Disclaimer: Seint Seiya e companhia não me pertencem. Peguei os personagens apenas emprestados... Se pertencesse, aquele bando de homens lindos não tinham morrido... u.u Quanto aos originais, basta deixar os créditos e me avisar e tudo acertado.

Hoje, novamente aparecerei no final.

A Flautista de Gaia

Capítulo 12:

O Sábio e a Tola

Abriu os olhos cor de ameixa, constatando que estava em sua cama no dormitório masculino do alojamento. Levantou-se, espreguiçando-se felinamente, vendo que era o único acordado. Pudera, olhou o relógio de parede e ainda eram seis da manhã, e ainda com a festa que houvera na noite anterior, obviamente que aquele povo estaria dormindo. Detrich babava em cima do travesseiro, com metade do cobertor no chão, a bermuda lá em baixo e a blusa lá em cima, deixando as costas com músculos em desenvolvimento à mostra. Os cabelos, completamente desgrenhados. Ergueu uma sobrancelha, segurando-se para não rir e acordar todos os outros. Putifar, então, era ainda mais cômico, estando deitado de forma que a cabeça e o braço direito ficavam para fora da cama, assim com a perna esquerda, o braço pendendo para fora da cama, e a cabeça, correndo risco de ir em direção na parede assim que se movesse. Aliás, a cabeça estava praticamente soterrada pelo cobertor, amontoado no alto da cama, o travesseiro, embaixo da barriga do aspirante à flautista, completamente esparramado na cama. Decidiu que era melhor sair do quarto e descer, ou não seguraria o riso por muito tempo.

Foi até a cozinha, ouvindo que alguém estava abrindo os armários atrás de algo. Ao chegar, encontrou Nefertite em cima de uma cadeira, procurando algo num armário. Já estava nas pontas dos pés, até que murmurou um "achei", e nesse momento, perdeu o equilíbrio, e se não fosse Husam, teria caído e se arrebentado no chão, pois o colega de treino segurou-a pela cintura. A face da jovem ficou em chamas.

Nefertite: Ah... Obrigada, Husam! – disse rápido, assim que seus pés tocaram o chão. Ainda se lembrava do beijo que haviam trocado na noite passada, mas lembrava que logo em seguida, o rapaz se afastara e saíra andando rápido na frente, como se tivesse medo de si mesmo. E não podia culpá-lo muito, pois o beijo estava ganhando proporções, digamos, muito altas para a idade de ambos, principalmente de Nefertite (N/A: Arreégua! Nem eu acredito que escrevi isso! ô.ô).

Husam: De nada. – disse desviando o olhar, tentando não reparar que a jovem usava apenas uma regata e um shots, deixando o corpo quase todo exposto. Precisava controlar sua natureza, pois, se o seu pai descobrisse que jovens andavam sumindo do Santuário, adeus, chance de se tornar flautista. – Vamos treinar depois? – perguntou, já na porta da cozinha.

Nefertite: Vamos. – assim que terminou de falar, um grito foi ouvido, cuja voz reconheceu como sendo de seu irmão. Preocupou-se, mas o colega a tranqüilizou.

Husam: Não se preocupe, ele deve ter apenas batido a cabeça ao acordar... – disse tranqüilo, saindo da cozinha.

Logo após chegarem do Cairo, Hana espreguiçou-se longamente, sentindo os ossos das costas estalarem. Estava com sono, sempre tinha sono após o almoço, e ao erguer os braços, quase caiu para trás, quase, pois Shido foi rápido o suficiente para segurar a jovem pela cintura e impedir um desastre. Ao fazê-lo, seus rostos se aproximaram perigosamente, e por algum tempo, ficaram se fitando. Tempo que Reira e Bado aproveitaram para "vazarem" da sala...

