Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e Toei. O nome Carlo é de autoria da fanficwritter Pipe.
Boa leitura e divirtam-se :)
As Namoradas do Zodíaco
Capítulo 29
por Pisces Luna
Capítulo XXX: Quando os caminhos se separam
Tinha mais de duzentos anos, efetivamente. Um belo porte, um belo terno, um belo cargo, uma bela festa, uma bela noiva e uma bela dor de cabeça.
"Dohko! Eu vou... vomitar".
"O que é isso, homem? Agüente firme! Você já suportou coisas bem piores. O próprio casamento você vai tirar de letra".
"Eu nunca casei antes!".
"E daí? Eu também não. Vamos... eu sei que deve estar se sentindo uma virgem, mas nesse caso é quase desnecessário. A Lolly é mais homem da relação que você".
"Cale-se! E se ela me deixar?".
"Não seja idiota. Pra onde ela iria se te deixasse? Casa de gêmeos? Peixes? Capricórnio? Caia na real".
"Onde aprendeu essas gírias chulas, senhor?".
"Minha gatinha me ensinou! =)".
"Faça-me o favor, seu velho babão".
"E você pare de frescura, virgenzinha!".
Para efeitos espaciais uma breve situação. Dohko estava lado a lado com Shion diante uma espécie de altar e este era seu juiz de paz por ser uma grande autoridade. Chamou Saori e Seiya para serem seus padrinhos - o segundo por efeito de cortesia, obviamente -, enquanto a noiva escolhera Alex e Saga para assinarem também o livro.
A cerimônia era realizada no salão do mestre que estava organizado de forma bonita com arranjos de lírios e margaridas, para horror de Afrodite que não parava de cochichar reclamações a Teella que apenas balançava a cabeça - nunca vira o seu namorado tão bonito de terno cinza. Os doze cavaleiros de ouro ali estavam, junto com as demais amazonas e os já normais terceiros.
"Shion está tão bonito" - disse Lilits para Hyoga - "E você também, querido".
"Porque tive que colocar essa gravata? Está me apertando o pescoço. E essas calças estão apertando outra coisa também!".
"Haha... seja discreto" - ela disse olhando Camus de esguelha que acabara de chegar acompanhado por uma mulher loira enfiada em um vestido preto de alças finas do tipo tubinho - "Quem é?".
"Hum... então ele resolveu trazê-la" - retrucou Hyoga satisfeito - "É Gabriella. Foi ela que eu fui proteger no dia do ataque".
"Ah! Essa é Gabriella?" - Retrucou com escárnio não podendo deixar de notar um sorriso um pouco debochado no rosto de Camus trazendo a moça pelo braço.
"Que tom é esse?" - perguntou Hyoga erguendo uma sobrancelha.
"Não sei do que você está falando!" - ela respondeu - "Vamos lá conhecer a fulana?".
Lilits o puxou pelo braço para perto do casal que ainda se mantinha ao fundo do salão, Gabriella acabara de ganhar um adereço de flores de uma criada com uma cesta cheia delas, parecia atônita e abobada.
"Bon jour, Camus" - disse a mulher com o olhar de esguelha.
"Ah! Hyoga, Lilits..." - ele mal sorriu - "Essa é Gabriella".
"Ah! Pra-prazer!" - ela sorriu - "Eu... ainda não acredito no que Camus disse sobre esse lugar".
"Já viu a arena e está em uma cerimônia secreta do alto escalão do santuário, portanto pode começar a acreditar no que eu digo".
"E eu a protegi uma noite inteira de alguns espectros, por isso não pode mais acreditar em alucinações" - disse Hyoga sorrindo.
"Você também é... uma cavaleiro?". - ela perguntou mirando Lilits da cabeça aos pés e percebendo como seu corpo era bem torneado e curvilíneo devido aos treinamentos árduos. Ela usava um vestido verde até o pé com um generoso decote e se acanhou ao perceber como mantinha uma posição tão segura mesmo cercada de tantos homens bonitos como continha aquele lugar.
