Krika, foi mal se te deixei na expectativa

Krika, foi mal se te deixei na expectativa! Eu tinha outros planos! Aqui está a continuação!

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, e apesar de não ganhar um tostão sequer com meus originais, ai de quem usá-los sem permissão!

A Flautista de Gaia

Capítulo 5 (ou será 6? O.ô):

Fogo... Racha... Paixão!

Lohoama e Fenrir andaram pela floresta e logo chegaram à entrada do Santuário, com suas enorme portas guardadas por um homem muito alto, um gigante, provavelmente, usando um tipo de roupa de pastor.

Fenrir: Ele não estava aqui ontem, Lô... – falou preocupado e um pouco assustado com o tamanho do homem.

Lohoama (sussurrando): Ele é um gigante, reencarnação de Gerion, o gigante de três corpos que apascentava seu rebanho numa ilha. Foi morto por Héracles (N/A: mais conhecido por Hércules. Hércules é colocado como o grego, mas é romano. O certo no grego é Héracles) e agora reencarnou. Gaia o coloca para vigiar a entrada do Santuário sempre que faz uma de suas festas e durante a madrugada. Quando não está vigiando a entrada, fica de olho nos aspirantes à Flautistas, já que estes não são anjos em pessoa... – falou um pouco marota, sacando sua flauta.

Fenrir: Vai hipnotizá-lo? – perguntou olhando-a atentamente.

Lohoama: Não, vou fazê-lo dormir. Se apenas hipnotizá-lo, ele vai se lembrar de nos ter visto saindo do Santuário.

Fenrir: Mas afinal, por que ele não pode saber disso? – falou preocupado.

Lohoama: Racha é uma coisa fora da lei, e Gaia não pode saber que eu participo de rachas, o castigo dela é terrível... – falou de forma cômica, avançando na direção de Gerion, tocando sua flauta.

O gigante começou a sentir seus olhos pesarem, seu corpo amolecer, até que cruzou os braços e as pernas, ajeitou-se apoiando as costas na parede ao lado das portas de saída do Santuário e adormeceu. A flautista deu um sorriso de vitória e fez sinal para Fenrir aproximar-se.

Fenrir: Incrível o seu poder com a música... – falou um pouco amedrontado com o poder de Lohoama. – Espero nunca ter que te enfrentar numa batalha de cosmo. – disse andando ao lado de Lohoama. Ao saírem das dependências do Santuário, o mesmo Jipe estava à frente das portas do local.

Lohoama: Nunca vai me enfrentar numa batalha, ainda mais de Cosmo. Gaia não costuma declarar Guerra Santa contra algum deus, não importa qual. E o inverso raramente acontece. Nós, Flautistas, somos mais uma garantia, com exceção das Flautistas de minha categoria. – disse tomando lugar ao volante, enquanto Fenrir sentava ao seu lado.

Fenrir: Sua categoria? – perguntou não entendendo bem o que Lohoama disse.

Lohoama: A elite de Gaia, as Flautistas Continentais. Representamos os todos continentes, incluindo o Ártico e Antártico. Somos sete ao todo. Eu represento a Europa. – falou arrependendo-se do que havia dito.

Fenrir: E o que vocês fazem além de serem uma garantia? – perguntou impedindo-a de acelerar o jipe.

Lohoama soltou o volante e respirou fundo. Explicar sua função como Flautista Continental era complicado.

Lohoama: Sempre que Athena entra numa Guerra Santa (N/A: Ou seja, a todo o momento u.u'''), nós temos que agir. Athena é a guardiã da Terra e somente ela pode fazê-lo. Se Athena perder e esse controle mudar de mãos, a humanidade vai sofrer e muito. Por isso, Gaia está sempre ao lado da bisneta, assim como Niké. Se Athena perder, as Flautistas Continentais tem que destruir um determinado monumento localizado em algum local do continente que representam. Quando Athena se tornou a guardiã da Terra, esse monumentos eram apenas coisas construídas pela humanidade, mas escolhidos à dedo por Gaia, se tornaram o centro da vida, animal e vegetal, do continente em que estão localizados. Se um for destruído, toda a vida no continente acaba e Gaia perde um sétimo de seu cosmo, que é gigantesco. Se todos forem destruídos, Gaia morrerá e a Terra se tornará um imenso nada. – terminou a narração observando o deserto à sua frente. O rapaz não sabia o que dizer. Aquela revelação caiu como uma bomba para ele. Imaginar que, se Athena tivesse morrido em Asgard, tudo deixaria de existir, o fez arrepender-se de ter entrado no caminho de Shiryu.

