Krika, valeu por comentar! E a Gaia está só começando suas "traquinagens". Fique tranqüila, a Sangue e Vingança vai ter continuação sim!

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem (que peninhia i.i) mas os direitos da Lohoama e companhia estão reservados! Ò.ó

A Flautista de Gaia

Capítulo 3:

Os Alunos "Anjinhos"

O rapaz de cabelos azulados acordou ao sentir sua orelha molhada. Abriu os olhos preguiçosamente e quase foi cego pela luz que incidiu em seus olhos ao sentar-se. Estava na cama de Lohoama e todos os curativos tinham sido trocados. Sua orelha molhada era devido a Guingu, que a lambera para acordá-lo.

Fenrir: Você gosta de me acordar da forma mais inconveniente... – falou meio aborrecido com o lobo, estava tendo um sonho deveras interessante quando foi acordado pelo lobo.

Guingu abaixou a cabeça e os olhos tristemente. Fenrir, ao ver o lobo daquele jeito, começou uma "briga" com o lobo, caíram da cama literalmente e rolaram pelo chão meio que se batendo, parecendo duas crianças. Quando pararam de rolar pelo chão, Guingu começou a lamber o rosto de Fenrir com a língua áspera, fazendo cócegas, e o rapaz começou a rir.

Fenrir: Para, Guingu! Eu me rendo! – falou em meio aos risos, e o lobo parou, alegre.

A porta do quarto se abriu e Lohoama entrou, com uma bandeja nas mãos onde trazia um suco fresco de laranja e acerola (N/A: algum farmacêutico invade o estúdio e começa: A Vitamina C é muito importante para o organismo e ajuda a prevenir resfriados e gripes! Mas não exagere, foi correrá o risco de perda excessiva de água do corpo! Yago: Traduzindo a última frase: Dor de barriga lascada! XD) e alguns pães e frutas. Olhou para os dois. Fenrir estava estirado no chão, com o peito nu, o cobertor enrolado nos pés, sendo metade em cima da cama e a outra metade no chão e as calças tortas e um tanto caídas (N/A: Tenshi babando em cima do Guerreiro Deus, um balde embaixo já pela metade, com os olhos brilhando), e o lobo do lado, com uma cara meio boba. A cena era, ao mesmo tempo em que cômica, deixava o rapaz mais atraente. A Flautista segurou o riso, mas não conseguindo, desatou a soltar uma estridente risada, quase deixando a bandeja cair, mas o Guerreiro Deus, brigando um pouco com o cobertor que insistia em prender seus pés, foi rápido o bastante para levantar-se e impedir um acidente.

Ao fazer isso, os dois ficaram muito próximos, separados apenas pela bandeja nas mãos de Fenrir. Lohoama, só então percebendo a proximidade de seus corpos e rostos, bem mais próximos que em qualquer outro momento, e a forma como o rapaz estava, com o peitoral e os braços definidos e bem trabalhados à mostra, corou fortemente até a raiz dos cabelos (N/A: Comparando: coloca um tomate bem maduro e vermelho na frente do rosto dela e você não distingui onde é tomate e onde é o rosto dela XD), sentindo o coração bater fortemente e tão rapidamente que parecia que ia sair pela boca, e sentiu um repentino frio na barriga, algo que já não sentia há muito tempo. Fenrir, também reparando, sentiu seu coração acelerar muito, parecia que ia rasgar seu peito e pular pra fora de tão forte que batia, sentiu o sangue correr cada vez mais rápido e seu corpo tremer quando reparou que Lohoama vestia apenas um corpete vermelho sangue que avantajava mais os seios e uma bermuda de treino até metade da coxa cor de vinho, deixando as pernas definidas e as coxas grossas à mostra, os lábios vermelhos e carnudos estavam entreabertos, e sentiu-se atraído. Controlou seus hormônios de forma espantosa (N/A: Uiiiiiii!! Yago: É essa que eu aturo como chefe... Não perde a chance de uma cena mais caliente... ¬¬) e afastou-se de Lohoama, colocando a bandeja em cima da escrivaninha, e olhando fixamente algum ponto na bandeja, na tentativa de fazer seu coração voltar ao normal. Depois que o rapaz se afastou, a Flautista tentou fazer seu coração bater mais devagar, fitando um ponto no quarto que de repente pareceu ser muito interessante. Lentamente, a coloração de seu rosto voltava a clarear, seu coração a bater mais devagar e o frio na barriga a passar.

O rapaz, sentindo-se mais calmo e controlado, virou-se para olhar Lohoama e a fitou nos olhos. Por um instante, teve a impressão de que os olhos não tinham as pupilas em fenda, mas constatou que era fruto de sua imaginação.

