Por Leona-EBM

O Diário

Capítulo VIII

Eu não preciso de terapia, Athena!

Shion olhava para o aquariano com aflição, Camus estava num estado que não permitia que ninguém se aproximasse. Não falava nada, todavia seu rosto não estava impassível, não, dessa vez estava com o cenho franzido, os lábios curvados para baixo e seu cosmos estava emanando o ódio que sentia.

O passeio que tanto queria fazer tinha que ser cancelado, mas mesmo assim Shion ia levar Camus para sair nesse dia, tentar a todo custo distraí-lo. E mais, aquele diário que estava nas suas mãos estavam lhe deixando com muita curiosidade.

- Camus. Conte-me o que aconteceu. – pediu, num tom baixo, deixando seu ar autoritário de lado.

O casal se sentou numa das pedras que estavam sendo cobertas por uma grande sombra, ali ficaram durante um tempo até que Camus se sentiu a vontade para falar.

- Milo pegava o meu diário todos os dias para ler. – disse – aquele maldito! E eu pensando que ele era meu amigo, mas ele sempre estava rindo de mim.

Shion não conseguiu ficar calmo com aquilo, pois machucar o cavaleiro de aquário lhe antigia também. Se Milo aparecesse naquele instante, ele não seria atacado somente por Camus. Shion o mandaria para o universo em forma de poeira estrelar.

- Camus, não fique tão surpreso. Milo nunca se mostrou um verdadeiro amigo. – aconselhou.

- Tem razão. Mas eu sempre quis acreditar que era. – disse – "sempre pensei que ele gostava de mim, me protegia, mesmo que as vezes me deixasse sozinho".

- Eu gostaria de poder ler seu diário, mas isso seria o mesmo que negar te conhecer pessoalmente, saber o que você pensa e o que deseja. É muito fácil eu querer saber as coisas desse jeito, sem enfrentá-lo. – comentou – eu queria ler, mas pensando bem, eu prefiro conviver com você, assim eu posso saber tudo o que eu quero.

Camus sorriu com aquela confissão, certamente era algo muito agradável de se ouvir naquele momento. Shion tinha o verdadeiro interesse de saber como ele era, de tentar entendê-lo sem os preconceitos que vivia naquele santuário. O ariano seria o parceiro ideal, isso é, se não pensasse tanto no escorpiano.

Shion passou seu braço entorno dos ombros magros do mais novo, puxando-o mais para perto, sentindo o perfume que tanto apreciava. Seus lábios tocaram na sua bochecha macia, dando vários beijos cálidos até chegar nos lábios que se abriram lentamente para sentir suas carícias. Um beijo profundo, lento e tépido.

- Vamos sair um pouco do santuário, depois nós voltamos.

- Perdi o ânimo para a viagem.

- Eu imagino. – sorriu amarelo – mas vamos passar a tarde fora pelo menos.

- "Pobre Shion, parece ter planejado isso há muito tempo. Afinal, por que eu vou ficar preso ao meu quarto lamentando? Milo não merece isso!".

Camus assentiu com a cabeça e o casal finalmente saiu do santuário, através de um veículo que pertencia a Shion, não que ele usasse ou gostasse de automóveis, porém as vezes era necessário usar um para ser normal naquele mundo.

E lá estavam eles andando por uma rua cimentada da grécia, olhando para as pequenas casas rústicas que se estendiam por toda aquela alameda. O carro foi deixado num estacionamento local e de lá eles foram até o porto, onde um grande barco estava a espera dos cavaleiros.

- Muito bonito. – Camus elogiou o lugar, ao pisar no chão de madeira, observando as paredes ricamente decoradas com o artesanato do povo do norte.

- Venha Camus. – o chamou, puxando-o pela mão, gostando daquele tipo de relacionamento. Naquele barco havia poucos passageiros, pois existia um número limite para as embarcações e tinha que reservar com antecedência. E dinheiro não era problema para um cavaleiro, ainda mais se fosse alguém como Shio, o mestre do santuário.

Uma mesa branca com uma rica decoração foi apontada por um garçom, o casal ali ficou, saboreando um pouco de vinho branco, enquanto tinham a linda paisagem se desenhar ao alcance de seus olhos. O litoral era maravilhoso.

Ainda era cedo para servir o almoço, mas eles ficaram nos petiscos que lhes foram oferecidos, enquanto conversavam. A medida que o tempo passava a tristeza de Camus era diminuída, para a felicidade de Shion, que já havia puxado sua cadeira para perto de Camus, assim o acariciava o beijava sempre que era permitido ou conveniente.

- "Talvez seja assim que as coisas deveriam ser. Não devia estar confuso, Milo nunca foi merecedor de nada meu" – pensou de repente, ao ver que estava rindo involuntariamente com Shion.

E assim passou aquela tarde, ambos ficaram naquele barco onde tinha algumas atrações muito divertidas como show de música nacional, teatro e um buffet maravilhoso para petiscarem sempre que estavam com vontade. Mas nada era mais interessante que o quarto que lhes era por direito, quando Camus o descobriu, ele se jogou nos lençóis egipcíos, afogando-se no travesseiros de penas de ganço.

