Uma viagem para Tókio pode revirar a alma de uma pessoa em apenas questão de dias. Kagome jamais pensaria encontrar alguém como InuYasha.

Triologia Kag x Inu


Termos de Sedução

No capítulo anterior:

"Sesshoumaru estava em coma no hospital de Hamasaki. Inuyasha deu algumas instruções rápidas a seu assistente. Ele precisaria de uma autorização de decolagem do aeroporto, seu jato já abastecido e algumas roupas do quarto de Kagome no hotel.

Ele tentou ligar para ela, mas ela ainda estava fazendo turismo.

Ele bateu o telefone antes de se conscientizar de que deveria ter deixado uma mensagem. Poderia ser sua última chance de falar com ela por muitas horas. Queria muito levá-la consigo, mas ela não estava com um celular e ele não poderia esperar que voltasse ao hotel."

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- Capítulo III: Minha Kagome.

Enquanto Inuyasha estava ocupado com suas reuniões, Kagome visitava o as vitrines mais lindas de Tókio, mas passou mais tempo pensando que vendo as atrações.

Era oficialmente seu último dia em Tókio, mas ela e Inuyasha não haviam discutido o futuro. Ela não tinha nem mesmo certeza se ele sabia que seu vôo sairia no dia seguinte.

Ela não quisera preocupar-se com isso, mas agora não conseguia pensar em outra coisa. Será que lhe pediria para ficar? Será que a convidaria para voltar?

Sabia que se ele lhe pedisse, jogaria seu emprego para o alto e ficaria.

Era impossível, uma loucura, mas ela se apaixonara e era uma emoção mais profunda e consumidora do que qualquer coisa que já sentira por seu ex-marido.

O pensamento de deixar Inuyasha fez com que se sentisse como alguém tentando abrir um buraco em seu peito. Ela não desejava descobrir o que seria partir realmente.

Mas, apesar de todas as coisas maravilhosas que lhe dissera, nem uma vez insinuara que o relacionamento deles seria permanente. Não dissera que a amava.

Se seu único interesse tivesse sido ter um breve caso enquanto conduzia seus negócios em Tókio, ela dificilmente ficaria, presa a um relacionamento que não existia.

Ela quase não conseguia acreditar que se apaixonara por ele, e se as emoções que passavam por ela não fossem tão poderosas, não acreditaria. Era um enorme salto acreditar que o mesmo pudesse ter acontecido com ele, não importava o quão mútua fosse a atração entre eles.

Estava tão perdida em seus pensamentos, que se atrasou ao voltar para o quarto e só tinha alguns minutos para se vestir antes do carro de Inuyasha chegar para buscá-la.

Correu freneticamente por todos os lados se aprontando, e foi por isso que só notou que seu quarto de hotel estava vazio quando foi pegar um par de meias – calças da gaveta. Não havia meias masculinas, empilhadas ordenadamente ao lado dos poucos pares de meias-calças que havia trazido.

Abriu outra gaveta, incapaz de compreender o significado da ausência das meias. O calção de banho dele também estava faltando.

Olhou em volta do quarto, captando detalhes que lhe haviam escapado antes. A mala dele desaparecera. Tudo dele desaparecera. Procurou um bilhete, mas não encontrou nenhum, ligou para a recepção, mas não havia mensagem.

O fato de seu carro não aparecer para buscá-la na hora combinada foi quase natural. Inuyasha a deixara. A tênue escora de seu coração caiu e ele se despedaçou em um milhão de pedaços à sua volta.

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Com o cansaço queimando seus olhos, Inuyasha os esfregou com o indicador e o polegar. Esperava aterrissar em Hamasaki em menos de uma hora. Só podia espera reencontrar seu irmão vivo quando chegasse ao hospital.

Inuyasha foi do aeroporto diretamente ao hospital. Uma ligação de seu celular no caminho confirmou que seu irmão realmente ainda estava vivo, apesar de ainda em coma. Quando lá, soube pela enfermeira que Rin estivera à cabeceira de Sesshoumaru por horas sem comer nem beber nada.

