As Namoradas do Zodíaco
por Pisces Luna
Capítulo XXXI: Amo você.
Então, depois de tanto tempo convivendo como em uma grande alcatéia, estavam sozinhos. Shaka abriu os olhos na casa de Virgem, sentindo pela primeira vez em muito tempo um silêncio pouco característico das 12 casas do zodíaco.
"Está quente..." - saiu da sala das árvores gêmeas e colocou-se a caminhar a passos lentos.
"Marcella?"
Não obteve resposta, esqueceu-se que ela estava com Shura.
"Mikage!"
E mais uma vez viu-se sozinho. Onde ela estava mesmo? Ah! Na casa de Capricórnio com Yura, que é discípula de Shura. Pensou em ir unir-se a eles, mas se sentiria meio tímido naquele momento para ir até lá.
"Enfim, o que ele poderia fazer? Invadir a geladeira?".
"Boa idéia!".
"AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH".
"SHAKA, DEIXA DE SER MANÍACO E PARE DE GRITAR!".
"MU, POR ONDE, POR ONDE...".
"Pela porta, agora vamos lá naquela sua geladeira pegar uns salaminhos, queijo..."
"Opa, parou aí! Eu estava aqui curtindo a minha solidão...".
"Tava nada. Eu ouvi você suspirar lá de Áries, então pensei que você fosse ficar mais animadinho se eu viesse aqui".
"Cof, cof... Mu, pare de ler meus pensamentos, está virando uma mexeriqueira".
"Hahaha...". - ele riu e caminhou junto com ele até a cozinha da casa de Virgem, já abrindo o armário para pegar pão e bolachas - "Então, já que eu não esperava nada muito pesado para comer na sua despensa, vamos tomar um chá".
"Seria bom" - ele finalmente pode dar uma olhada no amigo - "Resolveu voltar a usar a sua túnica?".
"Ao menos por hoje, achei que seria legal ficarmos de par de vasos" - retribuiu olhando o amigo que usava uma túnica escura e os cabelos loiros estavam presos em uma trança.
Os dois começaram a preparar o chá e alguns petiscos. É claro que poderiam pedir isso para uma serva, mas havia certa graça na execução daqueles trabalhos manuais e do aroma da efusão chegando aos seus narizes apurados por ervas selecionadas.
Sentaram-se a mesa e começaram a se servir:
"Lembra que foi aqui que tudo começou...?".
"Aqui aonde?".
"Ow Shaka, aqui na casa de Virgem, estávamos conversando sobre a chegada de Mikage e então eu fui ver Shion e esbarrei na Yuki correndo até o salão do mestre".
"Ainda não consigo me lembrar...".
"Vamos, faça uma força, evita o Alzheimer".
"QUEM TEM ALZHEIMER?".
"Não leve tão a sério minhas palavras, amigo".
"Agora que você está dizendo, consigo me lembrar sim" - ele esboçou um sorriso tímido - "Você apareceu com uma garota na casa de Áries e virou o guia dela".
"E quando Mikage chegou você ficou completamente confuso, do jeito que eu disse que poderia ficar...".
"Não se gabe disso, eu também te dei conselhos certeiros, mas você estava completamente certo desde o início".
"Enfim, foi o que aconteceu" - tomou um gole do chá fumegante - "Mas, você me parece triste".
"Se me conhece tão bem e pode ler minha cabeça, porque perde seu tempo perguntando? Apenas leia minha mente... não ando conseguindo fechá-la tão bem quanto gostaria".
"Como seu amigo preferia que me contasse" - bebeu mais um pouco de chá - "Mas, não preciso ler sua mente para saber...".
"Antes andava triste porque não tinha a mulher que queria, agora descubro que a amo e que ela corresponde, e agora me sinto infeliz novamente".
Fato número 1: nem mesmo com Mikage conseguiria ser tão sincero como era com o Lemuriano, sentia que poderia despejar tudo que pensava sem preocupar com julgamentos ou qualquer coisa que fosse, ele, o grande Shaka de Virgem também precisava de conselhos.
"Imagino que nada tem a ver com Mikage".
"Não. Tem a ver com as outras amazonas".
"Eu nunca poderia supor infidelidade".
"Você entendeu... e os cavaleiros também".
"Eu sinto o mesmo, parecia que a festa nunca ia acabar, mas vamos ver pelo lado bom".
"Ao menos ninguém morreu na guerra!" - disse Shaka bebendo seu chá - "Mas, infelizmente, estamos seguindo cada um para um lado e não gosto disso".
"Shaka, acha que está tudo acabado? É claro que cada um procurará pelos demais e não há nem dúvida disso, sempre vamos acabar nos encontrando de novo em festas, cerimônias...".
"Não será a mesma coisa, estamos sozinhos de novo".
"Nunca mais estaremos sozinhos" - defendeu encarando o amigo - "Temos os amigos, Athena, nossos discípulos e nossas mulheres".
"Não fale esse nossa com tanta convicção".
"Não tem idéia do gosto que me dá poder dizer que Yuki é minha, apesar de saber que não é próprio falar assim".
O rosto de Mu corou muito sutilmente e ele desviou os olhos para a parede enquanto Shaka fingiu derrubar chá em seu sari.
"Ela chegou" - sorriu Shaka satisfeito - "Vamos mudar de assunto, não quero que ela fique preocupada ou me amolando sobre meus sentimentos masculinos reprimidos"
"Ok!" - retribuiu Mu - "Shaka, estou indo amanhã para o Tibet. Quer que eu traga alguma lembrancinha de lá?".
"Aquelas pedras charmosas não me apetecem".
"Rochas. Nada de pedras, são rochas. E Aldebaran já fez a mesma piada esses dias, já não tem mais graça".
"Arf, arf... olá rapazes" - disse Mikage entrando pelo aposento pé por pé - "Fazendo um lanche sem mim?".
"Você que foi conferir as iguarias raras daquele homem excêntrico".
"Hahaha... tem certeza que Shura é o excêntrico?".
"Um homem que fala tão alto não poderia ser outra coisa" - disse Shaka com os olhos fechados bebendo seu chá.
"Shakinha, ainda com seus lindos olhos azuis fechados? Não me faça esse desgosto...".
"Mikage, por favor..." - disse quando sentiu a namorada enlaçar seu pescoço - "Não fale essas coisas na frente do...".
Ela foi rápida e deu um beijo certeiro no homem que ficou muito, muito vermelho, mas Mu apenas abafou uma risada e desviou o olhar.
"... na frente do Mu" - disse com uma expressão boba na face corada.
"Mu não se importa!" - retrucou a garota com seus longos cabelos castanhos que já estavam quase tão compridos quanto os de Shaka e suas mechas loiras - aquelas que ela conservava no início do treinamento - já estavam nas pontas.
"Se importar com o que?" - sorriu se fazendo de desentendido - "Como estão todos lá em cima?" - perguntou com o intuito de saber sobre a reuniãozinha na casa de Capricórnio.
"Han... bêbados! Shura tirou os licores do armário, meu mestre Camus foi reclamar do barulho, mas não resistiu ao vinho e ficou por lá mesmo e da última vez que vi os dois estavam sem sapatos e...".
"CAMUS?".
"NÃO! Vocês não ouviram? Camus estava reclamando do barulho, não resistiu ao vinho, mas não está se prestando a esse papel. Yura e Shura estão quase dançando em cima de uma mesa de centro que tem lá em cima, daí Marcella também está lá, inclusive não viram Alex passando por aqui? Eles subiram lá para...".
