Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e Toei. O nome Carlo é de autoria da fanficwritter Pipe.
Boa leitura e divirtam-se :)
As namoradas do zodíaco
por Pisces Luna
Capítulo XXIX: Finalmente... amazonas!
Não importa mais o que qualquer um pudesse falar sobre a guerra, creio que detalhes de decoração e arquitetura destruída poderiam irritar se fossem muito detalhados, então pulemos o superficial. Citemos apenas que a vila estava sendo reconstruída com a ajuda das amazonas que estavam prestando um serviço social, contribuindo para ajudar no alojamento das famílias.
As doze casas foram restauradas com rapidez, afinal, Camus recusava-se a dormir com o vento quente da Grécia adentrando pela cratera da parede do seu quarto, sem contar as amazonas que tinham renunciado a privacidade de seus quartos por biombos de madeira e não dava para ficar à vontade naquelas condições.
"Eu não me importo de vê-la trocar de roupa tão à vontade" - disse Shura zombeteiro provocando Marcella.
"Justamente, Camus, Afrodite, Aiolos, Milo e Dohko também vão adorar quando tiverem que descer para as doze casas... imagine só de noite quando eu estiver bem à vontade e...".
"Parei o.o".
Obviamente que algumas explicações devem ser dadas, principalmente, explicações de um certo Camus a Gabriella que teve sua casa invadida por...
"Homens de preto sexy que queriam me matar...".
"Gabi, tem coisas que desafiam nossa vã filosofia".
"CERTO, MAS QUEM ERA AQUELE AQUA-MEN QUE ME TRANCOU EM UM ARMÁRIO DIZENDO QUE IA SALVAR A MINHA VIDA? E DISSE QUE ERA ENVIADO POR VOCÊ!!!!".
"Tem certeza que não sonhou nada disso?".
"NÃOཀ Camus, eu quero a verdade".
"A verdade? Você quer saber o que? Que eu sou um cavaleiro de ouro? Que luto pela deusa Athena e moro nas ruínas antigas com outros guerreiros e guerreiras e que você quase foi morta por termos uma relação de ternura? É isso que você gostaria de ouvir?" - perguntou irritado - "Mais alguma pergunta?".
Gabriella ficou em silêncio e perguntou:
"Ouro de quantos quilates?" - depois sorriu - "Hahaha... certo, Camus. Como você é mentirosoཀ Porque não fala a verdade?".
"Ah é? E qual seria?" - retribuiu incomodado.
"Que você usa drogas e aqueles eram traficantes".
"Você é impressionante" - ergueu-se num pulo.
"Ao menos faz mais sentido".
"Quer saber, vou embora, desculpe os incômodos. Na verdade, só queria ver se estava tudo bem com você".
"Lá vai você embora de novo...".
"Mantenho o contato. Mas, você não acredita em mim não é mesmo".
"Han... NÃO".
"Então, não gostaria de me fazer um último favor?".
"Qual?".
"Acompanhe-me numa festa daqui há uma semana".
"Se eu não tiver nada melhor para fazer.." - revirou os olhos e bebeu um gole do seu café - "então, quando estiver disposto a falar a verdade me procure...".
"Você verá...".
Mas, não teremos tempo de explicar tudo o que estava acontecendo e que aconteceu, então o que vale a pena colocar e que já era esperado é que Shion providenciou para que algumas leis de restrições fossem revogadas e foi com certa relutância que ele rasgou alguns páginas do seu manual.
Naquela noite seria o último passo para finalizar oficialmente o treinamento das amazonas, já que não tinha prova maior de coragem e força do que a guerra e provações que tinham sofrido por todo esse tempo as provas de resistência finais e as lutas foram canceladas. No Coliseu, sem luxo ou pompa, Shion reuniu todos os cavaleiros e amazonas do santuário de Athena a meia- noite.
"Boa noite..." - disse o mestre do santuário - "cavaleiros, amazonas, amigos...".
"Ohhhh" - disse Lolly num muxoxo alto.
"Shhhhiu" - disseram Máscara da Morte e Shura que estavam na frente.
"Nhaaaa... não consigo ver" - disse Calisto na ponta dos pés, sentindo que fora erguida por dois braços fortes e protetores.
"Está melhor, meu amor?" - balbuciou Aldebaran.
"Sim. Obrigada ^^".
"... Há exatos dois anos - (n/a: COF! COF! 4 ANOS) - nós recebemos aqui treze amazonas para treinamento. Todas já tinham recebido bases adequadas de conduta em batalha nos seus respectivos lares e, desde o princípio, achavamos que iriamos formar apenas mais um grupo de aprendizes: estavamos enganados".
Athena se aproximou e deu um olhar resignado a Shion, satisfeita e emocionada com o discurso, não se atreveu a interromper.
"A cada dia de treinamento vocês também nos ensinaram com dedicação e afinco a superar divergências de convivencia, nos tornamos mais tolerantes, é claro... nem sempre tudo deu certo... basta lembrar do almoço preparados por Shura e Camus, e cá entre nós ainda tenho a sensação que não digeri algo..."
Os cavaleiros riram em aprovação, até mesmo os cozinheiros que deram tapas nas costas um do outro, sem ousar interromper Shion.
