N.A: Aqui está o 5º capítulo...

Mudanças

Draco conduziu a ruiva de novo até ao sofá e fê-la deitar-se ao seu lado. Sorriu levemente e olhando para os olhos da ruiva disse:

- Ruivinha, pode começar!

- Eu não sei por onde começar... posso começar pelo dia em que seu pai me deu aquele diário amaldiçoado. Não se importa pois não? – Gina olhou nos olhos de Draco

- Claro que não ruivinha, comece por onde quiser. Apenas estou aqui para a ouvir.

- Obrigado. Tudo começou no dia em que abri aquele diário e comecei a escrever nele. Rapidamente apercebi-me que o diário também falava comigo. Imagine a minha admiração. Tom, foi como ele se apresentou, disse-me que podia confiar nele, e eu feita boba acreditei, lhe contei todos os meus segredos, ele foi meu confidente e único amigo, mas quando viu que eu confiava cegamente nele, me começou a utilizar – nesta altura uma lágrima escorreu-lhe pela face, mas Draco limpou-a com as costas da mão antes que esta chega-se aos lábios. – Utilizou-me para abrir a Câmara dos segredos, para soltar o basilisco, e pior, me disse que...

- Lhe disse o que, ruiva?

- Ah... me disse, descaradamente, que eu era apenas o meio para chegar ao fim. – Draco não acreditou nas últimas palavras de Gina, ele apercebeu-se que ela lhe estava mentido, mas decidiu não insistir.

- Quer continuar? Ou é só isso que lhe incomoda?

- Se fosse só isto estava eu bem! – Gina falou com desprezo, esquecendo as lágrimas que lhe brotavam da cara. – No ano seguinte, depois de Harry me salvar, comecei a nutrir por ele um sentimento maior que a amizade, eu comecei a amar Harry. Meu coração ficou destronado quando me apercebi que não era correspondido. Mesmo assim tenho vindo a tentar ter a sua atenção, mas não consegui nada, pelo contrário fui perdendo o que tinha, meu irmão deixou de me ligar, Hermione nunca mais me falou, passei a ser invisível para tudo e todos. – a esta altura Gina já não controlava as lágrimas, que corriam livres pela sua face, mas mesmo assim a menina não perdeu a coragem e lutando contra as lágrimas continuou – minha vida parecia um inferno, sem razão pela qual viver, por isso decidi matar-me, não estava a fazer nada neste mundo. Foi quando nos encontramos e depois de tu desabafares eu pensei que minha vida não era tão má assim, pelo menos ninguém me obriga a fazer nada que não queira, e muito menos sou torturada por não fazer o que me mandam.

- Como você sabe que me torturam?

- Imaginei... conhecendo seu pai como conheço, imaginei logo que ele fizesse algo assim. Descobri que apesar de meus problemas me atormentarem todas as noites, seus problemas eram muito piores. – Gina falava, interpelando as palavras com o choro, ela chorava compulsivamente, e Draco que só queria cessar o choro daquele anjo ruivo, puxou a menina para si, e fê-la sentar-se no seu colo. Colocou uma mão de cada lado da cara de Gina e puxou-lhe suavemente o rosto na direcção do seu, inclinou-se um pouco para aquela tentação rubra que eram os lábios da garota. Começou por roçar lentamente os lábios, fazendo com que ela entreabrisse os seus, devagar encostou os seus lábios aos dos dela, acabando com a distancia entre as bocas, começou com um beijo suave, com alguma ternura à mistura, mas acabou por se tornar algo essencial de que ambos necessitavam. Quando Draco se apercebeu tinham caído e que Gina estava deitada em cima dele, com uma mão no seu tórax. (a partir de agora vai ser do ponto de vista de Gina).

"Céus que tronco definido, o quadribol fez-lhe muito bem!" quando reparei não chorava mais, eu já disse como ele me consegue deixar com um simples beijo? Mas aquilo era muito mais que um beijo, eu estava deitada em cima dele, quando sua língua pediu passagem e eu não pude dizer que não, abri os meus lábios e ele explorou cada canto da minha boca como se quisesse decorar cada pedacinho. Nunca tinha sido beijada assim, de forma tão intensa. Com todo aquele movimento apercebi-me que meu robe se tinha desapertado, mas aquilo não me interessava naquele momento, só queria sentir o corpo de Draco junto ao meu. Peraí! Draco... Malfoy. Eu me estou amassando com um Malfoy. Foi nesse momento que me apercebi que sua mão estava dentro de minha camisa e estava subindo cada vez mais.

- Draco para! – não me ouviu – Draco! Para! – desta vez ele ouviu, manteu a mão em minha barriga, tirou os lábios do meu pescoço e olhou para mim com aqueles olhos cinza.

- Se quer que eu pare é só dizer, pequena. – e foi nesse momento que eu soube que ele nunca seria como Tom. Tom nunca teria parado, apenas riria e diria que eu queria aquilo, e que seria bom e aquela conversa toda.