A Flautista abriu um sorriso e acelerou o jipe loucamente.

Lohoama: Mas não se preocupe, Fenrir! Athena jamais perderá, pois tem Niké ao seu lado! E ocasionalmente, Hécata e Circe mechem no tapete das Moiras para que Athena vença! – falou com um enorme sorriso, enquanto o carro corria pelo deserto numa velocidade de dar medo, já que Fenrir segurava fortemente na porta.

Fenrir sorriu para Lohoama. Viu bem que a atenção dela estava dividida entre observar o céu e olhar a estrada.

Fenrir: Tudo bem, Lô? – indagou, passando a olhar o céu.

Lohoama: Tem alguma coisa errada, Fenrir... A tarde, era para ter chovido, você deve se lembrar quando falei para os meus alunos que era para eles se prepararem para ajudarem no plantio com a cheia do Nilo. Mas não choveu! Eu nunca me enganei com isso, Fenrir... O clima era de chuva, eu vi nuvens carregadas se aproximarem vindas do Leste e o vento não mudaria de direção! Zéfiro (N/A: O deus que representa o Vento Oeste) sabe que estamos começando a ficar com escassez de alimentos, mesmo com Gaia presente, e não daria lugar à Eurus (N/A: Deus que representa o Vento Leste) para que ele levasse as nuvens de volta ao Leste! – exclamou claramente preocupada, ficando séria e voltando o rosto para Fenrir.

Fenrir pensou um pouco. Realmente, era estranho. Lembrava bem que Lohoama tinha dito que ia chover, e não chovera. E, se eles estavam começando a ficar com escassez de alimentos no Santuário e, possivelmente no Cairo e demais cidades ao longo do Nilo, a situação era ainda mais alarmante.

Chegaram rápido ao Cairo. Diferente do dia anterior, a cidade estava deserta, praticamente. Os estabelecimentos já estavam fechados e as pessoas já dormiam. O jipe correu pelas ruas até chegar numa garagem, Lohoama pegou um controle e apertou um botão, avançando em direção ao portão que abria. Estacionou o jipe ao lado de um McLaren azul-marinho todo equipado com nitroglicerina e outros tipos.

Lohoama: Vambora, Fenrir! Se eu não me apressar, perco a corrida de hoje! – disse saindo do carro e se colocando no volante do McLaren e Fenrir sentava ao seu lado. Deu a ré, fechou o portão e girou habilmente o carro 90° para então acelerar e dirigir de forma rápida pelas ruas do Cairo. Embaixo do carro, uma luz azul acendeu quando ela ligou o carro e acelerou.

As ruas desertas deixavam o caminho livre para o McLaren passar e correr até a Avenida Central. De forma rápida, Lohoama girou o volante e estacionou o carro entre outros dois carros, uma Ferrari e um desconhecido (N/A: Preguiça de consultar o meu pai pra saber o nome de outros carros bons de corrida além do McLaren e Ferrari... u.u''') na Avenida Central. Nas calçadas, vários hotéis, de grande e pequeno porte, lojas e restaurantes, já fechados. Os dois desceram do carro e um homem de cabelos negros até os ombros e olhos castanhos, usando uma roupa no estilo metaleiro veio até eles.

Lohoama: Fala aí, Adio! O povo já chegou?! – falou cumprimentando o homem.

Adio: Já, Lô! Tamos (N/A: Analfabeto ù.ú) só esperando você chegar! Não tem racha se a vencedora por dez vezes consecutivas não está presente para humilhar os iniciantes! – falou de forma marota, olhando atravessado para Fenrir. – Quem é o guri aí? Iniciante? – falou indo em direção de Fenrir, que estava apoiado no carro com os braços cruzados.

Lohoama: Ele é o Fenrir um amigo que veio lá da Noruega! – falou rapidamente, dizendo o primeiro país europeu e frio que lhe passou pela cabeça. Fenrir fez menção de falar algo, mas como a Flautista se encontrava mais atrás de Adio, fez sinal para ele ficar quieto, e assim o fez.