"Sou uma amazona!" - retrucou mirando a garota que era ligeiramente mais alta que ela, mais pálida e com cabelos loiros e lisos, e um sentimento de posse fez com que ela destilasse um comentário impulsivo - "Camus te disse que era um enterro?".
Camus e Hyoga se olharam numa fração de segundos esperando a resposta da outra que não viu maldade no comentário, uma vez que realmente fora infeliz na escolha de seu vestuário.
"Haha... não. Mas, digamos que eu estava um pouco descrente da sanidade mental do Camus, então não tentei me arrumar muito. É lamentável, tenho um lindo vestido de cor champanhe que combinaria com os lírios".
Lilits não ficou satisfeita como ela soube fugir do comentário maldoso, mas deveria admitir que tinha jogo de cintura.
"Se não se incomodam eu vou apresentar Gabriella ao noivo. Com licença" - disse Camus polido.
"Toda" - respondeu Lilits amarrando a cara e virando-se na direção oposta podendo fitar um Hyoga aborrecido.
"Quanta gentileza".
"Você não queria que eu tratasse muito melhor a protegida do meu namorado! Enquanto eu fiquei aqui lutando sozinha" - ela retrucou com escárnio falando baixo e sorrindo para Teffy que tinha acabado de acenar para ela do outro lado da festa.
"Ciúmes de mim? Pois, sabe o que parecia? Ciúmes do Camus".
"Camus? Ah! Faça-me o favor".
"Foi o que pareceu".
"Eu não sou mulher de pensar em um homem e ficar com outro sabia?" - disse irritada - "E se eu quisesse estar com Camus EU estaria".
Hyoga engoliu uma resposta muito feia que iria dar, mas viu Nana e Shun chegando na festa e se aproximando.
"Fiz um ótimo trabalho com a decoração não é?" - retrucou Nana dirigindo-se a Lilits. Ela usava um vestido pregueado da altura do busto até os seus pés devidamente calçados em uma sandália de quase dez centímetros - deixando -a quase na mesma altura do namorado. Seus cabelos presos em um elegante coque no alto da cabeça e uma cascata de pérolas descia pelo seu colo de mármore, contrastando magnificamente com a tonalidade de seu vestido azul turquesa.
"Shun, com todo respeito, sua namorada está muito bela" - disse Hyoga provocando Lilits e dando um beijo nas costas das mãos de Nana que não pode deixar de se espantar com o galanteio.
"Obrigado. Lilits também está linda".
"Ah. Se me dão licença, vou conversar com Amy" - ela girou nos calcanhares e atravessou a cerimônia para ir falar com a italiana que chegou acompanhada de um grupo de cavaleiros - Máscara da Morte, Aiolia, Mu, Aldebaran, Aiolos e Aspasie - trocara o habitual uniforme branco por um vestido tomara que caia dourado.
"Amy resolveu usar o vestido que Alex desenhou para ela".
A italiana escolheu um vestido azul marinho que combinava perfeitamente com a cor dos seus olhos de quase mesmo tom, a diferença é que seus habituais cabelos cacheados estavam lisos e caiam como uma cascata pelas suas costas, para deslumbre do namorado que não parava de lançar olhares lascivos a namorada, mas sem dizer uma única palavra.
"Hyoga, você viu meu irmão?".
"Conhece Ikki, vai chegar atrasado".
"Espero que ele venha. E que traga Juliane, pois Aldebaran vive me coagindo com perguntas sobre o paradeiro dos dois".
"Hahaha... Nana!" - Teella apareceu e se segurou no braço da outra - "Olhe só que lindo".
Ela deu uma voltinha no mesmo lugar para mostrar o vestido de cor rosa vibrante com uma generosa abertura na coxa que combinava perfeitamente com seus cabelos rosas liso e com uma franja recem cortada que lhe deixava muito bonita.
"Desculpe. Ela está incomodando vocês?" - perguntou Luna segurando a amiga pelo cotovelo. A moça usava um vestido com franjas e com alças de renda que ia até metade de sua coxa. Era de cor rosa claro, seus cabelos
estavam levemente cacheados com algumas mexas presas no alto da cabeça.
