Meninas, depois de tanto prometer, aqui começa a ação...

Capítulo V – Sour Girl

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I – O que não tem decência nem nunca terá

Entretidas com as peças expostas e trocando diversas impressões, as três garotas se divertiam na vernissage. E de vez em quando, uma delas se munia da tarefa de tentar fazer com que Sheila deixasse o trabalho um pouco de lado para se divertir.

Com atenção redobrada, a assessora acompanhava a entrada dos convidados junto a um segurança, que checava os convites.

-Boa noite, mademoiselle... – disse-lhe um rapaz de cabelos vermelhos, ao entrar no museu – Está encantadoramente bela esta noite.

-Obrigada, Monsieur Le Blanc... – ela agradeceu, corando furiosamente com o elogio.

-Por favor, me chame de Vincent...

Puxando a mão de Sheila, Vincent a beijou delicadamente e sorriu. Encantada, a jovem só voltou à realidade quando ouviu o segurança cumprimentar o convidado que chegava.

-Seja bem – vindo, Monsieur Pontmercy.

Voltando-se com tudo para o convidado, deparou-se com o olhar frio e cortante de Kamus sobre si, que a cumprimentou com um menear de cabeça e seguiu para o salão, acompanhado dos demais cavaleiros.

-Como deixou aquele homem entrar sem convite?

-Mas ele tinha convites, em nome da Fundação Graad.

Bufando de raiva, tentando inutilmente fazer a franja parar no penteado, Sheila foi até o chefe da segurança, que observava o movimento do alto da escada.

-Karl?

-O que foi, Sheila?

-Quero que fique de olho naqueles homens ali – ela apontou os cavaleiros – Podem nos trazer problemas.

Do outro lado do salão, Samara tinha acabado de se afastar das amigas e estava agora junto à mesa de comes e bebes, escolhendo o que iria experimentar primeiro.

-O que faz uma garota tão bonita, sozinha em uma festa dessas?

-Quê? – ela engasgou ao ouvir a pergunta e encontrar um par de olhos vermelhos a encarando – Ah, não estou sozinha...

-Não?

-Não, eu estou com... Com... – ela revirou os olhos, procurando por alguém que pudesse servir como desculpa. A verdade era que, por mais que o estranho fosse bonito, algo naquele olhar a incomodava demais.

Foi então que viu parado no meio do salão alguém que poderia ajudá-la...

-Aioria!

Pedindo licença, ela foi correndo até o cavaleiro e o rapaz ficou sozinho, observando-a com um jeito contrariado.

-O primeiro fora da noite, Aquiles? – questionou Heitor, rindo da cara do irmão.

Bufando, Aquiles ajeitou os cabelos loiros sobre o ombro e saiu pisando duro.

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-Fico feliz que tudo esteja correndo bem com seus negócios, Julian... Deste jeito, a tradição da família Solo se manterá por longos anos!

"Nossa, o herdeiro da família Solo! Só tem figurão nessa festa!", Jéssy pensou, ao passar pelo rapaz e ouvir, casualmente, sua conversa com um homem de cabelos grisalhos e olhos violeta.

Aceitando uma taça de champanhe que lhe era servida, a garota estancou o passo em frente a um quadro, que pretendia ser uma representação fiel de Atena e seus cavaleiros. "Como pode essa história ser verdadeira? Olha só o cavaleiro de Gêmeos, como vai defender a humanidade mirradinho e vesgo desse jeito?".

-Como vai o meu retrato, senhorita?

Engasgando com a bebida, Jéssy virou-se e viu materializado em sua frente o deus grego que estava no Cabo. Os olhos azuis intensos a fitavam com curiosidade e um sorriso límpido bailava em seu rosto. E estava realmente divino usando aquele terno azul escuro e os cabelos soltos por suas costas e ombros.

-O seu... Seu retrato?

-Claro... Gostaria de ficar com ele quando terminar, senhorita... Como se chama?

-Jéssica...

-Muito prazer, Saga...

Beijando delicadamente a mão da garota, Saga sentiu o perfume almiscarado que emanava dela. Oferecendo seu braço para que fossem juntos até a mesa de comes e bebes, o cavaleiro observava atentamente cada detalhe da bela figura feminina.

Os cabelos ruivos estavam presos em um meio rabo de cavalo, arrematado por uma presilha de pedras. A blusa branca possuía um decote drapeado bem discreto na frente, mas altamente revelador nas costas e a saia preta de tecido brilhante caía com suavidade à altura dos joelhos. Uma sandália de tiras completava o figurino, pensando para matar.