A noite chegou e o grande barco voltou ao porto, para a infelicidade do casal que não conseguiu aproveitar a suíte. Quando pisaram na terra firme, Camus suspirou, adorando sentir o vento noturno. Ele sentia-se tão bem! Estava tão surpreso com isso, pois mesmo quando se lembrava do furto de seu diário, ele não se irritava como antes. Shion havia sido mais que uma boa companhia, mas também uma terapia emocional significante.

- Quer voltar ao santuário? – indagou Shion.

- O que pretendia fazer depois desse cruzeiro?

- Eu pretendia te levar... – disse baixinho, aproximando-se de Camus, deixando seus lábios tocarem na sua orelha - ... no melhor motel de Atenas, onde poderíamos descansar dessa viagem.

- O melhor? – Camus indagou num sussurro.

- Sim, o melhor. Você quer ir?

Camus balançou a cabeça positivamente para a alegria de Shion que estava fazendo de tudo para animá-lo e deixá-lo confortável. E assim eles pegaram o carro e foram para o local onde Shion já havia feito sua reserva também. Todavia, quando Camus viu a entrada movimentada do lugar, ele se recusou a sair do carro.

- Sente vergonha de dois homens pedirem um quarto?

- "Óbvio" – respondeu mentalmente. O aquariano era discreto, as atenções do mundo jamais deveriam cair sobre sua cabeça – "droga, Shion está olhando para mim com impaciência. Ele deve estar desapontado. Por que eu aceitei ir a um motel?".

- Camus, nós vamos entrar de carro. – falou – ninguém vai olhar para sua cara, no máximo pedir sua identidade.

- "Claro que vão olhar para minha cara" – pensou rapidamente, começando a ficar com o humor alterado. Ele não queria desapontar Shion, mas era contra todos os seus conceitos aparecer daquele jeito.

- Camus?

- Tudo bem. – respondeu, afundando-se no banco do carro.

Shion abriu um largo sorriso, segurando-se para não rir daquela face contrariada. Camus parecia uma criança sendo obrigada a ir num lugar que não desejava, e o ariano não perguntou duas vezes, ele pisou no acelerador e entrou no lugar, pedindo a identidade de Camus que ficou olhando para baixo o tempo todo, enquanto Shion falava o atendente.

Eles foram liberados e Shion riu baixinho, estacionando o carro. Eles se dirigiram ao quarto que era um luxo. Tudo de tecnológico e belo estava reunido daquele cômodo. Camus foi até a janela, como um bom aquariano que prezava observar o mundo a sua volta, vendo as rotas de fuga caso se sentisse preso por um momento sequer. E a paisagem daquele lugar apaziguou suas emoções.

O ariano jogou as bolsas de viagem num sofá e foi até a janela, mirando o cavaleiro que estava ali parado, abraçando sua cintura enquanto afundava suas narinas na sua nuca, aspirando o cheiro daquelas madeixas azuladas.

- Eu sabia que você ia querer ficar vendo os shows e apreciando o vinho do lugar, por isso aluguei esse quarto até o amanhecer.

- Acho que você me conhece bem. – comentou, acariciando os braços que lhe abraçavam.

- Eu preciso conhecer aquele que amo, não é mesmo?

Camus nada disse, mas concordou mentalmente. O aquariano era tão solitário que tinha o costume de pensar, falar e responder as coisas em silêncio. E nem ele percebia isso.

O ariano o puxou para trás, arrastando-o lentamente, provocando um riso baixo de Camus que já via seu destino. E aquele grande colchão recheado de almofadas serviu de amparo para o corpo de Camus.

Shion ficou de quatro em cima dele, observando a face cândida que tanto apreciava, tocando gentilmente na curva do queixo, suspirando baixinho, como um apaixonado. O ariano havia sentido isso pouquíssimas vezes em sua vida.

Eles começaram a rolar em cima da cama e pararam de repente ao ouvir a televisão ser ligada do nada. Eles se sentaram e olharam para os lados tentando entender o motivo do aparelho ser ligado e nesse momento viram que acabaram rolando em cima do controle que estava jogado em cima da cama. Eles riram baixinho e olharam para a tela que estava num canal de música. Tocava Jazz.

Shion puxou o controle e começou a ver suas funções, Camus o puxou e começou a mexer, tendo mais conhecimento que o outro naquele assunto. E a luz forte começou a ficar cada vez mais escura, deixando um clima mais confortável e sexy, Camus ajustou as luzes, ligou o ar condicionado e antes que pudesse voltar a se entreter com aquele controle, Shion o jogou longe e voltou a acariciá-lo.

As roupas que usavam começaram a serem jogadas para o alto, mas não ficaram completamente desnudos, pois estavam ocupados demais em se beijarem, como se não tivessem feito isso o dia todo.