"... acho que também vale a pena colocar as brincadeiras nas casas de vocês que ficaram em nossas memórias e ainda por muitos anos que virão. Eu não falei a vocês, mas nossa confusão no shopping foi noticiado no jornal local na manhã seguinte, simplesmente um fato curioso".
Ele suspirou e olhava os rostos dos cavaleiros e as máscaras lisas das amazonas que esboçavam murmurinhos umas para as outras.
"... festas esdrúxulas e divertidas apesar de tudo, não tenho do que me queixar, fazia tempo que não me divertia assim. É claro que grande parte dos nossos dias foram de sol escaldante e muito trabalho para conseguirmos estimular o cosmo de vocês e fazer com que cada dia mais superassem desafios, tenho certeza que falo por todos quando digo que estamos orgulhosos do progresso de vocês".
Silêncio.
"Com certeza, se eu pudesse dar prêmios a vocês eu distribuiria como, por exemplo, o pai do ano para Saga de Gêmeos".
"Hahaha... eu mereço mesmo" - respondeu o próprio do meio da multidão - "Não é filhotinha, Alex?".
"Aiaiai... não muda nunca" - retorquiu com divertimento.
"E, sem dúvida, vários outros, mas como só podemos fazer algumas coisas de cada vez, vamos nos contentar com a conclusão do treinamento de amazonas, então, não vou mais tomar o tempo, pois temos um jantar comemorativo delicioso no refeitório - préstimos a nossa querida Calisto que fez o favor de orientar as servas".
"Ai... tantos anos na faculdade de jornalismo para terminar no refeitório" - ela suspirou.
"O que disse, querida?" - perguntou Aldebaran.
"Nada não".
"Obviamente não poderemos presenteá-las com armaduras, mas poderão ficar com as que já usaram durante a guerra. Mas, temos outro presente para vocês, como o prometido por mim e por Athena... podem tirar suas máscaras, estão livres de mais esse obrigação".
As amazonas sorriram e um pouco desmotivadas, aos poucos, foram tirando as superfícies de porcelana de suas faces e deixando que seus rostos sentissem o ar delicioso da noite quente tocá-las, um arrepio de liberdade reprimida percorrendo a espinha, a nuca e as pernas.
"Eeeeeeeeeee... é igual rodar o sutiã em público. Liberdadeeeeee" - disse Elena rindo feliz.
Teella respirou todo o ar da madrugada de uma vez, quase engasgando.
Milo cochichou para Camus, vendo as amazonas retirarem as últimas máscaras:
"Eu não disse que ela era linda?" - apontou para uma Luna satisfeita que abria os braços para receber um abraço de uma outra Yuki radiante.
"Hum... sim. Até que valeu a pena a sua busca. Hahaha... e ela tanto tempo embaixo do seu nariz, você é definitivamente um tapado".
"Pelo menos ela não tentou me atropelar".
"Shhiu".
"Que tal tornar isso um pouco mais simbólico" - disse Alex arremessando sua máscara para cima e distruindo-a com um golpe só, em pleno ar.
"Ótima idéia"- disse Yura seguindo o exemplo e em alguns segundos um turbilhão de golpes foi disparado em pleno céu noturno e o barulho da porcelana se desfacelando foi ouvido.
Uma salva de palmas ressoou por parte de todos os demais cavaleiros e amazonas, e ao longe junto com Hyoga, abraçada, estava uma Lilits orgulhosa admirando a beleza daqueles golpes.
"Não são mais nossas discípulas somente, são nossas irmãs de luta pela paz, justiça e, é claro, por Athena". - retorquiu Shion apontando para uma deusa encabulada.
"POR ATHENA" - disseram todos ao mesmo tempo.
"Obrigada" - sorriu satisfeita - "Obrigada por tudo meus leais cavaleiros e amazonas".
"Vamos parar com isso antes que o Shura chore aqui atrás" - gritou Máscara da Morte zombeteiro enquanto tinha as mãos de Amy entre as suas.
"Hahaha... que engraçado" - disse o espanhol - "Você vai ver quando estiver saindo do refeitório".
"AMY, O SHURA QUER ME PEGAR ATRÁS DO REFEITÓRIO. NÃO DEIXE, PRINCIPESCA".
"Ahhh, Meme".
"Silêncio aew, cacilda" - disse Afrodite perturbado.
"Então, eu declaro encerrado essa cerimônia" - disse Shion por fim - "E só relembrando, estão todos convidados para o meu casamento e de Lolita, marcado para o próximo sábado".
Uma última salva de palmas foi ouvida e, de repente, uma chuva de pétalas de rosa começou a cair dos céus, das mais variadas cores, fazendo vários montes perto do chão.
"Uma cerimônia sem rosas, não é cerimônia" - disse Afrodite contando com a aprovação da discípula.
"Pronto, vou cheirar a perfume por mais um mês" - disse Shaka tentando se livrar das pétalas que caíram e enroscaram em seu cabelo.
"Eu acho que fica lindo assim... e cheirosinho demais" - disse Mikage sorridente.
"Você está realmente linda sem a máscara".
