas aceitou se levantando e indo com ele para a pista, não tinha por que recusar, até por que o cavaleiro era muito gentil e muito respeitoso para com ela.

Luna que acabou ficando sozinha na ponta da mesa chamou Shun que estava do outro lado para que viesse se sentar próximo para que pudessem conversar. A priori o moço de cabelos verdes recusou, mas por fim fez o gosto dela e se sentou ao seu lado. Oras essas, a garota tinha lábia!

Uma outra conversa paralela...

"Yuki, abre seu olho!" – falou Shura discretamente para a garota que estava sentada próxima a ele.

"Por quê?"

"Por quê? Olha lá a Elena secando o Mu!" – apontou para perto da mesa de bebidas, já que Elena e Mu tinham se levantado para se servir e se encontravam bem pertinho um do outro.

"Desculpa! Desculpa! Desculpa!" – disse Elena secando Mu com um guardanapinho – "Eu não queria derrubar bebida na sua camisa!".

"Sem problemas Elena! Não há com o que se preocupar!"

Yuki passou a rir e Shura sorriu vitorioso

"Eu não falei!"

"Nossa você acertou!" – respondeu a amazona de Áries tentando conter suas risadas com a situação.

Aos poucos o grupo foi se dissipando e cada um foi se deslocando para um canto do salão em busca de novas companhias.


Yume tinha acabado de chegar ao local, estava muito bonita com um vestido branco até o pé e decorado com detalhes em dourado, ela deixou os braços a mostra – uma surpresa já que ela tentava preservar ao máximo sua imagem e queria queninguém a visse daquele jeito - os cabelos negros presos em um rabo de cavalo e os olhos azuis passavam a já habitual singeleza. A sacerdotisa estava muito emocionada, pois refletira nos últimos tempos tudo que passara ao lado de Saga, o primeiro a lhe acolher naquele lugar. Sentia-se mal por ter perdido a presilha que ele lhe dera certa vez e estava decidida a dizer-lhe como ele conseguia fazê-la se sentir especial.

"Saga!" - Yume foi à direção do cavaleiro de gêmeos que estava comendo um doce e com a boca cheia por isso não poderia retribuir a fala – "Eu quero muito te falar uma coisa! Você é uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci e...".

O homem fez sinal para que ela parasse de falar, terminou de comer e respondeu:

"Não sou o Saga, sou o Kanon!"

Yume ficou escarlate com a informação e não sabia onde colocava o rosto.

"Oras essas, por que você não disse antes?"

"Por que eu estava comendo ¬¬"

"Ah!" – sai atropelando Kanon constrangida.

"Eu hein, ela que se engana e a culpa é minha?" – Kanon bate os pés – "Imagina confundir o Saga comigo? Eu sou MUITO MAIS lindo!".

"Eu juro que não vejo diferença alguma!" - respondeu Shaka chegando de repente.

"Isso por que você é ceguinho!". – sai andando.

"Não ligue para isso!" – Mikage aparece para ele. Ela usava um vestidoroxo que ia até o pé, os olhos verdes faiscavam de uma forma curiosa e os cabelos compridos e castanhos com mechas claras estavam soltos– "E ai? Quer dançar comigo?".

Shaka ficou surpreso, mas aceitou de bom grado. Mikage o pegou pela mão até um canto do salão, percebeu que ele estava com o corpo um pouco duro de vergonha. Ela ficou de frente para ele, então colocou uma mão perto da cintura dele e a outra na mão direita.

"Não!" – ele largou a mão dela fazendo-a colocar as duas mãos envolta do pescoço dele – "É assim desse jeito!" – depois colocou suas duas mãos até a cintura da garota.

"Você sempre foi muito melhor nisso que eu!".

Ele sorriu.

"Sabe o que eu acho? Você está agindo diferente comigo!"

"Eu? Claro que não!"

"Está sim e eu adoraria saber por que".

"Impressão sua Mikage!"

Ela puxou ainda mais o pescoço para perto da si, fazendo seus narizes se tocarem. Ele ficou tão surpreso com o movimento brusco que abriu os olhos devagar – controlando seu cosmo e impedindo que ela se machucasse - e viu o rosto de Mikage a milímetros do seu.

"Mi... kage, o que está fazendo?". – ele estava confuso para não falar surpreso. Por tempos sonhou acordado com um momento daqueles, mas aquela não era uma atitude natural da garota. Será que ela estava bêbada?

"Adivinha só o que eu estou fazendo". – abraçou-o com mais força.

Mikage tinha a plena consciência de seus atos, apesar de que uma quantidade um pouco mais generosa de bebida tinha a deixado um pouco mais corajosa para fazer aquilo. Como dizer a Shaka tudo que sentia por ele? Que nutria um amor de infância e que quanto mais tempo passaram afastados só fez seu sentimento aumentar. Estava nervosa, não conseguia mais se conter, queria estar com ele. Queria estar com ele naquele momento, já tinha esperado demais! Sabia, sentia que ele correspondia ao mesmo sentimento que ela, mas se dependesse do loiro eles nunca chegariam a lugar nenhum. Estava na hora de alguém ser mais ousado e que fosse ela então.

"Acho que você está confundindo as coisas Mikage, eu não acho que seria uma boa idéia e..." – Shaka foi interrompido por um beijo delicado nos lábios que durou entorno de uns cinco segundos. O cavaleiro ficou com os olhos abertos todo o tempo, não estava acreditando que aquilo estivesse acontecendo, era um delírio, só podia ser um delírio.

"Meu Zeus do céu, o Shaka é retardado!" – comentou Saga vislumbrando a cena enquanto conversava com Aldebaran.

"O que?" – perguntou o cavaleiro de touro que não estava ouvindo o que o cavaleiro dizia, estava muito ocupado admirando Calisto ao longe que dançava com Dohko.

"Deba!" – deu um pedala na cabeça dele – "Olha aquilo ali!" – apontando para Mikage e Shaka.

"MEU ZEUS, O SHAKA É RETARDADO!" – bradou o cavaleiro de Touro vendo a cena – "O que ele está fazendo?".

"Eu não preciso responder né?" – perguntou Saga sarcástico. - "O que a gente faz?".

"Fingimos que não vimos nada! E seguimos o exemplo dele!" – respondeu Aldebaran rindo.

Saga o olhou com os olhos arregalados.

"Opa será que você tem segundas intenções para essa festa?"

"Entenda como quiser!" – Aldebaran se levantou – "Mas, acho uma postura um tanto quanto hipócrita já que ele estava cobrando ao Shura para que ele admitisse para Shion que ele e Marcella estão namorando".

"Vai entender..."

Voltando ao casal que já estava chamando a atenção de alguns curiosos. Mikage se afastou de Shaka e deparou-se com ele muito surpreso, sem esboçar nenhuma reação.

"E então?"

"O que?"

"Como foi?"

"Molhado" – respondeu lentamente.

"Só isso?"

"Mikage, eu... entenda... isso é tão confuso! Você, eu, nós. Você é minha melhor amiga, desde pequenos e...".

"Shaka, eu não sou mais a garotinha que brincava de pega-pega com você! Sou uma mulher!". – soltou-se dele.