- Já venho. – Shion disse, afastando-se um pouco, indo até sua mala para pegar um gel lubrificante. Isso foi rápido, ele logo se aproximou, vendo que Camus ficou um pouco constrangido com aquilo. O aquariano ainda era tímido demais, mas não desgostava disso.

E aquele rosto perfeito e oval ficou cada vez mais vermelho. Shion se levantou e caminhou até o menor, parando na sua frente, deixando sua calça roçar contra as pernas desnudas do outro por causa da proximidade. Aquário ergueu a cabeça ligeiramente, encontrando a grande ereção que não podia ser escondida pelo pano da calça.

- Isso aqui é para facilitar para nós dois. – disse.

- Eu sei. – respondeu rapidamente.

- Eu adoro quando fica assim. – revelou, rindo baixinho.

- "Ótimo. Shion gosta quando eu fico com vergonha...".

Camus observou o sorriso malicioso de Shion e depois correu seus olhos por seus traços, constatando que ele era realmente belo e charmoso. Por que pensar em Milo com um homem daquele na sua vida?

A mão pesada de Shion tocou no seu rosto, descendo o dedão por seu maxilar até chegar nos cabelos azuis-petróleo, sentindo os fios enroscarem nos seus dedos compridos. Os olhos azuis que tanto lhe atraíram estavam desviados para o chão. E a mão continuou o percurso até a nuca do mais novo.

O francês deixava ser acariciado, observanado aqueles olhos rosados lhe observarem com tanta atenção. Ser o centro das atenções do grande mestre dava medo a qualquer cavaleiro.

O toque cessou suavemente, Shion se sentou ao seu lado e o puxou pelo braço, fazendo se virar delicadamente. O ariano sorriu e continuou a puxá-lo até que os pés do mais novo deixassem o chão, acomodando-se no acolchoado da cama. Shion deu duas batidinhas na sua coxa, pedindo para que ele se sentasse no seu colo.

- Senta aqui Camus. – pediu.

- "Pareço uma criança quando ele me pede isso". – refletiu, sorrindo com seu pensamento.

Camus relutou um pouco e obedeceu, ficando sentado no coloco do mais velho, deixando os joelhos afundados no colchão. Um arrepio correu por cada cantinho de seu corpo, ao sentir o grande falo abaixo que estava duro e ereto lhe pressionar nas nádegas. As mãos de Shion pararam no quadril ossudo, começando a movê-lo para frente e para trás, enquanto movia seu próprio quadril, a fim de simular uma transa.

- Sabe Camus, eu estou muito feliz por estar aqui com você.

- Eu também estou gostando, Shion.

- Não pense em nada que te chateie. Eu vou cuidar de tudo para que você seja feliz.

- "Que promessa forte". – pensou, soltando um longo suspiro. Ele nem estava pensando nos seus problemas, mas agora que Shion havia tocado no assunto, ele se sentiu aflito.

E enquanto eles se mexiam a boca de Camus foi invadida pelos lábios carnudos dos outro e assim se entregou aquele clima, deixando sua língua correr pela boca do grande mestre, sentindo seu sabor.

O quadril do francês movia-se sem as mãos de Áries, ele resvalava pelas coxas grossas, pressionando seu próprio pênis contra o abdômen duro do outro, gemendo baixinho quando fazia isso a fim de provocar o mais velho. Não tinha que ter pudor com Shion a essa altura do campeonato e ele sabia que Áries gostava daquilo. E com esse pensamento, voltava a se esfregar, até que apertou seu corpo contra o pênis de Shion, levantando e abaixando o seu dorso, simulando a penetração que ambos estavam loucos para provar.

- "Por Athena, esse não é o Camus que eu conheço!" – pensou extasiado, adorando as ações do aquariano.

Suas bocas estavam coladas num beijo gostoso cheio de saliva, ora suas línguas dançavam pelo ar para depois voltarem à cavidade quente e fechada do outro. Shion se livrou daqueles lábios para atacar a jugular, mordendo, chupando, tentando controlar sua respiração, sua ansiedade e seu desejo. Estava com vontade de pegar aquele homem desde que entraram naquele cruzeiro.

A camiseta foi puxada até que foi arrancada por Shion, deformando a sua gola, mas não se importava em rasgar e repetiu o mesmo movimento com a sua peça de roupa restante, jogando ambas no chão. Os dois pararam por um segundo e se olharam, ambos fortes e atraentes. Camus foi o primeiro, ele inclinou seu corpo, arrebitando sua bunda para então lamber o tórax, chupando a pele dourada.

E enquanto aproveitava aquela língua quente, Shion ocupou em analisar o outro, tateando sua mão por suas coxas grossas, subindo seus dedos pela samba canção de seda que era maleável e lhe dava acesso a todos os cantos. Sua mão resvalou pela parte interna da coxa até chegar dentro da samba canção, atravessando-a para alcançar uma nádega, apertando-a com desejo. Mas aquilo não era suficiente! Queria dizer obscenidades para o mais novo e atacá-lo da forma mais promíscua que podia.