Inuyasha trouxe-lhe algo que a sustentasse, sabendo que Sesshoumaru ficaria furioso se ele permitisse que ela ficasse doente por causa de sua vigília cuidando dele. Ele se recusou a contemplar a possibilidade de seu irmão mais velho não sair do coma, agora que suas condições se haviam estabilizado.

Uma vez tendo falado com os médicos e cuidado de Rin, era tarde demais para ligar para Tókio.

Kagome estaria dormindo, mas ele mal podia esperar para telefonar logo de manhã no horário da cidade onde ela estava. Ele queria desesperadamente ouvir a voz dela, contar-lhe sobre seu irmão e encontrar o conforto que sabia que estaria esperando por ele em seu coração carinhoso.

Como precisava de um banho e de se trocar, foi para o hotel que seu assistente providenciara. Foi somente quando procurava algo para vestir após a ducha revigorante que o seu cérebro insone se deu conta do fato de que todas as suas roupas haviam

sido tiradas do hotel de Kagome.

- " Maldição"

Ela pensaria que a abandonara sem uma palavra. O que seu assistente pensara? Será que ao menos se preocupara em deixar uma mensagem? Inuyasha ligou para ele, somente para descobrir que não o fizera. Um olhar furioso ao relógio revelou que era o meio da noite lá. Ainda não podia ligar e Rin precisava que ele a substituísse em sua vigília.

Bêbado por falta de sono, ficou chocado quando lhe disseram que Kagome partira do hotel. Será que se fora por se sentir magoada? Ele odiava esse pensamento, mas não podia evitá-lo.

Notou que nem mesmo sabia quando ela deveria voltar para casa, nem onde era sua casa. Ela lhe contara sobre o casamento terminado, sobre sua família e até sobre seu emprego, mas mencionara sua cidade de origem somente uma vez e nunca lhe dissera em que estado vivia.

Apesar de parecer inacreditável, eles haviam passado apenas alguns dias juntos, insuficientes para saberem tudo de importante um sobre o outro. Ele não pedira seu endereço e telefone porque não tinha a intenção de deixá-la sair sem ele. E, maldição, tinha certeza de que ela não queria ir. Agora precisava encontrá-la.

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Kagome terminou de verificar os documentos de empréstimo para sua próxima reunião e colocou uma pilha ordenada de papéis a serem assinados no centro de sua mesa. Voltara de Tókio há mais de uma semana, mas ainda não se ajustara à velha rotina.

Exatamente quando não queria nada além de se perder em trabalho, sua concentração estava péssima. O fim brusco de seu relacionamento com InuYasha estava tumultuando suas emoções desde o momento em que se conscientizara de que ele não voltaria ao hotel.

Ela mal dormira naquela noite, nem um pouco no avião, e quando chegara em casa, seu coração teimoso insistira que tentasse contatá-lo.

Ligara para seu banco em Tókio, onde ele dissera que vivia a maior parte do ano. A recepcionista não quisera transferir a chamada para sua caixa de mensagens eletrônica.

Quando Kagome pedira para deixar um recado, fora informada de que ele fora para Hamasaki e não voltaria por algum tempo. Era óbvio que algo havia acontecido com os negócios, mas a maneira como ele partira sem uma palavra deixara claro que ela não representava nada para ele.

Estivera tão segura de que era mais que sexo enlouquecedor; de que eles aviam sido feitos um para o outro.

Estivera errada.

Estava tudo terminado.

Kagome limpou lágrimas de raiva, recusando-se a deixar que a dor que borbulhava em seu interior levasse a melhor. Ela deveria ter aprendido com seu primeiro casamento que playboys maravilhosos não eram confiáveis.

Dizia-se a si mesma que estava melhor sem ele e estava fazendo de tudo para

acreditar nisso quando a recepcionista ligou para dizer que o próximo cliente de Kagome chegara.

Ela inspirou profundamente e se preparou para se encontrar com o jovem casal comprando sua primeira casa. Ela recebera mais do que dor em seu relacionamento com InuYasha, lembrou-se a si mesma.

Aprendera que era capaz de uma paixão incrível. Assim, conseguira o que pretendia fazer em sua viagem à Tókio. Se isso viera por um preço que não estava preparada para pagar, não tinha escolha, a não ser se resignar e aceitar a parte ruim junto com a boa.

Era tarde da noite quando o telefone em sua mesa tocou. Ela o pegou.

