n.a: Não tive nenhuma review ao 3ºcapítulo, mas decidi postar o quarto capítulo na mesma.

Desta vez espero reviews, pois adoro saber a opinião de quem lê o que escrevo. Fiquem bem:

Ajudando-se

Gina saiu apressada do jardim, sem saber bem o que pensar. Bastou Draco encostar os seus lábios aos dela, para que ela perdesse o controlo do seu corpo. Como é que o rapaz conseguia fazer aquilo? Bastou aquele pequeno contacto para sentir pequenos choques eléctricos a percorrer-lhe o corpo. Ela sabia que era errado, afinal ele era o arqui-inimigo da família dela. "Família que não te liga nenhuma", pensou tristemente Gina. Gina pensava na sua 'relação' com Draco. Afinal o que eram eles? Amigos? Não lhe parecia. Inimigos? Os inimigos não se davam tão bem. Conhecidos? Ninguém confidenciava os seus segredos a um mero conhecido. Então o que raio eram eles? Gina só se apercebeu que estava parada em frente do quadro da dama gorda quando esta lhe gritou, pedindo a senha.

- Mirabulos – "onde raio arranjam estes nomes?"

Assim que Gina entrou na sala deparou-se com um espectáculo deprimente. Harry e Cho estavam num perfeito amasso, na sua sala comunal. Gina limpou a garganta para se fazer ouvir.

- Gina! – Harry gritou, levantando-se repentinamente mandando a chinesa ao chão.

- Ah.. Oi Harry – Gina só queria um buraco onde se pudesse enfiar, tamanha era a sua vergonha. A sua paixão pelo menino que sobreviveu era conhecida e ela não podia estar pior depois da cena a que tinha assistido.

- Oi Gininha! – Cho falou com aquela sua cara de bonequinha falsa. Neste momento Gina rebentou, rebentou com tudo o que tinha dentro dela.

- Gininha é o caralho! E tire essa expressão de minha amiga, pois todos sabemos que não me suporta, mas deixe que o sentimento é reciproco! – sem dizer mais nada Gina correu escadas acima até ao dormitório, onde se atirou para cima da sua cama e chorou como nunca tinha chorado antes...

Passados 15 minutos Gina acalmou-se, dirigiu-se até ao banheiro e tomou um bom banho de imersão. Como estava muito cansada decidiu não ir jantar para ir dormir, afinal ainda tinha que se encontrar com Draco. Assim que se deitou na cama, fechou as cortinas e começou a pensar no que tinha visto lá em baixo. Automaticamente uma lágrima escorreu-lhe pela face e aterrou nos seus lábios rubros. Sem pensar Gina limpou-a com a língua. " Está na altura de crescer Virgínia. Está na altura de parar de pensar no Harry. Tenho que seguir em frente", e foi com este pensamento que Gina adormeceu.

Gina acordou já era noite alta, sentiu uma pontada de fome, mas não ligou e levantou-se devagarinho de maneira a não acordar nenhuma das meninas que já dormiam, descansadas. Foi até ao baú que tinha aos pés da cama e tirou-lhe de dentro a sua camisa branca, aquela com que Draco a queria ver. A menina vestiu a camisa e um short de seda (presente de Charlie). Foi até ao banheiro e se olhou no espelho. Tinha profundas olheiras, resultado de noites mal dormidas devido a alguns sonhos, digo, pesadelos. As suas sardas eram quase invisíveis na sua pele, de tão pálida que estava. "Assim que chegar o verão me irei bronzear, nem pensar que vou ficar assim branquela, não que alguém repare". Com este pensamento a atormenta-la Gina penteou os cabelo e os prendeu num coque frouxo, com algumas madeixas a emoldarem-lhe a face. Pensou que já deveria estar atrasada, por isso vestiu o seu robe 2 tamanhos acima, já velho. Entrou de novo no dormitório e calçou uns chinelos. Sem mais demoras saiu do dormitório, levemente, não queria acordar ninguém, e muito menos ter que dar explicações. Quando ia a passar pela sala comunal, viu que alguém estava deitado no sofá, aproximou-se devagarinho e vi que era ninguém mais do que a bonequinha ocidental e o Harry. As lágrimas vieram outra vez aos olhos, mas desta vez ela conteve-as e saiu rapidamente da sala.

