Sim, finalmente veremos a tão aguardada luta entre Kamus e Vincent! Ah, mais uma coisa: muito obrigada, minhas lindas, agora a Sheila e o senhor de gelo já têm uma canção tema... Será "O que eu também não entendo", tão linda... Logo o capítulo com a descrição da letra estará no ar, juro!
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Capítulo XIII- Por que todos os risos vão desafiar?
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Parte I - Por que todos os sinos irão repicar?
O resultado final era um completo desastre, não havia sobrado nem a grama para contar a história. Ajeitando os fios de cabelo grudados na testa, Saga já ia rumando para dentro da mansão quando escutou uma exclamação de surpresa atrás de si.
-Nossa, que foi isso? O Katrina passou por aqui, é?
-Menos, Samara, menos... – pediu Aioria, uma gotinha escorrendo por sua testa.
Saga virou-se lentamente, sério. Shura e o leonino engoliram em seco, prontos para tomar uma bronca daquelas...
-O que estão fazendo aqui? E com essas garotas?
-Ow, a gente tem nome, sabia? – disse Silvana, interrompendo qualquer tentativa de Shura de falar alguma coisa – E se tentar nos impedir de entrar ou ficar fazendo essas perguntas cretinas, vai se ver comigo!
Surpreso, Saga engoliu em seco e assentiu, a brasileira tinha um olhar tão altivo que dava medo até em Ares! Satisfeita, Silvana puxou Samara e ambas rumaram na frente, seguidas bem de perto pelos cavaleiros.
-Agora entendi porque vocês as trouxeram até aqui...
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O beijo trocado logo foi dando lugar a mordidas pelo pescoço e colo da jornalista, enquanto que, com uma das mãos, Vincent jogava ao chão o que estava sobre a mesa e certamente iria lhe atrapalhar.
Sheila, afoita, abria a camisa do rapaz com fúria, quando a temperatura do ambiente começou a mudar de repente, ficando mais fria. Tanto que, em questão de segundos, a assessora batia os dentes de frio e se agarrava ao corpo de Vincent, tentando se aquecer.
-Mas que porcaria é essa? – ele questionou, quando pequenos flocos de neve começaram a cair diante de seus olhos.
-Será que seria pedir demais para soltá-la?
Vincent virou-se na direção de onde vinha a pergunta e então viu Kamus, parado a poucos metros de onde estavam. Praguejando, ele soltou Sheila, a jornalista ficou parada, sem saber o que fazer.
-O que quer aqui, cavaleiro de Atena?
-Perguntar onde fica o banheiro. – ironizou o aquariano, deixando o outro nervoso – Perguntas idiotas, respostas cretinas.
-Sheila, você suba de volta ao quarto... Eu tenho um assunto desagradável para resolver com este sujeito.
Tremendo de frio, ela assentiu e lançou um olhar fuzilante para Kamus, o cavaleiro manteve-se impassível. Tinha experiência em batalhas e desconfiava do motivo pelo qual a jovem reagia daquela maneira. Discretamente, uma veinha pulsava em seu pescoço, denotando a vontade de acabar de uma vez com aquele bastardo que cobiçava Sheila.
Ela subiu as escadas, mas quando chegou ao primeiro andar, uma forte dor de cabeça a atingiu, a jovem precisou se apoiar em um aparador próximo. "O que foi isso?", perguntou-se, mas, já recuperada, voltou a cumprir a ordem dada por Vincent.
No andar de baixo, o cavaleiro e o rapaz se encaravam, diminuindo a distância entre si.
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O corredor estava livre e estranhamente silencioso, aquilo não era bom sinal. Muito atenta, Jéssica desceu os últimos degraus da escada dos empregados. Estava quase no meio do caminho, quando ouviu a voz de Vincent e uma outra masculina, que não conseguiu identificar. O rapaz parecia alterado, ela recuou alguns passos para se certificar de que não seria vista por ninguém.
Escondeu-se atrás de uma coluna e então viu Sheila subir as escadas, meio zonza e com uma das mãos sobre a cabeça, não parecia bem. Vigilante, a garota deixou seu esconderijo e foi na direção da amiga, ela não havia percebido sua presença.