Adio: Ele não tem cara de norueguês não, Lô! – disse virando-se para a moça, com certa desconfiança na voz.

Lohoama: Você nunca viu um norueguês, Adio... Deixa o Fenrir e vai ver como estão as apostas, tenho que verificar se tá tudo ok com meu McLaren! – falou quase empurrando o homem para longe, levantando o capô do carro. O Guerreiro Deus se colocou ao seu lado, pra ver se aprendia algo sobre carros (N/A: Ele viveu a vida inteira na floresta, já tinha visto carros, mas nunca mexido num. É obvio que ele não entende nada sobre motores).

Adio saiu, olhando desconfiado para Fenrir, indo para a outra calçada, do outro lado da avenida, onde estava a maioria dos espectadores da racha. Outros homens vestido no mesmo estilo de Adio recolhiam muito dinheiro e anotavam nomes e quantias em alguns papéis.

Lohoama: Hoje eu não vou ganhar... – sussurrou verificando se havia nitroglicerina o suficiente, certificando se os tubos de conexão estavam bem encaixados (N/A: Ok, eu não entendo de carros, eu admito. O que sei provém de Velozes e Furiosos e o monte de vezes que ouço meu pai reclamando de alguma coisa no carro, mas, tipo, totalmente alienada e não sabendo o que se passa... û.û), enfim, se não havia coisas fora do lugar.

Fenrir: Por que não? Não gosta de ganhar? – perguntou não entendendo. Se ela vencera por dez vezes consecutivas, por que não ganharia a racha de número onze.

Lohoama: Tá vendo aquela mulher de cabelos loiros com as pontas mais escuras, usando óculos escuros? – falou indicando para Fenrir olhar discretamente por cima de seus ombros.

Fenrir: Sim, tô vendo. O que é que tem? – perguntou não sabendo aonde ela queria chegar.

Lohoama: É da polícia, tá esperando darem o sinal de que a racha vai começar pra atacarem e prenderem o povo. Alguém abriu o bico e contou onde que era a corrida de hoje. – falou a última frase com raiva. – Odeio traidores. – constatou fechando o capô.

Fenrir ainda observou um pouco a mulher. Não lhe parecia suspeita nem nada, mas confiava no julgamento de Lohoama.

Os carros começaram a ser preparados para a racha. Dos vinte e poucos carros presentes, apenas dez iam correr. A primeira dupla, Lohoama e alguma outra mulher, se prepararam para correr.

Lohoama: Fenrir, não se misture ao povo que vai assistir a racha. Quando eu der o sinal, você vai correr e entrar no carro.

Fenrir: Porque a polícia vai atacar, acertei? – perguntou apenas para ter certeza.

Lohoama: Sim. Vou colocar o braço pra fora e erguer a mão em sinal positivo. Esse é o sinal. (N/A: Admito, sinal meio besta... u.u) – falou entrando no carro. Pelo retrovisor, viu a mulher ligando o celular e discando um número. Olhou o resto da rua pelo espelho e verificou de onde os carros e demais policiais iam sair. Suas habilidades analíticas surpreendiam. Parecia ter sido treinada pelo deus Urano.

Uma mulher foi para frente, ficando entre os carros e ergueu os braços. Os espectadores se afastaram um pouco para não engolir poeira e nem fumaça. Os carros se prepararam para acelerar. Um tiro foi ouvido e a mulher abaixou-se completamente. Lohoama deu o sinal e Fenrir correu, entrando no carro, enquanto o outro acelerava e começava a correr, ao mesmo tempo em que vários carros policiais e vários oficiais da polícia apareciam e um bando de pessoas começava a correr para os carros.

O McLaren acelerou e cantou pneu, virando à esquerda, escondido pelas pessoas que corriam desesperadas. Lohoama acelerou o carro rapidamente, rindo enquanto Fenrir se segurava nas curvas para não voar por dentro do carro, já que não tivera tempo de colocar o cinto de segurança.

Logo chegaram a garagem onde o jipe estava estacionado, virando o volante com certa violência e abrindo o portão, Lohoama estacionou o carro. Só que, o carro virou com tanta violência e velocidade para a direita, que o Guerreiro Deus não teve tempo de se segurar, e voou, literalmente, de encontro a Lohoama, que havia se virado para ver se o rapaz estava bem, bem no exato momento em quê o rosto de Fenrir ia de encontro ao rosto dela, colando os lábios dele nos dela (N/A: Cara, que beijo mais forçado! X.X).