"TRUCOOOOOOOOOOO!" - berrou Alex batendo na mesa desvairada - "Podem começar a se coçar, rapazes".
"Maldita! Onde aprendeu a jogar como... UN HOMBRE!" - disse Shura apontando um dedo acusador e em riste a centímetros de seu rosto.
"Epa. Cuidado com esse dedo amigo, pode me furar um olho" - disse Alex empurrando os cabelos negros para trás - "Não seja mal perdedor...".
"Yo? Nunca! A propósito, falando em perdedores, seu papai Saga sabe que você está aqui?".
"Shura!" - repreendeu Marcella - "Meses e você continua tão chato quanto o dia que trombei com você naquela escadaria".
"Já conversamos que você não trombou comigo".
"É verdade. Eles foram direto pro rala-rola!" - confirmou Camus virando uma dose de tequila recém posta em seu copo - "Eu vi! Eu estava lá".
"Quem está dando bebida pra ele?" - perguntou Marcella olhando para os lados - "Ah! Mas, quem poderia ser?".
"Bebe mais, Camus... então, aproveitando que está falando e bebendo a larga, porque você não conta o segredo do pó de diamante hein?!".
"Hum... claro que não!" - disse indignado virando-se para Yura - "Sua oportunista!".
"Shura, me chamou de oportunista" o.o
"Mas, você é!" ¬¬
"Rapazes, a conversa tá boa, mas...".
"Toma seu dinheiro, sua... sua..." - entregou Shura fazendo bico e também virando mais uma dose de tequila no seu copo.
Então, para efeito de conversa, Marcella, Shura, Yura, Alex e Camus - que tinha chegado ali sabe-se lá Deus como -, estavam sentados ao redor de uma mesa arrumada com a devida toalha de jogos e vários baralhos e taças de bebida. Aguardavam a visita de uma pessoa em especial.
"Onde está o Kanon que não chega?" - falou Camus fechando um olho e olhando dentro da garrafa - "Essa aqui já está acabando".
Não foi preciso invocar duas vezes, Kanon apareceu acompanhado por Kassumi - que tinha finalmente terminado de arrumar algumas coisas pra fazer e vinha de mãos dadas com o cavaleiro meio pálido.
"Que demora, pô!" - disse Alex jogando novamente as cartas como um crupiê - "E então? Trouxe o que eu pedi?".
Kanon jogou a sacola com as bebidas sobre a mesa e Yura - já meio baqueada (pra não dizer mamada), abraçou a garrafa e começou a correr ao redor da mesa em fuga veloz de seu mestre que tentava arrancar a bebida de suas mãos.
"Shura! Vai matá-la!" - disse Marcella bocejando quase dormindo sobre a mesa.
"Yo no tengo tanta sorte!" - retrucou retirando finalmente a garrafa das mãos de uma Yura manhosa.
"Não! Mestre Shuraaa... devolve!" - falou fazendo beicinho.
"Isso não é pra você, chica".
"Kanon, porque demorou?" - perguntou Alex vendo suas cartas e reiniciando a partida.
"Hei! Nós íamos jogar".
"Mas, agora não vão!" - retrucou definitiva - "Shura, guarde seu dinheiro se não quiser que eu leve tudo embora".
"Ahhh! Eu não vou esperar a próxima partida" - Yura entrou pelo interior da casa de Capricórnio e voltou um segundo depois calçando seus sapatos e ajeitando os cabelos - "Volto mais tarde".
E saiu da casa sem levantar questionamento dos demais que apenas falaram ao mesmo tempo quando ela saiu.
"Aiolia!".
"Mulheres apaixonadas são tão óbvias" - disse Marcella sonhadora lançando um olhar de esguelha para Shura que não percebeu imediatamente.
"Nem todas..." - disse Camus fazendo um enorme esforço para permanecer acordado - "Por exemplo, por que essa ai está prendendo o riso?".
"Hahaha" - Kassumi não segurou mais e soltou o seu sorriso mais alegre - "Kanon, desculpe, eu tenho que contar para eles".
"O que? Eu só pedi para você ir buscar uma coisa na casa de Touro e você já arruma confusão?" - Alex segurou o riso e virou-se para Kassumi que começou a contar sua história.
"Você não viu nada, Alex. Meu Kanon é realmente muito ingênuo...".
Flashback
"Ow de casaaaa"
"Entra Kanon..." - disse Aldebaran aparecendo na entrada de suas casa vestindo roupas confortáveis.
"Deba, vamos jogar cartas lá em capricórnio, estavamos salivando pela sua branquinha lá em cima".
"O que?".
"É! Sabe, eu, o Shura e o Camus queríamos saber se você não dividia ela com a gente".
"Oi Kanon" - disse Calisto entrando o lugar vestindo um roupão comprido.
"Olá!" - saudou com um sorriso - "Deba, ninguém melhor do que você pra confirmar como é gostosa! E tem que falar aos quatro ventos mesmo".
A esse ponto da história Deba já estava vermelho emanando um cosmo ameaçador.
"Kanon... você...".
"Mal posso esperar para sentir o gosto! E você sabe que quando eu caio de boca é para provar tudo de uma vez...".
"KANON, SEU MALDITO BASTARDO! EU VOU ESMAGAR A SUA CABEÇA".
"Han?".
Flashback finalizado
"Mas..."
"Adivinhe. Ele achou que eu estava falando da Calisto!" - disse Kanon emburrado - "Demorou cinco minutos para ele largar o meu pescoço e mais cinco para conseguir explicar que eu estava falando da maldita daquela pinga que faz no país dele.
"HAHAHAHAHAHAH!" - disse Shura batendo no tampo da mesa - "Você se acha o malandro, e dai quando tenta embarcar você se dá mal. Você é muito besta, Kanon".
"CALADO!"
"Bem, depois disso, vocês não o convidaram para vir aqui?".
"O que eu sou? Seu funcionário?" - perguntou o geminiano irritado - "Truco!!!".
"Que? Filho da p*...".
"Epaaaaa... não fala assim do seu titio!" - piscou um olhinho para ela - "Vamos passando a grana".
"Ai... essa vai ser uma noite longa!" - disse Marcella devolvendo as cartas.
E ela estava certa, mas não queria dizer necessariamente do seu animado grupo de pôquer. Alguns, na verdade muitos, metros lá em baixo estava uma ruiva espetacular terminando seu treinamento em um Coliseu muito mal iluminado.
"Você continua com seus velhos hábitos" - disse uma voz rouca e masculina dirigindo-se a amazona que treinava solitária.
"Aiolia? É você?".
"Sou eu, Marin".
"Ah! Olá!".
Um silêncio meio incomodo apoderou-se do ambiente, o vento assoviava em seus ouvidos e, pela primeira vez em muito tempo, eles se reencontraram.
"Por onde andou?" - perguntou o cavaleiro em um leve tom de dúvida e interesse.
"Viajei para a África, fui treinar alguns cavaleiros mirins perto do bojador".
"Eu não soube disso".
"Ah! Missões especiais, você sabe melhor que ninguém que somos obrigados a desaparecer e não dar satisfações".
"Hum".
"Você está bem!".
"Você também".
"Fiquei sabendo que você está namorando uma das amazonas de ouro que vieram treinar aqui logo depois que eu fui embora... é sua discípula?".
