Disclaimer: Seint Seiya e companhia não me pertencem. Peguei os personagens apenas emprestados... Se pertencesse, aquele bando de homens lindos não tinham morrido... u.u Quanto aos originais, basta deixar os créditos e me avisar e tudo acertado.

A Flautista de Gaia

Capítulo 13:

Jóia de Marfim

Tocava habilmente a flauta, com os galhos atacando Husam ferozmente. O rapaz desviava e cortava os galhos com destreza, aproximando-se lentamente da jovem, até que pode abraça-la pela cintura, fazendo-o pocessivamente.

Husam: Te peguei. – sussurrou com voz enrouquecida ao ouvido de Nefertite, que parou de tocar a flauta e a face ficou em chamas. Sentia o olhar percrustador de Husam sobre si, e onde sentia aquele olhar, a pele queimava como brasa.

Nefertite: Husam... – balbuciou deixando a flauta cair no chão, sentindo as pernas fraquejarem mais ainda quando a respiração quente e compassada do rapaz chocou-se contra a pele desnuda do pescoço, não foi ao cão somente porque sentiu os braços de Husam se estreitarem em sua cintura.

Husam: O que foi, minha Safira de Sangue? – sussurrou com o mesmo tom de voz, roçando seus lábios docemente no pescoço da jovvem, fazendo um arrepio percorrer todo o corpo de Nefertite.

Sentiu-se lânguida entre os braços do rapaz ao ser comparada à uma safira, apesar de nao compreender o "sangue" adicionado.

Beijou de leve a curva do pescoço da jovem, sentindo a veia pulsar sobre seus lábios e o cheiro de romãs lhe invadir os sentidos. E sentiu sua natureza aflorar com voracidade. Ameaçou se afastar,mas Nefertite abraçou-lhe pelo pescoço pocessivamente, lhe impedindo de se afastar.

Nefertite: Vá em frente... Eu sei que não tem como resistir sem se machucar... – murmurou em seu ouvido, estreitando ainda mais seus braços em torno do pescoço de Husam carinhosamente, sentindo logo em seguidaalgumas lágeimas do rapaz lhe molharem a pele,para em seguida os dentes de Husam penetrarem a pele macia de sua carne de forma carinhosa e cuidadosa.

Os braços em sua cintura se estreitaram mais ainda quando sentiu o sangue começar a ser sugado pelo ávido rapaz, que subiu uma das mãos por suas costas, marcando levemente com os dedos de vermelho a pele levemente amorenada. Nefertite apoiou as mãos em seus ombros, apertando-os com força para não gritar.

Não muito tempo depois, sentiu os dentes de Husam abandonarem seu pescoço, para em seguida descer com beijos suaves pelo seu colo, lambendo o sangue que escorrera dos dois buraquinhos em seu pescoço, chegando perto do vale entre os seios. Subiu novamente até o pescoço com os mesmos beijos suaves, fazendo-a estremecer, pousando um último beijo sobre o pequenoo ferimento que rapidamente se fechou.

Ergueu os olhos para a jovem, sentindo uma leve dor em ambos os ombros. Ao olhar, Nefertite fizera com que as unhas penetrassem-nos, assustada. Fitou o rosto agora mais pálido, não pela falta de sangue, mas pelo susto que levara, ou talvez fosse a proximidade de seus corpos. Os olhos verde oliva claro estavam nublados e o coração, descompassado.

Husam: Tudo bem? – perguntou num sussurro, sentindo-a abraçar-lhe pelo pescoço, um pouco apavorada, afirmando com a cabeça.

Aliviou a forma que empregava abraçando a cintura da jovem, agora sendo um abraço carinhoso. Nefertite apoiou a cabeça e seu peito, fechando os olhos suavemente, tentando pensar claramente e respirar tranqüilamente.

Após ficarem um tempo abraçados, apenas curtindo a presença um do outro, decidiram andar um pouco pela floresta do Santuário. Mal percebiam a ninfa que os seguia de perto, preparando-se para dar o bote à qualquer momento.

Conversavam sobre trivialidades, até que Shido tocou num ponto importante e fez um igualmente importante pedido à Hana, fazendo uma certa Hamadríade de nome Acaiah ficar pocessa o suficiente para esquecer o auto-controle e avançar em cima do Guerreiro Deus, levando-o ao chão, sentando em cima do mesmo e começando a lhe enforcar, com os olhos brilhando vermelhos.

Acaiah: O que um mero mortal iria querer com uma Hamadríade?! – perguntou, vendo o rapaz começar a ficar roxo por falta de ar. Não reagira ainda porque estava perplexo demais para pensar.

Hana puxou Acaiah pelo ombro para longe do Guerreiro Deus, ajoelhando ao lado do mesmo vendo-o lentamente voltar ao normal.

Hada: Shido, você está bem? – perguntou preocupada, alisando s cabelos verdes do rapaz. Shido acenou que sim com a cabela. Sorriu e beijou os lábios do rapaz.

Danae e Acidália apareceram e seguraram Acaiah pelo braços, já que a Hamadríade pretendia avalançar em Shido com unhas e dentes novamente.