Ele sentia que o sangue fervia e corria mais rápido em sua veias, estavam com os corpos praticamente colados. Ela sentia sua face aquecer-se de vergonha e avermelhar-se loucamente até a raiz dos cabelos. O beijo, que começara tímido e queria parar, acabou aprofundando-se, tornando-se um beijo mais sedutor e carregado de volúpia. O rapaz levou as mãos ao pescoço da moça, que fechou os olhos e controlou sua respiração para que o rosto volta-se ao normal.

Fenrir desceu a mão para a cintura da Flautista, totalmente fora de si. Estava simplesmente tomado pelas emoções e sensações que o beijo lhe causara. Lohoama levou uma das mãos para a camisa do rapaz, puxando-a até que conseguisse tocar a pele da cintura do Guerreiro. Fenrir, ao sentir o toque de Lohoama, sentiu arrepiar-se na nuca e ao longo da coluna, e, como se o toque lhe fizesse acordar de um sonho, de forma rápida e precipitada, afastou-se da moça, interrompendo o beijo de forma violenta.

Fenrir: Des... Desculpa-me, Lô! Não sei o que deu em mim! – falou apressado, com medo do que Lohoama poderia pensar dele. Arrumou a camisa e tentou controlar seu coração, que insistia em continuar a bater violentamente.

Lohoama: Tudo bem. A culpa foi minha de dirigir tão irresponsavelmente! – falou apressadamente, saindo do McLaren e indo para o jipe. Fenrir a seguiu.

Os dois seguiram a maior parte do caminho de volta ao Santuário em silêncio. Nenhum dos dois tinha coragem de dizer algo depois do ocorrido. Lohoama não sabia o que fazer. Sentira que o beijo era verdadeiro, tinha certeza disso, mas fora tão forçado o início do beijo, que tinha medo que aquilo não tivesse mais chances de acontecer.

Fenrir não sabia o que pensar de si mesmo. Mentalmente, xingava-se de estúpido, idiota, entre outros, mais pesados ou não. Lohoama devia achá-lo um aproveitador por ter tornado o que antes era um beijo acidental um beijo cheio de significados. Queria enterrar a cabeça num buraco de tanta raiva que sentia de si mesmo.

Chegaram rápido ao Santuário. Entraram silenciosamente, mas Gerion não estava adormecido ao lado dos portões, estava de pé, muito bem acordado, ao lado de Gaia, Ísis e Neftis.

Lohoama: Essa não... – murmurou, vendo o olhar assassino que Gaia lhe dirigia.

Gaia: Lohoama, tem idéia de como me deixou preocupada?! Não só você, como o Fenrir também! – gritou irritada, e irritou-se mais ainda ao ver que a imortalidade de Lohoama fraquejava, como Neftis havia lhe relatado. Isso não podia acontecer. Não podia perder sua melhor Flautista e a Epigéia (N/A: Ninfas da terra, decidi chamar as armaduras dos protetores de Gaia assim) Européia de Garça não podia ficar sem alguém para usá-la. – Venha comigo, Lohoama! – falou controlando sua raiva. Gaia sempre fora uma deusa estourada. E essa raiva descontrolada levara a castração de Urano, ao destronamento de Cronos e à rebelião contra Zeus, que, por sorte, não funcionara.

Fenrir olhou para a deusa à sua frente. Não parecia a deusa com quem falara depois que acordara. Parecia um demônio encarnado. Olhou para Lohoama, que tinha um olhar confiante. E, seria apenas sua impressão, mas por alguns segundos, poderia jurar, novamente, que as pupilas dos olhos dela eram normais. A moça virou-se para ele.

Lohoama: Consegue voltar pra minha casa sozinho? – perguntou observando-o atentamente, estudando as reações do jovem.

Fenrir: Acho que sim... – respondeu sem entender.

A Flautista foi na direção de Gaia. Antes de as duas sumirem por entre as árvores, Lohoama ainda lançou um último olhar para Fenrir, um olhar que, sem saber por que, doeu no rapaz. Era um olhar desolado. Ao constatar que Neftis e Ísis seguiram Gaia, o Guerreiro Deus seguiu pela floresta, pelo caminho que acreditava ser o da casa de Lohoama. E não é que ele acertou?!