Cap. 6 Hogwarts.
Tom achava que nunca teria uma sensação melhor do que a que teve ao ver Hogwarts pela primeira vez. Enganou-se totalmente. Nada nunca superaria a alegria que sentiu ao ver o castelo pela primeira vez como professor. O céu estava claro e sem nuvens, ele achou estranho por um minuto o fato de ser dia ainda, mas não parou pra pensar nisso. Que diferença isso fazia, afinal? Nenhuma. O que importava é que ele era professor. Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.
- Algum problema, professor? – perguntou um garoto sentado ao seu lado. Ele tinha cabelos negros e rebeldes e usava óculos de aros redondos.
- Ah! Não, não. Não se preocupe. – "e esse? Quem é?"
O garoto se voltou para um outro que estava sentado no banco da frente lendo um livro à altura dos olhos e ao lado de um gordinho com cabelos cor de palha que comia uma tortinha de abóbora.
- Remus, você sabe o que aconteceu com o Sírius? Não o vi na estação.
O rapaz mostrou o rosto. Era bonito apesar da aparência cansada. Os cabelos castanho claros combinavam com os olhos cor-de-mel.
- Sinceramente não, James. A última vez que o vi ele discutia ferozmente com a prima. Tentei me aproximar, mas a multidão não deixou.
- Qual prima? – perguntou o gordinho com a boca cheia.
- A bonita. – respondeu Remus.
- Nossa, Aluado! Agora sim você esclareceu todas as dúvidas do Rabicho. – falou James com ironia – Eu não sei se você reparou, mas o sortudo do nosso amigo só tem primas muito... – deu uma olhada de canto de olho para Tom e completou mais sério – Lindas.
Tom sorriu e disse:
- Não se constranja com minha presença. Pode usar as palavras que melhor te convierem, desde que, é claro, que não sejam desrespeitosas.
- Bem, já que é assim... eu queria dizer gatas, mas esculturais também as define bem.
O professor sorriu.
- Desculpe a intromissão, mas vocês falavam de uma briga do Sírius com...?
- Com aquela morena... Como é mesmo o nome? Aquela que tem prazer em nos atormentar...
- A Bellatrix? – perguntou James.
- Sim. Ela mesma.
- Mas Sírius e Bellatrix discutindo ferozmente é normal. Estaria preocupado se estivessem conversando civilizadamente.
Todos riram, mas Rabicho com especial ânimo.
- Chega Peter... Peter... – falou Remus depois dos cinco primeiros minutos.
Dez minutos. Ele continuava rindo.
- Peter, nem tem tanta graça assim. – James já estava um pouco encabulado diante de Tom.
Quinze minutos. O garoto segurava as costelas de tanto rir.
- Está bem, Peter agora chega, né? – Remus por sua vez demonstrava preocupação com o amigo.
Vinte minutos. Ele chorava de rir.
Tom se aproximou para ver se o garoto estava passando mal.
- Peter? Está sentindo alguma coisa?
Trinta minutos. A carruagem parou suave nos jardins.
- CALA A BOCA PETER!!! – James gritou.
Sírius abriu a porta e também um enorme e lindo sorriso para os amigos.
- É só ficar longe da minha liderança forte que o grupo desaba.
- A sua modéstia me emociona. – Remus abriu caminho e desceu.
- Aonde você escondeu? – perguntou James, enquanto descia puxando Rabicho que enxugava as lágrimas.
- Bebendo a essa hora, já? Uísque de Fogo mata, viu? – Sírius estendeu a mão a Peter – Escondi o quê Bambi?
O rosto do primeiro enrijeceu por um instante, mas ele pareceu resolver "deixar pra lá".
- O corpo.
Sírius se voltou para Remus.
- Você esqueceu de dar os remédios desse menino por acaso? Não já falei que não pode deixar de dar? – Remus riu e Sírius se virou novamente para James, que por sua vez permanecia calmo.– Que corpo, pessoa desequilibrada?
- O da sua prima. Porque do jeito que fiquei sabendo, pra você estar aqui, ela já deve estar até enterrada.