-Que desperdício... Uma garota tão linda com um cara desses?

-Fecha a boca senão a baba vai escorrer pelo chão, Heitor! – disse Lars ao amigo, ao vê-lo observando com atenção redobrada os movimentos de Jéssy pelo salão, ao lado de Saga.

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Atenta, Silvana caminhava em volta da redoma onde estava o velocino, tentando entender como um troço feio daqueles podia ser a principal atração de uma exposição cheia de peças e quadros lindos.

Sua atenção só foi desviada quando ela ouviu os primeiros acordes da canção que o quinteto de cordas tocava. Nossa, como amava aquela canção, seu sonho era tocá-la em um grande concerto na Acrópole.

-A "Moonlight Sonata"... Beethoven era um gênio, não?

-Shura? – ela questionou quando o rapaz parou ao seu lado, sorrindo para si. E como ficava um arraso naquele visual black total!

-Eu mesmo... Fico feliz em te encontrar por aqui, Silvana.

Feliz e um tanto surpreso ao se deparar com o visual da moça. Não que ao natural ela não fosse bonita, mas aquele vestido prata... Combinava perfeitamente com seu jeito, a maquiagem leve e os cabelos soltos destacavam sua pele macia e os olhos castanhos e brilhantes. Perfeita.

"E não é que o tonto do Aquiles tinha razão... Essa festa tá cheia de mulher bonita, mas nenhuma como essa mocinha...", pensou Lars consigo mesmo, um brilho azulado tomando conta de seus olhos acinzentados.

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Tomou um susto quando ouviu seu nome sendo gritado no meio do salão, mas a surpresa maior foi virar-se na direção do grito e ver Samara sorrindo para si. O queixo foi ao chão, que vestido vermelho era aquele? Decote em V, corte reto, quase colado ao corpo, o cabelo trançado e jogado por cima do ombro. As sandálias de salto a deixavam mais alta e com um porte diferente, a postura mais elegante.

-Aioria, que bom te ver... Ah, adorei a gravata! Combina com seus olhos!

Bingo! Um meio sorriso se formou nos lábios do cavaleiro e os dois engataram uma conversa animada, indiferentes aos olhares nada amigáveis que os acompanhava de um canto do salão.

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II – Para o que ela está olhando?

De tempos em tempos, Kamus rodeava a redoma onde estava o velocino, suspirando. Até aquele momento, nada de anormal acontecera e torcia para que fosse assim até o final da noite. O único inconveniente era o chefe da segurança de olho em si o tempo todo.

Seria preciso disfarçar um pouco e o cavaleiro foi para a tenda montada no jardim, que havia se transformado em uma pista de dança. "Esses caras não tem jeito... Eu fico aqui, preocupado e atento e eles tiram a noite para se divertir!", pensou, lançando seus olhares mais frios e cortantes para os três companheiros, cada um em um canto diferente da tenda, muito bem acompanhados por sinal.

Percorreu o local com os olhos e então fixou-os em um ponto no meio do salão. Ou melhor, em uma pessoa. "Bonita... Ai, Kamus! Que idéia é essa agora? Ela é desprezível, isso sim!", pensava, mas sem tirar os olhos da assessora do museu.

Sheila tinha conseguido um momento de folga do trabalho e das crises do senhor Constantinos. E, acompanhada de Vincent, dançava despreocupadamente no meio do salão.

She turned away, what was she lookin at?

She was a sour girl the day that she met me

Hey, what are you lookin at?

She was a happy girl the day that she left me

Ela se virou, para o que ela está olhando?

Ela estava azeda no dia em que me conheceu

Ei! Para o que vc está olhando

Ela estava feliz no dia que me deixou

O vestido azul, de tecido leve e solto, esvoaça com cada rodopio e voltas que a jovem dava, ao ritmo da canção. Os cabelos estavam se soltando do coque despontado, mas ela parecia não se importar muito com isso. Nem a franja ela estava tentando colocar no lugar!

E ela dava risadas com algo que o rapaz de cabelos vermelhos lhe falava, os dois pareciam estar realmente se divertindo.

What would you do?

What would you do if I followed you?

What would you do?

I follow

O que vc fará?

O que vc fará se eu for atrás de vc?

O que vc fará se eu te seguir?

Seu eu te seguir

Em outro canto da pista, Aioria se soltava aos poucos, ainda meio desajeitado. Sabia que Kamus lançava seus olhares furiosos em sua direção, mas estranhamente não se importava com isso.