Shido passeou o olhar pelo rosto da jovem por um tempo que não soube dizer se fora um minuto ou uma hora, mas tinha a sensação de que fora por uma eternidade. Sem perceber, Hana começou lentamente a aproximar o rosto, fitando os labios do Guerreiro Deus com insistência. Mal percebeu quando seus lábios se tocaram de forma terna e fechou seus olhos. Sentiu-se como se estivesse flutuando ao trocarem o beijo, tão terno, tão cuidadoso, tão cheio de galanteios. Quando se separaram para pegarem ar, não soube direito o que aconteceu, mas sentiu Shido beijá-la de forma um tanto feroz, sedento, tentador. Suspirou, sentindo os braços do rapaz se estreitarem em sua cintura. Aprofundou o beijo, para então se separarem. Shido encostou sua testa na de Hana, sorrindo para a jovem.

Reira: Aleluia! – murmurou, espiando por uma frestinha da porta junto com Bado.

Bado: Concordo... Até que enfim esses dois se resolveram. – disse fechando a porta e abraçando Reira pela cintura. – Agora, que tal nós dois aproveitarmos que eles esdtão distraídos demais para nos repararem? – disse com voz enrouquecida e sensual num tom malicioso ao ouvido da jovem.

Reira: Gostei do som disso... – murmurou com voz igualmente maliciosa e sensual, sentindo os lábos de Bado beijarem seu pescoço e subirem lentamente, de forma tentadora, arrancando suspiros de Reira, abraçando-a de forma pocessiva pela cintura.

Abriu os olhos amarelos, sentindo não apenas o cobertor quente sobre si, mas braços em torno de sua cintura e um agradável aroma de pinheiros cobertos de neve na manhã do primeiro dia da primavera. Ergueu os olhos e encontrou o rosto de Fenrir, dormindo serenamente, mais parecendo um menino de dez anos no primeiro dia das férias. Sorriu, erguendo uma das mãos e acariciando o rosto do rapaz, sentindo um leve suspirar ao encontro das peles. Estava deitada por cima do rapaz, sentindo o peito do Guerreiro Deus subir e descer lentamente.

Com um pouco de esforço, ficou cara a cara com o agora amante, abraçando-o pelo pescoço e beijando de forma terna os lábios do rapaz, sentindo os primeiros raios de sol atravessarem de forma insistente as cortinas da janela e aquecerem mais ainda suas costas. Fenrir abriu os olhos, sentindo o gosto de maçã tão característico dos lábios de Lohoama, correspondendo ao beijo. De repente, inverteu as posições, ficando por cima da Flautista, sorrindo com o susto que a jovem levara.

Fenrir: Isso é abuso sexual. Vou te denunciar! – disse brincando, beijando o pescoço de Lohoama em seguida, de forma tentadora, ouvindo-a suspirar.

Lohoama: E isso... É assédio sexual... – disse sentindo a voz falhar. Não conseguia se manter impassível quando ele a beijava. Sentiu uma lágrima se formar nos olhos, lembrando que precisava contar o que fizera tantos anos atrás para ele, só assim se sentiria tranqüila. Só assim iria se acalmar. Só assim a chance de ser feliz estaria conquistada.

Fenrir parou de beijar o pescoço da jovem, encostando as testas, fitando os olhos de Lohoama insistentemente. Eram olhos com pupilas normais, nada de pupilas em fenda. E achaou-a mais linda que nunca, assim como sentiu que um enorme peso saiu das costas da Flautista.

Fenrir: Te amo. – confessou com a voz enrouquecida, num murmúrio quase inexistente, fechando os olhos.

Lohoama: Também te amo. – disse como se um nó se formasse em sua garganta, como se o fato de ter voltado à ser mortal começasse a pesar mais que o fardo da imortalidade em seus ombros. Fechou os olhos, e a lágrima que havia se formado escorreu pelo rosto de pele alva, suspirando ao sentir os lábios de Fenrir cobrirem os seus num beijo cálido e necessário para ambos.