"Luna! Você está tão bonitinha!" - disse Nana batendo palmas para a amiga que parecia uma boneca.
"LUNA!" - Teella se agarrou a pescoço da amiga sorridente - "VOU SENTIR SAUDADES".
"TEELLA! CALA A BOCA! E... obrigada tia Nana".
"Qual o problema dela?" - perguntou Hyoga vendo o estado nostálgico da moça - "Já estão oferecendo champanhe?".
"Não. Mas, como tivemos que ir até a cozinha buscar o arroz e ele já estava no ponto demos uma bebericada. Quer dizer, eu não sabia que a Teella era tão fraca pra bebida assim".
"É PRA FICAR FELIIIIIIIIZZZZ".
"QUER SABER VOU TE LARGAR COM AFRODITE ASSIM!".
"NÃO! Ele é... é... TARADINHO! HU-HU-HU! VIVE... VIVE...querendo... arrancar minha roupa".
"TEELLA! EU... EU NÃO QUERO SABER!".
"AH! Luna, vamos... deixa ela falar que daqui a pouco ela melhora. Vamos pedir para alguma serva trazer um pouco de café".
"Café não adianta" - disse Shun - "Só vai deixá-la mais elétrica".
"Não custa tentar! Vamos" - cada uma delas segurou Teella por um braço e a levou ao outro lado do salão.
"Já estão todos aqui?" - perguntava Shion fitando seus convidados dispostos um ao lado dos outros.
"Sim. Só falta uma coisa" - disse Dohko sorridente.
"A minha noiva?"
"Não! As alianças".
"As alianças... é mesmo" - pausa - "AS ALIANÇAS! DOHKO! O QUE VOCÊ FEZ COM AS ALIANÇAS?!".
"CALMA, SHION! Eu já vou buscar...".
"Sem pânico!".
Então, ela apareceu. Sua perna esquerda estava com um protetor e ela andava com a ajuda de uma bengala de madeira improvisada, mas ainda sim estava muito bonitinha com um vestido vermelho bordô que ia até seu joelho.
"Eu percebi que você esqueceu as alianças, então aqui está!" - disse estendendo ao noivo a caixinha.
"Oh, muito obrigado Elena!".
"Obrigado nada, quero um aumento de salário por salvar seu casamento" - deu meia volta e já se dirigia para junto dos outros convidados.
"Hum... Dohko, eu não reparo muito bem em mudanças femininas, mas sua discípula tinha algo de diferente no visual. O que seria?".
"SEU CABELO!" - gritou Shura abaixando-se para ficar no mesmo nível que a moça - "CADÊ?? COMO VOCÊ TEVE CORAGEM?!".
"TENDO! QUE SACO!".
"O seu cabelo tá curtinho! Tá do tamanho do Aiolia!".
"É claro. Queria que eu deixasse pra cima como o seu? Dai eu ia gastar um pote imenso de gel".
"E... seus olhos são castanhos! Eu não sabia a cor deles, porque não conseguia ver por trás daquela juba".
"Tá! Já me zoou? Então some!" - ela já estava caminhando com dificuldade quando Shura se abaixou e disse:
"Hei! Sabia que você é bonita?".
"O.o Não!".
"Que merda de resposta é essa? XD".
"Apenas uma resposta. Agora dá licença que eu tenho que sentar, graças ao estrago que sua discípula fez na minha perna!".
"Sabe... quando você casar sara" - deu um beijo no rosto dela vendo-a corar um pouco surpresa.
Ele continuou a falar com as mãos no bolso e sorrindo - "Se eu não namorasse a Marcella...".
"Hum...".
"Ah! Deixa para lá"
Shura viu a namorada chegando no salão vestindo um lindo vestido cor chocolate de cetim que caia até o pé, fez um cafuné desajeitado nos cabelos de Elena e saiu para o outro lado.
"Sedutor de merda... Julio Iglesias de 5ª...".
Luna se aproximou da irmã vendo um sorriso na sua cara vendo Shura se afastar.
"E ai? Tudo bem?".
"Sim".
