Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, enem seus personagens. Quanto aos originais, basta dar os devidos créditos e me avisar e tudo acertado. (hoje vou aparecer lá no final)
A Flautista de Gaia
Capítulo não tenho idéia (u.u''''''):
Tempestade I
Acordou sentindo um calor gostoso nas costas. Hélios (N/A: Filho de Hipérião e Téia, conduz a carruagem do sol, ou então o próprio sol, irmão de Éos, a aurora, e Selene, a lua) já entrava pelas frestas da cortina sem pedir permissão e iluminava o quarto, aquecendo a jovem deitada na cama. Lentamente, lembrou-se dos acontecimentos da noite anterior... Ela e Shido haviam chegado da caminhada noturna e ela o convencera de sentar um pouco com ela na sala, antes de irem dormir. Enquanto conversavam sobre assuntos banais, aconchegou-se melhor no sofá, apoiando a cabeça no ombro do Guerreiro Deus e adormecera, provavelmente. Shido devia ter lhe trazido até o quarto e a colocado na cama...
Levantou-se, se espreguiçando preguiçosamente. Trocou o vestido por outro, mais comprido e colocou um chapéu, pois o sol parecia forte no momento. Saiu do quarto e foi até a cozinha. Reira preparava o café da manhã, quanto aos gêmeos de Zeta, nem sinal.
Hana: Onde estão Bado e Shido? – perguntou, sentando à mesa.
Reira: Bom dia pra você também. Ainda estão dormindo. – murmurou, meio irritada. Prometera a Bado parar de fumar, e no momento, não fumava, deixando-a incrivelmente nervosa.
Hana: Você não está fumando... Decidiu parar?! – perguntou esperançosa.
Reira: Prometi pro Bado que ia parar. – murmurou quase que de forma inaudível.
Hana levantou-se rapidamente e parou ao lado da irmã que estava fazendo umas panquecas.
Hana: Vocês dois tão juntos?! Por que, tipo... Não vejo outro motivo pra você prometer pra ele que vai parar! – falou num sussurro gritado, ansiosa.
Reira: Gaia, dai-me paciência... – murmurou, arqueando uma sobrancelha, irritada. – Sim, estamos juntos. Agora, me fale de você e Shido. – disse num sussurro com tom malicioso na voz. A face de Hana incendiou-se.
Hana: Que... Que quer dizer? – perguntou, gaguejando, virando o rosto.
Reira: Ora, do jeito que vocês demoraram ontem pra chegar... Vamos, fala, eu sou sua irmã: aconteceu algo mais? – perguntou sussurrando, com olhar e sorriso maliciosos.
Hana: Não. – sussurrou em resposta, lamentando mentalmente que nada demais houvesse acontecido.
Reira voltou a atenção para o fogão, parecendo calma, mas por dentro estava planejando mil e uma torturas para usar no asgardiano. Dava até para escrever um livro com o devido título: Mil e uma formas de torturar um cavaleiro e cia. Ia começar a pensar na forma número cem quando os dois gêmeos entraram, dizendo bom dia e começando a encher a cozinha com o som de suas vozes, enquanto conversavam com Hana.
Já amanhecera. Fenrir até que se virara bem na cozinha e estava levando o café para Lohoama. Encontrou-a sentada na cama, com as costas apoiadas na cabeceira. Guing permanecia deitado ao lado da cama, fiel às ordens que recebera.
Fenrir: Sei que não ficou tão bom como você cozinha, Lô, mas está pelo menos aceitável. – disse sentando ao lado da Flautista, apoiando a bandeja nas pernas esticadas da jovem. A Flautista fitou o copo onde havia leite quente e o prato onde havia ovos mexidos, e do lato do prato, alguns figos.
Lohoama: Mesmo assim, parece uma delícia. – diz levando um garfo cheio de ovos mexidos à boca. Mastiga um pouco e faz suspense pra falar como estava, deixando o Guerreiro Deus aflito. – Está ótimo! Uma maravilha pra quem vai pra cozinha a primeira vez na vida! – fala brincalhona, rindo ao ver a cara de alívio de Fenrir.