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Parte II - Por que todos os hinos irão consagrar?
-Você é sempre assim, Kamus de Aquário? O chato que tem prazer em estragar o melhor da festa?
Vincent estava furioso com o cavaleiro, aquele idiota havia atrapalhado seus planos bem na hora em que estava conseguindo o que tanto queria. Kamus deu de ombros, seus olhos estreitaram-se na direção de seu adversário.
-Pelo menos tenho meus próprios méritos para conquistar uma mulher, não preciso usar de certos artifícios para tanto...
-Mesmo? – Vincent riu, mas estava furioso com a colocação do cavaleiro – Então, por que foi desprezado por ela na festa do museu? Pelo que me lembro, Sheila dançava comigo e isso não te deixou muito feliz...
Ora, claro que se lembrava da vernissage. E de como a assessora estava linda em seu vestido azul... Cansado daquela conversa sem sentido, Kamus se colocou em posição de ataque, ainda tinha uma garota para resgatar e o velocino para devolver ao museu.
-Até que enfim alguma atitude, cavaleiro de Atena... Pena que será seu fim...
Vincent fechou os olhos, abrindo os braços e dizendo alguma coisa que Kamus não compreendeu. A temperatura na sala começou a oscilar entre o cosmo frio do cavaleiro e uma onde de calor, de onde ela poderia vir?
Um grito, o abrir dos olhos agora vermelhos de Vincent e uma roda de fogo se formou ao redor de Kamus, estreitando-se devagar, avançando sobre o cavaleiro. Começando a suar, ainda que discretamente, ele se manteve impassível, seu cosmo gerando uma camada de gelo protetor para si.
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-Sheila? Sheila, sou eu! Sheila!
Jéssica alcançou a amiga antes que ela subisse para o próximo andar, mas a jornalista pareceu não lhe dar ouvidos. Continuou a andar, mesmo com a garota em sua cola, segurando seu braço.
-Sheila, aonde você vai? Anda, temos que sair daqui?
-Vou voltar... Ao quarto... Como o Vincent mandou...
-Quê? – Jéssy não entendeu e segurou a amiga pelos dois braços, sacudindo-a – Eu não sei o que ele fez com você, mas acorda! Nós temos que ir embora daqui, anda!
Meio atordoada, Sheila levantou o olhar para a amiga, Jéssica percebeu que ela parecia confusa. Era como se sua mente lhe dissesse uma coisa e seu corpo fizesse outra, como aquilo era possível?
-Eu não acredito que vou ter que fazer isso... – ela disse a si mesma, mas só tinha um jeito de fazer Sheila parar e "desistir" de obedecer as ordens de Vincent. Segurando-a fortemente pelos braços, passou-lhe uma rasteira que a assessora foi ao chão sem perceber.
-Quietinha!
Usando o peso de seu corpo, a garota sentou-se sobre as pernas da amiga e segurou seus braços colados ao chão. Pelo menos assim, ela não conseguiria sair dali, por mais que se debatesse tentando.
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As chamas ganhavam mais força à medida que Vincent se aproximava de Kamus. Na mesma proporção, o cosmo de Kamus mantinha a barreira de gelo, mas o cavaleiro já suava de maneira perceptível. Detestava admitir, mas tinha que encontrar uma maneira de atacar o inimigo e desestabilizar logo sua cosmoenergia.
Vincent estava seguro de seu poder, estudava cada expressão e mínimo movimento de Kamus. Queria ver até onde o senhor de gelo iria agüentar.
-Quente aqui, não? – perguntou, um sorriso cínico nos lábios. Kamus deu de ombros.
-Nada que não possa ser resolvido...
Kamus baixou a cabeça por um instante, concentrando seu cosmo. Em questão de segundos, as chamas à sua volta começaram a ser envolvidas por uma grossa camada de gelo, congelando-se. Logo, toda sala era um único bloco, frio e escorregadio.
-Parece-me que seu truque não funcionou muito bem, Vincent... – o aquariano falou, caminhando até seu oponente.
-Tem certeza, Kamus de Aquário?