Rapidamente chegou à torre de astronomia, abriu a porta e entrou, fechando-a atras de si. Olhou para todos os lados. Onde raio estaria Draco? Oh não! Não acreditava que tinha caído naquele truque! Ele esteve o tempo todo zoando com sua cara!

Quando Gina ia a sair da sala, uma mão veio por trás e fechou a porta.

- Ai! – Gina gritou assustada.

- Ia já embora pequena? – Draco falou, com um sorriso sarcástico, ver a cara assustada da ruiva tinha sido o ponto alto do seu dia.

- Nunca mais me assuste assim, Malfoy! – Gina disse, virando-se para o rapaz, focando prensada entre ele e a porta.

- Desculpa pequena. – Draco afastou-se da rapariga pra que ela pudesse desencostar da porta.

- Bem, você queria que eu viesse aqui, pois aqui estou. Será que já posso ir embora?

- Que impaciente. Eu pedi-lhe para vir aqui com aquela camisa e estou a vê-la de robe. Não me parece que tenha cumprido a sua parte do trato.

- Cumpri sim! – sem se aperceber bem do que fazia, Gina tirou o robe ficando apenas com a camisa e com o short. Draco ficou sem reacção assim que Gina tirou o robe. Começando nas longas e bem torneadas pernas da garotas a acabar nos seus seios fartos que se notavam através da camisola, tudo nela parecia perfeição. Gina reparou rapidamente na figura em que se encontrava e vestiu o robe, completamente vermelha. Ela sempre teve vergonha do seu corpo e dum momento para o outro tinha-se quase dado ao Malfoy. Draco percebeu o embaraço da garota e foi até ela para a abraçar, mas quando se chegou perto dela, a viu encolher-se.

- Pequena não precisa ter medo de mim, não lhe vou fazer nada. E não devia ter vergonha do seu corpo. – Draco colocou um dedo no queixo da garota e suavemente fê-la levantar a cara. Viu-lhe os olhos marejados. Como conseguia aquela rapariga ser tão pura, tão inocente.

- Sempre tive. – a voz suave da rapariga fê-lo despertar dos seus pensamentos.

- Não entendo porque. Você tem um corpo lindo.

Draco viu a rapariga encolher-se ainda mais com aquele comentário. Sem dizer nada Draco afastou-se da garota e pegou na varinha.

- Que vais fazer? - a voz dela parecia receosa. Draco não lhe respondeu, estava a concentrar-se.

De repente apareceu um sofá enorme no meio da torre.(imaginem uma espreguiçadeira com três lugares, forrada com tecido.)

- Como é que...? –Gina tinha uma expressão abobalhada na cara.

- Feitiços não-verbais. Anda. – Draco aproximou-se de Gina e agarrou-lhe o pulso. Suavemente puxou-a até ao sofá e fê-la sentar-se ao seus lado.

- Agora você vai-me explicar porque tem tanta vergonha de seu corpo, e porque anda com roupas tão largas. Mais um pouco e cabiam duas dentro das suas roupas. – Draco puxou um pouco a rapariga para si, mas parou quando a sentiu tremer.

- Já lhe disse que não precisa de ter medo de mim. Eu não lhe vou fazer nada pequena. – com esta frase Gina começou a chorar compulsivamente. Draco suspirou e abraçou a garota, fazendo-lhe carinho na bochecha.

- Podes-me dizer porque tanto chora? Por favor?

- Você...

- O que tenho?