- Quem me dera que aquela lá estivesse morta... – respondeu soturno.
- O que houve afinal?
Sírius abriu a boca pra responder quando viu Tom. Seu rosto, que já não aparentava muita satisfação, agora era puro ódio. Remus, percebendo isso, puxou o amigo pelo braço.
- Vamos então, certo? Até mais professor Riddle!
- Tchau Prof.
Rabicho apenas acenou, pois ainda parecia prestes a uma outra crise de risos.
- Até mais.
Tom ficou os olhando se afastarem. "O que será que fiz pra ele?"
- Professor o que ainda faz aqui? – perguntou uma voz rouca.
Tom se virou e deu de cara com um cinto, apesar de ser alto ele teve que levantar muito a cabeça para ver um vulto cabeludo contra o sol, que o olhava do alto.
- Como?
- O senhor já deveria estar no Salão Principal com os outros professores.
Então Tom o reconheceu. Era Hagrid. O meio gigante da Grifinória que estudou com ele em Hogwarts. Não podia ser outro.
- Ah! Olá Hagrid!
- Me desculpe a falta de educação. – estendeu a mão que era no mínimo umas cinco vezes maior que a de um homem normal – Como vai a família?
- Bem... Obri... Obrigado. – o bruxo sentia como se todos os dedos de sua mão estivessem sendo triturados – Será que você poderia... Por favor.
Hagrid, encabulado, soltou a mão de Tom.
- Ah... Desculpe.
- Tudo bem, tudo bem. – ele massageava as mãos, ou o que lhe restara delas – E você, como vai? – perguntou enquanto andavam em direção às enormes portas de carvalho do castelo.
- Bem, muito bem. Sou o novo professor de Trato com Criaturas Mágicas.
- Meus parabéns.
- Obrigado. – agradeceu sem jeito – Eu gosto disso. Não servia com zelador não. Nunca fui bom com feitiços – e apontou para a uma enorme varinha presa a seu cinto – Prefiro lidar com os animais. Depois de tantos anos estudando pra isso com o antigo professor, já estava na hora... – Hagrid não conseguia disfarçar alegria.
- Isso é maravilhoso. Mais uma vez parabéns.
Já estavam na soleira de Hogwarts quando James e os outros apareceram de novo.
- Ficamos sabendo da novidade! Parabéns, meu amigo, parabéns! – cumprimentou James.
- Isso é maravilhoso, Hagrid! – adiantou-se Remus.
- Você vai colocar os antigos professores no chinelo. – falou Sírius, ainda sem ver Tom.
- Obrigado garotos... – os olhos do gigante marejaram – Vocês não sabem como isso me deixa feliz...
- Nada mais justo você ganhar esse cargo. Não acha prof. Riddle?
- Sem dúvida alguma. Hagrid entende como ninguém de animais.
- É realmente bom saber que pelo menos um professor aqui merece o cargo que ocupa. – disparou Sírius com azedume, olhando para Tom.
- Sírius! O quê é isso? Você...
- Deixa Hagrid. Calma. – voltou-se para o rapaz – Todos os professores que lecionam em Hogwarts têm competência para fazê-lo, pode ter certeza. Assim como vocês. Mas, ao contrário de vocês, nós não fomos selecionados pelo chapéu, mas pelo próprio diretor. Portanto, acho melhor conversar com ele caso queira esclarecer alguma dúvida em relação às contratações que fez ou faz. – fez uma breve pausa – Agora, se o seu problema não diz respeito ao modo como este professor dá aulas, mas sim a alguma coisa que ele fez que te irritou por alguma razão, recomendo que converse abertamente com ele ao invés de mandar indiretas injustas.
James assoviou baixinho e deu um sorriso.
- É... Sírius... Acho que já deu nossa hora. Você não?
- Na verdade, não...
- Claro que acha. Vamos Pontas. – e dizendo isso Remo puxou Sírius pra dentro.
- Até mais professores. – despediu-se James.
- Até.
- Eu não sei o que seu nele. Normalmente o Sírius é uma pessoa tão agradável...
- Não se preocupe, Hagrid. O problema dele é comigo. Vamos entrar ou não?