"Eu sei que é uma mulher, mas não acho que devemos confundir as coisas". – ele falou de forma quase imperceptível – "Desculpe!" – saiu andando no caminho oposto deixando a garota completamente atordoada.

Do outro lado do salão, um casal observava a cena.

"Você viu aquilo?" – perguntou Yuki que estava sentada em um sofá abraçada com Mu – "O que será que aconteceu?".

"Não sei!"

"Acho melhor você falar com Shaka!" – Yuki se soltou do namorado, colocou uma mão no peito dele e a outra se apoiou no sofá – "Eu vou falar com Mikage! Ela não está com uma cara muito feliz!".

"Justo hoje que você está com o vestido vermelho decotado que eu queria ver!". – sorriu.

"Você já me viu com ele!"

"Mas não vi você sem ele!"

"Mu! Você não era assim!" – colocou a mão na cintura rindo.

"Digamos que uma mulher pode mudar um homem" – sorriu e também se levantou – "Mas, os sacrifícios que nós fazemos pelos amigos. Vou falar com Shaka".

Ela fica um pouco nas pontas dos pés e dá um beijo na boca dele, depois se separaram e tomaram direções opostas.


"Olá garota!"

"Shura, que piada é essa?" – Marcella estava parada na porta do salão completamente só, usava um vestido cinza que ia até o pé e contrastava muito bem com a sua linda pele morena,uma sandália baixa do mesmo tom, uma máscara branca e os enormes cabelos negros e cacheados presos em uma trança até metade das costas, os olhos chocolate penetrante estavam muito chamativos graças ao lápis preto que passaraao redor dos olhos.Então, elavê que seu namorado se aproxima. Usava um terno preto com uma camisa branca, os cabelos arrepiados como sempre, Shura tinha dado um novo jeito no seu rosto e agora usava duas costeletas nas laterais, também estava com um óculos escuro, não estava sorrindo, seu semblante era sério.

"Shura, você está tão...".

"Meu nome não é Shura!"

"Não? Então qual é?" – Marcella perguntou cruzando os braços curiosa.

"Meu nome é Bond". – desliza com os pés e puxa a cintura da garota de encontro ao seu corpo – "James Bond!".

"xD Ah! desculpe senhor Bond, achei que fosse meu namorado Shura, vocês são tão parecidos".

"Ele é alto como eu?"

"É!"

"Tem esse cabelo lindo?"

"Sim!"

"É bom de cama?"

"Não sei!" – respondeu caindo na gargalhada e o abraçando – "Por que isso agora senhor Bond?".

"Achei que ia ficar interessante!" – tira os óculos e pendura no colarinho, isso com uma das mãos, a outra estava pousada no quadril da namorada.

"A-do-rei!" – passou as mãos pelo queixo dele – "Gostei do que você fez no seu rosto!".

"Pensei que ia gostar! Quer dançar?"

"Não!"

"Não?"

"Eu tinha planos mais... hum...como direi? Eu tenho outra idéia".

"E qual seria?" – ele arqueou uma sobrancelha e ficou encarando-a.

Ela se aproximou dele, afrouxou o colarinho e deu-lhe um beijo no pescoço, depois outro e mais outro. Ele agarrou os cabelos compridos e castanhos dela delicadamente, fez levantar o rosto.

"Não, eu controlo a situação!"

"Não mais espanhol!" – empurra-o imprensando contra a parede do lado de fora do local. – "Cansei de ser seu brinquedinho, quero você na minha mão!" – e dá-lhe um beijo impertinente, deixando-os sem ar.

"Uau, chiquita caliente (5)!" – disse quando se separaram. – "O que te deu?".

"Por quê? Não gostou?" – dá-lha outro beijo leve.

"Não é isso, mas você nunca foi assim!"

"As pessoas mudam!"

Ele inverte as posições dessa vez imprensando-a contra a parede.

"Ainda sim, quem manda aqui sou eu!"

"Somos nós querido". – passou-lhe as mãos pelo cabelo dele. Shura se aproximou e a beijou de forma possessiva e assim ficaram por um longo tempo.

"Shura vamos lá para dentro, podem dar por nossa falta". - afastou-se dele.

"Para o inferno todos!" - voltou a tentar beija-la enquanto se livrava do paletó e ficava apenas com a camisa branca.

"Contenha-se capricórnio. Não vai acontecer nada por aqui!"

"Não?" – respondeu desapontado.

"Não!" – beijou-lhe – "Por enquanto nada! Vai ter que se contentar com pouco!"- sorriu da cara que ele fez. – "Vamos?"

Ela saiu andando deixando-o sozinho ali do lado de fora. Ele se encostou de costas na parede, engolindo seco e fechando os olhos.

"Diosa Athena, dai-me forças!"


"Miro, mais devagar!"

"Não consegue acompanhar meu ritmo?"

"Não desse jeito!" – Luna estava sendo segurada pelos braços de Miro enquanto esse a guiava pelo salão a passos rápidos, dançando sem parar.

Luna estava diferente, aparentemente a garota fora tomada por um surto inesperado de auto confiança, o que a deixava com um pouco mais de iniciativa e a alegria estava estampada nas feições de seu rosto.

Optou por um vestido de cetim um tanto quanto simplório que ia até o pé, de cor amarela bem clara,com um poucode tom dourado. O corpete era justo afunilando sua cintura, realçando um pouco o busto e a partir dos quadris a saia era leve e solta, no pé usava um salto dourado de tira que enrolava envolta de um pedaço de sua perna, lembrando um pouco as tradicionais sandálias gregas. Próximo à fina alça esquerda de seu vestido estava uma rosa branca, como já era de seu costume usar a flor como adorno. A máscara deixava a boca à mostra que estava de um tom carmim, a máscara também tinha sido decorada com um pouco de enfeite em amarelo envolta da área designada aos olhos e por fim, os cabelos castanhos acobreadosestavam presos em um coque no alto da cabeça.

"Você não viu nada!" – Miro a fez dar uma volta, depois lhe puxou de encontro ao seu corpo, pousando uma mão em sua cintura e a outra espalmada no meio de suas costas, fazendo-a encará-lo a centímetros de seu rosto.

"Vai ter que fazer muito mais que isso para me impressionar!" – sorriu maliciosa soltando-se dele e esperando que ele retomasse as posições iniciais da dança, onde ele se posicionava defronte a ela e voltava a guiarseus passos. O cavaleiro sorriu, mas aceitou aquilo como um desafio.

"Vamos ver o que impressionaria você minha dama?"

"Não têm criatividade?" – ela colocou os braços envolta do pescoço dele sorrindo. A diferença de tamanho entre os dois tinha sido compensada graças ao salto dela, fazendo com que eles ficassem bem próximos. – "Minha dama?" – sorriu desdenhosa.

"Hunf, estou ficando sem cartas na manga". – ele se aproximou dela e mexeu em seus cabelos. – "Solte-os, gosto muito mais deles assim!" – ele puxou o prendedor que continha no cabelo, fazendo as madeixas da garota deslizassem e caíssem displicentemente um pouco mais do ombro.