Estava sentada entre as rosas brancas, no jardim interno de seu palácio templo, contemplando a única rosa vermelha naquela imensidão branca. Suspirou, fechando os olhos ao sentir um par de mãos em seus ombros, sentindo como se o ar ficasse mais leve ao seu redor. Soube imediatamente de quem se tratara, e envergonhou-se. Fazia uma eternidade que não se viam, desde que seu filho Cronos (N/A: Titã do tempo, filho de Gaia e de Urano, pai de Zeus, Hera, Deméter, Posêidon, Héstia e Hades) o castrara. Abriu os olhos, fitando o homem que tirara as mãos de seus ombros e se sentara ao seu lado no banco de pedra.

Tinha os cabelos brancos como se fossem nuvens, e os olhos azul-céu, possuía uma aparência altiva, com um longo manto azul-céu coberto de nuvens brancas. Um diadema prateado ornava-lhe a fronte, com algumas safiras incrustadas. Sorria docemente para Gaia.

Urano: Olá, querida. Há quanto tempo... – disse abraçando a deusa pelos ombros, sentindo-os tensos. – O que aconteceu? Do Olimpo sente-se que você está tendo problemas... – disse preocupado.

Gaia: Você, melhor que ninguém, Urano, sabe que sempre fui uma deusa instável. Sabe do que sou capaz por causa de meus filhos e aqueles que me interessam. Deve saber também que me apaixono fácil... – disse fechando os olhos, com uma lágrima amarronzada escorrendo, a lágrima da terra, a lágrima de quando a terra chora, a lágrima que raramente aparece e, quando aparece, pode fazer milagres, ou então causar destruição. Urano amparou a lágrima da esposa e mãe com a mão, em seguida pegando uma das mãos da deusa e dando um suave beijo. A fragância de terra molhada ficou mais forte quando fez isso. Gaia estava instável como quando fora castrado, como quando planejou o destronamento de Cronos, como quando tentou destronar Zeus. A deusa escolhera viver na terra, e não ir para o Olimpo com o esposo e filho, apenas porque sabia que cedo ou tarde iria trair seu juramento caso ficasse perto dos demais deuses. Se isolara, criando seu próprio Santuário, fazendo outro juramento, um sobre o Estige, em segredo, que apenas três divindades sabiam, ela, Urano e Caos, e que era passado para seus Flautistas Continentais. O juramento de sempre ajudar Athena quando fosse necessário, o juramento de que, se Athena caísse, ela também cairia, se ela caísse, Athena cairia por conseqüência.

Apesar de tudo isso, apesar do corpo e da alma serem imortais, seus sentimentos eram tão mortais quanto os dos próprios mortais. E isso era um fardo, ainda mais sabendo que não tinha o direito de interfirir no tapete que as Moiras teciam para Lohoama e no que as Nornas teciam para Fenrir, tapetes que estavam sendo entrelaçados, ou que talvez tivessem sido entrelaçados há muito tempo, ninguém sabia. Mas a paixão doentia que Hathor e Eros haviam colocado em seu coração e nos corações de Ísis e Néftis faziam com que o ciúmes de Anteros surgisse. Acreditava que naquele momento, os três deuses estavam rindo das três deusas. Abraçou Urano fortemente, apoiando a cabeça em seu ombro, como uma criança assustada. O Céu também abraçou-lhe, afagando os cabelos negros.

Urano: Tenho que confessar uma coisa, Gaia... – começou num sussurro, vendo que Gaia estava prestando atenção em suas palavras. – Fui até Delfos. A Pitonisa disse que o que você, Ísis e Néftis estão passando é o que as Moiras e as Nornas teceram. Nenhum deus interfiriu. O que está acontecendo é apenas o que Fenrir e Lohoama terão que passar para provarem que se merecem, para Lohoama provar que merece ganhar a mortalidade novamente. – disse num sussurrou ao ouvido de Gaia, que ergueu o olhar para o deus.

Gaia: Mortalidade... – começou, pensativa, soltando Urano, mas deixando que o Céu continuasse abraçando-a. – Isso é uma benção dos humanos. A imortalidade, como Lohoama percebeu, é uma maldição para aqueles que se apaixonam por mortais. Eros e Psiquê estão juntos até hoje, mas porque ele conseguiu fazer com que ela comesse Ambrosia e bebesse Néctar. Mas e aqueles que não tiveram essa oportunidade? Ártemis e Órion, Zeus e tantas amantes mortais que teve, Perséfone e Afrodite disputando Adônis, Posêidon e Medusa, Eco e Narciso, Athena e todos os seus protegidos... – parou nesse momento, sentindo Urano ficar sério nesse momento. – O que foi?