"Tira o Shura da cabeça!".
"Eu sei. Não precisa me lembrar!" - ela retrucou mal criada.
"Hei cunhadinha, tá bonita!" - Milo apareceu sorrindo - "E você com essa bengala não tem pra ninguém na hora de pegar o buquê né? Vai bater em todo mundo".
"Só em você!" - retrucou dando uma punhalada no ombro do grego - "E ai? Quando vocês vão se mudar?".
"Ah... pra semana" - disse Luna sorridente - "A propósito, quando você voltar de Rozan pode ir lá pra casa que eu ajudo a cuidar de você, porque ficar subindo essa escadaria não pode fazer bem".
"Não se preocupe. Eu vou melhorar e não precisarei passar uma temporada no seu ninho de amor".
"Certo. Então, só por curiosidade, você prefere um sobrinho ou uma sobrinha para que a gente comece a providenciar?".
"MILO!" - disse Luna exasperada - "Bate nessa boca, eu sou muito nova pra ter filho lembra?".
Ele riu, porque falava aquilo só pra vê-la transtornada e também não queria filhos.
"Eu sei. Vamos sentar porque a cerimônia não vai demorar mais".
Dito e feito, pouco tempo depois Saga entrava junto com Alex rumo ao altar e ficavam pareados.
"Filha, você tá tão linda! Queria que a sua mãe te visse agora".
"Papito, que mãe?".
"Sua mãe! Yume! Inclusive olha ela ali!".
A sacerdotisa usava um vestido acetinado de cor pêssego e conversava com Yuki e Kassumi que trajavam vestidos longos de cor trigo e lilás ornados com swarovski, respectivamente.
Uma nota especial aos padrinhos e suas roupas porque Saga estava deslumbrante em um fraque preto com um cravo branco na lapela,
acompanhado de Alex com um longo vestido roxo até o pé que ficava muito bem modelado em seu corpo, os cabelos negros presos em um rabo de cavalo alto e uma sandália prateada alta.
"Filha, fala pra mim. Eu sei que você já tem namoradinho e tals, então conta: quando foi que você menstruou?".
"QUE PERGUNTA É ESSA AGORA?".
"É que eu to reparando agora como você tá crescidinha...".
"Ele quis dizer com peitão!" - disse Kanon se aproximando - "Parabéns! Tá gostosa".
Saga deu um tapa tão forte na nuca de Kanon que ecoou pelo salão e fez Máscara da Morte tentar puxar um coro de briga que furou miseravelmente.
"Chega! Hoje não é dia pra briga e nem perguntas bobas".
"Filha, você não devia se mostrar! Não acha que devia por um chale ou...".
"Não. Kanon, vai lá junto com a Kassumi. E pai...".
" Vai ser uma linda cerimônia não é?".
Eles se viraram e deparam com Saori que vestia um vestido verde água acompanhado de Seiya que estava muito bem apanhado também de terno preto e cravo na lapela.
"Vamos nos posicionar, já vieram avisar que Lolly está lá fora só nos esperando".
"Oh certo, então acho que pode proceder" - disse Saga se posicionando ao lado de Alex.
Agora, por favor, um parágrafo só para a noiva.
Lollita estava belíssima com seu vestido perolado e longo até o chão. A saia era de seda e com pregas, o vestido era cortado para dar um caimento esvoaçante ao saiote com o andar e o corpete sedutor realçava os seios que eram ostentados pelo decote. Do ombro até a costa da mão uma manga feita de seda francesa encobria minuciosamente e com delicadeza a alva pele. Os cabelos prateados estavam presos em um coque no alto da cabeça e com uma delicada presilha de pedras. Na boca um sorriso triunfante e nervoso decorado com um leve batom carmim e os olhos verdes, tão brilhantes de expectativa e algumas lágrimas de alegria, já eram destaque absoluto com um sedutor e delicado contorno negro de suas pálpebras
E verdade seja feita que o noivo não reparou em metade dos detalhes citados anteriormente. Só pensou em como ela estava bonita e decidida entrando sozinha por aquela porta.