– Kagome Higurashi falando.

– Kagome?

Não. Era impossível. Não após uma semana de completo silêncio.

– Inuyasha?

– Sim Kagome, como é bom ouvir sua voz.

Verdade. Ela não cairia em nenhum dos seus truques estudados dessa vez.

– Você ainda está em Nova York?

– Você sabe sobre minha viagem?

– A recepcionista em seu banco me disse quando eu liguei tentando achá-lo.

– Que bom. Eu estou surpreso. Nossa política de confidencialidade é rígida, mas eu estou muito feliz de que ela a tenha ignorado nesse caso. Quando meu assistente pegou minhas coisas sem deixar uma mensagem, eu pensei que você ficaria magoada. Como você poderia pensar em algo que não fosse o pior com aquele cenário?

– Você tem razão. Como eu poderia?

– Mas agora você compreende.

Aparentemente ele ainda não entendera que compreender e aceitar não eram a mesma coisa. Ela compreendia a infidelidade constante de seu marido. – Kouga era um homem incapaz de fidelidade – mas não o aceitara.

– Com certeza você sabe. Eu quero que você venha se encontrar comigo em Hamasaki.

– Eu acho que não.

– Eu enviarei meu jato para buscá-la. Você não precisa se preocupar em comprar uma passagem de avião.

– Eu não vou para Hamasaki, nem em seu avião nem no de ninguém.

– Você está se recusando a vir? Totalmente? – Ele parecia chocado com sua recusa, até mesmo perdido.

Que estivesse. Aparentemente, ele pensou que ela era uma verdadeira idiota. Bem, ela o fora, mas parara de ser estúpida e tivera uma semana inteira para erguer suas defesas. Mesmo assim, o som de sua voz foi terrível para sua cura e precisava interromper a ligação logo.

Seria isso, ou faria algo imperdoavelmente idiota, como concordar em ser sua amante de conveniência e se oferecer para voar para Hamasaki assim que seu jato chegasse.

– Veja, Inuyasha, foi bom enquanto durou, mas acabou agora. Não estou interessada em ter uma repetição de Tókio.

– Você não quer continuar o relacionamento?

Ela não chamaria isso de relacionamento, não com ele querendo nada mais que sexo sem compromisso e fugindo a qualquer momento que desejasse.

– Não, não quero.

–Kagome, eu não pude evitar deixá-la. Eu era necessário aqui.

– Tenho certeza que sim. – Ele era um homem importante, mas ela não suportaria estar com ele, a não ser que fosse tão essencial para ele quanto ele o era para ela.

– Eu pensei que você compreenderia. – Sua voz tornou-se rouca e cansada, como se a conversa lhe tivesse tirado o último resquício de energia.

Ele deveria estar trabalhando muito. Ela afastou o pensamento que se parecia com preocupação e disse:

– Você estava errado.

– Eu vejo isso.

– Mais alguma coisa?

– Não, mais nada.

O telefone bateu no ouvido dela e queimou uma trilha por suas faces.

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Inuyasha desligou o telefone, uma sensação desolada destruindo a alegria que sentira ao descobrir que a agência internacional de detetives extremamente cara que contratara, encontrara Kagome.

Até mesmo seu alívio quando Sesshoumaru despertara do coma foi nublado por seu desespero ao saber que estivera errado em relação a Kagome, que a perdera. Ela lhe dissera que estava procurando afirmar seu poder feminino. Ele o fizera e agora ela não queria mais nada com ele.

Como pudera estar tão errado sobre uma mulher? Será que ela era tão sem compaixão?

Após dias sem sono adequado, ele não tinha a energia mental para lidar com o problema. Já tinha o suficiente para se preocupar sem permitir que suas emoções pessoais tomassem a dianteira.

Sesshoumaru acordara paralisado da cintura para baixo. Os doutores tinham esperança de que ele voltasse a andar, Rin estava certa disso.

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Kagome pegou a revista no consultório médico enquanto esperava para ser chamada para receber o resultado de seu teste. Sabia o que o médico diria, porém. Seus sintomas físicos eram inconfundíveis e os testes de gravidez domésticos possuíam 98 de acerto.

Estava grávida de Inuyasha.