"Aew, vamos poder nos pegar em público" - disse Kanon beijando Kassumi forçado.
"Ahhh... não vai ficando feliz assim não".
"Kanon, espere" - disse Shion correndo para alcançar o casal - "Eu ainda sei que... devo desculpas a você por tudo que o fiz passar, eu sinto muito e digo que, agora... - olhou rapidamente para Lolly - compreendo seus motivos".
Eles se olharam e apertaram as mãos.
"Tudo bem, desculpas mais do que aceitas" - sorriu - "Mas, você apanhou feio de mim, velhote...".
Aldebaran suspirou feliz ao ver que todos os amigos estavam finalmente se acertando e que ele, uma vez livre de suas obrigações de mestre poderia se dedicar inteiramente ao seu relacionamento o que dava ao "sutil" homem de 2,10m uma aparência muito amigável e tranquila.
Calisto aproximou-se e tocou sua testa no cotovelo do homenzarrão e sorriu quando ele abaixou para beijá-la lentamente.
"E agora? Você acha que todos vão embora daqui já que as amazonas ganharam mobilidade?".
"Quem sabe? Falei com Mu e ele me disse que tinha especial interesse em levar Yuki conhecer Jamiel e sua interessante cultura local. Uma peculiar mistura de pedras e ossos" - retribuiu com ironia, rindo ao ver que o amigo jogou uma pedra em sua nuca por telecinese.
"Eu ouvi isso"
"Mu, saia da minha cabeça agora".
"Eu sairia se você não pensasse tão alto e não fosse meu vizinho, assim eu não poderia ouvir certas frases como: Hum... como ela é gostosa e estou quase lá...".
"PÁRA COM ISSO JÁཀ" - disse Aldebaran, mas dessa vez em voz alta.
"AIII, mas o que foi que eu fiz?" - perguntou Calisto recuando alguns metros.
"Haan... não é com você Calisto... volte aqui..."
"Mu, isso foi maldoso" - disse Yuki vendo o que o outro tinha feito.
"Vai dizer que você não ouviu nada do tipo...".
"Hum... hahaha, eu até ouvi, mas me deu mais curiosidade do que vontade de zombar".
"Curiosidade?".
"Ahཀ Você sabe, aquela ENERGIA de cosmo toda explodindo em... em... você sabe... é interessante".
"Quer dizer que você tem achado mais excitante ouvir o Aldebaran e a Calisto".
"Eu não disse nada, não senhor. Você que fica ouvindo" - disse corando.
"Tomoe...".
"Ahhhཀ Você só me chama pelo meu nome quando... está..." - abaixou o tom - "Pervertido".
"Temos que comemorar o fim do seu treinamento..." - disse andando na frente - "E você terá que fazer o que for possível para provar que está apita a satisfazer o que seu mestre pede".
Ele saiu deixando Yuki corada e pensando o que será que Mu teria em mente...
Depois do jantar em um canto afastado do refeitório...
"Você vai para Rozan?".
"Sim. Eu preciso levar a Elena para repousar, tomar um pouco de água da vida, respirar um ar puro e... trazer o Kiki de volta".
"Ahhhh. Sei..." - disse Teffy tentando não reparar no olhar furtivo do cavaleiro - "Mas, o que você olha tanto?"
"Seus rosto é uma... perdição".
Ela riu maliciosa vendo como o homem ficou desconcertado com o que disse e tentou logo se redimir.
"Digo, você é bonita".
"Só bonita?".
"E talentosa" - disse feliz - "Bem, eu não sei se tive a oportunidade de te falar, mas você se mostrou muito bem na guerra contra Persé....".
O cavaleiro se assustou quando viu que ela se aproximava como uma leoa e se apossou de seus lábios com voracidade, quando se afastou ele disse:
"Você... me beijou".
"Ahan... e nem adianta falar que eu te agarrei, cavaleiro. Porque os seus reflexos são ótimos".
"Teffy, tem idéia de quantas décadas eu sou mais velho que você?".
"E tem idéia de COMO eu sou fascinada por você?".
"Que?".
"Cresci ouvindo as histórias do sábio que morava na cachoeira de Rozan, fiquei completamente extasiada quando vi o quão belo ele tinha ficado" - falou colocando sua mão por baixo da blusa e tocando levemente seu dorso - "E depois, quando me vi completamente apaixonada por você...".
"Teffy?".
"Não me interrompa, eu bebi muito vinho e daqui a pouco, sei que vou apagar".
"Espero que não tenha misturado vinho com mais nada porque senão vai ficar com uma ressaca dos diabos. Está até meio quente, será que não seria o caso de ir pra casa tomar um banho?" - perguntou tirando sua temperatura de forma paternal.
"Dohko, eu tenho tesão e não febre" - falou decidida.
"Não fale nesses termos, eu..." - ele recuou um pouco quando viu que ela
tentou enlaça-lo pela cintura, aumentando cada vez mais o contato.
"Dohko, eu... cansei desse chove não molha... eu gosto de você desde sempre, mas você só vê uma menina, porque não é capaz de ver a mulher que sou capaz de ser?".
"Não é tão simples assim, criança".
"Criança é o...".