Lohoama saiu apressada do quarto, dizendo para Fenrir comer e que depois ela voltava. Entrou na cozinha, fechou a porta e apoiou as costas pesadamente contra a porta, deixando-se escorregar até sentar-se no chão. Suspirou.

Lohoama: Controle-se, não apresse as coisas ou de nada vai adiantar tê-lo aqui. – sussurrou para si mesma, controlando a respiração que insistia em acelerar toda vez que lembrava que ficara tão próxima de Fenrir.

No quarto, Fenrir tentava entender o motivo de seu coração ter acelerado tanto quando ficou tão próximo de Lohoama. Nunca algo parecido tinha lhe acontecido. Era uma sensação totalmente nova. Vestiu uma camisa, sentou na cadeira da escrivaninha e começou a comer.

Levantou o rosto e olhou através da janela. Viu que quatro adolescentes se aproximavam correndo. Três meninos e uma menina, que parecia ser a mais nova. Vinham correndo meio que treinando. A menina vinha pulando através dos galhos das árvores, tocando uma flauta, e alguns galhos esticavam, adquiriam pontas afiadas e atacavam os garotos, que desviavam com destreza. Dois dos garotos, enquanto desviavam, lutavam, e o último garoto desviava enquanto treinava seus golpes com uma cimitarra (N/A: Espada árabe) cortando os galhos e vez ou outra atirando facas na direção da menina que desviava com facilidade.

Os quatro pararam diante da casa de Lohoama e gritaram algo como "mestra" em alto e bom som.

Lohoama entrou de repente no quarto e puxou Fenrir pelo pulso para fora da casa, enquanto Guingu os seguiu. Pararam diante das crianças que olharam desconfiadas para Fenrir.

Menina: Quem é ele, mestra? – perguntou a garota com cabelos curtos e repicados branco-azulado bem claro, olhos observadores num tom de verde oliva claro delineados por lápis preto egípcio, pele morena de sol, corpo de uma jovem de cerca de 12 anos, usava botas até um palmo acima do joelho verde-folha escuro, luvas sem dedo até quase nos ombros branco-esverdeado, mini short verde escuro com uma regata colada ao corpo verde claro. A flauta que carregava era meio torta e num tom marrom-carvalho. Tinha um tom desconfiado na voz.

Lohoama: Não use esse tom comigo, Nefertite! Ele é um Guerreiro Deus de Asgard, seu nome é Fenrir! – falou autoritária a garota, que desviou o rosto empinando o nariz arrebitado. A Flautista sussurrou para Fenrir – Nefertite tem um gênio forte, mas não precisa se preocupar. Mas vou precisar que me ajude no treinamento deles, ou eles não treinam com você aqui, vão ficar perguntando inúmeras coisas sobre Asgard ao invés de treinar.

Fenrir assustou-se com o que ela disse. Teria mesmo que ajudá-la a treinar os quatro? Não pareciam anjinhos...

Um garoto de cabelos cortados estilo moicano roxo-uva, olhos cor de ônix malvados, aparentemente 15 anos, pele morena de sol, alguns traços parecidos com o da garota, usando uma blusa de couro preta com mangas separadas dos ombros de zíper e colada ao corpo, calça apertada de couro negra, vários colares, anéis, correntes penduradas na calça e piercings com ankhs e símbolos de roqueiros (N/A: Menos a cruz invertida) e coturnos pretos, carregando uma flauta prateada que lembrava a lâmina de uma foice, uma cimitarra pendurada nas costas, começou a puxar a orelha da menina, que reclamou. Era o que estava treinando os golpes com a cimitarra.

Nefertite: Aiii, para, Putifar! Tá machucando a minha orelha! – falou com raiva e os olhos faiscando.

Putifar: Nada disso, maninha! Ou você se controla, ou peço pro papai vir do Cairo buscar você imediatamente e nunca mais você vai ver sequer a sombra do Santuário de Gaia, Nefertite! – falou a irmã sobriamente, que se calou com raiva. Exibiu um sorriso triunfante, soltando a orelha da irmã. Nefertite virou pra ele, disse algo e os dois começaram a discutir.

Um garoto que aparentava 13 anos, com cabelos rebeldes voltados para a esquerda castanho-chocolate escuro, olhos negro-azulado, pele branca, alto, cara de "garoto possuído" (N/A: Desses que aprontam de tudo pra irritar tudo e todos). Usava uma calça preta bem larga e caindo (N/A: Homenagem aos garotos da minha turma da 7ª H do Comênius - SP capital do ano passado XD), camiseta de manga comprida roxa com uma de manga curta vermelha por cima, tênis Nike cinza e azul. Carregava uma flauta azul-marinho em forma de triângulo (N/A: Igual a do Sr. Tumnus (ou coisa parecida) das Crônicas de Nárnia).