"Hahaha... Marin, te conheço, se queria me perguntar isso você sabe que não precisaria começar uma conversa sem sentido".
A amazona empertigou-se meio ofendida, mas manteve sua postura natural esperando ele responder sem insistir.
"Não. É a discípula de Capricórnio".
"Ha! Eu a vi por aí!" - ela retribuiu virando-se de costas ainda fazendo seus habituais serviços de aquecimento.
"Eu vivia falando para você virar o corpo mais de lado e tentar estreitar os ombros" - disse dando alguns passos em sua direção e tocando os ombros desnudos da amazona. O cheiro dos cabelos dela relembravam um passado feliz, mas cheios de complicações que nunca poderia ser apagado de sua mente.
"Ela é bonita" - retribuiu se virando para encará-lo - "A sua namorada".
"É sim. E muito ciumenta" - riu lembrando-se da moça - "E você? Encontrou... outro homem?".
"Quando eu terminei com você, Aiolia, esse não era o objetivo".
Uma nota de mágoa foi transmitida por ela.
"Nem o meu" - disse sério - "Mas, eu consegui me apaixonar de novo e estou bem agora".
"Está certo. Eu fico feliz que esteja bem" - ela olhou através dos ombros dele, deu um sorriso por trás da porcelana fria que cobriu seu rosto e disse:
"Foi bom te reencontrar, Aiolia".
"Também achei, Marin. Não suma mais, ainda é minha amiga".
"Sei que sou" - e saiu deixando o homem nem tão sozinho assim.
Aiolia olhou para o lado escuro que engoliu seu antigo amor nas trevas do Coliseu e quando se virou sentiu um par de braços e mãos e lábios atrevidos colarem aos seus. Ah! Sua Yura impulsiva.
Quando ela permitiu que ele respirasse notou o forte cheiro de bebida que exalava de seus lábios, mas não se importou, mas foram os olhos nublados de lágrimas contidas que chamou sua atenção.
"Não chore" - ele disse tentando acalmá-la - "Você... eu nunca te vi assim".
"Idiota!" - soluçou escondendo seu rosto no peito forte de um confuso Aiolia.
"É normal estar emocionada, sou Aiolia de Leão".
Ela afogou com uma risada que foi consolada pelas mãos hábeis e fortes de um homem que não sabia como agir e demonstrar sentimentos direito.
Com seu jeito meio meninão sorriu e disse segurando-a pela mão e a guiando a frente.
"Estou só com você agora".
Máscara da Morte não sabia porque tinha recusado uma maldita noite de bebedeira com os amigos, mas se Amy tinha pedido que ele fosse
ajudá-la arrumar algumas coisas em um sábado a noite, quem era ele para negar depois de ouvir um melodioso: preguiçoso!
Essa era sua namorada, sangue quente, italiana, carinhosa, manhosa, sensual... mas obviamente ele não falava isso para todo mundo. Podiam se interessar em demasiado pelos predicados de sua preciosa e devia admitir que nos últimos tempos estava se descuidando dela, mas sua amada estava ali para mudar isso...
"Mas, que m* é isso?".
A casa de câncer estava revirada de cabeça para baixo. Com a diferença que um monte de lençóis estavam espalhados por um trajeto sem sentido algum.
"Se eu pego o engraçado que fez essa piada de muito mal gosto... cabeças vão rolar".
Foi com espanto perceber que tinha roupas por ali também, e roupas não tão desconhecidas assim. Um par de meias de treinamento, uma calça , sapatos - corredor a dentro - uma blusa perto da porta no quarto de Lolly e uma música suave tocando baixo e foi com surpresa
e deleite que confirmou a última peça de roupa pendurado na maçaneta da porta de seu quarto: um sutiã de renda branca.
Máscara da Morte deu um chute na porta na sua impetuosidade quase a levando a baixo e foi com um sorriso cínico e sensual que percebeu quem estava deitada em sua cama.
"Da próxima vez BATA na porta, meu amo".
"Do que você me chamou?" - disse atônito completamente chocado.
"Meu amo" - retribuiu Amy erguendo-se completamente na cama mostrando sem pudor algum a camisola de renda preta que mostrava parte considerável do busto avantajado da moça e o tecido curto que mal cobria decentemente sua coxas brancas.
"Principesca".
"Por favor, tire os sapatos".
Máscara não era de obedecer a pedido de ninguém, mas essa era uma ocasião muito particular então fez o que lhe foi pedido.
"Senhor, por favor, deite-se aqui" - indicou a cama para que ele se ajeitasse - "E brinde comigo" - indicou duas taças de vinho com uma garrafa na cabeceira da mesa.
"Deite-se você" - ordenou autoritário - "Eu servirei a nós dois".
Amy obedeceu as ordens e sentou-se sobre os próprios joelhos esperando seu cálice que logo veio acompanhado da companhia de seu italiano rústico.
Ela virou-se para o outro lado do quarto e voltou com uma bandeja de guloseimas como queijos, uvas e uma espécie de carne defumada muito popular na Itália. A música em perfeito italiano ecoava em um canto do quarto.
"Você cozinhou isso?".
"Tudo pelo meu amo...".
Flashback
"Hei Amy, o que é isso no pacote? Parece gostoso".
"Ah! Comprei na cidade, mestre Aiolia".
"Me dá um? ^^".
"Não! É do MEME! Ò_Ó".
"Tomara que ele morra engasgado! ¬¬".
Fim do Flashback
Amy, contudo, não estava ali para perder tempo com detalhes vão e tolos. Tinha tido muito trabalho para pensar em uma noite agradável e especial e foi com alegria que viu seu querido italiano encantar-se com as guloseimas que tinha comprado... ops, preparado.
"Está uma delícia, principesca. Além de tudo tem mãos de fada!".
"Pooooois é!" - retribuiu desviando o olhar.
"Ahhh!... estou tão cansado!" - retribuiu o homem deitando sem pudor algum sobre o colo macio da mulher que o olhou sensualmente.
"Não quer mais nada? Nem uvas?" - perguntou pegando uma do cacho ali estendido entre os pratos.
Máscara da Morte não se fez de rogado e abriu a boca permitindo que a italiana colocasse a fruta em seus lábios. Cerca de cinco uvas depois...
"AI! Você mordeu o meu dedo!"
"Desculpe! O.o" - disse levantando-se rapidamente e olhando sua mão - "Tá doendo?".
"Sim! Ç.ç".
Ele deu um beijo em sua mão, depois nas costas de sua mão e em toda a extensão de seu braço até chegar aos ombros e ao pescoço. As mãos fortes e calejadas dos treinos pararam de se comportar e a enlaçaram pela cintura que jogou a cabeça levemente para trás estimulando-o com as mãos em seus cabelos curtos.
"Meme, vamos derrubar a bandeja".
Máscara não esperou um incidente e com um único golpe mandou-a para o outro lado do quarto, espalhando tudo de uma vez.
"NÃO! VOCÊ QUE VAI LIMPAR!" - disse Amy tentando se desvencilhar dele.
"Tá!" - respondeu meio assustado com a reação dela, mas voltando a provocá-la com beijos insinuantes - "Você está muito linda com essa roupa...".
"Hum. Fale mais".
"E tenho certeza que vai ficar ainda mais linda..." - disse deitando-a na cama, sustentando-a pelos braços - "Sem nada".
"Meme..." - seu olhar estava ofuscado pelo desejo e pela expectativa de estar mais uma vez nos braços de seu cavaleiro - "Você... não enjoou de mim?".