- Eu enfiar todo meu pau em você. – falou pela primeira vez, carregado de desejo, gemendo. Sua mão continuou apertando a carne macia de Camus que gemia. Aquele linguajar não pertencia a Shion, mas não conseguiu negar que ficou mais excitado. Será que estava descobrindo algo novo ao seu respeito? Queria ouvir mais daquilo, mas jamais ia admitir.

Seus dedos continuaram a avançar até que chegou no meio de suas nádegas, passando o seu dedo do meio por ali para depois começar a penetrá-lo, ouvindo o outro choramingar – rebola para mim, Camus. – mandou, puxando-o pelos cabelos para lhe beijar a boca com ferocidade.

E Camus obedeceu, balançando seu quadril em movimentos circulares, gemendo entre o beijo sufocante, sentindo o dedo lhe alargar, entrando rapidamente até que foi colocado por inteiro para depois ser remexido no seu interior. Ele continuava se movendo, vendo o quanto isso excitava o mais velho e agora sentia o dedo entrando e saindo.

- "Eu vou enlouquecer. Isso é diferente do que já fizemos". – refletiu o aquariano, sentindo seu corpo queimar de dentro para fora.

A necessidade de sentir mais prazer retirava qualquer pensamento são da cabeça do ariano, ele retirou sua mão dali e jogou o menor no colchão de bruços. Camus nem teve tempo de se mover e seu short de seda foi arrancado, ele só teve tempo de ver o outro se despir, revelando o grande falo que lhe comeria.

- Gostou? – indagou Shion, tocando na sua glande vermelha, passando a língua por seus lábios – você poderia colocar sua boca aqui para mim? – pediu dessa vez, acariciando o rosto de Camus.

O francês se arrepiou ao ouvir aquele pedido. Shion sabia ser pervertido e sexy. O aquariano se sentou no colchão.

Shion se aproximou e Camus ficou responsável por acariciá-lo, tocando naquele falo que pulsava na sua mão, olhando para sua coloração avermelhada, sentindo suas veias grossas. Quando terminou de tatear aquele pedaço de carne não teve tempo para outra ação a não ser sentir o puxão no seu cabelo e assim começou a felação, ele se ajoelhou e começou a chupar a glande com os olhos fechados, sentindo seu formato.

- Isso... Assim mesmo. – elogiava o mais velho, enquanto acariciava os fios azulados. – mais forte... Chupa mais... hmm...

A língua de Camus passou pela extensão para depois colocar aquele grande volume na boca. A tarefa foi difícil, não conseguia colocar tudo, e mesmo que tentasse isso lhe causava ânsia. Fechou a boca até a metade do falo, chupando do melhor jeito que sabia, enquanto sentia o quadril de Shion se mover, tentando enfiar mais e mais. O aquariano afastou-se para respirar e logo foi puxado novamente. Não tinha descanso.

- Ah, Camus...

Após muita saliva derramada, Camus se afastou, com uma respiração descompassada sentindo seu coração bater com energia contra seu peito.

Camus se ajoelhou, olhando para Áries que lhe abraçou pela cintura, voltando a de beijar a boca, mas não se demorou nessa região, indo até seu pescoço, marcando-o novamente. As nádegas do aquariano eram atacadas, ele abriu mais suas pernas ao sentir outro dedo lhe invadir de uma única vez.

- Mexe para mim, Camus.

- Ah, Shion... – soltou um gemido alto e longo que ecoou pelo quarto, para o deleite do ariano.

E novamente movia seu quadril, sendo empurrado para ficar de joelho, de costas, segurando a cabeceira de madeira. Ele olhou para trás e viu o outro se posicionando atrás. O quadril de Camus foi puxado e ele ficou quase de quadro naquele grande espaço, segurando-se ao a cabeceira.

Shion buscou o gel que havia pegado e derramou parte de seu conteúdo no no membro, para depois passar no meio das nádegas de Camus. Satisfeito, ele sorriu e jogou o pote para o lado.

As pernas do aquariano foram separadas, puxadas para o lado com delicadeza. Shion apartou suas nádegas para ver o seu alvo, depois levou uma única mão até a base de seu membro, segurando-o para inserir naquele pequeno espaço. Começou a penetrar, forçando a entrada lentamente ou não ia conseguir fazer seu membro deslizar. Camus inclinou-se mais para frente, sentindo seu corpo doer e tremer.

- Ahh... Devagar... – pediu num gemido dolorido.

Shion nem sequer ouviu, mas não ia machucar o outro também. Ele movia seu quadril para frente e para trás, sentindo certa dificuldade até que conseguiu passar a glande, ouvindo aquário gemer. Suas mãos deslizaram pela coluna acentuada, sentindo o suor e o tremor de Camus e voltou sua atenção a penetração, empurrando-se até que entrou pela metade.

- Ah... É muito... Shion! – gemeu baixo, como uma reclamação.

- Calma, eu não vou te machucar.

Camus não conseguia se mexer, não queria sentir a ardência aumentar. Shion se afastou alguns centímetros e investiu novamente. O calor que envolvia seu falo lhe deixou motivado a continuar naquele espaço aveludado e estreito, não queria mais sair dali.