Posicionou-se a sua frente, sorriu e ele retribuiu. Dohko disse algumas palavras, os padrinhos testemunharam, os noivos também falaram uma ou outra coisa e finalmente trocaram as delicadas alianças de ouro branco.
"Se alguém tiver algo que impeça essa cerimônia que fale agora ou se cale para sempre".
Silêncio.
"Pelos poderes investidos a mim pelo mestre do santuário que teoricamente deveria realizar o próprio casamento...".
"Dohko..." - murmurou o noivo.
"Tá! Então... eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva".
Lolly sorriu e Shion também, mas foi com mais orgulho que constrangimento que ele aproximou seus lábios do dela para o beijo mais casto de sua vida.
Uma explosão de risos nervosos, assobios, palmas ecoou pelo salão e no momento seguinte os noivos iam para um outro aposento mais arejado do lugar para executar a festa.
"Não sem antes o arroz" - disse Aiolia já com um punhado em mãos.
"Não!" - disse Shion.
"Ah! Vamos, querido. Para dar sorte".
"Certo. Mas, só por você mesmo eu permito ser bombardeado".
E eles levaram a chuva de arroz com gosto e receberam uma última salva de palmas, vivas e durante a festa começariam os cumprimentos... e as confusões.
"Ah! Ela estava como?" - perguntava Juliane entristecida pela milésima vez.
"Já disse! Ela estava linda! Foi incrível ver ela entrando pela porta" - disse Lilits virando sua terceira taça de champanhe - "Agora, para de sair com seu porra loca pelo mundo e esquecer da vida que assim você vai perder muita festa de casamento por aqui".
"Ikki e eu chegamos atrasados sem querer. Mas, não se preocupe que para o seu casamento com o Hyoga eu não vou chegar atrasada. Afinal, eu tenho certeza que seria a madrinha".
"Não se preocupe, acho que não vou mais casar com o Hyoga. Nunca mais".
"Porque? Vocês brigaram?".
"Ele acha que eu gosto do Camus".
"Puf... novidade".
"Pára. Você sabe muito bem que eu não gosto mais dele. Eu pago um puta pau, mas gostar mesmo é do Hyoga".
"Ah! Mas, alguma coisa você fez pro Hyoga cismar.
Lilits contou o acontecido entre ela, Hyoga, Camus e Gabriella.
"Ah! A loira que tá ai. E porque você fez isso?".
"Sei lá! Subiu o sangue de pensar o Hyoga a noite inteirinha de guarda costas dela, se abusar teve que dormir na caminha com ela pra protegê-la".
"Xiii... ciúmes é? E do Camus você não tem ciúmes?".
"Não!".
"Não? Duvido porque você gostava muito dele! Eu lembro quando você era menor e treinava com ele e o Milo, você me escrevia me contando que era perdida de amores por ele".
"É! Mas, o Camus é um caso mal resolvido e que não vai se resolver tá bom. Agora o Hyoga é meu namorado e fica dando trela pra essas "inhas".
"VOCÊ TÁ CERTA. Tem que proteger o que é seu. Então, não emburra com ele não, faz charme, mas faz as pazes com ele".
"É... eu acho que você tem razão".
"Sim, senhora. Ah! Amanhã eu vou embora com o Ikki de novo".
"E quando vocês voltam?".
"Ah! Sei lá. Eu sei que agora que eu descobri de tudo que a minha fênix é capaz, eu não vou deixar ele sozinho por aí".
"Putz, ele deve ter uma pegada maravilhosa hein?!".
Juliane deu um sorriso enigmático e safado depois desviou o olhar e fingiu que não era com ela.
"Certo, então mudando de assunto, onde ele está?".
"Foi conversar com Shun sobre a viagem dele com Nana. Inclusive, nós não sabíamos que eles também iam...".
"Tem certeza que quer começar uma vida nômade agora?".
"Não. Mas, não tem problema, porque qualquer coisa dou um chute em Ikki e estarei de volta ao santuário".
"Gosto de ver que apesar de apaixonada ainda é bem decidida".