"Ooooopaཀ Olha lá como fala".
Ela não suportou e o beijou de novo, manipulando sua nuca com as mãos, mantendo-se dona da situação. Dohko não recuou, mas por algum motivo não podia retribuir, apenas quando sentiu ser fisgado sobre sua orelha esquerda pensou...
"Eu posso retribuir, não existem mais normas..."
Mais uma lambida tentadora sobre seu pescoço.
"Afinal, as leis já foram canceladas e Shion não ficará contrariado".
Os pelos que saiam pela sua camisa mal abotoada atiçaram a amazona que beijou-o com lasciva, não sabendo mais como insinuar-se e já perdendo as esperanças.
"Como ela é linda e tão... safadinha".
Seus botões eram abertos sem pudor até que finalmente percebeu que estava completamente descamisado.
"Teffy..." - ele chamou com a voz rouca.
"Ao menos deixe que eu veja..." - ela forçou a virá-lo de costas - "O tigre dos meus sonhos".
Ele fechou os olhos e preparou-se para mais investidas cruéis de prazer e provocação que ele alegaria ter sido cruelmente torturado se um dia lhe perguntassem. Foi com decepção que sentiu ser apenas abraçado e a voz embasbacada pelo choro de Teffy.
"Talvez... você também não goste de mim, mas tantos anos naquele lugar e cachoeiras, queria viver minha juventude com você Dohko, não precisa ser nem por muito tempo, nem que fosse apenas por essa noite eu queria me lembrar do seu corpo junto ao meu...".
"Teffy, você acha que eu apenas transaria com você, uma amazona, se não quisesse nada?".
"Então, por que está me evitando? Sou feia por um acaso?".
Ele não respondeu, virou-se e viu uma amazona com os olhos marejados e vermelhos.
"Me poupe" - disse sorrindo - "Você sabe que é bonita".
"Então...".
"Eu vou pra Rozan e não sei quando eu volto. Você seria capaz de me esperar até lá?".
"Dohko... eu sempre te esperei".
"É sério, Teffy" - falou - "Não sei quando volto e até lá você pode não querer mais saber de... eu... também gosto de você".
"Dohko...".
"Por isso pense duas vezes, porque se nos começarmos eu não vou parar...".
"Em que sentido?" - perguntou.
"Hahaha" - ele a beijou - "Em todos".
"Não me deixe esperar mais".
Ele a beijou com doçura, controlando seus impulsos para deitá-la ali mesmo, na relva, tocando seus cabelos e enlaçando delicadamente sua nuca.
"Não sei, mas acho que não vou deixar você se esquecer de mim por um bom tempo...".
"É mesmo, tigrão?" - ela riu.
"Tenho um segredo para te contar: Estou faminto".
"Então, mate sua fome".
Já era mais de duas da manhã quando eles chegaram ao centro de Atenas com o vento quente da cidade esvoaçando seus cabelos.
"Por onde estou indo?".
"Não tem graça se eu disser e pare de perguntar. Meu tesão diminui quando fala demais. Já estamos quase chegando".
"E porque estamos caminhando se podemos correr bem rápido?".
"Se fosse assim não ia ter graça" - disse Milo enlaçando Luna pela cintura e forçando a beijá-lo. A garota já tão acostumada que estava com os cabelos do namorado e seu belo corpo, não teve dificuldade para retribuir ao agrado, com certa lasciva notando que ele se entregara ao seu jogo.
"Hum... não me provoque. Deito você aqui no meio da rua" - cochichou com luxúria lambendo sem pudor o pescoço alvo da moça que colocou a cabeça para trás, sentindo seu corpo guinar levemente.
"Milo...".
"Ai, não faz isso, me excita demais".
"Seu pervertido, me fale onde a gente tá senão eu tiro a venda".
"Nunca" - murmurou - "Hoje você é só minha, portanto chega disso e vamos andando".
Ele parou de atacá-la e voltou a puxá-la pelo braço, guiando na frente. Foram assim por mais uns quinze minutos, Luna não disse nada, até sentir que ele parou a apoiou-a em um degrau frio, beijando-a com volúpia e abaixando-se ajoelhado em sua frente.
"Primeiro diga que eu sou... hum... genial".
"Você é genial e... Miloཀ".
Sentiu que ele se abaixou e mordeu seu pescoço, fazendo com que tombasse para trás, mas ainda a sustentando em seus braços, quando viu sua cabeça tocar uma lajota de pedra fria.
A boca dele rolou pelo seu colo, sedento, enquanto sentia as mãos roçarem sem pudor algum sua calça jeans.
"Ainda estou no meio da rua?".
"Está" - disse rouco parecendo não se importar com a situação.
"Pare antes que a polícia nos prenda".
"Não consigo..." - ele sentiu que ela arranhou suas costas e puxava sua cabeça estimulando cada vez mais para baixo.
"Não vou me controlar assim e não é justo porque só você está se divertindo".
"Mentirosa. Sei que está gostando...".
Ele projetou sua perna separando as dela e colocou seu rosto a milímetros do dela.
"Pode tirar a venda".