"Miro" – ela balançou os cabelos tentando ajeitá-los – "Deu um trabalhão arrumar meus cabelos daquela forma".

"Você fica linda de qualquer jeito".

"Hãn, gentil da sua parte dizer isso!" – sorriu um pouco sem graça. Uma coisa era auto confiança, outra bem diferente era se conter devido a elogios de seu querido cavaleiro.

"Eu tenho uma idéia!" – anunciou o homem – "Que tal sairmos para tomar um ar? Estou morrendo de calor".

"Tomar um ar?"

"É! Vamos?"

"E por que esse seu calor repentino?"

"Adivinhe por que tanto calor!" – sorriu malicioso lhe lançando um olhar conciliador.

"Miro".

"Sabe o que eu quero!" – ele a puxou, "colando" seu corpo no dela de forma gentil – "E sei que também quer ficar comigo".

"Como cabe tanta prepotência em um homem só?"

"Não sou um homem qualquer! Sou o homem que você quer!" – ele frisou as últimas duas expressões. Deu-lhe um beijo no queixo, fazendo-a abrir a boca involuntariamente. – "E você é a mulher que eu quero!".

"Por quanto tempo você me quer Miro?" – perguntou desafiadora e um pouco hostil, sabia que ele pretendia, provavelmente, usá-la para depois o relacionamento dos dois virar nada. – "Algumas horas? Semanas?".

"O suficiente para me tornar indispensável na sua vida".

As pernas dela iam ceder, não ia agüentar aqueles olhos azuis penetrantes a encarando por muito tempo.

"Quando foi que a nossa conversa tomou esse rumo?"

"Não resista a mim!" – disse dando um beijo leve nos lábios dela. Aquele gesto a agradou muito e essa sorriu para ele assim que terminou.

"Não mais!" – respondeu Luna simples.

Ele a abraçou com força contra seu peito, afagando os cabelos dela. Ali não era local para os dois, sobre os olhares curiosos de muitos. A garota se desvencilhou dele e foi para fora, esperando que Miro viesse atrás dela um tempo depois.


"Mas que diabos faço aqui?" – perguntava-se Luna chegando até a arena. – "Se Miro falasse para você pular de uma ponte você pulava?" – ela mesma respondeu – "Claro que não! Ele não poderia exercer tanto controle assim sobre ela".

Por que estava resistindo tanto ao inevitável? Inevitável por que não ia conseguir se livrar dele por muito tempo mais e nem sabia se queria fazê-lo. Tinha que contar logo a ele. Miro, lembra-se de mim? Era eu naquela noite no bar, faz um ou dois anos, mas... Não significou nada para você? Ah! Para mim também não, vamos passar uma borracha nisso?

Ah! Ta ridículo! Um homem como ele devia fazer isso toda a semana, não tinha por que ficar mal por isso. A não ser o fato de que gostava dele, de que não o tinha esquecido e que mesmo por tão pouco tempo juntos, aquela noite tinha valido mais do que qualquer namoro de longa data.

Vou contar para ele! Não! Não vou contar! Tenho que contar! Oras essas, na época ele nem se preocupou com meu nome, por que se importaria agora?

A garota ouviu um barulho atrás de si e virou-se para ver o responsável, não encontrando nada. Ela voltou-se para a posição inicial e engoliu seco quando avistou Miro a centímetros de seu rosto e com os olhos faiscando com uma impressão curiosa.

"Desculpa!" - respondeu ele colocando o dedo indicador nos lábios dela, como se tentando impedir que ela gritasse. - "Não queria assustá-la". - ele tirou devagar os dedos de seus lábios. Um silêncio de alguns segundos se fez entre eles, até que Miro desceu com a mão até o pescoço dela e com certa urgência, antes reprimida, puxou-a para um beijo provocador. Um tempo depois, eles se separaram um pouco ofegante, a contragosto de ambos e Miro resolveu parar para admirar o semblante da garota e ver o efeito que aquele ato surtira nela.

Para o inferno a bom-senso - pensou consigo mesma. Luna ergueu um pouco o rosto e exigente apoderou-se da boca do cavaleiro, como se exigisse que esse continuasse sem descanso. Ele não poderia estar mais surpreso e feliz com a reação dela. As mãos dele desceram diretamente para a cintura enquanto as dela começaram a percorrer as costas.

Luna resolveu ir um pouco mais lentamente com as carícias, sabia que Miro gostava de se sentir o dono da situação e particularmente era melhor para ela, adorava a sensação de passividade diante das investidas cada vez mais ousadas por parte dele.

O cavaleiro dirigiu-se para o lóbulo da orelha esquerda, dando-lhe alguns beijos e depois desceu novamente beijando-lhe o pescoço, fazendo-a soltar gemidos abafados que ela teimava em esconder.

Esqueceram-se do tempo, ninguém estava muito preocupado com esses meros detalhes, apenas queriam ficar ali um com o outro, se tocando, se beijando e envolvidos pelo momento. Luna empurrou Miro, colocando a mão em seu tórax, forçando-o a encará-la, o que foi retribuído com um gemido de desaprovação do escorpionino.

"Oras essas, por que parou?"

"Não acha que essa posição está um tanto quanto desconfortável?"

"E o que você sugere?" - perguntou tentando se aproximar novamente para beijar-lhe o pescoço.

Ela direcionou um olhar a arquibancada de pedra fazendo-o entender o que ela pretendia e ele acatou a sugestão prontamente.

"Certo, vamos!" - Luna segurou uma das mãos dele e começou a tentar guiá-lo até o local, mas Miro não deu um passo sequer.

"Qual é o problema agora?"

"Deixe-me fazer algo para deixar a situação mais interessante!" - ele se aproximou e a pegou nos braços, pronto para levá-la até lá. Ela adorou a idéia então, colocou seus braçosao redordo pescoço dele então voltou a beijá-lo e intuitivamente o cavaleiro foi indo até o local planejado, com os olhos fechados.

Tentando ser cuidadoso, Miro a depositou no local, para depois retomar mais ativamente as carícias, beijos, abraços e alguns arranhões nas costas do cavaleiro por parte de Luna apenas para provocá-lo.

Aquela situação já era previsível para ambos, há tempos já jogavam indiretas um para o outro e nada poderia proporcionar-lhes mais alegria no momento. Depois de certo tempo, Miro encostou as costas na arquibancada e Luna tombou a cabeça no ombro direito dele, as mãos se tocando de forma lenta.

"E ai? Foi bom para você?" - perguntou Luna com uma expressão cômica.

"Foi ótimo! Mas, se quiser podemos ir para o segundo round(6) e poderíamos avançar um pouco mais".

"Acho que já está bom para uma primeira noite."

"Eu sou insaciável meu bem". - respondeu fazendo jeito de sedutor vendo-a sorrir.

Sem pedir permissão e sem cerimônia alguma, Miro desfez sua posição fazendo Luna ter que se afastar de seu ombro e depois colou a cabeça no colo da garota, olhando para cima e fitando-a.

"Posso? Estou um pouco cansado".

"Claro que pode!"