"Sempre soube o que quis" - retribuiu a ruiva - "Inclusive, o que achou do meu modesto tomara que caia?".
"Encantador" - retribuiu a amiga.
O vestido de Juliane era um tomara que caia de tafetá e saia evasé ate o pé de cor púrpura.
"É. Pena que eu tive que trocar de roupa num posto de gasolina enquanto vinha para cá".
"Estou curiosa para ouvir suas histórias".
"Então, conversamos enquanto pego mais um drinque".
Yume recusava uma tentadora bebida de Saga a um canto mais afastado da sala, enquanto, por conseguinte, Kanon e Kassumi dançavam uma lenta
"O próximo poderia ser o nosso não é?" - perguntou Saga pensativo - "Afinal, já temos uma vida de casal. Te salvei de um ataque, comemos juntos, almoçamos juntos, criamos uma filha juntos...".
"Alex não é minha filha, Saga e pare de tratar como se fosse. Até porque eu sou bem nova para ser a mãe de uma garota de pouco mais de 18 anos ...".
"O que quero dizer, querida é que...".
"Saga, já conversamos sobre isso lembra?".
"Eu sei... é por isso que insisto!".
"Não posso me casar. Por mais liberal que Shion esteja e... eu ainda sou uma sacerdotisa".
Saga abaixou os olhos para fitar a sua linda companheira que parecia perturbada e virava seus dedos finos ao redor da boca de sua taça de cristal com o olhar vago.
"Eu sei que é uma sacerdotisa".
"E que, portanto, estou presa ao santuário e as normas dele".
Saga abaixou o tom de voz.
"Já quebrou o maior pilar das sacerdotisas esqueceu?" - abaixou e falou ao seu ouvido, mas desviando o olhar para os lados - "Quando me entregou o seu corpo".
"PARE!" - ela deu um passo para trás e viu que os olhares de alguns convidados ao redor se desvencilharam para eles - "Chega de tentar me coagir".
Ela se afastou apressada para um canto da sala, deixando Saga sozinho com seu drinque.
"Xiii... confusão a vista".
"Yuki não" - disse Mu se afastando para ver o rosto da amazona que estava sobre seu peito, enquanto ambos estavam encostado em um sofá a um canto e acompanhados por Shaka e Mikage que também dividiam os assentos com o casal.
"Você viu a cara dela? Parece perturbada...".
"Da última vez você também me deixou sozinho por causa desse casal de indianos mal resolvido".
"Nós?" - disse Shaka surpreso - "Bom, fizeram isso porque quiseram".
"Viu, querida? Estamos cercados de ingratos" - disse Mu com sua voz leve e cheia de provocações".
"Shaka!" - retrucou Mikage dando um tapa no braço do namorado - "Ele quis dizer que no final das contas somos gratos por termos amigos como vocês, afinal estamos juntos hoje também graças aos seus conselhos".
"Mu, deixe só ver se Yume precisa de alguma coisa, eu posso ser útil como ombro amigo".
"Não. Quero embebedar você" - disse risonho.
"Mu, sabe que não precisa desses tipos de artificio..." - deu um selinho no namorado e retirou-se às pressas.
"Ai... isso que dá ter uma namorada metido a santo antônio" - disse se levantando - "Vou buscar mais bebida".
Shaka viu o homem se distanciar e aproveitou para se aconchegar mais a namorada, vendo-a grudar em seu braço direito e inclinando-se.
"Shaka, quando vamos poder ir até a Índia ver nossos parentes?".
"Pensei que eu fosse o bastante para você".
"Claro que é, mas estou enclausurada aqui há muito tempo".
"Sabe, podemos ir a qualquer momento, mas a maioria dos cavaleiros tem deixado o santuário".
"Entendi, seria prudente que ficássemos pelo menos até Mu e Dohko retornassem, certo?".
"É ótimo ter uma pessoa na mais perfeita sintonia comigo".
"Sim. E já que estamos tão bem juntos... que tal dançar?".
"Hum... ai que câimbra".
"Nem adianta porque se você não deu câimbra ficando na postura de lótus portanto tempo esse não vai ser um problema para você" - retrucou sorridente.
