Chegaram rápido ao Cairo. Nenhum deles falava, ainda estavam dispersos em pensamentos. O "Templo de Ísis" estava cheio, muitos carros estavam estacionados, e a maioria de executivos e empresários. O mesmo homem que quando estiveram lá da outra vez guiou Fenrir para o restaurante do Hotel, enquanto a Flautistaia para a entrada de funcionários, preparar-se para o show do dia.

Nuvens chegaram do oeste. Nuvens de chuva que passaram desapercebidas até para o meteorologistas mais experientes...

Fenrir foi servido de pão árabe e tahina, enquanto esperava o jantar ser servido. Tamborilava os dedos na mesa, entediado. A apresentação estava demorando para se iniciar. Queria ver Lohoama dançando novamente, e a impaciência tomava conta de si como um veneno injetado diretamente na veia e se espalhava rapidamente. Finalmente, a luz baixou, deicando apenas velas vermelhas acesas.

Uma música lenta começou a tocar, e detrás das cortinas do palco saíram as mesmas cinco mulheres em fila indiana, andando devagar, todas vestidas com longos vestidos de seda negra, com adornos de ouro. Apesar de todas estarem com os rostos cobertos e usarem as mesmas roupas, o Guerreiro Deus reconheceu Lohoama entre as dançarinas.

Quando todas estavam em posição, a música começou realmente a tocar, lentamente no início, mas ficava cada vez mais rápida, fazendo as jovens apenas acompanharem a música com passos rápidos e sensuais. Fenrir, com o cotovelo apoiado na mesa, olhava fixamente para Lohoama. Parecia mais linda que nunca...

Após a apresentação, o Guerreiro Deus foi servido de Kofta e vinho branco. Enquanto esperava, estava impaciente, balançando uma colher. Ouviu o que podia jurar se tratar de um trovão, mas achava que ser coisa da sua cabeça. Outro estrondo. No terceiro, um homem apareceu, enxarcado até os ossos.

Homem: Senhoras e Senhores, sinto dizer, mas estamos impossibilitados de sair. A chuva anual começou a cair, com força total. Melhor não se arriscarem e passarem a noite aqui. – disse balançando os braços, fazendo algumas gotas de água respingarem no chão. Uma mulher apareceu e disse ago para o guarda, guiando-o para algum lugar. Provavelmente, diria onde ele podia tomar um banho quente e dar-lhe uma roupa seca.

Logo Lohoama apareceu, e parecia irritada com alguma coisa. Na verdade, estava irritada por não ter ficado no Santuário, como achava que deveria ter feito.

Lohoama:Espero que não se importe em passar a noite aqui, Fenrir. Com a chuva que está caindo, é impossível sair até mesmo do hotel! – disse, exasperada, sentando ao lado de Fenrir com os braços cruzados.

Fenrir: Não, não me importo... Mas onde vamos dormir? – perguntou, tomando um gole de vinho.

Lohoama: Meu chefe arranjou uns quartos pros empregados que moram longe. – Disse comendo o Kofta, desinteressada.

Passado algum tempo, o restaurante começou a ficar mais vazio. Os empregados que passariam a noite no hotel foram os únicos a permanecerem. Logo, o gerente do hotel apareceu, e guiou-os até alguns quartos mais nos fundos do estabelecimentos, provavelmente feitos para eventualidades. Fenrir e Lohoama pararam num dos últimos quartos, o mais isolado, aparentemente. Possuía um banheiro, um sofá, uma mesinha de centro e uma única cama de casal, tudo muito limpo.

Lohoama (pensando): Eu mereço... Todo mundo nesse hotel, por mais que eu contrarie, pensa que eu e o Fenrir somos namorados... – pensou irritada, com uma veia saltando na testa. Mais uma vez, percebera que fora uma péssima idéia sair do Santuário naquele dia...

Fenrir observou tudo, meio pasmo. Provavelmente, acabaria dormindo no sofá, afinal, mesmo sendo uma cama de casal, porque raios ele e Lohoama dormiriam juntos? Eles não tinham nenhum relacionamente além de amizade! Bem, pelo menos, assim ele julgava...

O rapaz sentou-se no sofá. A jovem andou até a mesinha de centro, onde havia duas taças e uma garrafa de vinho Caputo (N/A: Esse mesmo vinho tem uma importante participação na minha fic Doce Vampira, pelo fato de ser o sobrenome escolhido para um cavaleiro de Ouro) 1963, até onde ela sabia, uma das melhores safras daquele vinho. Em frente a garrafa, um papel dobrado, com o nome Lohoama escrito. A Flautista pegou o papel, abriu e leu. "Presente over-atrasado de aniversário. Apreoveitem.". Não estava assinado e escrito à máquina. Mas o que não agradara a jovem nem um pouco fora o "M" no final do verdo "aproveite".

Lohoama: Estranho... – murmurou, intrigada. – Meu aniversário foi há três meses, e todos que conheço me deram um presente... – disse pensativa, em seguida deixando o assunto de lado. – Bem, vamos aproveitar. Esse é um vinho que não se encontra fácil. – abriu um sorriso e serviu o vinho nas duas taças, sentando ao lado do Guerreiro Deus.

