A carta
Uma mulher entrou na Opera Populaire correndo com um jornal em mãos.
–Olhem! Olhem! "Três divas somem na Opera Royal de Versailles"! – a mulher lia a manchete. Algumas pessoas a rodearam.
– Será o fantasma? Será que ele está em outras Operas também? Afinal ele sumiu já faz umas 3 semanas. – um deles fez a hipótese. Os outros ficaram pensativos, e começou uma pequena discussão.
Meg e eu observávamos de longe. Olhei para ela assustada. O que Erik fazia em Versailles?
– Calma, Christine. – ela começou – Não sabemos se é ele realmente.
Ela tinha razão, ontem mesmo eu havia recebido uma de suas cartas, ele me avisaria se fosse passar tempos fora. Pelo menos eu esperava que sim.
No meio daquela noite uma voz me acordou.
– Anjo da música – a voz cantava, era ele, meu anjo, não tinha ido embora. Havia um envelope em minha penteadeira! Acendi uma vela, abri e comecei a ler a carta.
Querida Christine,
Parece estranho, mas preciso que você vá à Opera Royal de Versailles, entre no grupo de balé (já mandei uma carta te indicando), para poder me ajudar.
Preciso descobrir quem está seqüestrando as divas de lá.
Com você infiltrada, será mais fácil descobrir
nomes, ligar fatos, já que não será fácil me instalar na Opera de
Versailles, como estou aqui.
Há duas passagens de trem neste envelope, sei que não vai querer ir sozinha, então comprei uma passagem para a Meg, também.
F.O.
Eu realmente não entendia o porquê de tudo aquilo. A preocupação de Erik sempre foi a Opera de Paris, nunca as outras.
Terminei de ler a carta e tive que me sentar por um momento. O que estava acontecendo? Parei de tentar entender, pois ele era impossível de ser entendido. Decidi atender o pedido de Erik. Acordei Meg, contei a ela.
A mãe da Meg, Madame Giry, como sempre, já sabia de tudo e autorizou nossa partida. No dia seguinte, de manhã já estávamos no trem.