"Certo, acho que... uma dança não vai fazer mal. E... eu posso exagerar, já que estou me privando dos prazeres da carne".
"E desde quando você está seguindo isso?".
"Mikage, sabe muito bem que eu não bebo, fumo ou como carne".
"Hum... é. Mas, e quanto a minha carne?" - ela perguntou dando um beijo discreto em seu pescoço e colocando as mãos discretamente por baixo do colete do loiro que arrepiou com o toque.
"Aqui não. E você perdeu totalmente seus modos púdicos e se entregou aos prazeres do ocidente".
"Shaka, deixa de ser recatado. Afinal, quem é a Barbie da relação? Eu ou você?".
"Sem metáforas. Vamos" - ele se levantou e estendeu o braço para que a namorada o acompanhasse até o centro da pista.
Focalizando um pouco o resto do salão, estava quente, as pessoas dançavam e conversavam baixo, felizes e mais calmas.
"E agora imagino que você acredite em mim?" - perguntou Camus enquanto dançava junto de Gabriella.
"Sim... isso é incrível. Mas, ou eu fiquei louca junto com você ou... ou... isso pode ser real?".
"Porcaria! Isso é real".
"Merda! Era o que eu temia. E agora? Estou presa e serei sua escrava sexual sem nunca mais poder retornar a minha cidade?".
"Lamento acabar com suas esperanças, mas não. Poderá voltar para sua casa. Quem sabe se fosse há alguns meses atrás isso não seria possível...".
"Oh" - ela suspirou dando um giro no mesmo lugar e deixando se enlaçar pelo acompanhante - "Você dança bem".
"Obrigado".
"É bonito".
"Hum...".
"E é um herói do planeta terra".
"Isso também".
"Acho que você preenche todos os requisitos". - ela terminou encarando-o e se soltando quando a última nota da música soou.
"Requisitos para que?".
"Tudo bem, Camus. Eu aceito ser..." - ela se aproximou e ficou nas pontas do pés para lhe dar um beijo - "... sua namorada".
"E quem disse que eu quero namorar você?" - perguntou com deboche perpassando com os olhos os outros convidados que não perceberam o momento de intimidade do casal.
"Eu sei que quer... e que quer outras coisas também" - ela sorriu decidida - "Venha me ver amanhã. Tenho uma prova e gostaria que me ajudasse a estudar".
Andou alguns passos com o tinir do seu salto agulha contra o mármore branco, deu uma volta no mesmo lugar e disse:
"Sei pagar bem" - sorriu feliz - "Tchau, Camus".
"E acaso a dondoca acha que vai conseguir andar pelo santuário assim? Com essa pose? Não seja ingênua... "- ele andou na frente e a tomou pela mão - "Te levo para casa".
"Então, vamos assim, a francesa".
"É o que eu faço de melhor" - disse o homem com um sorriso discreto e deixando o salão acompanhado pela moça.
Lilits viu os dois deixando o salão quando sentiu um par de mãos tocar seus ombros desnudos.
"Não gosto quando brigo com você" - disse uma voz grave.
"Eu também não" - retrucou travando com o homem uma batalha de pés e mãos pelo salão, nos mais diversos círculos e rodas da sua coreografia improvisada.
"Me responde uma coisa?".
"Sim".
"Você gostava do Camus?".
Ela sorriu e espalmou as mãos pelos cabelos do loiro.
"E você? Também nunca gostou de ninguém antes de mim?".
"Sim então".
"Sim. Gostava. Mas faz muitos anos já e eu não pensava mais nele quando conheci você".
"Vocês namoraram?".
"Hyoga...".
"Sim ou não?" - perguntou firme parando a dança.
"Nós... nos entendemos algumas vezes".
"Vocês transaram?".
"Não tenho que responder esse tipo de coisa".
"Ah! Tem sim" - ele a puxou com selvageria para junto do seu corpo, colocando uma mão em torno de sua cintura, sua coxa entre as suas, e a outra mão com a outra juntas no ar.