- Você é tão parecido com ele. Diz-me que não me vai fazer mal, faz-me acreditar nas suas palavras e depois...

- E depois o que ruivinha? – Gina levantou a cabeça e apoiou-se com uma mão no peito de Draco. Olhou para ele, com os olhos rasados de água, mas olhos que transmitiam ódio. Draco assustou-se com a menina, aquela expressão não era comum nela.

- Depois decide acabar-me com o sonho dizendo que aquilo tudo tem um propósito e que eu só um mero meio para conseguir chegar ao seu objectivo.

Draco ficou sem reacção. Ficaram assim. Olhando um para o outro, sem dizer nada. Apenas olhando-se. Devagar Gina perdeu a expressão dura que tinha e voltou a encostar a cabeço no peito do rapaz.

- Mas vocês têm uma diferença. Ele quer conquistar o mundo, você apenas quer conquistar sua liberdade.

- Poderia eu saber quem é o homem a quem me comparas?

- Comparo-te a Tom, mas tu não o conheces por este nome.

- Então como o conheço?

- Por Lord Voldemort. – Draco afastou a rapariga de si, pegou-lhe pelos ombros e olhou-a nos olhos.

- Não sei como conheces Voldemort, mas nunca mais na tua vida me compares com ele! – Draco estava exaltado.

- Não te comparei a ele, mas sim Tom, se bem que são os dois a mesma pessoas, apenas que Tom foi a pessoas que conheci graças ao diário que o seu querido papai fez intenção de me dar. – o silêncio fez-se ouvir.

- Draco?

- hum?

- Prometes-me uma coisa?

- Depende ruivinha.

- Não contas nada disto a ninguém. Pode ser?

- Não fazia intenção de contar. Afinal o que ia dizer? Que tinha estada na torre de astronomia a ser confidente duma Weasley e a conforta-la? Mandavam-me para saint Mungus.

- Realmente tens razão.

- Aprende uma coisa. Eu tenho sempre razão.

- Convencido!

- Realista!

- Egocêntrico!

- Maravilhoso!

- Insuportável!

- Perfeito, e nem vale a pena retaliar ruivinha, porque eu sei que você me adora assim. – Draco ficou aliviado ao ver um sorriso na cara da sua ruiva. "minha ruiva nada! Ela não é nada meu! Nem eu a quero, apenas estou com pena dela. Se alguém me visse nesta figura, gostava de saber o que raio esta garota faz para me por assim, afinal desde quando é que eu me preocupo com alguém?"

- Draco? Draco!

- O que foi ruivinha?

- Em que tanto pensas?

- Nada que seja do teu interesse. – ele respondeu um pouco rude com a garota.

- ah... importas-te se eu desabafar contigo? – Gina perguntou receosa, tinha medo da resposta do rapaz, afinal o que ela tinha dito era extremamente infantil.

- E quem lhe disse que me interesso pelos seus desabafos? – Draco sentiu um aperto no coração quando falou com assim coma ruiva, mas não lhe podia demonstrar que se importava.

- Ninguém. Eu vou embora, não lhe quero incomodar mais. – Gina desembaraçou-se rapidamente do abraço de Draco e pulou para o chão, ia a dirigir-se para a porta quando um certo loiro 'materializou-se' à sua frente.

- Não vá! Eu não disse aquilo por querer, se quiseres desabafar, eu fico aqui para te ouvir.

- Não te importas?

- Faço questão! – Draco conduziu a ruiva de novo até ao sofá e fê-la deitar-se ao seu lado. Sorriu levemente e olhando para os olhos da ruiva disse:

- Ruivinha, pode começar!

N.A: o capítulo era pra ficar maior, mas eu achei que estava grande o suficiente, logo logo actualizarei com o quinto capítulo. Bjs especiais para Lyra Lestrange, Lolita Malfoy, Miaka-ELA e um grande beijo para a minha miga Zénilda, nossa Jóia Africana! Até...