Garoto: Calma vocês dois, não vamos lavar a roupa suja na frente da mestra e do Guerreiro Deus! – falava mais preocupado que se eles começassem a discutir poderiam delatar, acidentalmente, o que ele andava aprontando no alojamento dos aprendizes.

Nefertite: Não se mete, Detrich! – falou irritada, ameaçando pular em cima do garoto e partir pra ignorância.

Detrich se calou e apenas começou a rezar para Lohoama não descobrir suas traquinagens, ou ia ficar sem janta durante uma semana, sem dúvida nenhuma. Sua mestra era rigorosa com os castigos.

O último garoto, com cabelos longos presos por um rabo de cavalo alto negro-azulado, olhos meio caídos cor de ameixa, aparentemente 14 anos, alto, pele morena, feições de um árabe. Usava uma calça comum, nem muito apertada nem muito larga marrom, usando uma blusa de manga comprida com gola alta cinza, tênis surrado branco, carregando uma flauta transversal com vários caninos negros ao longo dela, se meteu no meio dos dois irmãos que ameaçavam se atracar numa briga de vida ou morte a qualquer momento.

Garoto: Vocês dois são tão problemáticos... Se não pararem agora, duvido que estejam lúcidos no próximo minuto! – falou em tom desinteressado, mas ameaçador, preparando-se para tocar a flauta.

Nefertite e Putifar tremeram de medo e apressaram-se.

Nefertite: Calma, Husam! Não vamos nos precipitar! – falou claramente assustada.

Putifar: Isso mesmo, Husam! Nós estávamos só brincando! Jamais brigaríamos mesmo! – falou também claramente assustado.

Husam guardou a flauta e amenizou a face e a voz.

Husam: Melhor assim. – falou com um sorriso.

Lohoama suspirou. Husam era o mais forte dos quatro alunos e também o único que conseguia apartar as brigas de Nefertite e Putifar, devido às técnicas que sabia. Fenrir estava impressionado com a influência de Husam sobre os dois irmãos.

Lohoama: Muito bem, já pararam com as brigas?! Então, vamos logo para o campo de treinamento! – falou impaciente, seguindo na frente.

Fenrir e os garotos a seguiram. Detrich, Putifar e Nefertite, que decidiu deixar a desconfiança de lado, não paravam de fazer perguntas e mais perguntas sobre Asgard. Husam seguia o caminho em silêncio. Não era como os companheiros de treinamento. Era mais quieto e não depositava muita confiança em Nefertite, Putifar e Detrich. Eram infantis e não analisavam a situação antes de atacar. Atacavam sem pensar, por isso, inúmeras vezes, eram derrotados por Husam durante o treinamento. Ele era um "gênio". Pensava no próximo ataque deles e fazia uma estratégia sem furos ou margem de erros. Guingu andava ao seu lado.

Husam: Como os três são infantis... Não sei como esse patético Guerreiro Deus os suporta... Deve ser mais patético que Paole... – falou, e Guingu rosnou quando Husam falou de Fenrir daquele jeito. – Apesar que... Pra ter um lobo tão fiel como você, ele não deve ser tão patético. – falou um sorriso e o lobo acalmou-se.

Pararam de andar quando estavam na frente do Santuário. Já havia muitas pessoas treinando e o sol se fazia alto. Lohoama olhou para o sol, protegendo o rosto com uma mão. Deu um sorriso.

Nefertite: Mestra, o que foi? – perguntou meio impaciente.

Lohoama: Hoje vai chover, finalmente! Se preparem para mais à tarde ajudarem no plantio com a cheia do Nilo! – falou com um sorriso a aluna, que comemorou, junto com Detrich.

Fenrir respirou aliviado. Com a notícia e o treino, Putifar, Nefertite e Detrich pararam de fazer tantas perguntas sobre Asgard. Em certos momentos, não soube o que responder. Tinha coisas na história de Asgard que preferia que continuassem em Asgard, assim como o assunto que dizia a forma como viera parar no Santuário de Gaia.

Lohoama: Em posição de batalha! Nefertite, Detrich, Putifar e Husam contra eu e Fenrir! Apenas batalha coro a corpo, nada de cosmo, ou uma semana sem comida! – falou com um sorriso, e Fenrir olhou para ela meio irritado. Não estava a fim de lutar, mas a contra-gosto ia fazer aquilo. Guingu fez menção de lutar junto a ele, mas Fenrir fez sinal para o lobo ficar quieto.