Ele deu uma risada gostosa e depois encarou-a enquanto a beijava.
"Depois de tudo que você preparou nesse quarto, como acha que algum homem poderia se enjoar de você?".
"Ah... eu não conhecia esse seu lado fofo".
"Não existe. Estou interpretando".
"Ahh... então, pode continuar" - disse enlaçando-o para um beijo.
"Você é linda..." - deu um beijo em seu queixo - "Delicada" - desceu pelo seu pescoço - "safada".
"Hum... isso é mesmo!" - ela respondeu erguendo-o de seu corpo para ajuda-lo a tirar a camiseta do homem, mostrando seu tronco cheio de cicatrizes, bronzeado e musculoso.
"Eu não vou deixá-la... jamais".
"Ah!".
"Nunca mesmo!".
"Meme...".
"Sem chance de você um dia se livrar de mim...".
"Está me assustando! O.o".
"Desculpe ^^".
Amy beijou o pescoço e o tórax do homem, depois desceu suas carícias até suas calças, mas mais importante que todos os detalhes que poderiam ser contados é o fato de que os dois se amaram como um homem e uma mulher que se gostam muito. Verdade seja dita que com uma selvageria um pouco maior do que se esperaria de um casal, mas não menor luta-livre sobre lençóis que se esperaria de um cavaleiro e uma amazona...
No dia seguinte, nos campos floridos ao longe do santuário...
"Vai ser o melhor para ele, Teella".
"Eu sei. Mas, estou triste mesmo assim, Dite... Pô, eu já te contei como o Ébano...".
"Já! Mil vezes" - retribuiu enquanto os dois andavam lado a lado de um majestoso cavalo de cor amarronzada com manchas brancas nas patas - "Mas, ele fez o papel dele, e salvou sua vida".
Ela não respondeu e olhou para baixo, não sabe-se ao certo se para suas pernas ou se para dentro de si mesma.
"Não queria que o santuário se livrasse dos cavalos" - retribuiu irritada - "E o seu Antônio hein?! Ele que tem sido o caseiro desses cavalos todos ao longo dos anos?".
"Ele vai voltar para a terra dele e já está aposentado há anos... os filhos deles tem cavalos também, não se preocupe que ele sempre vai ter alguma coisa para fazer".
"E se não cuidarem bem dos cavalos?" - parou abruptamente segurando firmemente as rédeas do cavalo que acatou o movimento prontamente - "Eu vou sentir saudades!".
"Eu sei!" - disse Dite conciliador - "Sei disso... mas, aqui eles não vão poder ficar, o santuário considerou essa área por mais afastada que seja uma região propicia a ataques".
"Eu compreendo...acho".
"Então, vamos entregar Caramelo aos homens, já ocupamos tempo demais com ele...".
Os dois voltaram para perto das coxias onde entregaram o animal a outros cavaleiros encarregados de levar os animais até o mais próximo da aldeia possível para serem levados aos seus novos lares.
"Vou sentir sua falta" - disse Teella com uma lágrima no olho enquanto acariciava a crina do animal. Depois tomou os arreios e entregou a um cavaleiro de cabelos escuros e curtos.
"Senhor Afrodite, o funcionário do Aras quer saber em nome de quem deve reservar o animal".
"Que pergunta tola... em nome de Teella é claro".
"O que?" - a garota ergueu a sobrancelha como se não entendesse - "Você me disse que Caramelo já tinha sido arrematado no leilão".
"E foi. Por um homem garboso e belo que queria fazer uma surpresa a uma jovem dama" - retrucou sorridente fazendo uma reverência a mulher - "Caramelo é seu, Teella".
"Você o comprou para mim?" - ela pulou em seu pescoço e deu um beijo forçado em seus lábios. O cavaleiro de cabelos negros corou um pouco pela cena, mas não demorou a se retirar quando viu os gestos afobados de Afrodite para que ele se afastasse.
"Achei que você merecia depois de tudo que passaram juntos, não é?!" - sorriu - "É como eu e você, não teria sentido em continuarmos separados...".
"O que quer dizer?".
"Hum... nada" - disse afastando seus braços brancos envoltos do seu pescoço - "Vamos voltar ao santuário?".
"Afrodite" - chamou com a voz embasbacada pela emoção - "Sabe porque eu me apaixonei por você?".
"Por causa desse magnífico físico?" - perguntou sorridente e convencido enquanto andava alguns passos a frente.
"Foi. E sabe por que eu o amo hoje?" - respondeu a voz rouca de felicidade - "Porque você é muito sensível com os meus sentimentos, com o que eu penso e gosto, é o homem dos meus sonhos...".
"Teella..." - ele parou de repente com ar de deboche - "Já que eu sou tudo isso não vai me negar um pedido".
"O que é?".
"Quem sabe, agora que a Luna foi morar com o Milo, tenho um quarto vago em Peixes".
"O que quer dizer?".
"Quer vir morar comigo?".
Teella olhou-o um pouco e depois disse simples:
"Sim".
Um pouco longe dali, algumas milhares de milhas, em um trem para o inferno gelado de Sibéria...
"Brrrrr... Porque eu resolvi cobrar minhas férias acumuladas agora? Aiii".
"Lilits, querida, não combinamos que iríamos nos esquentar?".
"Ah! Como com esse seu cosmo gelado, hein?!"
"Não precisa ofender" - disse o loiro retirando o braço que estava envolto ao redor da namorada - "Vou procurar a mulher com o carrinho de quitute"
"Traz chocolate!" - ela pediu se enroscando ainda mais em um cachecol bem grosso que emprestara de alguém.
Mini-flashback
"Se vai para a Sibéria vai precisar dos dois D's! Determinação e Dinheiro".
"Bah! Não quero conselhos... quero suas roupas de frio! Eu passei a vida inteira na Grécia, nunca fui para um lugar desses e eu duvido que nessa época do ano vou conseguir roupas de inverno para comprar".
Camus tirando todos os seus abrigos, cachecóis e botas do cabide.
"Porque está me dando suas botas tamanho 42?".
"Você disse que queria tudo que eu tivesse no armário" - tira um gorro vermelho e abana o pó - "Use isso! Vai esquentar suas orelhas de elefante".
"Eu não tenho orelhas de elefante! E pelo menos minhas sobrancelhas não parecem que foram rasgadas no meio".
"Já disse que não é pra falar disso!" - pega o gorro de volta - "Não vou te ajudar! Você que congele...".
"Camus... eu tava brincando! Camus..."
Fim do mini-flashback
Felizmente, Camus não estava tão de mal-humor assim para permitir que Lilits enfrentasse o inverno Siberiano com suas mini-saias e blusinhas regatas "indecentes". Apesar do aquecimento interno da locomotiva, uma pessoa tão acostumada com o sol como Lilits não poderia suportar tamanha geada sem um leve ranger de dentes.
Voltando ao vagão, Lilits estava congelando sozinha em seu vagão de trem quando de repente chegou um homem desconhecido que falou algo numa lingua estranha para ela.
"Adeddhsd hsdbsm dehdels?"
"Que?".
O homem indicou o assento da frente e ela fez que sim com a cabeça não dando muita bola para o homem, continuando a observar o trem em movimento em pleno inverno lá fora.
"Heahsausahsau jfjdfkjdkf uhdfhud derg porthuglou?".
"Será o possível que isso é russo? Eu. Não. Entender. Você!" - retrucou gesticulando.