Há quanto tempo não se divertia assim, com alguém? E não dava para negar, Samara era uma ótima companhia. Rindo muito, puxando o cavaleiro pela gravata, ela dançava leve e solta, até as pessoas em volta paravam para observar o casal.

Inclusive Aquiles, que precisava de todo seu auto controle para não partir para cima do cavaleiro.

Don't turn away what are you lookin at?

He was so happy on the day that he met her

Say, what are you lookin at?

I was a superman but looks are deceiving

Não se vire, para o que vc está olhando?

Ele estava tão feliz no dia em que a conheceu

Diga, o que vc está olhando?

Eu era o Super-Homem, mas o visual não ajudava

-Eu vou atrás de alguma bebida... Você quer? – perguntou Shura, jogando a desculpa mais esfarrapada que encontrou para se afastar de Silvana sem levantar suspeitas.

-Um coquetel de frutas.

Sorrindo, o espanhol voltou ao salão para verificar se tudo estava bem por lá, a segurança parecia muito atenta e treinada. "No fim das contas, acho que foi um pouco de exagero por parte de Atena...".

-Com licença... A senhorita aceitaria dançar comigo enquanto seu acompanhante não volta?

-Hã? – Silvana piscou confusa, de onde aquele homem de cabelos azuis claríssimos e olhos cinza tinha surgido?

A garota nem chegou a responder e Lars a puxou para a pista, lançando seus olhares mais provocativos e sensuais.

The rollercoaster rides a lonely one

I paid a ransom note to stop it from steaming

Hey, what are you lookin at?

She was a teenage girl when she met me

A montanha-russa dá apenas uma volta solitária

Eu paguei um resgate pra não te ver mais tremendo

Ei, para o que vc está olhando?

Ela era uma adolescente quando me conheceu

A conversa entre Jéssy e Saga fluía bem, a garota a cada momento parecia mais encantada com o gentleman que estava em sua companhia. Galante, ele não dispensava os sorrisos e elogios a ela, divertia-se cada vez que a via corar com o que dizia.

Disposto a chamar a atenção da garota, nem que fosse por um motivo idiota, Heitor aproximou-se do casal com uma taça de champanhe nas mãos. Aí...

-Oh, meu Deus... Perdão, senhorita, foi sem querer! – ele disse, após entornar a taça sobre a roupa de Jéssy.

Tirando um lenço do bolso de calça, ele se ofereceu para ajudá-la a limpar tudo. Com isso, suas mãos se tocaram e a garota o encarou. Assustada, afastou-se rapidamente ao notar uma sombra negra nos olhos azuis do rapaz.

-Está tudo bem, Jéssica? – questionou Saga, incomodado com aquela proximidade.

-Ah, sim, está... Eu vou atrás da Sheila, perguntar onde tem um banheiro que eu possa usar para dar um jeito nisso...

Perturbada, Jéssy foi para o meio da pista procurar pela amiga.

What would you do?

What would you do if I followed you?

What would you do?

I follow

O que vc fará?

O que vc fará se eu for atrás de vc?

O que vc fará se eu te seguir?

Se eu te seguir

Em um passo mais ousado, Vincent agarrou a cintura de Sheila e a segurou pelas costas, arqueando o corpo da jovem quase até o chão. Rindo muito, ela jogou a cabeça para trás e então viu Kamus na entrada da tenda, olhando-a dançar. Nossa, não tinha reparado ainda em como o cavaleiro estava lindo, com um terno cinza e os cabelos presos em um rabo de cavalo e não soltos como da outra vez!

Com um movimento rápido, Vincent a puxou de volta e os rostos ficaram próximos, as bocas quase se tocando. Mas então...

-Sheila, eu preciso de sua ajuda... – Jéssy puxou a amiga pelo braço, um tanto quanto constrangida.

-Já volto, Vincent...

Sorrindo, a moça despediu-se do rapaz e saiu do salão com a amiga, as duas foram em direção a um dos banheiros.

The girl got reasons

They all got reasons

A garota tinha suas razões,

Todos têm suas razões

Meio atordoada por ter sido levada ao meio da pista sem querer, Silvana conseguiu uma brecha para se afastar de Lars e estava voltando para onde esperava Shura quando foi parada por um homem sorridente.

-Silvana, você trouxe o seu violino? – perguntou o homem a jovem e ela negou com um aceno.