Porém o aquariano sabia que no início aquilo lhe trazia dor, mas o que o fazia suportar era que no final sabia que estaria pedindo por mais.

A respiração e os gemidos de Shion faziam a excitação do francês aumentar, ele não parava de se mexer até que conseguiu enfiar todo seu falo, satisfazendo-se com sua façanha. E quanto a Camus, este gemia sem parar, choramingando em certos momentos pela dor que sentia, gemendo alto quando sentia sua próstata sendo atingida, era dor e prazer misturados numa única ação.

Ele levou a mão até seu membro, começando a se masturbar, aumentando seu prazer, e ao ver isso, Shion levou sua mão até o membro, puxando a mão de Camus para que ele mesmo lhe desse prazer e o fez, começando a masturbá-lo.

- Está gostando, Camus?

- Ah... sim.

- Posso continuar?

- Por favor...

Shion sorriu com júbilo e com a outra mão continuava a tatear o belo corpo de Camus, até que espalmou seus dedos na sua nádega, dando um tapa forte enquanto investia impiedosamente contra o outro. O som do tapa misturado com a batida entre o quadril e o gemido dava um quadro primoroso.

O primeiro a gozar foi Camus, gemendo mais alto, contraindo todos seus músculos, aproveitando a onda de prazer que lhe arrebatava. Ele ficou trêmulo, abrindo os lábios, deixando o som sair de sua garganta. Shion sorriu, logo seria sua vez, por isso levou as duas mãos ao quadril, segurando-se no seu osso para aumentar a força das investidas.

Shion gritou, gozando finalmente, parando de se mover freneticamente para dar início a um vai-e-vem lento, sentindo seu falo resvalar com mais liberdade naquele espaço lubrificado.

Eles se afastaram. Camus deitou-se de bruços e Shion se sentou, ambos tentavam normalizar a respiração, quando se acalmaram, eles voltaram a se olhar.

Shion se jogou na cama e beijou o rosto de Camus por inteiro, para depois puxar o lençol de seda para se cobrirem.

Na manhã do dia seguinte Camus foi o primeiro a acordar, ele foi até a sua bolsa e puxou seu diário, olhando com pesar para o pequeno caderno, lembrando-se das palavra de Milo. Agora estava com sua racionalidade, e pensava se não havia pegado muito pesado.

Ele se sentou numa escrivaninha e pegou a caneta que ficava junto ao diário, começando a escrever.

Grécia 25/12

Caro diário, eu sei que você não deixou meus segredos e pensamentos somente para nós. Milo acabou roubando meu diário e deu para os demais lerem. Como eu quis matar Aioria, Saga e Shura também. Aqueles malditos!! E Milo, ele estava se comportando como eu sempre quis, pois acabou lendo minhas confissões, um grande canalha. Diferente de Shion, que prefere me conhecer sozinho a que pegar o diário.

Hoje estou num motel muito chique com Shion, ele planejou uma viagem muito boa, eu estou mais relaxado, mas... não consigo parar de pensar no que aconteceu. Acho que não vou aproveitar essa folga, eu preciso falar tudo o que eu estou pensando para aquele canalha do Milo.

Ontem, eu senti muito ciúme, não muito, mas... um pouco. Ah! falando sério, eu me incomodei com Mu e Shion. Será que eles já tiveram algo no passado? Eu preciso perguntar isso. Será que Shion sente alguma coisa pelo... ah! melhor perguntar.

P.S: Eu descobri que gosto de sexo com baixaria. Onde é que eu estou me enfiando? E ainda não desisti de querer possuir Shion.

Camus releu o que escreveu e voltou a olhar para a cama, observando o olhar sereno de Shion. O aquariano suspirou, gostando de se descobrir apaixonado por aquele homem.

Ele fechou o diário e colocou na bolsa, indo para o banheiro tomar uma ducha e quando saiu, encontrou Shion, parado em frente a janela, que irradiava a luz solar.

- Bom dia. – Camus o cumprimentou, caminhando até ele, recebendo um beijo rápido nos lábios.

- O que quer fazer hoje, Camus?

- Eu gostaria de voltar ao santuário.

- Se é assim que quer, assim será. – disse – vamos tomar café e retornamos.

E eles seguiram suas metas, tomaram um café da manhã numa casa onde Shion já havia planejado ir e depois foram direto para o santuário. Shion deixou Camus sozinho, enquanto o cavaleiro de aquário se instalava na sua casa.

- "No santuário de novo. Agora vou ter que enfrentar..." – suspirou com angústia.

Camus trocou suas roupas e saiu de sua casa zodiacal, indo até a casa de escorpião, procurando pelo cosmos de seu anfitrião. Dava para sentir a presença de Milo, porém se ele não se revelou até agora, o motivo era óbvio. Não queria ver Camus.

Aquário bateu na porta de seu quarto com força, deixando seu olhar de poucos amigos visível em sua face. A porta foi aberta após Camus insistir, o aquarino entrou e fechou a porta, sentindo o cheiro forte de suor e roupa suja, ele torceu o nariz e viu Milo próximo a janela que estava fechada.