Ele usara uma camisinha cada vez que haviam feito amor, mas ainda assim conseguira plantar seu filho dentro dela. Todo método anticoncepcional possui um fator de risco, mas ela pensava que uma camisinha precisava se rasgar para não funcionar.

Lembrando-se de algumas das maneiras pelas quais ele lhe dera prazer, pensava que talvez pudesse compreender como isso acontecera, mas como Inuyasha reagiria ao saber que seria pai?

Pois ela precisava dizer isso a ele, e uma pequena parte sua se alegrava por ter uma desculpa para vê-lo novamente.

Ela olhou sem ver a revista em seu colo, os sentimentos confusos dentro de si. Passara cinco semanas questionando-se se fora mais tola por confiar em Inuyasha à primeira vista ou em recusar-se a encontrá-lo novamente e a ouvir dele a razão por

que a deixara sem uma palavra. Quanto mais pensava sobre isso, mais se convencia de que a última opção era a correta.

Temera os sentimentos avassaladores que tinha por Inuyasha. Kouga a ferira muito, mas ela não sentira por ele um décimo do vínculo emocional que tinha com Inuyasha após sua primeira noite juntos.

Ela suspirou e ia fechar a revista quando um rosto na página lhe chamou a atenção. Parecia Inuyasha, mas não era ele. Será que era?

Magnata dos bancos Sesshoumaru Taisho choca a comunidade financeira

ao ficar paralisado em acidente.

O artigo dizia que ele fora atropelado tentando evitar um assalto e passara cinco dias em coma. A data de seu acidente fora a mesma em que Inuyasha a deixara.

A náusea fez com que seu estômago se contraísse, enquanto ela lia sobre a luta do homem pela vida, sua paralisia e a necessidade de seu irmão mais novo assumir responsabilidades adicionais para com o banco.

André precisara dela e ela se recusara a ir ao seu encontro. Ela levantou-se de um salto e correu para o banheiro, chegando exatamente a tempo de vomitar na pia.

Os nervos de Kagome eram como cacos de vidro enquanto ela caminhava para a mesa da recepcionista no banco Taisho. Ela se hospedara em um hotel após o longo vôo, mas levara um tempo mínimo para se refrescar antes de tomar um táxi até o distrito financeiro.

Ela não podia acreditar que voltara à Tókio quando deixara sete semanas antes, sofria tanto que pensara nunca mais querer voltar. A compaixão por Inuyasha e pelo que ele deveria ter passado a atormentava.

Ela viera para lhe pedir perdão e lhe contar que estava grávida de um filho dele. O que fizesse depois era sua escolha. Ela precisava vê-lo, mas temia que ele a rejeitasse tão friamente quanto ela o fizera.

Quando ela deu o nome à recepcionista, a mulher fitou-a com uma expressão especulativa, enquanto ligava para o assistente de Inuyasha.

–Senhor Miroku estará aqui logo para escoltá-la ao escritório do senhor Taisho.

Kagome não conseguiu acreditar em quão fácil era chegar até ele dessa vez, quando antes a mulher nem quisera lhe permitir acesso à caixa de mensagens de Inuyasha.

Talvez fosse uma recepcionista diferente. Um jovem vestindo um terno, tocou seu ombro menos de cinco minutos depois.

– Senhorita Higurashi?

– Sim.

– O Inuyasha disse que a receberá em seu escritório.

– Ele sabe que eu estou aqui?

– Sim. Siga-me, por favor.

Ela o fez, o coração batendo com rapidez mortal durante o longo trajeto de elevador até o último andar. Inuyasha estava no telefone quando ela foi introduzida em seu escritório, um enorme cômodo belamente decorado com madeiras escuras e obras de arte clássicas nas paredes.

Ela mordeu o lábio, olhando em volta. A vida dele era tão diferente da sua e ainda assim eles estavam ligados como se nenhum dos acessórios importasse. Será que ele se lembraria disso, ou somente de sua crueldade induzida pelo medo?

Ele desligou o telefone e se levantou.

- Kagome, A sua mãe lhe pagou outra viagem à Tókio?

Ela balançou a cabeça, negando, o coração sedento bebendo à vista dele em grandes goles.

– Eu vim porque precisava vê-lo.