- Ah! Claro. O senhor primeiro.
Tom tomou o cuidado de pisar com o pé direito. O castelo continuava lindo. Havia uma leva de alunos indo em direção à porta do Salão, e ele quase instintivamente ia junto, até que Hagrid chamou sua atenção:
- Tom! É por aqui que entramos. – e apontou para uma pequena porta ao lado da entrada do Salão – Esqueceu?
- Ahn? Não, não. Só... Distraí-me. – respondeu ele meio confuso. "Estranho. Nunca vi essa porta antes."
A porta levava a um corredor amplo e bem iluminado, que acabava em outra porta, essa mais elegante e bem acabada do que a outra. Quando a última se abriu, Tom entrou numa saleta repleta de retratos a óleo de bruxos e bruxas, havia uma lareira e também uma outra porta. Sentados num sofá próximo ao fogo estavam um bruxo muito pequeno, que na verdade mais parecia um anão, e uma bruxa que, embora jovem, exalava autoridade e rigidez.
- Boa tarde Tom. – cumprimentou-o a mulher, e com um aceno se virou para o gigante. – Rúbéo.
- Como vai, professora McGonagall?
- Muito bem, Rúbeo. Obrigada.
Tom se adiantou e pegou a mão da mulher com galanteio.
- Boa tarde, professora McGonagall. – e encostou os lábios na mão dela.
A bruxa sorriu e retrucou com carinho.
- Muitíssimo bem, Tom. Muito Obrigada. Você, cavalheiro como sempre, não é?
- Eu me esforço. – Virou-se então para o outro. "E agora? Hagrid ainda não o cumprimentou, e vai ser indelicado se eu também não o fizer."
McGonagall, percebendo o olhar atrapalhado do bruxo à sua frente, correu em seu socorro.
- Desculpem-me meu esquecimento. Suponho que ainda não foram apresentados ao novo professor de Feitiços, não é mesmo?
- Ainda não tive o prazer.
- Acho que já o vi de longe, mas não sabia quem era. – falou Hagrid.
- Esses são os prof. De DCAT , Tom Riddle, e de Trato com Criaturas Mágicas, Rúbeo Hagrid. – o homenzinho se levantou e fez uma curvatura. – E esse é o professor Fineus Flitwick. – foi a vez dos dois primeiros se curvarem.
- É um prazer conhecê-lo, professor. – falou Hagrid.
- Pode me chamar de Fineus. Afinal, agora somos colegas.
- Rúbeo é assim mesmo Fineus. Mesmo nos conhecendo há anos ainda nos chama de professora McGonagall, professor Riddle.
- Ora, então te incomoda ser chamada de professora? – perguntou Tom sorrindo.
- Não me incomoda, Tom. Apenas prefiro Minerva,... – "Minerva... Bom saber." – claro que você eu nem ligo, pois sei que fala assim para dar um charme a mais, como você próprio diz.
- O que seria da escola sem o "charme" que o professor... digo, que Tom adora dar às coisas, não é mesmo? – comentou Hagrid, dando uns "tapinhas" que quase fizeram Tom dobrar os joelhos.
Neste momento, o homem que esbarrou 'sem querer' em Tom na estação, entrou carrancudo e, sem dizer uma palavra a ninguém, se sentou.
- Boa tarde Robert. – cumprimentou Minerva.
Recebeu um resmungo como resposta. Tom não se segurou, já não havia gostado da figura e ele ainda dava motivos.
- Minerva, querida, não gaste seu inglês com uma criatura tão mal-educada quanto essa.
O homem se levantou.
- Você e suas gracinhas, Riddle. Não tem mais o que fazer não?
- Ter, eu tenho. Mas acontece que me sinto na obrigação de impedir uma amiga de perder tempo com você.
- As pessoas não deveriam perder tempo é com você. Não entendo como ainda pode trabalhar nessa escola.
- Eu estava me perguntando a mesma coisa em relação a você.
Eles se fuzilaram por um instante. Fineus, percebendo isso, resolveu quebrar o clima desagradável.