- Veio me matar? – Milo indagou, numa voz baixa, um tanto magoada e curiosa.

- Por que me sujaria?

- Não fale assim, por favor.

- Como quer que eu fale, Milo? Você leu meu diário e começou agir como eu queria para quê?

- Eu queria reparar meus erros, Camus. Depois que eu li o que você achava, eu comecei a me sentir culpado e não sabia como fazer você me perdoar.

Camus pareceu concordar mentalmente com aquela desculpa, ela era bem cabível.

- Camus, eu queria saber tudo sobre você, pois eu não consigo mais chegar até você. Antes eu pensava que sabia tudo sobre você, mas eu vi que não sei nada, eu só te magôo.

- Que bom que percebeu isso. Você não sabe nada sobre mim, nunca soube e não vai mais saber.

Milo deu um passo a frente se revelando naquela penúmbra, exibindo a sua olheira funda e escura. Camus abriu a porta do quarto e saiu dali antes que fosse atacado, mas o verdadeiro motivo era que não conseguia sentir tanto ódio de Milo ao vê-lo falando daquele jeito. Se Milo não conhecia Camus, isso podia ser uma verdade. Mas Camus conhecia Milo exatamente, para saber que ele estava falando a verdade.

Não queria perdoar, não queria aceitar que Milo fez aquilo apenas para agradá-lo, apesar de mostrar seu puro egoísmo. Queria odiá-lo e acreditar que Milo deu seu diário para todos rirem dele, assim seria melhor, odiar era mais fácil de perdoar.

- Camus! – Milo o chamou, saindo do quarto.

- O que foi?

- Me perdoa! – pediu – eu só quero que você goste de mim.

E aquele pedido foi tão sincero, tão carregado de emoções que os olhos de Milo começaram a se encherem de lágrimas. Camus se derreteu, o cubo de gelo não aguentou aquela pressão. Milo estava num estado deplorável.

- Eu sempre gostei muito de você, eu sempre te quis por perto, mesmo que eu te afastasse. Eu errei muito e sei que ainda vou errar, eu só faço burrada Camus!

- Sim, você só faz burrada. – concordou.

Milo voltou a caminhar e Camus recuava os passos, como se temesse aquela proximidade.

- Por que está correndo de mim? – indagou o que lhe incomodava.

E nem Camus sabia responder. Medo! Mas não que Milo fosse machucá-lo, talvez o motivo real fosse que Milo pudesse curá-lo daquele ódio. Não queria perdoar. Se perdoasse, ambos voltariam a ser amigos, Milo voltaria a ser amável e encantador e os sentimentos de Camus voltariam a se confundir. Estava tão bem com Shion!

- O que você quer de mim, afinal? – indagou, retirando aquela expressão furiosa, indo para um olhar mais ameno com uma leviana sede de respostas.

- De verdade?

- De verdade.

- Posso ser sincero?

- Por favor.

Milo abriu um leve sorriso e passou a mão por uma mecha azulada, respirando bem fundo. Ele tinha que medir suas palavras, pois sabia que Camus podia sumir da sua frente num piscar de olhos.

- Eu queria que fossemos como antes, mas com duas diferenças.

- Quais seriam?

- A primeira é que não somente você soubesse como eu sou, mas que eu soubesse como você é realmente.

- Aceitável. – ponderou, balançando a cabeça.

- E a segunda é que não seríamos somente amigos, porque... porque... Camus eu te amo.

E era a coisa que Camus não queria ouvir naquele momento. Ele sentiu aquelas palavras serem como uma forte pancada no seu peito. Aquelas três palavrinhas tão clichês podiam carregar um peso que somente ele podia descrever. E Milo o fez! O deixou com um turbilhão de pensamentos confusos.

- Aquela noite que ficamos juntos, eu não pensei que me tocaria tanto. Eu sempre gostei muito de você, apesar de não parecer. – sorriu amarelo – depois daquela noite, eu fiquei tão perdido. Tão confuso, tão triste por ter notado algo tão óbvio de uma forma estúpida, através de uma aposta ridícula.

- Não me lembre disso, por favor. – pediu, fechando os olhos por um momento. Ele não havia engolido essa história ainda.

- Eu poderia dizer que fico feliz se você estiver feliz com Shion, isso seria uma grande mentira. Eu sou egoísta, eu não sou esses galãs de filme que falam essas coisas. Eu quero você comigo, pois eu sou o único que vai te fazer feliz, pois apesar de tudo Camus... apesar de tudo, eu sou aquele que você sempre teve. – discurssou, olhando para as reações do francês, sabendo muito bem que aquilo devia ter lhe atingido de algum modo, mas não sabia se era positivo ou negativamente.

- E o que você quer que eu faça Milo?

- Que seja mais sincero com você mesmo. Pois se você ainda está parado na minha frente depois do que eu te disse, isso significa que não sente amor pelo Shion.