Achou-o tão lindo daquele jeito, cansado e quase tão exausto quanto ela. Era uma situação nova para ambos, mas tão pouco embaraçosa. Estava se sentindo muito bem com ele ali, adorava conversar com Miro, acreditava que ele tinha muitas coisas para lhe mostrar e dizer e que tinha uma história de vida muito rica além de que seria uma perda irreparável se um dia ele viesse a se zangar com ela.

"No que está pensando?" - perguntou Miro fitando-a.

"Em nada de especial!" - ela desviou o olhar.

"Parece-me tão preocupada, alguma coisa te chateia?" - ele passou as costas das mãos sobre o rosto de Luna.

"Nada demais".

"Não há nada que você não possa me contar, se quiser conversar estou à disposição!".

"Obrigada Miro".

Ele foi fechando os olhos pausadamente e acabou pegando num sono leve, enquanto Luna fazia festinha em seus cabelos e acariciando-os de forma lenta. Ela resolveu que iria arrumar o colarinho da camisa dele e viu algo que lembrava um cordão dourado, puxou-o para fora da blusa delicadamente e deparou-se com um artefato surpreendente. Era de fato um cordão dourado com um pingente de uma lua, porém não uma lua qualquer. Era sua lua, seu pingente, achou que tivesse deixado cair na rua há tempos atrás, mas pelo jeito tinha esquecido em outro lugar.

Por que ele teria guardado aquilo? Será que todas aquelas palavras que foram pronunciadas por ambos não foram jogadas ao vento? Não foram apenas coisas de momento? Elas tinham realmente surtido um efeito nele? Não tinha sido apenas uma noite de prazer, fora mais, bem mais. Ela sentiu Miro fechar sua mão sobre a dela, a mão que segurava a gargantilha, ele abriu os olhos e a encarou.

Ela resolveu fazer piada com a situação.

"Bonito pingente, mas acho que é um pouco delicado demais pra um homem como você. Até pega mal".

"Não é meu!" - ele sorriu.

"De quem era então?"

"Sinceramente, eu não sei, mas gostaria de ter descoberto".

Ela preferiu não insistir mais, já tinha tido informações demais para uma noite, com o tempo ela ia acabar contando, mas por hora queria apenas curtir estar com ele mais um pouco.

"Eu... eu... estou feliz por estar aqui com você". - respondeu ela.

"Eu sinto o mesmo meu bem".


Shion estava sozinho, tinha saído do salão há muito tempo e se dirigiu para perto de um barranco ali perto. Como estava em um lugar alto podia ver grande parte do santuário, com certeza não era a mesma vista da sala do mestre que era bem mais ampla, mas era um lugar com uma boa visão, de lá podia ver a vila ao longe, uma clareira com risadas e conversas ao longe.

"Humbert (7)"

Ele virou o rosto e se deparou com a única pessoa que queria ver naquele momento.

"Lô". - ele sorriu. - "O que será que se passa nessa sua cabecinha pervertida no momento?".

"Eu não sou pervertida!"

"A última vez que você veio conversar comigo passamos um belo tempo juntos, lembra-se?"

"Como você quer que eu me comporte com um cara igual a você do meu lado? Não tem um só dia que eu não pense: Nossa como meu namorado é bonito! Entre outros adjetivos impróprios para o horário! xD" - ela foi até ele e o abraçou.

"Lolly" - ele falou com um nó na garganta - "Meu Zeus, o que eu está fazendo comigo? Olhe só no que me transformou, em um homem sem pulso".

"Pelo contrário Shion, você não se tornou sem pulso, apenas está mais receptivo a novas idéias".

"Sou velho demais para você!" – continuou como se tentasse justificar alguma decisão.

"Velho? Hahaha, com esse corpinho? Nem pensar, você está com tudo em cima! Em cima, em baixo, do lado...".

Ele sorriu sem graça com a situação embaraçosa. Na verdade, estava preocupado com a segurança dela, mais que as outras amazonas por se envolver efetivamente com ele, Lolly seria um dos alvos favoritos caso um ataque e a possibilidade de qualquer coisa acontecer a sua Lolita o deixava fora de si.

"Shion". - ela o abraçou - "Você é o homem da minha vida!" - falou Lolly com um tom sério e um pouco constrangido enquanto agarrava-se ao tronco do cavaleiro e afundava o rosto nos cabelos dele.

"Eu prometo que eu não vou deixar nada de mal acontecer com você! Eu não vou perder mais ninguém importante na minha vida!" - ele falou sério. Seria capaz de fazer qualquer coisa para protegê-la, mesmo que isso significasse se afastar dela para mantê-la segura. Depois a fez levantar o rosto e não se conteve mais, deu-lhe um beijo gentil nos lábios que foi se aprofundando aos poucos levando ambos as nuvens.

"Shion" - ela voltou a falar interrompendo o gesto - "Não precisa me proteger, estar com você é a única coisa que eu quero, mesmo que pra isso eu deva correr riscos". - eles se encararam - "Agora vamos parar com esse melodrama que eu quero me aproveitar do grande mestre!".

Ele sorriu enquanto sentia a garota envolver seus braços envolta de seu pescoço, ele colocou as mãos na cintura dela e eles se beijaram.


"Hei Shiryu, você dança MUITO MAL!"

"Ah! E faz de conta que você é graciosa como um cisne, mais parece que está pisando em gelatina!"

"Shiryu, seu grosso! EU SOU UMA DAMA!" - Elena dá um pisão no pé dele, fazendo com que o dragão começasse a pular em uma perna só.

"#$&#"

"O.O Você é realmente insuportável ¬¬"

"Olha aqui, se eu fosse você seria mais gentil comigo, afinal o Dohko ainda não sabe do novo hóspede que você trouxe para o santuário ontem à noite".

"Shiu, fica quieto!" - pediu Elena colocando a mão na boca dele - "Quer que alguém escute é?"

"Você finalmente vai aprender a me dar valor quando eu viajar e você ficar sozinha com o mestre!"

"Viajar?"

"Eu resolvi que vou até Rozan ver Shunrei, ela deve estar se sentindo muito só e eu não tenho sido de grande importância para o santuário no momento".

Elena emudeceu, já tinha ouvido falar daquela tal de Shunrei, era a irmã de criação de Shiryu, uma garota muito dócil que sempre rezou e cuidou dele.

"Dohko já sabe que você vai?"

"Estou pensando em falar com ele amanhã pela manhã e se abusar vou a tarde!"

"AHA! VOCÊ NÃO QUER VER SHUNREI NENHUMA! VOCÊ QUER UM PRETESTO PARA FUGIR DA FESTA DO TROCADO!"

"O.O Eu sou tão transparente assim?"

"xD Seu safado!"

"Bem, digamos que em partes esse é um dos motivos! u.u Se Mu permitir quero levar Kiki comigo, ele sempre se deu muito bem com Shunrei e sei que ela ficaria muito feliz em vê-lo".

"Você quer ir correndo matar as saudades com essa tal de Shunrei hein?"

"Sabe que ela até lembra você!" - ele ficou olhando-a de forma curiosa deixando Elena constrangida. Ela usava um vestido azul petróleo de alças finas que iam até a canela, os cabelos estavam lisos até o meio das costas e a máscara branca como sempre com enfeites horizontais perto das bochechas do mesmo tom do vestido.