- Que tal irmos ocupar nossos lugares na mesa? Já estamos atrasados, não?
Ocuparmos nossos lugares na mesa... Essa frase dissipou todo o resto da mente de Tom. Ele ia se sentar-se à mesa dos professores. Aquele chato não era nada perto disso. Nada.
Ao entrar, começou a andar devagar. Queria que aquela cena durasse muito. Queria gravar cada sensação na cabeça.
Sentado ao lado de McGonagall, Tom observava o Salão Principal. Os alunos estavam agitados contando aos seus amigos como foram suas férias, os fantasmas flutuavam de um lado para o outro acompanhados por alguns aviõezinhos de papel. Ver aquela cena da perspectiva de professor lhe deu tanta alegria que começou a sorrir.
- O que houve Tom? – perguntou a professora.
- Hã? O quê? Ah! Nada, nada...
A mulher tornou a mexer em alguns papéis enquanto Tom passava os olhos distraidamente pela mesa de sua antiga casa, até parar em Bellatrix. Apesar de ter os modos um tanto quanto aristocráticos ela lembrava sua esposa até no jeito de mexer nos cabelos.
- É impressionante como ela lembra Meg. – pensou alto.
- Quem? A Srta. Black? – perguntou Minerva acompanhando o olhar dele.
- Bem... É. Ela mesma.
- Realmente ela se parece muito mais com a tia do que com a mãe.
"Tia? Calma, não a deixe perceber que você não sabe disso."
- Minerva você se lembra do casamento dos pais dela?
- Ah! Claro! Como poderia esquecer? Foi uma festa linda. Druella foi uma das mais belas noivas que já vi, perdendo apenas para Meg, talvez. São um casal feliz. Lembro-me ainda de quando começaram a namorar, as pessoas criticavam a diferença de idade entre eles.
- Diferença essa que nem é tão grande, não acha?
- Druella é só alguns anos mais velha que Cygnus. Já o pai dele, Pollux, é que se casou, cedo na minha opinião. Ele e Irma podiam ter esperado um pouco mais.
"Irma?... Quem é essa?...Ah claro! Irma Crabble."
- Tudo acontece na hora certa de acontecer.
- É verdade, mas por que desencavou esse assunto?
- Por nada. Apenas me lembrei. – resolveu mudar de assunto – Esses jantares estão começando cada ano mais cedo, hein?
- Realmente. Dumbledore está fazendo essa experiência.
"DUMBLEDORE? Ele é o novo diretor?"
- Tom? Algum problema?
O moreno se recuperou da imobilização momentânea.
- Não, não. Foi só um... branco que me deu.
- É a idade. – brincou Minerva.
- Por falar em... Dumbledore, ele está atrasado, ou é impressão minha?
- Agora que você falou... realmente. – um certo ar de preocupação apareceu no rosto da mulher – Alvo está atrasado.
Nesse momento o barulho do Salão cessou. O diretor vinha entrando pelas portas de carvalho, o que não era comum de se ver. Dumbledore se dirigiu à mesa dos professores com o tradicional olhar tranqüilo por trás dos oclinhos de meia-lua, logo atrás entrou um rapaz de cabelos oleosos que rapidamente se dirigiu à mesa da Sonserina. Esse rapaz passou despercebido aos olhos de quase todos, menos de Tom, que reparou no seu modo estranho.
- Espero que estejam tendo uma ótima tarde. – cumprimentou-os o diretor ao se sentar em seu lugar no centro da mesa.
- Obrigada, Alvo. –Tom reparou na forma bem mais jovial como a professora cumprimentara o diretor do que a que cumprimentou ele mesmo. – Aconteceu algo para se atrasar?
- Eu te explicaria imediatamente, minha cara Minerva, se não houvesse dezenas de jovens com fome diante dos meus olhos, e pior: com meu estômago fazendo coro com o deles. Espere um momento, que te darei a devida atenção.
- Oh! Claro. Não se preocupe.
Dumbledore se levantou e, ao mesmo tempo, o total silêncio tornou a cair.