Ela obedeceu e a primeira coisa que viu foram os olhos magníficos e penetrantes de Milo, seu bafo quente em encontro imediato com o da sua boca, os narizes ameaçando um encontro.
"Com você... é sempre... incrível".
Ela riu com escárnio.
"Eu acho que o que você quer me mostrar eu já vi e já manuseio muito bem" - disse divertida forçando um beijo safado - "Nenhuma novidade nisso".
Como castigo pela piada ele forçou a parte mais sensível do seu corpo com o joelho direito, fazendo-a gemer mais alto.
"Tsc, tsc... você vai ver".
Levantou-se rapidamente e ofereceu a mão para ela que também levantou e viu que estava diante de um pequeno sobrado antigo e baixo que ficava em uma das paralelas de uma principal da cidade.
Ela não entendeu, mas foi com espanto que viu Milo tirar do bolso um molho de chaves e abrir a porta principal da casa e deixar que ela entrasse.
"Que lugar é esse?".
"Hum... não consegue adivinhar?". - ele adentrou e tentou ligar o interruptor, mas a luz não acendeu - "Ótimo, está queimada, vou ver o fuzil. Entre e feche a porta".
"No escuro?".
"Sei que vai se achar...".
"Milo, não me deixe aqui... sozinha".
Mas era tarde demais, porque ela sabia que ele já tinha ido. Ficou a imaginar que lugar estranho era aquele e porque cargas d'água Milo fazia tanta questão que conhecesse. Logo as luzes se acenderam e ela teve que cerrar as pestanas com a claridade.
"Pronto. Voltei".
"Milo... dá pra parar com frescura e falar de uma vez onde é que nós estamos?".
Ele a abraçou por trás e disse simples.
"Na nossa casa".
"QUE?".
"Surpresaཀ".
"MILO, VOCÊ COMPROU UMA CASA?".
"Nãoཀ Eu herdei uma casaཀ Mas, sim, agora sou proprietário de uma".
"Há quanto tempo?".
"Hum... a vida inteira. Era do meu pai. Está meio velha, mas a estrutura é bem sólida e tem água quente na torneira, até uma lareira...".
Ele apontou para o local a frente. Apesar de imensa os ambientes estavam completamente vazios e sem qualquer objeto.
"Milo, isso é ótimo. Ela é... bem velha. E tem pinta de casa de filme de terror, mas...".
"Eu já podia ter vindo para cá há algum tempo, até tinha conversado com Shion, mas queria esperar você concluir seu treinamento, porque pensei que não podia trazer as servas do santuário e precisaria de alguém para limpar tudo e...".
"Idiotaཀ" - retrucou dando um tapa vendo-o rir - "Você só quer uma empregada é?".
"Se fosse isso eu já teria contratado".
"Então...".
"Passei um tempo pensando que seria ótimo morarmos aqui, estamos perto do santuário, teríamos nossas privacidade e podíamos ficar juntos mais tempo" - disse seguindo e mostrando a cozinha e o banheiro do andar inferior - "Como eu disse não é grande coisa".
"Acho que tem um vazamento ali perto da pia".
"Tem. Eu vou dar uma olhada depois. E ai? O que você achou?".
"Não sei eu...".
"Não diga nada sem antes ver o que eu preparei lá em cima. Deixa eu explicar as vantagens, eu também deixo você decorar a casa como você quiser, todos os ambientes...".
"E quantos quartos tem essa casa?".
"Três. Dois menores e uma suíte. É claro que eu e você só precisaríamos de um... ".
Ele foi guiando-a por todos os ambientes, ambos falando e fazendo planos, até chegar em um último cômodo que estava fechado.
"Luna, eu só tomei a liberdade de fazer uma coisa..." - ele abriu a porta de forma teatral e foi com espanto que ela percebeu um balde de vinho com gelo ao lado de um imenso tapete com algumas velas.
"Hahaha... oque é isso? Um ritual macabro é?".
"Eu também ganhei um tapete persa, uma maravilha certo?".
"É mesmo. Espero que tenha dado um jeito na poeira".
"Vou abrir a porta balcão".
Luna finalmente percebeu a imensa porta balcão do outro lado do quarto, oposto a porta do banheiro, mostrando uma boa parte da cidade.
"Dá pra ver o santuário daqui?"
"Sim. É uma beleza" - indicou as imensas construções antigas ao longe - "É claro que só um pedaço e não as doze casas, mas enfim..." - ele sorriu com o vento observando o lugar ao longe e foi com espanto que sentiu ser abraçado por trás com ternura.
"Obrigada".
"Me pague com sexo".
"Com você não dá pra ser romantica né?".
Ele sorriu e disse:
"Não vamos ter os confortos de lá, mas podemos viver muito bem aqui. E seria só por um tempo. Agora que acabaram os treinamentos as amazonas terão que deixar as mansões. Resolvo seu problema de moradia e da Teella".
"É a coisa mais legal que eu já vi você fazer".
"Sim. E eu venho no pacote de aluguel".
"Oh senhor, mas como eu vou pagar, já que esqueci a minha carteira".
"Eu sei que... vai saber me agradar".
"Farei o possível" - retrucou empurrando-o para dentro com força, segurando-o pela camisa, ajudando a tomar cuidado com as velas acessas no chão e ajudou-o a deitar de costas sobre o tapete.
