Kiba caminhava tranquilamente em direção ao luxuoso sobrado de dois andares onde funcionava mais um dos negócios de Sarutobi. O Princesas da Itália era um bordel muito famoso na cidade, já que graças ao porto reunia belas garotas de todas as partes do mundo.
─ Bem vindo ao Princesas da Itália, senhor Kiba, quem o senhor gostaria hoje? ─ perguntou uma jovem francesa de olhos verdes e apliques cor de rosa que havia chegado recentemente ao estabelecimento.
─ Chame aquela porca peituda para mim, sua vadia francesa, e tire esse perfume barato das minhas narinas. Ande, vá buscar aquela puta da Tsunade, Sakura! ─ disse Kiba, batendo com as costas da mão no rosto da mulher e chamando a atenção de todo o lugar para ele. Não que fosse um problema já que todos ali não moveriam uma palha sequer contra ele. Pelo menos nenhum que desse valor a sua vida.
Sakura pôs a mão sobre o rosto e saiu chorando e tremendo para o andar superior. Um dos clientes se levantou e foi até Kiba. Era um jovem asiático vestido como um marinheiro e com os cabelos cortados a escovinha, o seu jeito de andar deixava claro que estava bêbado.
─ Temeee hic ─ disse o jovem em uma língua estranha a Kiba. E continuou por mais alguns minutos, caindo e falando praticamente sozinho em sua língua estranha e gutural até que disse algo que soou como "Rock Lee" e tentou bater em Kiba.
Nessa altura todos já haviam se escondido ou saído do bordel como se a guerra para acabar com todas as guerras estivesse para recomeçar. De certo modo eles sabiam o que faziam. Não foi algo bonito de se ver.
Primeiro, o estrangeiro tentou acertar Kiba com um soco, tropeçou e caiu no chão. O mafioso ficou sobre ele e começou a bater e a bater, até que os ossos da sua mão começaram a doer. Então ele levantou e jogou o homem inconsciente pela perna para o ar com a força descomunal que vinha da sua fúria. Ele voou alguns metros e parou ao atingir o balcão do bar. Garrafas e copos quebraram e uma prostituta gritou por detrás do balcão. Kiba foi até ele e o chutou e chutou até que uma voz poderosa ecoou pelo salão.
─ Já chega. Ele está morto. ─ disse uma mulher morena e de seios fartos em um vestido de baile renascentista que descia pela escada que Sakura havia subido poucos minutos antes. Uma pinta no meio da testa se sobressaia por entre o cabelo comprido e tingido de louro e a maquiagem. Kiba olhou para a mulher e sorriu.
─ E aí, porca peituda, preciso daquela sua caipira chupadora de boceta!
─ Estou vendo por que. – respondeu Tsunade.
─ Há! Na verdade não está. Tenho outro para a criação dela.
─ Então pelo que estamos esperando, seu animal, vamos buscá-lo e terminar logo com isso. – disse ao terminar de descer as escadas.
─ Ainda não, a vontade de bater nesse bostinha de olhos puxados não passou.
E então voltou a bater no corpo sem vida do marinheiro.
─ Eu ainda não entendi uma coisa – disse Shizune – por que você o enterrou em um caixão antes de trazer para cá? Se já estava enterrado não era mais fácil deixar ele lá?
Ela estava dando de comer aos porcos. Algumas horas antes o mafioso havia chegado com dois corpos para que ela "desse um jeito". E era isso que ela estava fazendo.
Há certa maneira de se livrar de corpos sem que ninguém nunca consiga encontrá-los. Primeiro você deve fatiá-los em pedacinhos e esmigalhas os ossos. Serrote e martelo são seus amigos nessa fase. Há quem diga que não é preciso esmigalhar os ossos. Mas nunca se sabe. Então dê de comer aos porcos. Eles comem qualquer coisa. Inclusive nós. Claro. É preciso certo estomago para isso. Mas se você teve estomago para matar então, supostamente, fatiar e deixar os porcos comerem os pedaços não é grande coisa, certo?
Kiba estava deixando Tsunade dar um jeito em sua mão. Pelo que ele sabia aquela mulher veio da Índia fugindo de um casamento arranjado. Não que ela desgostasse do noivo. Ela só preferia mais uma garota chinesa que sabia usar sua língua maravilhosamente bem. Então elas entraram em um navio e fugiram para a Ámerica, mas Tsunade perdeu uma enorme quantia em dinheiro apostando em um dos cassinos de Sarutobi quando estavam de passagem pela cidade e ambas acabaram assim. Uma prostituta e uma criadora de porcos que se livrava de corpos para a máfia.
─ Bom. Ele disse que tinha medo de lugares apertados. – respondeu Kiba encarando a jovem chinesa com olhos selvagens e satisfeitos.
─ Espere! Por favor! Eu não fiz nada! – gritava o enorme negro enquanto se arrastava. O sangue cobria sua face e encharcava a camisa branca. Kiba podia ouvir os vizinhos murmurando, provavelmente ruminando idéias de chamar a polícia.
─ Vamos, "papai", eu quero me divertir com você em um lugar mais adequado. – disse Kiba, já puxando o negro pelos dreadlocks para o elevador.
─ Não, pelo elevador não, por favor! Vamos pelas escadas, pelo amor de Deus! Vou onde você quiser só não me faça entrar no elevador! – gritou o negro em desespero.
─ Ah, está com medinho, é? O "papai" está com medinho agora, é? Seu filho da puta! – respondeu Kiba, tendo uma idéia enquanto chutava o negro para dentro do elevador. Ele precisava acordar aquele Shino e conseguir um dos seus caixões.