- Boas tardes meus jovens alunos. Fiquem tranqüilos pois vou deixá-los comer em paz dentro de dois minutos. Fico muito feliz em vê-los todos de volta, mas também gostaria de estar vendo novos rostos. Tenho certeza que estão se perguntando sobre a seleção. – vários rostos balançaram a cabeça em sinal de concordância – É claro que ela ainda acontecerá, mas à noite. Pois, apesar de poder adiantar o banquete, eu não me sinto no direito de mudar o horário de uma tradição milenar, ou seja, a seleção será no horário habitual. O que dará a vocês o direito de dois banquetes num só dia. E por falar em banquete, acho que já me excedi no tempo em que previ, portanto chega de falar, pois está na hora de comer. Bom apetite a todos.
E nesse instante, em todos os pratos e travessas, apareceu muita e boa comida.
- Agora sim, Minerva. – começou o homem de barbas prateadas – Você quer saber a razão do meu atraso. Severo Snape.
- Snape? O que foi que houve?
- Parece que o sr. Potter e seus amigos resolveram lhe pregar uma peça logo no início do ano. Se não me, engano deixaram sua cueca à mostra enquanto ainda estavam dentro do expresso.
- Esses garotos não têm jeito, vou aplicar-lhes uma detenção, por isso pode ter certeza!
- Mas Severo resolveu se vingar.
- O que ele fez?
- Desapareceu com as malas dos seus alunos. E se recusa a dizer onde estão.
McGonagall se virou para Tom, que se mantinha calado até o momento.
- Tom, você terá que fazer algo, afinal ele é da sua casa. James, Sírius e os outros não podem ficar sem suas bagagens.
Tom não tinha certeza, mas lhe pareceu que o tal Severo deveria ser o garoto de cabelos oleosos que se sentou à mesa da Sonserina, "então isso significa que eu sou diretor da Sonserina!"
- Ahn... Claro. Vou descobrir onde estão, não se preocupe. E Severo será punido. – completou.
Depois disso conversaram sobre assuntos triviais, Dumbledore fez os anúncios costumeiros ao final do banquete e Tom rumou para a Sonserina, afinal, os garotos precisavam das suas roupas.
Desde os tempos de adolescente ele não se dava bem com aquela multidão indo ao mesmo tempo pro mesmo lugar, por isso pegou alguns atalhos e logo estava em frente à tão conhecida pedra lisa nas masmorras. Achando-se um tremendo idiota ele se lembrou que ainda não sabia a senha. "O diretor da casa fica pro lado de fora porque não sabe a senha! Ridículo isso."
- Algum problema professor? – perguntou-lhe uma voz que ele sinceramente desejava não ouvir mais naquele dia.
- Não, Bellatrix, não se preocupe. Estou só esperando um aluno.
Ela mexeu no cabelo enquanto perguntava sorrindo:
- Aluno? Que pena. Esperava ouvir que era uma aluna.
"Cadê a multidão quando se precisa dela?"
- Onde está Annabelle?
- Por aí. – ela ainda sorria.
Ficou ali, encarando-o. Medindo-o seria a palavra mais apropriada. Incomodado ele decidiu começar a andar.
- Bem, acho que estão demorando muito. Volto mais tarde. Até...
- Se é o Severo que procura acho melhor entrar. Mais tarde as coisas dos amigos de meu primo já estarão no fundo do lago, se bem o conheço.
- E o que garante que ele virá pra cá e não direto para o lago?
- O fato de ele ter se escondido aqui.
- Como tem certeza?
- Eu sempre tenho certeza. Snape é previsível demais pra ter se escondido em outro lugar.
Tom ainda avaliou se tinha outra escolha. Pelo sorriso ainda mais aberto da garota à sua frente, teve certeza que não.
- Ok. – falou com um sorriso amarelo.
- Ótimo. – a garota virou-se para a parede e falou – Mão da Glória. – depois de entrarem voltou-se para seu professor. – Agora somos só nós professor.
N.A.: Então gente? O que estão achando?
Uma maravilha? Muito bom mesmo? Ou uma droga? Um insulto a J.K?
Por favor me digam! Eu preciso de reviews!!!!!