Aquela afirmação não foi fácil de engolir e Camus não queria descobrir se realmente achava isso. Por que ele não poderia ficar feliz com Shion que o entendia tão bem? Por que agora que tinha encontrado alguém, Milo tinha que interferir? A vida era injusta!

- Você é um mentiroso, Camus. Perdão dizer isso, mas eu posso te falar agora, que eu te conheço muito bem para saber que está perdido nos seus pensamentos super racionais. – disse, permitindo-se rir baixinho – não me odeie, por favor. Quanto ao seu diário, eu nunca mais irei lê-lo e saiba que eu acabei brigando com os outros por terem roubado-o de mim. Pois somente eu poderia ter lido aquilo.

- Ninguém poderia ter lido aquilo!

- Havia tanta coisa sobre mim naquele diário, Camus. Eu fiquei perdido quando comecei a ler.

- Não era para você ter lido, Milo!

- Perdão, mas eu preciso de contar o que eu descobri sobre seu diário.

- Como?

- Vamos nos sentar na sala? Eu não quero ficar conversando em pé nesse corredor.

Camus revirou os olhos e acabou concordando, seguindo Milo até uma pequena sala, onde ele recebia suas visitas mais íntimas. Eles sentaram num sofá, bem distante do outro por opção de Camus que foi o último a se aconchegar.

- O que você descobriu?

- Ontem eu acabei brigando com Saga, Aioria e Shura, foi uma confusão. Por sorte Shion não estava aqui ou todos nós seríamos banidos. Por isso eu estou andando devagar e estou com essa cara marcada, a gente se pegou feio mesmo.

Camus suspirou, imaginando que havia sido o centro daquela briga e o que ele menos queria naquele mundo era chamar a atenção.

- Continua.

- Athena apareceu, foi vergonhoso. Ela nos repreendeu e contamos o que aconteceu. Depois do nosso castigo, ela me chamou para falar sobre o diário.

- O que ela disse?

- Camus, Athena deu esse diário, porque percebia que você tinha a necessidade de se expressar e não sabia como. Bom, foi ela que me disse isso, não me olhe com essa cara. – comentou – esse caderno não é um caderno comum. Quando alguém se senta diante dele e começa a escrever, as páginas em branco exercem uma magia.

- Que magia?

- Ele permite que você escreva o que realmente sente, o que está no fundo de seu âmago e também faz você ter a necessidade de escrever sempre nele. Você já percebeu que tem que escrever sempre nele?

Camus ficou estático, processando aquelas informações. A primeira coisa que pensou foi em estrangular a Deusa, mas se conteve, depois pensou nos dias que sentia a necessidade de contar o que estava pensando para aquele diário.

- E também...

- Tem mais? – Camus indagou aflito.

- Sim. – sorriu – Parece que quanto mais você fala sobre você e seus problemas, o diário lhe permite ter discernimento para resolvê-los. Seria como uma terapia.

- Athena estava realmente preocupada comigo.

- Bom, ela disse que... gosta muito de você. – falou, torcendo o nariz.

As sobrancelhas se ergueram em surpresa. Como assim gosta? Pensava, olhando para a expressão de Milo que dizia tudo. Camus abriu a boca para indagar...

- Não me pergunte mais nada! Ela não deve estar bem da cabeça. – disse rapidamente o escorpiano.

- Eu vou estar preso ao diário para sempre?

- Acho que quando você se sentir bem com você mesmo, ser sincero, agir como realmente quer... ele não terá mais sua função. – disse – então, Camus, não adianta fingir, leia o que você escreveu até hoje e veja o que realmente está no seu coração.

- Que sentimentalista você está. – comentou, não imaginando que um dia veria Milo falando daquele jeito.

- Você me deixa assim. – sorriu sincero.

- Eu preciso voltar. – falou mais para ele mesmo do que para Milo que nada disse, assentindo com a cabeça.

O francês começou a caminhar mecanicamente até sua casa zodiacal, pensando em tudo que Milo havia lhe dito. Ele sentou-se na cama de seu quarto e pegou seu diário, começando e lê-lo desde o primeiro dia. E realmente, tinha que admitir que falava muito de Milo.

Camus pegou a caneta e pegou uma página em branco, e ali começou a escrever.

Grécia 25/12

Caro diário, eu descobri o motivo que Athena levou a me dá-lo, e também o porquê de eu sempre ter que escrever algo aqui. Sinceramente, foi uma surpresa, mas eu penso que estou muito bem desde que comecei essa terapia. Será que é tão evidente que eu estou com problemas? Ou somente Athena percebeu? Acho que somente ela mesmo.

Milo me deixou confuso, ele sabe como quebrar minhas pernas. Ele é terrível! Eu estou bravo, não consigo negar, mas estou mais irritado comigo mesmo.

Meu dia com Shion foi tão bom. Por que eu sinto esse maldito sentimento de perda? Eu não estou perdendo nada! Parece que eu já tomei alguma decisão, parece que eu estou me afastando do que quero com Shion e ele é tão bom para mim. Estamos tão bem juntos! Eu sabia que não devia ter conversado com Milo, eu sabia! Devia ter batido nele de uma vez.