-Por que, professor?

-O senhor Constantinos vai discursar agora e pediu que o quinteto de cordas tocasse após isso, mas o violinista teve que ir embora... Vamos fazer o seguinte: suba até a sala de aula e pegue um dos violinos que temos de reserva.

-Peraí, eu vou tocar para toda essa gente?

Mas o professor não ouviu a garota, já estava longe. Samara, que dançava por perto com Aioria ouviu a tudo e pulou de alegria na frente da amiga.

-Anda, vai logo pegar o violino! Aioria, espera aqui que eu vou com ela até a sala!

Sendo arrastada pela amiga, Silvana saiu d atenda. E logo em seguida, o senhor Constantinos pediu um minuto e iniciou seu discurso.

-Isso é muito chato... – Shura fez uma careta, se colocando ao lado de Kamus. Em outro ponto, Saga e Aioria também se posicionavam.

Porém, sem explicações aparentes, nenhum deles percebeu que mais pessoas além das garotas haviam deixado a tenda..

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III - O que não tem censura, nem nunca terá?

Na sala de segurança, três homens estavam deitados de bruços na mesa, sem prestar atenção no que as câmeras filmavam. Sem notar que algo de estranho acontecia no salão principal, onde estava redoma do velocino.

-Nunca pensei que fosse tão fácil assim... – comentou consigo mesmo um rapaz, um brilho castanho tomando conta dos olhos vermelhos.

Saiu depressa, deixando para trás os corpos sem vida dos seguranças.

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No salão principal, uma nuvem branca começava a tomar conta do ambiente, como se fosse uma neblina de fim de tarde. Aos poucos, não se via mais nada além do manto branco...

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-Pronto, acho que não vai manchar... – disse Sheila, entregando para Jéssy a blusa que tinha acabado de secar no vaporizador.

A garota vestiu-a rapidamente e saíram as duas rapidamente se so senhor Constantinos percebesse a ausência da assessora teria um surto psicótico no púlpito mesmo!

Na sala de música, Silvana pegou o violino, conferiu a afinação e foi saindo junto com Samara, que estava radiante com a possibilidade de ver a amiga tocar.

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-Vamos logo com isso, essa névoa não vai durar muito tempo...

-Pode deixar, eu sei muito bem o que fazer e como fazer!

Levantando os braços, em frente à redoma, um rapaz pronunciou algumas palavras e chamas se desprenderam do chão, envolvendo a redoma. Pouco a pouco, o vidro temperado não resistiu à alta temperatura e foi se contorcendo, até se quebrar.

Uma fina chuva caiu sobre o que restava da redoma, apagando as chamas. O rapaz, então, retirou o velocino do seu lugar e o colocou em uma caixa que um outro rapaz lhe oferecia.

-Vamos embora, antes que aquele velho termine o discurso.

A névoa começou a se dispersar, lentamente enquanto saíam do salão em direção aos fundos. Porém...

-O que está acontecendo aqui? – uma voz feminina gritou.

Um dos rapazes se voltou na direção da voz e viu parada junto à escada a assessora do museu, acompanhada de uma das amigas.

-Droga!

-Vincent! O que está fazendo?

O rapaz engoliu em seco e Sheila, sem pensar, foi correndo na direção dele, tinha que impedí-lo de fugir ou sabe-se lá o que.

Foi então que, em um movimento ágil, ele a pegou pelos braços e a jogou nas costas.

-Ei, me solta! Me põe no chão, seu desgraçado!

-Solta a minha amiga!

Jéssy tentou puxar Sheila de volta, mas um par de braços fortes a agarraram também ela viu o rapaz do champanhe atrás de si, suspendendo-a no ar.

-Me larga! Socorro! Me solta!!!

Nenhuma das duas com seguia se soltar daqueles homens. Então Sheila tirou algo de sua bolsa de mão: um pequeno controle. Que acionou o alarme estridente do museu.

Samara e Silvana estavam descendo a escada quando ouviram o alarme e viram os rapazes sumirem por um corredor levando as outras garotas. Sem se importarem se poderia ser perigoso ou não, correram atrás delas, tentando entender o que estava acontecendo.

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O discurso estava na metade quando todos ouviram o alarme soar alto.

-O velocino! Alguma coisa aconteceu ao velocino!

-Saco! Andem, vamos despistar e sair daqui! – Kamus falou ao demais, saindo por outro lado da tenda. "Eu não acredito! Só falta ter acontecido alguma coisa ao velocino e bem debaixo do nosso nariz!".

