Flasher

Sentiu um arrepio cruzar seu braço e o impacto da onda magnética a atingiu em um segundo. A morena fechou os olhos por um instante antes de se virar. O sorriso escarnário estampado no rosto dele como sempre.

- Você nâo muda não, Inuyasha?

- Na verdade não. Assustar você em becos estranhos ainda é a minha especialidade. – Zombou, os olhos dourados fixos nos dela. Em um piscar de olhos ele desapareceu no ar e se materializou a sua frente. – E você ainda os procura.

- Eu tinha um trabalho a fazer. – Kagome retorquiu, se teletransportando para cima de um prédio a dois quarteirões. Inuyasha se materializou logo atrás dela.

- Ainda caçando dos seus?

- Dos meus não, Flasher. Dos seus. – A morena sorriu sem humor, e antes que Inuyasha pudesse piscar, ela estava diante do seu nariz.

- Nós realmente não somos diferentes, querida.

- É claro que somos.

Do alto do prédio, mal se podia enxergar a suposta 'cidade' de tão escura. Banhados e camuflados pelas sombras da madrugada e a comodidade de um lugar deserto. Kagome encarou bem fundo dentro dos olhos inumanos de Inuyasha.

- A diferença, meu bem, é que você renega o que você é.

- E você aceita ser um monstro. Muito melhor realmente, estou admirada com você, Flasher.



- Pare de me chamar de Flasher.

- É o termo técnico, 'meu bem'. Dos que são como você. Dos transportadores. Engraçado como essa gente não tem criatividade, tenho que admitir. Os flashers, criaturas capazes de sumir em um flash. Que coisa mais idiota.

- Bom saber que você não perdeu completamente o bom senso.

- Eu realmente aguentei você e seu senso de humor ridículo durante mais de um ano e meio? Eu era meio louca, realmente. – Kagome revirou os olhos e sumiu em uma onda magnética. Inuyasha pulou para a rua e a seguiu andando pela calçada gelada até que caminhavam lado a lado.

- Você costumava adorar estar comigo.

- Você sempre foi um bom mentiroso.

- Não posso negar. Eu sempre fui bom em tudo.

Kagome parou por um minuto, o encarando irritada. Puxou o capuz do casaco preto sobre os cabelos e escondeu o rosto. Um guarda fazia ronda por nada em especial. Inuyasha a enlaçou pela cintura, e passaram pelo vigia como um casal de namorados, antes de se soltarem com rudeza quando o mesmo havia ficado para trás.

- Aliás, você sabe que você é o meu próximo alvo não é?

- De novo?

- Aham... – Ela olhou-o séria. – Mais uma vez. Parece que vou ter que ver sua cara medonha daqui a alguns dias. De novo.



- Que mentalidade absurda dessas pessoas. Primeiro porque é óbvio que você não vai me matar. Você não conseguiria. E em segundo, há alguma espécie de diversão extra por termos tido um relacionamento?

- Talvez. – Ela sussurrou bem perto do rosto dele, ao hálito de menta soprando gelado pela temperatura baixa nas bochechas de Inuaysha. Depois Kagome desapareceu, reaparecendo no quinto andar de um prédio de tijolos laranjas, abandonado, na escada de incêndio.

- Sei que estou completamente seguro enquanto for você que eles mandarem para me matar. – Inuyasha gritou para ela.

- Posso saber porque? – O grito feminino chegou aos ouvidos sensíveis dele.

- Porque você me ama.

Kagome veio em uma onda de força incrível que por pouco não o atirou longe, parando praticamente colada a ele, com os olhos bem presos nos dourados.

- Continue sonhando, Inuyasha. Sou a melhor dos caçadores da sua espécie.

- Só porque você é da minha espécie... – Inuyasha beijou os lábios finos e gélidos com sofreguidão, mas se afastou tão abruptamente quanto chegou. – Flasher.

- Eu não sou uma Flasher, Inuyasha.

- Eu sei. Me lembro bem de como e porque terminamos.

E ele desapareceu nas sombras de um instante para o outro. A deixando sozinha na viela coberta de neve. Kagome puxou o casaco sobre os ombros, tentando se aquecer. E olhou para o céu escuro e nebuloso.

- Não Inuyasha, você nunca vai entender porque.

E se foi na mesma explosão de energia que a havia posto ali.

OoO

PARA OS LEITORES DE REPÚBLICA:

Olá meus amores. Não vou me esconder, mereço qualquer ovada, tomatada, ou cadeirada que os leitores resolverem me dar.

Primeiro de tudo, não, eu não morri. Mas meu computador morreu. Junto com o capítulo onze de república. PELA SEGUNDA VEZ! Então, hoje, que eu estou na casa do meu pai às 3:45, depois de ver Jumper, e com energia demais para ir dormir, eu resolvi escrever uma one super-curta. Um drabble mesmo.

É resposta para o tema 11 – Sombras, tudo bem que eu praticamente não abordei o tema. Só o fato de eles estarem no escuro. Mas eu realmente precisava postar alguma coisa para me explicar. Eu estou com a consciencia super pesada. Mas o que acontece é o seguinte: Eu estou escrevendo pela TERCEIRA vez o capítulo 11. Dessa vez eu tenhos uns backups do anterior (Y). Mas continuo sem pc, então aos leitores de república, minhas mais sinceras desculpas. Mas ainda vai demorar.

E antes de ir, só para constar, um Flasher é a mesma santa coisa que um Jumper. E a falta de criatividade dessa fic foi triste. Eu sei, obrigada.