Danar: Alto lá, senhorita Acaiah. Se ela quer viver ao lado de um humano, ela vai viver. Ela foi criada como uma humana e vai viver assim.

Acaiah: Mas... Ela é uma Hamadríade. Tem vida muito longa... – murmutou, vendo Hana se aproximar ao lado de Shido. Danae afirmou, sabendo ao que a Hamadríade se referia.

Hana: Você se referiu à mim como uma Hamadríade... O que quiz dizer com isso? – enlaçou o braço do Guerreiro Deus pocessivamente, assustando o mesmo. Um olhar de pavor dominava os olhos verde-folha.

Acaiah fitou-a demoradamente, sem pronunciar uma única palavra. Danae e Acidália apenas observavam a Hamadríade, esperando que ela falasse algo, mas inútil. A ninfa virou-se com os olhos marejados e embrenhou-se na floresta, passando a correr descontroladamente enquanto as lágrimas rolavam compulsivas pelo rosto.

Parou em frente à uma jovem paineira, caindo de joelhos ao pé da mesma, sentindo a grama acariciar sua pele. Observou a árvore, e logo Danae e Acidália apareceram.

Acaiah: Eu sempre tive esperança que um dia ela descobrisse que é uma Hamadríade e viesse morar conosco na floresta... Sempre. – disse com olhar perdido, sorriso triste e voz embargada. – Mas quando vi o olhar que um dirigia ao outro, percebi que era impossível e que bancar a mais velha ciumenta e super protetora era inútil. Hana foi feita para a vida com os humanos e viver como humana. Mas ela ainda é uma Hamadríade e possui vida muito longa...

Danae afirmou, compreendendo o que ela queria dizer.

Danae: Que nossa ajuda? Isso é muito degastante... – perguntou colocando a mão no ombro da Hamadríade, que acenou que não com a cabeça.

Acaiah: Tenho que fazer isso sozinha. – fechou os olhos e as lágrimas que tinha cessado caíram de novo, furiosamente, mas por pouco tempo.

A ninfa elevou seu cosmo em tons de dourado. O mesmo envolveu a árvore à sua frente. Abriu os olhos, que brilhavam amarelos e sem pupilas, e a árvore desintegrou-se. Acaiah ameaçou despencar, cansada, mas as outras duas ninfas a ampararam.

De repente, trepadeiras começaram a crescer, com espinhos venenosos e folhas que pareciam láminas afiadas, enrolando-se em todas as árvores e expulsando suas ninfas. Hamadríades e Dríades foram ao chão, todas, sem exceção, encolhendo-se em posição fetal, suando frio e delirando.

Levataram-se após algum tempo. Fenrir foi até o banheiro, pegar as próprias roupas, encontrando-a enxarcadas e o chuveiro ainda aberto, girando a torneira.

Fenrir: Lô... Acho que vamos ter que esperar as minhas roupas secarem... – Saiu do banheiro, mostrando as roupas enxarcadas para a Flautista, com um sorriso cheio de segundas, terceiras e quartas intenções.

Lohoama: Melhor pra mim... – disse com um sorriso que estava longe de ser inocente, observando Fenrir atentamente, aproximando-se do rapaz.

Fenrir: Isso quer dizer algo em especial? – perguntou casualmente, com tom enrouquecido, num sussurro ao ouvido da jovem, abraçando-a pela cintura. Seu tom de voz fez um arrepio involuntário percorrer as costas da Flautista.

Lohoama: Depende... – disse marota, enlaçando-o pelo pescoço com os braços finos, sem conter outro arrepio quando o Guerreiro Deus passou levemente uma das mãos por suas costas. – Não faz assim... – disse num sussurro extasiado, ficando lânguida entre os braços do rapaz que sorriu um sorriso nada inocente. Beijou-a com fúria, sentindo-a entreabrir os lábios para que sua língua escorregasse entre os mesmos. A Flautista mordiscou levemente os lábios do Guerreiro Deus ao final do beijo.

Fenrir: Não me canso de provar seus lábios... – murmurou, encostando sua testa a dela. Lohoama sorriu marotamente, desvencilhando-se dos braços do amado.

Já havia amanhecido completamente quando se puseram a caminho do Santuário.

A Flautista freou bruscamente ao ver as sombras que cobriam o Santuário de Gaia. Sabia o que aquilo significava. Vira muitos surtos caóticos de Gaia, e nenhum terminara bem.

Uma fina lágrima correu de seus olhos. Pressentia o perigo e não podia, não devia fugir.

Mas tinha medo de perder o que agora era mais precioso que tudo para si.

Respondendo:

Pure-Petit Cat: Pois é... Gaia é tão FÁCIL de entender... (irônica)

Ahhh, tá. Só porque o Coração e o fígado são o mais gostoso? u.ú (sapato atinge Tenshi)

Husam e Nefertite são fofos mesmo! n.n

Yes, a imortalidade da Lô está em seus olhos de fenda! E em mais uma coisa que em breve irei revelar! (sorriso malvado)

Beijos