"Ah! Cala a boca! Eu acho bom você parar de me olhar dessa forma seu tarado! Guarde as saudades para essa tal de Shunrei".

Elena resolveu passear pelo salão e encontra Teffy que tinha desistido de dançar com Aldebaran, já que eles estavam com um probleminha de "proporção".

"Teffy, você está bem?"

"Estou sim Elena, só com um pouco de torcicolo de tanto olhar para o Deba!"

"HAHAHA. Eu imagino que deve ser um desafio para você!"

"Hei, você é menor que eu!"

"A diferença é que eu não arrisquei!" - completou - "E eu acho que o Deba também não quer mais saber de dançar com você! A Calisto e ele combinam muito mais!".

"Eu concordo com você!" - respondeu a garota fitando Aldebaran e Calisto dançando uma música meio lenta de forma suave, o cavaleiro demonstrava visível preocupação com o bem estar da parceira - e tomando cuidado para não pisar na barra do vestido "tomara que caia" de cor violeta que ela usava, os cabelosnegros e com mechas azuis estavam soltose ela não usava os tradicionais óculos de armaçãoleve, pois os tinha substituído por lentes de contato.Além disso, Calisto dava muitas risadas deixando-se ser guiada pelo dócil homenzarrão.

"Elena, você nunca achou estranho a Calisto aqui no santuário?"

"Como assim?"

"Tipo, ela é tão diferente das outras servas, gesticula bem, lê bem, fala melhor ainda e está sendo uma mão na roda para o Shion. E eu conversei com o meu mestre Aioros e ele disse que não se lembrava da presença dela durante essees anosno santuário".

"E o Aioros lá tem olhos para outra pessoa além da enfermeirinha dele?"

"xD Eu concordo com você!"

"Isso aqui tá parecendo mais o santuário de Afrodite do que o de Athena! Só têm casalzinho!" - completou Elena.

"Hunf é verdade! E eu sei que você vai se zangar quando eu disser isso, mas aquele general marina que chegou ai junto com o Sorento não tira o olho de você!"

"Eu não gosto do jeito que ele me olha. Sinto-me como...".

"Como se estivesse sendo vigiada e se sentindo envergonhada? Como uma ninfa?"

"Não! Um sanduíche!"

"O.O ?"

"Ele me olha com uma cara de assanhado, sei lá, me lembra até o Shiryu na hora do almoço!"

"u.u Isso foi poético!"

"xD O que você esperava de uma pessoa como eu?"

Nesse momento uma figura conhecida se aproxima delas para conversar.

"O que as duas estão fofocando?"

"Estávamos falando que o seu terno é cafona!" - respondeu Elena maldosamente fitando a figura.

"ò.ó Hunf, meu terno não é cafona!"

"É sim senhor! Olha só que abotoaduras esquisitas!"

"Eu gostei!" - completou Teffy - "E você tem que parar de implicar com o Dohko, ele é uma ótima pessoa".

"Eu já tinha me esquecido que ele tinha te salvado do ataque do 'game-boy alienígena' 8D"

"Aquilo foi um erro de percurso! o.o" - respondeu corando.

"Elena, não fale assim com a senhorita Stephanie".

"Querem saber, vocês fiquem ai conversando, eu vou procurar o Shun, ele é um anjinho!"

"Claro! Você não faz nenhuma brincadeirinha boba com ele!"

"Shun é meu amigo do coração, eu nunca o chatearia!" - sai andando deixando-os sós.

Dohko sorri paternalista e vira-se para falar com Teffy.

"Não se importe, sabe que ela é desse jeito meio rude, mas no fundo é uma garota delicada e meiga!"

"EU OUVI ISSO! E É MENTIRA! EU NÃO SOU DELICADA E NEM MEIGA!" - gritou Elena que apareceu próximo a eles.

"X.X Você escuta tudo é?" - perguntou Teffy surpresa.

"Sou especial! E como eu dizia, não sou meiga nem gentil. Sou uma gracinha de menina, mas poupe-me desses adjetivos simplórios e de pouco valor na real essência de uma pessoa. Sou mais que isso! Yo soy yo (8)!"

"OO"

"Agora, se me dão licença". - então Elena retira-se definitivamente deixando-os, finalmente, a sós.

"¬¬ Eu retiro tudo o que eu disse" - respondeu Dohko.

"Ignoremos". - completou a garota simplesmente.

Eles permaneceram sem dizer nada e por algum motivo qualquer se instaurou um silêncio incômodo entre ambos. Até que Dohko resolveu acabar com essa situação e dizer algo, quebrando assim o silêncio.

"Teffy"

"Hum?"

"Eu sou bonito?"

"COMO? Oõ"

"É! Tipo, eu achei que perdi um pouco a forma desde que recuperei meu corpo!"

"Ah! Você continua ótimo, tipo eu não sei como você era, mas acho que você está bem!"

"Jura?"

"Sim!"

"Puxa, obrigado!"

"Não tem por onde!" - concluiu - "Dohko, você me parece uma pessoa muito bem vivida!"

"Está me chamando de velho? Oõ".

"Não! Eu quis dizer que acho que você deve ter uma história linda!"

"Ela não é das mais felizes, mas teve muitas lutas empolgantes".

"Eu gostaria de ouvir você me contar".

"Oras, fazemos o seguinte, você me dá a honra dessa dança e eu aproveito e vou contando sobre as minhas peripécias".

"Você não vai ficar falando feito uma gralha vai?"

"Não será um monólogo. Será uma conversa" - ele dá o braço para ela que retribui e vão para a pista dançar.


"Desculpe-me o atraso Aioros"

"Tudo bem! Onde você estava?"

"Um homem sofreu um acidente na vila. Estava um pouco bêbado e acabou se queimando com fogo, por sorte não foi nada de grave".

"Por que não o levaram para a ala hospitalar?"

"Ela fica um tanto quanto longe, por esse motivo pediram minha ajuda. Eu estava mais perto".

"Ai Aspasie, por que você tem que ser tão ocupada?"

"Por que esse é o meu trabalho!"

"Você se importa demais com ele!"

"E foi graças a ele que nos conhecemos"

"É verdade! Eu nunca vou esquecer quando te vi parada toda vestida de branco! Linda!"

"Bondade a sua".

Aioros chegou perto dela e a abraçou, a garota não resistiu e retribuiu ao gesto afagando os cabelos curtos e castanhos do cavaleiro.

"Você está uma gata!"

"Bondade a sua!"

Aspasie usava um vestido preto até os joelhos, os cabelos ruivos presos em um coque no alto da cabeça e os lábios foram realçados com um batom vermelho.

"Mas, eu prometo que vou dedicar mais tempo a você". - ela sorri - "Ah! Eu me lembro do dia que você apareceu, me defendendo daquela enfermeira, fingindo estar morrendo de dor nas costas e naquele mesmo dia você me convidou para jantar".

"Eu não sei o que deu em mim. Pensando bem, acho que eu devo ter parecido um pouco infantil".