Urano: Athena não se envolveu com seus protegidos... Odisseu, Jasão, etc... Ela sabia que não conseguiria se dedicar inteiramente à terra se abrisse totalmente seu coração e se entregasse à qualquer um deles. Ela sabia que o melhor à fazer era não se envolver e permitir que eles fizessem suas próprias escolhas. Ela sabia que era inútil ficar com qualquer um deles, pois um dia Tânatos os levaria. Diferente de tantos que se entregaram e conseguiram apenas lembranças tristes no final, ela negou seus desejos. Acho que o único, de todos nós, deuses e deusas, titãs e titânides, que nunca sofreu com isso, foi nossa neta Héstia... – suspirou após falar tudo isso. – As duas foram sábias. – concluiu, olhando para o alto.

Gaia: Pudera... Héstia se isola completamente de tudo e todos, fica apenas lá em Lemnos, ajudando Hefesto, e só sai para presenciar seus festivais e as héstias. Mas marque minhas palavras, Urano... Está perto o dia em que Héstia sofrerá dos males do amor, está perto o dia em que ela sofrerá como toda deusa e titânide sofreu por causa das brincadeiras de Eros e das flechadas de Anteros... – disse voltando a observar o jardim, vendo a única rosa vermelha tornar-se branca lentamente. Franziu o cenho, e assim que a rosa ficou branca, despedaçou-se apenas com o olhar da deusa.

Urano: Parece que começou... – suspirou. – Mas não pense que Lohoama e Fenrir vão lutar sozinhos, querida. Eles são protegidos de Skadi, tenho certeza que ela já se precaveu. E Hera, bem, ela com certeza vai tentar botar juízo na cabeça de vocês três... – abafou um riso na última frase. – Não esqueça ainda que Lohoama tem a proteção das Oréades por elas terem feito sua armadura. – soltou Gaia e se levantou. – Tenho que ir, mãe. Até uma outra vez. – disse, dando um suave beijo na testa de Gaia e sumindo.

Após a partida de Urano, Gaia ainda ficou observando o nada por um tempo. Teve a impressão de que o lugar ficara mais escuro e sombrio. Pensava em como Lohoama era forte, era a Flautista mais forte de todas. Em seguida, pensou em Fenrir, e o ciúmes despertou mais violento que nunca, e os olhos cinzentos se avermelharam. Levantou-se, e qualquer um que a visse, teria a impressão de ter ficado mais alta, com um ar nobre e altivo. Ergueu a mão direita à frente do corpo, e seu báculo formou-se de algumas rosas brancas e foi para sua mão. Assim que fincou sua ponta na terra, trepadeiras começaram a crescer e foram tomando todo o imponente palácio-templo, com espinhos venenosos e folhas que pareciam láminas afiadas. O palácio-templo enegreceu, e as sombras tomaram conta do Santuário. Nas paredes dos corredores sinuosos, tinta, pincel e papiro começaram à se mover, preparando-se para escrever mais uma das batalhas de Gaia.

O campo de batalha estava pronto.

Respondendo:

Krika Haruno: Tenha a certeza: Confusão é o que não vai faltar!

Pure-Petit Cat: Sério que você não come animais que geralmente não se comem? Nossa... Mas uma asinha de frango é tão gostoso... E um bom churrasco de coração de frango... Churrasco de alcatra e maminha... (babando de fome)

Tá, melhor parar de falar! Tá me dando fome... De novo...

Skadi conquistando fãs! Eu também amo essa personagem!

Yago: Apesar de em "Aniversário" ela não ser tão legal... u.u

Tenshi (tapa boca do Yago): Fica quieto, sua peste! É surpresa!

Até o próximo capítulo!

Beijos