"Deixe eu fechar a janela".
"Tsc, tsc... não vai a lugar algum".
Ela sentou sobre o corpo dele forçando-o para trás com um sorriso cínico e desejoso.
"Você... será... punido pelas maldades que cometeu essa noite".
"Ahhh... e como eu quero ser punido" - ele a segurou pela cintura sentindo-a insinuante sobre seu colo.
Pela noite, ele obedeceu aos pedidos dela, e seus gemidos e grunhidos animalesco de desejos misturaram-se aos gemidos e ao suor dos dois. Até que quando, finalmente, ele caiu exaurido sobre o corpo dela o ouviu cochichar ao seu ouvido:
"Amo... você".
Luna não acreditou no que ouviu e foi por isso que piscou algumas vezes, não se surpreendendo que ele tentasse desviar sua atenção com beijos e lambidas lentas em seu colo.
Ficaram assim por um tempo, ela sentindo os longos cabelos azulados se agitarem sobre seu corpo ainda febril, os olhos abertos e um sorriso nos lábios, completou:
"Eu também... ainda mais depois dessa noite deliciosa".
"Vamos fazer muito isso".
"Imagina só se eu acabo engravidando, Milo".
Ele parou de súbito.
"Me diz que você anda tomando a pílula".
"Claro que sim. Calma, eu também não tenho a menor intenção de engravidar".
"Certo" - ele voltou a abaixar a cabeça sobre seu colo - "Demos um show aos vizinhos hein?".
"Pois é...".
"Podemos colocar cortinas e eu ainda não te mostrei o banheiro, tem uma banheira incrível que você vai adorar. Amanhã vamos ao santuário, avisamos que vamos nos mudar e... Nossa, o champanhe".
Milo se levantou e foi buscar o balde.
"O gelo derreteu, deveríamos ter bebido antes, porque agora...".
Quando se virou, viu Luna dormindo exausta e nua sobre o tapete e ficou admirando e vangloriando-se por ter esquecido, propositalmente, um lençol.
"Tudo bem, bebemos mais tarde".
Ele voltou a se deitar ao seu lado, a aconchegou em seus braços e não demorou a dormir ao lado de sua querida.
No dia seguinte três entre quatro mulheres se agitavam impacientes na casa de Câncer.
"Alex, ela não pode usar PRETO no casamento dela...".
"Porque não? Combina com tudo. E eu não disse que era pra usar preto, sugeri roxo".
"Se fosse um lavanda, tipo o cabelo do Mu".
"Não, não, não... muito estranho" - disse Amy arrancando a revista de noivas das mãos dela - "Tipo, ela vai casar e não debutar".
"Que tal dourado?" - perguntou Nana vindo de outro cômodo junto com a noiva.
"É casamento e não bodasཀ" - insistiu Amy já exausta - "Zeus, será que só eu vejo a verdade?".
"A verdade, Amyzinha..." - disse Alex queimando a revista da mão da amiga - "É que você está me dando nos nervos".
"Só quero ajudar... e você está dando umas dicas bobas" - disse mostrando a lingua.
"Não são bobas" - falou Nana defendendo a amiga - "Já disse, temos que esperar Lolly escolher o vestido dela".
"Isso está me matandoཀ" - falou Alex vendo a amiga que já tinha revirado umas cinqüenta revistas a procura de um que Lolly gostasse - "Lolly, as costureiras do santuário não vão terminar a tempo se você não escolher até o anoitecer...".
"Sini... ai... eu sei. Mas eu já disse que queria me casar de vermelho e o que foi que você disse?".
"Lindo. Mas, o Shion vai de que? Terno bordô?".
"FRAQUE" - corrigiu Amy por uma última vez - "Agora pare de comer, senão vamos ter que tirar suas medidas de novo".
"E ainda temos os nossos vestidos..." - suspirou Nana impaciente - "Hum... onde está meu irmão?".
"Jogando baralho na casa do mestrinho" - disse Amy ostentando um sorriso - "Que bom que eles se entenderam neh?".
"Sim" - disse Lolly - "Caca é um show".
"E a lista de presentes?" - perguntou Nana - "ainda não vi nada".
"As coisas que você vai dar se escolhem assim..." - Alex pegou a lista da mão da amiga - "Hum... vou dar um abridor de latas porque é mais barato e prático".
"Obrigada, querida amiga" - disse Lolly revirando os olhos.
"Oras... como se você fosse precisar cozinhas casada com o Shion. Vai ter servas atrás de você pelo resto da sua vida".
"Não que eu fique feliz com isso não é? Um monte de mulheres a disposição do Shion a hora que quiser".
"Shion não se atreveria a fazer nada. Ele gosta muito de você" - tranqüilizou Nana com seu já instinto otimista.
"Até porque você é quase uma primeira dama. Então, pode ter o cavaleiro que quiser a sua disposição... com exceção, talvez, dos cavaleiros de ouro" - disse Amy com um sorriso provocador.
"E o Shunཀ" - garantiu Nana.
Alex se ergueu na cadeira e tocou uma corneta imaginária.