"Hueagy ferghu thpvlcof!".
Lilits apenas balançou a cabeça e sorriu porque definitivamente não compreendia nada do que o homem falava. Ele puxou conversa por cerca de cinco minutos e ela apenas balançava a cabeça e sorria, chamando Hyoga com todas as forças de seu pensamento.
Até que ela resolveu não esperar mais, abriu a manta grossa que estava usando, descruzou as pernas sobre o assento e começou a calçar os sapatos para ir ao encontro do namorado. Não pode deixar de se sentir constrangida ao ver o olhar do homem pousando com lascívia sobre sua perna que estava comportadamente revestida com grossas meias-calças pretas que ficavam a baixo de uma curta saia de pregas cinzas.
"Hergy et silvonhtre?".
Lilits não encarou-o, mas balançou a cabeça afirmativamente, de forma mecânica, sem perceber das conseqüências de seus atos. O homem maliciou e se esticou rapidamente com a mão espalmada sobre sua coxa direita, com a mão colocou a outra atrás de sua nuca e puxou sua boca para um beijo forçado.
A amazona, ágil como era, o empurrou de encontro ao outro assento, xingando-o de todos os nomes que lembrou, mas o outro também veloz colocou-se entre ela e a porta, impedindo-a de sair e já encostava a porta de correr calmamente com os olhos vidrados nos seios em baixo da blusa.
Ela já estalava seus dedos para o próximo soco, não precisaria de dar ao trabalho de usar o cosmo para acabar com aquele babaca, mas por sorte sempre há cavalheiros nesse mundo.
"He jdestuyd portstyui!!" - afirmou para o homem loiro que acabara de entrar no lugar, uma expressão dura pela interrupção que sofreu.
Hyoga congelou a maçaneta de sua porta, os olhos faíscaram e seu cosmo se elevou mesmo contra sua vontade. Puxou o homem pela gola do casaco que tentou reagir, mas foi golpeado com um soco muito bem dado no nariz, quebrando-o com um suave "claque". Os golpes do russo e os gritos humilhantes de dor do sujeito chamaram atenção de outras pessoas pelos corredores e não demorou a chegar a guarda.
"Lilits, você está bem?".
"Estou!" - ela respondeu tocando as faces vermelhas de cólera do belo loiro, seus olhos azuis normalmente calmos ainda clamavam por algo por se fazer.
O sujeito foi entregue as autoridades e despachado para a polícia na próxima estação, mas custou a Hyoga e Lilits o incômodo de ter que prestar esclarecimento e um boletim do ocorrência. Mais tarde foram encaminhados a uma cabine leito por cortesia da companhia de trem.
"É o mínimo que poderiam oferecer depois de permitir que algo do tipo acontecesse" - disse Lilits tirando suas botas e sentando sobre a cama - "Se você não tivesse chegado... eu mesma teria quebrado o nariz dele".
"Te poupei de uns calos a mais, não é?" - disse meio apático - "Ele fez alguma coisa com você?".
"Só me beijou, Hyoga" - disse desviando o olhar tirando suas meias - "Hum... aqui é realmente quentinho! Nem preciso dessa roupa toda".
Hyoga não se importou com o que ela disse, tirou seus sapatos e engatinhou sobre a cama como um predador sobre a presa. Puxou-a pelas pernas não dando tempo para que ela tentasse contraria-lo.
"Não quero o gosto de outro homem em seus lábios!" - disse sério com os seus olhos espantosamente azuis de encontro direto com a íris castanha da pequena mulher.
"Hum... vai ter que me beijar muito para que eu...".
Mesmo que ela não tivesse insinuado ele a teria beijado. Com volúpia intercalou suas pernas com as dela, forçando seu joelho sem pudor algum entre suas coxas.
Ela arqueou as costas e involuntariamente colocou suas pernas ao redor das dele, mesmo por cima das roupas já ansiava pelo contato da pele quente do loiro com a sua. Os cabelos cor de trigo do homem já deslizavam sobre o corpo ainda coberto da mulher. Lilits se arrependia amargamente de ter escolhido uma blusa cacharel de lã - cobrindo até o seu pescoço - para vesti-la durante a viagem.
"Hyoga, falta menos de dez minutos para chegarmos ao destino final...".
"É suficiente" - disse erguendo-se desabotoando seu próprio cinto diante dos olhos da moça que agora estava derretendo dentro de sua blusa.
Ele caiu novamente sobre ela, e por mais apressado que estivesse apenas ergueu a blusa da moça para cima e com as mãos espalmadas
tocou-a com destreza, fazendo-a arfar e implorar para que ele continuasse.
Beijou e sugou os montes alvos levando-a loucura. Quando ouviram uma voz de auto-falante declarando para todos os vagões.
"Atenção senhores passageiros, estaremos chegando dentro de cinco minutos. Comecem a se arrumar, por favor".
"Temos... que ir mais rápido!" - ela retrucou com a voz tremida.
"Não tenho pressa" - disse erguendo-a pela nuca de encontro a sua boca desejosa que desceu dos lábios, mordendo seu pescoço e com os dedos procurou ajudá-la a livrar-se da única peça de roupa que mais o incomodava, depois com esses mesmos dedos guiou-os pelo local úmido, levando a gemidos estridentes e quase gritos da parte dela.
"Vão te escutar, meu amor" - disse malicioso tendo todo o auto-controle que conseguia reunir para ainda não tê-la tomado definitivamente.
"DANE-SE!" - disse com um sorriso ardente nos lábios - "Pare com seus joguinhos, Hyoga... está me matando".
"É tudo que eu queria ouvir de você".
Deitou-a novamente para o meio da cama e a invadiu numa única vez. Ele delirou quando ouviu a voz melodiosa de Lilits perto de seu ouvido. Queria deixar a posição o mais confortável para ela, mas não suportou vê-la naquele estado tão indefeso perante a ele, finalmente, e a dominou com violência, como nunca fizera, a possibilidade dela ter tido algo com outro homem fazia nascer em Hyoga uma necessidade de puni-la a qualquer custo.
Lilits fez menção de sentar em seu colo e foi prontamente atendida, seu corpo colado ao do cavaleiro suado mesmo coberto por roupas de lã, suas respirações ofegantes em sintonia, suas coxas em união, suas unhas nas costas largas e fortes dele e seus dentes quase mordendo definitivamente seu ombro. Até o momento que o desejo veio forte demais para os dois, ela gritou, inclinou-se aparada pelos braços dele e
for cair de costas na cama. Alguns segundos depois o corpo dele também tombou sobre o dela.
"Senhores passageiros, chegamos ao destino final".
"Hyoga..." - ela retrucou sentindo ser puxada para os braços fortes do loiro que finalmente conseguiu se livrar da própria camisa - "Agora que você consegue arrancar essa roupa é?" - ela beijou os pedaços do tórax desnudo que conseguiu alcançar, ainda embalada pelo desejo.
"Desculpe" - ele disse docemente, beijando as costas de sua mão.
Lilits bocejou e foi fechando os olhinhos devagar, sentindo os carinhos em seu cabelos cacheados e castanhos, uma paz, e Hyoga tentando se lembrar se alguma vez na vida sentiu-se tão completo com uma mulher. Os dois adormeceram semi-nus e ainda sôfregos.
Vinte minutos depois.
"Hiii... tem um casal dormindo aqui, Judith!" - disse uma das faxineira vendo os dois jovens na cama.