– Na última vez em que nos falamos, você deixou claro que não queria me ver novamente.

– Eu estava errada. – A garganta de Kagome se fechou com as lágrimas que não conseguia suportar verter na frente dele, e precisou respirar profundamente por vários segundos até poder falar novamente sem expô-lo à carga de sua dor. – Eu sinto muito. Eu fui tão estúpida, e compreenderei se você não quiser me ver nunca mais, mas eu o amo, preciso de você e passarei o resto de minha vida corrigindo o fato de tê-lo decepcionado se você somente me der mais uma chance.

Com a expressão impávida, ele não disse nada.

– Eu não sabia – ela explicou com uma voz estrangulada – sobre seu irmão. Eu pensei que você havia ido a Hamasaki a negócios e me deixado para trás sem uma palavra. Quando você me disse que seu assistente não havia deixado um bilhete, eu pensei que não era suficientemente importante para que você o fizesse pessoalmente. Doeu.

Ela fez uma pausa, colocando os pensamentos em ordem, tentando não se desviar.

– Eu sei que se eu tivesse confiado em você então, teria evitado muita dor para nós dois, mas meu coração já lhe pertencia. Pensei que se o visse novamente, lhe pertenceria ainda mais, e você poderia me destruir com o que eu pensei que fosse sua indiferença.

Ela procurou uma pista em seu rosto quanto ao que ele estava pensando, mas ele nem piscou.

– Inuyasha?

Seu maxilar se contraiu, mas ele não disse nada e ela deixou cair a cabeça em desespero. Como poderia contar-lhe sobre o bebê agora? Talvez devesse somente escrever para ele.

Não eram exatamente notícias que o alegrassem e ela não tinha certeza de que poderia lidar com o horror em sua expressão quando soubesse que ela estava grávida dele. Voltou-se para ir embora.

– Você não sabia sobre Sesshoumaru?

Ela parou no meio do caminho, em cima do carpete.

– Não.

– Estava nos jornais.

Ele estava logo atrás dela, apesar de ela não tê-lo ouvido se mover.

– Eu não leio jornais.

– Quando você descobriu isso?

– Há três dias.

– Você veio muito rápido.

– Mais ainda assim tarde demais.

A mão dele tocou em seu ombro e ele a voltou para si.

– Tarde demais para o quê?

Ela o fitou, o amor quase a sufocando com sua força.

– Para apoiá-lo quando você precisou de mim.

– Eu sempre preciso de você.

Ela não deveria ter ouvido bem.

– Você disse que me amava. – Os olhos dele perfuravam os dela como se testando a verdade em suas palavras.

Incapaz de acreditar que podia tocá-lo, suas mãos subiram para se apegarem à sua camisa.

– Eu realmente o amo, tanto que tenho medo.

– E esse medo causou sua recusa?

Ela não conseguiu lutar mais contra as lágrimas. Alívio e esperança passaram por ela em uma onda poderosa.

– Sim.

– Nós tivemos pouco tempo juntos, não o suficiente para alicerçar o que representamos um para o outro.

Ela engoliu em seco e assentiu, incapaz de falar por causa do nó de emoção que a fazia engasgar.

– Eu também a amominha Kagome.

– Mesmo depois de eu o ter rejeitado?

Os lábios dele lhe responderam e ela sentira tanta falta dessa sensação que pegou fogo com esse único beijo. Descobriu que ele tinha um pequeno apartamento cuja entrada era atrás do escritório quando ele a levou para lá e fez amor com ela com um desespero que refletia o seu.

Ela se enroscou em seu corpo quente e duro depois disso, tão feliz que quase passava mal. Ele a perdoara. Ele a amava. Ele ficaria feliz ao saber do bebê. Ela

tinha certeza disso.

– Dessa vez vamos nos casar o mais rápido possível. Sem mais mal-entendidos.

– Eu gostaria muito disso, mas há algo que preciso lhe dizer.

Fez uma carícia no peito dele, os dedos formigando com a alegria de poder fazer isso.

Ele levantou o seu queixo.

– Você está nervosa. O que é?

Ela engoliu em seco. E se ele não confiasse nela, assim como não confiara nele? E se ele pensasse que o bebê não era dele? E se ele pensasse que ela o fizera de propósito?