"Senhoras e senhores, apresentamos Lollita de Lioncourt que está para o santuário assim como Michelle Obama está para o mundo!".
"Quem?" - perguntou Amy sem prestar atenção.
"Vocês não lêem jornal?!".
"Ah esquece!... Nana, você já contou a Shun que está voltando a Itália?".
"Sim" - disse com um sorriso enigmático - "Ele está muito curioso para conhecer meu mestre".
"Quer dizer que ele resolveu ir com você?" - disse Amy surpresa revirando pela décima vez a pilha de coisas em busca da revista de noivas e entregando a Lolly automaticamente. - "Que propício".
"Qual o problema com você?" - perguntou Alex caçando umas rosquinhas que estavam dispostas numa travessa a sua frente - "Até parece bravaཀ".
"Amy tem razão, minha madrinha não vai entrar no vestidoཀ".
"Não enche" - disse mostrando a lingua empastada de glacê - "E então?ཀ".
"Não é nada de mais. Só que... está todo mundo viajando ou se mudando".
"Isso não é verdade" - contornou Nana com a fita métrica em riste já fazendo com que a italiana se erguesse para tirar suas medidas mais uma vez, amarrando a fita em volta do busto - "Muita gente vai ficar aqui no santuário".
"Isso até o casamento. Lilits já me disse que Hyoga a convidou para ir a Sibéria, Elena vai com Dohko visitar Shiryu em Rozan, Luna e Milo alugaram uma casa na cidade e...".
"Não se esqueça da minha lua de melཀ" - disse Lolly com os olhos brilhando de felicidade - "Aiai... uma semana com Shion longe do trabalho".
"É cocota. Que vida mansa hein?ཀ" - retrucou Alex sorridente - "Por falar nisso você já escolheu onde quer ir?".
"Jamielཀ".
"Ta me zoandoཀ XD"
"To nãoཀ Eu vou pra láཀ O.o".
"Que merda de Lua de Mel é essa? Você vai ver o que lá? DEIXA DE SER BURRA! VOCÊ PODE ESCOLHER... ESCOLHER... SAINT TROPEZ! MIAMI BEACH! MICKEY MOUSE! ".
"Ah eh... Mu também vai levar a Yuki pra Jamielཀ ¬¬" - retrucou Amy desesperada - "E o Meme não tem nenhum plano para nós. Hunf, por ele continua aqui trancado, jogando dominó e nem discípula pra treinar ele vai ter".
"Oras essas, você é uma mulher determinada, porque não assume o controle dessa situação e simplesmente não convida você?" - perguntou Nana anotando todas as medidas da italiana em um caderno.
"Porque no começo ele era todo cheio de dengo, mas agora, sei lá viu? Parece que a gente caiu na rotina".
"Como se você não soubesse como apimentar essa situação?ཀ - disse Alex dando uma piscadela indiscreta - "ASCENDA O FOGO NA SUA RELAÇÃOཀ".
"SIMཀ É ISSO QUE EU VOU FAZERཀ" - retrucou animada - "Nana, me ajude com idéias para atiçar seu irmão. Como eu faço isso?".
"E eu sei láཀ" - respondeu a italiana corando - "Ele é meu irmão e eu nunca vi ele com uma namorada".
"Pra ser sincera, eu achava o Máscara da morte era viadoཀ" - disse Lolly - "Tinha pinta. MUITAཀ".
"Tinha nada. Pinta aonde?".
"Não sei explicar, mas pra mim era. Daí ele começou a ir pro teu lado, dar uma de machão e pá, daí até dou o braço a torcer que ele é muito homem".
"Ow se éཀ" - disse Amy dando uma abanada discreta.
"ACHEIཀཀཀཀཀ" - berrou Lolly desesperada - "ESSE VAI SER O MEU VESTIDO DE NOIVAཀ".
"Ahhhhཀ Lolly, ele é lindo demaisཀ" - disse Nana satisfeita com a escolha - "É maravilhosoཀ"
"Hum... vai dar um puta trabalho. Mas, tá mais que aprovado. Inclusive, sua madrinha também já escolheu o modelo do próprio vestido" - retrucou esticando um desenho de próprio punho de seu belo vestido.
"Uia. Criação própria, é?" - disse Amy admirando - "Não vai ficar meio... decotado?ཀ".
"Já que vou ter que cumprir o fardo de usar vestido, vai ter que ser do jeito que eu queroཀ E isso eu só faço pela Lô mesmo".
"Alex, vamos ficar lindasཀ" - disse pulando nos braços da amiga - "E poderosas".
"Hahaha... sempre fomos poderosasཀ Desde o inícioཀ".
"As vezes acho que deveriam fazer um livro da nossa vida. De todas nós".
"Nós quem?" - perguntou Amy distraída agora tentando esboçar uma idéia de seus próprios trajes, desistindo das revistas e pegando o giz de cera.
"As amazonas" - falou Nana - "Quem sabe um dia... não é?".
"Sei lá... quem ia querer ler tanta confusão?" - perguntou.
"Eu ia ler tudinhoཀ" - falou Alex - "Nossa vida não é nenhum mar de rosas, mas é bem divertida e cheia de altos e baixos, recheada de homens gostosos e deslumbrantes".