"Aiii... que vida boa. Eu lembro quando eu tinha essa idade... bons tempos... e que homem lindo não é?".
"Não espicha o olho não. Olha só que moça bonita também..." - as faxineiras começaram a encostar a porta do vagão.
"E o que a gente faz? Deixa eles dormirem?".
"O trem só vai fazer o caminho de volta daqui há duas horas. O maquinista vai descansar, dai vai ter troca de turno, e até a gente limpar esse trem todinho para os próximos passageiros... eles ainda podem pecar tudo de novo mais umas três vezes".
"Hehehe... é verdade. Então, vamos, que a gente ainda tem muito trabalho para fazer...".
Que a verdade seja dita, pois não pode-se ignorar o fato de que a separação de Dohko e Teffy foi mais difícil do que se poderia esperar, ainda mais depois que descobriram um do outro todos os predicados ocultos.
"E desde então ele está com essa cara de idiota!".
"Mais respeito com seu mestre, Elena".
"E você não enche meu saco, onde esteve enquanto eu estava lá com a perna semi-amputada?".
"Cuidando da Shunrei! ^^" - retrucou Shiryu dando um sorriso de canto de boca vendo a chinesa estender roupa lá fora quando sentiu uma pedra particularmente pesada se materializar diretamente na sua nuca - "Ai... e do Kiki".
"Ops, desculpe Shiryu".
O menino ruivinho de pouco menos de 1,40 m apareceu entre a abertura da porta dando seu sorriso mais santo.
"Esqueci até que você tava cuidando da responsabilidade do Mu todo esse tempo. E ele lá no encoxa com a ... aaaaaaaiiiiii" - Dohko apertou as orelhas da discípula.
"Elena, posso falar com você?" - e puxa a garota pelo ombro até o outro cômodo.
"Ei, cuidado, sou coxa" - chegaram no outro quarto e ela se esticou até a cadeira mais próxima - "Bruto! O.o".
"Você não pode contar para ele dos dois?".
"Porque não?".
"Por que você não pode escutar atrás da porta, Kiki" - retrucou Shiryu tirando o menino de perto.
"Shiryu, não seja chato. Eu quero confirmar se o Mestre Mu e a Yuki estão...".
"Comendo. Comendo e dormindo. É isso que o preguiçoso do Shiryu ficou fazendo aqui enquanto foi babá daquele capeta ali fora. Agora, depois das férias deles, eu não posso dar notícias pro moleque? Aposto que ele vai ficar...".
"Excitado! Estou tão excitado em saber que Mestre Mu e Yuki se ajeitaram...".
"Er... Kiki, não fale essas coisas. Tem certeza que a palavra não é empolgado?".
"Não sei. Eu só ouvi você falando essa palavra enquanto tava falando sozinho e espiando a Shunrei".
"VOCÊ ANDOU ME ESPIONANDO? O.O" - Shiryu segurou o braço do menino e olhou para os lados - "E, você não contou pra Shunrei não é?".
"Não! Ela não perguntou. O.o Porque? Não pode contar?".
"NÃO PODE NÃO! MENINO ASSANHADO!".
"Pensando bem Shiryu, acho que agora que eu sei que o Mestre Mu e a Yuki se ajeitaram você poderia se inspirar e se declarar para a Shunrei".
"Você acha? Digo... Não se meta em assunto de gente adulta!".
"Você não é adulto! O.-".
"Claro que sou mais adulto QUE VOCÊ!".
A porta do quarto se abriu e saíram Elena e Dohko.
"Aiai... que soninho..." - disse a amazona caminhando manca com seu cajado até a cadeira - "Amanhã você vai buscar água da vida para mim, ceguinho".
"Porque eu? Antes, quando o Mestre estava em sua forma decrépita e roxa eu até ia, mas agora que ele está saudável".
"Eu era roxo e decrépito, Shiryu?" - perguntou colocando sua mão no ombro do dragão fazendo seu cosmo aumentar.
"Hum... não... não! O senhor era, diferente e ...".
"Agora sim você vai buscar a água da vida" - declarou aproximando-se de Elena - "Por que sou seu mestre e estou mandando".
"Apoiado" - gritou a amazona rindo.
"E você vai ficar quietinha aqui até Shiryu trazer água da vida".
"O QUEEEEEEEEE?".
"E EU VOU PESCAR!" - retrucou saindo da casa contente em estar de volta a sua amada cachoeira.
"Elena?".
"Fala, Kiki".
"Que novidades você trás do santuário?".
"Hum... eu tenho um gato agora".
"Quer dizer que você finalmente arranjou um homem?".
"Que homem, moleque? To falando de gato de focinho mesmo... daí o Shura".
"O Shura tem focinho? O.o".
"O Shura não é o gato que eu to falando. Eu tive que deixar o Tomy com alguém, então...".
Flashback
"Cuida dele para mim?" - Elena estendendo a criatura malhada diante do cavaleiro de Capricórnio.
"NÃO!".
"POR QUE NÃO?".
"Eu tenho alergia a essa coisa... não. Não e não".
"Mas, ele gosta de você..." - joga o gato direto no peito do Shura que se agarra desesperado com suas unhas em sua blusa.
"Sua maluca!" - disse pegando o felino que apenas o encarava com seus malditos olhos expressivos e pidonhos.
"Tá. Tchau, Shura. Tô indo para Rozan e o mestre já tá lá em Áries. Boa sorte".
"Sua FILHA DE UMA..." - solta o gato e fica olhando para ele - "Merda. Olha aqui sr. Gato, eu não vou ficar com você não".
"Miau?" - tradução: você tem leite?
"Não vou!".
"Miaaaaaau???? *.*". - tradução: me dá um pouquinho?
"Shura? Por que a Elena saiu daqui correndo e... Tomy, oi!" - disse Marcella se abaixando e o gatinho imediatamente virou de barriga para cima e começou a tentar pegar os longos cabelos sedosos presos em uma trança.
"Aquela diaba deixou essa desgraça aí pra eu cuidar. Mas, eu que... Marcella? Onde você pensa que vai com esse gato?".
"Para dentro de sua casa procurar comidinha para ele, amor" - disse carinhosa tocando o seu rosto sobre a barba recém-feita e dando um beijo nele.
"Nã-não. Se não esse gato vai ficar batendo na minha janela para pedir comida...".
"Hum... eu ia ficar tão orgulhosa de ter um namorado tão caridoso. Eu adoro homens caridosos, me dá vontade de agradecer por tanta bondade...".
"O GATO FICA! :)".
Fim do FlashBack
"Haaaan... como a Marcella poderia agradecer?" - perguntou o ruivo a encarando.
"Vai... vai passear, moleque. Vai matar passarinho com estilingue" - disse brandindo a bengala.
"Hahaha..." - Shiryu riu da cara que Kiki fez já na porta da casa.
"Dohko está feito com vocês. Um cegueta e uma perneta".
Quando os dois fizeram menção de levantar ele sumiu na porta quase esbarrando em Shunrei que se deparou com uma linda cena fraternal, com Shiryu tentando abraçar Elena e ela tentando se desvencilhar.
"Senti sua falta" - confessou o dragão - "Irmãzinha".
"Tá. Tá" - ela respondeu - "Eu também senti... um pouquinho".
"Ca-han" - pigarreou Shunrei trazendo agora uma muda de folhas numa cumbuca para a salada.
"A Shu, quer que eu vá cortar lenha para o fogo não é? Estava quase me esquecendo, volto mais tarde".