Recusando-se a deixar essas possibilidades aterradoras a intimidarem, inspirou

profundamente.

– Eu estou grávida.

Ele ficou quieto, e ela não tinha certeza nem mesmo se ele estava respirando.

– Grávida?

– Eu carrego o seu filho na barriga.

– É por isso que voltou par mim?

Ela não podia saber o que ele pensava, mas balançou a cabeça.

– Não. Eu quero dizer, sim.

Não queria mentir para ele, nem mesmo por omissão.

– Eu planejava vir quando fiquei grávida, mas quando descobri sobre o seu irmão, nada me teria impedido mesmo se eu não estivesse grávida. De fato, se eu tivesse sabido como entrar em contato com você em Hamasaki, eu duvido que tivesse ficado longe de qualquer jeito. Eu estava morrendo aos poucos por ficar longe de você.

– A separação estava me matando também. – Ele olhou para sua barriga ainda plana e a tocou com reverência.

– Nosso filho está aí.

– Você está feliz?

Ele olhou para ela e a alegria que brilhava em seus olhos escuros era tão intensa que trouxe lágrimas aos dela.

– Você duvida?

– Eu o amo,Inuyasha. Sempre o amarei.

– Eu a amo, minha Kagome.

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Eles se casaram em uma pequena e secreta cerimônia uma semana mais tarde, mas quando a família de Inuyasha descobriu, sua mãe insistiu que eles recebessem uma bênção dupla, junto com Sesshoumaru e sua esposa, Rin. Inuyasha encomendou da Grécia uma grinalda que combinava com a de Rin para que Kagome usasse.

Os pais dela vieram para a cerimônia e a celebração durou até tarde da noite, depois das duas noivas anunciarem a dupla gravidez.

Rin e Kagome concordaram que os homens Taisho eram excelentes maridos, porque eram tão fáceis de amar e tão capazes retribuir esse amor.

FIM

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Konbanwa mina-san!

O último capítulo da triologia.

Capítulo fresquinho. Presente para o dia dos namorados. (Pra quem tem né? Pra qm não tem não se sinta isolada, saiba q somos duas... e q eu ainda posso ser acusada d tentativa de homicídio. Ùú Mais eu ainda capo akele infeliz!!!) Ele realmente me desprezou... nem uma forzinha ele me deu, passou por mim e fez q não viu...

O dia no colégio hj foi mt xato... td mundo ganhando flores na aula d física... soh eu q fiquei patetando...

Até a minha miga q tem um namorado no Japão ganhou... Ele teve a vontade de ligar pra uma floricultura daki da cidade e mandou entregar pra ela. E me mandou uma rosa pra mim tbm... com o bilhete de "te amo cunhadinha"

Assim não conta neh??? Ele queria me comprar...

Masssss eu não desgrudei da rosa. Uma flor eh uma flor...

Eu realmente não tenho tempo para responder as reviws hj... T.T to mt triste entendam... O meu Tórrido caso de amor eh mt desgastante... ahh... e não tenho vontade também de assistir televisão, onde aparecem os namoradinhos abraçados pelo xopping, e beijinho as escondidas...

To tão triste!!! ','

Será q aquele infeliz não percebe q eu jah to com saudads dele??? O xato fica fazendo cu doce, então eu devo eh sorrir! Qm provocou td foi ele neh???

Mas... Eu axo q melhoro amanhã... com dois horários de matemática, mais dois de química e outros dois de Matemática financeira... axu q não vou poder parar pra pensar...

Mas eu queria tanto akele bixão de pelúcia enorme q eu vi no xopping... e esse corno não vai me dar... ''

Mas agradeço a todos q estão lendo as minha lamúrias. E Principalmente à

Carlinha, Linoklis-chan, naninhachan, Cris, Agome chan, Sacerdotiza, neiva, Maiyu .Mad.Hatter, Sylvana Melo, Hana Murasaki-Chan, Polly.

Vocês foram uns anjinhos q me iluminaram cada dia. E Q tenho certeza q vão estar comigo até o fim. Espero concluir mts outros projetos na comanhia de vocês...

Amu cada uma daí de cima, viu? Viu? Viu? Viu?