O rapaz estancou o passo, sem entender onde Vincent queria chegar. Com um sorriso jocoso a lhe moldar a face, o rapaz estalou os dedos e os cristais de gelo se quebraram, as chamas voltaram a surgir com mais força. Com um movimento brusco, lançou uma delas contra Kamus.
Pego de surpresa, o cavaleiro foi jogado contra a parede, batendo com tudo na mesma e caindo no chão, meio desorientado. Com certa dificuldade, conseguiu se levantar, Vincent vinha novamente em sua direção.
-Isso já me cansou, sabia? Vamos acabar logo com tudo, a Sheila já deve estar me esperando no quarto...
Kamus estreitou o olhar, não estava gostando nem um pouco da maneira como aquele idiota falava da assessora. Concentrando seu cosmo, ele se colocou em uma posição defensiva, a princípio. Tinha uma idéia em mente, e teria que dar certo.
-Pó de Diamante!
A rajada de ar frio foi em direção ao oponente, mas desviou-se no último instante, indo parar meu ma das colunas que ligava o chão de mármore ao teto.
-Péssima pontaria, cavaleiro!
-Tem certeza, Vincent?
Então, de repente, a coluna começou a se desfacelar em centenas de pedaços e ela foi ao chão, quase em cima de Vincent. O rapaz baixou a guarda e saltou para frente. "Ótimo, idiota...", pensou Kamus, sorrindo levemente.
-Execução Aurora!
Uma rajada de ar frio, muito mais potente e sem chances de defesa. Vincent foi pego em cheio, indo bater contra a escadaria do salão. Ofegante, ele sentia aos poucos sua pele congelar e a perda dos movimentos de seus braços e pernas.
-Como queria, acabamos logo... Satisfeito, Vincent? – perguntou Kamus, com um certo "quezinho" de ironia.
Um sopro e o corpo do rapaz se desfez em milhares de pequenos fragmentos. Agora, era encontrar Sheila e o velocino.
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No andar de cima, Sheila tentava se soltar de Jéssica. Então, sem mais nem menos, a jovem parou de se debater e piscou diversas vezes, confusa.
-Que que vocês está fazendo em cima de mim, Jéssy?
-Sheila... Você... Você voltou ao normal?
-Como assim? Said e cima de mim, eu quero pegar aquele imbecil do Vincent, sentar a mão na cara dele!
Rindo, Jéssica saiu de cima da amiga, sim, ela havia voltado ao normal. Ajudando-a se levantar, as duas resolveram dar uma espiada pela sacada do andar e viram quando kamus fez picadinho do dito-cujo.
-Como ele fez isso?
No salão, Kamus já ia subindo a escadaria quando ouviu barulho de alguém correndo atrás de si.
-Kamus! Você está bem?
-Aioria! Shura! Mas e essas garotas?
-Silvana! Samara! Graças aos céus, vocês estão bem! – gritaram Sheila e Jéssica, descendo as escadas. As amigas sorriram e puseram-se a correr até elas.
Abraçaram-se, rindo, falando todas ao mesmo tempo.
-Acho que acabamos com todos agora, precisamos encontrar o velocino e ir embora daqui. – falou Saga, tomando a frente do grupo.
Então um raio cortou o céu do lado de fora da mansão, as luzes piscaram, vacilantes. As garotas pararam de falar e tudo ficou em silêncio, ouviam-se apenas as batidas dos corações acelerados de cada um dos presentes.
-Ora, ora, não tão rápido, cavaleiros de Atena... A festa ainda nem começou...
Do alto da escada, Kríacos sorria aos cavaleiros. E usava sobre o terno bem cortado o velocino, que brilhava em seu tom de dourado tão marcante.
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E aqui se foi o último... Vincent, não se vá! Sim, apesar de ser um vilão, eu amei criar a ele e cada um dos outros três... Acho que vou fazer uma fic para eles, o que acham?
Com este capítulo, a fic começa a se encaminhar para o final, a última e decisiva luta será no próximo... Como os cavaleiros irão se safar dessa? E as meninas, será que vão apenas assistir a luta?
Esperem e verão... Beijos!