E Camus guardou a caneta e começou a reler o que escreveu. Agora que notou o motivo de sempre reler o que escrevia, pois quando estava escrevendo, ele não prestava atenção e sempre tinha que reler depois. Agora tudo fazia sentido.

O francês saiu de sua casa, ou ia sufocar ali dentro. Ele saiu pelo santuário, sentindo o ar puro lhe refrescar. Estava quente, Camus se sentou no chão, encostando-se ao tronco de uma árvore.

- Camus?

O aquariano olhou para o lado e encontrou o cavaleiro da primeira casa. Era Mu que se aproximava com um sorriso leviano.

- Diga.

- Posso falar com você?

- Sim. – respondeu seco. Ele mesmo não queria ter contato com nenhum cavaleiro. Não gostava de ninguém, não mais.

O ariano se sentou ao seu lado, sem muita intimidade, pois sabia que Camus não deveria se sentir à vontade com nenhum cavaleiro, mesmo que Mu e Shaka não tivessem se envolvido naquela aposta, eles não fizeram nada para impedi-la.

- Eu queria conversar com você.

- Sobre?

- Não sei. – sorriu – só queria que você não pensasse que ninguém se importa com você.

E Camus nada disse, continuando a olhar para o vazio.

- E eu fico feliz em saber que você está se relacionando com meu mestre, afinal você precisa descontrair.

- Obrigado. – agradeceu friamente.

Mu suspirou, não era fácil conversar com Camus, aliás nunca foi muito fácil falar com o francês, por puro preconceito, sempre procurou falar sobre negócios com Camus, pois não imaginava que poderia discutir sobre assuntos levianos. O ariano suspirou, quebrando o silêncio desconfortável.

- Não é muito fácil falar com você.

- Por que quer falar comigo?

- Eu não quero que fique esse clima de inimizade.

- Não é meu inimigo, Mu.

- E nem seu amigo, também.

- Também não.

O ariano sentiu a paulada daquela afirmação, ele se ergueu, com um olhar contrariado. Ele havia insistido para que Shaka fosse com ele, assim poderiam tentar quebrar aquela máscara de gelo que Camus carregava, mas o virginiano disse que não era o momento para isso. Tinha que concordar agora.

- Eu não falo mal de você, não participei dessas brincadeiras, eu só queria que soubesse disso, Camus. E quando sua raiva passar, não olhe a todos por igual. – disse, afastando-se.

O francês exibiu um olhar melancólico, ele não queria conversar com ninguém naquele momento, e muito menos com um desconhecido. Pois apesar de Mu aparecer com as melhores intenções, o aquariano não confiava nele. Afinal nunca conversaram intimamente antes.

- "Eu não vou conseguir olhar para Shion assim. Ele vai perceber, vai começar a indagar... eu não sei o que falar. Na verdade, eu acho que sei. Mas ele é tão bom para mim, não posso fazer isso. Não! Não posso!". – refletia, contorcendo-se na sua angústia. Logo ficaria escuro e obviamente Shion lhe chamaria até sua casa.

E anoiteceu, Camus começou a subir a escadaria, parando na casa de touro, pois seu anfitrião o chamou com um largo sorriso, simplesmente arrastando-o até uma sala, onde os demais cavaleiros estavam sentados, bebendo e comendo.

- "Era o que me faltava!" – pensou, vendo que todos o observavam – "é agora que eu cavo minha cova".

O olhar de Camus mirou o cavaleiro de escorpião que estava sentado no chão, encarando-o com mais atenção e um sorriso maroto nos lábios.

- "Milo, o que você pretende agora? Dessa vez eu não vou perdoar!".

OoO

Continua...

Eu sei que demorei anos para continuar essa fanfiction, mas o motivo pode parecer bobo para os leitores, mas para quem escreve sabe do que eu estou falando. "Falta completa de inspiração", eu já abri esse fanfiction várias vezes, durante esse tempo e NÃO consegui escrever NADA! Nada mesmo, eu começava a escrever e sentia vontade de ir um livro de física avançada. (odeio exatas). Buaaa... Foi triste.

Eu sei que vou perder quase todos os comentários e leitores que tive até agora, pois é irritante ver que a escritora atualizou somente agora. Mas acontece e eu escrevo por prazer e não obrigação. Eu peço desculpas pela demora e um agradecimento caloroso a todos que comentaram e que vão continuar a ler, pois foi muito gentil, atencioso da parte de todos. Isso é animador, valeu gente.

Sobre o capítulo: Acho que nós sabemos quando nosso coração pertence a outra pessoa, mesmo que estejamos com um alguém maravilhoso que nos faz nos sentir bem. Amar é sentir dor, raiva e tristeza também. O que terá nessa reunião na casa de Touro?

Propaganda de uma história original (yaoi, lemon) minha que foi muito bem comentada nos sites que postei: http:// contosdegarotos. comoj. com/

Só juntar os espaços para o link ficar correto.

18/4/2009

Por Leona-EBM