"Obrigada, Shi" - ela sorriu indo até o outro cômodo e os dois deixaram Elena sozinha por um minuto que pensou:
"Shi? Shu? Que coisa mais nojenta e melosa... Nunca vi um casal desses que se trata com tanto carinho e não tem nada. Idiotas!".
Shunrei voltou sorrindo para Elena sentando ao seu lado na cadeira com uma bacia de batatas no colo e uma pequena faquinha.
"Oi Elena... a gente nem conseguiu conversar" - disse sorrindo timidamente.
"Pois é...".
"Então, por favor, conte-me..." - disse doce - "O que você tem com o Shiryu?".
Sua voz mudou instantaneamente tornando-se embrutecida e triste, temente pelo pior.
"Como assim?".
"Não precisa mentir para mim, Shiryu falou das festas, de como se divertia com você, que dormiam sobre o mesmo teto..." - uma lágrima teimosa rolou pelo rosto da moça que mantinha-se baixo e concentrado nas batatas. O clima descontraído de minutos tornou-se tenso.
"Shunrei... eu e Shiryu somos amigos, sabe, até meio irmãos...".
"Você não é a irmã dele! Eu que sou! Eu que cresci e cuidei dele e... ai". - ela cortou o dedo e deixou o pote rolar de seu colo.
"É claro que sou a irmã dele" - disse Elena estendendo um lencinho que trazia sempre em seu bolso de treinamento - "Você que a tempos não o vê mais como um irmão, não é verdade?".
Um silencio constrangedor fez-se entre as duas, mas a moça aceitou o lenço e ficou tentando estancar o sangue do corte.
"Bem..." - ela abaixou-se para ajudar a recolher as batatas que rolaram, mas foi impedida.
"Você está doente! Não se esforce...".
"Não se preocupe, é até bom que eu me esforce, sou uma amazona".
Elas se encararam já de pé depois que o serviço de recolher a sujeira tinha sido feito.
"Shiryu voltou aqui para proteger você, Shunrei. Dessa vez foi diferente, ele voltou para você e não ficou na guerra. Pense nisso. Ou melhor, pergunte a ele quando tiver chance" - ela se afastou, mancando e indo até a porta.
"Elena".
"Sim?".
"Vou... lavar seu lenço para você".
"Ah sim. Obrigada" - sorriu e dirigiu-se para a porta e encontrou Shiryu, poucos metros a frente, sem camisa e cortando lenha.
"Elena, tudo bem?".
"Comigo tudo bem... mas, Shunrei está sofrendo uma hemorragia lá dentro".
"QUE?" - Shiryu soltou o machado e entrou correndo, sem interrogá-la, apenas com a preocupação pelo que tinha ouvido.
"Hehehe... eu sou um gênio".
Ela admirou a beleza dos cinco picos e da cachoeira e mais para frente pode ver Kiki correndo atrás de passarinhos e Dohko sentado com uma vara de pescar a margem do rio.
"Poderia pegar esses peixes com as mãos nuas" - defendeu em voz baixa, arregassando a barra de sua calça e encarando o homem.
"Assim não teria graça" - sorriu o mestre tirando seu chapéu de palha antigo da cabeça e colocando sobre a cabeça da discípula - "Para proteger do sol".
"Valeu" - retribuiu colocando o corpo para trás, os pés dentro d'água e os braços apoiados na grama.
"Não se preocupe, vamos cuidar dessa perna e poderemos voltar ao santuário".
Elena estava tão feliz ali, ouvindo o barulho das cachoeira e tranqüila em saber que as pessoas que gostava estavam todos bem que apenas disse:
"Sem pressa, Mestre... sem pressa...".
Quem sabe mais por curiosidade do que propriamente por duvidar que o casal Nana e Shun poderiam ter problemas que a história vai da China direto para mais de seis mil pés a cima do Mediterrâneo.
"Eu preciso falar uma coisa..." — declara nervoso um homem lindo de cabelos verdes e olhos um pouco mais claros.
"Hn?!?" — retribuiu a jovem acompanhante que presta atenção ao namorado. Para ela, é evidente seu nervosismo. — "Não vai dizer que você tem medo de altura? Não! Já sei... você tem medo de avião." — completa, um tanto zombeteira.
"Não. Não é isso... até porque sou resistente o bastante a sobreviver a um acidente. É claro que, se algo acontecesse hoje e eu não pudesse salvar todo mundo, salvaria você." — completa, sério.
"Peter Parker salvou a Mary Jane e Nova York em cem por cento dos casos".
"Talvez isso me torne menos capaz que ele" - retrucou meio encabulado, mas rindo do sorriso quase infantil dela - "Na verdade, o que tenho a dizer é algo pessoal. Algo... sobre você." — O cavaleiro afirma, suando frio.
"Pode falar. Adoro esse seu lado verdadeiro; a sua quase inocência. Nada do que você faz ou diz é capaz de me magoar." — ela sorriu, encantadoramente.
"Bom, é que você sempre foi tão independente e hoje não fez nenhuma objeção quando eu e o seu irmão carregamos as suas malas e você nada fez."
"Apesar de tudo, conheço os limites do meu corpo. Fui treinada para saber o que faz mal à minha saúde..." — explicou. — "Depois de tudo, não quero prejudicar o tratamento."
"Entendo. Sua recuperação foi mesmo surpreendente...".
"Shun, eu prometi ao meu irmão que nunca contaria a ninguém, mas não quero ter segredos para você...".
"Confie em mim. — respondeu virando-se o máximo que pode para encará-la.".
"Bom, a verdade é que desde o primeiro dia da minha recuperação ele aproveitava a madrugada ou os horários em que ficávamos a sós para usar o cosmo para me ajudar. Por isso ele nunca deixou que você interferisse. Tinha medo que seu cosmo ou algo assim, viesse a prejudicar a minha saúde. Nunca o vi tão carinhoso...".
"Então foi isso! Por isso ele parecia sempre exausto depois de cuidar de você.".
"Ahan. Meu irmão recuperou seu lado bom.".
"Verdade. Senti isso também. Mesmo que seja difícil de acreditar que aquele homem pudesse mudar...".
"É claro que atribuo a mudança de Cacá a Amy também. Pobrezinha, não pude contar que ele andava cansado e não podia dar tanta atenção a ela, por que estava sempre gastando suas energias cuidando de mim...".
"Cacá é um bom irmão. Nem de longe um bom cunhado, mas eu já esperava...".
"Ora vá. Ele melhorou bastante".
"É. Até que tem nos deixado em paz...".
Flashback
"Quero falar com você... moleque".
"Máscara da Morte, acho que não precisamos mais desses tipos de...".
"Não é porque vocês estão viajando juntos que você vai poder ter liberdades com Nana. Ela ainda está fraca e eu sei que por trás daquele rostinho de mulher decidida, tem uma menina apaixonada e tonta o bastante pra cair na sua lábia...".
"Não se preocupe. Cuidarei de sua irmã".
"É bom mesmo. Por que senão eu posso querer cuidar de você..." - ia saindo quando virou-se - "Han, Shun... não conte dessa nossa conversa com...".
"A Nana?".
"NÃO! Com o Ikki" - e completou - "Não quero... han... problemas agora".
"TÁ! O.O".
Mas, de volta ao avião, Shun concluiu que os belos olhos verdes de Nana poderiam ser bem mais interessantes que a lembrança doentia do irmão dela.
