Krika, sério que achou o beijo dos dois fofo? Eu achei tão forçado... Mas tudo bem, eu sou puxa-saco dos Guerreiros Deuses mesmo!
Baile na Mansão Heinstein e Aniversário de Hilda já foram atualizadas! Quando aparece lá?
Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, mas quanto aos meus originais, dêem os devidos créditos e me passem a fanfic que fica tudo ok!
A Flautista de Gaia
Capítulo perdi a conta:
For You
Hana caminhava pela floresta, e sem saber por que, tinha a impressão de estar sendo observada. As árvores pareciam olhá-la, em meio às folhagens, galhos e ramos, tinha a impressão de ver cabelos espalhados, com fios finos e que brilhavam com a luz da lua. Junto ao tronco, e camuflado neste, um corpo feminino. Algumas flores pareciam olhos que a observavam incessantemente. Era tão assombrosa, essa sensação de estar sendo vigiada por alguma criatura superior! Virou numa árvore olhando para os lados, não para frente, e apenas reparou que Shido estava ali ao trombar com o mesmo. Afastou-se, muito vermelha.
Hana: Ah! Desculpe-me, Shido! Não vi você aí! – apressou-se em falar, gesticulando com as mãos freneticamente.
Shido: Tudo bem, acidentes acontecem! – falou com um sorriso gentil – A Reira me pediu pra vir atrás de você, já que estava demorando pra voltar. – falou um pouco sério, oferecendo o braço para Hana segurar.
Hana sentiu a face avermelhar-se mais, até a raiz dos cabelos, ao ser fitada nos olhos. Não conseguia encarar o olhar dele e desviou o rosto, segurando no braço dele.
Hana: Reira se preocupa demais comigo! – falou fazendo ar de inteligente. Era uma verdade o que acabara de dizer. Reira cumpria o papel de irmão mais velha bem até demais para o gosto da jovem. Shido apenas deu um discreto sorriso.
Shido: Ela está apenas cumprindo o papel de irmã mais velha. – falou com uma cara como se aquilo fosse a coisa mais óbvia que existia.
Hana: Mas eu sou uma Flautista Continental! Sei me cuidar muito bem! – falou fazendo ar de ofendida, mas ao mesmo tempo, inocente.
Shido: Ela sabe disso, eu sei disso, você sabe disso, mas gostamos de te tratar como se fosse uma adolescente mimada que é facilmente alvo de ladrões e tarados sexuais. – falou em tom de brincadeira. Hana deu um tapa leve no braço do Guerreiro Deus que se encolheu um pouco fingindo estar com medo.
Hana: Ei! Eu não sou uma adolescente mimada! – disse parecendo brava, soltando o braço de Shido, cruzando os braços e virando o rosto.
Shido: Não é mimada e nem orgulhosa, mas é uma adolescente muito linda... – disse num sussurro com um discreto sorriso nos lábios. – Vamos, ou a Reira pessoalmente vem atrás de você! – falou, puxando-a pelo braço.
Quando os dois já estavam distantes, de uma paineira foi possível distinguir uma silhueta feminina "saltar" do tronco suavemente, com cabelos cacheados até os calcanhares, num tom de violeta muito escuro, olhos num negro como uma noite sem estrelas, pele branca, com um leve amorenado de árvore. Estava nua, e as formas do corpo eram suaves, era alta, e os cabelos caiam pelos ombros e pela frente do corpo, contrastando com o rosto circular e queixo pontudo e arredondado e com o corpo de forma harmoniosa. Os lábios eram carnudos e de um vermelho sangue. Era jovem, aparentemente.
Jovem: Quem ele pensa que é para se meter com uma Hamadríade, ou melhor, com a minha irmã caçula Hana?! – falou irritada, demonstrando o quanto possessiva era em relação a Hana.
De um pinheiro, "saltou" da cintura para cima uma silhueta feminina. Tinha os cabelos longos e encaracolados, unidos a árvore e partindo dos galhos, de um tom castanho-árvore escuro, os olhos eram profundos e mantinham uma aparência sábia, num tom de verde-folha muito claro, quase branco, a pele também de um branco com um leve amorenado de árvore, . Os seios estavam nus, e algumas poucas mexas do cabelo encaracolado caiam por cima de forma a dar-lhe uma aparência sensual. Os lábios finos e rosados davam um ar inteligente. Também tinha a aparência jovem.
Jovem: Acaiah! Deixe Hana viver a vida de humana que leva! – falou em tom de aviso a de cabelos cacheados.
Acaiah: Mas, Acidália! Ela é uma Hamadríade! Devia viver conosco, não como uma Flautista! – falou de forma irritada.
Acidália: Ela foi criada entre os humanos e Flautistas, Acaiah! Deve continuar a viver com eles. – falou de forma ríspida e irritada.