Os dois beberam do líquido tinto, tranqüilamente. Para Lohoama, era um feitiço que entorpecia a mente, acelerava o coração e fazia um repentino frio descer pelo corpo, para então um calor escaldante subir novamente, como uma onde de ar quente nas manhãs do deserto do Saara. Para Fenrir, foi como se o seu coração já nem batia, seu sangue parara de correr e um frio sem tamanho em todo o seu corpo, de repente, seu coração voltou a bater, o sangue a correr e o calor subiu-lhe novamente.

A Flautista sentiu o rosto enrusbecer, sem motivo aparente, e levantou-se de repente.

Lohoama: Vou tomar um banho, Fenrir. – disse rápido, já se encaminhando para o banheiro.

Despiu-se rapidamente, com as mãos trêmulas. Apoiu as costas na parede fria de azulejos, sentindo suor escorrer pela fronte. Passou as costas da mão pela testa, tirando o suor da mesma. Estava claramente nervosa, e não tinha idéia do porque. Girou a torneira e deixou a água quente cair por seu corpo, de forma relaxante. Estava tensa demais.

Mal sabia ela que seu futuro mudaria à partir daquele momento.

XxX

Alguns andares acima, numa luxuosa suíte presidencial, encontravam-se Skadi e Brünhilde, que parecia irritada com alguma coisa... Provavelmente, algo que a mãe de Freyja andara aprontando...

A porta abriu-se, e uma Oréade entrou, fechando a porta, suspirando a seguir. Era a mesma que estivera na casa de Lohoama na noite anterior, e parecia nervosa. Skadi levantou-se imediatamente ao vê-la.

Skadi: E então, Halcyone? Os dois se acertaram, finalmente? – disse exasperada, quase dando pulinhos de felicidade.

Halcyone: Sim, aquela poção de Freyja que você me pediu pra colocar no vinho é muito potente pra fazer efeito e deixar os sentimentos claros de uma vez. Não levou dez minutos. – disse, mas a expressão preocupada não sumiu. Pelo contrário, ficou mais séria.

Brünhilde: Acho que até já sei em que está pensando... – comentou a Valquíria casualmente, cruzando os braços após tirar o elmo. – ...Gaia.

Halcyone: Exatamente. Gaia vai perceber que Lohoama perdeu a imortalidade quando a única rosa vermelha do jardim interno do palácio-templo tornar-se em mais uma rosa branca... Isso ainda não acabou, Skadi. Vai ter luta, e se bem percebi, Neftis e Ísis vão ajudar... – disse, preocupada com a aluna.

Skadi: E acham que não pensei nisso? Por favor, vocês têm andado onde quando eu dei um pulo em Asgard, hein? – disse fazendo-se de ofendida.

A Valquíria e a ninfa não compreenderam, vendo a deusa tirar um embrulho da manga do casaco, mais ou menos do tamanho de uma camisa.

Halcyone: Que que você trouxe de Asgard dessa vez, Skadi? – disse assustada. Aquela deusa era terrível! Protegia com unhas e dentes os seus protegidos!

Skadi: Ahhh, nada demais... Apenas uma malha de Mirtril! – disse balançando as mãos displicentemente, abrindo o embrulho. A tal malha de Mirtril eram anéis meio que costurados muito unidos, prateados, reluzindo com a luz do quarto.

Brünhilde: Me diga que não foi até a Forja dos Anões de Thor e teve que dar em troca mais uma poção de Freyja... – disse suplicante. Se a deusa do amor e da luxúria descobrisse que suas poções andavam sumindo "misteriosamente" enquanto a Valquíria estava fora, com certeza teria sua licença de andar livremente pelo palácio de sua mestra caçada.

Skadi: Aiii, como vocês são chatas... Foram só duas poçõezinhas, uma pro Fe e pra Lô e outra pra pagar os anões! E uma chantagenzinha básica pro Zéfiro Como vocês são negativas! – disse emburrada, guardando o embrulho.

A ninfa e a guerreira balançanram as cabeças negativamente. Skadi era incorrigível.

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Krika Haruno: (Tenshi voltando do Outra Dimensão com ajuda do Kanon) Saga! Belo primo você é! Mas, calma, Krika, valeu a pena esperar! xD

Saga: Só na sua cabeça! ù.ú

Tenshi: Chato... É que eu ainda não tinha escolhido a música e nem decidido direito como o hentai seria... ù.ú

Purê-Petit Cat: Gaia mandou avisar que a voadora vai ter troco xD. Que bom que gostou da forma como descrevi... Deu trabalho deixar daquele jeito... Pois é... Acho que no próximo capítulo ele dá as caras de novo, junto com Bado e Shido. Com certeza! xD Super Hiper Mega Blaster Ultra Ciumenta xD! Na verdade, não foi dois de uma vez... Você que não viu a outra atualização... O.ô

Beijos e até o próximo capítulo! Agora a cobra vai fumar pro lado do Shido e do Husam! xD