"Pra falar a verdade, pareceu sim, mas nada que não possa considerar normal. Além do que, eu me sinto honrada por estar junto do cavaleiro mais fiel a Athena".

Ele simplesmente sorri.

"Hoje você está com um jeito diferente do convencional. O que ocorre?"

"Nada, só gosto de conversar contigo e de ouvir você falar". - ela passa a mão pelos cabelos dele. - "Eu nunca quero que nada de mal aconteça com você! Por que se um dia... se um dia...".

"Que conversa é essa agora? Nada de mal vai acontecer! Você está no santuário de Athena, o lugar mais bem protegido do mundo, isso aqui é uma fortaleza".

"O que eu quero dizer Aioros é que se algo um dia acontecer a você eu não ia suportar!"

"Não fale bobeiras" - repreendeu rígido - "Se um dia acontecer algo comigo você vai continuar a sua vida normalmente, sem problemas. Sou um cavaleiro é normal conviver com a possibilidade da morte!" - ele dá um sorriso sapeca - "Só prometa que nunca mais fará sexo! xD"

"Isso não! xD"

"Oõ"

"8D"

"¬¬ Não gostei!"

Ela o abraça com mais força rindo.

"Não falemos dessas coisas tristes! - disse ela voltando o assunto - Não fala! Nada de ruim irá acontecer com você e nem comigo. Athena não permitiria".

"Por falar em Athena, será que está tudo bem com ela e Seiya?"

"Deve estar! Pégasus sempre foi muito devotado a ela, ele é do tipo que daria a própria vida para salvá-la".

"Qualquer um de nós daria a vida para salvá-la. Athena é nossa deusa".

"Morreria por ela?"

"Morreria de novo você quer dizer!"

"Morreria por mim?"

Ele emudeceu vendo a expressão curiosa que se formara no rosto dela, Aspasie desviando o olhar para não ter que encará-lo. Aioros segurou-lhe pelo queixo forçando-a a vê-lo.

"Morreria por você tão prontamente quanto morreria por Athena".

"Meu amor, não morra por nenhuma de nós!" - ela estava emocionada com a situação, já tinha perdido as contas de quantas vezes não acordou no meio da noite pensando na possibilidade de uma guerra e ele morrer. - "Viva para sempre!".

"Para sempre é muito tempo não concorda?"

"O suficiente então".

Ela não consegue dizer mais uma única palavra, pois é calada com um beijo terno do cavaleiro.


"Está brava comigo?"

"Já disse que não!"

"Então por que tanta hostilidade?"

"Não estou sendo hostil!"

"Está sim!"

"Não estou!"

"Está!"

"Ah, não me irrita!"

"Foi por que falei que a Teffy estava bonita?"

"Por que eu me incomodaria com isso?"

"Não sei, gostaria que você me respondesse".

"Pois saiba Aioria que a Teffy não é a única que recebe elogios por aqui" -Yura deixa de dançar com o cavaleiro. - "Eu, sem querer me exibir, já recebi um monte de gentilezas".

"Não me diga!"

"Digo sim"

"Quem te elogiaria?"

"Um monte de gente!"

"Por exemplo?"

"Camus, Aioros, Kanon...".

"Camus quis ser gentil, Aioros deve ter achado que você estava meio para baixo e Kanon é meio galinha, não me surpreenderia. Ele fala isso para todas!"

Os olhos dela começaram a faiscar, quem aquele idiota pensava que era a desmerecendo daquela forma!

"Aioria, pare de me tratar como se eu não tivesse o meu valor! ¬¬".

"Ah, desculpe-me Yura, mas adoro te irritar".

"Percebi!" - sorri - "E como está a Marin?" - perguntou ela com os olhos brilhando numa espécie de vingança particular. - "Não a têm visto mais?".

"Não! E também não quero ver!"

"Sabe, não me surpreendo que ela tenha te dado um pé"

"O que está insinuando?"

"Nada, apenas que uma LOUCA se interessaria por você".

"Eu digo o mesmo".

"Você é ridículo!" - e sai andando deixando-o só, para na metade do percurso e grita para ele - "ESTOU ANIMADA PARA TE VER AMANHÃ VESTIDO DE PRINCESINHA" - e volta a andar na direção oposta.

Ele sorriu sem incomodar. Por algum motivo idiota ele não conseguia parar de provocá-la, achava que ela ficava linda contrariada e ao invés de lhe sussurrar gentilezas ao pé do ouvido preferia provocá-la para ver seus olhos faiscarem e seu rosto contorcer em uma expressão de fúria. Definitivamente, o leão tinha muitas facetas e aquele lado sádico ele escondia muito bem guardado em seu íntimo, porém o comentário sobre Marin não era uma coisa que ele ia perdoar facilmente e iria ter sua vingança com relação a isso, era só Yura esperar para ver que aquele comentário teria troco.


"O pato está saindo com quem?" - perguntava Ikki abismado dançando com Juliane pelo salão.

"Fale baixo, senão nunca mais te conto nada!"

"Oras essas, como você quer que eu reaja? Estou surpreso!"

"Por quê?"

"Eu sempre soube que ele comia quieto, mas ISSO chega a ser cômico. Ele é discreto demais!".

"Eu ainda não sei por que conto as coisas para você"

"Para começar, você é uma tagarela".

"¬¬"

"Segundo, eu sou seu namorado e você me adora" - ele a puxa para um beijo apressado - "Eu já disse que amei esse seu novo visual?".

"Não!" - respondeu com os olhos brilhando maldosamente.

"Ficou bonitinha"

"Bonitinha é uma outra forma um pouco mais gentil para falar que ficou legal. Feia mais arrumada" - ela cruza os braços.

"Então, deixe-me falar o que eu realmente achei"- ele começa a falar um monte de palavras no pé do ouvido dela enquanto dançavam abraçados, com ela acariciando seus cabelos. Juliane passou a rir dos absurdos que ouvia.

"Ikki, seu safado!"

"Calma, eu ainda não acabei!" - voltou a falar mais um monte de coisas e dando-lhe uma mordida leve no lóbulo de sua orelha para depois beijá-la e descer pelo pescoço. - "Sabe que eu não sou homem de deixar as coisas mal-acabadas não sabe? Acho que temos um assunto pendente desde ontem a tarde".

"Eu concordo plenamente!"

"Se quiser podemos resolver isso agora mesmo".

Por mais que ela quisesse responder que sim e acreditem, ela realmente queria aceitar, Juliane optou pela descrição. Ambos já eram adultos e independentes, ela já tinha passado daquela fase da ingenuidade, não era uma menininha boba e sabia muito bem como se portar diante de um homem como ele. Lindo, inteligente, audaz, com a dosagem certa de sensualidade. Frio e desleixado perante aos demais. Carinhoso e provocante entre quatro paredes.

"Ikki, eu ainda acho que vou ficar com a casualidade. Ontem foi ótimo e poderia ter sido melhor, deixemos que tudo aconteça de forma mais natural".

Ele não gostou muito da idéia, porém não iria discutir. Sabia que a garota ainda estava um pouco irritada com a situação desagradável que tinha se passado, restava apenas esperar e dar tempo ao tempo.