Acaiah: Humanos são criaturas desprezíveis, Acidália. Hana é minha irmã mais nova, se eu não respeitasse Reira, ela teria voltado para a floresta na noite em que Reira a levou! Mas aquele Guerreiro Deus eu não vou aturar! – falou de forma possessiva, fazendo menção de correr até os dois, porém uma mão a segurou.
Uma hamadríade que saltara de um ipê de flores amarelas a segurava. Tinha os cabelos no final da panturrilha e ondulados de forma forte e marcante, louro-ouro, com várias flores decorando-o, os olhos serenos eram de um azul marcante, lembrando um lago de águas revoltas, a pele num tom branco amorenado árvore bem claro. Os cabelos caiam pelo corpo de forma harmoniosa. As curvas harmônicas e suaves davam-na sensualidade reforçada. Os lábios carnudos e vermelhos davam-lhe uma aparência selvagem e marcante.
Acaiah: Danae, não vai me impedir! – falou cerrando os dentes.
Danae: Não vou impedi-la, mas pare e pense: se Hana foi criada entre humanos e tornou-se uma flautista, então esses eram os desejos das Moiras. Eu também gostaria de ir contra esse destino que foi traçado, mas não podemos. Assim como você, não quero que o coração de Hana fique ferido quando Shido voltar para Asgard, mas somos apenas ninfas que nascem e morrem com as árvores. Não temos poder para ir contra as Deusas do Destino. Nossos cosmos se equiparam ao de semideuses, mas nossos destinos não são ir contra as Moiras. E não podemos interromper a felicidade de Hana para trazê-la a um meio cujo qual ela não pertence por ter crescido longe dele. Isso só feriria o inocente e frágil coração dela mais ainda, Acaiah. – falou sabiamente. Percebendo que a ninfa amolecera os músculos e não fugiria, soltou-a.
Acaiah: Tem razão, Danae... Somos apenas ninfas, não podemos ir contra as Moiras... – disse tristemente, dirigindo-se para sua árvore, incorporando o corpo ao tronco da árvore e os cabelos aos galhos, ramos e folhas.
Danae fitou Acidália, que a olhou tristemente.
Acidália: Não de engane, Danae... Acaiah ainda não desistiu e nem vai desistir... – falou, incorporando o tronco do corpo à árvore e os cabelos aos galhos, ramos e folhas.
Danae: Eu sei. – falou preocupada. Saltou para sua árvore e a floresta mergulhou num profundo, inquietante e incômodo silêncio. Nem mesmo as corujas piavam, os animais noturnos andavam ou caçavam ou casais apaixonados caminhavam.
Hana e Shido, ao invés de irem direto para a casa da jovem, pareciam duas crianças brincando de pega-pega, já que Hana se soltara da mão de Shido e começara a correr pela floresta, induzindo o rapaz a correr atrás dela.
Hana: Vamos ver se você me pega! – falou risonha, correndo para trás de uma árvore, e antes que o Guerreiro Deus chegasse onde ela estava, saltou para os galhos da árvore, escondendo-se nas folhagens habilmente.
Shido olhara para todas as direções, mas absolutamente nada indicava a presença de Hana naquele lugar. Ouviu um grito vindo do alto, e antes que pudesse reagir, Hana caíra em suas costas e o enlaçara pelo pescoço num abraço terno e inocente.
Hana: Peguei você! – falou com voz de criança, com um leve sorriso nos lábios.
Shido: É pegou... – falou, segurando as pernas dela, forçando-a a ficar nas suas costas, já que ela tencionava descer para terra firme, e o rapaz começou a rodar, enquanto Hana ria e soltava leves gritos. – E agora eu te peguei! – falou também rindo.
Parou de girar e, admitia, estava meio zonzo e seus passos não estavam completamente coordenados, pois trocava os pés, e somado ao fato de Hana ainda estar em suas costas, quase foi ao chão, mas a Flautista saltou de suas costas a tempo de segurá-lo – ou pelo menos tentar...
Hana não viu muita coisa, nem se lembrava de muitos detalhes da cena que se seguiu ao tentar segurar Shido, de tão rápido que a cena se sucedera. Apenas sabia que saltara das costas do Guerreiro Deus e fora para frente dele, no intento de impedir a queda deste, e apesar de não parecer, também estava zonza, então assim que o corpo do rapaz encontrou as mãos da jovem, os dois foram parar no chão. A Flautista estava muito vermelha, até a raiz dos cabelos, assim como Shido, que caíra em cima dela.
Shido: Des... Desculpe-me, Hana! – falou apressado, com a voz tremida. Como pudera ser tão idiota a ponto de tentar andar estando zonzo ao invés de escorar numa árvore e esperar seu senso de equilíbrio voltar ao normal?!
Hana sequer conseguia articular alguma palavra, de tão surpresa que estava, fora o cheiro de pinheiro inebriante de Shido, que insistia em invadir-lhe as narinas e atordoar seus sentidos (N/A: Ok, admito, sou campeã em puxa-saquismo dos Guerreiros Deuses... u.u''''').