Enquanto comia, os dois conversavam amigavelmente. Lohoama tomava o devido cuidado com o que falava, para não revelar seu passado ao rapaz. Não ainda... Precisava colocar a cabeça no lugar, tomar precauções quanto à Gaia, Ísis e Neftis, garantir que não o veria morto por causa de algum descuido. Não podia jogar a chance que tinha de ser feliz pela janela.
Hélios já alcançava o meio do céu, quando a Flautista lembrou-se do almoço que combinara com as amigas no Cairo.
Lohoama: Caramba! Eu já estava esquecendo que combinei com a Hana e com a Reira que ia almoçar com elas hoje no Cairo! – exclamou, levantando-se.
Fenrir: E você vai me deixar aqui? – perguntou, com uma cara mal-humorada.
Lohoama: Não sou tão boba... Você também vai, assim fica se atualizando omo Bado e o Shido. – fala com um sorriso.
Mais tarde, todos já se encontravam na entrada do Santuário. Ao invés de um jipe esperando-os na entrada, uma pick-up vermelha.
Reira: Até que enfim! Pensei que não ia mais! – disse irritada, com umaveia pulsando na testa.
Lohoama: Desculpa, tive alguns problemas... – falou rápido, tentando parecer calma. Estranhou o fato de Reira não estar com um cigarro aceso na boca, como sempre estava. Será que Bado estava começando a colocar juízo na cabeça da Flautista?
Hana: Bem, vamos logo! Estou morrendo de fome! – falou exasperada, subindo na carroceria na pick-up com a ajuda de Shido.
Reira: Está falando isso porque comeu três omeletes feitos com três ovos cada um! – respondeu, sentando no local do motorista.
Hana: Ei! – tentou alcançar a irmã pela janela traseira, em vão, pois Shido a segurou.
Lohoama deu um meio sorriso. Precisava esfriar a cabeça, mas ainda não conseguira se tranqüilizar. O que acontecera para demorar tanto para chegar em casa? Quando voltasse, teria uma conversinha com certas Dríades e Hamadríades... Talvez lhe contassem algo...
Fenrir fitava Shido e Bado sem entender. Shido parecia obstinado em evitar que Hana alcançasse o pescoço da irmã, e Bado, bem, este parecia um tanto íntimo de Reira. Passou a observar Lohoama. Estava sentada ao seu lado, apenas esperando Reira dar a partida no carro.
Reira girou a chave e o carro começou a deslizar pelas areias, suavemente. As dunas ao redor pareciam acompanhá-los, guiá-los. O vento estava levemente úmido, devido ao rio Nilo com suas águas um tanto calmas, não muito longe de onde estavam.
Chegaram rapidamente ao Cairo, ou pelo menos assim pensaram, pois ficaram demasiados distraídos com a paisagem, ou então entretidos numa conversa.
Foram para um restaurante na área de maior circulação de pessoas. Sentaram e de início, pediram pão árabe, Tahina (N/A: Pasta feita de gergelim) e Baba Ghanoug (N/A: mistura de tahina com alho e berinjela) para passar no pão. O pão era achatado e redondo. Enquanto degustavem do pão com aquele estranho patê, conversavam animadamente. Ao redor, as demais mulheres acompanhadas da família, jovens ou velhas, usavam véus nas cabeças, cobrindo-lhe os cabelos, com brincos, pulseiras, anéis e colares de ouro, olhavam com faces nada agradáveis para as três Flautistas acompanhadas dos Guerreiros Deuses, mas algumas velhas com olhos mais persipcazes que as demais, apenas as analisavam, tirando iguais conclusões. Velhas que usavam vestes inteiramente negras, com máscaras que deixavam-lhe apenas os olhos à mostra. Velhas que já tinham vivido muito e reconheciam mulheres guerreiras, antigas Flautistas que agora apenas viviam os restos de suas vidas, que conheciam a história de Lohoama, e agora apenas torciam pela felicidade de uma velha amiga de batalhas. Por baixo de suas máscaras negras, enigmáticos sorrisos de lábios estampavam suas faces.
