A única
Por: Faniicat
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Embora eu estivesse cansado e meus olhos pesassem, eu não conseguia dormir. Eu me sentia pesado a cada vez que fechava os olhos e o único som a alcançar meus ouvidos era a calma respiração adormecida dela. O único cheiro que eu sentia era o cheiro de seus cabelos. O único calor ao meu lado era de seu corpo.
E isso me matava.
Ia me corroendo por dentro lentamente, me fazendo ficar inquieto e de repente tudo o que eu queria era estar rolando na cama de um lado para o outro. E então aquele nome atingia minha mente, provocava um abalo sísmico em minha consciência e fazia meu coração perder o ritmo por um segundo antes de bater acelerado. Kagome. Ficava flutuando, sob a pálpebra de meus olhos, me chamando e me fazendo perder o controle de minha própria mente.
Começava a viajar, me lembrar de seu gosto, de seu toque, do cheiro que me embriagava, das curvas sinuosas de seu corpo, de como parecia moldada para caber em minhas mãos. As memórias dos vívidos olhos azuis apareciam em minha mente e pareciam que nunca mais iriam embora.
Era suportável, embora dolorido, apenas recordar-me. Mas quando a imagem do rosto retraído, desconfiado e magoado ressurgia tão real que parecia uma fotografia, vinha à minha mente, meu peito explodia. Meu coração se apertava e meu estomago afundava em mim mesmo.
"Não dá mais, Inuyasha..." Sua voz me alcançava, independente do quanto eu tentasse escapar dela. Não como fugir de meus próprios fantasmas. "Você sabe tão bem quanto eu que acabou. Não é mais uma relação e eu não quero me sentir presa a um amor que está morrendo!"
E de repente eu já não sentia mais a presença ao meu lado, eu havia sido transportado à dimensão aterradora daquele dia. Independente do quanto eu tentasse esquece-lo, ele sempre voltava para me assombrar e me lembrar que eu falhei. E tudo por orgulho.
"Eu ainda te amo." E era isso que mais me doía. "Não entendo porque não pode aceitar isso e depender de mim como eu dependo de você. Não entendo porque não pode se abrir e deixar que eu entre no seu coração, droga! Para mim já chega."
Kagome. A pequena lágrima que escorreu de seus olhos por seu rosto e pingou do queixo cinzelado, o último contato de seus lábios frios contra os meus quando ela se virou e saiu andando, atravessando o parque, atolando as botas quentes na neve gélida enquanto partia. E eu nem ao menos tentei. Eu era fraco e dependia dela mais do que ela podia sonhar.
E eu não agüentava mais. Mas já era tarde demais e eu ficava como estou agora, com os olhos abertos para a escuridão com o coração pesado e lento. Meus músculos formigavam desconfortavelmente.
Virei meu corpo sobre a cama, encarando o rosto da mulher deitada ao meu lado. De olhos fechados a semelhança era realmente grande. O formato do rosto, do nariz, a boca era levemente menos carnuda e os cabelos mais compridos.
E era difícil suportar a dor.
Ela não era Kagome, era apenas uma imitação. Eu estava usando alguém, procurava nela o que eu amava em outra mulher. Embora soubesse que Kagome era única e que ninguém nunca mais bastaria para mim.
E talvez eu conseguisse me conformar em tentar encontrá-la em mais uma destas mulheres tão parecidas, entretanto não havia como enganar a mim mesmo quando seu beijo não era o dela e seu cheiro não me transportava.
Eu não queria uma imitação, eu queria a ela, e havia deixado-a partir.
Eu era fraco.
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Eu sou maluca e como não me satisfiz em fazer uma resposta ao tema 27. Imitação, fiz duas, isso mesmo! Hahahaa, amanhã mesmo eu devo postar a segunda. Então, espero que tenham aproveitado (pisca) que amanhã tem mais.
Ah, sim, eu terminei o capítulo doze de República, então se o Kósmos não planejar mais nada perverso para mim, eu o postarei amanhã (também.)
Estou aproveitando que é carnaval e adiantando tudo o que posso. Então, tudo o que eu posso pedir, com toda humildade, é, me mandem reviews? (olhos brilhantes/) E muito obrigada a quem leu, ok?
Mil beijos, meus pingüins, Faniicat.