"Sexo na vertical... adoro" - disse a mulher mordendo os lábios e virando seu pescoço para que pudesse ver a lombar do seu pescoço e o cheiro de seu perfume.
"Responde".
"O que? Pra que? Isso te irrita ou te excita?" - ela provocou arrumando a voz - "Saber que tem a mulher que seu mestre não tem mais em seus braços?".
Ele sorriu tentado.
"Lilits... não gosto de imaginar você nos braços de nenhum outro homem".
"Então, seja esse homem para mim. Vamos sair daqui?".
"Por que não? Vamos agora!".
Um barulho de colher batendo na taça foi ouvido e logo Lolly se pronunciou.
"Bom, acho que já é hora de jogar o buquê".
"Shion, já vão correr para a lua de mel é?" - perguntou Aiolia alto - "Bem... eu também correria para o abraço".
"Ótima colocação, Aiolia. Muito propicia" - zoou Shura com ironia.
"As meninas, por favor, se posicionem".
"Aposto que Teffy vai pegar... afinal, é a melhor amazona que eu já vi" - disse o mestre coruja Aiolos.
"CLARO QUE NÃO!" - disse Shura - "Vai ser a minha Yura querida".
"Aposto que não!" - disse Aiolos - "Afinal, se ela for igual ao mestre...".
"Oh! Aiolos, sempre brincalhão" - disse o espanhol dando um soco amigável em seu braço e não tão leve assim.
"Pois é...". - retribuiu Aiolos.
"Senhores, senhores... por favor, isso não se discute. É obra do acaso..." - disse Kanon - "Até porque amada Kassumi pegaria sem problemas".
"SILÊNCIO!" - gritou Alex - "Ela vai jogar...".
As moças se posicionaram todas em um monte, lado a lado.
"E la vai..." - Lolly ficou de costas e se preparou - "E é 1...2...3...".
O buquê foi ao ar, rolou algumas vezes, desviou de todas as amazonas habilidosas e foi cair no colo de uma pessoa no fundo do salão.
"Mas, que mierda é essa?" - disse um Shura inconformado.
"Ohohoh... acho que eu vou ser o próximo" - retrucou Aldebaran erguendo o buquê que acabara de ganhar.
"É claro, o Deba deve valer por umas três delas, não é?" - disse Máscara da Morte em tom suficientemente alto.
"Bem, mas já que eu ganhei o buquê... tome Calisto!".
"Ahhhh... Deba! Obrigada!".
"É .... o touro vai pro laço..." - disse Aiolia.
"Vamos acabar logo com essa cerimônia" - disse Shion - "Até porque agora vamos descer".
"Vamos?" - perguntou Lolly - "Mas, eu queria dançar mais um pouco".
"Tenho que te apresentar ao santuário como minha esposa antes do anoitecer".
"Certo" - ela sorriu dando um beijo em seus lábios - "Vamos, marido ".
"E a valsa dos noivos?" - perguntou Dohko.
"Que valsa? Todo mundo já inaugurou a pista" - disse Alex.
"Ainda assim deveríamos tentar manter a tradição".
"Não! Vamos, Lolly" - disse o mestre do santuário puxando a noiva pelo braço e guiando-a para a porta.
Mais uma vez uma salva de palmas fez a honra dos noivos que desceram o mais rápido que os sapatos de Lolly permitiram para longe daquela zorra toda.
Dohko viu a sala se esvaziar e foi o último a sair de lá aquela noite.
"Agora... nossos caminhos se separam".
"Falando sozinho, Dohko?".
"Não. Falava com você, querida... Hei, Teffy... espere por mim".
N/A: Que legal, eu me sinto a Gossip Girl (não ao pé da letra), mas isso é mais uma nota pessoal que propriamente para vocês.
Capítulo casamenteiro dedicado a Lulu que também está rumando para o altar e que eu tenho certeza será muito feliz nessa nova fase de sua vida.
Aos demais... vão em frente! O próximo será o último capítulo e vou ver se consigo escrevê-lo até o dia do aniversário da fic (9 de fevereiro), mas isso não é uma promessa.
Pisces Luna
