[ S A K - S A K ]
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Misa já estava na frente do hotel, com toda sua bagagem aos seus pés. Já saíra do hotel e Junkie disse que iria mandar alguém ir buscá-la e levá-la até o local onde moraria com alguns colegas. Estava esperando que alguém a viesse buscar.
Vários carros paravam, descarregavam malas e passageiros e iam embora. Alguns até vinham "carregar-se" com pessoas. Mas nenhum carro havia parado para buscá-la.
Até que um táxi parou defronte o hotel. Dali, saiu um menino de olhos puxados, com longas madeixas louras. Tinha uma plaquinha, onde se lia "Misa Amane, do 82A". E ficou parado na frente do carro.
Misa chacoalhou a mão no alto e o menino a avistou. Foi até ela.
-Você é a Misa? Amiga da Junkie?
-Sim, sou eu.
-Eu sou Shinnie. Vim te buscar -disse ele, pegando a mala da garota e andando até o táxi. Misa o acompanhou.
Ele colocou a mala no porta-malas e sentou-se ao lado da garota no banco de trás. O táxi começou a andar, levando-os para casa.
Misa ia observando o lugar pela janela do carro. Fazia muito tempo desde a última vez que estivera em Tóquio. Tudo parecia bem diferente.
-É a sua primeira vez na cidade? -perguntou Shinnie, sorrindo bondosamente para ela.
-Não, não. Já vim aqui algumas vezes com meu pai. Mas faz muito tempo. Eu não lembro mais das coisas.
-Ah, daqui a pouco, você vai conhecer essa cidade muito bem.
-Espero. Sempre amei Tóquio.
Não demorou muito e o táxi parou na frente de um sobrado muito bem ajeitadinho. Shinnie desceu do carro e pegou a mala da menina enquanto ela desembarcava. Ele pagou a corrida e os dois foram entrando.
-Chegamos pessoas! -disse o louro, tirando o tênis na entrada. Misa também descalçou os sapatos.
-Estamos aqui na cozinha! -disse a voz de Junkie.
-Bem, vai indo até lá. Eu vou levar sua mala para o quarto e já desço -disse Shinnie, sorrindo.
Misa assentiu com a cabeça. Estava um pouco apreensiva. Com passos ligeiramente temerosos, ela se dirigiu até a porta onde havia mais barulho e movimentação.
-Ah, aqui está ela! -disse um garoto de mechas vermelhas, colocando um braço nos ombros da menina logo que ela entrou.
-O-oi... -suspirou ela.
-Yuchi, larga ela, seu safado -disse Junkie, tirando o braço dele dos ombros de Misa- Nunca dê bola pra ele, tá? Senão, já era.
-Ah, OK.
-Bem, pessoal, abram alas. Essa aqui é a Misa-chan e ela vai morar aqui com a gente de agora em diante -disse Junkie, apontando um banquinho à bancada para ela sentar-se.
-Oi Misa-chan. Seja bem-vinda! -disse um garoto de longas madeixas negras, colocando uma tigela na bancada.
-Obrigada... er...
-Me chame de Ludi. Junkie, ela é uma gracinha -comentou o garoto, indo até a geladeira.
Misa corou. "É o segundo me cantando hoje!"
-Não precisa corar não. O Ludi não tá te cantando. Ele é gay -comentou Junkie, como se tivesse lido os pensamentos da menina.
-Sou a bicha mais assumida e feliz que você vai conhecer nessa vida! -afirmou ele- E o que você vai beber? Cerveja, refrigerante?
-Ah, prefiro refrigerante.
-Cheguei -disse Shinnie, ocupando um lugar também.
-Olha, o Ludi não te canta, mas eu posso cantar se você quiser -comentou Yuchi, aproximando-se da menina.
-Yuchi, cala a boca -disseram Junkie e Ludi juntos.
-Misa, não que a gente queira que você se afaste do Yuchi. Ele é legal. Mas, até que você aprenda a se defender sozinha, nós temos que interferir -explicou Ludi, colocando uma latinha de refrigerante na frente dela.
-Ah, tudo bem. Obrigada pela latinha e por me defender -respondeu a menina.
Os cinco ficaram conversando, comendo e bebendo até tarde. Depois de arrumar a cozinha, decidiram ir dormir.
-Tem certeza que não quer dormir no meu quarto, gatinha? -perguntou Yuchi, com um sorriso malicioso.
-Ela tem -respondeu Junkie, entrando no meio dos dois.
-Por que você está me impedindo de arranjar uma namorada?
-Você não quer uma namorada. Você quer uma escrava sexual.
Yuchi emburrou. "Acho que ela acertou", pensou Misa.
A menina descobriu que dormiria no mesmo quarto que Junkie e Ludi. Deixaram para arrumar as coisas no dia seguinte.
Logo que deitou, Misa pôs-se a pensar sobre o dia que tivera. Fora incrível até agora. E ela esperava que fosse assim para todo o sempre.
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