Após o "tira-gosto", pediram Bikli (N/A: porção de legumes sortidos, temperados e em conserva) para acompanhar a refeição, e como prato principal, Kebabs (N/A: É um prato muito popular feito de carne de carneiro ou frango, cortada em pedaços, marinada e grelhada. Uma variação do kebabs é o kofta, que é o mesmo prato feito com a carne moída e preparada do mesmo modo) e pombo recheado acompanhado de arroz.
Conversavam animadamente, sem preocupar-se com nada, afinal, eram tempos de paz os que viviam no momento. E nada abalaria o quanto estavam animados, até Hana, de forma triste, abordar o assunto dos Guerreiros Deuses retornarem para Asgard.
Ninguém falou muita coisa após trocarem algumas palavras sobre esse assunto, cada qual abandonado aos próprios pensamentos. A verdade é que nenhum deles desejava que o retorno para Asgard se realizasse. As Flautistas pelo fato de que, enquanto vivessem no Egito, não conseguiriam jamais algum namorado. A maioria do país eram muçulmanos, e mulheres muçulmanas submetem-se aos homens mais que qualquer outra. E elas, Flautistas, eram submissas apenas aos deuses. Além disso, como explicar à alguém que deuses de religiões pagãs, como diziam, existiam e lutavam entre si pelo domínio do mundo que conheciam? Tarefa dificílima, ainda mais difícil para Lohoama... Quanto aos Guerreiros Deuses, Shido não desejava abandonar aquela terra... Lhe trazia paz, algo que não conseguiria se retornasse à Asgard... Sozinho, ou melhor, sem Hana. Era ela quem lhe trazia a paz que ele julgava vir do lugar onde estava. Bado já desejava mais o que nunca permanecer pelo fato de que em Asgardnão teria a liberdade que sempre tivera porque agora todos saberiam que eram irmãos gêmeos. Quanto a Fenrir... O Guerreiro Deus de Alioth não sabia o que fazer, sua razão lhe dizia para voltar, mas seu coração, há muito esquecido que ainda existia, dizia para ficar... Ou ao menos, levar alguém consigo... Alguém que naquele momento estava sentada ao seu lado. Mas o que fazer, definitivamente? Desde que acordara, estava perdido em meio ao turbilhão de novas sensações que estava esperimentando, pelo fato de ter vivido afastado de tudo e todos por muitos anos.
Já era lá pelas três da tarde quando o grupo saiu do restaurante, saindo da cidade e retornando para o Santuário de Gaia. Cada qual foi para sua casa ao chegar. Um pouco mais atrás de Lohoama, Fenrir seguia silencioso, com as mãos nos bolsos, olhando para o chão,abandonado aos próprios pensamentos. Tentava entender o que era aquilo que sentia por Lohoama... A palavra que lhe vinha em pensamentos à muito fora esquecida por seu coração, por sua mente, por seu corpo. Essa palavra, a palavra amor, seu sentido também fora esquecido. Será que significava senti o coração palpitar até uase sair pela boca, os pensamentos desordenarem-se, sentir o sangue quase que sumir das veias, tamanha rapidez com a qual corre, encartar-se com apenas um sorriso, sentir aquela vontade louca de proteger alguém, mesmo que lhe custasse a vida? Seriam esse os sentidos da palavra amor? Se fossem, então, podia concluir: estava amando, amando à alguém do qual não tinha idéia do passado (N/A: Sei que essa parte ficou melada, é que estou inspirada no momento para "crises existenciais" xD).
Ao entrarem na casa, os dois trocaram poucas palavras. Quando Hélios já começava a chegar ao final de sua jornada diária, começando à dar lugar para Nix, Lohoama pegou a mesma mochila do dia em que Fenrir acordou e o chamou. Precisava trabalhar, mas naquele momento, preferiria ficar em casa...
E eu cortei na melhor parte! xD Sou maldosa!
Mas é por uma boa causa: No próximo capítulo, o Hentai que todos que lêem aguardam! (bom eu imagino que todos aguardam... (leva sapatada))
Krika Haruno: Calma, mulher, calma! Gaia vai ter sua punição! xD E depois da Ísis, ainda vai virar do bem! xD
Lysley Almada: Que bom que gostou e que vai acompanhar! Aqui está mais um capítulo!
Beijinhos da Tenshi Aburame!