- Pare por agora, é tudo muito cedo, e além disso é errado. – Gina teve que desviar o olhar dos olhos magoados de Draco.

- Gina você pode não querer fazer isto, mas acredite que não é errado. – deu um daqueles seus sorrisos maliciosos.

- Não é disso que eu estou a falar. Estou a falar de nós... tu e eu... Weasley e Malfoy. – Draco ia-me fazendo cair com a velocidade com que se levantou.

- Tinha que ser... a típica rivalidade das famílias! Porra Virgínia! Tu mudaste-me e sabes disso, alguma vez se viu, Draco Malfoy a ser simpático a consolar uma rapariga a importar-se com ela! Eu adoro-te mesmo mal te conhecendo e tu agora dás-me com os pés, porque a tua família não aprova? Obrigadinho por teres gozado com a minha cara! – Ok, Draco estava mesmo furioso.

- Draco... me desculpe. Eu quero estar com você, mas se alguém me pega minha família vem tirar satisfações, e tenho medo do que 6 ruivos possam fazer em você!

- SEIS? Porra ruiva nunca pensei que fossem tantos, imaginei 4 ou uma cena assim... Você tem razão, é perigoso para o meu preciosos bem estar físico. Mas isso não quer dizer que tenhamos de nos deixar de ver, pois não minha ruivinha? – Draco aproximou-se sorrateiramente de Gina e abraçou-a; olhou fundo para seus olhos e beijou-lhe a testa.

- Sua ruivinha? Não sabia que me tinha registrado como sua propriedade.

- Ainda não registrei, mas ei de dar um jeito nisso, afinal você é minha e não quero que mais ninguém lhe toque.

- Céus, Draco malfoy! Isso foi tudo ciúme? E qual é essa de mais ninguém me tocar? Que eu saiba não sou nada sua!

- Só porque não quer! – Draco só se apercebeu do que disse quando olhou para a cara de espantada da garota.

- Por enquanto é melhor mantermos esta relação estranha que nós temos...

- É melhor... Gina me faz um favor?

- Claro! Diga! – há quanto tempo que ela não se sentia útil.

- Posso falar consigo sinceramente?

- Já não está a falar?

- Estou, mas é diferente, quero... bem, desabafar. – Draco estava bem envergonhado, mas não me importei.

- Venha aqui. – pus a minha mão no sofá que ele tinha conjurado; ele veio até ao sofá e sentou-se ao meu lado, então o puxei repentinamente, ele como não estava à espera caiu com a cabeça em cima das minhas coxas. Ficamos ambos um bocado constrangidos, mas lembrei-me que tinha que crescer, e então disse-lhe:

- Não querias desabafar? Eu estou aqui para te ouvir. – Draco sorriu para mim e eu pus-me a acariciar o seu cabelo.

- Tudo começou quando era muito novo, meu pai sempre me treinou para odiar sangues de lama, trouxas e adoradores de trouxas. Eu não achei aquilo bem, mas não podia fazer nada, afinal era meu pai. Começou a ensinar-me artes das trevas, e a impingir-me a história de seguir o Lord das trevas, nunca gostei daquelas coisas mas apenas tinha que aceitar, sem dizer nada. Acho que a única pessoas que realmente se importava era a minha mãe. Vim para Howgrats mas mesmo aqui o meu pai me chateia a cabeça com coisas sobre o Lord... acho que não vou coragem para lhe dizer que não quero tomar nenhum partido nesta Guerra estúpida... – Gina sentia-se mal por ele.

- Tive uma ideia! – Gina gritou, assustando Draco.

- Pequena não grite!

- Desculpe. Sabe o que me lembrei? Eu quero crescer... estou farta de ser criança, você me pode ajudar nessa parte. Você não quer participar nessa guerra estúpida eu acho que o posso ajudar nesse pormenor, não me pergunte como; depois verá!

- Acha mesmo que isso vai resultar?

- Tenho a certeza!

- Tudo bem, amanhã falamos melhor, afinal já é tarde e temos que ir dormir. – Gina levantou-se, mas Draco pegou-lhe no pulso, impedindo-a de se ir embora.

- E que tal se dormíssemos aqui... os dois juntos? Esse sofá é grande o suficiente para nós.

- Ah...

- Não te preocupes, já te disse que não farei nada que você não queira. – com esta resposta Gina voltou-se a deitar, de costas para Draco, ele a abraçou por trás e conjurou uma manta para os tapar, já que Gina tinha deixado cair o robe, e tinha apenas aquela camisa que ele adorava, e ele estava apenas com a calça do pijama. Passado pouco tempo estavam os dois a dormir nos braços um do outro, quais dois amantes clandestinos.

N.A: Quero agradecer pelas reviews de:

Lyra Lestrange

Famiris W. M.

Lolita Malfoy

Miaka-ELA

E a todos os outros que lêem, mas não deixam reviews. Até ao próximo capítulo! ;)