"Meu mestre tem uma linda casa, é bem arborizada e com várias escadas e uma biblioteca, Shun, uma biblioteca maravilhosa" - ela parou de repente, fechou os olhos e respirou fundo.
"Você está bem?".
"Meios de transporte me enjoam um pouco".
"Sabe, tenho isso quando ando de ônibus" - ele apertou o botão na lateral do seu braço da poltrona e logo uma aeromoça apareceu - "Por favor, pode trazer um copo de água e um pouco de sal?".
"Sal? Não estou com pressão baixa!".
"Vou fazer uma salmoura pra você beber, talvez a comida do avião não tenha te feito muito bem, então isso vai te aliviar".
"Obrigada, querido" - retribuiu dando um beijo rápido em seus lábios.
"Não por isso" - disse satisfeito.
Um tempo depois ele a fez beber o líquido, ela se inclinou em seu braço e dormiu. Shun podia sentir que de vez em quando, com alguma leve turbulência, ela se agitava um pouco e logo tinha que fazer com que ela se acalmasse e voltasse a dormir.
Pela primeira vez em sua vida, realmente cuidava de alguém de forma tão próxima. Agora, seria sempre forte pelos dois, por que não importa em que situações fossem, era ali envolto naqueles braços delicados que sempre queria estar.
Estava quase dormindo, com o queixo apoiado no alto na cabeça da mulher, quando ouviu a aeromoça dar o último aviso de pouso.
"Nana? Acorde..." - disse baixinho, os olhos lacrimejantes de sono interrompido.
Abriu a cortina do avião e disse:
"Está em casa".
Nana sorriu e retrucou:
"Minha casa é onde você está".
"Final feliz muitos diriam. Mas, o começo das relações não é o final, mas o início de confusões e sentimentos bem mais profundos ou complexos do que as paixões dos últimos meses".
"Minha Saori é poeta" - disse Seiya aproximando-se da deusa que estava sentada na escadaria a frente do salão do mestre.
"Poetisa".
"Que seja!" - falou oferecendo um copo com suco para ela - "Se estivéssemos no inverno japonês, te ofereceria um édredon para ficarmos grudados"
"Logo Shion volta e eu vou poder voltar com você para lá. Só eu e você".
"E o Tatsume. Saori... quando você vai demitir aquele careca ditador e...".
"Nunca. Eu não vou poder pagar a dedicação que ele teve até hoje com a família Kido" - retribuiu bebericando seu suco - "Hum... melancia".
"Não quero agüentá-lo pra sempre" - disse Seiya desanimado apoiando os cotovelos nos joelhos e as mãos no rosto - "Mas, se for pra ficar com você, acho que eu terei que superar... todos esses homens atrás de você pro resto da vida e o careca do Tatsume".
Saori terminou seu suco, aproximou-se do rapaz e deu um beijo tímido em seus lábios. Ele a segurou pelos braços e sorriu quando ela afastou o rosto.
"Hum... gosto de melancia".
"Seiya...".
"Hahaha..." - ele voltou a beijá-la, sua mão rapidamente foi atrás de sua nuca e ele fez com que o tronco da mulher deitasse sobre os seus braços, rumo ao seu colo.
Saori parou encarando o rosto de Seiya e o céu da Grécia - agora ao poente - acima de suas cabeças.
"Vai ficar comigo para sempre?".
"Claro que vou".
"E vai aguentar o Tatsume por minha causa?" - ela tocou os cabelos revoltos com a ponta de seus dedos finos.
"E tem jeito?".
"Acho que não" - sorriu vencida - "Mas, sempre poderemos fugir. Do Tatsume, da Fundação, do Santuário, dos problemas...".
"Estarei com você".
"Então, já que é tão dedicado. Me leva pro meu quarto?".
"Pensei que não fosse pedir".
"Mas, eu vou dormir. E sozinha" - retrucou zombeteira.
"Ah! Então, não levo" - desfez o abraço, impedindo-a de prosseguir deitada.
"Seiya, estou mandan... pedindo".
"Necas!" - agora foi a vez dele sorrir e se espreguiçar com deboche - "Use suas perninhas de mortal - que por sinal são lindas - e vá até seu quarto para dormir sozinha".
"Pois é isso mesmo que eu vou fazer" - ela se levantou com superioridade.
"E eu passarei lá mais tarde".
"E posso saber para que?"
"Oras, sou seu soldado, preciso sempre estar verificando se você está ok!" - deu um piscadela safada para a moça que sorri.
Ela riu como sempre fazia quando estava com ele. Ao lado dele que podia ser ela mesma. Aproximou-se e deu um beijo terno em seus lábios que apenas pegou-se de surpresa, meio abobado.
"Então, vá verificar se estou bem mais tarde".
"Sim, senhora" - retribuiu batendo continência.
"Eu te amo, meu cavaleiro" - retribuiu já quando estava na porta da casa e Seiya prestes a descer as escadas.
"Eu também, minha mulher".
Naquela noite Saori deixou todas as suas lágrimas de alegria rolarem sobre o travesseiro, deixando-a até meio transtornada . Mas, não tinha problema, Seiya estava lá...
Fim
N/A: Acabou. A primeira fic de Namoradas, fichas, confusões e blablabla, Está concluída. Ainda vou precisar de uns dias para digerir isso, mas enfim, acho que fiz um bom trabalho.
Ficou meio looongo. Demorou um pouquinho.
Leitores: UM POUCO?
Luna: Certo, certo... talvez eu tenha exagerado. Mas, sou péssima com prazos.
Palavras finais então: Eu tenho que agradecer a todas as moças que me emprestaram seus alter-egos, personagens ficcionais, qualidades, defeitos, e tudo que eu precisei para poder fazer esse trabalho.
Mas, devo agradecer mais ainda aos meus amigos de verdade que me deram idéias, apoio e puxões de orelhas (e foram muitos), para que chagássemos até aqui.
Eu amadureci com esse trabalho em vários aspectos e acho que isso pode ter ficado bem visível ao longo da fic. Inclusive ainda vou ter coragem para revisar esse trabalho inteiro e terminar com uns erros de português bizarros de uns anos atrás. Huhuhu...
Agora, já está agradecido.
Eu tenho uma notícia bombástica e fantástica para vocês. Bem, talvez nem tanto, mas me doeu tanto por o fim lá em cima que eu vou deixar só indicado para vocês tomarem conhecimento. Farei eu mesma uma "espécie" de bônus.
Não me julgo mais em condições de fazer um projeto tão grande como esse e temo me tornar repetitiva se eu tentasse algo como "As Namoradas do Zodíaco 2".
Por isso, deixe-me explicar, o que farei (se fizer) é uma possível continuação com alguns pontos de vista que eu levantei durante a fic. Existem casais e personagens que me afeiçoei muito durante o processo e, portanto, entrarei em contato e pedirei autorização a algumas pessoas para poder continuar a usá-los e focar em alguns pontos da trama. E esse tipo de trabalho me comprometo formalmente a dar continuidade.
Foi uma experiência maravilhosa trabalhar com tantos personagens e pode até ser que eu queira repetir a dose nos mesmos termos que foi essa fic, mas não garanto. E, se for esse o caso, perguntarei uma a uma se ainda autoriza o uso de seu personagem.
Espero que todos estejam bem, felizes e com saúde.
A todos um ótimo carnaval e tudo de bom. Até uma próxima vez...
Carinhosamente.
Pisces Luna
20/02/2009