"Ah! VOCÊ ESTÁ TÃO LINDO MEU QUERIDO!"

"Você já disse isso Teella". – respondeu Afrodite sorrindo. O cavaleiro usava um smoking preto e uma camisa branca simples, no pescoço ao invés de uma gravata apenas uma fina gravata borboleta preta e na lapela uma rosa vermelha. Os cabelos azuis piscina estavam um pouco mais curtos até a metade das costas deixando-o ainda mais bonito que o convencional.

"Eu sei, mas tá demais!" – suspirava a namorada.

"Eu sei minha flor, eu sei que estou lindo, que sou demais, que sou insubstituível e etc".

"O.O Sabia que as vezes você exagera"

"Está dizendo que não sou nada disso ¬¬"

"Não, é que...".

"Ainda bem. Eu sempre soube que era perfeito 8D".

"Devia parar de pensar apenas em você e dar valor para os outros também"

"Eu também acho que você é perfeita. Esqueceu do que você me disse? Perfeição atrai perfeição".

Ela sorriu. Teella também estava muito bonita com um vestido rosa choque que ia até os joelhos, era rodado e pouco discreto, mas lhe caia super bem. O cabelo era rosa e iam até o ombro e ela tinha uma franjinha, que tinha ganhado nova vida graças a uma fita de cetim cinza um pouco prateado que lhe enfeitava. No pé uma sandália da mesma tonalidade da faixa de cabelo deixando-a ainda mais alta.

"Eu estou ficando enjoada com esses dois"

"Acredite, eu também".

Nana e Shun que estavam junto da pequena roda que tinha se formado vendo os dois amantes conversarem.

"Sabe, eu já ouvi falar em admiração mútua, mas isso é ridículo!"

"Ah, deixe-os. Eles se gostam tanto". - respondeu Shun amistoso sorrindo.

"Nana, eu estive pensando..."

"Diga Shun".

"Você vai para o Japão ver a Saori certo?"

"Sim!"

"Se quiser eu posso lhe acompanhar, já que você precisa de companhia".

"Eu vou aceitar sua oferta, mas se for comigo terá que perder a última festa. Aquela que o Shion está fazendo segredo!"

"Não me incomodo, estarei com você. Não vou precisar da companhia de mais ninguém". – ele sorriu amistoso vendo o rosto dela abrir-se numa linda expressão, encantada com toda a cordialidade dele.

Nesse momento, duas figuras novas acabaram por aparecer à mesa. Eram Yuki e Mikage, a segunda parecendo um pouco irritada e amuada.

"Olá" - respondeu Nana.

"Olá!" - respondeu Yuki tentando parecer simpática, mas com visível preocupação com a amiga que não respondeu nada.

"Achei que você estava com o Shaka". - comentou Nana ingenuamente.

"EU NÃO SEI DO SHAKA! NÃO QUERO SABER E TENHO RAIVA DE QUEM SABE!" - Mikage que mal tinha se sentado levanta-se prontamente e sai pelo salão batendo os pés.

Yuki dá um suspiro penoso.

"Nana, por favor, não fique zangada. Ela só está um pouco magoada com o Shaka".

"Por quê?"

"Bem, como isso não desrespeito a mim e se refere intimamente a vida pessoal deles, eu prefiro não dizer nada". - ela dá de ombros e vira-se para os outros integrantes do grupo. - "Por um acaso alguém viu o Mu?".

"Ele não aparece aqui há muito tempo" - respondeu Saga. - "Acho que está lá fora com o Shaka".

"Pelo que vejo falta muita gente por aqui" - responde a garota fitando o salão quase vazio vendo que na pista só tinha três casais que não se cansavam de dançar. Esses eram Calisto e Aldebaran, Máscara da Morte e Amy, além de Dohko e Teffy.

No grupo encontravam-se Kanon, Camus, Shiryu, Elena, Saga, Yume, Bian e os já citados Nana e Shun.

"Acho que já passamos pelo ápice da festa!" - concluiu Shun - "Que horas são?".

"Uahh, são cinco horas da manhã" - respondeu Nana dando um pequeno bocejo e visivelmente cansada - "Essa é uma situação incomum".

"Alguém viu a Luna?" - perguntou Afrodite acariciando os cabelos rosados de Teella que repousava a cabeça em seu ombro.

Ninguém se manifestou, o paradeiro da garota era um mistério.

"Bem, eu a vi saindo do salão com aquele grego do cabelo azul" - disse Bian.

"Ninguém perguntou nada pra você abusado!" -respondeu Afrodite de forma grosseira.

"DITE!" - repreendeu Teella dando-lhe um beliscão perto da coxa - "Não fale assim!".

"Falo como quiser!" - respondeu mordaz.

"Não se incomode senhorita" - disse Bian - "Pelo que vejo não sou bem vindo aqui!".

"Adivinhão!" - respondeu Saga dando corda para as grosserias de Afrodite.

"Nesse caso, retiro-me para meus aposentos!" - ele se levanta pronto para ir. - "Pelo que vejo a hospitalidade não é um ponto forte dos cavaleiros de Athena!".

"JÁ BASTA BIAN!" - bradou Sorento aparecendo sendo seguido por Alex - "Acho que não há necessidade dessas palavras torpes. Acalme-se! Não vá se deitar ainda!" - ele vai até o amigo e dá tapinhas em suas costas - "Vamos beber algo! Alex, minha querida, dê-me licença!".

"Vai lá!" - respondeu a garota conciliadora vendo o namorado guiar o amigo até uma mesa cheia de guloseimas.

"Saga!" - falou Yume de forma calma - "Acho que vou me deitar".

"Quer que eu a acompanhe até seus aposentos. De lá vou para gêmeos, já estou cansado também!"

"Por mim não há problema".

"Então vamos!" - ele se levanta e dá a mão para que a garota se levante também. - "Boa noite para todos".

"Boa noite" - responderam em coro vendo-os se afastar.

"ALEX!" - gritou Saga - "NÃO DEMORE! E PODE DEIXAR QUE EU VOU DEIXAR UMA LUZ ACESSA PARA QUANDO VOCÊ CHEGAR!"

"Aiaiu.u " - suspirou a garota. Estava demorando a ele tornar a tratá-la como criança.

"Ohoho, acostume-se com isso Alex. Saga não vai deixar de tratá-la dessa forma!" - respondeu Kanon rindo - "Mas, agora que você falou em gêmeos, onde está Kassumi?".

"Estou aqui!" - respondeu a menina aparecendo - "Eu fui atéem casacolocar outra roupa, aquela estava me matando" - ela usava uma calça jeans, um casaco comprido de algodão e tênis muito confortáveis - "Acho que não há mais a necessidade de todas aquelas vestimentas. A festa já está pelo fim, resolvi apenas vir conversar um pouco mais".

"Logo amanhece". - concluiu Camus - "Vou me recolher" - ele se levanta da cadeira.

"Pois eu vou virar o resto da noite!" - disse Elena - "Vamos ficar conversando! Já perdemos a noite mesmo e amanhã ninguém vai treinar!".

"Concordo!" - disse Shiryu - "Vamos ver se agüentamos!".