Ele e Lohoama ficaram lado a lado e esperaram os garotos iniciarem a luta.

Husam tomou a frente e sussurrou para os três.

Husam: Vocês cuidam da mestra, eu luto contra Fenrir. Se oponham e vocês não voltam lúcidos para o alojamento. – falou sombriamente. Os três afirmaram e tomaram posição de batalha.

Husam ficou de frente para Fenrir.

-------- HUSAM X FENRIR --------

Husam: Essa luta vai estar terminada em dois minutos. – falou e preparou-se para atacar.

Fenrir olhou para o garoto com um sorriso cínico.

Fenrir: Tá... Pode atacar. – falou calmamente.

Husam avançou numa velocidade incrível. Se não fosse um Guerreiro Deus, Fenrir não veria os golpes. Husam tentou dar-lhe um soco no rosto, mas Fenrir, querendo divertir-se um pouco, abaixou-se um segundo antes do garoto atingi-lo, que foi parar do outro lado. Husam virou-se para Fenrir e olhou-o com ódio. Fenrir viu-se naquele garoto quando mais novo e tinha ódio das pessoas. O que será que tinha acontecido com aquele garoto?

Husam avançou mais rapidamente ainda, e atacou com vários socos e chutes o Guerreiro Deus. Fenrir desviava e bloqueava os ataques, mas o garoto estava ficando fora de controle, já que Fenrir desviava e bloqueava todos os golpes. Sua raiva estava fazendo seu cosmo adquirir proporções assustadoras.

Husam: VAMPIRO DE LONDRES! – gritou e suas unhas cresceram, enquanto seus caninos cresciam e ficavam pontiagudos, seus olhos cor de ameixa ficavam num tom prateado e sangrentos, ficou mais rápido e forte. Quando estava perto de dar um soco em Fenrir, caiu desmaiado, voltando ao normal.

-------- NEFERTITE/PUTIFAR/DETRICH X LOHOAMA --------

Os três atacavam Lohoama sem parar, que desviava dos golpes e às vezes os atingia com golpes fortes. A Flautista estava satisfeita com seus alunos. Estavam muito melhores e várias vezes chegaram perto de atingi-la sem o cosmo. Mais um pouco e poderiam se tornar Flautistas Secundários.

De repente, sentiu o cosmo de Husam. Era perigoso se ele resolvesse usar um certo golpe, e ficou apreensiva. Quando ouviu a voz raivosa do aluno ecoar, fugiu de um golpe triplo e deu uma forte pancada na nuca de Husam, que voltou ao normal e caiu desmaiado.

Lohoama: Eu disse sem cosmo! É difícil pra ele entender isso?! – falou irritada, pegando o garoto e o atirando para Putifar. – Leve-o para o alojamento e amarre-o na cama com Gleipnir (N/A: Fita macia e maleável como seda forjada pelos anões para prender o monstruoso lobo Fenrir na Ilha de Lingvi, já que vários oráculos prediziam que o lobo devoraria Odin. Quanto mais o lobo tentava livrar-se da fita, mais enredado nela fica e mais forte a fita fica)! Avise as cozinheiras que ele não vai comer por uma semana! Isso é pra ele aprender a seguir regras! Se estivessem infiltrados num santuário inimigo e tivessem que salvar Gaia, estariam mortos no momento! – falou autoritária. Os três afirmaram e saíram com o garoto desacordado.

A Flautista virou-se para Fenrir. Se tivesse se atrasado, um segundo que fosse, Fenrir estaria morto. Ficara realmente preocupada quando Husam decidira lutar contra o Guerreiro Deus. Foi na direção dele.

Lohoama: Você está bem? – perguntou claramente preocupada, fitando-o nos olhos.

Fenrir: Estou... Mas acho que não precisava ser tão dura com o garoto... – falou tentando parecer calmo, com o coração batendo mais depressa. Lohoama estava mais próxima dele e o tom de voz que ela usara era enfeitiçador.

Lohoama: Ele usou o cosmo, eu dei ordens espessas de que era uma luta corpo a corpo, e além do mais, o golpe que ele usou – ou tentou usar – foi proibido por mim e pelo pai dele, um Flautista também. – falou balançando a cabeça negativamente com a voz meio rouca e raivosa. – Vamos, tenho que fazer o almoço. – falou seguindo para a floresta. Fenrir seguiu-a de perto, preocupado com Husam e aquele golpe que Lohoama impediu-o de usar.