- Então diz para mim! – a voz de Sara saiu quase num sussurro.

Grissom sorriu-lhe abertamente, chegando-se para frente, parecendo querer beijá-la, ficando a milímetros dos lábios rosados, desviando seu caminho até o ouvido dela para serem ditas as palavras, a frase, que ele até então, nunca dissera em voz alta:

- Eu te amo, Sara! – sussurrou e depositou um beijo suave, quase casto, na pescoço dela.

Sara deixou escapar um leve gemido de sua garganta. Poderia culpar o contraste do ar frio do quarto impregnado em sua pele, com aqueles lábios quentes que tocavam-lhe o pescoço.

- Gris. - Chamou-o num pio de voz.

Grissom afastou-se para poder olhá-la na face. Sem dizer nada, Sara envolveu seus braços no pescoço dele e sempre olho nos olhos, puxou-o, trazendo-o sobre si, deitando-os na cama.

Sem palavras, apenas fitavam-se, mal piscavam, respirações quase suspensas. Ele apoiando parcialmente o peso de seu tronco sobre um braço, enquanto o outro repousava na cintura dela. Sara desfez os braços ao redor do pescoço de Grissom, deslizando uma mão até entrar por baixo dele, até alcançá-lo nas costas, sua outra mão alcançando da face dele, desenhando-o os lábios com o polegar. Quando seus olhos voltaram para reencontrar os dele, viu-os baixo; Grissom fitava seus lábios, como ela fizera a pouco com os dele, mas sem tocá-los, sorriu. Seus olhos se reencontraram. E o sorriso dos dois foi a palavra, foi o sim não dito para que os lábios finalmente se unissem.

Um leve roçar de inicio, depois os lábios se tocaram, as línguas tocaram os lábios, como se para saber se realmente estavam ali. Então os lábios se partiram, as bocas se abriram, dando passagem, e há o encaixe perfeito; as línguas se moldam, travando uma batalha lenta, vagarosa e profunda, como se fosse difícil decidir em qual campo eles continuariam aquela luta deliciosamente lenta e viciante. Já não importa!

Cada investida dele ou dela com a língua, torna o beijo mais profundo, mais necessitado, mais urgente e chega o momento em que roupas começam a parecer armaduras e as mãos querem explorar os lugares ainda desconhecidos. Nesse momento o ar também já se faz necessário.

Sem pedir ou consentir em palavras, apenas olhares, Sara começa a desabotoar a camisa de Grissom, que está acariciando a lateral de seu corpo. Ao terminar, ele se ajoelha na cama e despe a camisa, ela também se ajoelha, suas mãos alcançando o cinto dele e abrindo-o, um volume considerável já era visto ali, segurou sua vontade de tocá-lo e apenas abriu o cinto e desabotoou a calça, baixando-a até os joelhos dele. Descendo da cama, ela fê-lo sentar à mesma, abaixou-se, retirando os sapatos e meias dele, logo livrando-o das calças já metade despidas. Deitou-o, retirou sua própria calça, subiu na cama, montando no quadril dele. Sentiu-o elevar o quadril e gemer quando ela sentou em cima de sua ereção.

Seus olhares se encontraram, apenas sorriram, iriam se amar pela primeira vez, nada precisava ser dito.

Sara deslizou suas mãos por baixo da camiseta que ele ainda vestia, e foi levantando-a, Grissom ergueu-se e se sentou com Sara sentada sobre si, assim, ela pode retirar a penúltima pela de roupa dele. Voltou a se deitar, trazendo-a pela cintura, as mãos dele percorrendo das coxas as laterais dos seios dela, enquanto trocavam mais um beijo ardente e apaixonado.

Quando Grissom livrou-a da leve blusa de cetim, virou, colocando-a sob si, sua mão livre percorrendo e explorando cada parte desconhecida. Permitiu-se tocá-la nos seios, começou pelas laterais, depois o contornou com os dedos, atingindo o mamilo eriçado e rígido, apertando-o entre os dedos, fazendo-a gemer dentro de sua boca; seios perfeitos, nem grandes, nem pequenos, na medida exata para preencher sua mão. Massageá-los arrancavam pequenos gemidos dela.

Buscou seus mamilos com a boca, tocou-a gentil, era o amor dos amantes acontecendo ali; entre aquelas quatro paredes. Palavras não se pronunciavam, eram ouvidos apenas os sons que o ato de fazer amor causava.

A boca dele agora traçava um rumo diferente, indo direto ao ápice do corpo, para tocá-la de forma a marcá-la na alma.

Pequenos sussurros...

Pequenos gemidos...

Ele mordiscava-a sobra a calcinha, assim, a primeira palavra é dita :

- Gil!

Seu nome gemido leva-o, momentaneamente, a realidade. A visão dela mordendo firme o lábio inferior, aqueles olhos castanhos tornando-se quase negros de tanta paixão, uma mão apertando fortemente o travesseiro enquanto a outra massageava firmemente um dos seios, era estupenda. Nunca se imaginou tendo visão mais linda e cheia de luxuria que esta.

Ela não o vira, focava-se no prazer que lhe era direcionado, cada toque dele enviando correntes elétricas até as raízes de seus cabelos. Seu útero chegando a doer pelas contrações antecipadas de prazer. Prazer que ele presenteava a ela. Sofrer por amor? Não, não diria que sofreu. Ela apenas cresceu, assim como ele, nessa sublime arte de amar e fazer amor.

Ao tempo de um piscar de olhos, jaziam completamente nus.. uma aura invisível, mas quase palpável de energia e calor envolvendo-os. A espera fora muita para se darem preliminares. Para todo o resto, haveria tempo, agora, o importante era se unirem e uma vez unidos, jamais se separariam.

Um gemido em uníssono foi ouvido enquanto um preenchia e o outro envolvia. O ar frio era ignorado pelo suor que já escorria em suas faces; qualquer um que entrasse ali agora, sentiria o forte perfume que o ato de fazer amor com tanta paixão desprendia.

O arrebatamento era total, e próximos ao êxtase de seu primeiro ato de amor, ela o envolveu com suas pernas, sentindo-o ainda mais, fazendo com que ele desequilibrasse sobre seus braços e caia sobre si.

Sara aperta-o firmemente pelas costas, suas unhas, apesar de curtas, marcando-o muitas vezes. Sentia a respiração dele, quente, em seu pescoço, e toda essa combinação de suor, respiração quente e mordidas que Grissom aplicava-lhe encaminharam-na ao ápice final.

Grissom sentiu-a diminuir o balanço do amor deles para senti-lo. Percebeu que os gemidos eram entre cortados e sentiu que ela o prendia, para que não saíssem daquela posição. Ao que ela estremeceu sob si, apertando-o tão deliciosamente por todas as partes, o ultimo fio de forças que o sustentava se desfez, despejando-se dentro dela.

Permaneceram assim, sentindo as pequenas ondas de prazer e exaltação que percorriam seus corpos. Após longos minutos, permitiram-se o desencaixe, que provocou um leve aturdimento a ambos, pela perda. E ficaram assim, emaranhados um no outro, debaixo do cobertor; nenhuma palavra dita, nenhuma palavra se fazendo precisa.

Uma manhã tão incomum chegava ao final, trazendo com si novas perspectivas e uma nova vida; vida nova que semanas mais tardes todos teriam conhecimento de estar a caminho, reafirmando assim que nenhum amor é impossível, muito menos pelo tempo, que só o torna mais bonito e infinito.

FIM.

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Obrigada a todos que leram ou irão ler essa fic!!!

Espero que tenham apreciado!

Bjos!