Uma leve brisa atingiu a floresta, balançando lentamente as folhas das árvores que pareciam sussurrar mensagens umas as outras. Num ponto não muito distante da floresta, uma Hamadríade saltou de sua paineira e começou a andar raivosa, enquanto duas outras Hamadríades, que haviam saltado de um pinheiro e de um ipê, corriam atrás da mesma, no intuito de tentar deter Acaiah.
Acidália: Acaiah acalme-se! Não se precipite! – gritou, tentando inutilmente aplacar a fúria da Hamadríade de uma paineira, enquanto várias outras Hamadríades expunham da cintura para cima em suas árvores para observar melhor o que se sucedia. Depois de sair completamente de sua árvore, era possível ver que Acidália tinha os cabelos encaracolados até os joelhos, que iam e forma sensual pelas costas e pela frente do corpo de curvas sensuais e delicadas.
Acaiah: Fica quieta, Acidália! Não vou deixar minha irmã mais nova nos braços de um humano! – falou com clara raiva, praticamente correndo na direção falada pelas demais hamadríades.
Danae: Acaiah! O que pensa que está fazendo?! Não podemos nos revelar a humanos! Ainda mais se tratando de um homem, e se olhar bem à forma como estamos... Bem, ele agiria conosco da forma que você não quer que ele aja com a Hana! – falou parando de andar, colocando as mãos na cintura de forma decidida. Acaiah parou de andar ao ouvir Dane falar. Parecia irritada demais.
Acaiah: Por que me lembrou disso, Danae? – falou e era possível ver seu constrangimento na coloração de sua pele clara com leve amorenado de árvore. Danae não conseguiu disfarçar um risinho de vitória por conseguir pará-la.
Danae: Vem, vamos observar o que vai acontecer! – disse, fazendo sinal para as outras duas ninfas seguirem-na. Cada uma subiu numa árvore e esconderam-se nas folhagens de forma camuflada. De onde estavam, podiam ver Shido e Hana.
Fenrir estava deitado na cama de Lohoama, olhando num ponto fixo do teto. A cama tinha o cheiro de Lohoama impregnado, o perfume de uma rosa branca, um cheiro que, sem saber por que, o agradava e o deixava calmo. Sentia aquele perfume invadir suas narinas e fechou os olhos, deixando-se levar pelo perfume que o embalara para algum sonho.
Guingu estava deitado na sala, "montando guarda" como se poderia dizer. Um ruído vindo do lado de fora fez o lobo entrar em alerta e ir até o quarto, acordar Fenrir. O Guerreiro Deus assustou-se ao ser acordado, mas como se recompôs logo, foi para fora, ver se tinha algo. Assustou-se tremendamente com que viu.
Lohoama andava na direção da casa, escorada nas árvores. Percebia-se que tinha dificuldade em andar e até mesmo em respirar. O rosto estava sujo de terra e a saia tinha manchas de terra e de algo que ele não identificou, com alguns rasgos na barra. Correu na direção da Flautista e amparou-a quando esta estava indo de encontro ao chão. Não sabia o que havia acontecido, mas via que os cabelos, tão macios e sedosos, de uma aparência perfeita, estavam embaraçados, com fios quebrados (N/A: O meu terror: Fios quebrados! xD) e sujo de um líquido muito vermelho já seco. Tomou-a nos braços, percebendo que adormecera. Levou-a para dentro e deitou-a cuidadosamente na cama.
Foi até a cozinha, pegar água para limpar o rosto e os cabelos da jovem. Nesse meio tempo, uma mulher com cabelos nos calcanhares, lisos e de um negro azulado muito bonito e brilhante, presos numa trança que fazia um meio coque no alto da cabeça, caindo pelas costas até os joelhos, os olhos de aparência sábia e altiva, num tom de azul muito límpido, a pele clara, lábios carnudos e azulados, usando uma longa túnica de cetim azul-mar, com um cinto de seda negro com finos fios de ouro, percebia-se que as curvas do corpo eram delicadas por baixo do tecido semitransparente; entrou pela janela silenciosamente e parou ao lado da cama de Lohoama.
Mulher: Acorde logo... Não o deixe esperando, Lô. Vocês dois merecem a felicidade, e muito. – disse, colocando uma mão sobre o colo da Flautista. Por um segundo, uma tênue e quase inexistente luz branca envolveu sua mão e penetrou pelo corpete da jovem. – Não posso fazer mais do que isso por você, infelizmente... Meus poderes curativos estão muito limitados por causa do cosmo de Gaia. Agora descanse, minha menina. – sussurrou com voz doce, depositando um carinhoso e amável beijo na testa da jovem, apressando-se para a janela em seguida. No momento em que pulou a janela, Fenrir entrou pela porta do quarto. A mulher espiou com cuidado pela janela o Guerreiro Deus molhar um pano e com cuidado limpar o rosto da Flautista. Sorriu intimamente. Apesar de Lohoama não ser sua filha de sangue, treinara-a quando chegara no Santuário e a considerava a filha que nunca tivera.