"Isso você tem razãoཀ" - Amy jogou o giz de cera sobre a bancada - "Chegaཀ Não sei desenhar. Quer saber? Vou usar calças jeans e dane-se".
"Calmaཀ Deixa que eu desenho, é só você me explicar como quer o modelo".
"Então, vou levar o da noiva para as servas" - disse Nana se erguendo e pegando a revista - "E vou aproveitar para ver o Shun".
"Vai lá ver seu amorzinho..." - disse Lolly sorridente - "Que eu vou sonhar com o meu Shion peladãoཀ".
"LOLLYཀཀཀ".
Nana saiu da casa de Câncer e foi descendo as escadas com as folhas meio amontoadas sobre os braços, os olhos cerrados pela claridade do sol forte da Grécia, encontrou uma pessoa subindo na direção contrária.
"Nanaཀ".
"Fale Luna, tudo bem?".
"Sim. Aonde você vai?".
"Estou descendo falar com as servas, estamos escolhendo o vestido da Lolly e se elas não começarem não ficará pronto a tempo".
"Posso ver o modelo?".
"Simཀ É este, espere um momento" - ela começou a folhar as páginas marcadas até achar o belo vestido - "É esteཀ".
"UAUཀ É divinoཀ".
"Digno de uma pessoa tão extravagante quanto a noiva não é?".
"Claroཀ Shion vai ficar orgulhosoཀ".
"Fiquei sabendo que você vai se mudar com Milo para a cidade".
"Han. Sim. A idéia foi dele, na verdade, eu nem estava esperando. Fiquei tão satisfeita com o convite que tive que aceitar. Espero que não briguemos muito, afinal, os dois tem gênios difíceis".
"Vocês vão tirar de letra. Estou indo com Shun viajar também... vamos para a Itália".
"Você é de lá não é mesmo?".
"Sim".
"Cacá não fez objeção alguma?".
"Haha... não. Acho que ele vai deixar de pegar no pé da irmãzinha e deixar viver a própria vida".
"Mais do que justoཀ" - sorriu - "É incrível como nossas vidas mudaram em tão pouco tempo".
"Sim" - respondeu já descendo alguns degraus - "Estavamos comentando até que alguém devia escrever um livro sobre tudo isso. Não seria demais? Agora tenho que ir... senão não vai ter casamento. Tchau, Luna".
"Tchauཀ".
Luna começou a subir as escadas e retomar seu caminho. Lembrou-se de ter visto Yuki e Mu retirando algumas malas empoeiradas e retomar o plano de viagem.
Aldebaran comentou que Juliane tinha mandado notícias de que estava com Ikki, mas chegaria a tempo para o casamento do mestre. Calisto estava falando da vida de jornalista que levava e resolveu assumir sua vida dupla e vindo visitá-lo três vezes na semana. Não duvidava que não demorasse a se mudar para a cidade para ficar mais perto dela.
A casa de gêmeos estava mais quieta desde que Kassumi resolveu se mudar para a casa de Kanon perto do antigo templo submarino de Poseidon, ao sul do santuário. Desde o final da guerra tem passado muito tempo juntos.
Subindo as escadas ouviu da janela as risadas de Alex, Amy e Lolly, mas não se atentou a entrar em Câncer para discutir o casamento junto com elas. Não se espantou de ouvir os palavrões de Máscara da Morte e Aiolia jogando alguma coisa na casa de leão, enquanto a casa de Shaka ficava na mais perfeita paz. Pode vislumbrar Mikage com uma túnica e os cabelos presos em uma trança vendo Shaka meditar.
Elena mancava muito na casa de libra, por isso não se opôs que ela fosse cuidar da saúde em Rozan, confiava em Dohko o suficiente para saber que cuidaria bem de sua irmã, mesmo que nos últimos tempos se detivesse mais com Teffy do que seria habitual pensar. Era óbvio que estavam tendo um caso, mas Luna não queria dar pano para as fofocas.
Sabia que Milo não estava em escorpião aquele horário, mas que Teella agora administraria bem sua casa. Até porque sabia que Afrodite não a deixaria sozinha por muito mais tempo.
Aiolos vivia junto de Aspasie na cura dos doentes, mal parava em sua casa. Já Shura ficava muito em sua casa, ainda acostumado a instruir Yura que ainda se recuperava com certa dificuldade dos hematomas.
A casa de Aquário vivia deserta, pois o dono dela passava muito tempo em Atenas, e Milo lhe confidenciara que Camus ia visitar uma moça de vez em quando.
Por fim chegou a sua casa e ficou vendo Afrodite adubar o seu jardim manualmente, mais por prazer do que por necessidade, uma vez que suas rosas sempre foram fiéis. Então, a ficha caiu.
"No que está pensando?" - ele indagou.
"Sobre... nada".
"Nada?".
"Na verdade, talvez um livro. Mas, não sei".
"Livro?".
Ela sorriu.
"Depois conversamos, certo?".
Ela se trancou em seu quarto pelo resto da tarde.
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N/A: Próximo capítulo será o penúltimo. Aguardem!
Pisces Luna
