Aparecendo pra mim
Ao terminarmos a apresentação, várias pessoas vieram nos parabenizar, mas eu precisava achar Erik. Mostrar-lhe o endereço, e perguntá-lo por que exatamente estávamos ali.
– Parabéns, Mademoiselle! – pessoas diziam me entregando flores.
Imaginei que ele estaria me esperando no camarote 5 e fui em sua direção. Uma rosa vermelha com um laço negro caiu em minhas mãos, levantei o rosto para vê-lo. Uma longa capa preta com um capuz cobrindo o rosto pairava em minha frente.
Ele pegou minha mão e me levou para fora do teatro. Em frente a Opera, a neve caía lentamente.
– Anjo, – chamei – por que estou, quero dizer, estamos aqui? Por que isso lhe interessa tanto? – perguntei.
– Christine, primeiro diga-me o que descobriu. – ordenou ele.
– Ah, mais uma moça sumiu, essa dentro do camarim, este endereço – mostrei-lhe o papel – estava na penteadeira dela. Talvez as pessoas de lá possam ajudar.
– É claro, amanhã de manhã encontre-me aqui, em uma carruagem preta, vamos até lá. – ele decidiu.
– Agora pode me explicar por que estamos aqui? – perguntei, finalmente.
– Boa noite, meu anjo. Venha aqui amanhã. – sem me esperar responder, ele foi em direção a sua carruagem, e esta desapareceu nas ruas de Versailles.