O dia já amanhecia o sol começava a aflorar no horizonte banhando todo o território e agraciando-os com mais uma manhã de sol. Um casal que tinha passado a noite inteira adormecidos um ao lado do outro acaba acordando com a claridade.

"Lilits!" - disse Hyoga tentando se sentar e mover os braços, mas vendo que a garota dormira repousando a cabeça em seu peito - "Levante-se! Já é de manhã!".

A garota abre os olhos devagar, ergue a cabeça e dá de cara com aquele par de olhos azuis, percebe que está deitada sobre o tórax do loiro.

"Hunf, já amanheceu?" - pergunta manhosamente se espreguiçando e dando um bocejo discreto.

"Já sim!" - ele dá um beijo dócil em sua testa - "Agora, já posso gritar para o mundo que dormimos juntos".

"Hahaha, mais ou menos não é?" - ela se levanta e senta-se na grama. - "O engraçado é que não me lembro de quando nós aparecemos por esses lados".

"Dançamos muito depois você falou que queria dar uma volta e paramos aqui embaixo da copa dessa árvore!" - disse o loiro se sentando também e beijando o ombro dela - "Sinto muito, não deixei você aproveitar tanto a festa quanto gostaria"

"Eu aproveitei muito bem" - ela respondeu - "Aproveitei que você estava dormindo e passei a mão geral".

"Como?" - ele ergue uma das sobrancelhas pasmo enquanto ela se levanta rindo.

"Eu não queria que você me visse assim, devo estar horrível e com a cara inchada!" - ela cobre o rosto com as mãos.

"Não achei que você tivesse essas frescuras". - ele ri - "As mulheres são todas iguais".

"E quantas mulheres você viu acordar do seu lado?" - ela coloca as duas mãos na cintura parecendo irritada.

"Hum, vejamos, contando com você" - ele começa a mexer os dedos como se tivesse fazendo uma conta de matemática muito difícil - "Uma, duas, três, quatro, cinco...".

"Cínico!" - ela dá um tapa no braço dele fazendo-o rir. Depois tenta continuar batendo nele, ele segura os dois braços dela, eles se desequilibram e Hyoga cai de costas no chão com a garota sobre ele, ambos rindo muito.

Hyoga a puxa pelo pescoço e dá-lhe um beijo provocante, Lilits com as duas mãos sobre seu tórax e com todo o corpo sobre ele. Hyoga mexe as pernas no intuito de separar as dela, fazendo com que ela interrompesse o beijo.

"O que você está...".

Ele volta puxá-la pelo pescoço com um dos braços enquanto a outra mão passeia pelas costas de Lilits, eles invertem as posições e Hyoga acaba ficando por cima dela.

"Hyoga, não tentou nada a noite toda e agora quer...".

"Eu não sou um homem previsível!" - ele volta a beijá-la e desce com a boca pelo pescoço da garota fazendo-a dar um gemido discreto.

"Hyoga!" - ela afaga os cabelos do loiro, colocando seus dedos delicados entre as mechas loiras, acariciando sua nuca. - "Já amanheceu e não queremos ser os responsáveis pela deturpação da cabecinha de ingênuos cavaleiros mirins, certo?".

Hyoga interrompe a contragosto o que estava fazendo, levanta-se e ajoelha-se sobre suas próprias pernas e por fim dá um suspiro penoso sabendo que ia se arrepender, mas sorriu e a encarou.

"Tem razão! Eu não quero apressar as coisas, temos uma longa história e muito tempo para aproveitarmos como quisermos".

Ela também se ajoelha sobre suas próprias pernas e o encara, apoiando as duas mãos no chão nas laterais de seu corpo.

"Vamos tomar o nosso café da manhã?" - perguntou ele sorrindo e dando-lhe um beijo dócil em seus lábios. Ela sorriu com o gesto e fez que sim com a cabeça. Hyoga levantou-se, estendeu a mão para ela e esta aceitou a ajuda agradecida.

"O que você gosta de comer de manhã?"

"Hum, muitas coisas, frutas, suco...".

"Vou preparar algo para você".

"E você lá sabe cozinhar loirinho?" - perguntou sentindo-se ser abraçada lateralmente pela cintura.

"Há muita coisa que você não sabe sobre mim".

"Estou ansiosa para descobrir".

"Eu também estou louca para descobrir coisas ao seu respeito Lilits, eu também...".


Vocabulário:

¹- Mon Dieu: Meu Deus

²-Ragazzo innamorato: rapaz apaixonado.

³-Meme: apelido carinhoso de Máscara da morte que foi adotado por Amy.

(4)- Gracias chiquita: Obrigado menina.

(5) – Chiquita caliente: menina quente, sensual.

(6) - segundo round: segunda rodada.

(7) - Humbert: referência ao personagem do livro Lolita de Vladimir Nabokov. Humbert é o narrador da história, é um homem bem mais velho que se apaixona por uma menina apelidada por Lolita e chamada carinhosamente por ele de Lô.

(8) – Yo soy yo: eu sou eu.


N/A: A priori, peço desculpas ao atraso excessivo meus caros leitores. Sofri uma imensa alteração no meu horário graças ao meu calendário escolar, porém tentarei postar o próximo capítulo o mais rápido possível, eu quero terminar essa fic ainda nesse ano.

Nesse capítulo uma novidade, eu mudei a classificação indicativa da fanfic, agora ela é recomendada para pessoas mais velhas, porém eu acho que hoje temos muitos adolescentes precoces. De qualquer modo, eu não me responsabilizo pelos "danos" a cabecinhas de vocês. Apesar que eu não escrevo nada de anormal.

Espero que tenham apreciado esse capítulo. Foi com muito esforço e sacrifício que eu o trago ao ar. Retomei algumas histórias, esclareci assuntos e deixei tudo mais ou menos encaminhado. Ele ficou um pouco longo, mas foi por causa da festa de gala e eu queria fazer jus ao figurino de todos. Considerem-no um presente de dia dos namorados atrasado a todas as namoradas do zodíaco.

O próximo capítulo será a tão aguardada festa do trocado e veremos todos os cavaleiros, esses príncipes, virarem princesas e vice-versa, passarei a escrever o próximo capítulo apenas nas férias e espero postá-lo até a metade de Julho. Porém, isso não é uma previsão muito oficial.

Agradecimentos mais que especiais a Anjo Setsuna, Carola Weasley, Juliane. Chan, Yuzuki Koneko, Lulu-lilits, Nebula-Chan, Teella, Mikage-sama, Lininha, Sinistra Negra e Nana Pizani que deixaram suas opiniões via rewiens e a maioria está sempre aqui me apoiando, dando idéias e críticas. São vocês que me ajudam e me animam e"As namoradas do zodíaco" acaba sendo essa históriatão gostosa de ler e escrever.

Muito Obrigada por tudo!

E continuem comentando e deixando rewiens com opiniões e críticas.

Aos tímidos e sem-vergonhas, eu escrevo para vocês também! xD

A todos uma ótima semana com muitas alegrias, vitórias e realizações. Até o próximo capítulo!

Beijos

ps: a nota publicada no último capítulo foi retirada e foi transferida para o meu profile. Ela continua valendo!