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-Que que é isso? Era para pegar somente o velocino! – comentou Aquiles ao ver o irmão e Vincent carregando as garotas.

-Agora não dá para explicar, Aquiles! Anda, a gente tem que ir embora, rápido!

-Desgraçado!

-Monstro!

Sheila e Jéssy gritavam feito duas loucas, mas de nada adiantava. Com violência, ambas foram literalmente jogadas para dentro do carro.

-Socorro! Alguém ajude! – gritaram Silvana e Samara, saindo do museu e se deparando com a cena do seqüestro.

-Não dá levar essa duas também?

-Não é hora para gracinhas, Aquiles! Anda, dá um jeito nessa duas e vamos logo!

Obedecendo o irmão, mas totalmente contrariado, Aquiles estendeu os braços em direção ao chão e pronunciou algumas palavras. Em segundos, seus olhos vermelhos estavam brilhando em castanho e um tremor percorreu toda a rua, quebrando o asfalto e a calçada.

Samara soltou um grito e se desequilibrou, caindo sentada na sarjeta. Silvana, que estava mais próxima ao rapaz, or e bateu a ceb o golpe maior e bateu a cebça ao cair no chas.lhe oferecia.

acabou sofrendo o golpe maior e bateu a cabeça ao cair no chão.

O carro bateu em retirada a toda velocidade, cantando pneus. Do lado de fora do museu, quase atropelou Aioria que corria pela calçada.

-Que foi aquilo?

-Devem ser os bandidos em fuga! Vamos atrás deles...

-Socorro! Alguém ajude! – um grito feminino cortou o raciocínio de Saga na metade. Reconhecendo a voz que gritava, Aioria correu até a rua lateral e deparou-se com Samara de joelhos, ao lado de um corpo.

-Samara! O que aconteceu?

-A Sil bateu a cabeça quando caiu e desmaiou, eu não sei o que fazer... E aqueles caras levaram a Sheila e a Jéssy!

-O quê? – gritou Saga, que vinha logo atrás, acompanhado de Shura. O espanhol estancou o passo e imediatamente se ajoelhou no chão para ver como a garota estava.

-Explique isso direito, Samara.

-Aquele cara de cabelos vermelhos que dançou com a Sheila e uns amigos... Parece que eles roubaram alguma coisa e as doidas foram atrás deles!

-Droga! A gente precisa ir atrás desses caras antes que saíam da cidade!

-A essa hora eles já estão longe, Saga... E não podemos deixar as duas sozinhas aqui, sem mais nem menos.

Preocupado, Shura segurou o corpo de Silvana pelas pernas e costas e a suspendeu no ar, ajeitando-a em seu colo. E bem nessa hora, Kamus chegava, vindo de dentro do museu.

-Vamos depressa, nós deixamos as duas em casa e vamos atrás dos caras! Samara, você sabe dizer o que eles teriam roubado?

A garota negou com um menear de cabeça, mas Kamus respondeu, muito sério.

-O velocino, Aioria... E bem debaixo do nosso nariz.

-Mas o que eles podem querer com um troço daqueles? E as minhas amigas, o que vão fazer com elas?

-Amigas? – Kamus arqueou uma sobrancelha e Saga suspirou, respondendo ao amigo.

-Os bandidos levaram a Sheila e a Jéssica com eles...

-Droga! – o aquariano praguejou – Andem logo, vamos deixar essas duas em casa e ir atrás dos bandidos, antes que seja tarde!

Assentindo, os demais puseram-se a caminho, Shura segurando firmemente o corpo de Silvana, que agora parecia dormir. Aioria, repentinamente sério, suspendeu Samara no ar, pegando-a em seu colo também.

-Ei, o que está fazendo? Eu sei andar, tá legal!

-Acredite, vai ser melhor para você assim...

E dizendo isso, o rapaz deu um passo à frente e tudo o que Sah sentiu foi o vento bater contra seu rosto fortemente...

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Ação! E podem ter certeza de que lutas virão, assim como os momentos românticos e alguns tristes também... O que estão achando? Jéssy, será que fui muito má com a gente? E vocês, Sil e Sah, como acham que vão se sair como "patners" desses cavaleiros?

Aguardem as próximas emoções de "Roda Viva"!!!

"Sour Girl", música dos Stones Temple Pilots. Eu amo essa canção e achei que combinava com o clima do capítulo. O subtítulo da parte II é um dos versos dessa música.